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segunda-feira, 23 de abril de 2018

Liberdade, Igualdade e Fraternidade



 

Nós sabemos que a Maçonaria no mundo teve duas vertentes principais: a Inglesa e a Francesa. No Brasil, apesar de estarmos estritamente ligados com a Grande Loja Unida da Inglaterra, e reconhecidos por ela, a nossa origem é francesa, igualmente como todas as Obediências Maçônicas dos paises da América Latina.

É, portanto, muito comum ouvirmos nas Lojas brasileiras a trilogia "Liberdade, Igualdade e Fraternidade", o que não é comum nas Lojas dos EUA, ou na Nova Zelândia, por exemplo, locais onde a origem foi inglesa..

Muitos Maçons alegam que essa divisa maçônica., foi usada durante a Revolução Francesa, em 1789, provando que esta última foi articulada e planejada pela Maçonaria.

Nada mais falso! Vejamos o que nos diz o historiador maçônico Alec Mellor, francês, em seu "Dicionário da Francomaçonaria e dos Francomaçons":

"é inteiramente falso que essa divisa republicana seja de origem maçônica. Louis Blanc e outros autores pretenderam que o seu inventor teria sido Louis Claude de San Martin, o "filosofo desconhecido". O historiador mais autorizado da vida e do pensamento desse ultimo, Robert Amadou, mostrou que ele não o foi".

"A senhora B.F.Hyslop examinou uma boa quantidade de diplomas maçônicos emitidos de 1771 a 1799 na Biblioteca Nacional. Encontrou somente dois nos quais as três palavras encontram-se reunidas. Quase todos comportam: "Salvação-Força_Uniao", ou falam do Templo onde reinam "o Silencio, a União e a Paz" (ver Anais da Ver. Francesa, jan. 1951)".

"A 1ª Republicana empregou bastante a divisa: "Liberdade, Igualdade ou a Morte", mas não é preciso dizer que tal programa ideológico jamais foi o da Francomaçonaria. Somente na 2ª Republica apareceu a "divisa tripla"".

"Não foi a Republica que tomou a divisa emprestada da Maçonaria, mas sim esta ultima que a tomou emprestada da Republica".

 

O Mestre Castellani nos diz, em seu "Consultório Maçônico", editora A Trolha:

"A trilogia foi tomada da 2ª Republica Francesa, instalada após a revolução de 1848, e não como muitos pensam, da 1ª Republica, proclamada em 1793, algum tempo depois da Revolução Francesa, já que a divisa era "Liberdade, Igualdade, ou a Morte"".

"Não é verdade, portanto, como costumam afirmar Maçons ufanos, que essa divisa republicana tenha origem maçônica, já que ocorreu foi exatamente o contrario: a divisa maçônica é que tem origem na Republica Francesa".

 

Seria muito bom para todos os Maçons do mundo:

•          Se a Liberdade fosse melhor entendida e que se respeitasse os limites do próximo, pois nossa liberdade termina onde começa os direitos de nosso Irmão.

•          Se a Igualdade fosse disseminada com mais intensidade e a diferença entre os Obreiros fosse minimizada e que todos ficassem no mesmo Nivel.

•          Se a Fraternidade, esteio básico para que possa existir a Maçonaria, fosse bem entendida e aplicada.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Quem inventou a Maçonaria?



 

Algumas Organizações, de um modo geral, semelhantes ou não à nossa Ordem, foram idealizadas, projetadas e, finalmente, estabelecidas. Por exemplo, podemos citar a o "Escotismo" que foi fruto de uma pequena experiência com um grupo de jovens, planejada, por seu fundador Lord Robert Baden Powell, na Inglaterra em 1907. Com o êxito dessa experiência, foi planejado e desenvolvido um movimento sem fins lucrativos, agora totalmente estruturado, com suas leis, símbolos, deveres, etc, que é um sucesso até hoje.

E quem inventou ou planejou a Maçonaria?

Baseado em pesquisas feitas em livros ingleses e neo-zelandeses, pode ser dito que ninguém ou qualquer grupo de indivíduos descobriu, planejou ou inventou a Maçonaria. Ela é uma Instituição que se desenvolveu gradualmente ao longo de um período de anos, e muitas pessoas tomaram parte e colaboraram com seu crescimento.

A nossa Ordem criou raízes dentro das Lojas dos Maçons Operativos e nós podemos seguir seu curso desde o começo através do "Cerimonial" (Iniciação, Colação de Grau, Instalação, etc).

Muito simbolismo tem sido enxertado no "Ritual" (Inglaterra) em tempos mais ou menos recentes e mesmo a eminência do Templo do Rei Salomão e a Lenda  de Hiram Abif, aparecem, com já dito, em tempos comparativamente recentes.

A Grande Loja de Londres e Westminster (posteriormente transformada na Grande Loja Unida da Inglaterra em 1813) foi fundada em 1717, mas a Lenda de Hiram Abif somente aparece imprimida em 1730 no "livro" de Samuel Prichard denominado "A Maçonaria Dissecada". Uma Lenda alternativa referente aos "Filhos de Noé" foi achada nos Manuscritos de Graham em 1726.

A maneira de se expressar, a "linguagem" do "Ritual", foi extraída da Literatura Inglesa da época compreendida entre 1790 e 1820 e, a partir desse período, o "Ritual" assume a presente forma. Ele foi, também, enxertado com passagens da Bíblia e pensamentos de escritores ingleses famosos na época. Em torno de 1825, o "Ritual" foi praticamente estabelecido e somente pequenas alterações foram feitas. Relíquias da antiga forma do "Ritual" são ainda encontradas em livros catequéticos, na forma de perguntas e respostas.

Uma das maiores mudanças foi o abandono desse tipo de ensinamento (perguntas e respostas) e estabelecendo o tipo encontrado no atual "Ritual".

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Soberano ou Sereníssimo?




Brethren,
 
Muitas vezes recebemos informações através da Rede Colméia ou de outras fontes, sobre os Grãos Mestres das Grandes Lojas brasileiras e o titulo é de "Sereníssimo". Quando se relata algo sobre o Grão Mestre do Brasil, o título usado é de "Soberano". Na maioria das Obediências do mundo o título é "Sereníssimo".

Não há nada de errado, somente acontecimentos ao longo da historia da Maçonaria brasileira, que vou procurar elucidar, conforme o que segue abaixo.

Tempos atrás, aqui no Brasil e em mais alguns outros países, existia uma única autoridade máxima para o Supremo Conselho dos Altos Graus e para o Grão Mestre das Lojas Simbólicas. Seu titulo era de "Soberano Grande Comendador Grão Mestre".

Houve um encontro Maçônico em Lausane, Suíça, em 1925, onde ficou decidido que uma única pessoa não poderia ocupar os dois cargos ao mesmo. Posteriormente, o Brasil, acatando essa decisão, fez a devida correção, porem o titulo de "Soberano" continuou sendo usado para o Grão Mestre das Lojas Simbólicas, ao invés de "Sereníssimo", o que era de se esperar.

Posteriormente foi oficializado e assim ficou até hoje.


NOTA: esta pequena pesquisa foi baseada em historiadores brasileiros, principalmente no maior deles, que foi o Mestre Castellani.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

DESCRISTIANIZAÇÃO DA MAÇONARIA




As "Old Charges" mostram que na Maçonaria Operativa os maçons eram, sem dúvidas, Cristãos Trinitários. Entretanto após a formação da Grande Loja de Londres e Westminster, em 1717, na Inglaterra, houve uma "descristianização" durante a formação da Maçonaria Especulativa.

A mudança se concretizou em 1723 na Constituição de Anderson, onde, no Capítulo referente a "Deus e Religião" ficou estabelecido que as opiniões religiosas seriam particulares e a Ordem (Craft) teria a Religião que todos os homens concordam.

Isto, obviamente, era baseado na política dessa nova Grande Loja para evitar discussões religiosas e políticas, sendo estas os principais motivos de discórdia e destruição da harmonia na época.

Devemos observar que os maçons já tinham conhecimento, naqueles tempos, dos perigos apresentados nas discussões sobre religião e política. A Grande Loja foi formada logo após a rebelião abortiva de James Stuart, o "Antigo Pretendente" (filho de James II).

Opiniões políticas e religiosas eram conduzidas de modo duro e amargo, e a desunião entre os Whigs (Hanoverianos) e os Toris (Stuarts) era muito profunda. O primeiro grupo era, na maioria, Protestantes e o segundo grupo, Católicos Romanos.

Uma introdução de qualquer tendência na Política e/ou Religião na Francomaçonaria, naquele estágio,  poderia ser desastrosa.

Consequentemente, essa alteração na base religiosa da Ordem permitiu que Judeus, Muçulmanos, Budistas e outros não-Cristãos, mas que acreditam em um Supremo Criador, se torne membros da francomaçonaria.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Jolly Roger - Bandeira Pirata dos Templários



 

A história da Ordem dos Templários já foi mencionada em diversos livros e é do conhecimento da maioria dos maçons. Resumindo, podemos dizer que teve um grande poder, um enorme prestígio, acumulou uma grande quantidade de conhecimentos e técnicas, principalmente referentes à navegação, além de uma incontável fortuna.

A maioria sabe, também, que o Símbolo representado por um crânio (ou caveira) sobre duas tíbias cruzadas pertence à Ordem dos Templários. Inclusive, quem teve a felicidade de ter assistido a palestra proferida pelo nosso querido Irmão Jamil El Chehimi (hoje no Orinte Eterno) sobre esse assunto, viu claramente esse Símbolo.

Condensando um capítulo do livro "Regnum" do Ir.:Carlos Alberto Gonçalves – Editora "A Trolha", citando o historiador Juan Atieza, temos o que segue abaixo:

"A Ordem dos Templários nasce, desenvolve-se, alcança seu zênite, decai e desaparece após um período de duzentos anos (1118 – 1312)."

"O Rei Felipe, que já vinha desviando seus olhares e sua cobiça para o imenso patrimônio e a enorme fortuna templária em solo francês, contava com as condições perfeitas para levar  a cabo suas idéias e executar o seu ambicioso plano: A extinção da ordem dos Templários, com o apoio do Papa."              

"Na noite de 13 de outubro de 1307, Felipe desencadeou um forte ataque surpresa a todas as dependências templárias francesas, capturando 15 mil homens, além do seu Grão Mestre Jacques de Molay e sua guarda de 60 homens. Porém, apesar dos esforços de Felipe, nem todos os templários foram aprisionados, tendo logrado escapar 24 homens e toda a frota naval templária existente em portos franceses."

Afinal que aconteceu com essa frota que navegou para locais desconhecidos? Muitos historiadores concordam que tenha incorporado as frotas portuguesas (talvez pela afinidade entre Portugal e a Grã Bretanha) e as frotas Escocesas.

Baigent e Leigt, em "O Templo e a Loja" afirmam:

"a frota templária escapou em massa dos diversos portos do Mediterraneo e do norte da Europa e partiu para um misterioso destino onde poderia encontrar asilo político e segurança. Esse destino seria a Escócia, via Portugal, onde uma parte dela seria incorporada."

"coincidência ou não, a pirataria européia começou nessa época e seu padrão sugere que muitos piratas não eram meros flibusteiros que atacavam qualquer um, mas "piratas" muito curiosos que limitavam sua atenção aos navios do Vaticano e outros, leais ao catolicismo (espanhóis, franceses, italianos, etc)"

"quando a Inquisição espanhola foi estabelecida no Novo Mundo, depois de 1492, os "piratas templários" estenderam seus ataques ao Caribe e, até mesmo, aos portos do pacífico, do Peru e do México, tudo em nome de uma guerra naval que foi travada por mais de 200 anos."

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

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