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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Egrégora

 

A palavra "Egrégora" não existe em nosso idioma, a língua portuguesa. Até onde se sabe, na Maçonaria até meados dos anos 80, nenhum obreiro havia ouvido sequer falar de seu significado.

Primeiramente, de acordo com Mestre Castellani, essa palavra tem origem no "ocultismo" e foi se introduzindo aos poucos em nosso ambiente maçônico.

Com exceção do livro "Dicionário da Franco-Maçonaria e dos Franco-Maçons" do escritor francês Alec Mellor, respeitadíssimo na comunidade maçônica mundial, nenhum outro cita essa palavra e seu significado.

Na página 107 desse livro, da Coleção Arcanum, editora Martins Fontes, temos:

"Egrégora, do grego antigo "Egrégore", é um termo inspirado no Ocultismo, onde significa a consciência coletiva de um grupo, mas dotada de personalidade. É uma entidade viva, não uma abstração.

Essa concepção, totalmente extra maçônica e ausente em todos os Rituais, foi admitida, sem grande espírito crítico, por vários maçons ocultistas que falaram da "egrégora da Loja" ou "egrégora da Ordem", etc.

Em 1893 foi lançado um texto inédito de Eliphas Levy, que no meu conceito, foi um perfeito imbecil, onde se lê: "As Egrégoras são deuses....nascem da respiração de Deus....Dormindo, ele inspira e expira. Sua respiração cria as Egrégoras....". Além dessas elucubrações mitológicas, escreveu outros absurdos sobre a etimologia dessa palavra, que me nego a escrever.

É difícil escrever tanta besteira junta mas ele conseguiu!

Mellor ainda nos diz: "divagações desse tipo são suficientes para mostrar até que ponto o ocultismo se disseminou como um flagelo na Maçonaria".

Voltando ao Mestre Castellani, finalizo com seu depoimento: "Fantasia total do texto de Eliphas levy. Fantasia não tem compromisso com a verdade, não precisa de documentação, de provas. Pode-se dizer qualquer bobagem, porque a fantasia não tem limites e os basbaques encantam-se com ela. Mas não tem o mesmo encanto pela História séria e documentada. É por isso que, em nosso meio, ainda campeia a grande ignorância do que é, realmente, a Maçonaria".

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

BULA

 Ao contrário do que muitos pensam, a palavra "Bula" não refere-se somente a um documento Papal.

Ao contrário, na verdade, segundo Dicionário Aurélio, "Bula" é um antigo selo de ouro, prata ou chumbo, pendente de documentos emitidos por papas e outros soberanos, e que resultava da compressão do metal entre dois cunhos.

Refere-se, também, ao impresso que acompanha um medicamento e contém informações sobre composição e posologia do mesmo.

No caso da Igreja Católica, as "Bulas" são designadas muitas vezes com as palavras pelas quais começam, distinguindo-se de acordo com sua destinação. Desse modo, temos bulas de excomunhão, bulas doutrinais, etc (Aslan).

Existem muitas Bulas Papais contra a Maçonaria, sendo  as mais importantes a "In Eminenti" – 1738 (foi a primeira para a Maçonaria Especulativa).  "Apostolicae Provida" – 1751.  "Quo Graviora" – 1825.  "Qui Pluribus" – 1846.  "Humanum Genus" – 1884, etc, etc.

Segundo o Mestre Nicola Aslan, todas elas atribuíram à Maçonaria intenções que ela nunca teve, e tornaram-na responsável, graças às calúnias de Pe. Barruel, de todos os empreendimentos das sociedades secretas políticas. Acusaram-na de conspiração contra à Igreja, poder temporal, maliciosamente confundida com a Igreja, poder espiritual, e contra os legítimos poderes civis, representados pelos reis absolutistas.

Continuando com o Mestre Aslan que nos relata em sua Enciclopédia:  "não cabe aqui discutir a justiça de todos esses documentos. Fica, porém, a impressão de que a Santa Igreja, por seus dirigentes, quase todos pertencentes à nobreza, sempre esteve mal informada, e seus membros, imbuídos da prepotência da aristocracia de então, julgavam-se acima de qualquer crítica e utilizavam os mesmos métodos dos reis absolutistas". Estes, ao darem uma ordem, costumavam acrescentar: "Porque tal é o meu bel prazer".


Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

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