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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Origens do Rito Escocês Antigo e Aceito

Enquanto o absolutismo de direito divino triunfava na França, no
século XVII, a Inglaterra foi convulsionada por revoluções que
liquidaram o regime absolutista e os resquícios do feudalismo no país,
lideradas pelos burgueses.

Durante o período de 1558 a 1603 ocorreu o reinado de Elizabeth I,
dando grande desenvolvimento ao país devido transações com as chamadas
Índias Ocidentais e Orientais, que incluíam trafico de escravos e
pirataria.

O longo reinado da rainha chegou ao fim em 1603 e, como ela não deixou
sucessores diretos, a Coroa da Inglaterra passou para a família
Stuart, parentes escoceses dos Tudors. Desse modo, Jaime VI, rei da
Escócia, tornou-se Jaime I, rei da Inglaterra e da Escócia Unidas.

O novo rei tornou-se impopular, pois além de ser considerado
estrangeiro, era ferrenho defensor do absolutismo do direito divino e
anglicano, perseguindo os católicos e, principalmente, os calvinistas,
que, em exílio voluntário, migraram para as Colônias Americanas.

Seu filho Carlos I reinou de 1625 até 1649 e era, também, absolutista.
No fim desse período, começaram as guerras civis, e Carlos I foi
executado. Tivemos um período de Republica, dirigida por um Conselho
de Estado, presidido por Cromwell.

O que nos interessa saber, é que a esposa de Carlos I e seu filho,
Carlos II, refugiaram-se na França, juntamente com todos os
partidários e parasitas da Corte.
Posteriormente, em 1660, Carlos II e seu filho Jaime II (Jacob II),
voltaram a reinar na Inglaterra, até que no reinado de Jaime II, em
1688, houve a famosa Revolução Gloriosa e, novamente a Corte inglesa
se refugiou na França.

Foi nessa época que nasceu o atual e famoso "Rito Escocês Antigo e Aceito".
Este Rito, portanto, apesar do nome "Escocês", nasceu na França, pelos
exilados ingleses, partidários da família dos Stuart, reis da
Inglaterra e Escócia.

Sabemos que a transformação da Maçonaria "Operativa" em "Especulativa"
ocorreu na Inglaterra. Entretanto, é sabido que, já no século XVI, na
França e na Itália, existiam associações que reuniam os Maçons
Aceitos, que eram, normalmente, personagens importantes da vida social
daquela época.

Como já mencionado acima, com a decapitação de Carlos I pelos
partidários de Cromwell, a família dos Stuart, juntamente com sua
Corte, refugiaram-se na França, no Castelo de Saint Germain e os seus
seguidores, chamados de "jacobitas" (Jacob=James=Jaime) implantaram as
chamadas Lojas Escocesas, que trabalhavam segundo os Antigos Costumes
e não pelos padrões da Grande Loja de Londres, fundada em 1717, cujos
membros eram denominados de Modernos (que não tem nada a ver com o
Rito Moderno, surgido também na França).

Essas Lojas Escocesas, desenvolveram um Rito, denominado "Rito Escocês
Antigo e Aceito", que no Brasil é o mais difundido, sendo que, no
mundo, o Rito de York (ou Ritual Emulation) predomina.



escrito por: M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Sob malhete

Prancha sob Malhete

O "Malhete" na Maçonaria, segundo o Mestre Nicola Aslan, é um pequeno
malho de forma especial, normalmente feito de madeira, usado pelo
Venerável Mestre e pelos Vigilantes de uma Loja, o qual indica
direção, poder e autoridade, dentro de uma determinada Loja. É também
o Símbolo da vontade, da força, do trabalho e da lógica.

Portanto, conforme Mestre Castellani, no seu "Dicionário de Termos
Maçônicos – Ed. Trolha", o assunto contido na "prancha sob Malhete"
ficará para ser resolvido posteriormente, ou cuja discussão é adiada.
Isso pode ser feito pelo Venerável Mestre ou proposto pelo Orador,
quando entender que a matéria em discussão não está suficientemente
esclarecida.

Essa atribuição deve, evidentemente, ser exercida com o máximo
critério, sob pena de responsabilidade perante a justiça maçônica.

Obviamente, existe um prazo de tempo, determinado nos Regulamentos
Gerais de cada Obediência, para que esse conteúdo seja revelado,
analisado e discutido.

Além do Venerável Mestre, o Orador da Loja, como representante do
Ministério Público, deve controlar esse prazo.

M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto

Linguiça 2.0 - Ćevap do Jurza


Tá bonita essa linguiça que fizemos! Agora, na segunda versão, já foi
mais aprimorada e tá ficando profissa!

Achei um barato (#cool!) fazer linguiça: tinha tempos que eu queria
experimentar fazer, mas nunca animava. Um belo dia, comprei as tripas,
a carne, o moedor de carne, e na coragem, fizemos.

Essa segunda rodada, de pernil de porco, levou uma colherinha de estabilizante ET IV,
que ajudou a manter a cor e o suco da carne - e eu fiquei surpreso
como que a segunda linguiça está melhor do que a primeira, só seguindo algumas regrinhas básicas!

Esse tanto de linguiça que tem aí tem um quilo e meio de carne de
pernil de porco, passada no moedor com o disco "RIM", que é o maior
que tem, só para embutir mesmo, sem muita moeção - a primeira linguiça
que eu fiz, passei no disco que vem com a máquina, que deve ser uns 18
mm por aí, e a linguiça ficou muito maçarocada.

Passei água também pelo meio da tripa e lavei as tripas salgadas com
muita água e depois deixei de molho na água com vinagre - isso fez com
que a tripa ficasse sem cheiro algum - outra dica é que se ficar muito
tempo no meio ácido (água com vinagre ou limão), a tripa dá uma
endurecida nas fibras.

E é legal colocar uma colher de açúcar na carne - isso quebra um
pouquinho o sal e ainda faz com que seja mais fácil a soltura da carne
cozida da linguiça da casca (tripa).

Na hora da carne descansar com o tempero para ser curada, aperte a carne no recipiente que ela está o máximo possível e cubra com um plástico encostando na carne - restringindo o oxigênio, a carne irá oxidar e escurecer muito menos. O descanso legal é de 12 horas na geladeira, ou de 3 horas à temperatura ambiente.

Lembre-se: quanto menos contato com o ar, e quanto menor a temperatura da carne (de até uns 10 graus centígrados - menos que isso a cura não acontece), menos oxidação ocorrerá.

Outra dica é que na hora de ensacar, colocar um tanto de água gelada
na carne - isso ajuda a lubrificar o moedor, facilitando o serviço, e
de quebra mantém a carne fria para não escurecer, já que o moedor
aquece um pouquinho a carne e ela toma uma cor escura...

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