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terça-feira, 24 de abril de 2012

Lenda do Chimarrão / Oração do Chimarrão

Uma lenda indígena, descrita por Alcides Gatto, da Universidade
Federal de Santa Maria, indica como começou o uso da erva mate. A mais
antiga aponta para a trajetória de uma tribo nômade de índios guarany.

Um dia, um velho índio, cansado das andanças, recusou-se a seguir
adiante, preferindo ficar na tapera.

A mais jovem de suas filhas, apesar do coração partido, preferiu ficar
com o pai, amparando-o até que a morte o levasse à paz do Yvi-Marai, a
seguir adiante, com os moços de sua tribo.

Essa atitude de amor rendeu-lhe uma recompensa.

Um dia um pajé desconhecido encontrou-os e perguntou à filha Jary o
que é ela queria para ser feliz.

A moça nada pediu, mas o velho pediu 'renovadas forças para poder
seguir adiante e levar Jary ao encontro da tribo'.

O pajé entregou-lhe uma planta muito verde, perfumada de bondade, e o
ensinou que, plantando e colhendo as folhas, secando-as ao fogo e as
triturando, devia colocá-las num porongo e acrescentar água quente ou
fria.

'Sorvendo essa infusão, terás nessa nova bebida uma nova companhia
saudável mesmo nas horas tristonhas da mais cruel solidão'.

O ancião se recuperou, ganhou forças e viajou até o reencontro de sua tribo.

Assim nasceu e cresceu a caá-mini, que dela resultou a bebida caá-y,
que os brancos mais tarde chamaram de chimarrão.

A origem do nome mate vem do povo espanhol, que preferiu usar a
palavra 'mati' (cuia), da língua quíchua, para se ajustar melhor à
modalidade grave do idioma.

No entanto, logo foi substituída por uma palavra guarany – caiguá –
nome composto por caá (erva), i (água) e guá (recipiente).

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