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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Maçonaria Filosófica

Filosofismo, palavra cuja raiz vem de "filosofia" (estudo geral sobre a natureza de todas as coisas e suas relações entre si; os valores, o sentido, os fatos e princípios gerais da existência, bem como a conduta e destino do homem) é muitas vezes usada designar os Altos Graus de alguns Ritos, principalmente o REAA. A aplicação está errada, poisfilosofismo tem como significado: mania filosófica ou falsa filosofia.

Venerança, termo muitas vezes usado designar o cargo do Venerável Mestre de uma Loja está errado, pois apesar supormos ser um neologismo do linguajar maçônico, o correto é Veneralato, tendo similaridade com as palavras terminadas em "el". Coronel – Coronelato. Venerável – Veneralato.

Escocismo, palavra usada para nos referirmos ao REAA. Esse uso está errado, pois o correto é pegarmos a palavra e acrescentarmos o sufixo "ismo" (formador de nomes seitas, doutrinas, vícios, etc). Assim : ingles  -  inglesismo.  Portugues  - portuguesismo. Escocês  - Escocesismo.

Kadosch, palavra designando a Oficina Litúrgica que trabalha nos graus 19 a 30 do REAA, está com a grafia errada, pois o correto é Kadosh (sagrado, em hebraico). Igualmente para Conselho Kadosh (e não Conselho de Kadosh).

Primeiro Conselho do REAA teve sua fundação em Charleston, no estado da Carolina do Sul, EUA, em 31 de maio de 1801, liderada por Frederic Dalcho, usando a divisa "Ordo ab Chao" (Ordem no Caos) tirando a Maçonaria da anarquia em que se encontrava, nos Altos Graus.. Há uma versão histórica de que esse Primeiro Conselho foi organizado por Frederico II, rei da Prússia, em 1786. Não há nada de verídico nisso, pois em 1786, Frederico já estava bastante doente, e velho para a época, vindo a falecer nesse mesmo ano. Além disso, por que motivo esse fato ficaria oculto na Europa até 1802, quando começou a aparecer nos EUA.? A verdade é a Europa nunca aceitou esse importante episódio maçônico ser fruto de um país "selvagem" como os EUA, na época, e criou mais uma "lenda".

Elias Ashmole não redigiu os Rituais de Aprendiz, Companheiro e Mestre Maçom em 1646, 1647 e 1649, respectivamente. Isso é balela do ultrapassado escritor maçônico Jean-Marie Ragon (1781-1862). A Grande Loja Unida da Inglaterra não menciona isso. O próprio Ashmole, em seu "Diário" assinala somente duas passagens maçônicas: uma em 1646 e outra em 1682. Portanto, 36 anos depois. O grau de Mestre, cujo Ritual se diz ter sido feito por Ashmole em 1649, só apareceu cerca de oitenta anos depois! Além disso, Ashmole foi Iniciado em 16 de outubro de 1646. Como poderia ter escrito o Ritual de Aprendiz, nesse mesmo ano?

( esta Pilula foi baseada em diversos livros e  Trabalhos do Mestre Castellani)

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

surname JURZA - sobrenome JURZA - alguns pensamentos


Bom sempre que tem alguma coisa prá resolver, tem um IFNAME="JURZA" embutido na programação que acaba ferrando com a gente - atrasa documento, perde documento, dá confusão, troca nome, sempre dá um biziu... até minha prima teve de tirar a mala do ônibus lotado na fronteira da Croácia só pros caras olharem... e o ônibus todo ficou olhando para ela... como se fosse traficante de catioro... kkk

A minha teoria é que nosso nome era JURCA - já achei grafado assim. Então, antes do Império Autro-Hungaro, na grafia croata, isso se lia IU-R-TSA...

Daí, como se escreve isso em alemão? IU-R-TSA? Escreve JURZA e le lê IUR-TSA...

Daí, como se lê isso em croata agora? IUR-ZA...

Tá vendo, tá igual ao Paiva que foi pros EEUUAA...

Ele assinava Paiva, eles chamavam ele de Peiva...
Ele assinava Peiva, chamaram ele de Piiva...
Ele assinou Piva, chamaram ele de PAIVA e ele ficou feliz...

Taí, o porque do IFNAME... Daí o vovô já nasceu depois do Império austro-hungaro ter mudado a grafia do nome, e aprendeu a falar errado...

Daí, nos ainda por cima avacalhamos mais ainda e passamos a falar abrasileirado JURZA, que em croata tinha de estar escrito Žurza prá soar como a gente fala...

Se a gente avacalhou o nome, é bastante provável que o nome tenha sido avacalhado pelos austro-húngaros e pelos croatas depois...

E ainda por cima, nosso sobrenome tem mais é na República Checa - ou seja, acho que no final, a gente deve acabar sendo até de outro lugar... kkkk 

O pai do vovô era nascido em Marselha, filho do cônsul da Tunísia.. Pretty messy, hã?

Achei ainda que JURCA poderia ser, no italiano, GIORGIO... Que provavelmente virou Đorđio, que virou JORGE (que é o equivalente), que voltou prá Žorđe, que virou Jorge, que virou Jurca, que virou Jurza e que passou prá Žurza que a gente fala...

Cada vez que mudava o nome, eu penso num "clerk" surdo, provavelmente de outra nacionalidade que não a do declarante, com óculos pince-nez e narigão, escrevendo a nanquim em algum livro de pergaminho de paróquia fedendo a mofo e mudando a grafia pro que ele escutou, na grafia que ele conhece...

Daí nossa desidentificação...

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Antimaçonaria – Leo Taxil

 Gabriel Jogang Pagés, francês nascido em 1854, com o pseudônimo de Leo Taxil, tornou-se origem das acusações de luciferismo e cultos satânicos contra a Maçonaria, acentuando a discordância entre esta última e o Clero.

        Leo Taxil teve uma juventude turbulenta, estudando em diversos colégios católicos dos Jesuítas, sendo expulso de alguns deles e sai da casa paterna antes dos 16 anos.

        Dedicado inteiramente ao jornalismo, em 1871 já com o pseudônimo de Leo Taxil, para ludibriar seu severo pai, ingressa no "A Igualdade"; funda posteriormente o "La Marote", a "Jovem República" e em 1874  dirige "O Furacão".


        Em todas essas ocasiões, seus artigos eram uma seqüência de folhetins anticlericais, dos mais violentos, sofrendo diversos processos por excesso de linguagem. Em 1876, foge para a Suiça, voltando posteriormente a Paris. Tinha 24 anos e começa uma carreira vertiginosa uma vez que os republicanos e anticlericais triunfavam. Em 1879 funda a Biblioteca Anticlerical e alimenta a França com uma enxurrada de panfletos sensacionalistas. Ganhou, com o passar dos anos, muito dinheiro e diversos processos movidos pelo Clero.


Em 1881, Taxil havia sido Iniciado na Loja Maçônica "Os Amigos da Honra Francesa", da qual foi expulso após dez meses, ainda na fase de Aprendiz.


        O interesse pela sua literatura sensacionalista decai, as vendas sofreram brusca queda, o que fez que, em 1885, após intensa atividade anticlerical, Leo Taxil declara-se "convertido", repentinamente, sem transição alguma. Confessa-se e passa a viver com os clericais freqüentando bibliotecas religiosas e aplica um novo golpe: começa a escrever contra a Maçonaria.


        Assim, na condição de "católico penitente", dedica-se, a partir de 1885 à publicações antimaçônicas. Seus livros descreviam rituais maçônicos entremeados de fantasias mirabolantes, passando posteriormente, a inventar e descrever rituais fantásticos, cultos luciferinos, satânicos. Esses livros eram devorados pelos leitores ávidos de sensacionalismo, tornando-se um grande e lucrativo negócio.

        O negócio floresceu e chegou ao ponto culminante com a invenção de "Miss Diana Vaughan" no seu livro "As Irmãs Maçons", onde tal personagem era a sacerdotisa de um culto demoníaco feminino a que chamou de Palladismo. Tal personagem queria livrar-se das garras do satanismo e voltar à Santa Igreja Católica mas era impedida pelos Maçons.


        As autoridades eclesiásticas apoiavam de público e através de cartas as "revelações" do autor, chegando algumas delas a oferecer auxílio à fictícia Diana Vaughan. Em visita ao Vaticano, Leo Taxil foi cordialmente recebido por Cardeais e teve uma entrevista pessoal com o próprio Leão XIII.


        As obras de Taxil foram traduzidas em diversos idiomas e seus artigos publicados em revistas e jornais católicos. Outros autores, influenciado pelo sucesso de Taxil, e tomando-o como referência, começaram também a explorar o mesmo tema. Durante doze anos toda essa miscelânea de imbecilidades forjadas por Leo Taxil foi devorada por um público cativo.

        Apesar da desconfiança de algumas autoridades de tudo não passar de um embuste, os livros de Taxil continuavam a ser vendidos. Sua influência crescia também em outras nações, a ponto de na Espanha e Bélgica serem formadas comissões especiais para investigação da Maçonaria.


        Até que finalmente, na Itália, em setembro de 1896, realizou-se um Congresso Antimaçônico em Trento, incentivado pelo Papa Leão XIII. Lá, algumas manifestações de descrédito dos exageros de Taxil começavam a aparecer. O monsenhor alemão Gratzfeld, provou que Miss Diana Vaughan era um embuste, mas não foi levado a sério.


        Comissões foram criadas e aí começaram a aparecer dúvidas sobre a veracidade dos escritos e das personagens. Começava, assim, o fim de uma mistificação.

        Depois de muito relutar, na Sociedade Geográfica de Paris, Taxil denunciou sua própria fraude, gabando-se de ter conseguido iludir as autoridades eclesiásticas por doze anos. A reação às declarações de Taxil foi de tal ordem que ele teve de deixar o local sob proteção policial. Não mais se ouviu falar sobre Taxil que veio a falecer em 1907.


        Eleutério N. Conceição esclarece: "todavia, aplica-se a este caso a conhecida figura do travesseiro de penas sacudido ao vento: é impossível recolher todas as penas". De tempos em tempos, aparecem livros antimaçônicos, inspirados nas idiotices de Leo Taxil, ou de outro autor inspirado por ele.


        E, assim, os Maçons norte americanos, que periodicamente sofrem campanhas movidas por igrejas fundamentalistas, repisando sempre as mesmas teclas de Leo Taxil, referem-se à fraude como "The lie that will never die" – a mentira que nunca morrerá. 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Trolhar e Telhar

 

É interessante, na Maçonaria, como certas coisas realizadas, praticadas, ou palavras ditas ou interpretadas erradamente por Veneráveis Mestres, se espalham numa velocidade vertiginosa e tendem a se tornarem verídicas. Desse modo, é muito comum, Veneráveis e Vigilantes saudarem Obreiros, cruzando o Malhete no peito. Ou então, em Lojas no R.:E.:A.:A.:, o Mestre de Cerimônia andar em esquadria, parecendo "robot", devido "achismo" do Venerável que confundiu os Ritos.

Nesta Pílula, vamos aprofundar nosso estudo nas palavras TELHAR e TROLHAR, que tendo significados, na Maçonaria, totalmente diferentes, na maioria das vezes, são ditas uma substituindo a outra, como se fossem iguais.

Nos Dicionários, temos que o substantivo "trolha" é definido como uma "colher de pedreiro", que é usada para colocar e/ou alisar a argamassa que está sendo usada. É utilizada para estender a argamassa e cobrir todas as irregularidades, fazendo que o edifício construído fique parecido como se formado por um único bloco.

O substantivo "telha" é definido como peça, geralmente de barro cozido, usada na cobertura de edifícios. A palavra telha vem do latim: "tegula". Daí temos "telha" em português; "tuille" em francês; "tyle" em inglês. Temos em inglês, "tyler" como cobridor. Temos em francês, "tuileur" como cobridor. Em português, apesar de existir a palavra "telhador" o mais comum foi não usar a raiz da palavra e ficou "cobridor", denominação para  aquele que coloca telhas, cobre, oculta, protege uma área de um edifício.

Entretanto, na Maçonaria, os verbos derivados dessas duas palavras, têm os significados dados abaixo.

Trolhar: é esquecer as injúrias, as desavenças entre os Irmãos. É perdoar um agravo, dissimular um ressentimento, perdoar uma falta de outro Obreiro. É reforçar os sentimentos de fraternidade, de bondade e de afeto, que unem todos os membros da família maçônica. Esses sentimentos devem ser contínuos, sem falhas, sem asperezas e sem rugosidades. Se isso ocorre em uma Loja, o Venerável Mestre deve se inteirar do que está ocorrendo e "trolhar" os envolvidos. Por isso que, na Inglaterra, o Símbolo com o formato de uma "colher de pedreiro" é usada pelos Mestres Instalados.

Telhar: é verificar, através de perguntas, se uma pessoa é realmente Maçom e se está no Grau requerido. Ou para verificar se um Maçom está inteirado de conhecimentos num determinado Grau. Visitantes são "telhados" pelo Cobridor, com essa finalidade. Cobrir o Templo é protegê-lo de tal forma que, pessoas que estão fora não saibam o que está ocorrendo dentro dele. É um erro crasso pedir aos Aprendizes, ou Companheiros, ou Mestres, cobrirem o templo temporariamente, em Colação de Grau ou Instalação. O Templo é que será coberto para eles. Ou seja, eles não saberão o que ocorrerá dentro desse Templo, num determinado período de tempo.

Quem cobre o Templo é o Cobridor Externo, não o Aprendiz ou o Companheiro ou o Mestre.

 

 

M\I\Fernando Túllio Colacioppo Sobrinho  e M\I\Alfério Di Giaimo Neto   

sexta-feira, 24 de março de 2017

A Loja de York

  

A cidade de York, apesar de nos seus primórdios ter tido outro nome, já nasceu famosa pois essa província foi escolhida pelos romanos para conter as residências dos Imperadores e dos altos comandantes durante a estadia deles no norte da Inglaterra. O antigo nome era Eboracum e foi considerada a capital do norte desse país por muito tempo (estamos falando da época aproximada de 50 a.C).

Referente à Maçonaria, conta-se muita coisa, e não se sabe se é lenda ou história  verdadeira. É dito que no ano 926 d.C, nessa cidade, teria sido realizada uma Assembléia Geral de Maçons, convocada pelo príncipe Edwin, irmão ou filho do Rei Saxão Athelstan.

A finalidade desta Assembléia era a de gerar uma Constituição que serviria de lei única para a Fraternidade dos Maçons. Essa Constituição, também chamada de "Manuscrito de Krauser" (foi dito ele ter feito a tradução do original) foi acreditada por muitos durante muito tempo, porém dúvidas apareceram sobre sua existência e veracidade. Em 1864, J.G.Findel foi designado pela Maçonaria alemã para descobrir o documento original, mas nada encontrou.

A Loja de York era de considerável idade tendo originalmente sido uma Loja Operativa. Sabe-se que em 1705, essa Loja e outras fundaram uma espécie de Federação. Em 1725, estimulada pelo sucesso da Grande Loja de Londres e Westminster , essa Federação transformou-se em uma Grande Loja sob o título de "Grande Loja de Toda a Inglaterra", com sede em York e redigiu 19 artigos que deveriam ser seguidos.

De 1740 até 1760 esse corpo ficou mais ou menos dormente, mas em 1761 a Grande Loja dos Modernos deu uma Carta Constitutiva a uma Loja em New York o que estimulou o interesse da Grande Loja original, resultando então na formação de 14 Lojas em Yorkshire, Lancashire e Cheshire.

Em 1790 a "Grande Loja de Toda Inglaterra" abateu Colunas (foi extinta), tendo seus antigos registros preservados, até hoje, pela Loja de York nº 236.

Não se sabe com certeza como que foi seu Ritual ainda que numerosas Lojas americanas se dizem hoje do Rito de York, o qual permanece em vigor nos EUA.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Solstícios e Equinócios

 

 

A Astronomia e a Astrologia são ciências extremamente importantes, mas não é de nosso interesse, e nem tenho capacidade de fazer um tratado sobre os Solstícios e os Equinócios.

Vou simplesmente dar algumas definições e conclusões, da maneira mais pratica possível e, no final, fazer uma observação, que ao meu ver é de extrema importância pois definiu eventos religiosos importantes.

É sabido que a Terra tem movimento de rotação em torno de seu próprio eixo e gira em torno do Sol num trajeto com formato de uma elipse. Entretanto, se tomarmos um ponto da Terra como "referência", aparentemente, o Sol nasce no Leste e se põe no Oeste. Só que não nasce sempre no mesmo local. Ele caminha num sentido (para a direita, por exemplo), permanece parado por um período, e volta no sentido contrário até atingir o outro extremo. Permanece parado por um período e recomeça tudo outra vez. Leva seis meses para ir de um extremo a outro e, portanto, um ano para voltar ao mesmo extremo.

Essas aparentes "paradas", que são as posições da Terra nos extremos mais longos da elipse, são chamados de "Solstícios" de Verão e de Inverno. Abaixo da Linha do Equador ocorrem em 24 de dezembro e em 24 de junho, aproximadamente. Acima da Linha do Equador, as datas são as mesmas, e onde é Verão é Inverno e vice-versa.

"Equinócio" é quando o Sol encontra-se no meio dos dois extremos. E, obviamente, temos também dois: o de Outono e da Primavera.

O mais interessante de tudo que foi escrito é que, nos Solstícios, a quantidade de horas de sol (claridade) e de escuridão varia durante o período de 24h do dia , e se alterna.

Desse modo, no Solstício de Verão a quantidade de horas de claridade é muito maior que a escuridão, durante as 24h de um dia. E ao contrário no Solstício de Inverno.

 

Como o Sol, nas religiões das civilizações antigas era considerado como um dos "deuses", essa variação crescente da sua presença durante seis meses nos dias, foi base de uma religião muito antiga chamada "Solis Invictus" (e também do Mitraismo).

Recapitulando, o Solstício de Inverno, acima da Linha do Equador, que foi onde as civilizações mais se desenvolveram, no dia 24 de dezembro tinha uma quantidade maior de horas de escuridão do que as de claridade. E, a partir desse dia, essa religião comemorava sua festa máxima que era o "Natalis Solis Invictus" que era quando o Sol começava a aumentar sua presença ao longo dos dias, até o próximo Equinócio quando as horas de escuridão e claridade seriam iguais. Esse dia era de extrema importância para os adeptos dessa religião: era quando o "Sol nascia e crescia em força e vigor".

O cristianismo, na época de Constantino, o Grande, foi alçada à condição de religião de Estado, apesar de que ele próprio, até próximo a sua morte, pertenceu a religião "Solis Invistus". A festa máxima era o nascimento de Jesus Cristo, que era comemorada em 06 de janeiro.

Entretanto, como foi uma religião "imposta" pelos governantes, as convicções antigas permaneceram e eram também comemoradas. Para resolver esse problema, as festas católicas tiveram as datas trocadas, coincidindo com as antigas festas do "Solis Invictus".

Inclusive, a data de nascimento de Jesus que era comemorada em 06 de janeiro, foi trocada para a data de 24 de dezembro, por Constantino em 521 d.C.

Desse modo, a atitude de um déspota daquela época, que por interesses político e temporal, influenciou, e continua a influenciar, no comportamento de milhares de pessoas, no tocante as suas convicções religiosas.

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 22 de março de 2017

As Duas Colunas Externas dos Templos

  

Desde as épocas mais remotas da Civilização, a mente humana se volta para os "deuses" na procura de esclarecimentos e auxílio divino para a vida cotidiana.

Temerosos e, consequentemente, devotos, os primitivos ofertavam comidas, objetos e sacrifícios para aplacar a ira dos "deuses" que se manifestava pela intempérie e animais selvagens. O local onde eles faziam essas oferendas era "solo sagrado", provavelmente, num recanto sombrio de uma floresta, e só os mais "esclarecidos" podiam fazê-las.

Com a evolução e certa estabilidade, o ser humano rudimentar tornou-se observador do céu e do horizonte. E ele começou a perceber que o Sol (sem dúvidas um dos deuses) nem sempre sumia no horizonte no mesmo local. Percebeu que o Sol se deslocava para a direita por um determinado tempo. Parava por um período e retrocedia no sentido contrário e parava novamente, agora no lado oposto. E repetia tudo novamente.

Percebeu, também, que a claridade (horas de sol) variava com esse deslocamento. E, mais importante, associou o tempo frio, a neve, a alta temperatura, as chuvas, etc com esse deslocamento, e com a melhor época de plantio, de enchente dos rios, etc.

Com isso, o "solo sagrado" foi deslocado para o cume de um pequeno monte, onde o sacerdote podia observar o horizonte e verificar onde o Sol estava se pondo e fazer seus presságios dos sinais observados. Para melhor controle, os sacerdotes colocaram nos dois extremos atingidos pelo Sol, duas estacas, que posteriormente se transformaram em colunas.

O "solo sagrado", agora fixo num determinado local, recebeu para melhor proteção dos sacerdotes (augures) uma cobertura, e posteriormente, paredes feitas de pedras, transformando-se num Templo do passado.

Devo esclarecer que a palavra Templum vem do latim e era a denominação dada a essa faixa do horizonte, entre as duas colunas, onde as adivinhações eram feitas. O Sacerdotecontemplava aquela região e tirava as conclusões.

Com o passar dos tempos, os Templos, locais agora onde os adoradores iam rezar e fazer suas oferendas, mantinham na frente, na parte externa, as duas colunas. Virou tradição. Todos os Templos construídos, mesmo sem saber o "por que" daquilo, tinham que ter as duas colunas.

 

Hoje nós sabemos que o deslocamento do Sol é aparente (quem se desloca é a Terra) e os pontos assinalados pelas estacas são os Solstícios (de Inverno e de Verão) e o meio deles assinala o Equinócio.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

terça-feira, 7 de março de 2017

Arquitetura

 

Vejam o que nos diz o Bro Robert Macoy no seu "A Dictionary of Freemasonry":

"arquitetura é uma das primeiras profissões que o homem tornou propícia para si, e como consequencia, foi o primeiro passo no desenvolvimento de sua mente. Surpreendentemente, tem a ciência da Arquitetura crescido e tem sempre  honrado e tornado respeitável um arquiteto experiente!

A ciência começou com a construção de simples cabanas; o próximo passo foi erigir "altares" nos quais se ofereciam sacrifícios para os deuses ( na minha opinião, a situação aqui é invertida: me parece que o homem primeiro construiu os altares e, posteriormente, para se proteger, construiu as barracas ou cabanas). De sua fértil e própria imaginação seguiram-se moradas e casas mais complexas, após as quais, em rápida sucessão, vieram os palácios para suas princesas, pontes sobre rios de fortes correntezas, para que pudessem, cada vez mais, manter contatos com seus vizinhos e amigos. Piramides e torres, orgulhosamente apontando para os céus

Catacumbas de enormes dimensões para o sepultamento de seus mortos, e o mais deslumbrante Templo em honra do Grande Arquiteto do céu e da terra.

Nós, então, adotamos o título de "Maçons" para nossa nossa antiga Ordem, em alusão a mais antiga e honrável ocupação profissional do ser humano. As ferramentas de trabalho da Maçonaria Operativa se tornaram nossos Símbolos, por que não acharíamos nada melhor, nem mais expressivas do que elas.

Nenhuma outra ocupação é tão extensa e que tem tão estreita ligação com as outras. Tem inumerávéis caminhos, nos quais faz tremendo esforço, para entrar no Templo Imperecível dos conhecimentos."

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

segunda-feira, 6 de março de 2017

DESCRISTIANIZAÇÃO DA MAÇONARIA

 

 

 

As "Old Charges" mostram que na Maçonaria Operativa os maçons eram, sem dúvidas, Cristãos Trinitários. Entretanto após a formação da Grande Loja de Londres e Westminster, em 1717, na Inglaterra, houve uma "descristianização" durante a formação da Maçonaria Especulativa.

A mudança se concretizou em 1723 na Constituição de Anderson, onde, no Capítulo referente a "Deus e Religião" ficou estabelecido que as opiniões religiosas seriam particulares e a Ordem (Craft) teria a Religião que todos os homens concordam.

Isto, obviamente, era baseado na política dessa nova Grande Loja para evitar discussões religiosas e políticas, sendo estas os principais motivos de discórdia e destruição da harmonia na época.

Devemos observar que os maçons já tinham conhecimento, naqueles tempos, dos perigos apresentados nas discussões sobre religião e política. A Grande Loja foi formada logo após a rebelião abortiva de James Stuart, o "Antigo Pretendente" (filho de James II).

Opiniões políticas e religiosas eram conduzidas de modo duro e amargo, e a desunião entre os Whigs (Hanoverianos) e os Toris (Stuarts) era muito profunda. O primeiro grupo era, na maioria, Protestantes e o segundo grupo, Católicos Romanos.

Uma introdução de qualquer tendência na Política e/ou Religião na Francomaçonaria, naquele estágio,  poderia ser desastrosa.

Consequentemente, essa alteração na base religiosa da Ordem permitiu que Judeus, Muçulmanos, Budistas e outros não-Cristãos, mas que acreditam em um Supremo Criador, se torne membros da francomaçonaria.

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Bandeira Pirata dos Templários


 

A história da Ordem dos Templários já foi mencionada em diversos livros e é do conhecimento da maioria dos maçons. Resumindo, podemos dizer que teve um grande poder, um enorme prestígio, acumulou uma grande quantidade de conhecimentos e técnicas, principalmente referentes à navegação, além de uma incontável fortuna.

A maioria sabe, também, que o Símbolo representado por um crânio (ou caveira) sobre duas tíbias cruzadas pertence à Ordem dos Templários. Inclusive, quem teve a felicidade de ter assistido a palestra proferida pelo nosso querido Irmão Jamil El Chehimi (hoje no Orinte Eterno) sobre esse assunto, viu claramente esse Símbolo.

Condensando um capítulo do livro "Regnum" do Ir.:Carlos Alberto Gonçalves – Editora "A Trolha", citando o historiador Juan Atieza, temos o que segue abaixo:

"A Ordem dos Templários nasce, desenvolve-se, alcança seu zênite, decai e desaparece após um período de duzentos anos (1118 – 1312)."

"O Rei Felipe, que já vinha desviando seus olhares e sua cobiça para o imenso patrimônio e a enorme fortuna templária em solo francês, contava com as condições perfeitas para levar  a cabo suas idéias e executar o seu ambicioso plano: A extinção da ordem dos Templários, com o apoio do Papa."         

"Na noite de 13 de outubro de 1307, Felipe desencadeou um forte ataque surpresa a todas as dependências templárias francesas, capturando 15 mil homens, além do seu Grão Mestre Jacques de Molay e sua guarda de 60 homens. Porém, apesar dos esforços de Felipe, nem todos os templários foram aprisionados, tendo logrado escapar 24 homens e toda a frota naval templária existente em portos franceses."

Afinal que aconteceu com essa frota que navegou para locais desconhecidos? Muitos historiadores concordam que tenha incorporado as frotas portuguesas (talvez pela afinidade entre Portugal e a Grã Bretanha) e as frotas Escocesas.

Baigent e Leigt, em "O Templo e a Loja" afirmam:

"a frota templária escapou em massa dos diversos portos do Mediterraneo e do norte da Europa e partiu para um misterioso destino onde poderia encontrar asilo político e segurança. Esse destino seria a Escócia, via Portugal, onde uma parte dela seria incorporada."

"coincidência ou não, a pirataria européia começou nessa época e seu padrão sugere que muitos piratas não eram meros flibusteiros que atacavam qualquer um, mas "piratas" muito curiosos que limitavam sua atenção aos navios do Vaticano e outros, leais ao catolicismo (espanhóis, franceses, italianos, etc)"

"quando a Inquisição espanhola foi estabelecida no Novo Mundo, depois de 1492, os "piratas templários" estenderam seus ataques ao Caribe e, até mesmo, aos portos do pacífico, do Peru e do México, tudo em nome de uma guerra naval que foi travada por mais de 200 anos."

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Origem do R\E\A\A\ e do Supremo Conselho

 

A Inglaterra, no fim da Idade Média, se antecipou do restante do "mundo" ocidental, tanto industrial como socialmente. Assim, enquanto a França, no século XVII, ainda tinha um regime absolutista de Direito Divino aos reis, ela já havia feito suas revoluções para liquidar esse regime.

Durante o período de 1558 a 1603 ocorreu o reinado de Elizabeth I, da Dinastia Tudor, filha de Henrique VIII e Ana Bolena, e como não teve descendentes, teve como sucessor Jayme I, da Dinastia Escocesa Stuart. Este tornou-se rei da Inglaterra Escócia e Irlanda, que havia sido submetida ao domínio inglês.O novo rei tornou-se impopular, forçando o exílio voluntário dos Ingleses, que migraram para as Colônias Americanas. Seu filho Carlos I reinou de 1625 até 1649 e era, também, absolutista. No fim desse período, começaram as guerras civis, e Carlos I foi executado. Tivemos um período de Republica, dirigida por um Conselho de Estado, presidido por Cromwell.

O que é  importante saber, é que a esposa de Carlos I, Rainha Henriette, juntamente com seu filho, Carlos II, refugiaram-se na França, e com todos os partidários e parasitas da Corte, porque ela era prima irmã do Rei Luiz XIV, na época Rei da França. Posteriormente, em 1660, Carlos II e seu filho Jaime II, voltaram a reinar na Inglaterra, pois os ingleses ficaram descontentes com Cromwell, até que no reinado de Jaime II, em 1688, houve a famosa Revolução Gloriosa e, novamente a Corte inglesa se refugiou na França.

E, como nos relata Irmão Joaquim R.P.Cortez: "Entende-se perfeitamente, a formação de diversos batalhões de tropas fiéis a eles e a formação de Lojas Maçônicas ligadas aos Regimentos Militares. Essas Lojas teriam sido o núcleo fundador da Maçonaria Escocesa. É evidente que essa Maçonaria, de Escoceses e Irlandeses, era totalmente desvinculada da Maçonaria Inglesas, mesmo porque, segundo consta, em seus encontros, sob sigilo maçônico, tramava-se a restauração dos Stuarts no trono inglês. Essa Maçonaria passou por uma série de transformações posteriores, ganhando um caráter elitista, aderindo a um grande misticismo e simbolismo, derivados do Hermetismo e Ocultismo, divulgando-se por toda a França. Com o aparecimento dos chamados "Altos Graus" e do primeiro Supremo Conselho, nos EUA em 1801, ela tomou um caráter internacional e difundiu-se para todo o mundo, transformando-se naquilo que conhecemos hoje por Rito Escocês Antigo e Aceito."

 

O Supremo Conselho do Grau 33.

 

O Maçom André Michel de Ramsay, nascido na Escócia, sonhava alto e dizia ser aristocrata (apesar de não ser) e foi escorraçado da Maçonaria da Escócia, por insistir em criar graus cavalheirescos. Na França, realizou seu sonho e foi aristocratizado como Cavaleiro da Ordem de São Lázaro. Preparou um discurso em 1737, onde pretendia, de acordo com suas antigas idéias, aristocratizar a Maçonaria, reformulando-a com a adoção de um sistema de Altos Graus, ligando-a aos Templários e aos nobres das famosas Cruzadas. Não se sabe se ele leu ou não esse discurso, mas, aparentemente, a semente vaidosa dos Altos Graus estava plantada e, em 1754, em Paris, surgiu o Capítulo de Clermont, de curta duração, que propunha-se a desenvolver os Altos Graus na Maçonaria

Conforme nos relata Mestre Castellani: "em 1758, a semente germinaria, e esse sistema "escocês", em Paris, França, fundou o "Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente", ou, conhecido como "Soberana Loja Escocesa de São João de Jerusalém". Nesse mesmo ano, o "Conselho" criou um Sistema de Altos Graus, num total de 25 graus. Em 1762, esse sistema foi oficializado e esses graus superiores foram chamados de "Graus de Perfeição" e essa escala de 25 graus foi chamada de "Rito de Perfeição" ou "Rito de Héredom". Em 1761, o Maçom Etienne Morin, membro do Conselho, conseguiu autorização para fundar lojas de Altos Graus na América do Norte e isso foi feito. Entretanto, a Historia Maçônica nos conta que ele havia sido precedido, o que não impediu que esses Altos Graus, no Novo Mundo, progredissem e prosperassem. Entretanto, sem um poder moderador, para disciplinar e organizar o sistema, o mesmo se transformou num verdadeiro caos. Diante desse caos existente, um grupo de Maçons, reunidos a 31 de maio de 1801, na cidade de Charleston, no estado de Carolina do Sul, por onde passa o Paralelo 33 da Terra, resolveu acrescentar alguns graus e criar o "Supremo Conselho do Grau 33" que, por ser o primeiro do mundo, denominou-se "Mother Council of the World". Marcando o inicio de uma fase de organização e método de concessão dos Altos Graus. Esse primeiro Conselho adotou a divisa "Ordo ab Chao", o ordem no caos que se havia transformado o emaranhado de Altos Graus, concedidos sem critério lógico, e sem que houvesse um poder organizador e disciplinador".

 

Conclusão.

 

O Rito Escocês Antigo e Aceito é um Rito especial, o primeiro a ter seus Altos Graus e, principalmente, no que diz respeito às suas origens, pois é dito "Escocês" e nasceu, como vimos na França. Os seus Altos Graus teve o motivo de criação, muito provavelmente, devido à vaidades pessoais dos membros da aristocracia em busca de títulos, apesar que, outros historiadores achem outros motivos para tal.

O que é importante considerar é que no seu nascimento, esse Rito era católico e o mesmo foi aristocratizado, motivos pelo qual a cor do Rito é vermelha (púrpura) que distingue os Cardeais, príncipes da Igreja, e os nobres e a realeza, com o uso do manto vermelho, que os dignificam.

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Clones Humanos

Achei esse texto muito pertinente e interessante. O autor conseguiu, sutilmente captar um dos mais preocupantes instrumentos catequizadores da atualidade. Realmente é preocupante como as matrizes midiáticas manipulam ao bel prazer o que as massas devem considerar como sendo bom ou mau. 
Pessoalmente não acho que houve golpe, mas acho que as massas fazem o que a mídia quer.
Resolvi deixa o texto sem mutilá-lo, apesar de não concordar com algumas passagens. O que mais interessa é o "cordeirismo" das massas - isso é que é perigoso.
Vide o livro "A JANELA DE OVERTON" que mostra muito dessa manipulação. Vivemos uma grande mentira. Resta saber se tomamos a pílula azul, ou a vermelha.

O texto a seguir é nota dez!

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A Sociedade dos Clones Humanos
Luiz Sergio da Mota Machado

Clonagem é definida como a produção de indivíduos iguais geneticamente. Ocorre através de um processo de reprodução assexuada que gera indivíduos com a mesma identidade genética. Cópias genética de seres vivos.

Não há notícia da existência de produção artificial de algum indivíduo humano com a mesma identidade genética de outro indivíduo humano. Ou seja, não há noticia de cópias genéticas de indivíduos humanos.Isso, no entanto, não descarta, absolutamente, a existência de clones humanos, sabe-se agora.

o observador ou a observadora do social não encontrará dificuldade em constatar empiricamente, portanto cientificamente, a imensa quantidade de clones humanos em suas proximidades, seja em seu ambiente doméstico, seja na sua vizinhança de moradia, seja em seu local de trabalho, seja no bar que frequenta, seja nos espaços em que circula ou nas mídias que atraem a sua atenção.

Por mais incrível que possa parecer clones humanos estão em todos os lugares e interagem no dia a dia com humanos não clonados e entre si. Entretanto não são idênticos em aparência, e isso dificulta um pouco ao observador ou a observadora não experientes. A coisa não se dá como nos clones genéticos, os quais são fisicamente idênticos.

Trata-se aqui de uma clonagem muito mais perigosa, não divulgada em publicações científicas. Supõe-se que só é conhecida nos altos escalões da CIA. É a clonagem psicológica de humanos. Clones humanos são produzidos e reproduzidos por uma matriz midiática comercial oligopólica configurada em rede e atuando em rede.

Todas as noites, principalmente, a matriz midiática atrai as sua vítimas para o assento da passividade imagética da tela de clonagem onde lhes extrai substancia crítica do cérebro, ao mesmo tempo que lhe introduz diretamente um algoritmo de programação com as instruções que regulará o que deverá repetir e como agir em suas interações com outros seres humanos clonados ou não.

Os clones humanos no Brasil bateram panelas, vestiram camisa amarela da CBF, se cobriram com a bandeira do Brasil, destilaram ódio (e ainda destilam), e apoiaram veementemente o golpe de Estado. Embora, alguns, quem sabe dado ao efeito econômico e político desfavorável a eles no pós golpe, estejam misteriosamente se desclonando aos poucos e naturalmente.

A neurociência, certamente com o auxilio dos estudos das redes neurais precisará se aprofundar nesse fenômeno de desclonagem psicológica

Independentemente disso, porém, a mobilização organizada permanente dos que não se deixaram clonar poderá destruir o efeito do processo psicológico de clonagem exercido pela matriz midiática global.Sobretudo na luta contra as reformas da previdência e trabalhista, as quais têm a classe trabalhadora como alvo da retirada de direitos, principal objetivo do golpe.

Mas não se pode parar aí. Trata-se de uma luta contínua até a vitória sobre a matriz dos humanos clonados e dos três poderes políticos que com ela constituem a totalidade do sistema socioeconômico opressor capitalista a ser derrotado.

Uma luta prolongada, mas necessária de ser feita, para a construção de uma sociedade politicamente justa e juridicamente perfeita.


Fontes: Cartas Maçônicas e Facebook de Luiz Sérgio da Mota Machado

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GUILDAS E CORPORAÇÕES DE OFÍCIO


 

A Idade Média, que vai do Século V ao Século XV, da nossa era, teve um período  conhecido como Era do Obscurantismo, que apesar do nome, teve um desenvolvimento na agricultura, no comércio e na vida urbana. As cidades se desenvolveram, principalmente no final da Idade Média, e isso fez com que um grande número de artífices a elas se dirigisse e se associasse, formando primeiramente as Guildas e depois as Corporações de Oficio.

Conforme nos esclarece o Ir.: Joaquim R.P.Cortez, em "Maçonaria, Origem, Teoria e Prática", a definição de Feudo seria:

                "Um marco tradicional nesse  período, é a concentração de algumas atividades dentro e nas proximidades de um castelo. Estes são geralmente de pedras, bastante fortificados, empoleirados nos altos de um morro para permitir uma visão privilegiada de seus arredores, muitas vezes cercados por um fosso e pertencentes a um senhor local. Neles se concentram todos os materiais necessários à guerra ou à sua própria defesa. Temos, então, perfeitamente delineado o feudo, com o seu senhor, o seu castelo e sua área de dominio.             

À volta desses lugares fortificados, e que se tornaram pon­tos de referência, passou a se acumular um agrupamento huma­no que prestava serviços ao castelo. Esses foram os primeiros núcleos de formação das cidades. Com a derrocada do Feudalis­mo, houve um constante deslocamento das populações, que se viram livres dos trabalhos nos campos, para as aglomerações urbanas que passaram a experimentar uma época de grande crescimento."

A pesquisadora Anne Fremantle nos esclarece no seu livro "A Idade da Fé":

"Cresciam as cidades e cresciam as Guildas, que eram associações formadas pelos comerciantes e artesãos. O diretório das Guildas, escolhido por eleição, esforçava-se para manter a boa qualida­de e preços dos produtos locais. Uma prova do seu crescente poder pode ser dada, por exemplo, pelo monopólio usufruído pelos tintureiros de Derby, na Inglaterra, onde ninguém podia tingir panos até a distância de dez léguas de Derby, senão em Derby."

        Durante o decorrer da Idade Média, as Guildas foram evoluindo passando para Corporações de Mercadores, posteriormente para Corporações de Artífices e, nos primórdios do Renascimento, transformou-se em Corporações de Oficio. O pesquisador Edward McNall Burns em "História da Civilização Oriental", nos deixa bem claro esses eventos, relatando o segue abaixo.

"Tanto as Corporações de Ofício como as de Mercadores, de­sempenhavam outras funções, além das relacionadas direta­mente com a produção ou ocomércio. Desempenhavam papel de associações religiosas, sociedades beneficentes e clubes sociais. Cada corporação tinha seu santo padroeiro e seus membros comemoravam juntos os principais dias santificados e festas da igreja. Com a secularização gradual do teatro, as representa­ções de milagres e mistérios* foram transferidas para a feira e as corporações assumiram encargo de apresenta-Ias. Além disso, cada organização acudia as necessidades de seus membros que adoecessem ou se encontrassem em dificuldades de qualquer espécie. Destinavam fundos a socorrer viúvas e órfãos. Um membro que já não fosse capaz de trabalhar ou tivesse sido posto na prisão pelos seus inimigos, poderia contar com os colegas para ajuda-lo. Até as dívidas de um confrade sem sorte poderiam ser assumidas pela corporação se fosse sério estado de suas finanças."

        E, resumindo o que nos diz o Ir. Joaquim R.P.Cortez sobre a origem da Maçonaria Operativa, no seu livro a "Maconaria Escocesa"  pg35-36 - Editora Trolha, do qual esta Pilula foi extraida:

Nos diz que, no final da Idade Média, as Corporações de Oficio já estavam bastante evoluidas e cumpriam todas as suas finalidades.e haviam diversas Corporações de Oficio. A associação dessas Corporações poderia ter gerado a Maçonaria Operativa, crescendo e se aperfeiçoando com o passar do tempo.

Qualquer outro ponto de origemda Maçonaria, fora das Corporações de Oficio, ao final da Idade Média, será, sem duvidas, mera suposição ou puramente lendário.

               

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

LÚCIFER

 

A palavra LÚCIFER tem uma origem tremendamente simples. Entretanto, foi e é fruto dos "oportunistas" religiosos que, normalmente visando obtenção de bens materiais, se aproveitavam e se aproveitam da ignorância das pessoas. Desse modo, devido à convenientes interpretações, tem essa palavra, hoje, diversos significados.

A origem correta é: portador(a) da luz (do Latim lucis = luz e ferre = carregar, portar, trazer.  Idem para o grego heosphoros), e era o nome dado ao planeta Vênus, que é visível antes do alvorecer e que, simbolicamente, seria o portador da luz do Sol que em breve estaria brilhando.

Segundo o pesquisador iconográfico Luther Link,  Isaias, na Bíblia fez uma designação descritiva aplicada a uma metáfora referente aos excessos de um "rei da Babilônia", e não a uma entidade em si: "Como caíste do céu, o Lúcifer, tu que ao ponto do dia parecias tão brilhante"

Isaias não estava falando do Diabo. Usando imagens possivelmente retiradas de um antigo mito cananeu, Isaías referia-se aos excessos de um ambicioso rei babilônico. (Wikipédia)

Aproveitemos as informações dessa Enciclopédia: "A expressão hebraica (heilel ben-shahar) é traduzida como "o que brilha". A tradução "Lúcifer" (portador de luz), deriva da Vulgata latina de Jerônimo e isso explica a ocorrência desse termo em diversas versões da Bíblia.

Mas alguns argumentam que Lúcifer seja satanás e por isso, também foi o nome dado ao anjo caído, da ordem dos Arcanjos. Assim, muitos nos dias de hoje, numa nova interpretação da palavra, o chamam de Diabo (caluniador, acusador), ou Satã (cuja origem é o hebraico Shai'tan, Adversário).  Os judeus o chamam de heilel ben-shachar, onde heilel significa Vênus e ben-shachar significa "o luminoso, filho da manhã". Alguns judeus interpretam Lúcifercomo uma referência bíblica a um rei babilônico. Mais tarde a tradição judaica elaborou a queda dos anjos sob a liderança de Samhazai, vindo daí a mesma tradição dos padres da Igreja.

Segundo a igreja católica, Lúcifer era o mais forte e o mais belo de todos os Arcanjos. Então, Deus lhe deu uma posição de destaque entre todos os seus auxiliares. Segundo a mesma, ele se tornou orgulhoso de seu poder, que não aceitava servir a uma criação de Deus,"O Homem", e revoltou-se contra o Altíssimo. O Arcanjo Miguel liderou as hostes de Deus na luta contra Lúcifer e suas legiões de anjos corrompidos; já os anjos leais a Deus o derrotaram e o expulsaram do céu, juntamente com seus seguidores. Desde então, o mundo vive esta guerra eterna entre Deus e o Diabo; de seu lado Lúcifer e suas legiões tentam corromper a mais magnífica das criaturas mortais feitas por Deus, o homem; do outro lado Deus, os anjos, arcanjos, querubins e Santos travam batalhas diárias contra as forças do Mal (personificado em Lúcifer). Que maior vitória obteria o Anticristo frente a Deus do que corromper e condenar as almas dos humanos aos infernos, sua morada verdadeira?"

Abrindo um parenteses: dá para se perceber que a imaginação do ser humano não tem limites. Anjo... Arcanjo...o mais forte e belo dos Arcanjos...auxiliares de Deus...Caramba! é interessante como se dá um "comportamento totalmente humano" à Deus e muitos aceitam como se fosse a coisa mais natural do mundo!

Na Enciclopédia do Mestre Nicola Aslan temos: "Entre os cristãos, esse nome acabou por ser aplicado ao espírito do Mal. Esta denominação nasceu, em certos Padres da Igreja, por alusão a várias passagens de Isaias...em que o profeta anuncia a queda do rei da Babilonia e o assombro que ela causa, nestes termos – Como é que caiste do céu, tu, Lúcifer, astro da manhã? – Os padres aplicaram a palavra ao demonio, anjo caído."

Sem mais comentários.

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

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