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segunda-feira, 30 de março de 2026

A era dos SEM NOÇÃO

Estamos na era dos sem noção!

Dos que falam alto no celular (não sou obrigado a participar das conversas deles), dos que vêem vídeos de diversos assuntos em toda altura (de novo o celular - não sou obrigado), 
dos pais que brigam com professores pelas notas ruins ds filhos (minha mãe falava ai de mim se precisasse ir na escola por minha causa - eu apanharia primeiro, antes de ela ir).

Das malditas caixinhas de som na praia, dos vizinhos que ficam com música alta e conversa alta em condomínios achando que a bagunça que fazem na casa deles, porque é na casa deles, é permitida. O som está saindo, estão incomodando!

As pessoas estão tão sem noção que param em lugares movimentados bloqueando a passagem das pessoas (aí incluídos os que fazem com os carros), das pessoas que não estão nem aí e bloqueiam passagens no supermercado, que estacionam em duas vagas (meu umbigo primeiro - se você não acahr vaga, azar o seu), que largam sujeira em locais públicos e mesmo "públicos privados" como em espaços comuns nos clubes, que guardam mesas e cadeiras em clubes e não aparecem, que se sentam em dois assentos nos ônibus, que fingem dormir para não dar lugar para idosos...

Ontem vi um menino querer comprar um daqueles saquinhos de gelinho com sabor, pôs na boca e começou a morder e a mãe disse que não ia comprar e devolveu o negócio babado e semimordido para a geladeira do bar! 

Aliás, os adultos também fazem isso ao beber refrigerantes em lata nos supermercados e descartar as latinhas sem pagar... Que horror! Que exemplos de educação!

Ah, e lembrando dos motoristas, uma atitude sem noção que me irrita por demais e o sujeito ou sujeita pararem em qualquer lugar, em fila dupla, tripla, debaixo de placas de "proibido parar e estacionar" (aquela com um "E" cortado por duas linhas formando um xis), e simplesmente achar que criam uma vaga virtual ao ligar o pisca alerta! 

NÃO EXISTE ESSA DE CRIAR VAGA NUM LUGAR QUE NÃO SE PODE ESTACIONAR SIMPLESMENTE USANDO O PISCA ALERTA!!!

E os táxis, ubers e outros aplicativos que param em fila dupla, sendo que mais adiante tem um espaço para estacionar? E povo que ESTACIONA onde não pode nem parar e estacionar?

Ah, tem também os engraçadinhos que cortam uma fila pela direita e dão seta para a esquerda para entrar na fila lá na frente: vocês acham que eu fico na fila porque gosto? Cortar a fila te faz mais esperto, mas não educado.

Tá faltando educação, tá faltando base - esse país nosso está definitivamente indo para o ralo! Falta cortesia e sentimento de comunidade!

quinta-feira, 26 de março de 2026

Exploração de Recurso Natural em área urbana - ABSURDO!!!!

Um morador de Maricá que transformou sua van em um motorhome tecnológico viveu uma situação bizarra hoje. 

Ele estacionou na orla para trabalhar usando seus painéis solares, quando foi abordado por uma fiscalização exigindo o pagamento de uma taxa de "uso de recurso natural em área urbana".  

A justificativa? 

Como ele está captando o sol que incide na via pública para carregar suas baterias (e não pagar luz em casa), o governo entende que há uma "exploração de recurso estatal". 

O "Pedreiro Raiz" tecnológico agora vai ter que pagar para o sol brilhar no teto do carro dele.  

Onde termina a inovação e começa o absurdo? 

Daqui a pouco vamos ter que pagar IPTU por estar parado na sombra de uma árvore pública, né? 

(reprodução de texto recebido - não sei a fonte)




 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Brasil Profundo

O Sol já ia a pino. Chegamos nessa casa da foto (que tirei lá in situ) lá pelas 10 da manhã, e fomos abordados por uma chusma de crianças ranhentas, espalhadas pelo quintal, parecia uma dúzia, pululavam por todos os cantos, vociferando impropérios uns com os outros que nem eu tenho tanta imaginação de ilustrar os adjetivos e substantivos chulos com que se chamavam. E nem tinham idade ainda para compreender o que significavam.

Um rapazinho um pouquinho maior, mais alimentado e corado, chegou puxando um caminhãozinho amarelo de plástico por um barbante cheio de emendas e soltou de chofre: 

- Cês são do Conselho Tutelar?

Era um vizinho mirim, no alto de seus prováveis 10 anos, provavelmente ávido por uma confusão, que saudou nossa equipe, talvez esperando alguma algaravia ou repressão. 

Nada havendo, retirou-se, puxando o seu caminhãozinho amarelo de rodinhas emperradas que ele mesmo me disse que nunca puxaria pequi.

Chamada a matriarca, ela revelou ser mãe solteira, mas não daquela miríade de crianças que trançavam por entre nossas pernas, comendo com as mãos imundas em pratos esmaltados um macarrão esmaecido, pálido e grudento, mas sim mãe de duas maiores, que de má vontade respondiam mal qualquer pergunta feita pela solteira-mãe-de-mães-solteiras-matriarca que tentava dar conta de toda aquela barafunda de gente pequena, indômita e incontrolável.

Os moleques desgrenhados brigavam entre si e contra os cachorros esquálidos, que sem razão lógica, os orbitavam abanando suas caudas em busca de aprovação ou de um pouco do macarrão. 

Um pequeno até deu uma paulada de graça com um cabo de vassoura à guisa de brinquedo na cabeça do cãozinho, que saiu ganindo de dor. Do nada. Sem razão. Por pura torpeza.

A matriarca solteira-mãe-de-mães-solteiras, era a mãe das duas respondonas, essas sim, mães daquele punhado de crianças desgrenhadas, desorganizadas, deseducadas e famélicas.

Não tinham horta, não comiam bem, o solo do terreno, morto por fogueiras itinerantes e maus tratos, se apresentava negro, contaminado com carvão, que sufocava até mesmo o pequizeiro gigante, que segundo a matriarca, insistia em não dar frutos. 
A terra tinha se exaurido.

Me espantei com a quantidade de crianças e a sempre ausência de pais - os homens, irresponsáveis, povoam o mundo com seus filhos e sumindo, delegam a criação para as mulheres. Sexo é bom, responsabilidade não...

Brasil profundo...

Sempre as mulheres - as fortalezas, as rochas que sustentam as famílias, constantemente elas se fazem como as Pelicanas, que nada tendo para alimentar seus filhotes acabam por bicar seus peitos para que o sangue os alimente.

E vendo aquela terra arrasada, aquela miríade de rebentos, me lembrei quando estagiei, em Enfermagem, em uma cidade da região metropolitana de Belo Horizonte, quando fiz 3 prés-natais de uma menina de 12 anos e no dia do quarto pré-natal ela apareceu com a barriga vazia e me explicou:

- Meu namorado não queria e me chutou até o nenê sair. 

Horrorizado, lembrei que ela já devia andar pelo quarto mês de gestação e fiquei imaginando a cena do aborto, eivada de sangue e violência, bem como o provável tamanho do feto. Que horror! Sexo é bom, já a responsabilidade...

Brasil profundo...

Lembrei também, no interior de Pernambuco, durante meu curso de Psicologia, quando visitei uma casa e uma menina de 12 anos também chegou com uma criança pequena sentada em seu quadril do lado esquerdo (como fazia a Lady Di) e do lado direito no chão estava outro rapazinho remelento, agarrado à camiseta cheia de furos da menina maior. Pedi que chamasse a dona da casa, a mãe de todos. Ela me respondeu:

- Eu sou a dona da casa. Tenho 12 anos e esse filho no chão tem 2 e esse no meu colo tem um. O que vocês querem? - horrorizados, a gente nem sabia o que dizer, nem como continuar a abordagem.

Brasil profundo...

Brasil de terras arrasadas por maus cultivos, de regiões inóspitas e ignotas, de barbáries que se fazem como se fossem da idade média, de cenas de terror e alienação, pobreza e sujeira. De infâncias e adolescências perdidas, de violência contra mulheres, contra pais, contra crianças...

E assim, viajando e conhecendo o Brasil vejo que vossas vãs filosofias, encasteladas em apartamentos urbanos com água corrente, energia, internet e Netflix, alimentadas por videozinhos em iPhones de último modelo, nada sabem, nada conhecem. Somos néscios.

E são Quilombolas, Indígenas, Povos Tradicionais, Assentados, toda gama desses vulneráveis que precisam de nossas ajudas, de conhecimento, de mudança de vidas, e que anseiam com as mãos estendidas, por algum alento.

Desconhecemos até onde vai a pobreza e falta de informação do Brasil profundo...

E isso me abala.

Sempre.

Brasil profundo...

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

E o alemão falou na COP30...

Muito repercutiu na mídia a fala do chanceler alemão Friedrich Merz que disse que os alemães ficariam felizes de ir embora da FLOP30.
Os alemães, com sua organização impecável, suas cidades limpas e educadas, deve ter se sentido em um caos em Belém.
O problema não é o fato da cidade estar com a infra estrutura deficiente: o problema é a cara de pau dos governantes a manterem assim.
O caminho do aereporto para a cidade não é dos mais bonitos, as palafitas não são uma visão agradável, e a vergonha dos preços super inflacionados das habitações risíveis foi uma lástima.
E as comidas também mostraram um oportunismo das pessoas que inflaram os preços buscando ludibriar os gringos.
E isso incomodou os estrangeiros: e parece que só os alemães tiveram coragem de dizer.
E não venham falar que são nazistas (fala lastimável de um político brasileiro) porque não são todos os alemães que são nazistas, isso é um passado que já foi, uma mancha que lutam para se esquecer.
São um povo ordeiro e muito correto.
Não podemos falar que todos os brasileiros são malandros, sambistas e jogadores de futebol. Da mesma maneira, a ligação com nazistas é um ataque de baixo calão.
Questionar a fala do chanceler, que em visita à nosso país o ofendeu não é o fato da questão, e sim, o porquê da fala.
Os europeus falam as coisas na lata, não escondem o que vêem, não usam meias palavras. Para eles se a realidade é aquela, falam dela de maneira clara.
O que urge é que os políticos parem de roubar e invistam em infraestrutura e levem o dinhero onde ele é necessário.

E não em subornos e propinas.

ps: e a COP30 flopou sim, porque os países que mais poluem para se manter por cima da carne seca da economia, não aceitaram assinar o acordo ambiental. Porque para eles significaria frear seus progressos...

sábado, 15 de novembro de 2025

Dia da Umbanda


Hoje é dia da Umbanda! Vida longa aos que trabalham pelo bem dos outros!

A Umbanda é uma religião inserida na religiosidade cultural brasileira
e se pode afirmar que ela foi criada em 15 de novembro de 1908 pelo Médium Zélio Fernandino de Moraes, sob a influência do Caboclo das Sete Encruzilhadas.

Anteriormente já se fazia o trabalho de guias (pretos velhos, caboclos, crianças, exus, etc) simples manifestações religiosas espontâneas cujos rituais envolviam incorporações e o louvor aos
orixás. Porém, foi através de Zélio que se organizou uma religião com
rituais e contornos bem definidos à qual deu-se o nome de Umbanda.

Nesta época, não havia liberdade religiosa e todas as religiões que
mostravam semelhanças com rituais afros eram perseguidas, os terreiros
destruídos e os praticantes presos.

Em 1945, José Álvares Pessoa, dirigente de uma das sete casas de
Umbanda fundadas inicialmente pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas,
obteve junto ao Congresso Nacional a legalização da prática da
Umbanda.

A partir dai, muitas tendas cujos rituais não seguiam o recomendado
pelo fundador passaram a se dizer umbandistas, de forma a fugir da
perseguição policial. Foi nesse momento que a religião começou a
perder seus contornos bem definidos e a misturar-se com outros tipos
de manifestações religiosas, de tal forma que hoje a Umbanda genuína é praticada em pouquíssimas casas.

A Umbanda é estruturada, moralmente, em 3 princípios: fraternidade,
caridade e respeito ao próximo.

Admite um deus gerador chamado (Zambi), que é o criador de tudo e
todos. Os "umbandistas" ou "filhos de fé" cultuam divindades
denominadas Orixás e reverenciam espíritos chamados Guias.

Os guias fornecem a orientação espiritual - os guias são espíritos de
uma determinada linha de trabalho que, por sua vez, está ligada
diretamente a um determidado Orixá, que representa um determinado
arquétipo, ou característica de Deus.

Os guias têm a sabedoria e a consciência da natureza humana, podendo aconselhar para que a humanidade possa evoluir e desenvolver-se para
melhor viver.

Os guias se manifestam através dos médiuns, e a incorporação - ato
pelo qual um médium, inconsciente, consciente ou semi-consciente,
permite que espíritos falem ou ajam através de seu corpo físico e
mental.

Os guias manifestam diversos arquétipos pelos quais se apresentam através da incorporação.

Cada arquétipo está ligado a uma determinada Linha Espiritual. Como
exemplos dos arquétipos podemos citar:

Pretos-velhos;
Caboclos;
Baianos;
Boiadeiros;
Crianças;
Exus e Pomba-giras, entre outros.

Os arquétipos são roupagens utilizadas pelos guias para se
apresentarem nos terreiros e não espíritos que, necessariamente,
tenham sido escravos, índios ou crianças, embora existam aqueles que realmente o foram.

Cada terreiro têm a sua forma de interpretar e ritualizar a Religião
de Umbanda. Diversos ritos são utilizados em templos ou terreiros
diferentes, alguns utilizando atabaques, outros não, alguns manifestam a Umbanda popular, de caráter mais de atendimentos, outrso preferem a
Umbanda Esotérica (a mais complicada e menos manifestada).

Quase sempre as giras iniciam-se com a defumação para a limpeza das energias deletérias mundanas através de ervas queimadas sobre um braseiro, e após a limpeza iniciam-se os pontos cantados de cada entidade e finalmente a incorporação.

As giras variam e podem ser evocadas para o atendimento da assistência, ou para desenvolvimento dos médiums, para limpeza do ambiente ou outras finalidades.

Nas giras de atendimento os guias, manifestando-se através dos
médiuns, atendem à audiência provendo conselhos ou passes destinados a limpeza do campo energético das pessoas (aura).

Nas giras desenvolvimento, os médiuns são desenvolvidos pelos chefes das casas, firmando seus guias para auxiliar os médiuns a incorporá-los sem auxílio de outros médiuns, através de treinamento e
de diversos rituais como amacis, boris, etc., que são rituais para fixação das vibrações dos guias aos médiuns.

É uma religião do bem e do amor. Nada de feitiçaria para prejudicar alguém. Só caridade e amor.

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Mais uma cretinice de Bebê Reborn

Essa mania besta ainda continua aparecendo nos postos de saúde.

Uma mulher levou seu bebê reborn para um posto de saúde e dizia que ele estava com sintomas gripais. E exigia atendimento, e quando o teve negado, gritou a plenos pulmões que era um absurdo sua "criança" ficar sem atendimento. E saiu visivelmente contrariada!

Uma vergonha uma pessoa adulta, sobrecarregar um sistema de saúde já abarrotado, com uma brincadeira pueril que regride para o estágio infantil da idiotice.

Acho que deviam ser presos e passar uma noite na cadeia, sentados com seus bebês idiotas pra ver o que é bom para a tosse.

Esses desvios de comportamento deviam ser punidos já no início - imagina uma sala de acolhimento de uma UPA cheio de malucos com seus bebês reborn exigindo atendimento, em detrimento dos que realmente precisam...

Valha-me a paciência!

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Triangulo mineiro já foi paulista e goiano

                   Depois de ter sido meio espanhol e um tanto capixaba, o Triângulo passou por mais duas situações administrativas antes de ser mineiro: foi paulista e foi goiano.


                   Nos finais do século XVI, os reinos de Portugal e Espanha foram fundidos num só sob o comando do rei Fernando II, espanhol. Com isso, não havia mais razões de existir a linha demarcatória estabelecida pelo Tratado de Tordesilhas. Por outro lado, os limites marcados anteriormente pelo reino de Portugal para as Capitanias Hereditárias tiveram seus interiores totalmente desrespeitados, mesmo porque os capitães governadores estavam preocupados apenas com o litoral. Como diziam os jesuítas, eles arranhavam a praia como os caranguejos.

                   A capitania de São Vicente, depois capitania de São Paulo, terra dos mais autênticos mamelucos, vivia momentos angustiantes de pobreza, mas valentes e dispostos a permanecer no lugar, os paulistas organizaram bandeiras que saiam a aprisionar índios para escravizá-los e vendê-los. Era o meio de vida dos primeiros bandeirantes.


                   Dessa forma, eles alargaram suas fronteiras interiores. A tal ponto que o Sul do país passou a ser paulista mais o Triângulo, Goiás e Mato Grosso. Tudo paulista.


                   Curiosa a situação das terras de Minas Gerais (que ainda não existia como Capitania) nessa época. O gado nordestino veio subindo pelas margens do São Francisco à cata de vegetação mais fresca e foi arrastando a peonada e as divisas interiores das capitanias da Bahia e de Pernambuco. Então, de Minas, pertencia a São Paulo o Sul e o Triângulo; o Leste mineiro à Bahia e o Oeste a Pernambuco.


                   Foi o período do Triângulo paulista. Que durou até que a exploração do ouro e seu controle exigiram a criação das capitanias das Minas e de Goiás.

                   Primeiro se criou a das Minas e se estabeleceram os limites com São Paulo. Ao Sul foi muito problemático, mas não nos interessa; no Triângulo foi muito fácil porque não havia riqueza nenhuma e pouco preocupou sua demarcação. Mas houve. Ela pegava da foz do rio São Marcos, no Paranaíba, e vinha em linha reta até o rio Grande, no ponto em que ele faz um ângulo quase reto ao tomar o rumo do Sul, ali pelas proximidades do Desemboque.


                   Com a descoberta de ouro em Goiás, com o mesmo objetivo fiscalizador, criou-se a capitania goiana. Como área saída de São Paulo, o Triângulo incorporou as terras que formaram Goiás por ficar no meio do caminho, mantendo a mesma divisa com a capitania mineira.


                   A passagem do Triângulo, de Goiás para Minas, é que foi curiosa.  Os aventureiros do Desemboque procurando safar-se de uma derrama que se planejava para a capitania das Minas convenceram as autoridades goianas de que o Desemboque ficava dentro da área do Triângulo, quando, não ficava. Goiás mandou forças para a região, tomou posse do Desemboque e nomeou suas autoridades. Não satisfeitos com o avanço sobre parte do território mineiro os goianos invadiram Araxá e nomearam suas autoridades. Aqui, entretanto, o carro pegou porque os araxaenses não aceitaram a invasão e peticionaram ao príncipe d. João para que fosse respeitado o limite entre as duas capitanias. A essa altura, Goiás já tinha elevado o Desemboque a sede de comarca com jurisdição sobre toda a mesopotâmia formada pelos rios Grande e Paranaíba.


                   A situação era a seguinte: todo o Triângulo, até proximidades do Desemboque era, desde o início, goiano, passado que foi de São Paulo para Goiás. O Desemboque e Araxá eram mineiros desde a criação da capitania, porém estavam aposseados pela capitania goiana.

                   Os principais de Araxá requereram e foram atendidos. D. João ao determinar que as terras do Araxá e do Desemboque retornassem a Minas referiu-se não à vila do Desemboque e do Araxá, mas à comarca do Desemboque e, nessas condições, ia o Triângulo a reboque para Minas. A ganância goiana deu com os burros n'água e fez a capitania perder a enorme área do Triângulo.


                      Essa, pois, em linhas rápidas, a história do Triângulo paulista, goiano e, finalmente, mineiro.

 

Antônio Pereira da Silva

 

OBS IMPORTANTE: O Julgado do Desemboque, criado em 1766, atingia todo o Triângulo Mineiro mais o Sul de goiás. Dez anos mais tarde, foi criado o Julgado de Santa Cruz, no Sul de Goíás que passou a ter jurisdição sobre esta área. Ficou com o Desemboque apenas o Triângulo. (Freitas, José Ferreira, Sertão da Farinha Podre, ed. Do A., 2002)

quarta-feira, 23 de março de 2016

As diferentes maneiras de contar a mesma história...

Se a história da Chapeuzinho Vermelho fosse verdadeira, como ela seria
veiculada pela imprensa brasileira?


*Jornal Nacional*

(William Bonner): 'Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um
lobo na noite de ontem…'
(Fátima Bernardes): '…mas a atuação de um caçador evitou a tragédia.'


*Programa da Hebe* (é bom lembrar que a Glória Maria é quase igual.)

"…Que gracinha, gente! Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda
aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?"


*Cidade Alerta*

"…Onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as
autoridades? A menina ia pra casa da vovozinha a pé! Não tem
transporte público! Não tem transporte público! E foi devorada viva…
Um lobo, um lobo safado. Põe na tela, primo! Põe a cara desse marginal
no ar, porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de
lobo, não!
Presta bastante atenção gente, essa história é impressionante! Não
saia daí: daqui a pouco eu volto nesse caso."


*Superpop*

"Geeente! Eu tô aqui com a ex-mulher do lenhador e ela diz que ele é
alcoólatra, agressivo e que não paga pensão aos filhos há mais de um
ano. Abafa o caso!"


*Globo Repórter*

"Tara? Fetiche? Violência?
O que leva alguém a comer, na mesma noite, uma idosa e uma adolescente?
O Globo Repórter conversou com psicólogos, antropólogos e com os
amigos e parentes do Lobo em busca da resposta. Vamos viajar pela
mente do psicopata.
E uma revelação: casos semelhantes acontecem dentro dos próprios lares
das vítimas, que se silenciam por medo. Hoje, no Globo Repórter..."


*Discovery Channel*

"Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver."


*Revista Veja*

"Lula sabia das intenções do Lobo."


*Revista Cláudia*

"Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho."


*Revista Nova*

"Dez maneiras de levar um lobo à loucura, na cama!"


*Revista Isto É*

Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.


*Revista Playboy*

(Ensaio fotográfico com Chapeuzinho no mês seguinte): "Veja o que só o
lobo viu."


*Revista Vip*

"As 100 mais sexies - Desvendamos a adolescente mais gostosa do Brasil!"


*Revista G Magazine*

(Ensaio com o lenhador): "O lenhador mostra o machado."


*Revista Caras*

Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: "Até ser
devorada, eu não dava valor pra muitas coisas na vida. Hoje, sou outra
pessoa."


*Revista Superinteressante*

"Lobo Mau: mito ou verdade?"


*Revista Tititi*

"Lenhador e Chapeuzinho flagrados em clima romântico em jantar no Rio."


*Folha de São Paulo*

"Lobo que devorou menina era do MST"


*O Estado de São Paulo*

"Lobo que devorou menina seria filiado ao PT."


*O Globo*

"Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT, que matou um lobo para
salvar menor de idade carente."


*O Povo*

"Sangue e tragédia na casa da vovó."


*O Dia*

"Lenhador desempregado tem dia de herói."


*Extra*

"Promoção do mês: junte 20 selos, mais R$19,90 e troque por uma capa
vermelha igual a da Chapeuzinho!"


*Meia hora*

"Lenhador passou o rodo e mandou lobo pedófilo pro saco!"


*Capricho*

Teste: "Seu par ideal é lobo ou lenhador?"

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Mar de Minas

Gente, sempre perguntam, Minas tem mar? E a resposta é sempre não!

Não até agora (ou recentemente agora, de novo, mais uma vez), já que o Governo de Minas comprou uma faixa de 12 quilômetros de terra em volta da ferrovia Minas-Bahia, que saía de Araçuaí e chegava em Caravelas, na Bahia, pagos com Títulos de Dívida Pública, 300 contos de réis, e que fazem, por direito, o mineiro ter uma praia pra chamar de sua.

Mas a polêmica vem de muito tempo atrás, desde 1910, quando as terras foram adquiridas (e pagas) do Governo Baiano, mas acabaram não sendo exploradas - típico dos governos do Brasil...

E nos anos 40, Minas indagou ao Governo Baiano sobre essa compra, fato que não teve resposta desde então.

E agora, a polêmica volta, e sai em todos os jornais!

Agora, uma força tarefa está a investigar a celeuma, e quem sabe o que vai dar...


Vai acabar com o lema: Minas não tem mar, vai pro bar!!!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Morre Oscar Niemayer aos 105 anos


Tem gente que não gosta de suas obras, mas eu gosto muito.

Esse blog deixa uma sincera homenagem ao homem que desafiou a arquitetura que ele dizia comercial e lançou sua forma de interpretar o mundo...

Descanse em paz, Ó Grande Arquiteto!

Leilão da virgindade de Catarina Migliorin


E que fim levou o selo de Catarina?

Será que já era ou ainda resiste?

Alguém ouviu falar do que aconteceu?

Ela deve estar pensando: podem falar de mim, mas eu tenho um milhão de
reais e vocês não têm...

Andressa Urach e Camila Vernaglia

Após a declaração polêmica de que estaria tendo um affair com uma das
vencedoras do Miss Bumbum, a ex-latinete e vice-campeã do concurso,
Andressa Urach, decidiu não mais comentar o assunto. A beldade, no
entanto, foi flagrada em clima de romance com a terceira colocada na
competição, Camila Vernaglia, durante um passeio de lancha. A
informação é da coluna Retratos da Vida, do jornal "Extra".

As beldades estavam com algumas candidatas do concurso, no Guarujá,
litoral de São Paulo, para comemorar o resultado da competição que
escolheu o bumbum mais bonito do Brasil. E entre um churrasco e outro,
Andressa e Camila aproveitaram para namorar.

Será que é apenas fachada, para virar notícia?

fonte: Portal HD

ps: Deus no céu e essas duas na Terra... Tão tirando foto do paraíso!!!!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Tomada elétrica brasileira....

Como os TURISTAS irão se virar durante a Copa do Mundo de Futebol e os
Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro?



Eu acho que alguém ganhou muito com essa invencionice... Só Brasil mesmo...


Uma das maiores cretinices inventadas pelo desgoverno lulopetista foi a
nova tomada elétrica de 3 pinos, que é incompatível com TODAS as tomadas da
galáxia. Nem nas tomadas do Império Klingon ou do Império Romulano essa
bosta encaixa!

De uma hora para outra, todas as nossas tranqueiras elétricas e gadgets,
que usam plugues com o modelo universal, simplesmente ficaram imprestáveis.

Como somos brasileiros e não desistimos nunca, é chegada a hora de
invocarmos a Santa Gambiarra, a santa protetora de todos os brasileiros.

Comida de escola...

Algo errado com esse País? Mas o quê?

terça-feira, 24 de abril de 2012

Lenda do Chimarrão / Oração do Chimarrão

Uma lenda indígena, descrita por Alcides Gatto, da Universidade
Federal de Santa Maria, indica como começou o uso da erva mate. A mais
antiga aponta para a trajetória de uma tribo nômade de índios guarany.

Um dia, um velho índio, cansado das andanças, recusou-se a seguir
adiante, preferindo ficar na tapera.

A mais jovem de suas filhas, apesar do coração partido, preferiu ficar
com o pai, amparando-o até que a morte o levasse à paz do Yvi-Marai, a
seguir adiante, com os moços de sua tribo.

Essa atitude de amor rendeu-lhe uma recompensa.

Um dia um pajé desconhecido encontrou-os e perguntou à filha Jary o
que é ela queria para ser feliz.

A moça nada pediu, mas o velho pediu 'renovadas forças para poder
seguir adiante e levar Jary ao encontro da tribo'.

O pajé entregou-lhe uma planta muito verde, perfumada de bondade, e o
ensinou que, plantando e colhendo as folhas, secando-as ao fogo e as
triturando, devia colocá-las num porongo e acrescentar água quente ou
fria.

'Sorvendo essa infusão, terás nessa nova bebida uma nova companhia
saudável mesmo nas horas tristonhas da mais cruel solidão'.

O ancião se recuperou, ganhou forças e viajou até o reencontro de sua tribo.

Assim nasceu e cresceu a caá-mini, que dela resultou a bebida caá-y,
que os brancos mais tarde chamaram de chimarrão.

A origem do nome mate vem do povo espanhol, que preferiu usar a
palavra 'mati' (cuia), da língua quíchua, para se ajustar melhor à
modalidade grave do idioma.

No entanto, logo foi substituída por uma palavra guarany – caiguá –
nome composto por caá (erva), i (água) e guá (recipiente).

Mandamentos do Chimarrão

O Chimarrão é uma bebida sagrada, e tem 10 mandamentos que devem ser
seguidos por todos que tomem a erva.

Deve ser decorado pelos iniciantes, para que os mesmos não cometam o
pecado de transgressão de nenhum deles!

Os dez mandamentos do chimarrão

1) Não peças açúcar no mate

2) Não digas que o chimarrão é anti-higiênico

3) Não digas que o mate está quente demais

4) Não deixes um mate pela metade

5) Não te envergonhes do "ronco" no fim do mate

6) NÃO MEXAS NA BOMBA!

7) Não alteres a ordem em que o mate é servido

8) Não "durmas" com a cuia na mão

9) Não condenes o dono da casa por tomar o 1º mate

10) Não digas que chimarrão dá câncer na garganta


São interessantes também os procedimentos ritualísticos a serem
seguidos pelos bebedores de mate, e que se feridos, podem gerar
incidentes diplomáticos... :-)


A mão direita – A entrega da cuia e o recebimento do mate deve ser
feito com a mão direita.

Enchendo o mate - Pega-se a cuia com a mão esquerda e o recipiente com
a direita. Após, acomoda-se o recipiente e se troca a cuia de mão para
matear ou oferecer o mate. seguindo-se, sempre, pelo lado direito, o
lado de laçar. O sentido da volta na roda de mate deverá partir pela
direita do cevador ou enchedor de mate.

A água para preparar o mate - A temperatura nunca deve estar muito
quente, pois pode queimar a erva, dando um gosto desagradável ao mate
e lavando-o rapidamente.

O pialador de mate - É o indivíduo que, chegando numa roda de mate,
posiciona-se à frente da pessoa que está mateando e à esquerda na mão
da roda. O correto é ficar antes do mateador, sempre a sua direita.

A água do mate - A água nuncadeverá ser fervida, pela perda de
oxigênio, transmitindo um sabor diferente ao mateador. O ideal é
quando a água apenas chia.

Cevar com cachaça - Quando as pessoas fecham um mate (ato de
prepará-lo), costumam, em lugar de água para inchar a erva, colocar
cachaça, pois ela fixa por mais tempo a fortidão da erva-mate, sem
deixar o gosto do álcool. Uma vez inchada a erva, cospe-se fora a
infusão até roncar bem a cuia, esgotando-se completamente o líquido.

Só o cevador pode mexer no mate - A menos que se obtenha licença, só o
cevador deve arrumar o mate, considerando-se falta de respeito mexer
sem permissão. Podemos, isto sim, ao devolver a cuia, avisá-lo do
problema.

Em roda de mate - É comum, após o primeiro mate, que sempre é do
iniciar a rodaa pelo mais velho ou por alguém a quem se queira
homenagear.

O primeiro mate - Todo aquele que fecha um mate deve tomá-lo primeiro
em presença do parceiro ou na roda de mate. Este fato se tornou
tradicional devido a épocas em que o mate serviu de veículo para
envenenamentos. Por isso, o ato do mateador tomar o primeiro indica
que o mate está em condições de ser tomado. Há a lenda jesuíta, que
atribuía valores afrodisíacos ao mate. Para evitar que os índios
passassem a maior parte do dia mateando, tentando afastá-los do
hábito, criaram o mito entre os silvícolas cristianizados que Anhangá
Pitã (diabo) estava dentro do mate.

Roncar a cuia - Uma vez servido o mate, deve ser tomado todo, até
esgotá-lo, fazendo roncar a cuia.


Enfim, o mate é toda uma cultura, uma bebida bonita, e deve ter sua
ritualística respeitada, para que todos continuem desfrutando dessa
bebida maravilhosa!

E o ditado "chimarrão tem de estar tão quente que se cuspir no
cachorro cai o pelo", de acordo com o declarado acima, não é
verdade... hehehe

segunda-feira, 26 de março de 2012

A origem do Tchê!

Há quem goze do uso do termo "TCHÊ" e ache até chulo-grosseiro este
linguajar. Mas, se soubessem a sua origem, mudariam de opinião.

Sotaques e regionalismos na hora de falar são conhecidos desde tempos
imemoriais: Todos na casa do sumo sacerdote reconheceram Pedro como
discípulo de Jesus pelo seu jeito "Galileu" de se expressar.

No Brasil não seria diferente. Quem já não ouviu um gaúcho dizer:
"Barbaridade, Tchê"? Ou de modo mais abreviado "Bah, Tchê"?
Essa expressão, própria do sul, tem um significado muito curioso. Para
conhecê-lo, é preciso falar um pouquinho do espanhol, de quem os gaúchos
herdaram o "Tchê".

Antigamente, o fervor religioso imposto pela igreja católica era muito
grande, notadamente entre a população mais simples. Associe-se a isso o fato
da língua oficial dela e dos cultos ser o latim.

A linguagem falada no dia-a-dia era dominada por expressões religiosas como:
"vá com Deus", "queira Deus que isso aconteça", "juro pelo céu que estou
falando a verdade" e assim por diante.

Uma forma comum das pessoas se referirem a outra era usando interjeições
também religiosas como: "Ô criatura de Deus, por que você fez isso"? Ou
"menino do céu, onde você pensa que vai"? Muita gente especialmente no
interior ainda fala desse jeito.

Os espanhóis preferiam abreviar algumas dessas interjeições e, ao invés de
exclamar "gente do céu", falavam apenas Che! (Tchê) que é a abreviatura da
palavra caelestis (se lê tchelestis) e significa "do céu". Usavam essa
expressão para expressar espanto, admiração, susto.

Era uma forma de apelar a Deus na hora do sufoco. Mas também se serviam dela
para chamar pessoas ou animais.

Como palavra integrante da cultura espanhola, o tchê passou a ser usado
também nas colônias latino-americanas, ou seja, pelos gaúchos originais
(vaqueiros do pampa argentino, uruguaio e do Rio Grande do Sul). Estes
últimos, embora falassem português, acabaram incorporando o termo ao seu
linguajar.

Exclamar "Tchê" ao se referir a alguém significa considerá-lo alguém "do
céu". Que bom seria se todos nos tratássemos assim, considerando uns aos
outros como gente "do céu".

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autor desconhecido

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Macunaíma

Atualmente estou lendo (acabando) o livro "MACUNAÍMA" de Mário de Andrade.

E posso dizer, que depois de muito tempo, encontrei um livro
brasileiro bem escrito, muito inovador e com lendas e folclores do
Brasil afora.

E Mário de Andrade inovou na maneira de escrever, inovou introduzindo
palavras e mais palavras do tupi no livro que narra as peripécias de
nosso "herói sem caráter", em busca de seu amuleto roubado, a
muiraquitã, vivendo as loucuras da cidade grande sem entender direito
o que significa a sociedade urbana, diferente da qual está acostumado,
na selva, em sua tribo, onde era Imperador.

Grande livro, vale a pena ler!

INMETRO cria norma para peças de freio de motocicletas

A partir de 2012, o INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial) passa a regulamentar os materiais
de atrito que servem de matéria-prima para as pastilhas e patins de
freio de motocicletas.

Para serem aprovados na norma ABNT 14.958-5 categoria L – específica
para veículos de duas rodas – os produtos passarão por testes de
durabilidade e desempenho, como já é feito com outros materiais.

Por enquanto, não há uma data específica para que a nova norma entre em vigor.

Com os novos padrões, o instituto planeja elevar o padrão de qualidade
das peças oferecidas, principalmente pelo mercado de reposição.

Fonte: www.moto.com.br

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