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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Nascimento de um mestre

O QUE UM APRENDIZ ESPERA DE SEUS MESTRES

Entrar para a Maçonaria... Preencher Formulário-proposta, tirar
retratos e certidões, ter sua vida minuciosamente vasculhada... Tudo
isso representa uma primeira etapa a vencer. Caso Positivo vem a
iniciação. Uma vez neófito, vislumbra-se um mundo novo, onde a
observação e a curiosidade associadas à leitura reflectiva, são
pilastras básicas para o início do desbastar da PEDRA BRUTA de massa
informe que somos nós mesmos.

O aprendiz é como uma tenra criancinha que vem ao mundo e começa o seu
aprendizado com o balbuciar das primeiras palavras e, logo mais
adiante, NA INTENSA OBSERVAÇÃO E IMITAÇÃO DO COMPORTAMENTO DE SEUS
PAIS.
MM:. IIr:., o aprendiz TEM COMO MÃE A SUA LOJA e COMO PAI, OS SEUS MESTRES.

Começa, então, uma longa jornada onde a cada dia, paulatinamente,
lições de vida e fagulhas filosóficas lhe são lançadas, durante a
abertura, transcorrer e fechamento dos trabalhos. Passam-se os
primeiros meses; o aprendiz já começa a criar "calo nas mãos" e sente
que a posição do desbastar da pedra bruta é bastante incômoda e que
muito esforço físico e mental são necessários para ESTE TRABALHO.
Nesse momento é necessário a ajuda providencial dos mestres da Loja,
para evitar que o DESÂNIMO e a DESCRENÇA façam dele suas moradas;
ensinando-lhe "a posição correta do corpo" e "o modo mais eficaz de
usar o cinzel e o maço". Se isso não for feito, o aprendiz começa
então a conviver com a dúvida e a contestação; binômio causado pela
falta de postura maçônica de alguns membros da Loja, quer na
RITUALISTICA,quer  NA MANEIRA DE SE VESTIR, quer na própria APLICAÇAO
PESSOAL. Ou seja: "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço."

O aprendiz Tem em seus mestres o modelo "daquele mestre" que manda o
ritual; pois imagina que estes já estão ultra-polidos, já transpuseram
os mais altos degraus da escada de Jacó e QUEM SABE? muitos já navegam
em águas profundas dos oceanos filosóficos.

Sabemos que a maçonaria é uma instituição milenar que tem suas origens
na névoa dos tempos. Será que foram estes maçons do "faça o que eu
digo mas não faça o que eu faço," que preservaram todo esse manancial
de sabedoria que a nós, ainda, chegou? Com toda certeza, podemos dizer
que não! O G:.A:.D:.U:. encarregou-se e encarregar-se-á de separar o
trigo do joio e, somente aqueles maçons que suportaram e, ainda,
suportam o peso do estandarte da maçonaria, foram e serão os
escolhidos para a perpetuação da ARTE REAL.

Os maçons de outrora eram detentores dos eternos conhecimentos e faziam uma
maçonaria viva onde os esplendores Dessa Ciência sobrepujavam os mais cépticos.

E agora? que faremos nós maçons, modernos, para TENTAR, perpetuar este
trabalho milenar? Sabendo que faltam homens da estirpe de um
Pitágoras, de um Platão, de um Jacques De Molay e de um Gonçalves
Ledo.

MM:. IIr:., para isso ocontecer, basta somente que cada de nós seja
maçom em toda a plenitude da palavra, praticando em Loja e
principalmente no mundo profano, a verdadeira maçonaria explícita em
nossos rituais.Quando um mestre pede a palavra a mesma tem que ter
objetividade e bom senso.Como podemos cobrar algo de um aprendiz  se
ele nao tiver exemplos?A hora de ensinar um mestre a quando ele ainda
e um aprendiz , o padrinho nao deve ser um mestre solitario nos
ensinamentos do aprendiz.O aprendiz e um herdeiro que tem como
obrigaçao manter as tradiçoes de forma justa de perfeita.

Se isso for feito! teremos uma maçonaria forte, idealista e sem
contrastes, onde aqueles maçons "faça o que eu digo, mas não façam o
que eu faço" não acharão morada em nossas colunas, pois serão
consumidos pela superior vibração da consciência de liberdade, do amor
à Pátria e do sentimento de Fraternidade humana.

Por conseguinte, AQUELE APRENDIZ NÃO TERÁ MAIS DESÂNIMOS E NEM
DESCRENÇAS, POIS O BÁLSAMO PARA O FERIMENTO DE SUAS MÃOS É O EXEMPLO
DE SEUS MESTRES.

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