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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

CAFE ESPRESSO

Café.

Bom, café tem o que se chama, como se diz com vinho, terroir, isto é, incorpora as características do local onde cresceu.

Resolvi comprar uma máquina de espresso (é, escreve assim mesmo) e pesquisei bastante até optar por uma máquina com pressão de 15 bar, isto é, a pressão com que o vapor passa pelo pó. As máquinas com pressão menores extraem menos do café e são mais baratas.

Existem também as máquinas que moem o grão e fazem o espresso na hora (essas são prá mais de 3000 reais!!!) - máquinas razoáveis de espresso 15 bar saem por volta de 250 a 600 reais.

O pó para máquina de espresso tem de ser um pouco menos moído (em inglês, coarse grain), para que o vapor possa fluir por ele. Mas como quando eu comprei a máquina e estava doido para tomar um café, fiz com o pó comum mesmo, mas era um pó gourmet, um melhorzinho que tinha aqui em casa e funcionou.

Ficou muito bom! O espresso bem tirado fica com um creme em cima, e esse creme tem de ser consistente, vistoso, e ao beber, tem de ficar colado na xícara. Bom, aconteceu isso, mesmo com o pó comum. Dá prá ver na foto acima, o creme branco na xícara.

Mas o espresso amplia as qualidades e defeitos do café. E eu adoro café, como todo filho de europeu... Então vamos ampliar qualidades!

Assim, comprei um café melhorzinho, da coleção Melita - um café com terroir da região Mogiana, do oeste de São Paulo, divisa com Minas Gerais.

Esse café se mostrou divino! Ficou bem encorpado, o creme bem consistente, uma jóia. Mas tem muita cafeína, né?

Bebemos, eu, minha esposa, minha irmã e meu cunhado, um mooonte de café. Ficamos até meio neurados.

Mas eu continuo adorando café... hehehe Hoje fiz um da Mogiana, e quanto mais rápido você tira o café, mais forte ele fica - ficou macho demais, quase dando prá cortar com tesoura - um cafezão! Não os nescafezes que a gente vê por aí...

Dos 4 jeitos de extrair o café, por pressão (o espresso) é o jeito que melhor mostra as qualidades do café. Mas também amplia os defeitos...

Para o cafezinho comum (pelo método de filtração), tem de se ter o cuidado de não deixar a água entrar em ebulição (para não cozinhar o pó) e isso é difícil de fazer. A dica é tirar a panela de água do fogo quando começar a aparecer as bolinhas - aí a água está quase a 100 graus centígrados e passar pelo pó. Assim ele não cozinha e o café fica com mais gosto. Quando a água está muito quente, o pó cozinha e a casa toda cheira o café cozido, mas o aroma não fica no líquido.


Ah, tem gente que compra o pó extra forte porque gosta de café mais forte - esse pó é o pior - ele é torrado demais e amarga muito. Fora o monte de folha e pauzinhos que torram junto.

O café por infusão (aquele do café turco, onde o pó é colocado na água quente e não é filtrado), e o café por percolação (aquele que tem um êmbolo numa garrafa de vidro que coa o pó) são métodos muito utilizados na Europa e Oriente, mas ainda não extraem tudo o que o café pode dar. Mas são melhores que a filtragem.

Enfim, quem gosta de um cafezinho bem feito, curte um espresso no bar, vale a pena comprar uma máquina caseira - mas opte pelas máquinas que têm a peneira de aço e usem pó - as máquinas tipo Nespresso só usam os cartuchos dela (muito mais cômodos), mas você corre o risco de ficar sem os cartuchinhos.

Com a máquina de peneira de aço e que usa pó, você poderá experimentar milhões de pós e de métodos de compactação do pó na peneira, tempo de passagem do café e outras frescuras, sempre buscando o café que melhor te satisfaça.

Ah, e se comprar a máquina e o primeiro café sair ruim, não se desepere, o meu primeiro saiu frio e transbordou a xicara - eu não sabia que tinha de desligar para parar de passar... hehehe

Boa sorte!

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