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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Maçonaria Filosófica

Filosofismo, palavra cuja raiz vem de "filosofia" (estudo geral sobre a natureza de todas as coisas e suas relações entre si; os valores, o sentido, os fatos e princípios gerais da existência, bem como a conduta e destino do homem) é muitas vezes usada designar os Altos Graus de alguns Ritos, principalmente o REAA. A aplicação está errada, poisfilosofismo tem como significado: mania filosófica ou falsa filosofia.

Venerança, termo muitas vezes usado designar o cargo do Venerável Mestre de uma Loja está errado, pois apesar supormos ser um neologismo do linguajar maçônico, o correto é Veneralato, tendo similaridade com as palavras terminadas em "el". Coronel – Coronelato. Venerável – Veneralato.

Escocismo, palavra usada para nos referirmos ao REAA. Esse uso está errado, pois o correto é pegarmos a palavra e acrescentarmos o sufixo "ismo" (formador de nomes seitas, doutrinas, vícios, etc). Assim : ingles  -  inglesismo.  Portugues  - portuguesismo. Escocês  - Escocesismo.

Kadosch, palavra designando a Oficina Litúrgica que trabalha nos graus 19 a 30 do REAA, está com a grafia errada, pois o correto é Kadosh (sagrado, em hebraico). Igualmente para Conselho Kadosh (e não Conselho de Kadosh).

Primeiro Conselho do REAA teve sua fundação em Charleston, no estado da Carolina do Sul, EUA, em 31 de maio de 1801, liderada por Frederic Dalcho, usando a divisa "Ordo ab Chao" (Ordem no Caos) tirando a Maçonaria da anarquia em que se encontrava, nos Altos Graus.. Há uma versão histórica de que esse Primeiro Conselho foi organizado por Frederico II, rei da Prússia, em 1786. Não há nada de verídico nisso, pois em 1786, Frederico já estava bastante doente, e velho para a época, vindo a falecer nesse mesmo ano. Além disso, por que motivo esse fato ficaria oculto na Europa até 1802, quando começou a aparecer nos EUA.? A verdade é a Europa nunca aceitou esse importante episódio maçônico ser fruto de um país "selvagem" como os EUA, na época, e criou mais uma "lenda".

Elias Ashmole não redigiu os Rituais de Aprendiz, Companheiro e Mestre Maçom em 1646, 1647 e 1649, respectivamente. Isso é balela do ultrapassado escritor maçônico Jean-Marie Ragon (1781-1862). A Grande Loja Unida da Inglaterra não menciona isso. O próprio Ashmole, em seu "Diário" assinala somente duas passagens maçônicas: uma em 1646 e outra em 1682. Portanto, 36 anos depois. O grau de Mestre, cujo Ritual se diz ter sido feito por Ashmole em 1649, só apareceu cerca de oitenta anos depois! Além disso, Ashmole foi Iniciado em 16 de outubro de 1646. Como poderia ter escrito o Ritual de Aprendiz, nesse mesmo ano?

( esta Pilula foi baseada em diversos livros e  Trabalhos do Mestre Castellani)

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

surname JURZA - sobrenome JURZA - alguns pensamentos


Bom sempre que tem alguma coisa prá resolver, tem um IFNAME="JURZA" embutido na programação que acaba ferrando com a gente - atrasa documento, perde documento, dá confusão, troca nome, sempre dá um biziu... até minha prima teve de tirar a mala do ônibus lotado na fronteira da Croácia só pros caras olharem... e o ônibus todo ficou olhando para ela... como se fosse traficante de catioro... kkk

A minha teoria é que nosso nome era JURCA - já achei grafado assim. Então, antes do Império Autro-Hungaro, na grafia croata, isso se lia IU-R-TSA...

Daí, como se escreve isso em alemão? IU-R-TSA? Escreve JURZA e le lê IUR-TSA...

Daí, como se lê isso em croata agora? IUR-ZA...

Tá vendo, tá igual ao Paiva que foi pros EEUUAA...

Ele assinava Paiva, eles chamavam ele de Peiva...
Ele assinava Peiva, chamaram ele de Piiva...
Ele assinou Piva, chamaram ele de PAIVA e ele ficou feliz...

Taí, o porque do IFNAME... Daí o vovô já nasceu depois do Império austro-hungaro ter mudado a grafia do nome, e aprendeu a falar errado...

Daí, nos ainda por cima avacalhamos mais ainda e passamos a falar abrasileirado JURZA, que em croata tinha de estar escrito Žurza prá soar como a gente fala...

Se a gente avacalhou o nome, é bastante provável que o nome tenha sido avacalhado pelos austro-húngaros e pelos croatas depois...

E ainda por cima, nosso sobrenome tem mais é na República Checa - ou seja, acho que no final, a gente deve acabar sendo até de outro lugar... kkkk 

O pai do vovô era nascido em Marselha, filho do cônsul da Tunísia.. Pretty messy, hã?

Achei ainda que JURCA poderia ser, no italiano, GIORGIO... Que provavelmente virou Đorđio, que virou JORGE (que é o equivalente), que voltou prá Žorđe, que virou Jorge, que virou Jurca, que virou Jurza e que passou prá Žurza que a gente fala...

Cada vez que mudava o nome, eu penso num "clerk" surdo, provavelmente de outra nacionalidade que não a do declarante, com óculos pince-nez e narigão, escrevendo a nanquim em algum livro de pergaminho de paróquia fedendo a mofo e mudando a grafia pro que ele escutou, na grafia que ele conhece...

Daí nossa desidentificação...

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Antimaçonaria – Leo Taxil

 Gabriel Jogang Pagés, francês nascido em 1854, com o pseudônimo de Leo Taxil, tornou-se origem das acusações de luciferismo e cultos satânicos contra a Maçonaria, acentuando a discordância entre esta última e o Clero.

        Leo Taxil teve uma juventude turbulenta, estudando em diversos colégios católicos dos Jesuítas, sendo expulso de alguns deles e sai da casa paterna antes dos 16 anos.

        Dedicado inteiramente ao jornalismo, em 1871 já com o pseudônimo de Leo Taxil, para ludibriar seu severo pai, ingressa no "A Igualdade"; funda posteriormente o "La Marote", a "Jovem República" e em 1874  dirige "O Furacão".


        Em todas essas ocasiões, seus artigos eram uma seqüência de folhetins anticlericais, dos mais violentos, sofrendo diversos processos por excesso de linguagem. Em 1876, foge para a Suiça, voltando posteriormente a Paris. Tinha 24 anos e começa uma carreira vertiginosa uma vez que os republicanos e anticlericais triunfavam. Em 1879 funda a Biblioteca Anticlerical e alimenta a França com uma enxurrada de panfletos sensacionalistas. Ganhou, com o passar dos anos, muito dinheiro e diversos processos movidos pelo Clero.


Em 1881, Taxil havia sido Iniciado na Loja Maçônica "Os Amigos da Honra Francesa", da qual foi expulso após dez meses, ainda na fase de Aprendiz.


        O interesse pela sua literatura sensacionalista decai, as vendas sofreram brusca queda, o que fez que, em 1885, após intensa atividade anticlerical, Leo Taxil declara-se "convertido", repentinamente, sem transição alguma. Confessa-se e passa a viver com os clericais freqüentando bibliotecas religiosas e aplica um novo golpe: começa a escrever contra a Maçonaria.


        Assim, na condição de "católico penitente", dedica-se, a partir de 1885 à publicações antimaçônicas. Seus livros descreviam rituais maçônicos entremeados de fantasias mirabolantes, passando posteriormente, a inventar e descrever rituais fantásticos, cultos luciferinos, satânicos. Esses livros eram devorados pelos leitores ávidos de sensacionalismo, tornando-se um grande e lucrativo negócio.

        O negócio floresceu e chegou ao ponto culminante com a invenção de "Miss Diana Vaughan" no seu livro "As Irmãs Maçons", onde tal personagem era a sacerdotisa de um culto demoníaco feminino a que chamou de Palladismo. Tal personagem queria livrar-se das garras do satanismo e voltar à Santa Igreja Católica mas era impedida pelos Maçons.


        As autoridades eclesiásticas apoiavam de público e através de cartas as "revelações" do autor, chegando algumas delas a oferecer auxílio à fictícia Diana Vaughan. Em visita ao Vaticano, Leo Taxil foi cordialmente recebido por Cardeais e teve uma entrevista pessoal com o próprio Leão XIII.


        As obras de Taxil foram traduzidas em diversos idiomas e seus artigos publicados em revistas e jornais católicos. Outros autores, influenciado pelo sucesso de Taxil, e tomando-o como referência, começaram também a explorar o mesmo tema. Durante doze anos toda essa miscelânea de imbecilidades forjadas por Leo Taxil foi devorada por um público cativo.

        Apesar da desconfiança de algumas autoridades de tudo não passar de um embuste, os livros de Taxil continuavam a ser vendidos. Sua influência crescia também em outras nações, a ponto de na Espanha e Bélgica serem formadas comissões especiais para investigação da Maçonaria.


        Até que finalmente, na Itália, em setembro de 1896, realizou-se um Congresso Antimaçônico em Trento, incentivado pelo Papa Leão XIII. Lá, algumas manifestações de descrédito dos exageros de Taxil começavam a aparecer. O monsenhor alemão Gratzfeld, provou que Miss Diana Vaughan era um embuste, mas não foi levado a sério.


        Comissões foram criadas e aí começaram a aparecer dúvidas sobre a veracidade dos escritos e das personagens. Começava, assim, o fim de uma mistificação.

        Depois de muito relutar, na Sociedade Geográfica de Paris, Taxil denunciou sua própria fraude, gabando-se de ter conseguido iludir as autoridades eclesiásticas por doze anos. A reação às declarações de Taxil foi de tal ordem que ele teve de deixar o local sob proteção policial. Não mais se ouviu falar sobre Taxil que veio a falecer em 1907.


        Eleutério N. Conceição esclarece: "todavia, aplica-se a este caso a conhecida figura do travesseiro de penas sacudido ao vento: é impossível recolher todas as penas". De tempos em tempos, aparecem livros antimaçônicos, inspirados nas idiotices de Leo Taxil, ou de outro autor inspirado por ele.


        E, assim, os Maçons norte americanos, que periodicamente sofrem campanhas movidas por igrejas fundamentalistas, repisando sempre as mesmas teclas de Leo Taxil, referem-se à fraude como "The lie that will never die" – a mentira que nunca morrerá. 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Trolhar e Telhar

 

É interessante, na Maçonaria, como certas coisas realizadas, praticadas, ou palavras ditas ou interpretadas erradamente por Veneráveis Mestres, se espalham numa velocidade vertiginosa e tendem a se tornarem verídicas. Desse modo, é muito comum, Veneráveis e Vigilantes saudarem Obreiros, cruzando o Malhete no peito. Ou então, em Lojas no R.:E.:A.:A.:, o Mestre de Cerimônia andar em esquadria, parecendo "robot", devido "achismo" do Venerável que confundiu os Ritos.

Nesta Pílula, vamos aprofundar nosso estudo nas palavras TELHAR e TROLHAR, que tendo significados, na Maçonaria, totalmente diferentes, na maioria das vezes, são ditas uma substituindo a outra, como se fossem iguais.

Nos Dicionários, temos que o substantivo "trolha" é definido como uma "colher de pedreiro", que é usada para colocar e/ou alisar a argamassa que está sendo usada. É utilizada para estender a argamassa e cobrir todas as irregularidades, fazendo que o edifício construído fique parecido como se formado por um único bloco.

O substantivo "telha" é definido como peça, geralmente de barro cozido, usada na cobertura de edifícios. A palavra telha vem do latim: "tegula". Daí temos "telha" em português; "tuille" em francês; "tyle" em inglês. Temos em inglês, "tyler" como cobridor. Temos em francês, "tuileur" como cobridor. Em português, apesar de existir a palavra "telhador" o mais comum foi não usar a raiz da palavra e ficou "cobridor", denominação para  aquele que coloca telhas, cobre, oculta, protege uma área de um edifício.

Entretanto, na Maçonaria, os verbos derivados dessas duas palavras, têm os significados dados abaixo.

Trolhar: é esquecer as injúrias, as desavenças entre os Irmãos. É perdoar um agravo, dissimular um ressentimento, perdoar uma falta de outro Obreiro. É reforçar os sentimentos de fraternidade, de bondade e de afeto, que unem todos os membros da família maçônica. Esses sentimentos devem ser contínuos, sem falhas, sem asperezas e sem rugosidades. Se isso ocorre em uma Loja, o Venerável Mestre deve se inteirar do que está ocorrendo e "trolhar" os envolvidos. Por isso que, na Inglaterra, o Símbolo com o formato de uma "colher de pedreiro" é usada pelos Mestres Instalados.

Telhar: é verificar, através de perguntas, se uma pessoa é realmente Maçom e se está no Grau requerido. Ou para verificar se um Maçom está inteirado de conhecimentos num determinado Grau. Visitantes são "telhados" pelo Cobridor, com essa finalidade. Cobrir o Templo é protegê-lo de tal forma que, pessoas que estão fora não saibam o que está ocorrendo dentro dele. É um erro crasso pedir aos Aprendizes, ou Companheiros, ou Mestres, cobrirem o templo temporariamente, em Colação de Grau ou Instalação. O Templo é que será coberto para eles. Ou seja, eles não saberão o que ocorrerá dentro desse Templo, num determinado período de tempo.

Quem cobre o Templo é o Cobridor Externo, não o Aprendiz ou o Companheiro ou o Mestre.

 

 

M\I\Fernando Túllio Colacioppo Sobrinho  e M\I\Alfério Di Giaimo Neto   

sexta-feira, 24 de março de 2017

A Loja de York

  

A cidade de York, apesar de nos seus primórdios ter tido outro nome, já nasceu famosa pois essa província foi escolhida pelos romanos para conter as residências dos Imperadores e dos altos comandantes durante a estadia deles no norte da Inglaterra. O antigo nome era Eboracum e foi considerada a capital do norte desse país por muito tempo (estamos falando da época aproximada de 50 a.C).

Referente à Maçonaria, conta-se muita coisa, e não se sabe se é lenda ou história  verdadeira. É dito que no ano 926 d.C, nessa cidade, teria sido realizada uma Assembléia Geral de Maçons, convocada pelo príncipe Edwin, irmão ou filho do Rei Saxão Athelstan.

A finalidade desta Assembléia era a de gerar uma Constituição que serviria de lei única para a Fraternidade dos Maçons. Essa Constituição, também chamada de "Manuscrito de Krauser" (foi dito ele ter feito a tradução do original) foi acreditada por muitos durante muito tempo, porém dúvidas apareceram sobre sua existência e veracidade. Em 1864, J.G.Findel foi designado pela Maçonaria alemã para descobrir o documento original, mas nada encontrou.

A Loja de York era de considerável idade tendo originalmente sido uma Loja Operativa. Sabe-se que em 1705, essa Loja e outras fundaram uma espécie de Federação. Em 1725, estimulada pelo sucesso da Grande Loja de Londres e Westminster , essa Federação transformou-se em uma Grande Loja sob o título de "Grande Loja de Toda a Inglaterra", com sede em York e redigiu 19 artigos que deveriam ser seguidos.

De 1740 até 1760 esse corpo ficou mais ou menos dormente, mas em 1761 a Grande Loja dos Modernos deu uma Carta Constitutiva a uma Loja em New York o que estimulou o interesse da Grande Loja original, resultando então na formação de 14 Lojas em Yorkshire, Lancashire e Cheshire.

Em 1790 a "Grande Loja de Toda Inglaterra" abateu Colunas (foi extinta), tendo seus antigos registros preservados, até hoje, pela Loja de York nº 236.

Não se sabe com certeza como que foi seu Ritual ainda que numerosas Lojas americanas se dizem hoje do Rito de York, o qual permanece em vigor nos EUA.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

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