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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Evangelico pode ser Maçom?

por Nelson Ribeiro Leite


Quando eu ainda era jovem, estudei em um colégio religioso; e por
sinal um excelente educandário. Lá, dentre as muitas orientações que
repassavam para os alunos, uma delas era que o evangélico
(protestante) não pertencia a Deus, e sim, ao Diabo.

Passados alguns anos, conhecendo melhor o evangelismo, conclui que o
evangélico fiel e obediente também pertence a Deus tanto quanto
aqueles religiosos. Haja vista, que tive o privilégio de me tornar um
evangélico. Hoje, ouve-se dizer que certas religiões não aprovam os
princípios maçônicos e alegam, inclusive, que a Maçonaria é de origem
satânica, e que os maçons pertencem ao Demônio.

Infelizmente muitos evangélicos fazem coro com aquelas outras
religiões, pregando a mesma coisa, isto é, que a maçonaria é diabólica
e que os maçons são de Satã. Certo escritor protestante até já chegou
a dizer que o evangélico maçom é um falso crente.

Outros evangélicos vão mais longe. Dizem eles que a Maçonaria promove
a idolatria, afirmando que "ela admite um tal de "São João da Escócia"
ou "São João de Jerusalém" como padroeiro, e abre os seus trabalhos em
seu nome."

Realmente a Maçonaria abre seus trabalhos em nome de São João, como
padroeiro. Mas os críticos se esquecem de que padroeiro, segundo
Aurélio, é o mesmo que patrono.

E patrono é aquele que serve de exemplo, que é espelho, modelo ou
paradigma. 0 Exército Brasileiro tem o seu patrono, o Duque de Caxias,
e nunca se viu nenhum evangélico deixar de seguir a carreira militar
por ter o Caxias como patrono. Tem mais, em toda solenidade de
formatura, sobretudo, de curso superior, existe alguém como patrono; e
jamais soube-se que um evangélico se omitisse em participar daquele
ato porque lá estivesse a figura de patrono.

Há evangélico anunciando por aí que a Maçonaria é religiosamente
sincretista. Não é verdade. Para se ingressar na Maçonaria o candidato
necessita, sim, professar uma religião. Com isso o maçom pode e dever
pertencer a um segmento religioso. E isso não demonstra sincretismo
religioso. Pelo contrário, vem provar que a Maçonaria não é religião
mas aceita nos seus quadros a convivência de todos os credos
religiosos.

Porém não é somente na Maçonaria que os integrantes de vários credos
religiosos se inter-relacionam. Não. Nas repartições públicas ou
privadas, nos bancos ou em quaisquer outros órgãos, vamos encontrar
funcionários dessas instituições professando as mais diversas crenças.
E no entanto, ninguém é discriminado ou escandalizado pelo seu
princípio de fé ou crença. Geralmente todos trabalham na mais perfeita
harmonia e ordem, relacionando-se muito bem entre si.

A Maçonaria é também censurada por determinados evangélicos quanto
aos, segredos maçônicos. Esses crentes dizem que na Igreja Evangélica
nada há em oculto, tudo é feito à vista de todos, e as suas reuniões
privativas nada têm de secretismo."

Todavia a Bíblia não diz assim e a prática não confirma tal afirmação.
As Sagradas Escrituras, em Mateus – 8:4, registram: "Disse então Jesus
ao leproso que havia curado: Olha, não digas a ninguém, mas vai e
mostra-te ao sacerdote …". Ainda em Apocalipse -10:4 está escrito..
"Guarda em segredo as cousas que os sete trovões falaram, e não as
escreve". Há também assuntos tratados no seio das igrejas que não são
levados ao conhecimento público da congregação; sobretudo nas chamadas
reuniões privativas, as quais, entende-se, são a mesma coisa que
secretas.

Portanto as referências ora mencionadas são exemplos de segredo ou
sigilo. As primeiras os evangélicos devem conhecer, pois são bíblicas.
E as outras, especialmente os líderes, com certeza as praticam em suas
reuniões administrativas particulares e privativas.

A maçonaria também é criticada por alguns protestantes pela adoção dos símbolos.

Na realidade existem muitos símbolos maçônicos. Todavia, todos eles
têm os seus significados específicos, como a Estrela Radiante, que é o
emblema da Divindade; e tantos outros, os quais vão sendo conhecidos
de acordo com os graus atingidos pelo maçom.

Por outro lado, no mundo profano também encontram-se vários símbolos,
dentre eles, a Bandeira Nacional que é o símbolo da Pátria; a balança
no direito, simbolizando a Justiça; e muitos outros.

A Bíblia, por sua vez, mostra também, muitos e muitos símbolos, tais
como o arco-íris, símbolo que representa uma aliança entre Deus e os
homens, e ainda a beleza, respectivamente (Gênesis – 9:13 e Apocalipse
– 4:3), o cavalo, símbolo da força (Apocalipse – 6); o dragão,
simbolizando Satanás (Apocalipse – 13). Há inúmeros outros símbolos
contidos no Livro Sagrado.

Existem evangélicos afirmando que a Maçonaria é uma Instituição Pagã.
Aí há mais um erro por eles cometido. Pois os trabalhos em uma loja
maçônica são abertos invocando o auxílio do Supremo Arquiteto do
Universo, que é o próprio Deus. E esse Supremo Arquiteto é relatado em
Hebreus – 11:3 e 10, e Jeremias – 10:12. Pois em toda abertura dos
trabalhos lê-se um texto no Livro da Lei (Bíblia), de conformidade com
o grau em que estão sendo realizados os trabalhos.

E tem mais, pode-se afirmar que existe dentro da Maçonaria um respeito
muito grande entre os irmãos quanto aos seus princípios ideológicos,
culturais e acima de tudo religiosos.

Finalizando, quero testemunhar que há mais de quarenta anos sou
evangélico, e tenho plena convicção que, graças a Deus, não sou do
Diabo, como antes ouvia afirmar. Outrossim, há aproximadamente quinze
anos sou maçom, e me sinto também confiante de que não pertenço a
Satanás como muitos afirmam por aí, mas a Deus, o Supremo Arquiteto do
Universo.

Portanto, irmãos, o evangélico pode e deve ser um maçom, acima de tudo
justo, verdadeiro e eficiente.

Nilson Ribeiro Leite • Loja Maçônica Luz no Horizonte
Grande Oriente do Estado de Goiás

Apresentado em Loja no dia 02/12/99

Estágios da Evolução da Maçonaria


 

Nosso Ir.: Douglas Knoop, famoso historiador Maçônico, num de seus trabalhos para a Loja Quatuor Coronati da Inglaterra, expressa a opinião dele, descrevendo qual parece ter sido a evolução que uma Loja Maçônica sofreu através dos tempos. Ele dividiu essa evolução em três estágios descritos abaixo.


"1) Lojas Operativas: organizações permanentes desempenhando certas funções profissionais. Entre os membros, poderia ter havido alguns "Não-Operativos" mas que não podiam se manifestar e desse modo, os "Não-Operativos" não exerciam nenhuma influência nos trabalhos e na política da Loja.


2) Lojas de Maçons Aceitos: nos séculos XVII e XVIII, em Lojas ocasionais ou semi- permanentes, eles seguiam as práticas em voga principalmente nas Lojas Operativas Escocesas, ou seja, a leitura de uma versão das "Old Charges", junto com as formalidades, associada com a comunicação da "Palavra do Maçom" (Mason Word). Tais Ritos de "Aceitação", juntamente com as devidas Cerimônias, sofreram um gradual processo de modificação, e é impossível dizer exatamente em que estágio eles deixaram de ser "Aceitos" e se tornaram "Especulativos". O principal interesse dos Maçons Aceitos era, provavelmente, a antiqüidade da Loja.


3) Lojas de Maçons Especulativos: nas quais, a leitura dos Antigos Deveres (Old Charges) e a prática de alguns usos incipientes e frases associadas com o fornecimento da Palavra do Maçom (Mason Word) tem sido quase que inteiramente substituídas pelo ensinamento de um peculiar"Sistema de Moralidade, velado em Alegorias e ilustrado por Símbolos". A característica fundamental dessas Lojas é "Moralização" usando a expressão do Bro Rylands."

 

Como foi dito acima, essa é a opinião desse estudioso maçônico, que após diversas pesquisas, chegou a essa conclusão exposta. Insistimos na palavra "opinião", pois certeza mesmo, ninguém tem sobre este assunto.

 

 

M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Aluno que processou professor por ter tomado celular em sala de aula perde causa na justiça

Parabéns para o magistrado que reconheceu o valor do professor !

 O juiz Eliezer Siqueira de Sousa Junior, da 1ª Vara Cível e Criminal deTobias Barreto, no interior do Sergipe, julgou improcedente um pedido de indenização que um aluno pleiteava contra o professor que tomou seu celular em sala de aula.

De acordo com os autos, o educador tomou o celular do aluno, pois este estava ouvindo música com os fones de ouvido durante a aula. O estudante foi representado por sua mãe, que pleiteou reparação por danos morais diante do "sentimento de impotência, revolta, além de um enorme desgaste físico e emocional".
Na negativa, o juiz afirmou que "o professor é o indivíduo vocacionado a tirar outro indivíduo das trevas da ignorância, da escuridão, para as luzes do conhecimento, dignificando-o como pessoa que pensa e existe". 

O magistrado se solidarizou com o professor e disse que "ensinar era um sacerdócio e uma recompensa. Hoje, parece um carma". 

Eliezer Siqueira ainda considerou que o aluno descumpriu uma norma do Conselho Municipal de Educação, que impede a utilização de celular durante o horário de aula, além de desobedecer, reiteradamente, o comando do professor.
Ainda considerou que não houve abalo moral, já que o estudante não utiliza o celular para trabalhar, estudar ou qualquer outra atividade edificante.
E declarou:
"Julgar procedente esta demanda, é desferir uma bofetada na reserva moral e educacional deste país, privilegiando a alienação e a contra educação, as novelas, os realitys shows, a ostentação, o 'bullying intelectivo', o ócio improdutivo, enfim, toda a massa intelectivamente improdutiva que vem assolando os lares do país, fazendo às vezes de educadores, ensinando falsos valores e implodindo a educação brasileira". Por fim, o juiz ainda faz uma homenagem ao professor.
"No país que virou as costas para a Educação e que faz apologia ao hedonismo inconsequente, através de tantos expedientes alienantes, reverencio o verdadeiro HERÓI NACIONAL, que enfrenta todas as intempéries para exercer seu 'múnus' com altivez de caráter e senso sacerdotal: o Professor." ISTO DEVERIA SER LIDO EM TODAS AS SALAS DE AULA DO BRASIL.

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