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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Dia do Quadrinho

Uma homenagem ao Vitor e ao seu Zine "ATUM", meio atrasada!

Feliz Dia dos Quadrinhos!

Indenizações após acidentes com motos atingem percentual mais alto em cinco anos

Indenizações após acidentes com motos atingem percentual mais alto em cinco anos

Foram aceitos 153 mil pedidos que somaram um total de R$ 2 bilhões

Os acidentes com motocicletas representaram 60% das indenizações pagas
pelo Seguro Obrigatório em 2010. Elas somaram R$ 2 bilhões. É o
percentual mais alto dos últimos cinco anos.

Foram aceitos 153 mil pedidos de indenização por acidentes envolvendo
esse tipo de veículo, que representa 26% da frota nacional. Para
vítimas de acidentes com automóveis foram 78 mil indenizações.

Quase 70% dos indenizados por invalidez permanente estavam em
motocicletas, assim como 65% dos que receberam reembolso de despesas
médico-hospitalares.

Fonte:
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a3198134.xml

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Tina Tilanga na Ducati


Como no meu Blog falo muito de moto, tem uma imagem que eu tinha de colocar aqui nele.

É do meu amigo Vitor (que edita o blog http://imarock.blogspot.com/), e que tem seus personagens envolvidos numa saga que eu espero poder ler na sua zine ATUM #4.

A Tina Tilanga é uma de suas personagens, e como ela está, segundo o próprio Vitor, numa Ducati, tive de colocar ela aqui!

Valeu pelo desenho, Vitor!

A foto da Ducati é para referência do original, hehehe!

O Diabo e o Engenheiro

         Um Engenheiro morreu e chegou às portas do Céu. É sabido que
os Engenheiros, pela honestidade deles, sempre vão para o céu. São
Pedro procurou em seu arquivo, mas ultimamente ele andava tão
desorganizado, que não o achou no montão de documentos, e lhe falou:

- Lamento, mas seu nome não consta de minha lista...

Assim o Engenheiro foi bater às portas do inferno, onde lhe deram
imediatamente moradia e alojamento.   Pouco tempo se passou e o
Engenheiro, cansando de sofrer as misérias do inferno, e se pôs a
projetar e construir melhorias.

Com o passar do tempo, o INFERNO, já tinha ISO 9000, sistema de
monitoramento de cinzas, ar condicionado, banheiros com drenagem,
escadas elétricas, aparelhos eletrônicos, redes de telecomunicações,
programas de manutenção predial, sistemas de controle visual, sistemas
de detecção de incêndios, termostatos digitais etc.  e o Engenheiro
passou a ter uma reputação muito boa.

Até que um dia Deus chamou o Diabo pelo telefone e, em tom de
suspeita, perguntou:

- Como você está aí no inferno?

O outro respondeu:

- Nós estamos muito bem! Temos ISO 9000, sistema de monitoramento de
cinzas, ar condicionado, banheiros com drenagem, escadas elétricas,
aparelhos eletrônicos, Internet etc.   Se quiser, pode me mandar um
e-mail, meu endereço é:

odiabofeliz@inferno.com

E eu não sei qual será a próxima surpresa do Engenheiro!

- O QUÊ?! O QUÊ?!  Vocês TÊM um Engenheiro aí??? Isso é um erro, nunca
deveria ter chegado aí um Engenheiro! Os engenheiros sempre vão para o
céu. Isso é o que está escrito, e já está resolvido. Você o envia
imediatamente para mim!

- De jeito nenhum! Eu gostei de ter um Engenheiro na organização... E
ficarei eternamente com ele.

- Mande-o para mim ou...... EU TE PROCESSO!

E o Diabo, dando uma tremenda gargalhada, respondeu pra Deus:

- Ah, é??? E só por curiosidade...  DE ONDE você vai tirar um advogado?

Conto: Rotas (15 - O Diabo)

O Diabo

 

            Encontrou um bando de pessoas na beira da estrada reunidas em um alegre acampamento, onde ardia uma fogueira crepitante ao centro, e em volta as pessoas acompanhavam os voleios das labaredas.

            O frio da noite já estava assentando-se em seus ossos - Seria bom parar aqui - pensou ele. E de fato, o Louco, com o seu bornal rasgado e cansado, dirigiu-se a um dos troncos para sentar-se.

            Logo que se sentou, notou algo estranho - todos estavam de cabeça baixa, sem conversar, apenas murmuravam algo sobre traição, os olhos perdidos no nada, como que pronunciando um mantra de revolta e insatisfação.

            Foi ficando incomodado com aquela situação, até que uma das pessoas salta para o centro da roda e em altos brados, blasfema e grita sobre traição, sobre um companheiro deles que há muito traiu a tribo, e invoca a altos brados o Senhor dos Malefícios, o Senhor da Traição, o Diabo em pessoa!!!

            Tomado pelo horror, viu uma nuvem amarelada sair pelas labaredas, enquanto um cheiro horrível assolava suas narinas, acompanhado de um ribombar ensurdecedor, até que, finalmente, ele o viu, em pé, altivo, em meio às chamas: o Senhor das Profundezas!

            Ele viera para julgar o traidor e levá-lo para as profundezas...

            Mas o traidor há muito fora pendurado pelos pés até a morte...

            O Louco achou aquilo muita loucura, e aterrorizado e entorpecido, assim que a imagem se desvaneceu, pôs-se a correr desabalamente pela estrada, tendo como companhia apenas as estrelas, sem olhar para trás nem uma única vez...

            Traição era uma coisa que queria ele bem longe...

Maleus Maleficarum - Manual Católico de Caças às Bruxas

Esse lindo manual, editado pelos queridos eclesiásticos da Santa Inquisição, cujo presidente até 2005 foi o Cardeal Ratzinger,era o manual que orientava como conseguir a confissão das mulheres ou homens acusadas de serem feiticeiros ou heréticos na Idade Média.
Contém requintes de como usar instrumentos de tortura, que dilaceram pescoços, retos, vaginas, ânus, através de instrumentos de ferro, pontiagudos, ou instrumentos que se abrem nos orificios dos torturados, ou por esmagamento, estiramento de membros, queimadura, imersão em azeite quente, dentre outras imaginativas e belas maneiras de torturar os ditos hereges, acusados pela Santa Igreja de pactuarem com o Diabo ou com forças infernais.
Disso, a Santa Inquisição nunca se retratou publicamente, nem pediu desculpa pelas almas dos coitados que foram mutilados, empalados, esmagados, torturados e humilhados até a morte.
Claro que não, ainda deve estar muito cedo: somente agora o processo de Galileu foi revisto, com um atraso de mais de 400 anos...
Ainda deve estar na fila de processos a revisar...

Anuncio antiecológico de Construtora em 1967

É incrível esse anúncio, de uma construtora, em 1967, em pleno governo militar, de Costa e Silva, dizendo que "os pássaros perdem seus ninhos, em compensação o Brasil e Minas Gerais ganham mais uma estrada"!
 
Para vermos o panorama mais ou menos ecologicamente preservacionsta de hoje, ou seja, o sentimento que todos compartilham de preservação da natureza, que, graças a Deus, já começa a cristalizar-se dentro das mentes das pessoas, é pensar num anúncio desseshoje em dia - que o fizer está fadado ao insucesso...
 
Justificativas como essa não mais são plausíveis, e todos devem se policiar para não mais aceitá-las...
 
Ainda bem que não existem mais anúncios desses...

Levedura tipo exportação

Pesquisa que selecionou linhagem de leveduras Saccharomyces cerevisiae capazes de agilizar o processo de fermentação da cachaça foi objeto de transferência de tecnologia entre a UFMG e a empresa suíça Danstar AG. Desenvolvida pelo professor Carlos Augusto Rosa, do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), a tecnologia foi licenciada para que a empresa, produtora de leveduras para fabricação de bebidas alcoólicas, replique e comercialize a linhagem descoberta pelo período de 15 anos, com a destinação de parte do valor das vendas à Universidade em forma de royalties. Esse é o primeiro licenciamento para empresa internacional feito pela UFMG. O processo foi conduzido pela Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT).
 
Segundo o professor Carlos Rosa, a linhagem de leveduras selecionada pela pesquisa apresenta uma série de vantagens para a indústria da cachaça. Sua utilização possibilita fermentação mais rápida que a do fermento caipira, resultando em maior produtividade. Técnica tradicional na fabricação da cachaça, o fermento caipira geralmente é utilizado por alambiques artesanais. Trata-se de uma mistura de garapa (sumo de cana-de-açúcar) com fubá de milho. A obtenção de um estado ótimo dessa receita pode levar de quatro a dez dias, tempo necessário para conseguir a quantidade de leveduras suficiente. Já no caso da linhagem isolada essa obtenção é imediata. Outra vantagem apontada pelo professor Carlos Rosa é a homogeneidade na qualidade do produto.
 
"A pesquisa selecionou uma única linhagem da levedura Saccharomyces cerevisiae, enquanto com o fermento caipira ocorre o desenvolvimento de várias linhas diferentes", aponta. Cada linhagem de Saccharomyces cerevisiae gera um tipo de cachaça com sabor e aroma característicos, por isso, explica Rosa, o produto obtido com a linhagem selecionada no estudo será mais constante ao longo do tempo e entre safras diferentes do que a bebida feita com o fermento caipira, que é mais instável.
 
Contaminação
Outra diferença significativa diz respeito à facilidade de solucionar casos de contaminação das dornas. A proliferação de bactérias nesses recipientes gera acidez da cachaça, a ponto de torná-la inadequada para consumo. O processo de descontaminação é complexo e varia de uma situação para outra. "Quando isso acontece, o produtor deve descartar o conteúdo e preparar um novo fermento. No caso de utilização de fermento caipira, esse processo dura alguns dias. Já com o uso da linhagem específica permite a utilização da dorna após 24 horas", diz Carlos Rosa.
 
De forma ampla, afirma o professor, há ganho de produtividade. "O período de produção da cachaça – em torno de cinco a seis meses – pode ter redução de quatro meses com a utilização da linhagem selecionada e as boas práticas de fabricação", destaca.
 
Três mil linhagens
O estudo começou em 1996. No primeiro momento, o trabalho consistiu na coleta de diversas linhagens de leveduras em mais de 100 destilarias visitadas pelo grupo de pesquisadores. "Ao todo, coletamos cerca de três mil linhagens de Saccharomyces cerevisiae, a levedura responsável pela produção da cachaça", diz.
 
O início da seleção foi em 2000, no laboratório de leveduras do Departamento de Microbiologia do ICB, com o teste de várias linhagens, por meio de avaliações laboratoriais, além de análises feitas em destilarias, com intuito de verificar seu desempenho na fermentação da cana-de-açúcar. Os trabalhos foram predominantemente realizados pela Universidade, que contou também com a colaboração da indústria da cachaça de Minas Gerais.
 
Em 2008, foi formalizada parceria entre a UFMG e a Danstar AG, que passou a financiar a pesquisa, recebendo em troca a prioridade no licenciamento. A transação é denominada transferência de tecnologia ou de know how. Não se trata, pois, de uma patente, pois, segundo o professor Carlos Rosa, envolve organismo vivo, sem qualquer tipo de modificação genética.
 
 
Fonte: Boletim UFMG 1722

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Carta do Zé agricultor

Por Luciano Pizzato

Prezado Luis, quanto tempo.


    Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado,
porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né? O Zé
do sapato sujo? Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu
tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso
o sapato sujava.


    Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo... hehehe,
era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e
meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já
era mais de meia-noite. De madrugada o pai precisava de ajuda pra
tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono. Do Zé Cochilo
você lembra né Luis?


    Pois é. Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem
vocês. Não que seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho,
ar puro... Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de
teus amigos ai da cidade. To vendo todo mundo falar que nós da
agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.


Veja só. O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e
tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade.
Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter
porque não se pode fincar os postes por dentro uma tal de APPA que
criaram aqui na vizinhança.


    Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma
maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que
fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai
se acabar. Se ele falou deve ser verdade, né Luis?


    Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né .) contratei
Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada,
salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou. Ele morava
aqui com nós num quarto dos fundos de casa. Comia com a gente, que nem
da família. Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia
do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às
5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia
trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias
da semana ai não param de fazer leite. Ô, bichos aí da cidade sabem se
guiar pelo calendário?


    Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o
beliche tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como
encumpridar uma cama, só comprando outra né Luis? O candeeiro eles
disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz
elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do
Juca.


Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que
fazer parte do salário dele. Bom Luis, tive que pedir ao Juca pra
voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos
sindicatos, pelo fiscais e pelas leis. Mas eu acho que não deu muito
certo. Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque
botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra
delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do
trabalho para acudi-lo.


Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o
leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da
estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não chover.
Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu
jogo fora.


Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a
distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros. Disse
que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30
metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra
proteger o rio, um tal de digestor. Achei que ele tava certo e disse
que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pra
fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que
vender os porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com
as vacas. O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não ai
mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato
da cidade. Ô Luis, ai quando vocês sujam o rio também pagam multa
grande né?


Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com
a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital,
todo protegido, com mata ciliar dos dois lados. As vacas agora não
podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão. Tudo vai ficar
limpinho como os rios ai da cidade. A pocilga já acabou, as vacas não
podem chegar perto. Só que alguma coisa tá errada, quando vou na
capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo. Só vejo água fedida e
lixo boiando pra todo lado.


Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luis? Quem será? Aqui no
mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore
então, Nossa Senhora!. Tinha uma árvore grande ao lado de casa que
murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a
madeira antes dela cair por cima da casa.


Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui
no Ibama da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o
fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar.
Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo ai eu vi que
o pau ia cair em cima da casa e derrubei. Pronto! No outro dia chegou
o fiscal e me multou. Já recebi uma intimação do
Promotor porque virei criminoso reincidente. Primeiro foi os porcos, e
agora foi o pau. Acho que desta vez vou ficar preso.


Tô preocupado Luis, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de
500 a 20 mil reais por hectare e por dia. Calculei que se eu for
multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir
morar onde todo mundo cuida da ecologia. Vou para a cidade, ai tem
luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada errado, só
falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.


Eu vou morar ai com vocês, Luis. Mais fique tranqüilo, vou usar o
dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira.
Aqui no sitio eu tenho que pegar tudo na roça. Primeiro a gente
planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa. Ai é bom
que vocês e só abrir a geladeira que tem tudo. Nem dá trabalho, nem
planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abri a
geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de
nós, os criminosos aqui da roça.


Até mais Luis.


Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta com papel reciclado pois
não existe por aqui, mas me aguarde até eu vender o sítio.

(Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em
dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas
alertar o quanto o tratamento ambiental é desigual e discricionário
entre o meio rural e o meio urbano.)

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