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O Avental

 

 

Muitos Obreiros nos perguntam qual é a origem e o simbolismo da pratica maçônica de presentear o Iniciado com um avental. Parece certo que o uso de avental ou vestimenta semelhante, como Símbolo Místico, era comum entre os antigos.

Antigamente em Israel, uma cinta formava parte da vestimenta do sacerdócio, e para o sacerdote comum ela era lisa e branca. As vestimentas das Ordens Superiores do Sacerdócio eram embelezadas com cintas altamente coloridas e ornamentadas.

Nos antigos Mistérios de Mithra, na Pérsia, o candidato era investido com um avental branco. Os Essênios vestiam os noviços com um manto branco.

Tudo nos leva a crer que na Ritualística Maçônica, no fechamento da Iniciação, a oferenda ao Neófito de um avental branco de pele de cordeiro se assemelha aos antigos costumes, em geral. Na religião Hebraica e na Cristã, e mesmo em muitas outras seitas, a cor branca sempre foi tida como emblema da Pureza. O cordeiro sempre foi considerado como emblema da Inocência.

Conseqüentemente, no Ritual para o Primeiro Grau o Neófito é presenteado com um avental branco de pele de cordeiro para que se lembre que "a pureza da vida e a retidão na conduta, os quais são essencialmente necessários para ganhar a admissão na Loja Celestial do Oriente Eterno, onde o Supremo Arquiteto do Universo preside para sempre".

Este Avental se torna propriedade permanente do Aprendiz como a "insígnia, o distintivo de um Maçom". No seu crescimento na Maçonaria, esse Aprendiz receberá outros aventais, de variados tipos, mas nenhum outro será igual a este primeiro, no significado emblemático e valor maçônico (extraído da Holy Bible – Kansas – EUA).

Portanto, segundo Mestre Assis Carvalho – Xico Trolha - nos graus simbólicos, a Indumentária Maçônica entende-se: o Avental, o Colar (faixa, fitão), os Punhos, as Luvas, o Balandrau (aqui no Brasil), Chapéu.e o Terno preto ou azul escuro (camisa branca, gravata preta). O Avental é o principal Símbolo que compõe essa Indumentária. Ele já teve diversas formas e cores, mas no caso do Aprendiz, sempre foi branco.

Como exemplo, vamos citar a Grande Loja Unida da Inglaterra – GLUI – que uniformizou o uso de paramentos nas Lojas de sua Jurisdição, através de rígida regulamentação. Em outras Potências (outros Ritos) tem diferenças.

APRENDIZ – retangular, em pele de cordeiro, branca, 14 a 16 polegadas de comprimento, 12 a 14 polegadas de largura, com uma "abeta" e sem ornamentos.

COMPANHEIRO – igual ao do Aprendiz, com duas "rosetas' na cor azul celeste (no Brasil, REAA, simplesmente abaixa- se a "abeta", sem rosetas).

MESTRE – igual ao Companheiro, só que forrado e orlado de azul celeste, com três rosetas da mesma cor.

VENERÁVEIS E EX-VENERÁVEIS – igual ao Mestre, mas tendo as rosetas substituídas por uma tala de prata, sobre um "tau" invertido.

Como foi dito, aqui no Brasil e em outras Potências, existem pequenas diferenças.

Está claro que o Aprendiz não pode usar o Avental do Companheiro, nem este usar o avental do Mestre. Este, por sua vez, não pode usar indumentária do Mestre Instalado.

Aparentemente, isto nunca ocorreu, nem ocorrerá, pois a sensatez, que é a grande característica do Obreiro, não permite que isso ocorra. É só uma nota de esclarecimento de minha parte.

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

Loja “Comércio e Artes”

 

Esta pílula é uma homenagem aos 190 anos de fundação do GOB.

A ARLS "Comércio e Artes" foi a primeira Loja a constituir o atual Grande Oriente do Brasil. Foi mencionada na palestra proferida aos Aprendizes e Companheiros na ARLS "Jacques de Molay" em 02/06/2012, pelo Sapientíssimo Claudio Roque Buono.

Vamos, portanto, tecer alguns comentários históricos, baseados nos alfarrábios dos historiadores maçônicos do Brasil.

A ARLS "Comércio e Artes"foi fundada em 1815, na casa de João José Vahia, a rua Pedreira da Glória, no Rio de Janeiro no Rito Adonhiramita.

Em 1817, após o fracasso da Revolução Pernambucana foi expedido alvará, em março de 1818, que proibia o funcionamento de sociedades secretas, e a Maçonaria era considerada como tal. As lojas retornaram suas atividades em 1821, e a Loja em questão, retornou com o titulo de "Comercio e Artes na Idade d'Ouro" sob os auspícios do Grande Oriente de Portugal (Lusitano).

Em 1822 essa Loja foi tripartida com a finalidade de fundar o Grande Oriente Brasílico, ou Brasiliano, atual Grande Oriente do Brasil. Desse modo, essa Obediência teve como Lojas fundadoras: a nº1 a "Comercio e Artes", como nº2 a "União e Tranquilidade" e como nº3 a "Esperança de Niteroi". O Sapientíssimo Claudio Roque Buono Ferreira, obreiro da Jacques de Molay 2778 é Membro Honorário dessas três Lojas.

Na verdade, a "Comercio e Artes" foi recriada diversas vezes, porque em razão de dissidências, que faziam que a Loja saísse do Grande Oriente do Brasil, este colocava uma nova "Comercio e Artes", pois a Obediência formada, obviamente, não podia ficar sem a sua Loja nº1

Em 25 de outubro de 1822, o segundo Grão Mestre, D. Pedro (o primeiro foi José Bonifácio) fechou o Grande Oriente, ficando este, de modo obrigatório, adormecido até o ano de 1830. Nesse ano uma nova Obediência foi formada e o Grande Oriente Brasiliano voltou em 1831

Como foi dito, essa Loja mudou de Obediência com o passar dos anos, sendo sempre criada uma nova "Comércio e Artes" e quando voltava, era feito a fusão das duas em uma só. Inclusive, mudou de Rito Adonhiramita para Rito Moderno, em 1834, e posteriormente para o Rito Escocês Antigo e Aceito, em 1974.

E, obviamente, essas três Lojas existem até hoje, e se reportam diretamente ao Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil.

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

Espada Flamejante

A "Espada Flamejante" é um dos objetos mais simbólicos e sagrados na
Maçonaria. É usada tanto nas Lojas Simbólicas como nos Altos Graus
para sagração nas Iniciações, Elevações, etc.

Entretanto, há uma pequena controvérsia sobre seu nome: "Espada
Flamejante" ou "Espada Flamígera"?

Segundo o Dicionário Caldas Aulete, praticamente não existe diferença
nas definições, entretanto a palavra "Flamejante" tem um sentido
figurado, e é nesse sentido que é usado na Maçonaria.

FLAMÍGERA ou FLAMÍFERA: adj. || que traz ou causa chamas. F. lat. Flammifer.

FLAMEJANTE ou CHAMEJANTE: Que lança flamas (fogueiras flamejantes); Chamejante.

Sentido figurado: 1) Fig.Que é vistoso, que chama a atenção (olhares

flamejantes); 2) Brilhar, cintilar; FULGURAR. [int.: No alto, as
estrelas flamejavam.]; 3) Fig. Aparecer como algo que faísca ou parece
faiscar; CHAMEJAR. [td.: Seus olhos flamejaram o ódio pela sala toda,
em busca da rival.]

Portanto, nos parece lógico, usar o termo Flamejante nos textos maçônicos.

A Espada Flamejante é diferente de tudo que é mencionado sobre espadas.

Aparentemente, ela não está descrita em nenhum livro que não seja
aquele que relate as coisas pertencentes à Ordem Maçônica. Sua lâmina
não é retilínea, mas ondulada, assemelhando-se à labaredas de fogo.

Conforme pode ser lido no Livro Sagrado, a Bíblia, ela foi empunhado
pelos Anjos do Senhor, Guardiões da Porta do Paraíso Terrestre, como
verdadeira Espada de Fogo: "E expulsou-os; e colocou, no oriente do
Jardim do Éden, querubins armados de espadas flamejantes, para guardar
o caminho da Árvore da Vida " (Gen.3:24).

Até onde se sabe, os historiadores não têm, além dessa informação
obtida na Bíblia descrita acima, outras informações que esclareçam a
origem dessa arma de formato tão peculiar. A Maçonaria Simbólica
adotou-a, pois representa, sem dúvida, a emancipação da força, de
proteção, de defesa e de ação.

Tem significados tremendamente profundos na Simbologia Maçônica, sendo
talvez, o principal deles, a arma a ser usada na luta eterna na
dualidade entre o "Bem" e o "Mal".

Simboliza também o poder possuído pelo Venerável Mestre de Iniciar
novos Aprendizes, Elevar novos Companheiros e Exaltar novos Mestres,
na loja Simbólica.

O Venerável Mestre é a autoridade máxima da Loja, e deve ser o mais
correto de todos os Irmãos. Esta retidão exemplar é simbolizada pelo
"Esquadro" e a autoridade máxima é simbolizada pela Espada Flamejante.

Ela só pode ser tocada, em Loja, pelo Venerável Mestre ou por um outro
Mestre Instalado. Deveria estar sempre guardada num estojo próprio e
ser oferecida ao Venerável Mestre nas Iniciações, Elevações, etc, mas
hoje é comum, ser mantida, exposta, no Altar durante todas as Sessões,
mesmo nas Sessões Ordinárias. Portanto, me parece lógico, também, que
ela NÃO deve ser encostada no candidato, durante a Sagração. Somente
deverá ficar próximo do mesmo.

Ampliando os limites de nossa mente, podemos afirmar que, a Espada
Flamejante, quando empunhada pelo Venerável Mestre, sem dúvida alguma,
é a representação da força, do poder, da magia e do encanto da
Maçonaria Universal, espalhada por todo canto da Terra. Essa mesma
Maçonaria que tem aperfeiçoado os homens pelo Amor, pelo Caráter e
pela Tolerância.



Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

Brasilia Capital Moto Week

Sensacional encontro de moto em Brasilia DF!

Esse ano de 2016 foram 650.000 pessoas de público e 250.000 motos. Uma
coisera doida!

Vale a pena ir!

Mais uma divisa estadual desbravada!

A Transalp gorda tá andando - isso é o que ela gosta de fazer!!