Gabriel Jogang Pagés, francês nascido em 1854, com o pseudônimo de Leo
Taxil, tornou-se origem das acusações de luciferismo e cultos
satânicos contra a Maçonaria, acentuando a discordância entre esta
última e o Clero.
Leo Taxil teve uma juventude turbulenta, estudando em diversos
colégios católicos dos Jesuítas, sendo expulso de alguns deles e sai
da casa paterna antes dos 16 anos.
Dedicado inteiramente ao jornalismo, em 1871 já com o
pseudônimo de Leo Taxil, para ludibriar seu severo pai, ingressa no "A
Igualdade"; funda posteriormente o "La Marote", a "Jovem República" e
em 1874 dirige "O Furacão".
Em todas essas ocasiões, seus artigos eram uma seqüência de
folhetins anticlericais, dos mais violentos, sofrendo diversos
processos por excesso de linguagem. Em 1876, foge para a Suiça,
voltando posteriormente a Paris. Tinha 24 anos e começa uma carreira
vertiginosa uma vez que os republicanos e anticlericais triunfavam. Em
1879 funda a Biblioteca Anticlerical e alimenta a França com uma
enxurrada de panfletos sensacionalistas. Ganhou, com o passar dos
anos, muito dinheiro e diversos processos movidos pelo Clero.
Em 1881, Taxil havia sido Iniciado na Loja Maçônica "Os Amigos da
Honra Francesa", da qual foi expulso após dez meses, ainda na fase de
Aprendiz.
O interesse pela sua literatura sensacionalista decai, as
vendas sofreram brusca queda, o que fez que, em 1885, após intensa
atividade anticlerical, Leo Taxil declara-se "convertido",
repentinamente, sem transição alguma. Confessa-se e passa a viver com
os clericais freqüentando bibliotecas religiosas e aplica um novo
golpe: começa a escrever contra a Maçonaria.
Assim, na condição de "católico penitente", dedica-se, a
partir de 1885 à publicações antimaçônicas. Seus livros descreviam
rituais maçônicos entremeados de fantasias mirabolantes, passando
posteriormente, a inventar e descrever rituais fantásticos, cultos
luciferinos, satânicos. Esses livros eram devorados pelos leitores
ávidos de sensacionalismo, tornando-se um grande e lucrativo negócio.
O negócio floresceu e chegou ao ponto culminante com a
invenção de "Miss Diana Vaughan" no seu livro "As Irmãs Maçons", onde
tal personagem era a sacerdotisa de um culto demoníaco feminino a que
chamou de Palladismo. Tal personagem queria livrar-se das garras do
satanismo e voltar à Santa Igreja Católica mas era impedida pelos
Maçons.
As autoridades eclesiásticas apoiavam de público e através de
cartas as "revelações" do autor, chegando algumas delas a oferecer
auxílio à fictícia Diana Vaughan. Em visita ao Vaticano, Leo Taxil foi
cordialmente recebido por Cardeais e teve uma entrevista pessoal com o
próprio Leão XIII.
As obras de Taxil foram traduzidas em diversos idiomas e seus
artigos publicados em revistas e jornais católicos. Outros autores,
influenciado pelo sucesso de Taxil, e tomando-o como referência,
começaram também a explorar o mesmo tema. Durante doze anos toda essa
miscelânea de imbecilidades forjadas por Leo Taxil foi devorada por um
público cativo.
Apesar da desconfiança de algumas autoridades de tudo não
passar de um embuste, os livros de Taxil continuavam a ser vendidos.
Sua influência crescia também em outras nações, a ponto de na Espanha
e Bélgica serem formadas comissões especiais para investigação da
Maçonaria.
Até que finalmente, na Itália, em setembro de 1896,
realizou-se um Congresso Antimaçônico em Trento, incentivado pelo Papa
Leão XIII. Lá, algumas manifestações de descrédito dos exageros de
Taxil começavam a aparecer. O monsenhor alemão Gratzfeld, provou que
Miss Diana Vaughan era um embuste, mas não foi levado a sério.
Comissões foram criadas e aí começaram a aparecer dúvidas
sobre a veracidade dos escritos e das personagens. Começava, assim, o
fim de uma mistificação.
Depois de muito relutar, na Sociedade Geográfica de Paris,
Taxil denunciou sua própria fraude, gabando-se de ter conseguido
iludir as autoridades eclesiásticas por doze anos. A reação às
declarações de Taxil foi de tal ordem que ele teve de deixar o local
sob proteção policial. Não mais se ouviu falar sobre Taxil que veio a
falecer em 1907.
Eleutério N. Conceição esclarece: "todavia, aplica-se a este
caso a conhecida figura do travesseiro de penas sacudido ao vento: é
impossível recolher todas as penas". De tempos em tempos, aparecem
livros antimaçônicos, inspirados nas idiotices de Leo Taxil, ou de
outro autor inspirado por ele.
E, assim, os Maçons norte americanos, que periodicamente
sofrem campanhas movidas por igrejas fundamentalistas, repisando
sempre as mesmas teclas de Leo Taxil, referem-se à fraude como "The
lie that will never die" – a mentira que nunca morrerá.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
-> Patuscadas, nonsenses, lugares comuns (e incomuns) e outras bazófias... Antes de morrer, lembre-se de levar uma moeda para pagar Caronte e cruzar para o outro lado do Estige...
quinta-feira, 7 de abril de 2016
quarta-feira, 30 de março de 2016
As Seis Grandes Lojas da Inglaterra
Nos séculos XVIII e inicio do século XIX ocorreu na Inglaterra uma
formação simultânea de "Grandes Lojas", começando pela primeira em
todo o mundo, que foi a Grande Loja de Londres e Westminster, em 1717.
Posteriormente, algo semelhante ocorreria, também, nos demais países.
Baseando-me em livros de origem inglesa, inclusive um pequeno livro
editado pela Grande Loja Unida da Inglaterra, a mim ofertado pelo meu
Irmão gêmeo Pedro Américo (The History of English Freemasonry), vou
expor abaixo um resumo das seis Grandes Lojas que apareceram na
Inglaterra naquela época.
· A primeira delas foi a "Grande Loja de Londres e
Westminster", de 1717, a mãe de todas as Grandes Lojas do mundo, que
permaneceu ativa ao longo dos anos, transformando-se, em 1813, na
Grande Loja Unida da Inglaterra (GLUI).
· A segunda delas, apareceu em 1725: a antiga Loja da cidade
de York, norte da Inglaterra, transformou-se na "Grande Loja de Toda a
Inglaterra". Entretanto, sua influencia se restringia nas províncias
de York, Cheshire, e Lancashire. Ela existiu por algumas décadas,
elegendo seus próprios Grãos Mestres, erigindo também suas próprias
oficinas de Royal Arch e Cavaleiros Templários.
Dessa Grande Loja apareceu uma outra em 1779, que será a 4ª em nossa
seqüência..
· A terceira Grande Loja foi a "Grande Loja dos Antigos" em
1751, a qual, juntando-se, em 1813, com a primeira mencionada acima,
também conhecida como a dos "Modernos", formou a "Grande Loja Unida da
Inglaterra" (GLUI).
· A quarta foi formada em 1779. Com a responsabilidade e
autoridade da Grande Loja de Toda Inglaterra foi formada a "Grande
Loja do Sul do Rio Trent",constituída de antigas Lojas que estavam em
desacordo com as diretrizes da primeira Grande Loja.
Em 1788, ajuntou-se com a terceira das Grandes Lojas, a "Grande Loja
dos Antigos" e parou de existir.
· A quinta delas, e é a que existe hoje, foi formada em 1813.
A primeira Grande Loja juntou-se com a "Grande Loja dos Antigos" para
dar ao mundo maçônico a "Grande Loja Unida dos Antigos Maçons, Livres
e Aceitos da Inglaterra", conhecida por todos hoje em dia como a
"Grande Loja Unida da Inglaterra" (GLUI)
· A sexta e ultima apareceu e sumiu da seguinte forma: após a
união, descrita acima, em 1813, houve dificuldades com algumas Lojas e
quatro delas, afastadas da GLUI, formaram em1823, estabelecida em
Wigan, a "Grande Loja dos Maçons Livres e Aceitos da Inglaterra de
acordo com as Antigas Constituições"depois de dois anos ficou inativa
até 1838. Em 1844, teve uma aceleração das atividades até 1858, e
depois foi decaindo aos poucos, sendo que em 1866 foi o ano em que
suas ultimas Atas foram registradas.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
formação simultânea de "Grandes Lojas", começando pela primeira em
todo o mundo, que foi a Grande Loja de Londres e Westminster, em 1717.
Posteriormente, algo semelhante ocorreria, também, nos demais países.
Baseando-me em livros de origem inglesa, inclusive um pequeno livro
editado pela Grande Loja Unida da Inglaterra, a mim ofertado pelo meu
Irmão gêmeo Pedro Américo (The History of English Freemasonry), vou
expor abaixo um resumo das seis Grandes Lojas que apareceram na
Inglaterra naquela época.
· A primeira delas foi a "Grande Loja de Londres e
Westminster", de 1717, a mãe de todas as Grandes Lojas do mundo, que
permaneceu ativa ao longo dos anos, transformando-se, em 1813, na
Grande Loja Unida da Inglaterra (GLUI).
· A segunda delas, apareceu em 1725: a antiga Loja da cidade
de York, norte da Inglaterra, transformou-se na "Grande Loja de Toda a
Inglaterra". Entretanto, sua influencia se restringia nas províncias
de York, Cheshire, e Lancashire. Ela existiu por algumas décadas,
elegendo seus próprios Grãos Mestres, erigindo também suas próprias
oficinas de Royal Arch e Cavaleiros Templários.
Dessa Grande Loja apareceu uma outra em 1779, que será a 4ª em nossa
seqüência..
· A terceira Grande Loja foi a "Grande Loja dos Antigos" em
1751, a qual, juntando-se, em 1813, com a primeira mencionada acima,
também conhecida como a dos "Modernos", formou a "Grande Loja Unida da
Inglaterra" (GLUI).
· A quarta foi formada em 1779. Com a responsabilidade e
autoridade da Grande Loja de Toda Inglaterra foi formada a "Grande
Loja do Sul do Rio Trent",constituída de antigas Lojas que estavam em
desacordo com as diretrizes da primeira Grande Loja.
Em 1788, ajuntou-se com a terceira das Grandes Lojas, a "Grande Loja
dos Antigos" e parou de existir.
· A quinta delas, e é a que existe hoje, foi formada em 1813.
A primeira Grande Loja juntou-se com a "Grande Loja dos Antigos" para
dar ao mundo maçônico a "Grande Loja Unida dos Antigos Maçons, Livres
e Aceitos da Inglaterra", conhecida por todos hoje em dia como a
"Grande Loja Unida da Inglaterra" (GLUI)
· A sexta e ultima apareceu e sumiu da seguinte forma: após a
união, descrita acima, em 1813, houve dificuldades com algumas Lojas e
quatro delas, afastadas da GLUI, formaram em1823, estabelecida em
Wigan, a "Grande Loja dos Maçons Livres e Aceitos da Inglaterra de
acordo com as Antigas Constituições"depois de dois anos ficou inativa
até 1838. Em 1844, teve uma aceleração das atividades até 1858, e
depois foi decaindo aos poucos, sendo que em 1866 foi o ano em que
suas ultimas Atas foram registradas.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
quarta-feira, 23 de março de 2016
As diferentes maneiras de contar a mesma história...
Se a história da Chapeuzinho Vermelho fosse verdadeira, como ela seria
veiculada pela imprensa brasileira?
*Jornal Nacional*
(William Bonner): 'Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um
lobo na noite de ontem…'
(Fátima Bernardes): '…mas a atuação de um caçador evitou a tragédia.'
*Programa da Hebe* (é bom lembrar que a Glória Maria é quase igual.)
"…Que gracinha, gente! Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda
aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?"
*Cidade Alerta*
"…Onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as
autoridades? A menina ia pra casa da vovozinha a pé! Não tem
transporte público! Não tem transporte público! E foi devorada viva…
Um lobo, um lobo safado. Põe na tela, primo! Põe a cara desse marginal
no ar, porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de
lobo, não!
Presta bastante atenção gente, essa história é impressionante! Não
saia daí: daqui a pouco eu volto nesse caso."
*Superpop*
"Geeente! Eu tô aqui com a ex-mulher do lenhador e ela diz que ele é
alcoólatra, agressivo e que não paga pensão aos filhos há mais de um
ano. Abafa o caso!"
*Globo Repórter*
"Tara? Fetiche? Violência?
O que leva alguém a comer, na mesma noite, uma idosa e uma adolescente?
O Globo Repórter conversou com psicólogos, antropólogos e com os
amigos e parentes do Lobo em busca da resposta. Vamos viajar pela
mente do psicopata.
E uma revelação: casos semelhantes acontecem dentro dos próprios lares
das vítimas, que se silenciam por medo. Hoje, no Globo Repórter..."
*Discovery Channel*
"Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver."
*Revista Veja*
"Lula sabia das intenções do Lobo."
*Revista Cláudia*
"Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho."
*Revista Nova*
"Dez maneiras de levar um lobo à loucura, na cama!"
*Revista Isto É*
Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.
*Revista Playboy*
(Ensaio fotográfico com Chapeuzinho no mês seguinte): "Veja o que só o
lobo viu."
*Revista Vip*
"As 100 mais sexies - Desvendamos a adolescente mais gostosa do Brasil!"
*Revista G Magazine*
(Ensaio com o lenhador): "O lenhador mostra o machado."
*Revista Caras*
Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: "Até ser
devorada, eu não dava valor pra muitas coisas na vida. Hoje, sou outra
pessoa."
*Revista Superinteressante*
"Lobo Mau: mito ou verdade?"
*Revista Tititi*
"Lenhador e Chapeuzinho flagrados em clima romântico em jantar no Rio."
*Folha de São Paulo*
"Lobo que devorou menina era do MST"
*O Estado de São Paulo*
"Lobo que devorou menina seria filiado ao PT."
*O Globo*
"Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT, que matou um lobo para
salvar menor de idade carente."
*O Povo*
"Sangue e tragédia na casa da vovó."
*O Dia*
"Lenhador desempregado tem dia de herói."
*Extra*
"Promoção do mês: junte 20 selos, mais R$19,90 e troque por uma capa
vermelha igual a da Chapeuzinho!"
*Meia hora*
"Lenhador passou o rodo e mandou lobo pedófilo pro saco!"
*Capricho*
Teste: "Seu par ideal é lobo ou lenhador?"
veiculada pela imprensa brasileira?
*Jornal Nacional*
(William Bonner): 'Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um
lobo na noite de ontem…'
(Fátima Bernardes): '…mas a atuação de um caçador evitou a tragédia.'
*Programa da Hebe* (é bom lembrar que a Glória Maria é quase igual.)
"…Que gracinha, gente! Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda
aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?"
*Cidade Alerta*
"…Onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as
autoridades? A menina ia pra casa da vovozinha a pé! Não tem
transporte público! Não tem transporte público! E foi devorada viva…
Um lobo, um lobo safado. Põe na tela, primo! Põe a cara desse marginal
no ar, porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de
lobo, não!
Presta bastante atenção gente, essa história é impressionante! Não
saia daí: daqui a pouco eu volto nesse caso."
*Superpop*
"Geeente! Eu tô aqui com a ex-mulher do lenhador e ela diz que ele é
alcoólatra, agressivo e que não paga pensão aos filhos há mais de um
ano. Abafa o caso!"
*Globo Repórter*
"Tara? Fetiche? Violência?
O que leva alguém a comer, na mesma noite, uma idosa e uma adolescente?
O Globo Repórter conversou com psicólogos, antropólogos e com os
amigos e parentes do Lobo em busca da resposta. Vamos viajar pela
mente do psicopata.
E uma revelação: casos semelhantes acontecem dentro dos próprios lares
das vítimas, que se silenciam por medo. Hoje, no Globo Repórter..."
*Discovery Channel*
"Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver."
*Revista Veja*
"Lula sabia das intenções do Lobo."
*Revista Cláudia*
"Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho."
*Revista Nova*
"Dez maneiras de levar um lobo à loucura, na cama!"
*Revista Isto É*
Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.
*Revista Playboy*
(Ensaio fotográfico com Chapeuzinho no mês seguinte): "Veja o que só o
lobo viu."
*Revista Vip*
"As 100 mais sexies - Desvendamos a adolescente mais gostosa do Brasil!"
*Revista G Magazine*
(Ensaio com o lenhador): "O lenhador mostra o machado."
*Revista Caras*
Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: "Até ser
devorada, eu não dava valor pra muitas coisas na vida. Hoje, sou outra
pessoa."
*Revista Superinteressante*
"Lobo Mau: mito ou verdade?"
*Revista Tititi*
"Lenhador e Chapeuzinho flagrados em clima romântico em jantar no Rio."
*Folha de São Paulo*
"Lobo que devorou menina era do MST"
*O Estado de São Paulo*
"Lobo que devorou menina seria filiado ao PT."
*O Globo*
"Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT, que matou um lobo para
salvar menor de idade carente."
*O Povo*
"Sangue e tragédia na casa da vovó."
*O Dia*
"Lenhador desempregado tem dia de herói."
*Extra*
"Promoção do mês: junte 20 selos, mais R$19,90 e troque por uma capa
vermelha igual a da Chapeuzinho!"
*Meia hora*
"Lenhador passou o rodo e mandou lobo pedófilo pro saco!"
*Capricho*
Teste: "Seu par ideal é lobo ou lenhador?"
Diferenças das palavras na Maçonaria
Trono e Altar são coisas diferentes. Trono é uma cadeira ou poltrona,
normalmente num nível elevado, onde o Venerável Mestre da Loja senta.
Altar é uma mesa, ou pedestal quadrado, onde são realizadas certas
cerimônias. O Altar do Venerável Mestre (ou de Salomão) fica em frente
do Trono. É onde fica a Espada Flamígera, o castiçal para três velas e
onde, antigamente, eram feitos alguns juramentos. Sólio é sinônimo de
trono.
Existem três tipos de Altares no Templo (R.E.A.A.): Altar do Venerável
Mestre, Altar dos Juramentos e o Altar dos Perfumes. Os Vigilantes não
têm altares. Eles têm mesas, sem a mínima necessidade de serem
triangulares, comumente encontradas nos nossos Templos.
Telhar e Trolhar são coisas totalmente diversas. Trolhar, na
Maçonaria, é alisar as asperezas, aparar as diferenças entre os
Obreiros. A Trolha, que é uma "colher de pedreiro", é usada para
alisar a argamassa. Telhar, na Maçonaria, é verificar, através de
perguntas, se uma pessoa é realmente Maçom e se está no Grau
requerido. Ou para verificar se um Maçom está inteirado de
conhecimentos num determinado Grau.
Cobrir o Templo é protegê-lo de tal forma que, pessoas que estão fora
não saibam o que está ocorrendo dentro dele. É um erro crasso pedir
aos Aprendizes, ou Companheiros, ou Mestres, cobrirem o templo
temporariamente. O Templo é que será coberto para eles. Ou seja, eles
não saberão o que ocorrerá dentro desse Templo, num determinado
período de tempo. Quem cobre o Templo é o Cobridor Externo.
No local onde está escrito (inclusive em alguns rituais), referindo-se
ao Salmo 133: " ...; como o orvalho de Hermon, que desce sobre...",
está errado! Hermon não é um tipo de orvalho. Hermon é uma montanha
que produz orvalho nas suas encostas. Portanto, o correto é: "...
;como o orvalho do Hermon, que desce sobre....".
Aclamação é aprovar, saudar, através de brados. Diferente, portanto,
de exclamação.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
normalmente num nível elevado, onde o Venerável Mestre da Loja senta.
Altar é uma mesa, ou pedestal quadrado, onde são realizadas certas
cerimônias. O Altar do Venerável Mestre (ou de Salomão) fica em frente
do Trono. É onde fica a Espada Flamígera, o castiçal para três velas e
onde, antigamente, eram feitos alguns juramentos. Sólio é sinônimo de
trono.
Existem três tipos de Altares no Templo (R.E.A.A.): Altar do Venerável
Mestre, Altar dos Juramentos e o Altar dos Perfumes. Os Vigilantes não
têm altares. Eles têm mesas, sem a mínima necessidade de serem
triangulares, comumente encontradas nos nossos Templos.
Telhar e Trolhar são coisas totalmente diversas. Trolhar, na
Maçonaria, é alisar as asperezas, aparar as diferenças entre os
Obreiros. A Trolha, que é uma "colher de pedreiro", é usada para
alisar a argamassa. Telhar, na Maçonaria, é verificar, através de
perguntas, se uma pessoa é realmente Maçom e se está no Grau
requerido. Ou para verificar se um Maçom está inteirado de
conhecimentos num determinado Grau.
Cobrir o Templo é protegê-lo de tal forma que, pessoas que estão fora
não saibam o que está ocorrendo dentro dele. É um erro crasso pedir
aos Aprendizes, ou Companheiros, ou Mestres, cobrirem o templo
temporariamente. O Templo é que será coberto para eles. Ou seja, eles
não saberão o que ocorrerá dentro desse Templo, num determinado
período de tempo. Quem cobre o Templo é o Cobridor Externo.
No local onde está escrito (inclusive em alguns rituais), referindo-se
ao Salmo 133: " ...; como o orvalho de Hermon, que desce sobre...",
está errado! Hermon não é um tipo de orvalho. Hermon é uma montanha
que produz orvalho nas suas encostas. Portanto, o correto é: "...
;como o orvalho do Hermon, que desce sobre....".
Aclamação é aprovar, saudar, através de brados. Diferente, portanto,
de exclamação.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
terça-feira, 22 de março de 2016
Os Três Pontos
A data de 1717 é tida como a divisória entre a Maçonaria Operativa e a
Maçonaria Especulativa. Houve, nesta última, a partir dessa data, um
incremento na Ritualística com novos eventos na Iniciação e nos demais
acontecimentos.
Essa Ritualística tinha sua "fala" decorada e era proibido fazer
cópias manuscritas. Com o passar dos anos, houve uma perda do controle
e começaram a aparecer cópias no ambiente maçônico do mundo todo.
Para dificultar o entendimento, caso essas cópias caíssem em mãos de
profanos, as palavras foram abreviadas. Essa supressão de fonema ou de
sílaba no final da palavra denomina-se "APOCOPE".
Esse sistema era, e é ainda, usado também em documentos transferidos
entre Potências Maçônicas. Na Inglaterra, EUA, Nova Zelândia e
Austrália essa abreviação é feita por um ponto, somente. Na França, e
países da América Latina, que é o caso do Brasil, a abreviação é
tripontuada.
Nos países onde houve influencia da Maçonaria Francesa, é comum
colocar os três pontos no final da assinatura, ou entremeados na
mesma. Não se sabe bem o motivo de tal comportamento. Provavelmente,
uma maneira, não oficial, de reconhecimento entre Maçons.
O conjunto de três pontos não é um Símbolo e nem representa nada na
Maçonaria, e é usado somente em alguns países. Mesmo assim, não
faltaram Maçons de mente fértil que inventaram representações para
eles como o Delta Sagrado, as Três Luzes da Loja, etc, etc. Mackey em
sua Enciclopédia deixa isso bem claro: "não é um Símbolo; simplesmente
uma abreviatura. Qualquer coisa fora desse sentido é futilidade".
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
Maçonaria Especulativa. Houve, nesta última, a partir dessa data, um
incremento na Ritualística com novos eventos na Iniciação e nos demais
acontecimentos.
Essa Ritualística tinha sua "fala" decorada e era proibido fazer
cópias manuscritas. Com o passar dos anos, houve uma perda do controle
e começaram a aparecer cópias no ambiente maçônico do mundo todo.
Para dificultar o entendimento, caso essas cópias caíssem em mãos de
profanos, as palavras foram abreviadas. Essa supressão de fonema ou de
sílaba no final da palavra denomina-se "APOCOPE".
Esse sistema era, e é ainda, usado também em documentos transferidos
entre Potências Maçônicas. Na Inglaterra, EUA, Nova Zelândia e
Austrália essa abreviação é feita por um ponto, somente. Na França, e
países da América Latina, que é o caso do Brasil, a abreviação é
tripontuada.
Nos países onde houve influencia da Maçonaria Francesa, é comum
colocar os três pontos no final da assinatura, ou entremeados na
mesma. Não se sabe bem o motivo de tal comportamento. Provavelmente,
uma maneira, não oficial, de reconhecimento entre Maçons.
O conjunto de três pontos não é um Símbolo e nem representa nada na
Maçonaria, e é usado somente em alguns países. Mesmo assim, não
faltaram Maçons de mente fértil que inventaram representações para
eles como o Delta Sagrado, as Três Luzes da Loja, etc, etc. Mackey em
sua Enciclopédia deixa isso bem claro: "não é um Símbolo; simplesmente
uma abreviatura. Qualquer coisa fora desse sentido é futilidade".
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
segunda-feira, 21 de março de 2016
Dia do DeMolay 18 março
A Ordem DeMolay é uma sociedade discreta de princípios filosóficos,
fraternais, iniciáticos e filantrópicos, para jovens do sexo masculino
com idade compreendida entre os 12 e os 21 anos. É uma organização
neo-templária fundada nos Estados Unidos, em 17 de Março de 1919, pelo
maçom Frank Sherman Land patrocinada e mantida pela Maçonaria[carece
de fontes], oficialmente desde 1921, que na maioria dos casos cede
espaço para as reuniões dos Capítulos DeMolays e Priorados da Ordem da
Cavalaria - denominações das células da organização.
A Ordem é inspirada na vida e morte do nobre francês Jacques de Molay,
23º e último Grão-Mestre da Ordem dos Templários, morto em 18 de março
de 1314 junto ao Preceptor da Normandia, Geoffroi de Charney por
contestar as falsas acusações de prática de diversas heresias como
infidelidade à Igreja, sodomia, adoração de ídolos etc. Pode-se
acreditar que o motivo de tais acusações fosse a ambição do Rei Filipe
IV, o Belo e o Papa Clemente V, pelas posses da Ordem dos Templários,
pois em caso de prisão, os bens do acusado passariam a pertencer ao
Estado francês.
A Ordem Demolay possui cerca de 8 milhões de membros em todo o mundo e
mais de 200 mil no Brasil. O DeMolay que completa 21 anos de idade, é
denominado Sênior DeMolay, perde seu direito a voto e o de ocupar
cargos efetivo e passa a poder acompanhar os trabalhos do Capítulo
através da "Associação DeMolay Alumni". No Brasil, a Ordem é
distribuída em mais de setecentos e noventa capítulos, sendo que os
milhares de DeMolays regulares de todos os Estados da federação se
reúnem frequentemente.
No mundo, a Ordem DeMolay pode ser encontrada em vários países como
Argentina, Aruba (Países Baixos), Alemanha, Austrália, Bolívia,
Brasil, Canadá, Colômbia, Estados Unidos, Filipinas, França, Guam
(Estados Unidos), Itália, Japão, México, Panamá, Paraguai, Peru e
Uruguai.
No dia 8 de abril de 2008, o Estado de São Paulo estabeleceu o Dia do
DeMolay, através da Lei Estadual nº 12.905, a ser comemorado
anualmente no dia 18 de março. Em 19 de janeiro de 2010, foi
promulgada a Lei Federal nº 12.208 que instituiu o dia 18 de março
como o Dia Nacional do DeMolay, seguindo o exemplo paulista, sendo que
a escolha da data marca o falecimento de Jacques de Molay, herói e
mártir que inspirou o nome da Ordem.
Os princípios da Ordem são baseados em 7 virtudes, consideradas
cardeais (1. Amor Filial, 2. Reverência pelas Coisas Sagradas, 3.
Cortesia, 4. Companheirismo, 5. Fidelidade, 6. Pureza e 7.
Patriotismo), incentivando cada membro a trilhar seu caminho seguindo
esses preceitos, que são considerados pela Ordem como diferenciais na
vida de um líder e de um Homem de Bem, também como determinantes para
seu destino. DeMolay SCODB
Os baluartes da Ordem são a defesa das Liberdades:
"Religiosa" representada pelo Livro Sagrado. (No Brasil, país de
maioria cristã, uma Bíblia Sagrada).
"Civil", representada pela Bandeira Nacional.
"Intelectual", representada pelos Livros Escolares.
Assim prescreve a ética de um DeMolay:
Um DeMolay respeita Deus acima de tudo;
Um DeMolay honra todas as mulheres;
Um DeMolay ama e honra seus pais;
Um DeMolay é honesto;
Um DeMolay é leal a ideais e amigos;
Um DeMolay executa trabalhos honestos;
Um DeMolay sempre permanece inabalável a favor das escolas públicas;
Um DeMolay é o orgulho de sua Pátria, seus pais, sua família e seus amigos;
A palavra de um DeMolay é tão válida quanto sua confiança.
Sete Virtudes Cardeais de um DeMolay
A Ordem DeMolay invoca sete luzes, simbolizando as sete virtudes
cardeais de um DeMolay, que iluminam seus caminhos conforme passam
pela estrada da vida, simbolizando tudo que é bom e correto, a base de
suas vidas.
Amor Filial: é o amor e carinho que devemos ter por nossos pais, que
nos semearam, geraram, nos ensinaram as primeiras lições de nossas
vidas e se sacrificaram por nós. Através deles nós tivemos as
primeiras lições de educação, respeito e na crença em Deus.
Reverência pelas Coisas Sagradas: significa a crença em Deus, não
importando a sua religião. Para ser um DeMolay o jovem tem que ter fé
Nele.
Cortesia: educação, respeito e solidariedade são princípios que um
DeMolay procura por em prática usando a filantropia, mas somente
válida quando é feita com sentimento, colocando o coração naquilo que
faz. Os DeMolays possuem o seguinte pensamento:
"Para ser útil à sociedade não é necessário ser um DeMolay, mas para
ser um DeMolay é necessário ser útil à sociedade".
Companheirismo: é ser um amigo leal, tanto nas horas boas quanto nas
ruins. O verdadeiro companheiro e amigo é aquele que estende a mão
para um Irmão em momentos de dificuldade. Companheirismo é levar uma
chama de amizade no coração, para que, quando um amigo estiver no meio
do túnel, ela possa iluminar e mostrar onde está a saída.
Fidelidade: é sempre acreditar em seus ideais e virtudes, mantendo em
segredo tudo aquilo que lhe for confiado. É ser fiel a Deus, à sua
Pátria e a seus amigos, seguindo o exemplo de fidelidade de Jacques
DeMolay, que preferiu morrer a trair seus Irmãos ou faltar com seu
juramento.
Pureza: é ser um cidadão idôneo, puro de alma e de coração; é sempre
estar de bem com a própria consciência. É manter a mente longe de tudo
que vá contra os princípios de um bom cidadão.
Patriotismo: é respeitar e defender a nossa Pátria, nosso Estado e
nossa Cidade e, além disso, conservar tudo que diz respeito ao
patrimônio público, como escolas, asilos, orfanatos e hospitais, que
prestam ajuda às pessoas mais carentes de nossa sociedade.
fraternais, iniciáticos e filantrópicos, para jovens do sexo masculino
com idade compreendida entre os 12 e os 21 anos. É uma organização
neo-templária fundada nos Estados Unidos, em 17 de Março de 1919, pelo
maçom Frank Sherman Land patrocinada e mantida pela Maçonaria[carece
de fontes], oficialmente desde 1921, que na maioria dos casos cede
espaço para as reuniões dos Capítulos DeMolays e Priorados da Ordem da
Cavalaria - denominações das células da organização.
A Ordem é inspirada na vida e morte do nobre francês Jacques de Molay,
23º e último Grão-Mestre da Ordem dos Templários, morto em 18 de março
de 1314 junto ao Preceptor da Normandia, Geoffroi de Charney por
contestar as falsas acusações de prática de diversas heresias como
infidelidade à Igreja, sodomia, adoração de ídolos etc. Pode-se
acreditar que o motivo de tais acusações fosse a ambição do Rei Filipe
IV, o Belo e o Papa Clemente V, pelas posses da Ordem dos Templários,
pois em caso de prisão, os bens do acusado passariam a pertencer ao
Estado francês.
A Ordem Demolay possui cerca de 8 milhões de membros em todo o mundo e
mais de 200 mil no Brasil. O DeMolay que completa 21 anos de idade, é
denominado Sênior DeMolay, perde seu direito a voto e o de ocupar
cargos efetivo e passa a poder acompanhar os trabalhos do Capítulo
através da "Associação DeMolay Alumni". No Brasil, a Ordem é
distribuída em mais de setecentos e noventa capítulos, sendo que os
milhares de DeMolays regulares de todos os Estados da federação se
reúnem frequentemente.
No mundo, a Ordem DeMolay pode ser encontrada em vários países como
Argentina, Aruba (Países Baixos), Alemanha, Austrália, Bolívia,
Brasil, Canadá, Colômbia, Estados Unidos, Filipinas, França, Guam
(Estados Unidos), Itália, Japão, México, Panamá, Paraguai, Peru e
Uruguai.
No dia 8 de abril de 2008, o Estado de São Paulo estabeleceu o Dia do
DeMolay, através da Lei Estadual nº 12.905, a ser comemorado
anualmente no dia 18 de março. Em 19 de janeiro de 2010, foi
promulgada a Lei Federal nº 12.208 que instituiu o dia 18 de março
como o Dia Nacional do DeMolay, seguindo o exemplo paulista, sendo que
a escolha da data marca o falecimento de Jacques de Molay, herói e
mártir que inspirou o nome da Ordem.
Os princípios da Ordem são baseados em 7 virtudes, consideradas
cardeais (1. Amor Filial, 2. Reverência pelas Coisas Sagradas, 3.
Cortesia, 4. Companheirismo, 5. Fidelidade, 6. Pureza e 7.
Patriotismo), incentivando cada membro a trilhar seu caminho seguindo
esses preceitos, que são considerados pela Ordem como diferenciais na
vida de um líder e de um Homem de Bem, também como determinantes para
seu destino. DeMolay SCODB
Os baluartes da Ordem são a defesa das Liberdades:
"Religiosa" representada pelo Livro Sagrado. (No Brasil, país de
maioria cristã, uma Bíblia Sagrada).
"Civil", representada pela Bandeira Nacional.
"Intelectual", representada pelos Livros Escolares.
Assim prescreve a ética de um DeMolay:
Um DeMolay respeita Deus acima de tudo;
Um DeMolay honra todas as mulheres;
Um DeMolay ama e honra seus pais;
Um DeMolay é honesto;
Um DeMolay é leal a ideais e amigos;
Um DeMolay executa trabalhos honestos;
Um DeMolay sempre permanece inabalável a favor das escolas públicas;
Um DeMolay é o orgulho de sua Pátria, seus pais, sua família e seus amigos;
A palavra de um DeMolay é tão válida quanto sua confiança.
Sete Virtudes Cardeais de um DeMolay
A Ordem DeMolay invoca sete luzes, simbolizando as sete virtudes
cardeais de um DeMolay, que iluminam seus caminhos conforme passam
pela estrada da vida, simbolizando tudo que é bom e correto, a base de
suas vidas.
Amor Filial: é o amor e carinho que devemos ter por nossos pais, que
nos semearam, geraram, nos ensinaram as primeiras lições de nossas
vidas e se sacrificaram por nós. Através deles nós tivemos as
primeiras lições de educação, respeito e na crença em Deus.
Reverência pelas Coisas Sagradas: significa a crença em Deus, não
importando a sua religião. Para ser um DeMolay o jovem tem que ter fé
Nele.
Cortesia: educação, respeito e solidariedade são princípios que um
DeMolay procura por em prática usando a filantropia, mas somente
válida quando é feita com sentimento, colocando o coração naquilo que
faz. Os DeMolays possuem o seguinte pensamento:
"Para ser útil à sociedade não é necessário ser um DeMolay, mas para
ser um DeMolay é necessário ser útil à sociedade".
Companheirismo: é ser um amigo leal, tanto nas horas boas quanto nas
ruins. O verdadeiro companheiro e amigo é aquele que estende a mão
para um Irmão em momentos de dificuldade. Companheirismo é levar uma
chama de amizade no coração, para que, quando um amigo estiver no meio
do túnel, ela possa iluminar e mostrar onde está a saída.
Fidelidade: é sempre acreditar em seus ideais e virtudes, mantendo em
segredo tudo aquilo que lhe for confiado. É ser fiel a Deus, à sua
Pátria e a seus amigos, seguindo o exemplo de fidelidade de Jacques
DeMolay, que preferiu morrer a trair seus Irmãos ou faltar com seu
juramento.
Pureza: é ser um cidadão idôneo, puro de alma e de coração; é sempre
estar de bem com a própria consciência. É manter a mente longe de tudo
que vá contra os princípios de um bom cidadão.
Patriotismo: é respeitar e defender a nossa Pátria, nosso Estado e
nossa Cidade e, além disso, conservar tudo que diz respeito ao
patrimônio público, como escolas, asilos, orfanatos e hospitais, que
prestam ajuda às pessoas mais carentes de nossa sociedade.
terça-feira, 15 de março de 2016
Soberano ou Sereníssimo?
Brethren,
Muitas vezes recebemos informações através da Rede Colméia ou de
outras fontes, sobre os Grãos Mestres das Grandes Lojas brasileiras e
o titulo é de "Sereníssimo". Quando se relata algo sobre o Grão Mestre
do Brasil, o título usado é de "Soberano". Na maioria das Obediências
do mundo o título é "Sereníssimo".
Não há nada de errado, somente acontecimentos ao longo da historia da
Maçonaria brasileira, que vou procurar elucidar, conforme o que segue
abaixo.
Tempos atrás, aqui no Brasil e em mais alguns outros países, existia
uma única autoridade máxima para o Supremo Conselho dos Altos Graus e
para o Grão Mestre das Lojas Simbólicas. Seu titulo era de "Soberano
Grande Comendador Grão Mestre".
Houve um encontro Maçônico em Lausane, Suíça, em 1925, onde ficou
decidido que uma única pessoa não poderia ocupar os dois cargos ao
mesmo. Posteriormente, o Brasil, acatando essa decisão, fez a devida
correção, porem o titulo de "Soberano" continuou sendo usado para o
Grão Mestre das Lojas Simbólicas, ao invés de "Sereníssimo", o que era
de se esperar.
Posteriormente foi oficializado e assim ficou até hoje.
NOTA: esta pequena pesquisa foi baseada em historiadores brasileiros,
principalmente no maior deles, que foi o Mestre Castellani.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
Muitas vezes recebemos informações através da Rede Colméia ou de
outras fontes, sobre os Grãos Mestres das Grandes Lojas brasileiras e
o titulo é de "Sereníssimo". Quando se relata algo sobre o Grão Mestre
do Brasil, o título usado é de "Soberano". Na maioria das Obediências
do mundo o título é "Sereníssimo".
Não há nada de errado, somente acontecimentos ao longo da historia da
Maçonaria brasileira, que vou procurar elucidar, conforme o que segue
abaixo.
Tempos atrás, aqui no Brasil e em mais alguns outros países, existia
uma única autoridade máxima para o Supremo Conselho dos Altos Graus e
para o Grão Mestre das Lojas Simbólicas. Seu titulo era de "Soberano
Grande Comendador Grão Mestre".
Houve um encontro Maçônico em Lausane, Suíça, em 1925, onde ficou
decidido que uma única pessoa não poderia ocupar os dois cargos ao
mesmo. Posteriormente, o Brasil, acatando essa decisão, fez a devida
correção, porem o titulo de "Soberano" continuou sendo usado para o
Grão Mestre das Lojas Simbólicas, ao invés de "Sereníssimo", o que era
de se esperar.
Posteriormente foi oficializado e assim ficou até hoje.
NOTA: esta pequena pesquisa foi baseada em historiadores brasileiros,
principalmente no maior deles, que foi o Mestre Castellani.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
segunda-feira, 14 de março de 2016
O que a Maçonaria não é...
Brethren,
Na maioria dos livros maçônicos nós temos uma série de afirmativas
dizendo o que é a Maçonaria. Vamos fazer um caminho paralelo e fazer
algumas afirmativas para esclarecer o que a Maçonaria não é ( extraído
de livros Neo Zelandeses).
1) A Maçonaria não é uma Instituição de Caridade, apesar
de que ela realmente pratica Caridade. Devemos deixar claro que
"Caridade" não consiste necessariamente somente de doação em dinheiro.
2) A Maçonaria não se ocupa somente de providenciar
benefícios por doença ou morte de seus Obreiros. Isso é uma função
especifica da área "fraternal" da nossa Ordem. Igualmente, a
Maçonaria, como regra geral, não providencia assistência para maçons
idosos ou maçons enfermos. Nada impede que ela o faça, inclusive, que
dê assistência em causas meritórias na comunidade, como um todo.
3) A Maçonaria não é uma religião. Ela tem uma filosofia
própria, a qual está em harmonia com todas as crenças, e que
transcende a fé sectária. Cada Irmão deverá venerar conforme sua
própria opinião e devoção.
4) A Maçonaria não existe, nem deve ser usada, para
promover os Obreiros em si, muito menos para promover interesses de
negócios ou atividades comerciais.
5) A Maçonaria não é um "Clube Social", apesar de ter uma
vida social entre seus membros. Alguns Irmãos tendem, realmente, a
fazer disso a maior parte de suas vidas Maçônicas. É um erro que deve
ser corrigido, quando ocorre.
Enfim, a Maçonaria é um peculiar Sistema de Moralidade velada em
Alegorias e ilustrada por Símbolos.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
Na maioria dos livros maçônicos nós temos uma série de afirmativas
dizendo o que é a Maçonaria. Vamos fazer um caminho paralelo e fazer
algumas afirmativas para esclarecer o que a Maçonaria não é ( extraído
de livros Neo Zelandeses).
1) A Maçonaria não é uma Instituição de Caridade, apesar
de que ela realmente pratica Caridade. Devemos deixar claro que
"Caridade" não consiste necessariamente somente de doação em dinheiro.
2) A Maçonaria não se ocupa somente de providenciar
benefícios por doença ou morte de seus Obreiros. Isso é uma função
especifica da área "fraternal" da nossa Ordem. Igualmente, a
Maçonaria, como regra geral, não providencia assistência para maçons
idosos ou maçons enfermos. Nada impede que ela o faça, inclusive, que
dê assistência em causas meritórias na comunidade, como um todo.
3) A Maçonaria não é uma religião. Ela tem uma filosofia
própria, a qual está em harmonia com todas as crenças, e que
transcende a fé sectária. Cada Irmão deverá venerar conforme sua
própria opinião e devoção.
4) A Maçonaria não existe, nem deve ser usada, para
promover os Obreiros em si, muito menos para promover interesses de
negócios ou atividades comerciais.
5) A Maçonaria não é um "Clube Social", apesar de ter uma
vida social entre seus membros. Alguns Irmãos tendem, realmente, a
fazer disso a maior parte de suas vidas Maçônicas. É um erro que deve
ser corrigido, quando ocorre.
Enfim, a Maçonaria é um peculiar Sistema de Moralidade velada em
Alegorias e ilustrada por Símbolos.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
quinta-feira, 10 de março de 2016
Possível Origem Das Três Batidas
O uso de batidas para chamar a atenção de pessoas presentes em uma
reunião é um antigo costume. Tanto é verdade que, numa fabrica de
tecidos, em 1335, em York Minster, Inglaterra, foi registrado os
detalhes de uma construção que estava sendo feita nessa fabrica, por
um grupo de Maçons Operativos. Ali é mencionando o trabalho em si,
descanso, etc, e menciona, também, que os Maçons eram chamados após a
refeição para assumirem novamente o trabalho, por batidas dadas na
porta da Loja. Esta Loja, como já foi dito em outras Pílulas, sem
duvida, deveria ser um abrigo coberto perto da referida construção.
Hoje em dia, na Maçonaria Especulativa, as batidas foram
deliberadamente variadas para distinguir os três Graus Simbólicos, uns
dos outros.
Muitas das praticas maçônicas tem forte semelhança com as praticas
Eclesiásticas, apesar que, muitas vezes, falta uma evidencia
definitiva. Entretanto, é fato que a Maçonaria Operativa foi empregada
largamente nas construções de Catedrais e outras construções para a
Igreja, onde podemos supor que as praticas e costumes dos monges,
abades, etc, não eram inteiramente desconhecidas dos integrantes da
Maçonaria Operativa, da qual a Maçonaria Especulativa derivou.
Um exemplo do uso eclesiástico de batidas é visto quando um novo Bispo
esta sendo entronado. Ele se aproxima da porta Leste da Catedral e com
três pancadas nesta, com o seu Bastão Pastoral, obtém a atenção do
Deão e dos membros do Capitulo, dos quais ele obterá permissão para
entrar na conclusão da Cerimônia para sua total introdução no
Episcopado.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
reunião é um antigo costume. Tanto é verdade que, numa fabrica de
tecidos, em 1335, em York Minster, Inglaterra, foi registrado os
detalhes de uma construção que estava sendo feita nessa fabrica, por
um grupo de Maçons Operativos. Ali é mencionando o trabalho em si,
descanso, etc, e menciona, também, que os Maçons eram chamados após a
refeição para assumirem novamente o trabalho, por batidas dadas na
porta da Loja. Esta Loja, como já foi dito em outras Pílulas, sem
duvida, deveria ser um abrigo coberto perto da referida construção.
Hoje em dia, na Maçonaria Especulativa, as batidas foram
deliberadamente variadas para distinguir os três Graus Simbólicos, uns
dos outros.
Muitas das praticas maçônicas tem forte semelhança com as praticas
Eclesiásticas, apesar que, muitas vezes, falta uma evidencia
definitiva. Entretanto, é fato que a Maçonaria Operativa foi empregada
largamente nas construções de Catedrais e outras construções para a
Igreja, onde podemos supor que as praticas e costumes dos monges,
abades, etc, não eram inteiramente desconhecidas dos integrantes da
Maçonaria Operativa, da qual a Maçonaria Especulativa derivou.
Um exemplo do uso eclesiástico de batidas é visto quando um novo Bispo
esta sendo entronado. Ele se aproxima da porta Leste da Catedral e com
três pancadas nesta, com o seu Bastão Pastoral, obtém a atenção do
Deão e dos membros do Capitulo, dos quais ele obterá permissão para
entrar na conclusão da Cerimônia para sua total introdução no
Episcopado.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
terça-feira, 8 de março de 2016
DESCRISTIANIZAÇÃO DA MAÇONARIA
As "Old Charges" mostram que na Maçonaria Operativa os maçons eram,
sem dúvidas, Cristãos Trinitários. Entretanto após a formação da
Grande Loja de Londres e Westminster, em 1717, na Inglaterra, houve
uma "descristianização" durante a formação da Maçonaria Especulativa.
A mudança se concretizou em 1723 na Constituição de Anderson, onde, no
Capítulo referente a "Deus e Religião" ficou estabelecido que as
opiniões religiosas seriam particulares e a Ordem (Craft) teria a
Religião que todos os homens concordam.
Isto, obviamente, era baseado na política dessa nova Grande Loja para
evitar discussões religiosas e políticas, sendo estas os principais
motivos de discórdia e destruição da harmonia na época.
Devemos observar que os maçons já tinham conhecimento, naqueles
tempos, dos perigos apresentados nas discussões sobre religião e
política. A Grande Loja foi formada logo após a rebelião abortiva de
James Stuart, o "Antigo Pretendente" (filho de James II).
Opiniões políticas e religiosas eram conduzidas de modo duro e amargo,
e a desunião entre os Whigs (Hanoverianos) e os Toris (Stuarts) era
muito profunda. O primeiro grupo era, na maioria, Protestantes e o
segundo grupo, Católicos Romanos.
Uma introdução de qualquer tendência na Política e/ou Religião na
Francomaçonaria, naquele estágio, poderia ser desastrosa.
Consequentemente, essa alteração na base religiosa da Ordem permitiu
que Judeus, Muçulmanos, Budistas e outros não-Cristãos, mas que
acreditam em um Supremo Criador, se torne membros da francomaçonaria.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
sem dúvidas, Cristãos Trinitários. Entretanto após a formação da
Grande Loja de Londres e Westminster, em 1717, na Inglaterra, houve
uma "descristianização" durante a formação da Maçonaria Especulativa.
A mudança se concretizou em 1723 na Constituição de Anderson, onde, no
Capítulo referente a "Deus e Religião" ficou estabelecido que as
opiniões religiosas seriam particulares e a Ordem (Craft) teria a
Religião que todos os homens concordam.
Isto, obviamente, era baseado na política dessa nova Grande Loja para
evitar discussões religiosas e políticas, sendo estas os principais
motivos de discórdia e destruição da harmonia na época.
Devemos observar que os maçons já tinham conhecimento, naqueles
tempos, dos perigos apresentados nas discussões sobre religião e
política. A Grande Loja foi formada logo após a rebelião abortiva de
James Stuart, o "Antigo Pretendente" (filho de James II).
Opiniões políticas e religiosas eram conduzidas de modo duro e amargo,
e a desunião entre os Whigs (Hanoverianos) e os Toris (Stuarts) era
muito profunda. O primeiro grupo era, na maioria, Protestantes e o
segundo grupo, Católicos Romanos.
Uma introdução de qualquer tendência na Política e/ou Religião na
Francomaçonaria, naquele estágio, poderia ser desastrosa.
Consequentemente, essa alteração na base religiosa da Ordem permitiu
que Judeus, Muçulmanos, Budistas e outros não-Cristãos, mas que
acreditam em um Supremo Criador, se torne membros da francomaçonaria.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
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