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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Velhice na Maçonaria

A VELHICE NA MAÇONARIA
Ir\ José Luiz Menão

"Outrora, a velhice era uma dignidade; hoje, ela é um peso."
(Francois Chateaubriand)

Quando fui iniciado, a vida para mim ganhou um novo sentido, pelas
novas amizades e pelo ensinamento que recebia nas instruções de meus
preceptores.

A sessão maçônica era uma coisa extraordinariamente nova e reveladora.
Sonhava em crescer na Ordem e ser como aqueles Irmãos mais antigos,
pois via neles tanto conhecimento e amizade, meus sábios inspiradores.

Aqueles "velhinhos" eram a porta para meu ingresso no conhecimento e
na filosofia da Arte Real.

Para mim, eles viviam num mundo de felicidade e que aquilo era uma
herança, que levariam até os dias da velhice.

Esse sentimento inundava o meu espírito de paz e esperança. Jamais
poderia pensar que o caminhar dos anos trouxesse consigo mudanças tão
importantes.

Parece que a juventude não conhece o segredo para a transmutação e
quando a idade avança, somos pegos por uma realidade surpreendente, às
vezes desalentadora.

A Ordem que servimos por décadas a fio, dispendendo os maiores
esforços, nos abandonara na idade senil. Justamente quando estamos
mais carentes e fragilizados.

Na America do Norte, os maçons idosos vão para o albergue da Ordem
onde vivem em paz e dignamente.

Toco nesse assunto, levando em conta casos de Irmãos que vivem no mais
completo abandono maçônico.

Vitimados por uma enfermidade não saem para lugar algum, aprisionados
em suas casas.

Essa realidade é bem diferente dos Templos aconchegantes e das amplas
festas e Copos D'Água que um dia frequentaram.

Aquela alegria barulhenta e os abraços fraternos deram lugar ao
abandono, ao ostracismo involuntário e ao silêncio cósmico que arrasa
seu moral.

Se tivessem a mão amiga de um Irmão, poderia ir à Loja, aos almoços e
de novo serem felizes.

A maçonaria, pródiga em ajudar os velhinhos dos asilos profanos, vira
a cara para seus próprios membros que nem sempre precisam de apoio
pecuniário, apenas de uma visita.

A tentativa de levar Irmãos à casa de um enfermo sempre resulta em
fracasso, pois ninguém se interessa.

Os Veneráveis Mestres, esses, nunca vão.

O tempo corre célere e a vida escapa pelos dedos como o mercúrio.
Irmãos, ainda há tempo, embora curto, para amar o próximo, pois o Céu
não pode esperar.

Temperar churrasco Gaúcho

Bah, tchê... Costelada gaúcha se tempera assim!!!!!

Só macho tchê!!!!!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Pizzaria Google

Pizzaria Google, boa noite!

- De onde falam?

- Pizzaria Google, senhor. Qual é o seu pedido?
- Mas este telefone não era da Pizzaria do... ?

- Sim senhor, mas a Google comprou essa Pizzaria e agora sua pizza é
mais completa.
- OK. Você pode anotar o meu pedido, por favor?

- Pois não. O Senhor vai querer a de sempre?
- A de sempre? Você me conhece?

- Temos um identificador de chamadas em nosso banco de dados, senhor.
Pelo que temos registrado aqui, nas últimas 53 vezes que ligou, o
senhor pediu meia quatro queijos e meia calabresa.
- Puxa, eu nem tinha notado! Vou querer esta mesmo.

- Senhor, posso dar uma sugestão?
- Claro que sim. Tem alguma pizza nova no cardápio?

- Não senhor. Nosso cardápio é bem completo, mas eu gostaria de
sugerir-lhe meia ricota, meia rúcula.
- Ricota? Rúcula? Você ficou louco? Eu odeio estas coisas.

- Mas, senhor, faz bem para a sua saúde. Além disso, seu colesterol
não anda bom.
- Como você sabe?

- Nossa Pizzaria tem o banco de dados mais completo do planeta. Nós
temos o banco de dados do laboratório em que o senhor faz exames
também. Cruzamos seu número de telefone com seu nome e temos o
resultado dos seus exames de colesterol. Achamos que uma pizza de
rúcula e ricota seria melhor para sua saúde.
- Eu não quero pizza de queijo sem gosto e nem pizza de salada. Por
isso tomo meu remédio para colesterol e como o que eu quiser.

- Senhor, me desculpe, mas acho que o senhor não tem tomado seu
remédio ultimamente.
- Como sabe? Vocês estão me vigiando todo o tempo?

- Temos o banco de dados das farmácias da cidade. A última vez que o
senhor comprou seu remédio para Colesterol faz 3 meses. A caixa tem 30
comprimidos.
- Puxa! É verdade. Como vocês sabem disto?

- Pelo seu cartão de crédito.
- Como!?

- O senhor tem o hábito de comprar remédios em uma farmácia que lhe dá
desconto se pagar com cartão de crédito da loja. E ainda parcela em 3
vezes sem acréscimo. Nós temos o banco de dados de gastos com cartão
na farmácia. Há 2 meses o senhor não compra nada lá, mas continua
usando seu cartão de crédito em outras lojas, o que significa que não
o perdeu, apenas deixou de comprar remédios.
- E eu não posso ter pago em dinheiro? Agora te peguei.

- O senhor não deve ter pago em dinheiro, pois faz saques semanais de
R$ 250,00 para sua empregada doméstica. Não sobra dinheiro para
comprar remédios. O restante o senhor paga com cartão de débito.
- Como você sabe que eu tenho empregada e quanto ela ganha?

- O senhor paga o INSS dela mensalmente com um DARF. Pelo valor do
recolhimento dá para concluir que ela ganha R$ 1.000,00 por mês. Nós
temos o banco de dados dos Bancos também. E pelo seu CPF.
- ORA VÁ SE DANAR!

- Sim senhor, me desculpe, mas está tudo em minha tela. Tenho o dever
de ajudá-lo. Acho, inclusive, que o senhor deveria remarcar a consulta
que o senhor faltou com seu médico, levar os exames que fez no mês
passado e pedir uma nova receita do remédio.
- Por que você não vai dormir?

- Desculpe-me novamente, senhor.
-ESTOU FARTO DESTAS DESCULPAS. ESTOU FARTO DA INTERNET, DE
COMPUTADORES, DO SÉCULO XXI, DA FALTA DE PRIVACIDADE, DOS BANCOS DE
DADOS E DESTE PAÍS.

- Mas senhor...
- CALE-SE! VOU ME MUDAR DESTE PAÍS PARA BEM LONGE. VOU PARA AS ILHAS
FIJI OU ALGUM LUGAR QUE NÃO TENHA INTERNET, TELEFONE, COMPUTADORES E
GENTE ME VIGIANDO O TEMPO TODO!

- Sim, senhor? entendo perfeitamente.
-É ISTO MESMO! VOU ARRUMAR MINHAS MALAS AGORA E AMANHÃ MESMO VOU SUMIR
DESTA CIDADE.

- Entendo.
- VOU USAR MEU CARTÃO DE CRÉDITO PELA ÚLTIMA VEZ E COMPRAR UMA
PASSAGEM SÓ DE IDA PARA ALGUM LUGAR BEM LONGE DE VOCÊ !!!

- Perfeitamente.
- E QUERO QUE VOCÊ ME ESQUEÇA!

- Farei isto senhor. (silêncio de 1 minuto) O senhor está aí ainda?
- SIM, POR QUE? ESTOU PLANEJANDO MINHA VIAGEM. E PODE CANCELAR MINHA PIZZA.

- Perfeitamente. Está cancelada.(mais um minuto de silêncio)- Só mais
uma coisa, senhor;
- O QUE É AGORA?

- Devo lhe informar uma coisa importante?
- FALA, CACETE.

- O seu passaporte está vencido.

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ps: não recebi a fonte...

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Coitado do Tio Tonico!

Meu Tio Tonico

Meu tio Tonico estava bem de saúde, até que sua esposa, minha tia Marocas,
a pedido de sua filha, minha prima Totinha, disse:

-Tonico, você vai fazer 70 anos, está na hora de fazer um check-up com o
médico.

- Para quê, estou me sentindo muito bem!

-Porque a prevenção deve ser feita agora, quando você ainda se sente
jovem, disse minha tia.

Então meu tio Tonico foi ver um médico. O médico, sabiamente, mandou-o
fazer testes e análises de tudo o que poderia ser feito e que o plano de
saúde cobrisse.

Duas semanas mais tarde, o médico disse que os resultados estavam muito
bons, mas tinha algumas coisas que podiam melhorar. Então, receitou:

* Comprimidos Atorvastatina, para o colesterol;

* Losartan, para o coração e hipertensão;

* Metformina, para evitar diabetes;

* Polivitaminas, para aumentar as defesas;

* Norvastatina, para a pressão;

* Desloratadina, para combater alergias.

Como eram muitos medicamentos, tinha que proteger o estômago, então ele
indicou Omeprazol e um diurético para os inchaços.

Meu tio Tonico foi à farmácia e gastou boa parte da sua aposentadoria em
várias caixas requintadas de cores sortidas.

Nessa altura, como ele não conseguia se lembrar se os comprimidos verdes
para a alergia deviam ser tomadas antes ou depois das cápsulas para o
estômago e se devia tomar as amarelas para o coração antes ou depois das
refeições, voltou ao médico. Este, muito gentil, lhe deu uma caixinha com
várias divisões, mas achou que titio estava tenso e algo contrariado.
Receitou-lhe, então, Alprazolam e Sucedal para dormir.

Naquela tarde, quando ele entrou na farmácia com as receitas, o
farmacêutico e seus funcionários fizeram uma fila dupla para ele passar
pelo meio, enquanto aplaudiam.

Meu tio, que todos diziam estar bem de saúde, foi piorando. Ele tinha
todos os remédios num armário da cozinha e quase já não saia mais de casa,
porque passava praticamente todo o dia a tomar as pílulas.

Dias depois, o laboratório fabricante de vários dos remédios que ele
usava, deu-lhe um cartão de "Cliente Preferencial", um termômetro, um
frasco estéril para análise de urina e lápis com o logotipo da farmácia.

Meu tio deu azar e pegou um resfriado. Minha tia Marocas, como de costume,
fez ele ir para a cama, mas, desta vez, além do chá com mel, chamou também
o médico.

Ele disse que não era nada, mas prescreveu Tapsin para tomar durante o dia
e Sanigrip com Efedrina para tomar à noite. Como estava com uma pequena
taquicardia, receitou Atenolol e um antibiótico, 1 g de Amoxicilina, a
cada 12 horas, durante 10 dias. Apareceram fungos e herpes, e ele receitou
Fluconol com Zovirax.

Para piorar a situação, tio Tonico começou a ler as bulas de todos os
medicamentos que tomava, e ele ficou sabendo todas as contra-indicações,
advertências, precauções, reações adversas, efeitos
colaterais e interações médicas.

Leu coisas terríveis. Não só poderia morrer, mas poderia ter também
arritmias ventriculares, sangramento anormal, náuseas, hipertensão,
insuficiência renal, paralisia, cólicas abdominais, alterações do estado
mental e um monte de coisas inconvenientes.

Com medo de morrer, chamou o médico, que disse para não se preocupar com
essas coisas, porque os laboratórios só colocavam essas coisas para se
isentar de culpa.

- Calma, seu Tonico, não fique aflito, disse o médico, enquanto prescrevia
uma nova receita com um antidepressivo Sertralina com Rivotril, 100 mg. E
como titio estava com dor nas articulações, deu Diclofenac.

Nessa altura, sempre que o meu tio recebia a aposentadoria, ia direto para
a farmácia, onde já tinha sido eleito cliente VIP.

Chegou um momento em que o dia do pobre do meu tio Tonico não tinha horas
suficientes para tomar todas as pílulas, portanto, já não dormia, apesar
das cápsulas para a insônia que haviam sido prescritas.

Ficou tão ruim que, um dia, conforme havia sido advertido nas bulas dos
remédios, morreu.

Foi um belíssimo enterro, cheio de gente!

Agora, tia Marocas diz que felizmente mandou titio para o médico bem na
hora, porque se não, com certeza, ele teria morrido antes.

Este e-mail é dedicado a todos os meus amigos, sejam eles médicos ou
pacientes.

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