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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Mais um político quer proibir garupa em motos

Eu acho que deveriam proibir o dinheiro, os bens, o trabalho e as
roupas e casas - assim os objetos de desejo dos bandidos não
existiriam mais...

Bandido também rouba carro e usa ele prá cometer delitos - porque
sempre os motociclistas levam ferro?

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Dessa vez no estado do Paraná...

A vereadora Marly Martin (PPL) quer proibir o trânsito de motocicletas
com duas pessoas em Maringá. Por enquanto o assunto é tema de estudo,
mas caso se transforme em projeto e, posteriormente, em lei, os
motociclistas de Maringá não poderão carregar garupa em determinados
dias e horários da semana. O tema já provoca polêmica entre os
motociclistas. O Detran do Paraná contabiliza a existência de 40.122
motocicletas e 15.074 motonetas no município.

A ordem de serviço solicitando um projeto neste sentido foi
protocolada pela vereadora em 24 de novembro, sob número 17483/2011,
no setor de Redação da Divisão de Assistência Legislativa da Câmara
Municipal. No documento, ela cita o projeto de lei 485/2011, do
deputado estadual por São Paulo Jooji Hato (PMDB).

 Marly diz que a preocupação é com a criminalidade, especialmente
porque muitos marginais usam motocicletas para assaltos e
assassinatos. Mas ela faz ressalvas. "Tenho preocupação com os pais
que levam as crianças para a escola, o esposo que leva a esposa para
trabalhar e as pessoas que trabalham com isso, os mototaxistas. Quem
sabe teríamos que encontrar uma alternativa, não sei se existe. Por
isso está sendo efetuado um estudo", explica.

 A vereadora não adiantou quais critérios seriam usados, mas o projeto
do deputado de São Paulo dá algumas dicas. A proposta proíbe o
trânsito de motocicletas com dois ocupantes em dias úteis. Os caronas
ficam liberados durante os finais de semana e feriados. É obrigatório
o uso de capacetes e coletes com o número da placa em cor fluorescente
e legível. Em outra parte do projeto, o deputado ressalva que a lei
valerá apenas para áreas urbanas de municípios com população superior
a 1 milhão de habitantes.

Como justificativa, Hato cita que a primeira finalidade é proporcionar
maior segurança aos motociclistas, reduzindo acidentes e mortes no
trânsito. A segunda finalidade seria diminuir uma modalidade de crime
cada vez mais comum em São Paulo; o "assalto a mão armada, realizado
quando a moto, ocupada por dois assaltantes, aborda pessoas que deixam
estabelecimentos bancários (saidinha de banco) ou veículo (automóvel
ou outra moto) e o chamado 'garupa', armado, rende a vítima,
assaltando-a e muitas vezes matando-a."

 Enquanto o tema passa por estudos em Maringá, os motociclistas
rejeitam a ideia. "A moto é um meio de transporte familiar. Às vezes,
a pessoa compra moto para andar com a esposa, com o filho, o pai, a
mãe. Hoje, a maioria usa a moto para trabalhar", diz o vendedor
Anderson Vieira dos Santos, 34. Outro motociclista, o montador Márcio
Rogério de Mello, 33, acha que uma lei dessa natureza é "loucura".
"Não tem nem lógica uma coisa dessa. Os criminosos também usam carros.
Se for ver isso, tem que proibir passageiros nos carros também",
declara.

Fonte:
Odiario.com (Maringá/PR)
e rockriders.com.br

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