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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Coluna Partida

Coluna Partida

 

Está sendo comum encontrar, nas casas especializadas em Símbolos e Paramentos Maçônicos, uma pequena coluna partida, com as partes envolvidas adjacentes, com altura aproximada de 20 cm.


E qual é o significado simbólico dessa Coluna Partida?


Essa pergunta me foi feita, anos atrás, por um colega e Irmão de São Caetano do Sul, da GLESP. Eu não sabia, e quando não se sabe, fazemos pesquisa. O resultado disso mostrou que quando um Irmão vai para o Oriente Eterno, ele que era considerado, simbolicamente, uma das "colunas" de sua Loja, não mais tem essa função, e esse fato é representado pela "Coluna Partida".


Pesquisei Mestres e livros da Nova Zelândia e Austrália, que seguem as diretrizes da GLUI, e isso me foi revelado. Tanto é verdade que, nesses países, quando um Maçom morre, a viúva recebe um pequeno broche de ouro, no formato de uma Coluna Partida ofertado pelos Irmãos da Loja na qual ele era Obreiro.


Na maçonaria brasileira é um pouco diferente. Aqui, aparentemente, vale a lei: "cada cabeça uma sentença".


Nos EUA segue o que é feito nos países acima citados. Para confirmar, vejam o trecho extraído da Enciclopédia do grande escritor americano, Mackey, que não necessita a mínima apresentação, que mostra a analogia de uma passagem do Livro Sagrado com a Maçonaria:


Entre os Hebreus, as colunas ou pilares, eram usados metaforicamente para significar príncipes ou nobres, como se eles fossem os pilares do Estado. Então, na passagem traduzida, temos: "Se as fundações forem destruídas o que pode o homem honrado fazer quando as colunas estão destruídas?" que é, quando os firmes suportes do que é direito e bom tenham se rompido.


Também em Isaias (XIX,10), pode ser lido: "suas colunas (do Egito) estão quebradas," que são, os nobres de seu Estado.


Na Maçonaria, a coluna quebrada é, como todo Mestre bem sabe, o emblema da falta de um dos suportes principais da Ordem. O uso de colunas ou pilares como um monumento ereto sobre a sepultura era um antigo costume, muito comum, e era um símbolo muito significativo do caráter e espírito da pessoa enterrada. Isto foi creditado, mas não se tem certeza, a Jeremias L. Cross que foi o primeiro a introduzir a Coluna Quebrada nas cerimônias. (Mackey's revised Encyclopédia of Freemasonry – Vol I, pg 155).

 

 

M. '. I. '.  Alfério Di Giaimo Neto

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Dia do Maçom (Brasil) - 20 de Agosto

 

Como é do conhecimento de todos, nessa data nós comemoramos o Dia do Maçom, aqui no Brasil. Tal evento já está consagrado, devendo ser obedecido e festejado com todo entusiasmo.


O esclarecimento que segue a seguir, foi baseado nos livros e pesquisas do insubstituível Mestre José Castellani (que na época era Grande Secretário de Educ. e Cultura do GOB): o que poucos sabem é que essa data foi erradamente escolhida por pseudo-historiadores maçônicos, que talvez, na pressa de lançar um comunicado, ou pelo hábito de não se certificarem da veracidade da informação, ou mais propriamente, na ânsia de mostrar que a Maçonaria faz e fez tudo, cometeram uma gafe histórica. O que aconteceu foi que na 14ª reunião (Loja) do Grande Oriente do Brasil, naquele tempo, chamado Grande Oriente Brasílico, tendo como Venerável o Ir.:Joaquim Gonçalves Ledo teve, na abertura da Ata, o seguinte: "dia 20 (vigésimo dia) do sexto mês de 5822".

O ano nós sabemos ser de 1822, pois basta no caso, tirar 4000 para passarmos da era da V.: L.: para a E.:V.: 


Quanto ao mês, também, não há problema, pois sabemos que o calendário maçônico começa em março.


Do que não se aperceberam, foi que, naquela época o Rito praticado era o Adonhiramita, que segue, muito próximo, o calendário religioso hebraico, sendo que o primeiro dia do mês é o dia 21.


Isso é que não foi levado em conta, pois se fizermos as contas (vamos fazer: do dia 21 de agosto até o dia 31 são 11 dias. Com mais 9 dias, para completar o vigésimo dia, cai no dia 09 de setembro) veremos que a data em que teve essa Loja foi em 09 de setembro de 1822. 


Tanto é verdade, que no Boletim Oficial do GOB, em 1874, reproduz essa Ata com a data de 09 de setembro de 1822.


Inclusive, nessa Ata, Ir.: Ledo, ressaltava a importância do evento acontecido em 07 de setembro, quando D.Pedro, proclamou nossa independência (lembrem-se que eles estavam no Rio de Janeiro, e a Independência ocorreu em São Paulo, e o meio de transporte era o cavalo ou mula).


Como ele não menciona datas na Ata, somente a do dia da mesma, e como abriu debates sobre o ocorrido, com a intenção de deixar bem claro, a quem quer que fosse, que a separação de Portugal, era no momento a melhor alternativa, esses historiadores mais afoitos, concluíram que se a data era 20 de agosto (erradamente, repito), a Independência do Brasil tinha sido definida em Loja sendo que o "Grito do Ipiranga" foi somente uma confirmação do já estava pré determinado. 


Pessoas influentes da Maçonaria, acreditando nesse erro, achando que essa data era especial, proclamaram-na como sendo a do Dia do Maçom. Escrever que D.Pedro recebeu uma carta, antes da proclamação da Independência na qual citava que a Maçonaria estava dando respaldo ao ato, é chutar o balde de leite...com os dois pés.


Hoje é do conhecimento de todos (é só ir procurar nos arquivos da Biblioteca do GOB) que na data de 20 de agosto de 1822 o Grande Oriente Brasílico, não tinha se reunido para abertura de Loja, muito menos para "Sessão Extraordinária".

 

M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto

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