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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Gnosticismo

Gnosticismo

 

Segundo dicionário "Aurélio" a palavra "gnose" vem do grego "gnosis" e é traduzida como "conhecimento, sabedoria".

Em tradução livre do "Dicionário da Francomaçonaria" de Robert Macoy, temos: O nome "Gnosticismo", derivada dessa palavra acima, foi assumido por uma seita filosófica a qual procurou unir as noções místicas do Leste europeu com as idéias dos filósofos gregos, juntamente com ensinamentos do Cristianismo. O sistema tem características que mostram conclusivamente que era um desenvolvimento da antiga doutrina dos Persas e dos Caldeus.

De acordo com os gnósticos, Deus, a mais alta inteligência, habita a plenitude da Luz, e é a fonte de todo o bem. A matéria crua, massa caótica da qual todas as coisas foram feitas, é igual a Deus, eterna, e é a fonte de todo o mal. Percebe-se, nessa definição um "Dualismo", declarado.

Nicola Aslan, no seu "Grande Dicionário Enciclopédico" nos relata:

É um sistema de filosofia, cujos partidários pretendiam ter um conhecimento sublime da natureza e atributos de Deus. Os "gnósticos" eram platônicos degenerados, mas eruditos, que a Igreja combateu tenazmente, o que contribuiu para torná-los conhecidos, e de certa maneira, pára incentivá-los.

Os "gnósticos" fizeram sua aparição desde o século II d.C. A "Gnose" ou "Gnosticismo" era o conjunto de conhecimentos por tradição, e que escapa aos processos ordinários de instrução, por isso os "gnósticos" formavam uma sociedade secreta e não ensinavam senão aos seus membros o esoterismo, inteiramente desconhecido dos profanos (N. Aslan).  Desse modo, os gnósticos, segundo eles, detinham uma "ciência" secreta. O clero da Igreja Católica, devido o charlatanismo da maioria de seus membros, esclarecia seus fiéis e destruía, sempre que possível, suas obras.

Como muitos dos Símbolos, muito antigos, usados pela Maçonaria, eram os mesmos usados na simbologia gnóstica, tais como o triangulo, o triangulo com um círculo, o Selo de Salomão, etc, a antimaçonaria, sempre presente, acusava ser a Maçonaria um prolongamento do Gnosticismo, o que não é verdade. Não há nenhuma ligação entre o Gnosticismo e a Maçonaria.

Pesquisando ainda Mestre Aslan, podemos dizer que, na Maçonaria, sempre existiu maçons sonhadores e inovadores, principalmente os franceses, que estudaram o gnosticismo, formando Lojas espúrias, que nada tem a ver com a verdadeira Maçonaria.

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Luzes na Maçonaria


 

Esta Pílula foi condensada de um artigo do livro "Holy Bible" – Heirloom Bible Publishers – Kansas EUA, que se inicia com a seguinte pergunta: "quais são os simbolismos da Luz na Maçonaria?

Em resposta, nos é dito que Luz é, de longe, o mais importante e misterioso termo na Maçonaria o qual é entendido pela maioria dos membros da Ordem. É o primeiro dos Símbolos apresentado para o Aprendiz na sua Iniciação, e continua estando presente para ele, de várias formas, durante todo seu futuro progresso em sua carreira Maçônica.

A Luz representa, como é geralmente entendida na Ordem, o "Conhecimento", "Verdade" ou "Sabedoria", mas ela contém, dentro de si mesmo, a parte mais difícil de entender e longínqua alusão da verdadeira essência da Maçonaria Especulativa, e aceita, dentro de si ampla significação, todos os outros Símbolos da Ordem.

Maçons são enfaticamente chamados de "Filhos da Luz" porque eles estão, ou deveriam estar, de posse do verdadeiro significado do Símbolo: enquanto o profano ou o não-iniciado, por uma analogia de expressão, estão na "escuridão".

Em todos os antigos sistemas de religião e em todos os mistérios antigos, a reverência pela Luz, como uma representação emblemática do principio Eterno de Deus, é predominante. Isso sempre foi verdade no Judaísmo e é, também, verdade no Cristianismo.

E é verdade, do começo ao fim, nos Rituais da Maçonaria, no mais predominante sentido. A maior Luz da Maçonaria é a Palavra de Deus;

Maçons estão empenhados de procurar nesta fonte de verdadeira luz e dos princípios da Ordem, um sempre crescente avanço na direção da Luz.

A fonte original da verdadeira Luz Maçônica é Deus. Somente os homens que caminham em sua direção, evitando a escuridão, são chamados de "Filhos da Luz".


Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Renascimento, Reforma Religiosa e Contra Reforma Religiosa


 

O processo de criação de uma nova cultura, relacionada com as mudanças em geral e as novas formas de pensar, de agir, e sentir, entre os europeus do século XV, foi chamado de Renascimento. Foi a criação de uma cultura leiga que se preocupava com as coisas deste mundo, tendo o homem como centro, em contraposição à cultura sacra voltada basicamente para o domínio do "sagrado". Nesse processo tivemos, entre outras coisas: a substituição do "Cavaleiro" pelo "Burguês", individualista e naturalista, e a nudez (antes proibida) nos quadros pintados, principalmente, por Leonardo da Vinci e Michelângelo.

A partir do século XVI começou a apresentar sinais de decadência devido a três fatores, principais:

1) Crise Econômica, devido a diminuição dos negócios de importação de iguarias, devido as grandes navegações que supriam o mercado com menores preços e as guerras. O mecenato foi diretamente afetado.

2) A Reforma Religiosa e a Contra Reforma Religiosa, que veremos a seguir.

3) O caráter de "elite" demonstrado pelos participantes desse processo. O povo não participou desse movimento, considerado um erro crasso do movimento.

Reforma Religiosa

No final do século XV ocorreu a decadência dos feudos, aumentando as forças das cidades, da burguesia e da nova cultura implantada pelo Renascimento. Movimentos exigiam reformas na Igreja Católica. A divisão entre os cristãos fez surgir novas igrejas, genericamente, chamadas de "protestantes", devido os seguintes motivos:

1) As novas idéias oriundas do Renascimento.

2) Abusos e corrupção do Alto Clero Católico em Roma.

Nesse clima, Martinho Lutero, monge agostiniano, formulou com clareza o que o povo sentia e precipitou a ruptura do mundo cristão.

As reformas ocorreram em diversos locais e tiveram vários protagonistas.

1) – Alemanha: (na Saxônia) Martinho Lutero dizia que a leitura refletida da Bíblia conduzia à salvação espiritual. Estopim das discussões foi a venda de "Indulgências" para a construção da Basílica de São Pedro. Lutero foi excomungado e queimou a bula papal. A doutrina espalhou-se rapidamente e gerou lutas sangrentas.

2) – Suíça: o francês João Calvino, em Genebra, baseado em Lutero porém

mais radical nas exigências e foi influenciado pela mentalidade comercial (obtenção de lucros).

3) – Inglaterra: o Rei Henrique VIII queria se divorciar de Catarina Aragão para casar com Ana Bolena. Papa recusou o pedido por motivos políticos. O Rei rompeu com o Papa e fez com que o Parlamento fizesse dele o chefe supremo da Igreja da Inglaterra. Era uma mistura de catolicismo, calvinismo, estruturando o Anglicalismo.

Contra Reforma Religiosa ou Reforma Católica

Em meados do século XVI iniciaram-se as mudanças para combater o protestantismo em ascensão. Católicos reformistas apoiados pela nobreza europeia, forçaram a eleição de diversos Papas reformistas. Sem resultados adequados.

Os Jesuítas tornaram-se, portanto, após outras tentativas, a principal Ordem da Igreja Católica, atuando principalmente nos campos de ensino e pregação.

Missionários ficaram famosos, com São Francisco Xavier (India e Japão), Manuel da Nóbrega e José de Anchieta (Brasil).

Nos anos de 1545 a 1563, a Igreja Católica convocou o Concílio de Trento, que repeliu a doutrina protestante, aprovando integralmente a doutrina católica, tendo como principal virtude a caridade cristã.

Nessa época, intensificou o TRIBUNAL DA INQUISIÇÃO, condenando pessoas como Galileu, Copérnico e outros. Foi elaborado o INDEX que era uma lista de livros proibidos, considerados heréticos e imorais pela Igreja Católica.

Houve também, a publicação de Manuais de Catecismo, do Breviário, do Missal e da Vulgata, que é a tradução, convenientemente adequada, da Bíblia pela Igreja Católica.

 Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Tempo de Estudos

Às vezes, tem lojas que deixam o assunto na hora do Tempo de Estudos correr solto.. Trazem até os assuntos da Palavra a Bem da Ordem... Não é para isso que serve esse Tempo! ATENÇÃO!!

Esse tempo é necessário e salutar! Sem ele, as lojas ficam só discutindo o que servir no próximo almoço/jantar/festa, e nada acrescentam ao ser humano!!!

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Uma das metas da Maçonaria é o aperfeiçoamento do ser humano, buscando sempre a Verdade. É obvio que para isso é necessário dedicação, estudos, debates, etc, para que a mente do Obreiro fique cada vez mais aberta, mais receptiva e mais preparada.

Pensando nisso, com o intuito de dedicar um espaço de tempo aos estudos e debates, as Lojas, dependendo do Rito praticado e da Obediência, estabeleceram o "Tempo de Estudos" ou "Quarto de Hora de Estudos".

Não era prática ritualística até, aproximadamente, 40 anos atrás. Foi enxertado com a finalidade de atender o que foi descrito acima. Na verdade, tempos atrás, isso era feito na "Palavra a Bem da Ordem e do Quadro em Geral". Na minha opinião, foi um aperfeiçoamento.

Como foi inserido na Ritualística, após a apresentação feita por um Obreiro (palestrante), a palavra corre nas Colunas conforme estabelecido pela mesma, e não são dispensados os sinais e cumprimentos aos demais Obreiros que queiram fazer perguntas.. Ou seja, numa Sessão Ritualística, esse "Tempo de Estudos" não pode fugir à tramitação ritualística da palavra e a obrigatoriedade de falar em pé e a Ordem, com exceção do VM e dos Vigilantes (Castellani).

Porém, dependendo da necessidade de aproveitar o tempo disponível, ou apresentação com projeção de slides (muito comum hoje em dia), ou permitir um debate mais frutífero, a sessão Ritualística é suspensa. Abre-se a "Loja em Família" pelo Venerável Mestre, com golpe do Malhete.

Todo controle da apresentação, tempo de debate, uso da palavra, etc, são sempre controlados pelo Venerável Mestre.

Finalizados a tal apresentação e o debate, a Loja entrará na Ritualística, com golpe de Malhete proferido pelo Venerável, seguido das palavras "Em Loja meus Irmãos".

Resumindo:

• o "Tempo de Estudos" visa aperfeiçoar os conhecimentos dos Obreiros e não deve ser confundido com "Instruções do Grau"

• pode, ou não, ocorrer numa Sessão Ordinária.

• Não deve ser longo demais para não atrapalhar a Sessão.

• Quando ocorre o debate, o assunto não deve mais ser discutido na "Palavra a Bem da Ordem...".

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Mudança Radical – Operativos para Especulativos



Aproximadamente entre 1550 e 1700, aos poucos, os Maçons mudaram seu comportamento. Deixaram de ser uma associação (Guilda) de pedreiros trabalhadores, com algumas ilegalidades, que aceitavam todas as doutrinas da Igreja Católica, e se transformaram em uma organização de Cavaleiros intelectuais, partidários de tolerância religiosa, entre homens de religiões diferentes, e convencidos de que as polêmicas doutrinas teológicas deveriam ser substituídas por uma simples crença em Deus.

Na época, eram chamados de "Maçons Operativos" e, com essa mudança, começaram a ser chamados de "Maçons Aceitos" ou "Cavaleiros Maçons", principalmente na Escócia.

Esses novos membros patrocinavam a Ordem, principalmente na Inglaterra onde a nobreza e a emergente classe mercantil, achavam isso como complemento ao sucesso pessoal. Na França foi mais ou menos semelhante, além do que, as Lojas serviam, aos livres pensadores, como local ideal para o crescente espírito de liberalismo.

Posteriormente, esses Maçons Aceitos começaram a ser chamados de "Maçons Especulativos", (ver Pílula Maçônica nº6 – Maçonaria Especulativa), porém, esse termo não foi utilizado antes de 1757.

O motivo da mudança parece estar bem claro: o enfraquecimento da Igreja Católica, devido a Reforma Religiosa, em torno de 1500 d.C. fez com que as grandes construções (catedrais) diminuíssem de ritmo, de modo acentuado. A Arquitetura Religiosa diminuiu acentuadamente, juntamente com o dinheiro destinado para isso. E na Inglaterra, tudo isso, atrelado as trocas de Reis e Rainhas, alguns tendendo para o Anglicalismo outros para o Catolicismo.

Ou muda, ou fecha! Foi o que aconteceu com outras Associações (Guildas), como os Chapeleiros, Seleiros, etc. Não mudaram o comportamento e a finalidade das mesmas, e acabaram fechando.

Na verdade não se sabe como se produziu essa mudança. Os grandes historiadores maçônicos se dividem, neste ponto.

A semente, provavelmente, deve ter sido o fato de que, de longa data, essas Associações aceitavam os filhos de membros que nem sempre continuavam na profissão do pai.

Esclarecendo: na idade média era comum uma pessoa seguir a profissão de seu pai, apesar de que nem sempre isso ocorria. Entretanto, isso não impedia que fosse membro da Associação.

Na Escócia, por exemplo, era habitual as Associações ligadas ao comercio, e mesmo na Maçonaria Operativa, convidarem Cavaleiros influentes a pertencerem a elas. Foi o caso do convite feito, por essa última,

aos Cavaleiros da família St Clair de Rosslyn. Que aceitaram tal convite e, posteriormente, praticamente ficaram "donos" da Maçonaria.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

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