Não existe, realmente, uma data que possa ser dada como a data de
origem da Francomaçonaria. Entretanto, sem dúvidas, pode ser dito, que
ela se desenvolveu, paralelamente, nos países da Europa e nas Ilhas
Britânicas durante a Idade Média. A Maçonaria atual, chamada
Especulativa, também, sem duvidas, se desenvolveu nas Ilhas Britânicas
(Escócia, Irlanda e, principalmente, na Inglaterra) e se espalhou
para a Europa e restante do Mundo.
Um dos primeiros registros escritos conhecido hoje em dia, é o
Manuscrito de Halliwell ou Poema Regius escrito em torno de 1390 da
nossa era. Muitos dos nossos Símbolos Maçônicos vieram da Maçonaria
Operativa dos tempos Medievais.
Existe a "Carta de Bolonha", menos conhecido, mais antigo do que o
citado acima, datado de 1248. Lá é citado que haviam "Sociedades de
Mestres Maçons e Carpinteiros" em anos anteriores à data mencionada.
Esse documento é conservado até hoje no Arquivo do Estado de Bolonha.
A Maçonaria Moderna, dita Especulativa, como é hoje conhecida, data da
formação da Grande Loja de Londres e Westminster, posteriormente,
Grande Loja Unida da Inglaterra, a qual foi originada em Londres em
1717.
Do século precedente a essa data, existem amplas evidencias da
existência de Lojas Operativas, e durante os anos que antecederam
1717, essas Lojas Operativas mudaram gradualmente suas
características, com a introdução de pessoas que não eram Maçons pela
profissão e eram chamados de Não-Operativos ou Especulativos. Eram os
Aceitos.
O Ritual das Lojas Operativas era de característica bastante
elementar, consistindo em o Candidato ser obrigado a se sujeitar "ao
livro de deveres e obrigações" "the Book", mantido pelos membros mais
antigos (Elders), e concordar com as Obrigações (Charges) lidas para
ele. Levou muitos anos até o Ritual ter o conteúdo e a forma que tem
hoje e, de acordo com referencias e informações disponíveis, ele
assumiu a presente forma em torno de 1825.
Concluindo, de acordo com escritores sérios, incluindo o pessoal da
Loja Quatuor Coronati, parece não haver dúvidas que a Maçonaria se
originou na Idade Média (opinião inclusive do Mestre Castellani).
É temeroso, por falta de provas e evidências concretas, afirmar que a
Maçonaria deve origem na época do Rei Salomão, nos Antigos Egípcios,
nos Essênios, etc, etc.
Uma drástica distinção deve ser feita entre a Ordem Maçônica, como uma
organização, e as Lendas e Tradições, através das quais os
ensinamentos da Ordem são ensinados. Para bom entendedor, meia palavra
basta. Para os fanáticos, uma Enciclopédia é insuficiente.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
-> Patuscadas, nonsenses, lugares comuns (e incomuns) e outras bazófias... Antes de morrer, lembre-se de levar uma moeda para pagar Caronte e cruzar para o outro lado do Estige...
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
LUZES
Este é um assunto muito controverso, pois como é subjetivo, diversas
opiniões são dadas, por diversos autores. Estou considerando o que há
de mais razoável em uma série de livros considerados como "sérios" da
Maçonaria.
Segundo o grande Mestre Nicola Aslan, no seu "Dicionário Enciclopédico":
"em Maçonaria, a palavra Luz tem um significado de Verdade,
Conhecimento, Ciência, Saber, instrução e prática de todas as
virtudes. Diz-se que um profano "recebe a luz", quando é Iniciado".
Mackey, na sua "Enciclopédia", escreve:
"Luz é uma palavra importante do sistema maçônico, transmitindo um
sentido mais longíquo e oculto do que geralmente pensa a maioria dos
leitores. É, de fato, o primeiro de todos os Símbolos apresentados ao
Neófito e que continua a ser-lhe apresentado na carreira maçônica. Os
maçons são enfaticamente chamados de "filhos da Luz", porque são, ou
pelo menos são julgados possuidores do verdadeiro sentido do Símbolo;
ao passo que os profanos, os não Iniciados, que não receberam esse
conhecimento, são, por uma expressão equivalente, considerados como
estando nas trevas".
São consideradas, na Maçonaria inglesa principalmente, dois tipos de
"Luzes": as Luzes Emblemáticas da Maçonaria e as Luzes Simbólicas da
Loja.
As Luzes Emblemáticas se dividem em duas:
- Luzes Maiores, que são a Bíblia, o Esquadro e o Compasso.
- Luzes Menores representado pelo Venerável Mestre, pelo Primeiro
Vigilante e pelo Segundo Vigilante.
As Luzes Simbólicas da Loja são as velas, ou lâmpadas, que são acessas
durante as Lojas: três para o grau de Aprendiz (uma no Oriente, uma no
Ocidente e outra no Meio-Dia),cinco para o grau de Companheiro (três
no Oriente, uma no Ocidente e uma no Meio-dia) e nove para o grau de
Mestre (.três no Oriente, três no Ocidente e três no Meio-Dia).
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
opiniões são dadas, por diversos autores. Estou considerando o que há
de mais razoável em uma série de livros considerados como "sérios" da
Maçonaria.
Segundo o grande Mestre Nicola Aslan, no seu "Dicionário Enciclopédico":
"em Maçonaria, a palavra Luz tem um significado de Verdade,
Conhecimento, Ciência, Saber, instrução e prática de todas as
virtudes. Diz-se que um profano "recebe a luz", quando é Iniciado".
Mackey, na sua "Enciclopédia", escreve:
"Luz é uma palavra importante do sistema maçônico, transmitindo um
sentido mais longíquo e oculto do que geralmente pensa a maioria dos
leitores. É, de fato, o primeiro de todos os Símbolos apresentados ao
Neófito e que continua a ser-lhe apresentado na carreira maçônica. Os
maçons são enfaticamente chamados de "filhos da Luz", porque são, ou
pelo menos são julgados possuidores do verdadeiro sentido do Símbolo;
ao passo que os profanos, os não Iniciados, que não receberam esse
conhecimento, são, por uma expressão equivalente, considerados como
estando nas trevas".
São consideradas, na Maçonaria inglesa principalmente, dois tipos de
"Luzes": as Luzes Emblemáticas da Maçonaria e as Luzes Simbólicas da
Loja.
As Luzes Emblemáticas se dividem em duas:
- Luzes Maiores, que são a Bíblia, o Esquadro e o Compasso.
- Luzes Menores representado pelo Venerável Mestre, pelo Primeiro
Vigilante e pelo Segundo Vigilante.
As Luzes Simbólicas da Loja são as velas, ou lâmpadas, que são acessas
durante as Lojas: três para o grau de Aprendiz (uma no Oriente, uma no
Ocidente e outra no Meio-Dia),cinco para o grau de Companheiro (três
no Oriente, uma no Ocidente e uma no Meio-dia) e nove para o grau de
Mestre (.três no Oriente, três no Ocidente e três no Meio-Dia).
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Quatro níveis de interpretações PARDES
Existem quatro níveis de interpretações utilizados pelos sábios judeus.
Devido a profunda visão judaica sobre as Escrituras (Torá e Tanach) a
Bíblia passa ater um significado profundo e fantástico indo além do
que o cristianismo sugere, até porque as doutrinas cristãs são
pautadas na razão filosófica implantada pelos pais da igreja
(patrística) e seus seguidores posteriores o que vai contrastar com o
entendimento judaico (mais antigo). Isso fará com que percebamos
apenas uma pequena nuança da riqueza que existe nas escrituras e suas
mensagens de alto nível.
O entendimento do judaísmo sobre as escrituras chega a quatro
impressionantes níveis, toda a interpretação da Torá depende muito da
forma como os Judeus estudam a Torá e o Tanach, que nas Bíblias
Cristãs equivale ao Antigo Testamento, é possível chegar ao nível mais
profundo de interpretação chamado: Pardês.
Pardês na tradução literal significa Jardim, porém significa um
acróstico de um método de estudo das Sagradas Escrituras cada uma
atendendo a capacidade da pessoa naquele momento, em outras palavras
Pardês representa quatro diferentes abordagens da exegese das
Escrituras Sagradas no Judaísmo rabínico.
O nome, por vezes também escrito PaRDeS é uma sigla para as quatro abordagens:
1 – Pshat – o "simples significado", ou significado LITERAL. Assim é
ensinado para as crianças e adultos que ainda não estão familiarizados
com a Literatura da Torá. O ensinamento Literal é o mais apropriado
neste caso.
2 – Remez – "dicas" de um significado Alegorico, um ensinamento mais
profundo, e não apenas a expressão literal. Atingidos por pessoas com
melhor nivel cultural e amplo conhecimento de Torá.
3 – Drash – "interpretação"; descobrir o significado atravez do
Midrash, analisando as palavras, a colocação, os formatos das Letras,
por comparação palavras e formas e também por ocorrências semelhantes
noutros locais. Aqui este nível está disponivel para pessoas de grande
conhecimento em Torá, já no caso destacando-se dos demais!
4 – Sod – o "segredo" ou o significado místico e metafísico de uma
passagem. Trata-se aqui de um conhecimento secreto, geralmente está
mais para as pessoas que estão com um nível muito avançado de
conhecimento de Torá. No caso o Sod é alcançado por exegetas, rabinos,
e aspirantes a Cabala.
O importante é que todas as quatro formas de estudo do Pardês nunca
contradiz o significado base. Cada nível de conhecimento é revelado
para quem está preparado para recebê-lo.
Não se pode subir uma escada saltando degraus. É preciso subir degrau
por degrau, respeitando o tempo e as limitações momentâneas, para que
no momento certo, toda a verdade possa ser revelada sem causar danos
psicológicos!
Nunca tome decisões interpretando qualquer coisas de forma literal...
Fonte: Pelotas Occulta
Devido a profunda visão judaica sobre as Escrituras (Torá e Tanach) a
Bíblia passa ater um significado profundo e fantástico indo além do
que o cristianismo sugere, até porque as doutrinas cristãs são
pautadas na razão filosófica implantada pelos pais da igreja
(patrística) e seus seguidores posteriores o que vai contrastar com o
entendimento judaico (mais antigo). Isso fará com que percebamos
apenas uma pequena nuança da riqueza que existe nas escrituras e suas
mensagens de alto nível.
O entendimento do judaísmo sobre as escrituras chega a quatro
impressionantes níveis, toda a interpretação da Torá depende muito da
forma como os Judeus estudam a Torá e o Tanach, que nas Bíblias
Cristãs equivale ao Antigo Testamento, é possível chegar ao nível mais
profundo de interpretação chamado: Pardês.
Pardês na tradução literal significa Jardim, porém significa um
acróstico de um método de estudo das Sagradas Escrituras cada uma
atendendo a capacidade da pessoa naquele momento, em outras palavras
Pardês representa quatro diferentes abordagens da exegese das
Escrituras Sagradas no Judaísmo rabínico.
O nome, por vezes também escrito PaRDeS é uma sigla para as quatro abordagens:
1 – Pshat – o "simples significado", ou significado LITERAL. Assim é
ensinado para as crianças e adultos que ainda não estão familiarizados
com a Literatura da Torá. O ensinamento Literal é o mais apropriado
neste caso.
2 – Remez – "dicas" de um significado Alegorico, um ensinamento mais
profundo, e não apenas a expressão literal. Atingidos por pessoas com
melhor nivel cultural e amplo conhecimento de Torá.
3 – Drash – "interpretação"; descobrir o significado atravez do
Midrash, analisando as palavras, a colocação, os formatos das Letras,
por comparação palavras e formas e também por ocorrências semelhantes
noutros locais. Aqui este nível está disponivel para pessoas de grande
conhecimento em Torá, já no caso destacando-se dos demais!
4 – Sod – o "segredo" ou o significado místico e metafísico de uma
passagem. Trata-se aqui de um conhecimento secreto, geralmente está
mais para as pessoas que estão com um nível muito avançado de
conhecimento de Torá. No caso o Sod é alcançado por exegetas, rabinos,
e aspirantes a Cabala.
O importante é que todas as quatro formas de estudo do Pardês nunca
contradiz o significado base. Cada nível de conhecimento é revelado
para quem está preparado para recebê-lo.
Não se pode subir uma escada saltando degraus. É preciso subir degrau
por degrau, respeitando o tempo e as limitações momentâneas, para que
no momento certo, toda a verdade possa ser revelada sem causar danos
psicológicos!
Nunca tome decisões interpretando qualquer coisas de forma literal...
Fonte: Pelotas Occulta
APRENDIZ PODE FALAR EM LOJA?
É sabido que, em muitas Lojas por nós conhecidas, os Aprendizes estão
proibidos de se manifestarem na "Palavra ao Bem da Ordem em Geral e do
Quadro em Particular".
Não é o caso, felizmente, dos Aprendizes pertencentes às Lojas da ABBM.
Mas, para sabermos o que é correto, referente a esse assunto, vamos
recorrer mais uma vez, ao Mestre José Castellani, resumindo e usando
nosso palavreado, o que nos diz, em seu livro "Consultório Maçônico –
VIII".
"essa proibição não é constitucional nem regimental. Tradicionalmente,
sabe-se que as sociedades iniciáticas, geralmente de cunho religioso,
nas quais os Neófitos limitavam-se durante um certo tempo, a ouvir e a
aprender.
"Era o caso do Mitraismo persa – culto do deus Mitra, o Sol – que era
composto de sete etapas; na primeira o neófito era o Corvo, por que o
corvo, no Mitraismo, era o servo do Sol e porque ele pode imitar fala,
mas não criar idéias próprias, sendo assim, mais um ouvinte, do que um
participante ativo. Idem para as Escolas Pitagóricas, onde existiam
três etapas: Ouvintes, Matemáticos e Físicos".
"em Maçonaria, todavia, não existe essa tradição, mas, sim, o
Simbolismo. Ou seja, simbolicamente, o Aprendiz é uma criança, que não
sabe falar, mas só soletrar. Isto é simbólico e não pode ser levado ao
pé da letra. O Aprendiz pode e deve falar em assuntos inerentes ao seu
Grau, ou nos que interessem a comunidade, de maneira geral".
O assunto pode ter controvérsias, mas me parece que essa explanação do
Mestre Castellani é bem razoável e muito "pé no chão".
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
proibidos de se manifestarem na "Palavra ao Bem da Ordem em Geral e do
Quadro em Particular".
Não é o caso, felizmente, dos Aprendizes pertencentes às Lojas da ABBM.
Mas, para sabermos o que é correto, referente a esse assunto, vamos
recorrer mais uma vez, ao Mestre José Castellani, resumindo e usando
nosso palavreado, o que nos diz, em seu livro "Consultório Maçônico –
VIII".
"essa proibição não é constitucional nem regimental. Tradicionalmente,
sabe-se que as sociedades iniciáticas, geralmente de cunho religioso,
nas quais os Neófitos limitavam-se durante um certo tempo, a ouvir e a
aprender.
"Era o caso do Mitraismo persa – culto do deus Mitra, o Sol – que era
composto de sete etapas; na primeira o neófito era o Corvo, por que o
corvo, no Mitraismo, era o servo do Sol e porque ele pode imitar fala,
mas não criar idéias próprias, sendo assim, mais um ouvinte, do que um
participante ativo. Idem para as Escolas Pitagóricas, onde existiam
três etapas: Ouvintes, Matemáticos e Físicos".
"em Maçonaria, todavia, não existe essa tradição, mas, sim, o
Simbolismo. Ou seja, simbolicamente, o Aprendiz é uma criança, que não
sabe falar, mas só soletrar. Isto é simbólico e não pode ser levado ao
pé da letra. O Aprendiz pode e deve falar em assuntos inerentes ao seu
Grau, ou nos que interessem a comunidade, de maneira geral".
O assunto pode ter controvérsias, mas me parece que essa explanação do
Mestre Castellani é bem razoável e muito "pé no chão".
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Regime Escocês Retificado
O Regime Escocês Retificado (RER) descende diretamente da Ordem da
Estrita Observância Templária, seja no Simbolismo Cavalheiresco, seja
nos princípios Cristãos. A Retificação aconteceu no Convento de Lyon,
em 1778, no qual foram adotados dois Códigos: "Código Maçônico das
Lojas Reunidas e Retificadas" e "Código Geral dos Regulamentos da
Ordem dos Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa". Ainda hoje são os
únicos documentos inspiradores do RER. A "Regra Maçônica das Lojas
Reunidas e Retificadas", que criou efetivamente e definitivamente o
Regime, foi adotada no Convento de Wilhelmsbad, em 1782.
Escopo
O RER tem como escopo o aperfeiçoamento que cada homem tem de
perseguir individualmente e o exercício de uma caridade ativa, voltada
a cada homem.
Estrutura
O RER é uma Ordem Maçônica nos quatro primeiros Graus e uma Ordem
Cavalheiresca nos dois últimos. Os três primeiros Graus – pelas
convenções em uso e para consentir a regularidade das Lojas – são
administrados por Potências Maçônicas Regulares, sendo no Brasil pelo
Grande Oriente do Brasil (GOB), enquanto os três últimos são
governados pelo Grande Priorado do Brasil. Uma Ordem Interna que
administra os Graus Cavalheirescos (ou Graus da Cavalaria do CBCS) (5
e 6). É uma Ordem Cristã, porém não é confessionária. É importante não
confundir "Cristão" com "Catolicismo".
Grau 4 – Mestre Escocês de Santo André
Nascido como último Grau dos quatro Graus Maçônicos do RER, ele
representa a finalização de um caminho de evolução que começou com a
Iniciação. Cada Grau da Ordem Maçônica Retificada trabalha uma virtude
cardeal, sendo que a "Força" é a deste Grau. Com uma Cerimônia cheia
de simbolismo, muito esotérica e espiritual, transmite ao Candidato
várias mensagens: a transitoriedade do mundo terreno e a limitação do
ser humano, mas também indica um caminho para a elevação de si mesmo,
e transmite uma mensagem de esperança num futuro melhor. O Grau é a
União entre o Antigo e o Novo Testamento.
Grau 5 – Escudeiro Noviço
É o primeiro Grau "dos escolhidos", no sentido que, enquanto até o
Grau 4 são alcançados com o trabalho e a dedicação e são etapas de um
caminho a ser percorrido pelo maçom no seu aperfeiçoamento, somente
entra na Ordem Interna (Graus 5 e 6) quem for convidado por membros da
Ordem e aprovado pelo Diretório da mesma. Representa a entrada numa
Ordem de Cavalaria Cristã, onde os princípios das duas são trabalhados
e aperfeiçoados.
O simbolismo do Escudeiro (o ajudante de um Cavaleiro) significa que
ainda há um caminho de aperfeiçoamento a ser percorrido, acompanhando
um "guia" – o Cavaleiro – que já completou esse caminho e hoje é apto
a conduzir um novo candidato. O Grau 5 é provisório no sentido de que,
quem não completar esse caminho, poderá voltar ao Grau 4, pois se não
manifestar as qualidades para poder ser Cavaleiro, não teria sentido
ficar numa Ordem Cavalheiresca.
Grau 6 – Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa
Para o Grau 6 (CBCS), somente o Grão-Prior e Grão-Mestre Nacional do
Grande Priorado tem poderes para Armar um Cavaleiro Benfeitor da
Cidade Santa, não existe outra forma. No nosso caso, quem pode fazê-lo
é o Reverendo Irmão Wagner Veneziani Costa.
Representa a apoteose do caminho! O cumprimento de um caminho de
aperfeiçoamento, onde as virtudes já foram tão bem trabalhadas que o
Cavaleiro não precisa mais nem de guias nem de compromissos, pois já
se aperfeiçoou individualmente pela prática das virtudes dos Graus
inferiores a tal ponto de ser ele mesmo exemplo e guia, não somente
para os outros membros do Regime, mas também para o seu constante
aperfeiçoamento pessoal e pela humanidade como um todo. Isto é feito
em conformidade com o escopo do RER, descrito no começo deste texto. E
ninguém melhor que um Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa representa
esse status, pois recolhe simbolicamente na mesma definição os
arquétipos das Virtudes, bem como uma ligação com os Cavaleiros
Templários (dos quais pega o nome original!), onde o Regime como um
todo afirma querer trazer inspiração e perpetuar os princípios.
Fonte: Rede Colméia
Estrita Observância Templária, seja no Simbolismo Cavalheiresco, seja
nos princípios Cristãos. A Retificação aconteceu no Convento de Lyon,
em 1778, no qual foram adotados dois Códigos: "Código Maçônico das
Lojas Reunidas e Retificadas" e "Código Geral dos Regulamentos da
Ordem dos Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa". Ainda hoje são os
únicos documentos inspiradores do RER. A "Regra Maçônica das Lojas
Reunidas e Retificadas", que criou efetivamente e definitivamente o
Regime, foi adotada no Convento de Wilhelmsbad, em 1782.
Escopo
O RER tem como escopo o aperfeiçoamento que cada homem tem de
perseguir individualmente e o exercício de uma caridade ativa, voltada
a cada homem.
Estrutura
O RER é uma Ordem Maçônica nos quatro primeiros Graus e uma Ordem
Cavalheiresca nos dois últimos. Os três primeiros Graus – pelas
convenções em uso e para consentir a regularidade das Lojas – são
administrados por Potências Maçônicas Regulares, sendo no Brasil pelo
Grande Oriente do Brasil (GOB), enquanto os três últimos são
governados pelo Grande Priorado do Brasil. Uma Ordem Interna que
administra os Graus Cavalheirescos (ou Graus da Cavalaria do CBCS) (5
e 6). É uma Ordem Cristã, porém não é confessionária. É importante não
confundir "Cristão" com "Catolicismo".
Grau 4 – Mestre Escocês de Santo André
Nascido como último Grau dos quatro Graus Maçônicos do RER, ele
representa a finalização de um caminho de evolução que começou com a
Iniciação. Cada Grau da Ordem Maçônica Retificada trabalha uma virtude
cardeal, sendo que a "Força" é a deste Grau. Com uma Cerimônia cheia
de simbolismo, muito esotérica e espiritual, transmite ao Candidato
várias mensagens: a transitoriedade do mundo terreno e a limitação do
ser humano, mas também indica um caminho para a elevação de si mesmo,
e transmite uma mensagem de esperança num futuro melhor. O Grau é a
União entre o Antigo e o Novo Testamento.
Grau 5 – Escudeiro Noviço
É o primeiro Grau "dos escolhidos", no sentido que, enquanto até o
Grau 4 são alcançados com o trabalho e a dedicação e são etapas de um
caminho a ser percorrido pelo maçom no seu aperfeiçoamento, somente
entra na Ordem Interna (Graus 5 e 6) quem for convidado por membros da
Ordem e aprovado pelo Diretório da mesma. Representa a entrada numa
Ordem de Cavalaria Cristã, onde os princípios das duas são trabalhados
e aperfeiçoados.
O simbolismo do Escudeiro (o ajudante de um Cavaleiro) significa que
ainda há um caminho de aperfeiçoamento a ser percorrido, acompanhando
um "guia" – o Cavaleiro – que já completou esse caminho e hoje é apto
a conduzir um novo candidato. O Grau 5 é provisório no sentido de que,
quem não completar esse caminho, poderá voltar ao Grau 4, pois se não
manifestar as qualidades para poder ser Cavaleiro, não teria sentido
ficar numa Ordem Cavalheiresca.
Grau 6 – Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa
Para o Grau 6 (CBCS), somente o Grão-Prior e Grão-Mestre Nacional do
Grande Priorado tem poderes para Armar um Cavaleiro Benfeitor da
Cidade Santa, não existe outra forma. No nosso caso, quem pode fazê-lo
é o Reverendo Irmão Wagner Veneziani Costa.
Representa a apoteose do caminho! O cumprimento de um caminho de
aperfeiçoamento, onde as virtudes já foram tão bem trabalhadas que o
Cavaleiro não precisa mais nem de guias nem de compromissos, pois já
se aperfeiçoou individualmente pela prática das virtudes dos Graus
inferiores a tal ponto de ser ele mesmo exemplo e guia, não somente
para os outros membros do Regime, mas também para o seu constante
aperfeiçoamento pessoal e pela humanidade como um todo. Isto é feito
em conformidade com o escopo do RER, descrito no começo deste texto. E
ninguém melhor que um Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa representa
esse status, pois recolhe simbolicamente na mesma definição os
arquétipos das Virtudes, bem como uma ligação com os Cavaleiros
Templários (dos quais pega o nome original!), onde o Regime como um
todo afirma querer trazer inspiração e perpetuar os princípios.
Fonte: Rede Colméia
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Os Estatutos Schaw - 1598
Em Edimburgo, no vigésimo oitavo dia de dezembro do ano do Senhor de
1598. Estatutos e instruções que devem observar todos os Mestres
Maçons deste reino, empossados por William Schaw, Mestre de Obras de
Sua Majestade, o rei Jaime VI, e Venerável Geral do mencionado Ofício,
com o consentimento dos Mestres abaixo firmados.
1. Primeiramente, observar e guardar o que seus predecessores
guardaram de memória, ou seja, todas as instruções anteriormente
estabelecidas referentes aos privilégios de seu Ofício, e em
particular ser sincero uns com ou outros e viverem juntos na caridade,
havendo se convertido, por juramento em Irmãos e Companheiros de
Ofício.
2. Obedecer a seus Veneráveis, Diáconos e Mestres em tudo o que seja
referente a seu Ofício.
3. Serem honestos, fiéis e diligentes em seu trabalho e se comportar
com retidão diante de seus Mestres ou proprietários das obras
empreendidas, sendo estas pagas por empreitada, ou por alojamento e
alimento ou por semana.
4. Ninguém empreenderá uma obra, grande ou pequena, que não seja capaz
de executar com competência, sob pena de multa de quarenta libras ou
do quarto valor da referida obra, sem prejuízo das indenizações e
compensações a pagar aos proprietários da obra, segundo estimativa e
juízo do Venerável Geral, ou em sua ausência, segundo a estimativa dos
Veneráveis, Diáconos e Mestres do condado onde a referida obra está
sendo construída.
5. Nenhum Mestre tomará para si obra de outro Mestre depois que este
ter contratado com o proprietário da obra, seja por contrato, acordo
de fidelidade ou acordo verbal, sob pena de multa de quarenta libras.
6. Nenhum Mestre retomará uma obra na qual outros Mestres já tenham
trabalhado anteriormente até que seus predecessores tenham recebido o
pagamento pelo trabalho cumprido, sob pena da mesma multa.
7. Em cada uma das Lojas em que se distribuem os maçons será escolhido
e eleito a cada ano um Venerável que estará a cardo da mesma, por
sufrágio dos Mestres das referidas Lojas e com o consentimento do
Venerável Geral se este estiver presente. Se não for possível para
este último comparecer, será informado que um Venerável foi eleito
pelo período de um ano, a fim de poder serem enviadas suas diretrizes
ao Venerável eleito.
8. Nenhum Mestre tomará mais de três aprendizes ao longo de sua vida,
a não ser se este obter um consentimento de todos os Veneráveis,
Diáconos e Mestres do condado onde vive o Aprendiz que pretende tomar.
9. Nenhum Mestre tomará nem se valerá de um Aprendiz por menos de sete
anos, e tampouco será permitido fazer deste Aprendiz um irmão e
Companheiro de Ofício até que tenha exercido outros sete anos, até o
término de seu aprendizado, salvo dispensa especial concedida pelos
Veneráveis, Diáconos e Mestres reunidos para avaliá-lo, e que tenha
sido comprovado suficientemente seu valor, qualificação e habilidade
daquele a que se pretende ser feito Companheiro de Ofício; isso tudo,
sob pena de uma multa de quarenta libras a ser recebida daquele que
tenha sido feito Companheiro de Ofício sem a devida instrução
necessária, sem prejuízo das penas que possam ser aplicadas à Loja a
qual este pertença.
10. Não será permitido a nenhum Mestre vender seu Aprendiz a outro
Mestre, nem liberar, através de pagamento, o Aprendiz dos anos de
ensinamento que a ele é devido, sob pena de uma multa de quarenta
libras.
11. Nenhum Mestre receberá aprendizes sem informar ao Venerável da
Loja a qual pertença, a fim de que o nome do referido Aprendiz e o dia
de sua iniciação possam ser devidamente registrados.
12. Nenhum Aprendiz será iniciado sem que seja respeitada a mesma
regra, a saber, que seu ingresso seja devidamente registrado.
13. Nenhum Mestre ou Companheiro de Ofício será recebido ou admitido
sem a presença de pelo menos seis Mestres e de dois aprendizes
iniciados, sendo Venerável de Loja um desses seis; no dia da recepção,
o referido Companheiro de Ofício ou o Mestre será devidamente
registrado e seu nome e marca serão inscritos em livro próprio em
conjunto com os nomes dos seis que o receberam, além dos Aprendizes
aceitos, igualmente que registraram o nome dos instrutores que devem
eleger cada recipiendário. Tudo isso com a condição de que nenhum
homem será admitido sem que seja examinado e se prove suficientemente
sua habilidade e valor no Ofício a que se consagra.
14. Nenhum Mestre trabalhará em uma obra de Maçonaria sob a autoridade
ou direção de outro homem de Ofício que já tenha tomado a seu encargo
uma obra de Maçonaria.
15. Nenhum Mestre ou Companheiro de Ofício acolherá um cowan* para
trabalhar com ele, nem enviará nenhum dos seus ajudantes para
trabalhar com os cowans, sob pena de uma multa de vinte libras cada
vez que alguém contrariar esta regra.
16. Não se permitirá a um Aprendiz iniciado empreender uma tarefa ou
obra para um proprietário por um valor superior a dez libras, sob pena
da mesma multa precedente, a saber, vinte libras; e depois de ter
executado esta tarefa, não iniciará outra sem permissão dos Mestres ou
do Venerável do lugar.
17. Se existir alguma disputa, querela ou desentendimento entre os
Mestres, os ajudantes ou os aprendizes iniciados, que as partes em
questão comuniquem a causa de sua querela aos veneráveis e a os
diáconos de sua Loja em um prazo de vinte e quatro horas, sob pena de
multa de dez libras, a fim de que possam reconciliar-se e chegar a um
consenso e que suas diferenças possam ser aplainados pelos referidos
veneráveis, diáconos e Mestres; e se ocorrer de uma das partes se
empenhar e ser obstinado em sua questão, esta será excluída dos
privilégios de sua Loja e não lhe será permitido voltar a trabalhar
nela até que reconheça seu erro diante dos veneráveis, diáconos ou
Mestres.
18.Todos os Mestres empreendedores de obra velarão para que os
andaimes e as passarelas estejam solidamente instalados e dispostos, a
fim de que nenhuma pessoa empregada na referida obra se machuque como
conseqüência de sua negligência ou sua imperícia, sob pena de serem
privados do direito de trabalhar como Mestres responsáveis de obas e
de serem condenados pelo resto de seus dias a trabalhar sob as ordens
de outro Mestre principal que tenha obras sob seu encargo.
19.Nenhum Mestre acolherá nem empregará Aprendiz ou ajudante que tenha
se livrado do serviço de outro Mestre e no caso de ter agido por
ignorância, não o manterá quando for informado da situação, sob pena
de uma multa de quarenta libras.
20.Todas as pessoas pertencentes ao Ofício de maçom se reunirão em
tempo e lugar devidamente anunciado sob pena de uma multa de dez
libras, em caso de ausência.
21.Todos os Mestres que forem convocados para uma assembléia ou
reunião prestarão o juramento solene de não ocultar nem dissimular as
faltas ou infrações que tenham cometido um dos outros, assim como as
faltas ou infrações que tais homens de Ofício tenham conhecimento de
ter cometido contra os proprietários das obras sob seu encargo; tudo
isso, sob pena de uma multa de dez libras a ser paga por aqueles que
tenham dissimulado tais faltas.
22. Ordena-se que todas as multas previstas anteriormente sejam
aplicadas sobre os delinqüentes e contraventores das instruções pelos
Veneráveis, Diáconos e Mestres das Lojas as quais pertençam os
culpados e que o produto seja distribuído ad pios usus segundo a
consciência e parecer destas pessoas.
E com o fim de que estas instruções sejam executados e observadas tal
como estão determinadas, todos os Mestres reunidos no dia indicado
desde já se comprometem e se obrigam a obedecer fielmente. É por isso
que o Venerável Geral requereu que seja firmado o presente manuscrito
de seu próprio punho, a fim e que uma cópia autêntica seja encaminhada
a cada Loja particular deste reino.
fonte: Rede Colméia
1598. Estatutos e instruções que devem observar todos os Mestres
Maçons deste reino, empossados por William Schaw, Mestre de Obras de
Sua Majestade, o rei Jaime VI, e Venerável Geral do mencionado Ofício,
com o consentimento dos Mestres abaixo firmados.
1. Primeiramente, observar e guardar o que seus predecessores
guardaram de memória, ou seja, todas as instruções anteriormente
estabelecidas referentes aos privilégios de seu Ofício, e em
particular ser sincero uns com ou outros e viverem juntos na caridade,
havendo se convertido, por juramento em Irmãos e Companheiros de
Ofício.
2. Obedecer a seus Veneráveis, Diáconos e Mestres em tudo o que seja
referente a seu Ofício.
3. Serem honestos, fiéis e diligentes em seu trabalho e se comportar
com retidão diante de seus Mestres ou proprietários das obras
empreendidas, sendo estas pagas por empreitada, ou por alojamento e
alimento ou por semana.
4. Ninguém empreenderá uma obra, grande ou pequena, que não seja capaz
de executar com competência, sob pena de multa de quarenta libras ou
do quarto valor da referida obra, sem prejuízo das indenizações e
compensações a pagar aos proprietários da obra, segundo estimativa e
juízo do Venerável Geral, ou em sua ausência, segundo a estimativa dos
Veneráveis, Diáconos e Mestres do condado onde a referida obra está
sendo construída.
5. Nenhum Mestre tomará para si obra de outro Mestre depois que este
ter contratado com o proprietário da obra, seja por contrato, acordo
de fidelidade ou acordo verbal, sob pena de multa de quarenta libras.
6. Nenhum Mestre retomará uma obra na qual outros Mestres já tenham
trabalhado anteriormente até que seus predecessores tenham recebido o
pagamento pelo trabalho cumprido, sob pena da mesma multa.
7. Em cada uma das Lojas em que se distribuem os maçons será escolhido
e eleito a cada ano um Venerável que estará a cardo da mesma, por
sufrágio dos Mestres das referidas Lojas e com o consentimento do
Venerável Geral se este estiver presente. Se não for possível para
este último comparecer, será informado que um Venerável foi eleito
pelo período de um ano, a fim de poder serem enviadas suas diretrizes
ao Venerável eleito.
8. Nenhum Mestre tomará mais de três aprendizes ao longo de sua vida,
a não ser se este obter um consentimento de todos os Veneráveis,
Diáconos e Mestres do condado onde vive o Aprendiz que pretende tomar.
9. Nenhum Mestre tomará nem se valerá de um Aprendiz por menos de sete
anos, e tampouco será permitido fazer deste Aprendiz um irmão e
Companheiro de Ofício até que tenha exercido outros sete anos, até o
término de seu aprendizado, salvo dispensa especial concedida pelos
Veneráveis, Diáconos e Mestres reunidos para avaliá-lo, e que tenha
sido comprovado suficientemente seu valor, qualificação e habilidade
daquele a que se pretende ser feito Companheiro de Ofício; isso tudo,
sob pena de uma multa de quarenta libras a ser recebida daquele que
tenha sido feito Companheiro de Ofício sem a devida instrução
necessária, sem prejuízo das penas que possam ser aplicadas à Loja a
qual este pertença.
10. Não será permitido a nenhum Mestre vender seu Aprendiz a outro
Mestre, nem liberar, através de pagamento, o Aprendiz dos anos de
ensinamento que a ele é devido, sob pena de uma multa de quarenta
libras.
11. Nenhum Mestre receberá aprendizes sem informar ao Venerável da
Loja a qual pertença, a fim de que o nome do referido Aprendiz e o dia
de sua iniciação possam ser devidamente registrados.
12. Nenhum Aprendiz será iniciado sem que seja respeitada a mesma
regra, a saber, que seu ingresso seja devidamente registrado.
13. Nenhum Mestre ou Companheiro de Ofício será recebido ou admitido
sem a presença de pelo menos seis Mestres e de dois aprendizes
iniciados, sendo Venerável de Loja um desses seis; no dia da recepção,
o referido Companheiro de Ofício ou o Mestre será devidamente
registrado e seu nome e marca serão inscritos em livro próprio em
conjunto com os nomes dos seis que o receberam, além dos Aprendizes
aceitos, igualmente que registraram o nome dos instrutores que devem
eleger cada recipiendário. Tudo isso com a condição de que nenhum
homem será admitido sem que seja examinado e se prove suficientemente
sua habilidade e valor no Ofício a que se consagra.
14. Nenhum Mestre trabalhará em uma obra de Maçonaria sob a autoridade
ou direção de outro homem de Ofício que já tenha tomado a seu encargo
uma obra de Maçonaria.
15. Nenhum Mestre ou Companheiro de Ofício acolherá um cowan* para
trabalhar com ele, nem enviará nenhum dos seus ajudantes para
trabalhar com os cowans, sob pena de uma multa de vinte libras cada
vez que alguém contrariar esta regra.
16. Não se permitirá a um Aprendiz iniciado empreender uma tarefa ou
obra para um proprietário por um valor superior a dez libras, sob pena
da mesma multa precedente, a saber, vinte libras; e depois de ter
executado esta tarefa, não iniciará outra sem permissão dos Mestres ou
do Venerável do lugar.
17. Se existir alguma disputa, querela ou desentendimento entre os
Mestres, os ajudantes ou os aprendizes iniciados, que as partes em
questão comuniquem a causa de sua querela aos veneráveis e a os
diáconos de sua Loja em um prazo de vinte e quatro horas, sob pena de
multa de dez libras, a fim de que possam reconciliar-se e chegar a um
consenso e que suas diferenças possam ser aplainados pelos referidos
veneráveis, diáconos e Mestres; e se ocorrer de uma das partes se
empenhar e ser obstinado em sua questão, esta será excluída dos
privilégios de sua Loja e não lhe será permitido voltar a trabalhar
nela até que reconheça seu erro diante dos veneráveis, diáconos ou
Mestres.
18.Todos os Mestres empreendedores de obra velarão para que os
andaimes e as passarelas estejam solidamente instalados e dispostos, a
fim de que nenhuma pessoa empregada na referida obra se machuque como
conseqüência de sua negligência ou sua imperícia, sob pena de serem
privados do direito de trabalhar como Mestres responsáveis de obas e
de serem condenados pelo resto de seus dias a trabalhar sob as ordens
de outro Mestre principal que tenha obras sob seu encargo.
19.Nenhum Mestre acolherá nem empregará Aprendiz ou ajudante que tenha
se livrado do serviço de outro Mestre e no caso de ter agido por
ignorância, não o manterá quando for informado da situação, sob pena
de uma multa de quarenta libras.
20.Todas as pessoas pertencentes ao Ofício de maçom se reunirão em
tempo e lugar devidamente anunciado sob pena de uma multa de dez
libras, em caso de ausência.
21.Todos os Mestres que forem convocados para uma assembléia ou
reunião prestarão o juramento solene de não ocultar nem dissimular as
faltas ou infrações que tenham cometido um dos outros, assim como as
faltas ou infrações que tais homens de Ofício tenham conhecimento de
ter cometido contra os proprietários das obras sob seu encargo; tudo
isso, sob pena de uma multa de dez libras a ser paga por aqueles que
tenham dissimulado tais faltas.
22. Ordena-se que todas as multas previstas anteriormente sejam
aplicadas sobre os delinqüentes e contraventores das instruções pelos
Veneráveis, Diáconos e Mestres das Lojas as quais pertençam os
culpados e que o produto seja distribuído ad pios usus segundo a
consciência e parecer destas pessoas.
E com o fim de que estas instruções sejam executados e observadas tal
como estão determinadas, todos os Mestres reunidos no dia indicado
desde já se comprometem e se obrigam a obedecer fielmente. É por isso
que o Venerável Geral requereu que seja firmado o presente manuscrito
de seu próprio punho, a fim e que uma cópia autêntica seja encaminhada
a cada Loja particular deste reino.
fonte: Rede Colméia
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
Maçonaria no Brasil: Generalidades
O grande feito da Maçonaria, já nos séculos XVII e XVIII, foi
exportar o ideal revolucionário e republicano para toda a América (do
Norte e Latina). Foi a grande mudança de paradigma. Centros
geográficos como Olinda e Recife, Salvador, Tijuco (depois
Diamantina) e Vila Rica (depois Ouro Preto), até mesmo em função
da tremenda mudança de paradigma que foi a colonização das Américas,
já reuniam grande riqueza e grande número de imigrantes. Luxava-se
mais em Olinda e Vila Rica do que mesmo em Lisboa.
Como o ideal de Fraternidade é de natureza expansionista, as ideias de
Liberdade, Igualdade e Fraternidade, logo varriam todas as Américas.
Em 1760, por exemplo, já não havia colônia americana que não fosse
permeada pela Maçonaria.
A primeira loja regular em Portugal data de 1727, embora se tenha
notícias de atividades maçônicas antes disso. Em 1744 o Sr.
Sebastião José de Carvalho e Melo, português, foi iniciado em Londres,
durante uma festa de São João. Esse cidadão português mais tarde
foi sagrado Conde de Oeiras e, depois, Marquês de Pombal.
Um outro centro irradiador de ideias e ideais, já desde 1620, era a
Faculdade de Medicina, Ciências e Letras, da Universidade de
Montpellier, na França; manteve ligações permanentes com figuras
como Thomas Jefferson, Benjamin Franklin, John Adam, Domingos
Vidal Barbosa, José Mariano Leal, Domingos José Martins, José
Joaquim da Maia e José Álvares Maciel entre outros; no século
18, em Montpellier, havia mais do que 10 lojas maçônicas
livremente fermentando ideias republicanas nos diferentes estudantes
de todos os cantos do mundo.
Primórdios brasileiros
Kurt Prober, que sempre escrevia apoiado em sólida documentação, cita
em sua bibliografia ("Cadastro Geral das Lojas Maçônicas") que a
primeira atividade maçônica brasileira que merece registro foi em
1724, na "Academia Brasílica do Esquecidos", onde foi iniciado o Padre
Gonçalves Soares de França, o Coronel (e historiador notável)
Sebastião da Rocha Pitta, o Desembargador Caetano de Britto e outros.
Mais tarde todas as atas dessa sociedade secreta foram queimadas.
O argentino Alcebíades Lappa, em 1981, em tese internacional, usando
um Livro de Atas do Duque de Norfolk, em Londres, provou que o Ir.:
Randolph Took foi designado, já em 1735, como Grão-Mestre Provincial
para a América do Sul ( o que equivalia a dizer Brasil).
E mais ainda, há uma carta do médico inglês Robert Young, em nome da
Loja de São João, de Buenos Aires, em 1741, dirigida à Loja de São
João do Brasil, recomendando-lhe o Ir.: Richard Lindsey que se
encontrava no Brasil.
Há vestígios da existência, em 1750, de um grande Oriente Maçônico,
em Salvador, vinculado ao grande Oriente da França, com fortes
tendências liberais e republicanas. No Rio em 1752 foi criada a
Associação Literária dos Seletos.
GOB
Criado em 17 de junho de 1822, o Grande Oriente do Brasil - GOB, única
potência brasileira a deter o reconhecimento primordial, secular e
definitivo da Loja-Mãe da Inglaterra, inscrito entre as quatro ou
cinco maiores potências maçônicas do mundo, tem cadeira cativa e
fortemente destacada na história do país, tanto no período monárquico
quanto no republicano. O século 18 foi marcado pelo Iluminismo, o 19
pelas ideologias e o 20 pela emergência e domínio das tecnociências.
Estado da Arte
No século XX três (3) vertentes científicas mudaram a face da
humanidade com efeitos revolucionários radicais:
· a manipulação do átomo ( e a energia atômica) => desde a
dizimação de cidades inteiras com centenas de milhares de mortos, até
a pesquisa na agricultura, na medicina e na química, com radioisótopos
para medir taxações diversas, radioterapia, estados de nutrientes
etc.; a energia atômica e a física nuclear tocam um papel
importante no concerto das nações indicando o parâmetro principal na
questão da hegemonia entre eles (quem tem mais manda mais);
· a manipulação do gene (a biologia molecular e a
biotecnologia) => o conhecimento da estrutura genética tem produzido
inúmeros benefícios, mormente na agricultura, onde aumentou
substancialmente a produção e a produtividade na plantação e colheita
dos gêneros hortifrutigranjeiros; pesquisa de germoplasma têm sido
muito importante na construção de cadeias nutrientes mais viáveis e
assimiláveis; o estudo de clonagem tem introduzido grandes
barateamentos na produção; estima-se que dentro de 30 anos (ou
menos) a técnica de criogenia estará totalmente dominada e
disseminada;
· e a tecnologia de redes de computadores => minimizando a
tirania que tempo e distância sempre impuseram sobre o gênero
humano; com o computador vence-se, em parte, a tirania do
tempo, dando-se agilidade às tarefas de memorização; e, pelas
redes de computadores, minora-se o efeito maléfico das
distâncias a serem vencidas, dado que o homem pode
manifestar-se, simultaneamente, em dois ou mais lugares do
planeta pelo uso e exploração da tecnologia de redes.
O gênero humano está entre 2 (dois) mundos, quais sejam: o mundo
natural (da Natureza) e o mundo cultural (da construção cultural
originária da própria mente humana). A cultura é obra do homem
que, com o seu fazer e o seu saber, age sobre a NATUREZA. O homem,
portanto, muda a Natureza e a Natureza mudada muda o homem; por
exemplo: o rio São Francisco, da unidade nacional, é natureza, já
sua transposição das águas, é canal, é cultura.
As mudanças, que implicam ruptura com a ordem estabelecida, são todas
temáticas; não obstante isso até o início do século XX as mudanças
eram administráveis. e agora?!
O quadro atual da humanidade, portanto, tem sido marcado pela
entropia e pela difusão caótica dos costumes e dos conhecimentos como
se apontasse para o momento da virada total em que surgirá a ORDEM
(nascida do caos)! A cultura, que na Idade primitiva era
transmitida pela tradição oral - passando pelos monges copistas,
da Idade Média, e pela imprensa de João Gutemberg, no Renascimento
-, hoje já está sendo veiculada pela multimídia, que é um
substrato computadorizado que canaliza Dados, Voz, Vídeo e
Videoconferência, sob a forma abstrata de bits, pela rede!
Fonte: Rede Colméia
exportar o ideal revolucionário e republicano para toda a América (do
Norte e Latina). Foi a grande mudança de paradigma. Centros
geográficos como Olinda e Recife, Salvador, Tijuco (depois
Diamantina) e Vila Rica (depois Ouro Preto), até mesmo em função
da tremenda mudança de paradigma que foi a colonização das Américas,
já reuniam grande riqueza e grande número de imigrantes. Luxava-se
mais em Olinda e Vila Rica do que mesmo em Lisboa.
Como o ideal de Fraternidade é de natureza expansionista, as ideias de
Liberdade, Igualdade e Fraternidade, logo varriam todas as Américas.
Em 1760, por exemplo, já não havia colônia americana que não fosse
permeada pela Maçonaria.
A primeira loja regular em Portugal data de 1727, embora se tenha
notícias de atividades maçônicas antes disso. Em 1744 o Sr.
Sebastião José de Carvalho e Melo, português, foi iniciado em Londres,
durante uma festa de São João. Esse cidadão português mais tarde
foi sagrado Conde de Oeiras e, depois, Marquês de Pombal.
Um outro centro irradiador de ideias e ideais, já desde 1620, era a
Faculdade de Medicina, Ciências e Letras, da Universidade de
Montpellier, na França; manteve ligações permanentes com figuras
como Thomas Jefferson, Benjamin Franklin, John Adam, Domingos
Vidal Barbosa, José Mariano Leal, Domingos José Martins, José
Joaquim da Maia e José Álvares Maciel entre outros; no século
18, em Montpellier, havia mais do que 10 lojas maçônicas
livremente fermentando ideias republicanas nos diferentes estudantes
de todos os cantos do mundo.
Primórdios brasileiros
Kurt Prober, que sempre escrevia apoiado em sólida documentação, cita
em sua bibliografia ("Cadastro Geral das Lojas Maçônicas") que a
primeira atividade maçônica brasileira que merece registro foi em
1724, na "Academia Brasílica do Esquecidos", onde foi iniciado o Padre
Gonçalves Soares de França, o Coronel (e historiador notável)
Sebastião da Rocha Pitta, o Desembargador Caetano de Britto e outros.
Mais tarde todas as atas dessa sociedade secreta foram queimadas.
O argentino Alcebíades Lappa, em 1981, em tese internacional, usando
um Livro de Atas do Duque de Norfolk, em Londres, provou que o Ir.:
Randolph Took foi designado, já em 1735, como Grão-Mestre Provincial
para a América do Sul ( o que equivalia a dizer Brasil).
E mais ainda, há uma carta do médico inglês Robert Young, em nome da
Loja de São João, de Buenos Aires, em 1741, dirigida à Loja de São
João do Brasil, recomendando-lhe o Ir.: Richard Lindsey que se
encontrava no Brasil.
Há vestígios da existência, em 1750, de um grande Oriente Maçônico,
em Salvador, vinculado ao grande Oriente da França, com fortes
tendências liberais e republicanas. No Rio em 1752 foi criada a
Associação Literária dos Seletos.
GOB
Criado em 17 de junho de 1822, o Grande Oriente do Brasil - GOB, única
potência brasileira a deter o reconhecimento primordial, secular e
definitivo da Loja-Mãe da Inglaterra, inscrito entre as quatro ou
cinco maiores potências maçônicas do mundo, tem cadeira cativa e
fortemente destacada na história do país, tanto no período monárquico
quanto no republicano. O século 18 foi marcado pelo Iluminismo, o 19
pelas ideologias e o 20 pela emergência e domínio das tecnociências.
Estado da Arte
No século XX três (3) vertentes científicas mudaram a face da
humanidade com efeitos revolucionários radicais:
· a manipulação do átomo ( e a energia atômica) => desde a
dizimação de cidades inteiras com centenas de milhares de mortos, até
a pesquisa na agricultura, na medicina e na química, com radioisótopos
para medir taxações diversas, radioterapia, estados de nutrientes
etc.; a energia atômica e a física nuclear tocam um papel
importante no concerto das nações indicando o parâmetro principal na
questão da hegemonia entre eles (quem tem mais manda mais);
· a manipulação do gene (a biologia molecular e a
biotecnologia) => o conhecimento da estrutura genética tem produzido
inúmeros benefícios, mormente na agricultura, onde aumentou
substancialmente a produção e a produtividade na plantação e colheita
dos gêneros hortifrutigranjeiros; pesquisa de germoplasma têm sido
muito importante na construção de cadeias nutrientes mais viáveis e
assimiláveis; o estudo de clonagem tem introduzido grandes
barateamentos na produção; estima-se que dentro de 30 anos (ou
menos) a técnica de criogenia estará totalmente dominada e
disseminada;
· e a tecnologia de redes de computadores => minimizando a
tirania que tempo e distância sempre impuseram sobre o gênero
humano; com o computador vence-se, em parte, a tirania do
tempo, dando-se agilidade às tarefas de memorização; e, pelas
redes de computadores, minora-se o efeito maléfico das
distâncias a serem vencidas, dado que o homem pode
manifestar-se, simultaneamente, em dois ou mais lugares do
planeta pelo uso e exploração da tecnologia de redes.
O gênero humano está entre 2 (dois) mundos, quais sejam: o mundo
natural (da Natureza) e o mundo cultural (da construção cultural
originária da própria mente humana). A cultura é obra do homem
que, com o seu fazer e o seu saber, age sobre a NATUREZA. O homem,
portanto, muda a Natureza e a Natureza mudada muda o homem; por
exemplo: o rio São Francisco, da unidade nacional, é natureza, já
sua transposição das águas, é canal, é cultura.
As mudanças, que implicam ruptura com a ordem estabelecida, são todas
temáticas; não obstante isso até o início do século XX as mudanças
eram administráveis. e agora?!
O quadro atual da humanidade, portanto, tem sido marcado pela
entropia e pela difusão caótica dos costumes e dos conhecimentos como
se apontasse para o momento da virada total em que surgirá a ORDEM
(nascida do caos)! A cultura, que na Idade primitiva era
transmitida pela tradição oral - passando pelos monges copistas,
da Idade Média, e pela imprensa de João Gutemberg, no Renascimento
-, hoje já está sendo veiculada pela multimídia, que é um
substrato computadorizado que canaliza Dados, Voz, Vídeo e
Videoconferência, sob a forma abstrata de bits, pela rede!
Fonte: Rede Colméia
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
RETIRADA DOS METAIS NA INICIAÇÃO
Qual seria a origem do costume de retirar o dinheiro e as substâncias
metálicas do Candidato quando está sendo preparado para a sua
Iniciação? A resposta é muito subjetiva, deste modo vou dar a mais
lógica encontrada nos livros pesquisados.
Muitos homens se deliciam, se encantam com metais como ouro e prata,
para seu interesse próprio, não tendo nenhum outro padrão que os
substituam e, para esses homens tudo gira em torno de tais metais.
Como a decisão de entrar na Maçonaria é somente dele, o Candidato deve
ter o desejo de renunciar a tudo isso como sendo sua prioridade, pois
na Ordem o que menos importa é sua riqueza e posição.
O Ir\Lional Vibert, em seus escritos "Vestígios dos Antigos Dias"
sugere (como pura especulação) que isso pode ser uma lembrança dos
Tempos Operativos quando o mais obvio caminho de ensinamentos para um
Maçom Operativo eram as lições de pobreza, caridade e humildade e que
sua maior riqueza eram as ferramentas de trabalho com as quais podia
obter seu sustento e da sua família.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
metálicas do Candidato quando está sendo preparado para a sua
Iniciação? A resposta é muito subjetiva, deste modo vou dar a mais
lógica encontrada nos livros pesquisados.
Muitos homens se deliciam, se encantam com metais como ouro e prata,
para seu interesse próprio, não tendo nenhum outro padrão que os
substituam e, para esses homens tudo gira em torno de tais metais.
Como a decisão de entrar na Maçonaria é somente dele, o Candidato deve
ter o desejo de renunciar a tudo isso como sendo sua prioridade, pois
na Ordem o que menos importa é sua riqueza e posição.
O Ir\Lional Vibert, em seus escritos "Vestígios dos Antigos Dias"
sugere (como pura especulação) que isso pode ser uma lembrança dos
Tempos Operativos quando o mais obvio caminho de ensinamentos para um
Maçom Operativo eram as lições de pobreza, caridade e humildade e que
sua maior riqueza eram as ferramentas de trabalho com as quais podia
obter seu sustento e da sua família.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Como posso tornar-me Maçom?
Antes de mais nada, o postulante ao ingresso nos quadros da Ordem
Maçônica, deve autoavaliar-se em busca de valores, costumes, atitudes
(interiores), e comportamentos sociais exteriorizados cotejando-os
com algumas premissas a seguir apresentadas.
O Candidato deve, portanto, identificar-se com os aspectos a seguir:
· Legal:
- ser emancipado e ter completado 18 anos antes da cerimônia de Iniciação;
- ser dependente pecuniariamente, obter anuência dos tutores ou genitores;
- ser engajado em união estável, contar com a concordância da esposa;
- ser um homem íntegro, ligado e atualizado em relação ao seu tempo;
- ser empreendedor e capaz de assumir responsabilidades;
- ter emprego, residência e domicílio fixos, no Oriente (estado,
município) pleiteado; suas atividades profissionais devem ser lícitas,
não importando o metier;
- esperar encontrar na Loja pleiteada, homens livres, de bons
costumes, capazes de realizar obras poderosas em benefício da
Humanidade, da Pátria e da Família;
· doutrinário:
- ter religiosidade, melhor do que religião;
- crer em Deus, acima de tudo;
- ter uma idéia clara da virtude e do vício, adotando aquela e rejeitando este;
- estar apto a apreender conhecimentos litúrgicos e filosóficos;
- distinguir entre religião e maçonaria;
- ser respeitado na Iniciação, não só pelas características
esotéricas, exotéricas e metafísicas do evento, como pelo significado
simbólico trazido pelas nossas tradições e regularidade;
· prático:
- apresentar bons costumes;
- ter boa família;
- seguir as leis;
· metafísico:
- ser receptivo às idéias;
- estar ideologicamente alinhado com a idéia de Deus;
· da tradição:
- estar apto; ou pronto, disposto e capacitado, "sponte SUA";
· iniciático:
- creditar respeito ao processo;
- manter o espírito receptivo ("nada lhe será cobrado; tudo lhe será dado");
A admissão à Maçonaria é restrita a pessoas adultas sem limitações
quanto à raça, credo e nacionalidade, desde que gozem de reputação
ilibada e que sejam homens íntegros.
Nenhum homem, por melhor que seja, poderá ser recebido na Maçonaria,
sem o consentimento de todos os maçons. Se alguém fosse imposto à
Maçonaria, poderia ali causar desarmonia, ou perturbar a liberdade dos
demais, o que sempre deve ser evitado.
A aceitação do pedido de ingresso na Ordem depende bastante da
declaração de motivos do candidato. A Ordem espera que o candidato
seja sincero perante sua própria consciência, quando do preenchimento
da proposta de admissão.
Quando alguém se candidata a ingressar na Maçonaria, é verificado em
sindicância se dispõe de ganhos pecuniários que permitam cumprir os
compromissos maçônicos, sem sacrificar a família. Vale dizer que
nenhum homem casado poderá entrar para a Maçonaria sem que a esposa
esteja de acordo.
É óbvio que, ao se iniciar na Maçonaria, o indivíduo deverá assumir
compromissos derivados de participação engajada e responsável nas
lides maçônicas. Entre os compromissos e responsabilidades,
encontram-se aqueles de estudar, com mente aberta, as instruções
maçônicas, bem como, o de considerar denso sigilo sobre os
ensinamentos recebidos e contribuir pecuniariamente para a manutenção
de sua Loja e sua Obediência. Os compromissos e responsabilidades, a
propósito, são do mesmo gênero daquelas encontradas em qualquer
associação humana.
É fato inconteste que uma das finalidades da Ordem é a de implantar
sistematicamente na sociedade humana uma efetiva fraternidade entre os
homens.
Ao contrário do "folclore" que alimenta a crença de muita gente, a
Maçonaria não é uma sociedade secreta e exerce suas atividades
extensivamente, sob o pálio da legitimidade de sua natureza e da
legalidade de seus atos e fatos administrativos, fiscais e
tributários. Suas Propriedades, Constituições, Emendas, Regimentos e
Estatutos são registrados em cartório de imóveis, títulos e
documentos, e publicados em Diário Oficial.
Uma vez Iniciado, o postulante torna-se Maçom, e, como tal, estará,
para todo o sempre, sob constante vigilância de sua própria
consciência e dos demais Maçons.
Isso posto, havendo seu interesse em "entrar" na Maçonaria, entre em
contato com um Maçom de seu conhecimento ou com uma Loja Maçônica de
sua cidade.
Sponte SUA ( Latin : ". por vontade própria")
Em lei , sponte SUA ( Latin : ". por vontade própria") descreve um ato
de autoridade tomadas sem avisar formais de outro partido; O termo é
geralmente aplicado às ações por um juiz tomada sem uma prévia
movimento ou pedido das partes.; A forma plural nostra sponte às vezes
é usado quando a ação é tomada por um tribunal multi-membro, como um
tribunal de apelação, ao invés de um único juiz.
Enquanto normalmente aplicada às ações do tribunal, o prazo razoável
pode ser aplicado às ações de órgãos governamentais e indivíduos
agindo em capacidade oficial; Uma situação em que uma parte pode
encorajar um juiz para mover sponte SUA ocorre quando esse partido é
preservar uma aparição especial (geralmente a desafiar a competência
), e, portanto, não pode fazer movimentos em seu próprio nome sem
fazer uma aparência geral; Motivos mais comuns para uma ação tomada
sponte SUA são quando o juiz determina que o tribunal não tem
jurisdição objecto ou que o caso deverá ser transferido para outro
juiz por causa de um conflito de interesses , mesmo se todas as partes
discordam.
Extraido http://en.wikipedia.org/wiki/Sua_sponte e Rede Colméia
Maçônica, deve autoavaliar-se em busca de valores, costumes, atitudes
(interiores), e comportamentos sociais exteriorizados cotejando-os
com algumas premissas a seguir apresentadas.
O Candidato deve, portanto, identificar-se com os aspectos a seguir:
· Legal:
- ser emancipado e ter completado 18 anos antes da cerimônia de Iniciação;
- ser dependente pecuniariamente, obter anuência dos tutores ou genitores;
- ser engajado em união estável, contar com a concordância da esposa;
- ser um homem íntegro, ligado e atualizado em relação ao seu tempo;
- ser empreendedor e capaz de assumir responsabilidades;
- ter emprego, residência e domicílio fixos, no Oriente (estado,
município) pleiteado; suas atividades profissionais devem ser lícitas,
não importando o metier;
- esperar encontrar na Loja pleiteada, homens livres, de bons
costumes, capazes de realizar obras poderosas em benefício da
Humanidade, da Pátria e da Família;
· doutrinário:
- ter religiosidade, melhor do que religião;
- crer em Deus, acima de tudo;
- ter uma idéia clara da virtude e do vício, adotando aquela e rejeitando este;
- estar apto a apreender conhecimentos litúrgicos e filosóficos;
- distinguir entre religião e maçonaria;
- ser respeitado na Iniciação, não só pelas características
esotéricas, exotéricas e metafísicas do evento, como pelo significado
simbólico trazido pelas nossas tradições e regularidade;
· prático:
- apresentar bons costumes;
- ter boa família;
- seguir as leis;
· metafísico:
- ser receptivo às idéias;
- estar ideologicamente alinhado com a idéia de Deus;
· da tradição:
- estar apto; ou pronto, disposto e capacitado, "sponte SUA";
· iniciático:
- creditar respeito ao processo;
- manter o espírito receptivo ("nada lhe será cobrado; tudo lhe será dado");
A admissão à Maçonaria é restrita a pessoas adultas sem limitações
quanto à raça, credo e nacionalidade, desde que gozem de reputação
ilibada e que sejam homens íntegros.
Nenhum homem, por melhor que seja, poderá ser recebido na Maçonaria,
sem o consentimento de todos os maçons. Se alguém fosse imposto à
Maçonaria, poderia ali causar desarmonia, ou perturbar a liberdade dos
demais, o que sempre deve ser evitado.
A aceitação do pedido de ingresso na Ordem depende bastante da
declaração de motivos do candidato. A Ordem espera que o candidato
seja sincero perante sua própria consciência, quando do preenchimento
da proposta de admissão.
Quando alguém se candidata a ingressar na Maçonaria, é verificado em
sindicância se dispõe de ganhos pecuniários que permitam cumprir os
compromissos maçônicos, sem sacrificar a família. Vale dizer que
nenhum homem casado poderá entrar para a Maçonaria sem que a esposa
esteja de acordo.
É óbvio que, ao se iniciar na Maçonaria, o indivíduo deverá assumir
compromissos derivados de participação engajada e responsável nas
lides maçônicas. Entre os compromissos e responsabilidades,
encontram-se aqueles de estudar, com mente aberta, as instruções
maçônicas, bem como, o de considerar denso sigilo sobre os
ensinamentos recebidos e contribuir pecuniariamente para a manutenção
de sua Loja e sua Obediência. Os compromissos e responsabilidades, a
propósito, são do mesmo gênero daquelas encontradas em qualquer
associação humana.
É fato inconteste que uma das finalidades da Ordem é a de implantar
sistematicamente na sociedade humana uma efetiva fraternidade entre os
homens.
Ao contrário do "folclore" que alimenta a crença de muita gente, a
Maçonaria não é uma sociedade secreta e exerce suas atividades
extensivamente, sob o pálio da legitimidade de sua natureza e da
legalidade de seus atos e fatos administrativos, fiscais e
tributários. Suas Propriedades, Constituições, Emendas, Regimentos e
Estatutos são registrados em cartório de imóveis, títulos e
documentos, e publicados em Diário Oficial.
Uma vez Iniciado, o postulante torna-se Maçom, e, como tal, estará,
para todo o sempre, sob constante vigilância de sua própria
consciência e dos demais Maçons.
Isso posto, havendo seu interesse em "entrar" na Maçonaria, entre em
contato com um Maçom de seu conhecimento ou com uma Loja Maçônica de
sua cidade.
Sponte SUA ( Latin : ". por vontade própria")
Em lei , sponte SUA ( Latin : ". por vontade própria") descreve um ato
de autoridade tomadas sem avisar formais de outro partido; O termo é
geralmente aplicado às ações por um juiz tomada sem uma prévia
movimento ou pedido das partes.; A forma plural nostra sponte às vezes
é usado quando a ação é tomada por um tribunal multi-membro, como um
tribunal de apelação, ao invés de um único juiz.
Enquanto normalmente aplicada às ações do tribunal, o prazo razoável
pode ser aplicado às ações de órgãos governamentais e indivíduos
agindo em capacidade oficial; Uma situação em que uma parte pode
encorajar um juiz para mover sponte SUA ocorre quando esse partido é
preservar uma aparição especial (geralmente a desafiar a competência
), e, portanto, não pode fazer movimentos em seu próprio nome sem
fazer uma aparência geral; Motivos mais comuns para uma ação tomada
sponte SUA são quando o juiz determina que o tribunal não tem
jurisdição objecto ou que o caso deverá ser transferido para outro
juiz por causa de um conflito de interesses , mesmo se todas as partes
discordam.
Extraido http://en.wikipedia.org/wiki/Sua_sponte e Rede Colméia
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
RITO MODERNO
Denomina-se de Rito Maçônico um conjunto sistemático de cerimônias e
ensinamentos maçônicos, que variam de acordo com o período histórico,
conotação, objetivo e temática dada pelos seus criadores.
Enquanto a instituição maçônica tem suas raízes solidamente fincadas
num remotíssimo passado, deixando o seu marcos em cada etapa da marcha
da humanidade, firmando assim a sua tradição, os Ritos, como formas de
trabalho têm vida relativamente efêmera, transitória e são modificados
ou substituídos em cada fase, sofrendo as modificações do tempo e das
influências das transformações sociais de cada época.
Dentro desse quadro situa-se o Rito Moderno. Rito difícil de ser
praticado dentro das diretrizes que lhe são traçadas, uma vez que há
de dirigir seus passos em direção ao campo cientifico da formação do
Homem do futuro.
Criado em Paris em 1761, constituído em 24 de dezembro de 1772 e
proclamado em 09 de março de 1773 pelo Grande Oriente da França, com
três câmaras, pelo Grão-Mestre da maçonaria Francesa Filipe de
Orleans, Duque de Chartres, o Rito Moderno logo passou a ser praticado
na França, na Holanda, na Bélgica, nas colônias Francesas, em
Portugal, na Espanha e em diversos países.
Acusado injustamente de ateísmo, o Rito Moderno se estabeleceu no
Brasil a partir de 1801, na mesma época em que surgiram as primeiras
lojas maçônicas regulares do país.
No Rito Moderno, negamos toda afirmação dogmática e o fazemos para não
limitar a liberdade de pensamento e de consciência dos integrantes do
Rito. O Rito Moderno entende que o maçom deve ter a faculdade de
pensar livremente. O Rito Moderno não admite a limitação do alcance da
razão, pelo que desaprova o dogmatismo e imposições ideológicas em
seus trabalhos. Por ser racionalista, se mantem equidistante de todos
os dogmas, inclusive do Agnosticismo, que também é um dogma.
Temos a preocupação de garantir essa liberdade e permitir, a cada um
dos membros, acreditar no principio criador que lhe convier, sempre
respeitando a crença de qualquer outro.
Bibliografia: O Rito Francês ou Moderno: A Maçonaria do Terceiro
Milênio, Edição do Supremo Conselho do Rito Moderno
Reportagem de Helio Cezar Barros Barroso Grande Secretário de
Divulgação e Propaganda do Supremo Conselho do Rito Moderno.
ensinamentos maçônicos, que variam de acordo com o período histórico,
conotação, objetivo e temática dada pelos seus criadores.
Enquanto a instituição maçônica tem suas raízes solidamente fincadas
num remotíssimo passado, deixando o seu marcos em cada etapa da marcha
da humanidade, firmando assim a sua tradição, os Ritos, como formas de
trabalho têm vida relativamente efêmera, transitória e são modificados
ou substituídos em cada fase, sofrendo as modificações do tempo e das
influências das transformações sociais de cada época.
Dentro desse quadro situa-se o Rito Moderno. Rito difícil de ser
praticado dentro das diretrizes que lhe são traçadas, uma vez que há
de dirigir seus passos em direção ao campo cientifico da formação do
Homem do futuro.
Criado em Paris em 1761, constituído em 24 de dezembro de 1772 e
proclamado em 09 de março de 1773 pelo Grande Oriente da França, com
três câmaras, pelo Grão-Mestre da maçonaria Francesa Filipe de
Orleans, Duque de Chartres, o Rito Moderno logo passou a ser praticado
na França, na Holanda, na Bélgica, nas colônias Francesas, em
Portugal, na Espanha e em diversos países.
Acusado injustamente de ateísmo, o Rito Moderno se estabeleceu no
Brasil a partir de 1801, na mesma época em que surgiram as primeiras
lojas maçônicas regulares do país.
No Rito Moderno, negamos toda afirmação dogmática e o fazemos para não
limitar a liberdade de pensamento e de consciência dos integrantes do
Rito. O Rito Moderno entende que o maçom deve ter a faculdade de
pensar livremente. O Rito Moderno não admite a limitação do alcance da
razão, pelo que desaprova o dogmatismo e imposições ideológicas em
seus trabalhos. Por ser racionalista, se mantem equidistante de todos
os dogmas, inclusive do Agnosticismo, que também é um dogma.
Temos a preocupação de garantir essa liberdade e permitir, a cada um
dos membros, acreditar no principio criador que lhe convier, sempre
respeitando a crença de qualquer outro.
Bibliografia: O Rito Francês ou Moderno: A Maçonaria do Terceiro
Milênio, Edição do Supremo Conselho do Rito Moderno
Reportagem de Helio Cezar Barros Barroso Grande Secretário de
Divulgação e Propaganda do Supremo Conselho do Rito Moderno.
Assinar:
Postagens (Atom)









