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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Não vote nulo!!! Voto nulo não invalida eleição!

NO BRASIL É ASSIM: VOTOS EM BRANCO OU NULO NÃO INVALIDAM ELEIÇÃO!
Em qualquer país onde as leis são feitas para beneficiar toda a população e não privilegiar uma parte dela, em qualquer eleição os votos em branco representam a vontade do seu povo, ou seja, mostra que há uma rejeição aos candidatos apresentados.
Se a quantidade de votos em branco for de 50% mais um voto, a eleição deve ser anulada e feita outra, com outros candidatos. Os votos nulos são descartados, pois não representam a vontade do eleitor, mas simplesmente que ele não soube usar os métodos de votação corretamente. Mas, no Brasil não é assim que a coisa funciona.

Acostumados a legislar em causa própria, os políticos simplesmente criaram uma lei eleitoral onde a rejeição do povo aos candidatos não quer dizer absolutamente nada, ou seja, gostando ou não, o povo vai ter que engoli-los. Assim, na contagem dos votos, a lei só considera válido o voto onde o eleitor escolhe um candidato, desconsiderando os votos em branco e os nulos.
Melhor dizendo, voto em branco não representa absolutamente nada na contagem.
Isso, não só é um procedimento ilegal, como pernicioso em se tratando de um assunto tão sério.
Assim, se a maioria da população anular seu voto em sinal de protesto, na verdade está dando força para que a minoria eleja os candidatos que a própria população rejeita.
Nesse caso, um dos raros casos, a minoria vence. Só como exemplo, se Lula for rejeitado por 70% da população que votou em branco, ele vencerá a eleição e tomará posse, pois apenas 30% dos votos foram válidos e todos eles foram para o Lula.

Assim, o brasileiro, para não eleger o candidato que ele rejeita, deverá, OBRIGATORIAMENTE, que votar em qualquer outro candidato, mesmo que não seja o seu preferido.

No Brasil, votar em branco ou nulo não representa o eleitor, mas favorece os candidatos. Seria bom que isso fosse divulgado, pois muita gente pensa o contrário. Para não eleger determinado candidato, o único recurso é votar contra ele. Não há saída.

Dia do Motociclista - 27 de junho

Senhor, cada vez que subo numa moto sinto a liberdade e ao mesmo tempo tenho medo de encontrar-Te num destes caminhos perplexos do mundo.
Como sou frágil diante da natureza, e ao mesmo tempo me sinto forte e dono de mim, quando estou numa moto.
Mas, Senhor, não quero perder minha vida num destes momentos. Quero que o guidão de minha moto esteja sempre firme em minhas mãos, Senhor, que o capacete que me proteje a cabeça, seja a segurança de que preciso, e que Tu, Senhor, seja a minha proteção permanente.
Perdoa-me Senhor, se por vezes abuso da liberdade que me deste e corro alucinado, ou me perco em emoções na velocidade, em busca de respostas...
Que cada dia eu possa sentir a Tua presença na brisa que recebo no rosto, na velocidade e na superação de meus próprios limites, na responsabilidade da vida que me deste. Quero sentir Tua presença protetora e amiga, pois sei que estás comigo como meu caroneiro.
Proteje, Senhor, nossas vidas e acolhe junto de Vós os companheiros que já partiram, que eles possam viver as alegrias de estarem Convosco, que nós tenhamos a esperança de um dia também encontrar-Vos. Proteje, Senhor, por intermédio de Nossa Senhora, nossas motos, nossas vidas, nossos caminhos, para que na certeza de Tua presença, possamos dar-Te glória e louvor, para sempre, amém.
Que Deus nos acompanhe em todas as nossas viagens e todo o nosso dia a dia, amém.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Profano

 

Como já foi mencionado em outra Pílula Maçônica (vide Pílula nº 53 –Colunas do Templo) o termo "Templo", que, entre outras definições, é o local onde as Lojas Maçônicas se reúnem, vem do Latim "templum", que significa horizonte. Como foi explicado, os augures contemplavam o horizonte (templum) para fazerem suas predições sobre o futuro, referente às condições climáticas, tempo de colher, templo de plantar, etc.

No local onde eles faziam essas predições, sempre no mesmo lugar e geralmente em cima de uma colina, foram erigidas paredes e teto, para protegê-los contra as intempéries. O interessante é que essa construção é que começou a ser chamada de "Templo", pois era dali que o horizonte (templum, em latim) era observado.

Referente ao "Profano", sabemos também que em latim, o termo "fanum" é que define a construção onde as religiões praticam seus cultos e é onde a Maçonaria reúne suas Lojas. É sinônimo de igreja, santuário, etc.

O termo "pro", tem o significado de "estar fora". Portanto, nas religiões, "profano" é a definição de quem não pertence à comunidade religiosa, de quem não foi Iniciado, batizado, etc.

Na nomenclatura Maçônica, um "profano" é a pessoa fora da Fraternidade; um não-Maçom. É dito também que, o mundo profano é o mundo fora das Lojas, ou seja, fora do ambiente Maçônico.

Recapitulando: na língua portuguesa o termo "Templo", que é a construção onde os Maçons se reúnem, vem da palavra "templum" que define o horizonte. E, em latim, para essa mesma construção, o termo que a define, é "fanum".Portanto, "pro-fanum" fora do templo, gerou "profano".

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Feira do Leste Europeu em São Paulo

Pôxa, fico doido pra acontecer um treco desses aqui em Belo Horizonte!!!

Ninguém quer fazer uma aqui não?

Eu ia me empanturrar de todas as comidas!!!

Ia passar o dia inteiro nessa feira!

Um dia tenho que me organizar e ir em São Paulo prá participar!!!


Croatas e Sérvios

Croatas e Sérvios são basicamente dois irmãos perdidos, separados numa idade muito pequena. 

Na juventude e em parte das suas vidas adultas, cresceram com pais adotivos bem abusivos. 

Portanto, Croatas e Sérvios, biologicamente relacionados, sabem onde o outro morou, e cresceram separadamente (até sua adolescência) e por quase todas suas vidas não viam nada em comum entre um e outro.

Um dia, o povo do serviço social pegou-os dos lares adotivos, já que seus pais adotivos morreram, e decidiram ficar com eles e outros irmãos perdidos que nem sabiam que existiam (Bosnia) e outros primos (Eslovenia, Macedônia, etc) em um apartamento apinhado e esperaram que eles se dessem bem daí em diante, mesmo sem ter crescido junto.

Naturalmente, um bocado de membros da família separados por anos colocados juntos não há como dar certo, com discussões mil sobre aluguel, contas e sobre um comer a comida do outro.

Isso explodiu numa briga de socos e pontapés entre todos os parentes, já que eles tentaram expulsar todos do apartamente, enquanto outros queriam mudar para fora sozinhos.

Finalmente, o proprietário do apartamento chegou e quebrou tudo, e todos foram chutados para fora e mudaram para casas separadas na mesma rua.

Nunca mais se recobraram da mudança do antigo apartamento e muitos se recusam falar uns com os outros, apenas se encontrando em feriados como Natal e aniversários, e à parte disso, juram que não são parentes.

Bem vindos à família das Balcãs, a família mais disfuncional da Europa!

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Nota: Acho que minha família herdou essa característica de disfuncionalidade... Acho que é típico da alma amargurada dos eslavos...

O Delta Sagrado

Por definição, segundo o dicionário Aurélio, "Delta" é a quarta letra do alfabeto grego, correspondente ao nosso D, e que tem a forma de um triangulo isósceles (os três lados iguais). É também, por semelhança, a foz, caracterizada pela presença de ilhas de aluvião, geralmente de configuração triangular, assentadas à embocadura de um rio, e que forma canais até o mar.

Na Maçonaria, no Oriente de uma Loja, por cima do Trono do Venerável Mestre, brilha o Delta Sagrado, normalmente, com o "Olho Divino" no centro. É o símbolo do Poder Supremo e também do primeiro princípio – ONISCIÊNCIA - que é a suprema realidade, em seus três lados, ou qualidades primordiais que o definem. De ambos os lados do Delta, que representa a Verdadeira Luz, a Luz da Realidade Transcendente, aparecem o Sol e a Lua, os dois luminares visíveis e reflexos dessa luz invisível, que ilumina a Terra, e que, simbolicamente, representam as luzes: intelectual e a moral (Nicola Aslan).

O Delta é um dos mais importantes símbolos maçônicos. No Templo Maçônico, como dito acima, ele fica atrás do trono do Venerável Mestre e deverá ficar numa altura tal que sua visão não seja obstruída pelo Venerável quando este estiver de pé.

Ele é tão importante que quando um maçom cruza a Linha do Equador num Templo Maçônico, ele faz uma leve saudação ao Delta (muitos pensam, erradamente, que a saudação é feita ao Venerável Mestre – ver Pílula Maçônica nº 121).

Muitas vezes é colocado, em menor tamanho, na parte frontal externa do Dossel

Nos Ritos teistas (Adoniramita, Escocês, etc) o Delta representa a presença da Divindade e, normalmente, no seu interior são colocados símbolos representativos, tais como a letra hebraica „iod", ou mesmo, o tetragrama.

Nos Ritos agnósticos, o Delta representa a sabedoria, o conhecimento. No seu interior, normalmente é colocado o "Olho que Tudo Vê" (vide Pílula Maçônica nº 95).

Por todos os motivos mencionados, é que, a visão do Delta não pode ser obstruída por nada e por ninguém.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Instrumentos Maçônicos

 

Os instrumentos profissionais tais como o esquadro, compasso, maço, malhete, prumo, nível, etc, são usados como Símbolos pela Maçonaria com a finalidade de incluí-los em seus ensinamentos da moral e ética.

Obviamente, ela não arroga o direito de propriedade, invenção ou exclusividade de uso de tais utensílios/Símbolos.

Deve ficar claro, também, que tais instrumentos não tiveram seus nomes extraídos de textos bíblicos, como é suposto por muitos. Eles foram obtidos das corporações de construtores medievais, às quais damos hoje o nome de "Maçonaria Operativa". São, portanto, instrumentos de construção e, independentemente, são citados em alguns textos bíblicos, realizados por escribas hebreus, em diversas épocas passadas.

Mencionando, mais uma vez, Mestre Castellani, temos:

"Esquadro, Compasso, Malho, Régua, Nível, Trolha, etc, são instrumentos necessários aos projetos e construção de edificações. A Bíblia, por outro lado, só foi introduzida nos Trabalhos Maçônicos em 1740, por Thomas Payne, Grão Mestre da primeira Grande Loja fundada em 1717, em Londres.

A Maçonaria atual, conhecida como "Maçonaria Especulativa" incluiu tais instrumentos em seus ensinamentos para auxiliar seus obreiros a vivenciarem no dia-a-dia os símbolos adequados na doutrina justa e perfeita.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

O Templo de Salomão

 

A Maçonaria Especulativa, no seu inicio, adotou, por diversos motivos, algumas lendas e a simbologia do Velho Testamento, como é o caso da "Escada de Jacó", a "Estrela de Davi" e o "Templo de Salomão" entre outras.

Desse modo, a Maçonaria, apesar de não ter origem hebraica, e sim, ser uma instituição pós-medieval, no decorrer do século XVIII absorveu símbolos, parábolas e relatos bíblicos.

Nós sabemos que o Templo de Jerusalém foi reconstruído por três vezes, sendo que a Maçonaria Simbólica, considera o primeiro, que foi erigido pelo Rei Salomão.

A Igreja Católica, ao fazer seus templos, tomou por base esse último templo citado. Ele foi, sem dúvidas, o arquétipo das igrejas, pela sua divisão e orientação.

No caso da Maçonaria, sabemos também que as suas reuniões eram feitas em tabernas ou nos adros das igrejas. O primeiro templo Maçônico foi erigido na Inglaterra, no ano de 1776, e tomou por base o que eles conheciam de mais comum, que era o Parlamento Inglês e as próprias igrejas católicas.

Conforme relato do Mestre Castellani, em Consultório Maçônico, Ed. Trolha, temos:

Só posteriormente é que iria surgir o conceito de que o Templo Maçônico teria tido o Templo de Salomão como arquétipo, quando na verdade isso ocorreu indiretamente, por tabela, através das igrejas.

Na esteira desse conceito é que surgiria a lenda de Hiram, essa, sim, maçônica, já que o fundidor de metais Hiram Abif, não foi o construtor do Templo de Jerusalém e nem foi morto como reza a lenda; ele apenas foi responsável pela fundição dos objetos metálicos, tais como colunas, candelabros, mar de bronze, etc.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Indian interrompe a produção em Manaus


Empresa alega estoques elevados em decorrência do cenário econômico

produção das motos Indian foi suspensa em maio e permanece parada, sem previsão de retomada. A empresa atribuiu o problema a estoques elevados de todos os modelos em razão do cenário econômico.

"Até que esta situação se normalize não se faz necessária a montagem de mais unidades", alega a empresa.

Desde o segundo semestre de 2015 até o fim de abril deste ano a Indian montou no Brasil 808 motocicletas, mas os emplacamentos de lá para cá atingiram somente 583 unidades. Essa diferença de 225 motos supera todos os licenciamentos da Indian em 2017 (apenas 158 unidades). 

De acordo com a Polaris, que detém os direitos de produção e venda da Indian, as concessionárias (cinco ao todo) continuam abertas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis e Goiânia. De janeiro a maio foram emplacadas no Brasil 158 motocicletas da marca. A mais acessível (e também a mais vendida no País) é a Scout, com motor de 1.133 cc e preço sugerido de R$ R$ 49.990. A topo de linha Roadmaster, com 1.800 cc, sai por R$ 104.990.

As Indian são montadas em Manaus dentro da estrutura da Dafra, que em abril também foi forçada a interromper sua produção como consequência da retração do mercado, mas a retomou em maio. A Indian não informa se houve corte de mão de obra.


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NA: Tá difícil esse Brasil mesmo! Nem bem a Indian chegou, já saiu... Nada tá perdurando aqui - até parece que salgaram o Brasil, como salgaram a casa de Tiradentes - prá nada mais nascer aqui!!!!



Fonte: http://www.automotivebusiness.com.br/noticia/25985/-indian-interrompe-a-producao-em-manaus

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Pedras Bruta, Cúbica e a Prancheta

 

As três Jóias Fixas da Loja, de acordo com a Simbologia do Rito Escocês Antigo e Aceito, são a Pedra Bruta, a Pedra Cúbica e a Prancheta (ou Tábua de Delinear). São chamadas de "fixas" pois ocupam sempre o mesmo lugar na Loja.

As definições que serão dadas abaixo foram baseadas nas opiniões de diversos escritores/historiadores maçônicos brasileiros e são subjetivas.

Pedra Bruta é aquela que, simbolicamente, o Aprendiz trabalha, transformando-a numa pedra com o formato cúbico ou de um paralelogramo, para que ela possa ser usada nas construções de alvenaria. É a pedra informe, que terá seu formato pré definido pelo Aprendiz

Para isso ele utiliza o Cinzel e o Maço. O Cinzel é uma pequena haste metálica, com uma das extremidades cortante que, batida pelo Maço, desbasta a pedra. O Maço é um bloco de pedra, ou de madeira dura, com formato cilíndrico, ou de um paralelogramo, com um cabo inserido, para uso manual.

Hoje, na Maçonaria Especulativa, simbolicamente, a Pedra Bruta é o próprio Iniciado. Ele terá seus defeitos pessoais e sociais corrigidos e aperfeiçoados, para serem utilizados na construção moral e ética de um mundo melhor.

Pedra Cúbica é a obra final do Companheiro Maçom que, simbolicamente, realiza seu trabalho, exaltando todas as suas formas. É a forma geométrica, o cubo ou o paralelogramo perfeito que se encaixa perfeitamente umas nas outras, deixando a construção sem espaços livres.

Deve-se deixar claro que estamos falando de pedra cúbica e não, de pedra cúbica polida ou pedra polida. Qualquer pedra pode ser polida, entretanto, acho que não teria aplicação prática no trabalho dos canteiros medievais.

Hoje, na Maçonaria Especulativa, a Pedra Cúbica, simbolicamente, é a aquisição dos conhecimentos e seu aperfeiçoamento, cada vez mais, para aplicação na Construção Social

Prancheta ou Tábua de Delinear é o objeto do trabalho do Mestre Maçom, onde este, simbolicamente, delineia e traça os projetos da construção. Normalmente é uma placa plana de madeira, com as dimensões aproximadas de 40cm x 60cm, que fica encostada no Altar, de frente para o Ocidente (ver Pílula Maçônica nº 63).

Hoje, na Maçonaria Especulativa, simbolicamente, é o exemplo e a orientação moral, dada pelo Mestre Maçom a todos que estão a sua volta, principalmente os Aprendizes e Companheiros.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Septuaginta e a Vulgata

 

A Bíblia teve diversas traduções (versões) ao longo dos tempos. Vamos comentar, de modo conciso, duas dessas versões:

SEPTUAGINTA: é o nome da versão da Bíblia hebraica para o grego, traduzida em etapas entre o terceiro e o primeiro século antes de Cristo, na cidade de Alexandria.

A tradução ficou conhecida como a Versão dos Setenta, ou Septuaginta, palavra latina que significa setenta, ou ainda LXX), pois setenta e dois rabinos trabalharam nela e, segundo a história, teriam completado a tradução em setenta e dois dias. A Septuaginta foi usada como base para diversas outras traduções da Bíblia.

VULGATA: no sentido corrente, é a tradução da Bíblia em hebraico, para o latim. Foi escrita entre fins do século IV e início do século V, por São Gerônimo, a pedido do Papa Dámaso I, e que foi usada pela Igreja Católica e ainda é muito respeitada.

Nos seus primeiros séculos, a Igreja Católica serviu-se sobretudo da língua grega. Foi nesta língua que foi escrito todo o Novo Testamento, incluindo a Carta aos Romanos, de São Paulo, bem como muitos escritos cristãos de séculos seguintes.

No século IV, a situação já havia mudado e é então que o importante biblista São Jerônimo traduz pelo menos o Antigo Testamento para o latim.

A Vulgata foi produzida para ser mais exata e mais fácil de compreender do que suas predecessoras. Foi a primeira, e por séculos a única versão da Bíblia que verteu o Velho Testamento diretamente do hebraico e não da tradução grega conhecida como Septuaginta.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

ATERSATA

 

Atersata, palavra muitas vezes escrita de forma errada como "artezata", ou "aterzata", é de dificil localização nos dicionários maçônicos em geral (tanto nos nacionais como nos escritos na lingua inglesa). Na língua inglesa é escrito como "athersada".

É uma palavra de origem Persa, com o significado de "mão forte, mão poderosa". Obviamente, a tradução com significado mais objetivo é: "o Governador que dirige com total poder, com mão forte!".

Na verdade, esse nome encontrado na Biblia (Septuaginta) é o nome dada ao Governador Persa de Jerusalém que acompanhou Zorobabel e Nehemias (vide "Esdras" II. 63; "Nehemias" VII. 65-70, descritos abaixo).

E o Atersata proibiu-os de comer coisas sagradas, até que conseguissem encontrar um sacerdote.....

Por isto tudo, fizemos uma aliança sagrada....pelos nossos sacerdotes. Estes foram os que assinaram: Neemias, o Atersata, filho de Helquias....

Na Ordem de Heredom de Kilwinning, este era o nome do chefe supremo dessa Ordem. E, na Maçonaria Francesa e na Brasileira, entre outras, é o nome do presidente do "Sublime Capítulo Rosacruz" do Rito Escocês Antigo e Aceito, na divisão que vai do 15º ao 18º Grau.

Em 586 a.C, Judá, a remanescente e importante cidade do grupo das 12 tribos dos Hebreus (cisma de 921 a.C.), foi conquistada e destruida por Nabudonossor II, chefe dos Babilônios. Nessa época, o primeiro Templo, o de Salomão, construido em 980 a.C, foi totalmente destruido e todos os hebreus foram levados, cativos, para o exílio na Babilônia.

Posteriormente, em 538 a.C. a Babilônia foi conquistada por Ciro, o Grande, que, diferente dos demais conquistadores, dava liberdade religiosa e de costumes, aos povos conquistados. Dessa forma, os hebreus tiveram permissão de retornarem a sua terra.

Depois disso é que todos os hebreus começaram a serem chamados de 'judeus", o que anteriormente, era usado somente para os pertencentes aos nascidos em Judá.

titulo de Atersata foi recebido por Neemias dado pelo Rei da Persia, provavelmente Dario III, a quem servia, para ser o Governador da nova Judéia.

Após o retorno dos judeus o segundo Templo foi construido, denominado de templo de Zorobabel.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

PALAVRAS DE SABEDORIA DA MONJA COEN SOBRE AS MOTOCICLETAS

 Monja Coen: a sabedoria budista e as motos Para quem ainda não teve a oportunidade de ler a entrevista que a Monja Coen, líder da Comunidade Zen Budista do Brasil, concedeu à Claudia Baptista de Souza, aqui vão os melhores momentos: 

"Quilometro por quilometro, instante por instante. A moto tem muito isso, você tem de estar inteiro, com atenção permanente. Você e a moto tem de se tornar um corpo só, e não uma dualidade. Se você pensar que é você e a moto, você cai. Tem de pensar que é uma coisa só. E prestar muita atenção porque você está em contato com o vento, sem proteção. Justamente por isso, seu estado de alerta tem de ser maior. As pessoas estariam mais saudáveis se andassem de moto porque é necessário um controle – e isso faz muito bem para o corpo e para a mente. 

A moto exige muita consciência. O que a moto tem de similar com a meditação é que você não pode ficar guiando a moto divagando, pensando em problemas e dificuldades. 

Tem de esvaziar a mente, e isso não significa ficar sem nada na mente, e sim estar com ela aberta para as inúmeras possibilidades. Eu costumo dizer que a plena atenção, na meditação, é como uma lente grande-angular, que não tem foco único, mas está aberta a todas possibilidades. 

Ela não vai focar somente você, e sim todo o ambiente ao seu redor. E mesmo assim você estará em foco perfeito. Este é o foco que a moto exige: o foco do meu caminho, da direção e de tudo que há à volta. A moto é como a vida. É ela que diz a você quando mudar a marcha, você não escolhe. Tem de ficar em sintonia com ela. E essa é a sintonia que a gente tem de ter com a vida. 

Quando é que eu não posso acelerar? Quando é que devo ir mais devagar? A moto é uma filosofia de vida. Se você não ouvir e sentir, cai. Existe uma frase no budismo que diz assim: "Vá reto por uma estrada cheia de curvas". As pessoas pensam que você vai entrar na curva e se matar, mas não é nada disso. Seja macio na curva, seja a curva quando ela aparece. E isso a moto ensina, a ser flexível." 

Monja Coen foi uma das primeiras mulheres a guiar uma moto no Brasil e a única a comandar um templo budista. Independentemente de nossa religião, as palavras acima são de grande valia para todos nós.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Maçonaria Filosófica

Filosofismo, palavra cuja raiz vem de "filosofia" (estudo geral sobre a natureza de todas as coisas e suas relações entre si; os valores, o sentido, os fatos e princípios gerais da existência, bem como a conduta e destino do homem) é muitas vezes usada designar os Altos Graus de alguns Ritos, principalmente o REAA. A aplicação está errada, poisfilosofismo tem como significado: mania filosófica ou falsa filosofia.

Venerança, termo muitas vezes usado designar o cargo do Venerável Mestre de uma Loja está errado, pois apesar supormos ser um neologismo do linguajar maçônico, o correto é Veneralato, tendo similaridade com as palavras terminadas em "el". Coronel – Coronelato. Venerável – Veneralato.

Escocismo, palavra usada para nos referirmos ao REAA. Esse uso está errado, pois o correto é pegarmos a palavra e acrescentarmos o sufixo "ismo" (formador de nomes seitas, doutrinas, vícios, etc). Assim : ingles  -  inglesismo.  Portugues  - portuguesismo. Escocês  - Escocesismo.

Kadosch, palavra designando a Oficina Litúrgica que trabalha nos graus 19 a 30 do REAA, está com a grafia errada, pois o correto é Kadosh (sagrado, em hebraico). Igualmente para Conselho Kadosh (e não Conselho de Kadosh).

Primeiro Conselho do REAA teve sua fundação em Charleston, no estado da Carolina do Sul, EUA, em 31 de maio de 1801, liderada por Frederic Dalcho, usando a divisa "Ordo ab Chao" (Ordem no Caos) tirando a Maçonaria da anarquia em que se encontrava, nos Altos Graus.. Há uma versão histórica de que esse Primeiro Conselho foi organizado por Frederico II, rei da Prússia, em 1786. Não há nada de verídico nisso, pois em 1786, Frederico já estava bastante doente, e velho para a época, vindo a falecer nesse mesmo ano. Além disso, por que motivo esse fato ficaria oculto na Europa até 1802, quando começou a aparecer nos EUA.? A verdade é a Europa nunca aceitou esse importante episódio maçônico ser fruto de um país "selvagem" como os EUA, na época, e criou mais uma "lenda".

Elias Ashmole não redigiu os Rituais de Aprendiz, Companheiro e Mestre Maçom em 1646, 1647 e 1649, respectivamente. Isso é balela do ultrapassado escritor maçônico Jean-Marie Ragon (1781-1862). A Grande Loja Unida da Inglaterra não menciona isso. O próprio Ashmole, em seu "Diário" assinala somente duas passagens maçônicas: uma em 1646 e outra em 1682. Portanto, 36 anos depois. O grau de Mestre, cujo Ritual se diz ter sido feito por Ashmole em 1649, só apareceu cerca de oitenta anos depois! Além disso, Ashmole foi Iniciado em 16 de outubro de 1646. Como poderia ter escrito o Ritual de Aprendiz, nesse mesmo ano?

( esta Pilula foi baseada em diversos livros e  Trabalhos do Mestre Castellani)

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

surname JURZA - sobrenome JURZA - alguns pensamentos


Bom sempre que tem alguma coisa prá resolver, tem um IFNAME="JURZA" embutido na programação que acaba ferrando com a gente - atrasa documento, perde documento, dá confusão, troca nome, sempre dá um biziu... até minha prima teve de tirar a mala do ônibus lotado na fronteira da Croácia só pros caras olharem... e o ônibus todo ficou olhando para ela... como se fosse traficante de catioro... kkk

A minha teoria é que nosso nome era JURCA - já achei grafado assim. Então, antes do Império Autro-Hungaro, na grafia croata, isso se lia IU-R-TSA...

Daí, como se escreve isso em alemão? IU-R-TSA? Escreve JURZA e le lê IUR-TSA...

Daí, como se lê isso em croata agora? IUR-ZA...

Tá vendo, tá igual ao Paiva que foi pros EEUUAA...

Ele assinava Paiva, eles chamavam ele de Peiva...
Ele assinava Peiva, chamaram ele de Piiva...
Ele assinou Piva, chamaram ele de PAIVA e ele ficou feliz...

Taí, o porque do IFNAME... Daí o vovô já nasceu depois do Império austro-hungaro ter mudado a grafia do nome, e aprendeu a falar errado...

Daí, nos ainda por cima avacalhamos mais ainda e passamos a falar abrasileirado JURZA, que em croata tinha de estar escrito Žurza prá soar como a gente fala...

Se a gente avacalhou o nome, é bastante provável que o nome tenha sido avacalhado pelos austro-húngaros e pelos croatas depois...

E ainda por cima, nosso sobrenome tem mais é na República Checa - ou seja, acho que no final, a gente deve acabar sendo até de outro lugar... kkkk 

O pai do vovô era nascido em Marselha, filho do cônsul da Tunísia.. Pretty messy, hã?

Achei ainda que JURCA poderia ser, no italiano, GIORGIO... Que provavelmente virou Đorđio, que virou JORGE (que é o equivalente), que voltou prá Žorđe, que virou Jorge, que virou Jurca, que virou Jurza e que passou prá Žurza que a gente fala...

Cada vez que mudava o nome, eu penso num "clerk" surdo, provavelmente de outra nacionalidade que não a do declarante, com óculos pince-nez e narigão, escrevendo a nanquim em algum livro de pergaminho de paróquia fedendo a mofo e mudando a grafia pro que ele escutou, na grafia que ele conhece...

Daí nossa desidentificação...

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Antimaçonaria – Leo Taxil

 Gabriel Jogang Pagés, francês nascido em 1854, com o pseudônimo de Leo Taxil, tornou-se origem das acusações de luciferismo e cultos satânicos contra a Maçonaria, acentuando a discordância entre esta última e o Clero.

        Leo Taxil teve uma juventude turbulenta, estudando em diversos colégios católicos dos Jesuítas, sendo expulso de alguns deles e sai da casa paterna antes dos 16 anos.

        Dedicado inteiramente ao jornalismo, em 1871 já com o pseudônimo de Leo Taxil, para ludibriar seu severo pai, ingressa no "A Igualdade"; funda posteriormente o "La Marote", a "Jovem República" e em 1874  dirige "O Furacão".


        Em todas essas ocasiões, seus artigos eram uma seqüência de folhetins anticlericais, dos mais violentos, sofrendo diversos processos por excesso de linguagem. Em 1876, foge para a Suiça, voltando posteriormente a Paris. Tinha 24 anos e começa uma carreira vertiginosa uma vez que os republicanos e anticlericais triunfavam. Em 1879 funda a Biblioteca Anticlerical e alimenta a França com uma enxurrada de panfletos sensacionalistas. Ganhou, com o passar dos anos, muito dinheiro e diversos processos movidos pelo Clero.


Em 1881, Taxil havia sido Iniciado na Loja Maçônica "Os Amigos da Honra Francesa", da qual foi expulso após dez meses, ainda na fase de Aprendiz.


        O interesse pela sua literatura sensacionalista decai, as vendas sofreram brusca queda, o que fez que, em 1885, após intensa atividade anticlerical, Leo Taxil declara-se "convertido", repentinamente, sem transição alguma. Confessa-se e passa a viver com os clericais freqüentando bibliotecas religiosas e aplica um novo golpe: começa a escrever contra a Maçonaria.


        Assim, na condição de "católico penitente", dedica-se, a partir de 1885 à publicações antimaçônicas. Seus livros descreviam rituais maçônicos entremeados de fantasias mirabolantes, passando posteriormente, a inventar e descrever rituais fantásticos, cultos luciferinos, satânicos. Esses livros eram devorados pelos leitores ávidos de sensacionalismo, tornando-se um grande e lucrativo negócio.

        O negócio floresceu e chegou ao ponto culminante com a invenção de "Miss Diana Vaughan" no seu livro "As Irmãs Maçons", onde tal personagem era a sacerdotisa de um culto demoníaco feminino a que chamou de Palladismo. Tal personagem queria livrar-se das garras do satanismo e voltar à Santa Igreja Católica mas era impedida pelos Maçons.


        As autoridades eclesiásticas apoiavam de público e através de cartas as "revelações" do autor, chegando algumas delas a oferecer auxílio à fictícia Diana Vaughan. Em visita ao Vaticano, Leo Taxil foi cordialmente recebido por Cardeais e teve uma entrevista pessoal com o próprio Leão XIII.


        As obras de Taxil foram traduzidas em diversos idiomas e seus artigos publicados em revistas e jornais católicos. Outros autores, influenciado pelo sucesso de Taxil, e tomando-o como referência, começaram também a explorar o mesmo tema. Durante doze anos toda essa miscelânea de imbecilidades forjadas por Leo Taxil foi devorada por um público cativo.

        Apesar da desconfiança de algumas autoridades de tudo não passar de um embuste, os livros de Taxil continuavam a ser vendidos. Sua influência crescia também em outras nações, a ponto de na Espanha e Bélgica serem formadas comissões especiais para investigação da Maçonaria.


        Até que finalmente, na Itália, em setembro de 1896, realizou-se um Congresso Antimaçônico em Trento, incentivado pelo Papa Leão XIII. Lá, algumas manifestações de descrédito dos exageros de Taxil começavam a aparecer. O monsenhor alemão Gratzfeld, provou que Miss Diana Vaughan era um embuste, mas não foi levado a sério.


        Comissões foram criadas e aí começaram a aparecer dúvidas sobre a veracidade dos escritos e das personagens. Começava, assim, o fim de uma mistificação.

        Depois de muito relutar, na Sociedade Geográfica de Paris, Taxil denunciou sua própria fraude, gabando-se de ter conseguido iludir as autoridades eclesiásticas por doze anos. A reação às declarações de Taxil foi de tal ordem que ele teve de deixar o local sob proteção policial. Não mais se ouviu falar sobre Taxil que veio a falecer em 1907.


        Eleutério N. Conceição esclarece: "todavia, aplica-se a este caso a conhecida figura do travesseiro de penas sacudido ao vento: é impossível recolher todas as penas". De tempos em tempos, aparecem livros antimaçônicos, inspirados nas idiotices de Leo Taxil, ou de outro autor inspirado por ele.


        E, assim, os Maçons norte americanos, que periodicamente sofrem campanhas movidas por igrejas fundamentalistas, repisando sempre as mesmas teclas de Leo Taxil, referem-se à fraude como "The lie that will never die" – a mentira que nunca morrerá. 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Trolhar e Telhar

 

É interessante, na Maçonaria, como certas coisas realizadas, praticadas, ou palavras ditas ou interpretadas erradamente por Veneráveis Mestres, se espalham numa velocidade vertiginosa e tendem a se tornarem verídicas. Desse modo, é muito comum, Veneráveis e Vigilantes saudarem Obreiros, cruzando o Malhete no peito. Ou então, em Lojas no R.:E.:A.:A.:, o Mestre de Cerimônia andar em esquadria, parecendo "robot", devido "achismo" do Venerável que confundiu os Ritos.

Nesta Pílula, vamos aprofundar nosso estudo nas palavras TELHAR e TROLHAR, que tendo significados, na Maçonaria, totalmente diferentes, na maioria das vezes, são ditas uma substituindo a outra, como se fossem iguais.

Nos Dicionários, temos que o substantivo "trolha" é definido como uma "colher de pedreiro", que é usada para colocar e/ou alisar a argamassa que está sendo usada. É utilizada para estender a argamassa e cobrir todas as irregularidades, fazendo que o edifício construído fique parecido como se formado por um único bloco.

O substantivo "telha" é definido como peça, geralmente de barro cozido, usada na cobertura de edifícios. A palavra telha vem do latim: "tegula". Daí temos "telha" em português; "tuille" em francês; "tyle" em inglês. Temos em inglês, "tyler" como cobridor. Temos em francês, "tuileur" como cobridor. Em português, apesar de existir a palavra "telhador" o mais comum foi não usar a raiz da palavra e ficou "cobridor", denominação para  aquele que coloca telhas, cobre, oculta, protege uma área de um edifício.

Entretanto, na Maçonaria, os verbos derivados dessas duas palavras, têm os significados dados abaixo.

Trolhar: é esquecer as injúrias, as desavenças entre os Irmãos. É perdoar um agravo, dissimular um ressentimento, perdoar uma falta de outro Obreiro. É reforçar os sentimentos de fraternidade, de bondade e de afeto, que unem todos os membros da família maçônica. Esses sentimentos devem ser contínuos, sem falhas, sem asperezas e sem rugosidades. Se isso ocorre em uma Loja, o Venerável Mestre deve se inteirar do que está ocorrendo e "trolhar" os envolvidos. Por isso que, na Inglaterra, o Símbolo com o formato de uma "colher de pedreiro" é usada pelos Mestres Instalados.

Telhar: é verificar, através de perguntas, se uma pessoa é realmente Maçom e se está no Grau requerido. Ou para verificar se um Maçom está inteirado de conhecimentos num determinado Grau. Visitantes são "telhados" pelo Cobridor, com essa finalidade. Cobrir o Templo é protegê-lo de tal forma que, pessoas que estão fora não saibam o que está ocorrendo dentro dele. É um erro crasso pedir aos Aprendizes, ou Companheiros, ou Mestres, cobrirem o templo temporariamente, em Colação de Grau ou Instalação. O Templo é que será coberto para eles. Ou seja, eles não saberão o que ocorrerá dentro desse Templo, num determinado período de tempo.

Quem cobre o Templo é o Cobridor Externo, não o Aprendiz ou o Companheiro ou o Mestre.

 

 

M\I\Fernando Túllio Colacioppo Sobrinho  e M\I\Alfério Di Giaimo Neto   

sexta-feira, 24 de março de 2017

A Loja de York

  

A cidade de York, apesar de nos seus primórdios ter tido outro nome, já nasceu famosa pois essa província foi escolhida pelos romanos para conter as residências dos Imperadores e dos altos comandantes durante a estadia deles no norte da Inglaterra. O antigo nome era Eboracum e foi considerada a capital do norte desse país por muito tempo (estamos falando da época aproximada de 50 a.C).

Referente à Maçonaria, conta-se muita coisa, e não se sabe se é lenda ou história  verdadeira. É dito que no ano 926 d.C, nessa cidade, teria sido realizada uma Assembléia Geral de Maçons, convocada pelo príncipe Edwin, irmão ou filho do Rei Saxão Athelstan.

A finalidade desta Assembléia era a de gerar uma Constituição que serviria de lei única para a Fraternidade dos Maçons. Essa Constituição, também chamada de "Manuscrito de Krauser" (foi dito ele ter feito a tradução do original) foi acreditada por muitos durante muito tempo, porém dúvidas apareceram sobre sua existência e veracidade. Em 1864, J.G.Findel foi designado pela Maçonaria alemã para descobrir o documento original, mas nada encontrou.

A Loja de York era de considerável idade tendo originalmente sido uma Loja Operativa. Sabe-se que em 1705, essa Loja e outras fundaram uma espécie de Federação. Em 1725, estimulada pelo sucesso da Grande Loja de Londres e Westminster , essa Federação transformou-se em uma Grande Loja sob o título de "Grande Loja de Toda a Inglaterra", com sede em York e redigiu 19 artigos que deveriam ser seguidos.

De 1740 até 1760 esse corpo ficou mais ou menos dormente, mas em 1761 a Grande Loja dos Modernos deu uma Carta Constitutiva a uma Loja em New York o que estimulou o interesse da Grande Loja original, resultando então na formação de 14 Lojas em Yorkshire, Lancashire e Cheshire.

Em 1790 a "Grande Loja de Toda Inglaterra" abateu Colunas (foi extinta), tendo seus antigos registros preservados, até hoje, pela Loja de York nº 236.

Não se sabe com certeza como que foi seu Ritual ainda que numerosas Lojas americanas se dizem hoje do Rito de York, o qual permanece em vigor nos EUA.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Solstícios e Equinócios

 

 

A Astronomia e a Astrologia são ciências extremamente importantes, mas não é de nosso interesse, e nem tenho capacidade de fazer um tratado sobre os Solstícios e os Equinócios.

Vou simplesmente dar algumas definições e conclusões, da maneira mais pratica possível e, no final, fazer uma observação, que ao meu ver é de extrema importância pois definiu eventos religiosos importantes.

É sabido que a Terra tem movimento de rotação em torno de seu próprio eixo e gira em torno do Sol num trajeto com formato de uma elipse. Entretanto, se tomarmos um ponto da Terra como "referência", aparentemente, o Sol nasce no Leste e se põe no Oeste. Só que não nasce sempre no mesmo local. Ele caminha num sentido (para a direita, por exemplo), permanece parado por um período, e volta no sentido contrário até atingir o outro extremo. Permanece parado por um período e recomeça tudo outra vez. Leva seis meses para ir de um extremo a outro e, portanto, um ano para voltar ao mesmo extremo.

Essas aparentes "paradas", que são as posições da Terra nos extremos mais longos da elipse, são chamados de "Solstícios" de Verão e de Inverno. Abaixo da Linha do Equador ocorrem em 24 de dezembro e em 24 de junho, aproximadamente. Acima da Linha do Equador, as datas são as mesmas, e onde é Verão é Inverno e vice-versa.

"Equinócio" é quando o Sol encontra-se no meio dos dois extremos. E, obviamente, temos também dois: o de Outono e da Primavera.

O mais interessante de tudo que foi escrito é que, nos Solstícios, a quantidade de horas de sol (claridade) e de escuridão varia durante o período de 24h do dia , e se alterna.

Desse modo, no Solstício de Verão a quantidade de horas de claridade é muito maior que a escuridão, durante as 24h de um dia. E ao contrário no Solstício de Inverno.

 

Como o Sol, nas religiões das civilizações antigas era considerado como um dos "deuses", essa variação crescente da sua presença durante seis meses nos dias, foi base de uma religião muito antiga chamada "Solis Invictus" (e também do Mitraismo).

Recapitulando, o Solstício de Inverno, acima da Linha do Equador, que foi onde as civilizações mais se desenvolveram, no dia 24 de dezembro tinha uma quantidade maior de horas de escuridão do que as de claridade. E, a partir desse dia, essa religião comemorava sua festa máxima que era o "Natalis Solis Invictus" que era quando o Sol começava a aumentar sua presença ao longo dos dias, até o próximo Equinócio quando as horas de escuridão e claridade seriam iguais. Esse dia era de extrema importância para os adeptos dessa religião: era quando o "Sol nascia e crescia em força e vigor".

O cristianismo, na época de Constantino, o Grande, foi alçada à condição de religião de Estado, apesar de que ele próprio, até próximo a sua morte, pertenceu a religião "Solis Invistus". A festa máxima era o nascimento de Jesus Cristo, que era comemorada em 06 de janeiro.

Entretanto, como foi uma religião "imposta" pelos governantes, as convicções antigas permaneceram e eram também comemoradas. Para resolver esse problema, as festas católicas tiveram as datas trocadas, coincidindo com as antigas festas do "Solis Invictus".

Inclusive, a data de nascimento de Jesus que era comemorada em 06 de janeiro, foi trocada para a data de 24 de dezembro, por Constantino em 521 d.C.

Desse modo, a atitude de um déspota daquela época, que por interesses político e temporal, influenciou, e continua a influenciar, no comportamento de milhares de pessoas, no tocante as suas convicções religiosas.

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 22 de março de 2017

As Duas Colunas Externas dos Templos

  

Desde as épocas mais remotas da Civilização, a mente humana se volta para os "deuses" na procura de esclarecimentos e auxílio divino para a vida cotidiana.

Temerosos e, consequentemente, devotos, os primitivos ofertavam comidas, objetos e sacrifícios para aplacar a ira dos "deuses" que se manifestava pela intempérie e animais selvagens. O local onde eles faziam essas oferendas era "solo sagrado", provavelmente, num recanto sombrio de uma floresta, e só os mais "esclarecidos" podiam fazê-las.

Com a evolução e certa estabilidade, o ser humano rudimentar tornou-se observador do céu e do horizonte. E ele começou a perceber que o Sol (sem dúvidas um dos deuses) nem sempre sumia no horizonte no mesmo local. Percebeu que o Sol se deslocava para a direita por um determinado tempo. Parava por um período e retrocedia no sentido contrário e parava novamente, agora no lado oposto. E repetia tudo novamente.

Percebeu, também, que a claridade (horas de sol) variava com esse deslocamento. E, mais importante, associou o tempo frio, a neve, a alta temperatura, as chuvas, etc com esse deslocamento, e com a melhor época de plantio, de enchente dos rios, etc.

Com isso, o "solo sagrado" foi deslocado para o cume de um pequeno monte, onde o sacerdote podia observar o horizonte e verificar onde o Sol estava se pondo e fazer seus presságios dos sinais observados. Para melhor controle, os sacerdotes colocaram nos dois extremos atingidos pelo Sol, duas estacas, que posteriormente se transformaram em colunas.

O "solo sagrado", agora fixo num determinado local, recebeu para melhor proteção dos sacerdotes (augures) uma cobertura, e posteriormente, paredes feitas de pedras, transformando-se num Templo do passado.

Devo esclarecer que a palavra Templum vem do latim e era a denominação dada a essa faixa do horizonte, entre as duas colunas, onde as adivinhações eram feitas. O Sacerdotecontemplava aquela região e tirava as conclusões.

Com o passar dos tempos, os Templos, locais agora onde os adoradores iam rezar e fazer suas oferendas, mantinham na frente, na parte externa, as duas colunas. Virou tradição. Todos os Templos construídos, mesmo sem saber o "por que" daquilo, tinham que ter as duas colunas.

 

Hoje nós sabemos que o deslocamento do Sol é aparente (quem se desloca é a Terra) e os pontos assinalados pelas estacas são os Solstícios (de Inverno e de Verão) e o meio deles assinala o Equinócio.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

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