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terça-feira, 14 de junho de 2011

Australiano faz moto que voa

Felipe Gugelmin
O australiano Chris Malloy desenvolveu um protótipo de motocicleta
voadora que, em teoria, é capaz de alcançar altura de mais de 3 mil
metros, com uma velocidade máxima de 278 quilômetros por hora.
Atualmente em fase de testes, a Hoverbike só deve passar pelo primeiro
teste de voo em questão de alguns meses.

A invenção é resultado de um trabalho desenvolvido durante dois anos e
meio na garagem de Malloy. O resultado é uma motocicleta voadora
construída a partir de um corpo de fibra de carbono reforçado por
Kevlar, com espaço somente para acomodar o piloto. No lugar das rodas
estão dois propulsores rotatórios feitos de uma mistura de carvalho da
Tasmânia e fibra de carbono reforçada.

O controle de movimentação é feito totalmente por meio dos guidons do
veículo. Enquanto a mão direita fica responsável por aumentar ou
diminuir a velocidade, a esquerda é responsável por determinar a
inclinação da moto e impulsioná-la para frente ou para trás. Para
virar a motocicleta voadora, basta virar o guidão na direção desejada,
assim como acontece na versão terrestre do meio de transporte.

Segurança no ar
Para garantir a segurança da Hoverbike, Malloy certificou-se de que a
maioria dos componentes contasse com sistemas de tripla redundância,
como forma de evitar falhas de comunicação possivelmente fatais. O
inventor também pensa em incluir dois paraquedas aos propulsores do
veículo, além de obrigar o usuário a utilizar um dispositivo de
segurança próprio.

Antes de realizar os primeiros testes práticos, o inventor pretende
incluir diversos giroscópios no veículo. Além de planejar melhorias
para os controles, assegurando uma maior estabilidade durante os voos,
Malloy não descarta a inclusão de um computador responsável por
controlar funções e evitar que pilotos novatos sofram acidentes. Da
mesma forma, uma cobertura para os propulsores deve ser incluída,
evitando assim que pessoas se aproximem das lâminas giratórias.

Como a Hoverbike pode ser considerada um veículo ultraleve, não será
preciso adquirir uma licença de piloto profissional para utilizar a
novidade. A expectativa é que o veículo seja produzido inicialmente
com uma tiragem inicial de 100 unidades por ano, a um preço aproximado
de US$ 40 mil. Porém, ainda não há previsão de quando a produção
comercial da invenção se tornará realidade.

Tecnologia suspeita
Mesmo dispondo de diversas fotos e um site oficial dedicado ao
projeto, ainda há muitas suspeitas quanto à veracidade do projeto.
Isso se deve à falta de qualquer vídeo que registre os testes
realizados até o momento, o que só se torna mais suspeito devido às
desculpas postadas por Malloy na página do projeto, alegando que
problemas técnicos o impediram de registrar imagens da invenção em
funcionamento.

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