-> Patuscadas, nonsenses, lugares comuns (e incomuns) e outras bazófias... Antes de morrer, lembre-se de levar uma moeda para pagar Caronte e cruzar para o outro lado do Estige...
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Painel Guerra e Paz - Portinari - 1956
Um projeto ambicioso vai trazer ao Brasil, pela primeira vez, uma das
obras mais imponentes do pintor Candido Portinari. Os dois gigantescos
painéis que compõem a obra "Guerra e Paz", instalada na sede da
Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, serão desmontados a
partir de agosto e transportados para uma restauração completa e uma
série de exposições públicas em várias cidades.
Os murais de 140 m² cada, que retratam o sofrimento da guerra e o
conforto da paz, foram encomendados a Portinari para exibição no
acesso ao plenário da Assembleia-Geral da ONU. Antes de serem levados
para os EUA, em 1956, foram expostos no Brasil por uma semana.
A primeira exibição pública da obra no retorno ao Brasil deve ocorrer
em novembro, no Theatro Municipal do Rio, mas os responsáveis pelo
projeto já negociam exposições em Brasília, São Paulo, Belo Horizonte,
Paris e Alexandria (Egito) até 2013, quando os painéis serão
devolvidos às Nações Unidas. "Será uma grande oportunidade de ver de
perto uma das últimas grandes obras de Portinari", avalia o filho do
artista, João Candido Portinari. "Os painéis são um grande grito
brasileiro pela paz, mas ficaram por mais de 50 anos restritos a um
prédio a que o grande público não tem acesso."
A viagem e a recuperação dos dois murais fazem parte de uma operação
complexa viabilizada por um financiamento do governo. Os recursos
serão usados para pagar a desmontagem dos painéis (28 grandes placas
de madeira), o transporte, o armazenamento, a restauração e o seguro
das peças por três anos.
A vontade de tornar pública a estada da obra no País é tanta que até o
trabalho de recuperação dos painéis será aberto a visitações, no
Palácio Gustavo Capanema, no centro do Rio. Durante quatro meses, uma
equipe vai corrigir os efeitos da umidade na superfície da pintura e
as falhas nas junções entre as placas.
As informações são do jornal O
Estado de S. Paulo.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Caravaggio (Supper at Emaus - 1600)
por temas bíblicos ou míticos.
Esse quadro representa uma parte da ceia em Emaús, a última ceia de
Cristo, onde o mesmo anuncia que será traído.
Note-se que, ao contrário da ceia de Michelângelo, essa ceia é mais
privada e com pão e vinho.
O uso da técnica chiaro-oscuro aumenta o caráter lúgubre da cena,
antecipando o seu seguimento.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Leda Atômica - Salvador Dali - 1949
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Bonito quadro, mas como não podia deixar de ser, tem um elemento onírico...
O nome Leda Atomica é a mitológica rainha de Esparta, pintada aqui com
um cisne que representa Zeus qu raptou-a na sua noite de núpcias com
Tyndareus. (Coitado...)
Os rochedos ao fundo supostamente localizam a cena no Cabo Norfeu, na Catalunha.
O quadro foi pintado segundo uma proporção chamada divina, sugerida
por Ghyka, e Dali inseriu a modelo dentro de um pentagrama, cujas 5
pontas representavam, para ele, as sementes da perfeição: amor, ordem,
verdade, vontade e ação.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
L'Absinthe - Toulouse-Lautrec - 1876
pessoas, o homem olhando para fora do quadro e a mulher, absolutamente
deprimida pela bebida verde à sua frente mostram o crescente
isolamento social de Paris durante o rápido crescimento da cidade.
Toulouse-Lautrec teve uma doença quando jovem que deixou suas pernas
com aparência infantil, apesar dele ter crescido normalmente.
Acreditam que era picnodisostose, uma desordem genética que afeta o
crescimento, talvez causada por seus pais serem de família
aristocrática, que favorecia casamentos consanguineos, e além do mais,
eram primos. Isso, além dos problemas de crescimento, também ocasionou
a morte prematura de um irmão, e diversos outros problemas a Henri.
Mas ele pintou quadros belíssimos, e seu quadro "La blanchisseuse", de
uma pequena lavadeira, bateu o recorde e foi vendido na Chrietie´s por
22,4 milhões de dólares.
O semblante da mulher mostra bem o efeito da bebida - facilmente eram
encontrados absintos de até 74 graus alcoólicos em Paris.
Ufffff.....
Biblis - Bouguerou - 1884
no desenho que chega a fantástica.
Bouguerou gostava de temas mitológicos, com ênfase no corpo feminino.
O realismo é tanto que se vê os fios do cabelo da modelo, bem como o
seu reflexo na água.
Biblis se enamorou do neto de Apolo, Caunus, que era seu irmão, e não
suportando os sentimentos incestuosos, acabo por atirar-se de um
penhasco.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
MONA LISA - Da Vinci - 1503(6)

Adoro a simplicidade desse quadro, bem como a riqueza de detalhes conseguidas por DaVinci em 1506. O quadro retrata o sorriso e as mãos da modelo, de uma maneira que chega até a incomodar pela perfeição.
Sua pintura foi iniciada em 1503 e é nesta obra que o artista melhor concebeu a técnica do sfumato.
O quadro representa uma mulher com uma expressão introspectiva e um pouco tímida. O seu sorriso restrito é muito sedutor, mesmo que um pouco conservador. O seu corpo representa o padrão de beleza da mulher na época de Leonardo.
Este quadro é provavelmente o retrato mais famoso na história da arte, senão, o quadro mais famoso e valioso de todo o mundo. Poucos outros trabalhos de arte são tão controversos, questionados, valiosos, elogiados, comemorados ou reproduzidos.
A pintura a óleo sobre madeira de álamo encontra-se exposta no Museu do Louvre, em Paris, com o nome oficial de Lisa Gherardini, mulher de Francesco del Giocondo
A pintura foi trazida da Itália para França pelo próprio Leonardo, em
1506, quando este foi convidado pelo rei Francisco I de França para
trabalhar na sua corte. Francisco teria então comprado a pintura, que
passou a estar exibida em Fontainebleau e, posteriormente, no Palácio
de Versailles.
Só após a Revolução Francesa, o quadro foi exposto no Museu do Louvre,
onde se conserva até hoje.
O imperador Napoleão Bonaparte ficou apaixonado pelo quadro desde a primeira vez que o viu, e mandou colocá-lo nos seus aposentos. Porém, durante as guerras com a Prússia,
a Mona Lisa, bem como outras peças da coleção do museu francês, foi
escondida num lugar seguro.
Embora utilizando uma fórmula aparentemente simples, a síntese
expressiva que Leonardo conseguiu entre modelo e paisagem tornou este
trabalho uma das mais populares e analisadas pinturas de todos os
tempos.
As curvas sensuais do cabelo e da roupa da mulher, criadas
completamente através de sfumato, encontram eco nos rios ondulantes da
paisagem subjacente. A harmonia total conseguida no quadro, visível
especialmente no sorriso, reflete a unidade entre Natureza e
Humanidade que era parte importante da filosofia pessoal de Leonardo.
Em segundo plano, a paisagem estende-se às montanhas geladas e inclui
caminhos ondulantes e uma ponte que dão indicação de presença humana.
Os contornos desfocados, a figura graciosa, os contrastes dramáticos
entre claro e escuro que se traduzem em serenidade são característicos
do estilo de Leonardo.
A pintura foi um dos primeiros retratos a descrever o modelo no seio de uma paisagem imaginária. Uma característica interessante da paisagem é a sua desigualdade. À
esquerda da figura, a paisagem é visivelmente mais baixa do que à
direita. Isto levou alguns críticos a sugerir que este elemento foi
adicionado mais tarde.
A pintura foi restaurada numerosas vezes. Exames de raio X mostraram
que há três versões escondidas sob a atual.
O revestimento em madeira mostra sinais de deterioração numa taxa mais elevada do que se pensou previamente, causando preocupação dos curadores do museu sobre o
futuro da pintura.
Fonte: wikipédia(pt)
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
A Grande Odalisca - Ingres - 1814
que foi patrocinado por Napoleão, e tinha uma notável capacidade de
representar a figura humana com um realismo fantástico.
Essa pintura, "La Grande Odalisque" representa um nu feminino com
admirável perfeição: veja a delicadeza dos pés e o detalhe da coluna
da modelo.
Simplesmente fotográfico!
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Jardim das Delícias (Inferno) - Bosch - 1504
depois das delícias do painel central do tritico, O Jardim das
Delícias... Estudiosos dizem que a figura em forma de pássaro que come
humanos e os defeca em um buraco onde outros vomitam ou defecam ouro
seria Satanás.
Imagina que esse quadro tem quase a mesma idade do Brasil!
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Jardim das Delícias (Eden) - Bosch - 1504

Éden", de uma inocência que até choca, diante do painel central e do
painel do Inferno...
Mas mesmo no Jardim, o malícia aparece - há alguns bichos que
rastejam, que perseguem outros, há uma rocha com a face do Diabo, logo
à direita do lago (talvez mostrando que o mal já estava oculto no
Paraíso), e há a árvore da vida ou do conhecimento, que já traz a
serpente da malícia enrolada...
Talvez Bosch tenha dado a mensagem que o mal jazia oculto, mas pronto
para irromper, assim que Deus (representado por Jesus) acabasse de
apresentar a recém criada Eva para Adão e fosse embora.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Jardim das Delicias - Bosch -1504
Este é o quadro mais maluco que eu já vi. N' O jardim das delícias, as
pessoas são seviciadas, subjugadas e aproveitam de todas as formas a
luxúria que saiu da mente de Hyeronimus Bosch.
Esta é apenas a parte central de um trítico, isto é, uma obra que se
divide em 3 painéis, que podem ser fechados, e que por fora
apresentam, nos dois painés que se dobram por cima do central, a
criação do mundo.
Ao abrir-se, o trítico apresenta, no painel esquerdo, uma imagem do
paraíso onde se representa o último dia da criação, com Eva e Adão, e
no painel central representa a loucura solta: a luxúria.
Nesta tábua central aparece o ato sexual e é onde se descobrem todos
os prazeres carnais, que são a prova de que o homem perdera a graça.
Por último temos a tábua da direita onde se representa a condena no
inferno; nela o pintor amostra um palco apoteótico e cruel, no qual o
ser humano é condenado pelo seu pecado.
Depois coloco o Paraíso sem graça e o Inferno.
La Familia de Filipe IV - Velazquez - 1656
Este quadro é muito legal, pois Velazquez introduziu o seu autoretrato
e nas suas vestes se vê a cruz da Ordem de Santiago, introduzida no
quadro após sua morte.
E no espelho ao fundo, os que encomendaram o quadro, o rei Filipe IV e
sua rainha... Muito sutil!
E que pintura para os anos 1650!
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Judith mit dem Haupt Holofernes - Klimt - 1901

Dejeuner sur l´herbe aprés Picasso - 1960

Le dejeuner sur l´herbe - Manet - 1862
Impression Soleil Levant - Monet - ca. 1872

O nascer do sol no porto de Havre, a névoa cerrada, as chaminés e o reflexo da água são muito cativantes.
Essa pintura marcou uma quebra com o movimento Realista, iniciando o movimento Impressionista, onde os pintores sabiam que podiam extrair algo mais de suas telas.

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