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terça-feira, 11 de novembro de 2025

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Michelângelo Buonarotti

Caso único entre os artistas, Michelângelo é comumente tido como uma
espécie de super homem. Quando a morte o alcançou, com a idade de 89
anos, ainda estava criando obras de arte. Suas pinturas e esculturas
de figuras de homens e mulheres são quase sobre humanos em beleza,
força e energia. Foi uma criação da Renascença, sendo arquiteto,
poeta, pintor e escultor de suprema relevância. Não foi o único;
diversos artistas de renome apareceram nesse período, mas sem dúvida
foi o maior artista entre todos eles.

O "mundo" de Michelângelo foi bem pequeno, restringindo-se as cidades
de Florença e de Roma, distantes 233 Km entre si. Percebe-se, pois,
que os efeitos enriquecedores de viagens ao redor do mundo não foram o
motivo de sua incrível genialidade.

Michelângelo Buonarotti nasceu em 06 de março de 1475, na cidade de
Caprese, próximo à Florença e era filho de Lodovico di Leonardo di
Buonarotti Simoni, que nessa cidade estava trabalhando quando do seu
nascimento. Foi criado por uma governanta, cujo marido era mineiro e
deve ter lhe passado as técnicas de, com um malho e cinzel, esculpir
em pedra.

Em 1488, com treze anos de idade, foi aluno de um dos principais
pintores da época – Guirlandaio, com técnica especializada em pintar e
decorar paredes e tetos, em afresco. Depois de um ano e meio com
Guirlandaio, foi notado por Lorenzo de Médici "O Magnífico", o qual
foi imediatamente surpreendido pela habilidade de Michelângelo em
esculpir e levou-o ao seu palácio, que era o centro cultural de
Florença. Lá, encontrou Bertoldo di Giovanni, sexagenário que havia
sido aluno de Donatello, considerado o maior escultor do século XV.

Quando Lorenzo "O Magnífico", morreu em 1492, Michelângelo voltou para
a casa de seu pai, iniciando nessa época seus estudos sobre anatomia,
através de dissecação de cadáveres. Deste modo, artistas como Leonardo
da Vinci e Michelângelo, da Alta Renascença, podiam revelar, em suas
obras, a musculatura por baixo das roupas porque haviam estudado os
músculos debaixo da pele.

Em 1496, em contato com o Cardeal Riário, e devido seu talento, foi
convidado a ir a Roma. O primeiro trabalho conhecido de Michelângelo
foi o "Baco", para um vizinho do Cardeal. Essa obra, de grande beleza
e naturalidade, mostra de forma adequada a embriaguez do deus do
vinho, Baco, que com as pernas semi dobradas, parece que está prestes
a cair.

Em seguida fez um trabalho mais ambicioso, a "Pietá", uma
representação da tristeza da Virgem Maria, segurando Jesus
crucificado, em seus braços. Peça esculpida com riquezas de detalhes e
perfeições jamais vistas em outras obras de igual envergadura.

Michelângelo voltou para Florença em 1501 e encontra um bloco de
mármore de 5,4m de altura, num quintal próximo da Catedral de Florença
e seus serviços são encomendados para trabalhar o bloco, e a estátua,
conforme combinado, deveria ser de Davi, o herói bíblico, em confronto
com o gigante filisteu – Golias. A maravilha produzida mostra a imagem
do jovem Davi, carregando no ombro a funda com a qual derrotará o
filisteu Golias.

Em 1505 foi convocado pelo Papa Júlio II, para pintar a Capela Sistina
e, em 1520, prepara a Capela dos Médici.

No final da Renascença, as cidades italianas tiveram as maiores
realizações culturais e Florença era uma das mais poderosas cidades
italianas, próspera no comércio de tecidos e sedas, tornando-se um
centro financeiro internacional. Produziu a maioria das grandes
figuras do início do Renascimento, começando com Cimabue e Giotto,
terminando com Leonardo da Vinci, Michelângelo e Rafael, entre outros.

Florença era normalmente uma república, mas durante quase todo o
século XV foi controlada por uma única família – os Médici. Suas
principais propriedades eram um banco com filiais ou agências por
quase toda Europa, e a habilidade política, tradição familiar. O banco
trouxe enorme poder e prestígio, a habilidade política os induzia a
evitar danos à vaidade florentina, controlando a cidade por detrás dos
bastidores. O real fundador da dinastia, Cósimo de Médici, usou o
poder por mais de trinta anos. Ele foi grande apreciador das artes,
embora suplantado por seu neto Lorenzo "O Magnífico".

Lorenzo foi, quando Michelângelo era adolescente, seu protetor e
estimulador na arte de esculpir, levando-o a frequentar a escola por
ele patrocinada, no palácio. Apesar de Lorenzo ter morrido em 1492, e
Florença pensar estar livre da influência dos Médici, em 1494, após
conflitos com a França, trouxeram o poder dos Médici de volta, mais
acentuadamente em 1512, como veremos adiante.

Depois de 1505, já famoso por algumas de suas obras, Michelângelo foi
trabalhar para o Papa Júlio II, em Roma. Esse personagem era, além de
Papa, um notável guerreiro, tornando-se um governante poderoso, tanto
leiga como espiritualmente. Apesar de ambos estarem sempre em atrito,
Michelângelo pintou a Capela Sistina, tornando-se mais conhecido e
mais famoso ainda.

Em 1513, o Papa Júlio II morre, no auge de seu poder. Como dissemos,
os Médici se reinstalaram no poder e o Cardeal Giovanni de Médici, o
segundo filho de Lorenzo "O Magnífico", em 1514, foi inesperadamente
levado ao trono papal como Papa Leão X, e os Médici viram-se no poder
tanto em Florença, como agora em Roma, os "dois mundos" de
Michelângelo.

Em 1520, o Papa Leão X, para celebrar a volta da família Médici ao
poder, estava ansioso para erguer uma maravilhosa fachada na Igreja
Médici de São Lorenzo, Florença. Entretanto, não houve entendimentos
entre o Papa Leão X e Michelângelo, e nada foi feito.

Ainda assim, ele de maneira nenhuma havia caido em desgraça com os
Médici. Depois de certo tempo, envolveu-se em um novo projeto para a
igreja de São Lorenzo. Na verdade eram diversos trabalhos e consistiam
em projetar a Capela dos Médici. Além disso, deveria esculpir quatro
túmulos para os Médici, e criar uma enorme biblioteca para a Igreja.
Um dos túmulos seria destinado ao mais importante homem da geração
anterior: Lorenzo de Médici "O Magnífico", primeiro protetor de
Michelângelo. O outro túmulo seria do Irmão de Lorenzo, Giuliano de
Médici, que havia sido assassinado já a muito tempo, quando
Michelângelo tinha três anos.

Na velhice de Michelângelo, a Arquitetura tomou lugar da Escultura,
permitindo-lhe continuar a moldar rochas sem o duro esforço de
esculpir, projetando diversas Praças.

E assim, na idade de 89 anos, morre um artista cuja magnitude jamais
será suplantada.


Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Michelângelo Buonarotti

Caso único entre os artistas, Michelângelo é comumente tido como uma
espécie de super homem. Quando a morte o alcançou, com a idade de 89
anos, ainda estava criando obras de arte. Suas pinturas e esculturas
de figuras de homens e mulheres são quase sobre humanos em beleza,
força e energia. Foi uma criação da Renascença, sendo arquiteto,
poeta, pintor e escultor de suprema relevância. Não foi o único;
diversos artistas de renome apareceram nesse período, mas sem dúvida
foi o maior artista entre todos eles.

O "mundo" de Michelângelo foi bem pequeno, restringindo-se as cidades
de Florença e de Roma, distantes 233 Km entre si. Percebe-se, pois,
que os efeitos enriquecedores de viagens ao redor do mundo não foram o
motivo de sua incrível genialidade.

Michelângelo Buonarotti nasceu em 06 de março de 1475, na cidade de
Caprese, próximo à Florença e era filho de Lodovico di Leonardo di
Buonarotti Simoni, que nessa cidade estava trabalhando quando do seu
nascimento. Foi criado por uma governanta, cujo marido era mineiro e
deve ter lhe passado as técnicas de, com um malho e cinzel, esculpir
em pedra.

Em 1488, com treze anos de idade, foi aluno de um dos principais
pintores da época – Guirlandaio, com técnica especializada em pintar e
decorar paredes e tetos, em afresco. Depois de um ano e meio com
Guirlandaio, foi notado por Lorenzo de Médici "O Magnífico", o qual
foi imediatamente surpreendido pela habilidade de Michelângelo em
esculpir e levou-o ao seu palácio, que era o centro cultural de
Florença. Lá, encontrou Bertoldo di Giovanni, sexagenário que havia
sido aluno de Donatello, considerado o maior escultor do século XV.

Quando Lorenzo "O Magnífico", morreu em 1492, Michelângelo voltou para
a casa de seu pai, iniciando nessa época seus estudos sobre anatomia,
através de dissecação de cadáveres. Deste modo, artistas como Leonardo
da Vinci e Michelângelo, da Alta Renascença, podiam revelar, em suas
obras, a musculatura por baixo das roupas porque haviam estudado os
músculos debaixo da pele.

Em 1496, em contato com o Cardeal Riário, e devido seu talento, foi
convidado a ir a Roma. O primeiro trabalho conhecido de Michelângelo
foi o "Baco", para um vizinho do Cardeal. Essa obra, de grande beleza
e naturalidade, mostra de forma adequada a embriaguez do deus do
vinho, Baco, que com as pernas semi dobradas, parece que está prestes
a cair.

Em seguida fez um trabalho mais ambicioso, a "Pietá", uma
representação da tristeza da Virgem Maria, segurando Jesus
crucificado, em seus braços. Peça esculpida com riquezas de detalhes e
perfeições jamais vistas em outras obras de igual envergadura.

Michelângelo voltou para Florença em 1501 e encontra um bloco de
mármore de 5,4m de altura, num quintal próximo da Catedral de Florença
e seus serviços são encomendados para trabalhar o bloco, e a estátua,
conforme combinado, deveria ser de Davi, o herói bíblico, em confronto
com o gigante filisteu – Golias. A maravilha produzida mostra a imagem
do jovem Davi, carregando no ombro a funda com a qual derrotará o
filisteu Golias.

Em 1505 foi convocado pelo Papa Júlio II, para pintar a Capela Sistina
e, em 1520, prepara a Capela dos Médici.

No final da Renascença, as cidades italianas tiveram as maiores
realizações culturais e Florença era uma das mais poderosas cidades
italianas, próspera no comércio de tecidos e sedas, tornando-se um
centro financeiro internacional. Produziu a maioria das grandes
figuras do início do Renascimento, começando com Cimabue e Giotto,
terminando com Leonardo da Vinci, Michelângelo e Rafael, entre outros.

Florença era normalmente uma república, mas durante quase todo o
século XV foi controlada por uma única família – os Médici. Suas
principais propriedades eram um banco com filiais ou agências por
quase toda Europa, e a habilidade política, tradição familiar. O banco
trouxe enorme poder e prestígio, a habilidade política os induzia a
evitar danos à vaidade florentina, controlando a cidade por detrás dos
bastidores. O real fundador da dinastia, Cósimo de Médici, usou o
poder por mais de trinta anos. Ele foi grande apreciador das artes,
embora suplantado por seu neto Lorenzo "O Magnífico".

Lorenzo foi, quando Michelângelo era adolescente, seu protetor e
estimulador na arte de esculpir, levando-o a frequentar a escola por
ele patrocinada, no palácio. Apesar de Lorenzo ter morrido em 1492, e
Florença pensar estar livre da influência dos Médici, em 1494, após
conflitos com a França, trouxeram o poder dos Médici de volta, mais
acentuadamente em 1512, como veremos adiante.

Depois de 1505, já famoso por algumas de suas obras, Michelângelo foi
trabalhar para o Papa Júlio II, em Roma. Esse personagem era, além de
Papa, um notável guerreiro, tornando-se um governante poderoso, tanto
leiga como espiritualmente. Apesar de ambos estarem sempre em atrito,
Michelângelo pintou a Capela Sistina, tornando-se mais conhecido e
mais famoso ainda.

Em 1513, o Papa Júlio II morre, no auge de seu poder. Como dissemos,
os Médici se reinstalaram no poder e o Cardeal Giovanni de Médici, o
segundo filho de Lorenzo "O Magnífico", em 1514, foi inesperadamente
levado ao trono papal como Papa Leão X, e os Médici viram-se no poder
tanto em Florença, como agora em Roma, os "dois mundos" de
Michelângelo.

Em 1520, o Papa Leão X, para celebrar a volta da família Médici ao
poder, estava ansioso para erguer uma maravilhosa fachada na Igreja
Médici de São Lorenzo, Florença. Entretanto, não houve entendimentos
entre o Papa Leão X e Michelângelo, e nada foi feito.

Ainda assim, ele de maneira nenhuma havia caido em desgraça com os
Médici. Depois de certo tempo, envolveu-se em um novo projeto para a
igreja de São Lorenzo. Na verdade eram diversos trabalhos e consistiam
em projetar a Capela dos Médici. Além disso, deveria esculpir quatro
túmulos para os Médici, e criar uma enorme biblioteca para a Igreja.
Um dos túmulos seria destinado ao mais importante homem da geração
anterior: Lorenzo de Médici "O Magnífico", primeiro protetor de
Michelângelo. O outro túmulo seria do Irmão de Lorenzo, Giuliano de
Médici, que havia sido assassinado já a muito tempo, quando
Michelângelo tinha três anos.

Na velhice de Michelângelo, a Arquitetura tomou lugar da Escultura,
permitindo-lhe continuar a moldar rochas sem o duro esforço de
esculpir, projetando diversas Praças.

E assim, na idade de 89 anos, morre um artista cuja magnitude jamais
será suplantada.



M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Aniversário do Kandinsky - Кандинский

Vasily Kandinsky (Василий Кандинский), nascido na Russia, em Moscou,
em 16 de dezembro de 1866, foi professor da famosa escola alemã
Bauhaus e introduziu a abstração nas suas pinturas. Nasceu russo, mas
adquiriu a nacionalidade alemã em 1928 e a francesa em 1939.

Formas biomórficas com flexibilidade e contornos não geométricos
apareceram nas suas pinturas; formas que sugerem organismos
externamente microscópicos mas que expressam sempre a vida interior do
artista. Ele usou a cor puras nas suas composições que evocavam a arte
popular de Slavonic e que era similar a preciosos trabalhos de
marca-de-água. Nas suas obras, ocasionalmente misturava também areia
para dar a textura de granulado aos quadros.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Danseurs Foutrement

Danseurs de la chorégraphie Foutrement, qui sera présentée au théâtre
Lachapelle du 6 au 10 avril 2010.

Crédit photo: Tobie Marier Robitaille

Gostei da foto...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Painel Guerra e Paz - Portinari - 1956

AE - Agência Estado

Um projeto ambicioso vai trazer ao Brasil, pela primeira vez, uma das
obras mais imponentes do pintor Candido Portinari. Os dois gigantescos
painéis que compõem a obra "Guerra e Paz", instalada na sede da
Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, serão desmontados a
partir de agosto e transportados para uma restauração completa e uma
série de exposições públicas em várias cidades.

Os murais de 140 m² cada, que retratam o sofrimento da guerra e o
conforto da paz, foram encomendados a Portinari para exibição no
acesso ao plenário da Assembleia-Geral da ONU. Antes de serem levados
para os EUA, em 1956, foram expostos no Brasil por uma semana.

A primeira exibição pública da obra no retorno ao Brasil deve ocorrer
em novembro, no Theatro Municipal do Rio, mas os responsáveis pelo
projeto já negociam exposições em Brasília, São Paulo, Belo Horizonte,
Paris e Alexandria (Egito) até 2013, quando os painéis serão
devolvidos às Nações Unidas. "Será uma grande oportunidade de ver de
perto uma das últimas grandes obras de Portinari", avalia o filho do
artista, João Candido Portinari. "Os painéis são um grande grito
brasileiro pela paz, mas ficaram por mais de 50 anos restritos a um
prédio a que o grande público não tem acesso."

A viagem e a recuperação dos dois murais fazem parte de uma operação
complexa viabilizada por um financiamento do governo. Os recursos
serão usados para pagar a desmontagem dos painéis (28 grandes placas
de madeira), o transporte, o armazenamento, a restauração e o seguro
das peças por três anos.

A vontade de tornar pública a estada da obra no País é tanta que até o
trabalho de recuperação dos painéis será aberto a visitações, no
Palácio Gustavo Capanema, no centro do Rio. Durante quatro meses, uma
equipe vai corrigir os efeitos da umidade na superfície da pintura e
as falhas nas junções entre as placas.

As informações são do jornal O
Estado de S. Paulo.



sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Selo Maçônico: José Bonifácio Andrada e Silva


José Bonifácio de Andrada e Silva (Santos, 13 de junho de 1763 —
Niterói, 6 de abril de 1838[1]) foi um naturalista, estadista e poeta
brasileiro. É conhecido pelo epíteto de "Patriarca da Independência".
Pode-se resumir brevemente sua atuação dizendo que foi ministro do
Reino e dos Negócios Estrangeiros de janeiro de 1822 a julho de 1823.
De início, colocou-se em apoio à regência de D. Pedro de Alcântara.
Proclamada a Independência, organizou a ação militar contra os focos
de resistência à separação de Portugal, e comandou uma política
centralizadora.
Durante os debates da Assembleia Constituinte, deu-se o rompimento
dele e de seus irmãos Martim Francisco Ribeiro de Andrada e Antônio
Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva com o imperador. Em 16 de
julho de 1823, D. Pedro I demitiu o ministério e José Bonifácio passou
à oposição.
Após o fechamento da Constituinte, em 11 de novembro de 1823, José
Bonifácio foi banido e se exilou na França por seis anos.
De volta ao Brasil, e reconciliado com o imperador, assumiu a tutoria
de seu filho quando Pedro I abdicou, em 1831. Permaneceu como tutor do
futuro imperador até 1833, quando foi demitido pelo governo da
Regência.
Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Caravaggio (Supper at Emaus - 1600)

Esse quadro é de 1600, pintado por Caravaggio, que tinha apreciação
por temas bíblicos ou míticos.

Esse quadro representa uma parte da ceia em Emaús, a última ceia de
Cristo, onde o mesmo anuncia que será traído.

Note-se que, ao contrário da ceia de Michelângelo, essa ceia é mais
privada e com pão e vinho.

O uso da técnica chiaro-oscuro aumenta o caráter lúgubre da cena,
antecipando o seu seguimento.

ATUM #4

Gentem, sou o maior fão do meu colega de doutorado, o Vitor, que edita
uma Zine (revistinha), chamada ATUM - Agência de Turismo Underground e
Meretricial.

Estou com a perna quebrada, e já que tenho tempo, resolvi relê-las em
seqüência, já que tenho os 3 números publicados.

E personagem principal é o Edu Caray, e o que eu achei mais legal, é
que no niver do Vitor até fizeram o bonequinho do Edu Caray prá ele -
aposto que ele mesmo nunca tinha imaginado o Edu em 3 dimensões!

Gosto muito do traço do Vitor, e ainda fico impressionado como ele
arruma tempo prá desenhar isso...

O blog do ATUM é imarock.blogspot.com!

Vamo lá Vitor, cadê o ATUM #4? Quero ver se o Edu conseguiu chegar em
Amsterdão! (e porque vc usou essa grafia?)

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Leda Atômica - Salvador Dali - 1949




Essa pintura é de Gala, a musa de Dali e sua eterna companheira.

Bonito quadro, mas como não podia deixar de ser, tem um elemento onírico...

O nome Leda Atomica é a mitológica rainha de Esparta, pintada aqui com
um cisne que representa Zeus qu raptou-a na sua noite de núpcias com
Tyndareus. (Coitado...)

Os rochedos ao fundo supostamente localizam a cena no Cabo Norfeu, na Catalunha.

O quadro foi pintado segundo uma proporção chamada divina, sugerida
por Ghyka, e Dali inseriu a modelo dentro de um pentagrama, cujas 5
pontas representavam, para ele, as sementes da perfeição: amor, ordem,
verdade, vontade e ação.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

L'Absinthe - Toulouse-Lautrec - 1876

Pintada em 1876, por Henri Toulouse-Lautrec, "l´Absinthe" mostra duas
pessoas, o homem olhando para fora do quadro e a mulher, absolutamente
deprimida pela bebida verde à sua frente mostram o crescente
isolamento social de Paris durante o rápido crescimento da cidade.

Toulouse-Lautrec teve uma doença quando jovem que deixou suas pernas
com aparência infantil, apesar dele ter crescido normalmente.

Acreditam que era picnodisostose, uma desordem genética que afeta o
crescimento, talvez causada por seus pais serem de família
aristocrática, que favorecia casamentos consanguineos, e além do mais,
eram primos. Isso, além dos problemas de crescimento, também ocasionou
a morte prematura de um irmão, e diversos outros problemas a Henri.

Mas ele pintou quadros belíssimos, e seu quadro "La blanchisseuse", de
uma pequena lavadeira, bateu o recorde e foi vendido na Chrietie´s por
22,4 milhões de dólares.

O semblante da mulher mostra bem o efeito da bebida - facilmente eram
encontrados absintos de até 74 graus alcoólicos em Paris.

Ufffff.....

Biblis - Bouguerou - 1884

Essa pintura de Bouguerou é da fase realista do pintor, de uma leveza
no desenho que chega a fantástica.

Bouguerou gostava de temas mitológicos, com ênfase no corpo feminino.

O realismo é tanto que se vê os fios do cabelo da modelo, bem como o
seu reflexo na água.

Biblis se enamorou do neto de Apolo, Caunus, que era seu irmão, e não
suportando os sentimentos incestuosos, acabo por atirar-se de um
penhasco.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

MONA LISA - Da Vinci - 1503(6)




Adoro a simplicidade desse quadro, bem como a riqueza de detalhes conseguidas por DaVinci em 1506. O quadro retrata o sorriso e as mãos da modelo, de uma maneira que chega até a incomodar pela perfeição.

Sua pintura foi iniciada em 1503 e é nesta obra que o artista melhor concebeu a técnica do sfumato.

O quadro representa uma mulher com uma expressão introspectiva e um pouco tímida. O seu sorriso restrito é muito sedutor, mesmo que um pouco conservador. O seu corpo representa o padrão de beleza da mulher na época de Leonardo.

Este quadro é provavelmente o retrato mais famoso na história da arte, senão, o quadro mais famoso e valioso de todo o mundo. Poucos outros trabalhos de arte são tão controversos, questionados, valiosos, elogiados, comemorados ou reproduzidos.

A pintura a óleo sobre madeira de álamo encontra-se exposta no Museu do Louvre, em Paris, com o nome oficial de Lisa Gherardini, mulher de Francesco del Giocondo

A pintura foi trazida da Itália para França pelo próprio Leonardo, em
1506, quando este foi convidado pelo rei Francisco I de França para
trabalhar na sua corte. Francisco teria então comprado a pintura, que
passou a estar exibida em Fontainebleau e, posteriormente, no Palácio
de Versailles.

Só após a Revolução Francesa, o quadro foi exposto no Museu do Louvre,
onde se conserva até hoje.

O imperador Napoleão Bonaparte ficou apaixonado pelo quadro desde a primeira vez que o viu, e mandou colocá-lo nos seus aposentos. Porém, durante as guerras com a Prússia,
a Mona Lisa, bem como outras peças da coleção do museu francês, foi
escondida num lugar seguro.

Embora utilizando uma fórmula aparentemente simples, a síntese
expressiva que Leonardo conseguiu entre modelo e paisagem tornou este
trabalho uma das mais populares e analisadas pinturas de todos os
tempos.

As curvas sensuais do cabelo e da roupa da mulher, criadas
completamente através de sfumato, encontram eco nos rios ondulantes da
paisagem subjacente. A harmonia total conseguida no quadro, visível
especialmente no sorriso, reflete a unidade entre Natureza e
Humanidade que era parte importante da filosofia pessoal de Leonardo.

Em segundo plano, a paisagem estende-se às montanhas geladas e inclui
caminhos ondulantes e uma ponte que dão indicação de presença humana.

Os contornos desfocados, a figura graciosa, os contrastes dramáticos
entre claro e escuro que se traduzem em serenidade são característicos
do estilo de Leonardo.

A pintura foi um dos primeiros retratos a descrever o modelo no seio de uma paisagem imaginária. Uma característica interessante da paisagem é a sua desigualdade. À
esquerda da figura, a paisagem é visivelmente mais baixa do que à
direita. Isto levou alguns críticos a sugerir que este elemento foi
adicionado mais tarde.

A pintura foi restaurada numerosas vezes. Exames de raio X mostraram
que há três versões escondidas sob a atual.

O revestimento em madeira mostra sinais de deterioração numa taxa mais elevada do que se pensou previamente, causando preocupação dos curadores do museu sobre o
futuro da pintura.

Fonte: wikipédia(pt)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A Grande Odalisca - Ingres - 1814

Adoro as pinturas de Jean Auguste Dominique Ingres, pintor francês,
que foi patrocinado por Napoleão, e tinha uma notável capacidade de
representar a figura humana com um realismo fantástico.

Essa pintura, "La Grande Odalisque" representa um nu feminino com
admirável perfeição: veja a delicadeza dos pés e o detalhe da coluna
da modelo.

Simplesmente fotográfico!

Esculturas em Lápis




Vejam essas esculturas - o artista é brasileiro, mora em Connecticut, e usa apenas agulhas, lâminas de barbear, faca, e muita imaginação.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Jardim das Delícias (Inferno) - Bosch - 1504

Imagina o que Bosch imaginou para o Inferno! Tem muita degradação
depois das delícias do painel central do tritico, O Jardim das
Delícias... Estudiosos dizem que a figura em forma de pássaro que come
humanos e os defeca em um buraco onde outros vomitam ou defecam ouro
seria Satanás.

Imagina que esse quadro tem quase a mesma idade do Brasil!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Jardim das Delícias (Eden) - Bosch - 1504




Aqui, Bosch, no painel esquerda do tritico, apresenta o "Jardim do
Éden", de uma inocência que até choca, diante do painel central e do
painel do Inferno...

Mas mesmo no Jardim, o malícia aparece - há alguns bichos que
rastejam, que perseguem outros, há uma rocha com a face do Diabo, logo
à direita do lago (talvez mostrando que o mal já estava oculto no
Paraíso), e há a árvore da vida ou do conhecimento, que já traz a
serpente da malícia enrolada...

Talvez Bosch tenha dado a mensagem que o mal jazia oculto, mas pronto
para irromper, assim que Deus (representado por Jesus) acabasse de
apresentar a recém criada Eva para Adão e fosse embora.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Jardim das Delicias - Bosch -1504

Painel central do Jardim das Delícias

Este é o quadro mais maluco que eu já vi. N' O jardim das delícias, as
pessoas são seviciadas, subjugadas e aproveitam de todas as formas a
luxúria que saiu da mente de Hyeronimus Bosch.

Esta é apenas a parte central de um trítico, isto é, uma obra que se
divide em 3 painéis, que podem ser fechados, e que por fora
apresentam, nos dois painés que se dobram por cima do central, a
criação do mundo.

Ao abrir-se, o trítico apresenta, no painel esquerdo, uma imagem do
paraíso onde se representa o último dia da criação, com Eva e Adão, e
no painel central representa a loucura solta: a luxúria.

Nesta tábua central aparece o ato sexual e é onde se descobrem todos
os prazeres carnais, que são a prova de que o homem perdera a graça.

Por último temos a tábua da direita onde se representa a condena no
inferno; nela o pintor amostra um palco apoteótico e cruel, no qual o
ser humano é condenado pelo seu pecado.

Depois coloco o Paraíso sem graça e o Inferno.

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