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terça-feira, 22 de março de 2016

Os Três Pontos

A data de 1717 é tida como a divisória entre a Maçonaria Operativa e a
Maçonaria Especulativa. Houve, nesta última, a partir dessa data, um
incremento na Ritualística com novos eventos na Iniciação e nos demais
acontecimentos.

Essa Ritualística tinha sua "fala" decorada e era proibido fazer
cópias manuscritas. Com o passar dos anos, houve uma perda do controle
e começaram a aparecer cópias no ambiente maçônico do mundo todo.

Para dificultar o entendimento, caso essas cópias caíssem em mãos de
profanos, as palavras foram abreviadas. Essa supressão de fonema ou de
sílaba no final da palavra denomina-se "APOCOPE".

Esse sistema era, e é ainda, usado também em documentos transferidos
entre Potências Maçônicas. Na Inglaterra, EUA, Nova Zelândia e
Austrália essa abreviação é feita por um ponto, somente. Na França, e
países da América Latina, que é o caso do Brasil, a abreviação é
tripontuada.

Nos países onde houve influencia da Maçonaria Francesa, é comum
colocar os três pontos no final da assinatura, ou entremeados na
mesma. Não se sabe bem o motivo de tal comportamento. Provavelmente,
uma maneira, não oficial, de reconhecimento entre Maçons.

O conjunto de três pontos não é um Símbolo e nem representa nada na
Maçonaria, e é usado somente em alguns países. Mesmo assim, não
faltaram Maçons de mente fértil que inventaram representações para
eles como o Delta Sagrado, as Três Luzes da Loja, etc, etc. Mackey em
sua Enciclopédia deixa isso bem claro: "não é um Símbolo; simplesmente
uma abreviatura. Qualquer coisa fora desse sentido é futilidade".


Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

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