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terça-feira, 22 de agosto de 2017

Sociedades Secretas


 

Todos nós, Maçons, somos questionados, vez ou outra, se a Maçonaria é uma sociedade secreta. Para podermos responder, com base, vamos ver o que temos sobre isso na "Holy Bible" – Kansas.

É de senso comum e corrente que uma sociedade secreta é uma associação de homens, ou de homens e mulheres, na qual certos métodos de Iniciação, ideologias, doutrinas, práticas, meios de reconhecimento entre uns e outros e propósitos que são disponíveis somente para os que se submeteram a isso e fizeram solenes compromissos de não revelar absolutamente nada para outros que não pertençam a essa sociedade.

Nesse tipo de sociedade os objetivos da associação, os nomes de seus associados, os locais e datas das reuniões são mantidos em segredo. Tais sociedades são usualmente traiçoeiras, maldosas e com caráter e objetivos criminosos.

A Maçonaria não é uma sociedade secreta nesse sentido. Ela não procura esconder sua existência e seus objetivos. Os nomes de seus membros são conhecidos por todos os que se interessam nisso. Na verdade, principalmente no Brasil, os Maçons colocam jóias de identificação maçônica nas suas vestimentas e automóveis, e se orgulham de serem reconhecidos como Maçons.

Maçonaria pode ser somente considerada como sociedade secreta referente aos seus Rituais, algumas de suas lendas e símbolos, seus métodos de transferir sua filosofia, sua alta moral, sua ética, suas verdades espirituais, e seus sinais de reconhecimento.

Seus projetos, objetivos, doutrinas, sua busca pela verdade que são ensinados, estão abertos, bem como os locais e datas de suas reuniões.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Rito Escocês Retificado

 

Lembro que um "Rito" pode ser definido como uma apresentação particular da maçonaria, cujo caráter se distingue do caráter de outros Ritos, pela forma. Como sabemos existem muitos Ritos. Vamos pesquisar alguma coisa sobre o Rito Escocês Retificado.

É essencialmente um Rito cristão, e foi derivado do Rito "Estrita Observância" do século XVIII.

Vou abrir parênteses para falar um pouco sobre esse último Rito mencionado: "foi uma modificação da Maçonaria, baseada na Ordem dos Cavaleiros Templários e introduzido na Alemanha em 1754, pelo seu fundador o Barão Von Hund. Foi dividido em sete Graus: 1 – Aprendiz; 2 – Companheiro; 3 – Mestre; 4 – Mestre Escocês; 5 – Noviço; 6 – Templário; 7 – Cavaleiro Declarado. Relata a fuga, após a morte de Jacques de Molay, de alguns Cavaleiros Templários para a Escócia onde conseguiram passar por Maçons Operativos, conseguindo dar continuidade à Ordem Templária. Esses eventos constituem a base principal dos graus desse Rito. Outros eventos foram adicionados, conectados com Alquimia, Mágica e outras práticas superticiosas. ( Enciclopédia da Maçonaria – Mackey) Voltando ao Rito Escocês Retificado, sabemos que os Estatutos de Anderson exigiam a crença em Deus, mas sem requerer outra religião senão "aquela com a qual todos os homens concordam".

Entretanto, existe um documento "o mais antigo documento francês, de 1735, chamado Deveres Prescritos aos Maçons Livres, afirmando o que segue, baseado nas Constituições de Anderson – "...há algum tempo, julgou-se mais sensato só exigir deles a religião com a qual todo CRISTÃO concorda, deixando a cada um...." Nas Constituições de Anderson, como vimos acima, lemos "....a religião com a qual todos os HOMENS concordam....

Assim, com a frase "com a qual todo cristão concorda" o documento Francês difere fundamentalmente do documento inglês. Para compreendê-la, é preciso lembrar que as primeiras Lojas Francesas tinham sido fundadas por jacobitas ardentes, fiéis aos Stuart exilados, e em sua maioria, católicos. Pode-se ver nesse documento a origem remota do Rito Escocês Retificado que, por intermédio da Estrita Observância, herdou a exigência cristã (Alec Mellor).

A história desse Rito foi um pouco tumultuosa, pois durante tempos atrás, se discutia muito sobre a questão de se saber "de qual cristianismo se trata" formando-se duas tendências, uma tradicionalista, que rejeita qualquer descristianização oculta nas palavras e outra, avançada, que não admite mais a exclusão dos não-cristãos. (Alec Mellor) Em sua forma, o Rito permanece muito fiel às cerimônias em vigor do século XVIII, conservando o uso do chapéu e das espadas.

Os seis e únicos graus do Rito Escocês Retificado são:

Lojas Simbólicas, também chamadas Lojas de São João: (administradas por uma Potência Simbólica)

1) Aprendiz;

2) Companheiro;

3) Mestre

Lojas Verdes: (administradas pela potência filosófica, ou seja O Grande Priorado Retificado)

4) Mestre Escocês de Santo André.

Ordem Interior: ( adm.Grande Priorado Retificado)

5) Escudeiro Noviço;

6) CBCS - Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa. (Ordem dos CBCS)

Resumindo:

1) Aprendiz;

2) Companheiro;

3) Mestre;

4) Mestre Escocês de Santo André;

5) Escudeiro Noviço;

6) CBCS.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Terceiro Grau nas Lojas Simbólicas

Depois de alguns anos na Maçonaria, começa a formar no pensamento do Maçom interessado, a dúvida se na época dos Maçons Operativos, existiam, ou não, os três Graus existentes hoje na Especulativa.

Vou tecer alguns comentários sobre esse assunto, fruto de pesquisa realizada em livros editados na Inglaterra e Nova Zelândia.

É aceito, de modo geral, entre todos os historiadores maçônicos, idôneos, que em 1717, na Inglaterra havia somente dois Graus:

- Aprendizes (Entered Apprentice – ver Pilula nº 8)

- Companheiros (Fellow Craft)

Não havia o Grau de Mestre. O que era assim chamado, na Operativa, era o chefe, o mais experiente, dos demais e que era o responsável pela obra.

Entre 1717 e 1730, na Especulativa, houve uma divisão, um arranjo, entre os dois graus existentes, dando origem a três graus. No livro "Short History of Freemasonry – 1730" de Knoop e Jones, é dito que, de modo muito provável, o conteúdo do Primeiro Grau se dividiu, formando um novo Primeiro Grau e um novo Segundo Grau.

O Segundo Grau antigo se transformou no Terceiro Grau – o Grau de Mestre Maçom, que antes não existia. Esses dois renomados pesquisadores acham que isso deve ter ocorrido após 1723, pois não foi citado nas Constituições de Anderson, e antes de 1730, pois no livro "Masonry Dissected" de Samuel Prichard foi mencionado a existência desses três Graus.

A formação da Grande Loja da Inglaterra em 1717 teve, em seguida, muitas mudanças na ritualística sendo, aparentemente, finalizadas em1813 com a formação da Grande Loja Unida da Inglaterra.

Pesquisas indicam que no começo somente a Grande Loja formada em 1717 podia conferir esse Terceiro Grau – de Mestre Maçom – para as Lojas. Entretanto, muitas Lojas foram adicionadas às quatro primeiras e isso se tornou impraticável. Depois de alguns anos, todas as Lojas conferiam o Grau de Mestre aos obreiros merecedores.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

O DEVER DE UM PADRINHO MAÇOM


Não é bem assim. Não é qualquer amigo que deve ser convidado para engrossar as colunas da Ordem. Em verdade, a Maçonaria não tem interesse apenas na quantidade de membros, mas, principalmente na qualidade dos componentes de seu quadro, porque somente com qualidade é que perpetuar-se-ão seus propósitos e ensinamentos, que não devem ser conhecidos por não iniciados. Outrossim, o Padrinho não deve esquecer de que seu afilhado no futuro pode vir a ser um Venerável Mestre e até Grão-Mestre.

Por isso, tem que ser exigente na escolha e não convidar qualquer pessoa que conheceu e achou que tem perfil para ser maçom, ou porque a pessoa lhe prestou algum favor ou ainda, porque faz parte de uma casta social de médio a alto nível.

A perpetuação da Ordem Maçônica depende em muito do padrinho, pois, conforme for sua escolha ou indicação terá a Maçonaria excelentes obreiros ou simplesmente maçons incapazes de desenvolver o trabalho a que ela se propõe, que é oferecer meios que facultem melhores dias para a humanidade ser feliz.

Os meios apresentados pela instituição maçônica para que possa a humanidade ser feliz, são de simplicidade ímpar, bastando que os maçons os exercite e os coloque em prática no mundo profano.

Na prática dos meios estabelecidos pela Ordem Maçônica, deve o maçom pregar:

1º – o amor como meio primordial de resolução de qualquer problema e união das pessoas;

2º – que por meio do aperfeiçoamento dos costumes é possível se viver em sociedade sem tumulto;

3º – que se exercitando a tolerância com paciência, se evitam atritos entre as pessoas;

4º – que todos são seres humanos com ideias próprias e como tal, devem ser tratados com igualdade e respeito, inclusive se respeitando a autoridade e a crença de cada um, não se estabelecendo para isso fronteiras ou raças, até porque todos são efetivamente iguais.


Daí uma grande responsabilidade do Padrinho na indicação do candidato, porque deve ele ter perspicácia de saber se seu escolhido pode ou não, desenvolver as atividades maçônicas na forma como lhes forem ensinadas e exigidas.

Por essas e outras razões é que dizemos que o padrinho ou Proponente deve ser considerado tão importante quanto o próprio candidato a maçom, vez que, é o responsável direto pelo seu afilhado.

Perante a Assembleia da Loja, o Padrinho garantiu por meio de documento assinado, que seu escolhido reúne todas as qualidades exigidas pela Ordem para que ele possa pertencer a seu quadro.

A responsabilidade que tem início na escolha do candidato deve continuar durante toda a vida maçônica dos dois (Proponente e Candidato), nunca o Padrinho permitindo que seu afilhado se engendre em caminhos tortuosos, orientando-o sempre da melhor forma, para que o seu convidado possa vir a galgar graus, exclusivamente por merecimento.

Padrinho significa protetor, patrono, enquanto que afilhado tem o significado de protegido, patrocinado. Já a palavra "candidato" tem como raiz o significado "Cândido", ou seja; que tem alma cândida, caracterizado pela candura. Em sentido figurado: ingênuo, inocente, puro.

Assim, um candidato deve, efetivamente, reunir as qualidades que lhe dão dignidade para juntar-se aos membros da instituição maçônica como base da filosofia milenar, sempre oportuna e atual.

Ao Padrinho maçom compete conhecer muito bem o candidato, bem como, necessário se faz conhecer a família do candidato. Quando algum profano se inicia na Ordem Maçônica, também tem ingresso sua esposa e seus filhos e demais familiares, razão pela qual, é de suma importância a participação efetiva de todos os membros da família, para a realização dos mais diversos atos, tais como solenidades festivas, Ordem DeMolay, Filhas de Jó, movimentos caritativos etc. e etc.

Logo, é necessário que o Padrinho tenha muita cautela na escolha do afilhado, devendo para isso, conhecer seu relacionamento familiar, seu procedimento com os colegas de trabalho, sua situação econômica, sua disponibilidade financeira, sua disponibilidade de tempo para acompanhar os interesses da Ordem, seu grau de cultura, sua desenvoltura no manejo das palavras e principalmente seu grau de percepção no entendimento dos assuntos a ele expostos.

Um profano só deve ser convidado a ingressar na Maçonaria, quando ele demonstre sem sombra de dúvidas, interesse para isso e quando sua esposa, se casado for, não apresente qualquer sintoma de má vontade.

O Padrinho, ao apresentar o nome de seu candidato através de Pré-Proposta para que a Assembleia decida se deve ou não ser liberada a Proposta Definitiva, quando aprovada, está ele investido de uma autoridade delegada por Irmãos que confiam piamente nele, entendendo que esse Padrinho traga ao seio da Maçonaria, um futuro Irmão, que preserve os costumes da Ordem.

Contudo, a responsabilidade do padrinho não para por aí, porque dele depende o comportamento do seu afilhado, tendo o Padrinho como exemplo, cujo Padrinho também é responsável pela manutenção desses costumes.

O Padrinho deve aparecer para o seu afilhado como sendo o Mestre dos Mestres, deve ser como um Pai, um grande amigo, um confidente conselheiro procurando iluminá-lo, de forma que seus passos na conquista dos graus sejam alcançados exclusivamente por mérito.

Logo, ao Padrinho compete dar bom exemplo para seu afilhado inclusive, cumprindo rigorosamente com suas obrigações pecuniárias na Ordem.

É bom lembrar que o Padrinho tem o dever de procurar seu afilhado, quando esse se encontre inadimplente com a Loja ou Grande Loja, pois, quando apresentou o nome do seu proposto, afirmou categoricamente mediante documento assinado, estar em condições de responder pela idoneidade moral e financeira do candidato.

Em outras palavras, o Padrinho quando apresenta à Assembleia o nome de um candidato, verifica- se que quase ninguém conhece o apresentado.

Ocorre que os membros da Assembleia simplesmente acreditam nas afirmativas do Irmão e aprovam o envio da Proposta Definitiva. Todavia, quando se formaliza o processo com sindicâncias e documentos comprobatórios da idoneidade do candidato, é de bom alvitre que o Venerável Mestre oriente aos sindicantes no sentido de que sejam exigentes, não apenas confiando nas informações do proponente, porque, mesmo sendo o proponente um maçom, não deixa de ser um ser humano passível de erros.

Infelizmente acontecem casos em que o Padrinho depois da iniciação do afilhado, se afasta da Ordem como se dissesse: "vou deixá-lo no meu lugar". Outras vezes se observa o afilhado cobrando do Padrinho as responsabilidades que esse não vem cumprindo. Em verdade, conforme já dito, o Padrinho deve ser o espelho do seu convidado.

Deve ser estabelecido como princípio maçônico que o nome de um candidato não surge apenas de uma vontade profana, mas de uma "predestinação divina".

Resumindo: é o G.'. A.'. D.'. U.'. que passa às mãos de um maçom que recebe o título de "apresentador" ou "padrinho", aquele que, de fato e de direito, merece ser iniciado nos AAug.'. Mistérios da sublime Ordem Real.

Quando um Irmão recebe a incumbência determinada pelo G.'. A.'. D.'. U.'. de propor um candidato, deve se conscientizar dos encargos que advêm com aquela apresentação.

Por isso, não deve fazer a escolha motivado pela emoção, mas tão somente, por força da razão. O Padrinho tem o dever inclusive, de no dia da iniciação, conduzir seu afilhado até o local onde será iniciado.

Chegando ao prédio onde funciona a Loja, na sala dos PP.'. PP.'. o candidato é vendado por seu Padrinho para que fique privado da visão. Privado do mais precioso órgão dos sentidos, o candidato deixa de ver com os olhos materiais e passa a enxergar com os olhos do espírito, tendo início verdadeiro processo esotérico que produzirá efeitos misteriosos, cujos efeitos, criarão pouco a pouco algumas imagens e alegorias na mente do iniciando dali em diante.

Uma vez vendado, o candidato é entregue ao Exp.'. que colocando a mão sobre seu ombro diz: – "Sou o vosso guia. Tende confiança em mim e nada receeis". (pág. 38 Ritual Aprendiz Maçom) Depois de iniciado, ao Padrinho compete dotar o neófito das condições básicas para que ele possa se desenvolver com satisfação e entusiasmo.

Deve o Padrinho, ainda no dia da iniciação, orientar o iniciado no sentido de que não deve comentar com ninguém o que se passou, até porque ele prestou um juramento nesse sentido.

Deve ainda o proponente orientar o afilhado na parte ritualística, ensinando-o a entrar em Loja quando chegar atrasado, explicando a circulação em Loja no sentido dextrocêntrico, de forma que o lado direito esteja sempre voltado para o Altar dos Juramentos.

Deve orientá-lo em quais momentos se faz o sinal, deve inclusive treiná-lo no trolhamento e incentivá-lo à leitura de livros pertinentes ao Grau de Aprendiz Maçom. Com esses ensinamentos básicos, de certo, as qualidades do neófito serão adequadamente desenvolvidas, passando a compreender o universo que representa a instituição maçônica.

Deve também o Padrinho capacitar seu afilhado no uso da sabedoria, ensinando-o a exercitar a paciência e ficar observando de forma contínua todos os procedimentos, sejam ritualísticos ou não.

Se o afilhado realmente for pessoa merecedora e tiver alcançado seu objetivo com a iniciação que o transformou em maçom, será capaz de absorver com clareza qualquer informação que lhe chegar.

Ainda compete ao Padrinho, fortalecer o entusiasmo e o dinamismo do seu afilhado, levando-o ao deslumbramento da iniciação, explicando de forma inteligível todo o processo iniciático, inclusive, mostrando que o simbolismo da iniciação está exatamente na morte do homem profano para que nasça o maçom.

Com isso, deve o Padrinho exaltar toda a magnitude da Maçonaria como Instituição, como elemento agregador e fortalecedor de nossos pensamentos, deixando o afilhado apto e vigoroso para enfrentar e ultrapassar todos os obstáculos, os quais, na sua maioria, são trazidos por falsos maçons imbuídos de vaidades e com imposição de idéias desagregadoras.

Quando por ventura ocorrerem tais imposições capazes de desagregar provocando a desarmonia na Loja, deve aflorar na mente do afilhado a figura do Padrinho maçom que sempre deu bons exemplos de dedicação à Sublime Ordem.

Na maioria das vezes, o padrinho só é lembrado no momento da indicação de um profano. No entanto, o Padrinho deve se fazer presente e nunca ser esquecido, porque ele desempenha papel fundamental na formação filosófica do afilhado que pretende alcançar os mais elevados graus dentro da Instituição.

Fonte: Acervo ARLS Berço dos Bandeirantes 692/SP Contribuição do Ir:.Helio P. Leite
Autor: Desc.Wrs.Web
Compilação:Grupo Memórias e Reflexões Maçônicas -
Adm.Ir.´.Rogério Romani
P/Rimmônpas

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Palavra Sagrada

 

É uma palavra peculiar de cada Grau Simbólico e que deve ser dita baixinho ao ouvido e com muita precaução (N. Aslan).

Segundo Mackey, temos: "termo aplicado à palavra capital ou mais proeminente de um Grau, indicando assim seu peculiar caráter sagrado, em contraposição à Palavra de Passe, que é entendida simplesmente como um mero modo de reconhecimento. Diz-se muitas vezes, por ignorância, "Palavra Secreta". Todas as palavras importantes na Maçonaria são secretas. Mas somente algumas são sagradas".

A transmissão da Palavra Sagrada é uma prática típica do Rito Escocês Antigo e Aceito, a qual acabou, posteriormente, sendo absorvido, de modo similar, pelo Rito Brasileiro. O Ritual de Emulação não contém essa prática.

De acordo com Mestre José Castellani, o REAA colocou, ritualisticamente, dentro dele, a pratica dos canteiros da Idade Média. Eles desbastavam a pedra bruta, transformando-a em pedra cúbica que devia estar dentro do "esquadro", ou seja, seus cantos deviam formar 90 graus. Portanto, o "Nível" (horizontalidade) e o "Prumo" (verticalidade) eram usados para assegurar a perfeição na construção.

Desse modo, os Vigilantes todo dia de manhã, no início dos trabalhos, e a tarde, no seu término, verificavam se as medidas estavam corretas e eram passadas um para o outro, e posteriormente ao Mestre de Obras, dizendo que "Tudo Está Justo e Perfeito".

Como foi dito, o REAA colocou de modo similar e ritualisticamente, a transmissão da Palavra Sagrada, no início e no térmico das Sessões de uma Loja, indo do Venerável Mestre para o Primeiro Vigilante e para o Segundo Vigilante, como prova de regularidade e penhor de que o trabalho está sendo bem executado (Castellani).

Obviamente, a palavra é somente transmitida ao Segundo Vigilante sem que este tenha "posse" da mesma. Portanto, uma Sessão pode ser encerrada, caso necessário, por golpe de malhete, sem a mínima preocupação.

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

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