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sexta-feira, 17 de junho de 2016

Estrelas (círios)

Estrelas, na Maçonaria, são velas acessas e colocadas em tocheiras,
que é um tipo de castiçal com proteção contra o vento. Muitas vezes
chamadas de "círios", apesar de que círio, na verdade, é uma vela
grande.

Em alguns Cerimoniais, quando se pretende fazer honras no recebimento
de altos dignitários, usa-se uma série de espadas, normalmente
acompanhadas das estrelas.

Espadas na mão direita e estrelas na mão esquerda daqueles Obreiros
que farão a "Abobada de Aço" para os visitantes.

Hoje em dia esse comportamento está fora de uso, com raras exceções.
Há vinte anos atrás, era comum esse tipo de honraria e era comum,
também, existir um "porta espadas" e um "porta estrelas" no Átrio da
Loja, normalmente de madeira, para acondicioná-las.

Segundo Mestre Nicola Aslan esse costume é antiqüíssimo, já existente
entre os romanos e que a Igreja Cristã veio a adotar. É dito que o
Papa quando se dirige para o Altar, saindo da Sacristia, é precedido
por Diáconos portando estrelas (ou círios).

Para finalizar, uma frase sobre interessante costume francês do Mestre
Jules Boucher, simbolista:

"quando um visitante eminente, um dignitário, é introduzido no Templo,
é precedido pelo Mestre de Cerimônias portando uma "estrela". Trata-se
de uma tradição que pode ser encontrada numa era longínqua. Não é para
"iluminar" o visitante que o fazem preceder por uma tocha, é para
simbolizar a "luz" que ele representa."



Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

O Livro da Lei

De acordo com Alec Mellor, famoso escritor Maçônico francês, em
"Dicionário da |Franco Maçonaria", a conduta adotada por certa
Obediência constitui um critério que permite apreciar a regularidade
ou a irregularidade de seus princípios.

A Grande Loja Unida da Inglaterra, em 04 de setembro de 1929, lançou,
e foi aprovado pela Franco Maçonaria universal, os "Princípios de
Base" para o reconhecimento de regularidade de uma Grande Loja ou um
Grande Oriente:

Art. 06: - As três grandes Luzes da Franco Maçonaria, o Livro da Lei
Santa, o Esquadro e o Compasso, ficarão sempre expostos quando dos
trabalhos da Loja.

A mais importante das três é o Livro da Lei Santa (The Volume of Sacred Law).

Nos países da Europa, da América, da Oceania, o L.L.S. usado é a Santa
Bíblia, pois ela é o Livro Sagrado da grande maioria.

Segundo Mestre Castellani, a Bíblia só foi introduzida oficialmente
nos trabalhos maçônicos, por George Payne, em 1740, como bajulação à
Igreja Anglicana, e não a Católica, pois nessa época era a primeira
que predominava na Inglaterra.

É sabido que o Livro da Lei, não é obrigatoriamente a Bíblia. Deve
haver um Livro da Lei Sagrada que seja adotado por determinado povo
com sua respectiva crença religiosa. Desse modo, poderá ser a Torá –
Gênese, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio – para os judeus. O
Corãopara os muçulmanos, ou o Rig Veda para os hinduístas, e assim por
diante.

E, além disso tudo, ainda nos esclarece o Mestre Castellani, existem
os Ritos chamados racionalistas, como o Rito Moderno ou Francês, por
exemplo, que não usam nenhum Livro sagrado, mas, sim, o Livro da Lei
Maçônica – a Constituição de Anderson, de 1723, em respeito à absoluta
liberdade de consciência dos maçons, a qual não admite a imposição de
padrões religiosos, pois as concepções metafísicas de cada um são de
foro íntimo. Entretanto, tal atitude não permite o reconhecimento pela
Grande Loja Unida da Inglaterra, da Grande Loja ou Grande Oriente que
a pratica.

Na Maçonaria Operativa não há duvidas que a Bíblia era usada nos
juramentos da Ordem, devido a grande religiosidade reinante na época.
Isso é citado em diversos Manuscritos, alguns deles transcritos no
"Freemason´s Guide and Compendium" do Mestre Bernard Jones, do qual eu
tenho a honra de possuir um exemplar na minha biblioteca.

O Livro Sagrado da Lei deve ser solenemente aberto e solenemente
fechado no começo e no fim dos trabalhos. Sem a sua presença sobre o
altar, estes não podem ser realizados, e a Loja não pode nem mesmo ser
aberta.



Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

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