As "Old Charges" mostram que na Maçonaria Operativa os maçons eram,
sem dúvidas, Cristãos Trinitários. Entretanto após a formação da
Grande Loja de Londres e Westminster, em 1717, na Inglaterra, houve
uma "descristianização" durante a formação da Maçonaria Especulativa.
A mudança se concretizou em 1723 na Constituição de Anderson, onde, no
Capítulo referente a "Deus e Religião" ficou estabelecido que as
opiniões religiosas seriam particulares e a Ordem (Craft) teria a
Religião que todos os homens concordam.
Isto, obviamente, era baseado na política dessa nova Grande Loja para
evitar discussões religiosas e políticas, sendo estas os principais
motivos de discórdia e destruição da harmonia na época.
Devemos observar que os maçons já tinham conhecimento, naqueles
tempos, dos perigos apresentados nas discussões sobre religião e
política. A Grande Loja foi formada logo após a rebelião abortiva de
James Stuart, o "Antigo Pretendente" (filho de James II).
Opiniões políticas e religiosas eram conduzidas de modo duro e amargo,
e a desunião entre os Whigs (Hanoverianos) e os Toris (Stuarts) era
muito profunda. O primeiro grupo era, na maioria, Protestantes e o
segundo grupo, Católicos Romanos.
Uma introdução de qualquer tendência na Política e/ou Religião na
Francomaçonaria, naquele estágio, poderia ser desastrosa.
Consequentemente, essa alteração na base religiosa da Ordem permitiu
que Judeus, Muçulmanos, Budistas e outros não-Cristãos, mas que
acreditam em um Supremo Criador, se torne membros da francomaçonaria.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
-> Patuscadas, nonsenses, lugares comuns (e incomuns) e outras bazófias... Antes de morrer, lembre-se de levar uma moeda para pagar Caronte e cruzar para o outro lado do Estige...
terça-feira, 8 de março de 2016
segunda-feira, 7 de março de 2016
Loja Quatuor Coronati
Esta Loja, registrada sob o nº 2076 na Grande Loja Unida da
Inglaterra, tem o orgulho de manter o lugar de primeira Loja de
Pesquisa Maçônica do mundo. Está localizada em Londres e seus membros
são todos reconhecidos como sendo os mais notáveis conhecedores de
assuntos sobre Maçonaria.
Os tratados, os artigos da Loja, ou seja, os "Arts Quatuor
Coronatorum" são totalmente aceitos como os mais competentes no
assunto. Há um Circulo de Correspondentes no mundo todo
A Loja tem também prestado enorme serviço à Ordem através de
publicações de cópias exatas de importantes manuscritos, os Old
Charges, etc.
Os "quatuor coronati" (os quatro mártires coroados, apesar de que na
verdade eram nove (09) na estória relatada) tem sido por longo tempo
considerados como os Santos Patronos da Ordem Maçônica.
A breve estória sobre eles é a seguinte: o Imperador Dioclesiano
visitou as pedreiras de Pannonia onde haviam quatro profissionais
altamente qualificados na "Arte de Esquadrejar Pedras". Eles eram
Cristãos e mantinham isso em segredo, fazendo todos seus trabalhos em
Nome do Senhor. A eles foi unido um outro profissional, de igual
comportamento, inspirado no exemplo dos outros quatro.
Esses trabalhadores recusaram os pedidos do Imperador de fazerem uma
estátua do deus pagão Aesculapius. Foram martirizados sendo colocados
em caixões de chumbo e jogados no rio.
Dioclesiano tinha um Templo erigido a esse deus pagão e ordenou a seus
soldados de fazerem oferendas a esse deus. Quatro soldados também
cristãos se recusaram e, consequentemente, foram martirizados por
açoitamento até a morte.
Alguns anos mais tarde, uma Igreja foi erigida e dedicada aos "Quatro
Mártires Coroados" (Four Crowned Martyrs), apesar de comemorarem o
total de nove mártires.
A referencia de estarem sendo "coroados" se presume estar ligado com
o dito popular "a coroação do mártir" dando a entender as ricas
gratificações para todos aqueles que morrem pela fé.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
ps: A GLMMG tem uma loja de pesquisas, intitulada "Quatuor Coronati",
que tem atuado em pesquisa e palestras sobre a Arte Real, instruindo
os irmãos da potência em prol da Luz maior.
Inglaterra, tem o orgulho de manter o lugar de primeira Loja de
Pesquisa Maçônica do mundo. Está localizada em Londres e seus membros
são todos reconhecidos como sendo os mais notáveis conhecedores de
assuntos sobre Maçonaria.
Os tratados, os artigos da Loja, ou seja, os "Arts Quatuor
Coronatorum" são totalmente aceitos como os mais competentes no
assunto. Há um Circulo de Correspondentes no mundo todo
A Loja tem também prestado enorme serviço à Ordem através de
publicações de cópias exatas de importantes manuscritos, os Old
Charges, etc.
Os "quatuor coronati" (os quatro mártires coroados, apesar de que na
verdade eram nove (09) na estória relatada) tem sido por longo tempo
considerados como os Santos Patronos da Ordem Maçônica.
A breve estória sobre eles é a seguinte: o Imperador Dioclesiano
visitou as pedreiras de Pannonia onde haviam quatro profissionais
altamente qualificados na "Arte de Esquadrejar Pedras". Eles eram
Cristãos e mantinham isso em segredo, fazendo todos seus trabalhos em
Nome do Senhor. A eles foi unido um outro profissional, de igual
comportamento, inspirado no exemplo dos outros quatro.
Esses trabalhadores recusaram os pedidos do Imperador de fazerem uma
estátua do deus pagão Aesculapius. Foram martirizados sendo colocados
em caixões de chumbo e jogados no rio.
Dioclesiano tinha um Templo erigido a esse deus pagão e ordenou a seus
soldados de fazerem oferendas a esse deus. Quatro soldados também
cristãos se recusaram e, consequentemente, foram martirizados por
açoitamento até a morte.
Alguns anos mais tarde, uma Igreja foi erigida e dedicada aos "Quatro
Mártires Coroados" (Four Crowned Martyrs), apesar de comemorarem o
total de nove mártires.
A referencia de estarem sendo "coroados" se presume estar ligado com
o dito popular "a coroação do mártir" dando a entender as ricas
gratificações para todos aqueles que morrem pela fé.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
ps: A GLMMG tem uma loja de pesquisas, intitulada "Quatuor Coronati",
que tem atuado em pesquisa e palestras sobre a Arte Real, instruindo
os irmãos da potência em prol da Luz maior.
sexta-feira, 4 de março de 2016
Bandeira Pirata dos Templários
A história da Ordem dos Templários já foi mencionada em diversos
livros e é do conhecimento da maioria dos maçons. Resumindo, podemos
dizer que teve um grande poder, um enorme prestígio, acumulou uma
grande quantidade de conhecimentos e técnicas, principalmente
referentes à navegação, além de uma incontável fortuna.
A maioria sabe, também, que o Símbolo representado por um crânio (ou
caveira) sobre duas tíbias cruzadas pertence à Ordem dos Templários.
Inclusive, quem teve a felicidade de ter assistido a palestra
proferida pelo nosso querido Irmão Jamil El Chehimi (hoje no Orinte
Eterno) sobre esse assunto, viu claramente esse Símbolo.
Condensando um capítulo do livro "Regnum" do Ir.:Carlos Alberto
Gonçalves – Editora "A Trolha", citando o historiador Juan Atieza,
temos o que segue abaixo:
"A Ordem dos Templários nasce, desenvolve-se, alcança seu zênite,
decai e desaparece após um período de duzentos anos (1118 – 1312)."
"O Rei Felipe, que já vinha desviando seus olhares e sua cobiça para o
imenso patrimônio e a enorme fortuna templária em solo francês,
contava com as condições perfeitas para levar a cabo suas idéias e
executar o seu ambicioso plano: A extinção da ordem dos Templários,
com o apoio do Papa."
"Na noite de 13 de outubro de 1307, Felipe desencadeou um forte ataque
surpresa a todas as dependências templárias francesas, capturando 15
mil homens, além do seu Grão Mestre Jacques de Molay e sua guarda de
60 homens. Porém, apesar dos esforços de Felipe, nem todos os
templários foram aprisionados, tendologrado escapar 24 homens e toda a
frota naval templária existente em portos franceses."
Afinal que aconteceu com essa frota que navegou para locais
desconhecidos? Muitos historiadores concordam que tenha incorporado as
frotas portuguesas (talvez pela afinidade entre Portugal e a Grã
Bretanha) e as frotas Escocesas.
Baigent e Leigt, em "O Templo e a Loja" afirmam:
"a frota templária escapou em massa dos diversos portos do
Mediterraneo e do norte da Europa e partiu para um misterioso destino
onde poderia encontrar asilo político e segurança. Esse destino seria
a Escócia, via Portugal, onde uma parte dela seria incorporada."
"coincidência ou não, a pirataria européia começou nessa época e seu
padrão sugere que muitos piratas não eram meros flibusteiros que
atacavam qualquer um, mas "piratas" muito curiosos que limitavam sua
atenção aos navios do Vaticano e outros, leais ao catolicismo
(espanhóis, franceses, italianos, etc)"
"quando a Inquisição espanhola foi estabelecida no Novo Mundo, depois
de 1492, os "piratas templários" estenderam seus ataques ao Caribe e,
até mesmo, aos portos do pacífico, do Peru e do México, tudo em nome
de uma guerra naval que foi travada por mais de 200 anos."
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
livros e é do conhecimento da maioria dos maçons. Resumindo, podemos
dizer que teve um grande poder, um enorme prestígio, acumulou uma
grande quantidade de conhecimentos e técnicas, principalmente
referentes à navegação, além de uma incontável fortuna.
A maioria sabe, também, que o Símbolo representado por um crânio (ou
caveira) sobre duas tíbias cruzadas pertence à Ordem dos Templários.
Inclusive, quem teve a felicidade de ter assistido a palestra
proferida pelo nosso querido Irmão Jamil El Chehimi (hoje no Orinte
Eterno) sobre esse assunto, viu claramente esse Símbolo.
Condensando um capítulo do livro "Regnum" do Ir.:Carlos Alberto
Gonçalves – Editora "A Trolha", citando o historiador Juan Atieza,
temos o que segue abaixo:
"A Ordem dos Templários nasce, desenvolve-se, alcança seu zênite,
decai e desaparece após um período de duzentos anos (1118 – 1312)."
"O Rei Felipe, que já vinha desviando seus olhares e sua cobiça para o
imenso patrimônio e a enorme fortuna templária em solo francês,
contava com as condições perfeitas para levar a cabo suas idéias e
executar o seu ambicioso plano: A extinção da ordem dos Templários,
com o apoio do Papa."
"Na noite de 13 de outubro de 1307, Felipe desencadeou um forte ataque
surpresa a todas as dependências templárias francesas, capturando 15
mil homens, além do seu Grão Mestre Jacques de Molay e sua guarda de
60 homens. Porém, apesar dos esforços de Felipe, nem todos os
templários foram aprisionados, tendologrado escapar 24 homens e toda a
frota naval templária existente em portos franceses."
Afinal que aconteceu com essa frota que navegou para locais
desconhecidos? Muitos historiadores concordam que tenha incorporado as
frotas portuguesas (talvez pela afinidade entre Portugal e a Grã
Bretanha) e as frotas Escocesas.
Baigent e Leigt, em "O Templo e a Loja" afirmam:
"a frota templária escapou em massa dos diversos portos do
Mediterraneo e do norte da Europa e partiu para um misterioso destino
onde poderia encontrar asilo político e segurança. Esse destino seria
a Escócia, via Portugal, onde uma parte dela seria incorporada."
"coincidência ou não, a pirataria européia começou nessa época e seu
padrão sugere que muitos piratas não eram meros flibusteiros que
atacavam qualquer um, mas "piratas" muito curiosos que limitavam sua
atenção aos navios do Vaticano e outros, leais ao catolicismo
(espanhóis, franceses, italianos, etc)"
"quando a Inquisição espanhola foi estabelecida no Novo Mundo, depois
de 1492, os "piratas templários" estenderam seus ataques ao Caribe e,
até mesmo, aos portos do pacífico, do Peru e do México, tudo em nome
de uma guerra naval que foi travada por mais de 200 anos."
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
quarta-feira, 2 de março de 2016
Origem do REAA e do Supremo Conselho
A Inglaterra, no fim da Idade Média, se antecipou do restante do
"mundo" ocidental, tanto industrial como socialmente. Assim, enquanto
a França, no século XVII, ainda tinha um regime absolutista de Direito
Divino aos reis, ela já havia feito suas revoluções para liquidar esse
regime.
Durante o período de 1558 a 1603 ocorreu o reinado de Elizabeth I, da
Dinastia Tudor, filha de Henrique VIII e Ana Bolena, e como não teve
descendentes, teve como sucessor Jayme I, da Dinastia Escocesa Stuart.
Este tornou-se rei da Inglaterra Escócia e Irlanda, que havia sido
submetida ao domínio inglês.O novo rei tornou-se impopular, forçando o
exílio voluntário dos Ingleses, que migraram para as Colônias
Americanas. Seu filho Carlos I reinou de 1625 até 1649 e era, também,
absolutista. No fim desse período, começaram as guerras civis, e
Carlos I foi executado. Tivemos um período de Republica, dirigida por
um Conselho de Estado, presidido por Cromwell.
O que é importante saber, é que a esposa de Carlos I, Rainha
Henriette, juntamente com seu filho, Carlos II, refugiaram-se na
França, e com todos os partidários e parasitas da Corte, porque ela
era prima irmã do Rei Luiz XIV, na época Rei da França.
Posteriormente, em 1660, Carlos II e seu filho Jaime II, voltaram a
reinar na Inglaterra, pois os ingleses ficaram descontentes com
Cromwell, até que no reinado de Jaime II, em 1688, houve a famosa
Revolução Gloriosa e, novamente a Corte inglesa se refugiou na França.
E, como nos relata Irmão Joaquim R.P.Cortez: "Entende-se
perfeitamente, a formação de diversos batalhões de tropas fiéis a eles
e a formação de Lojas Maçônicas ligadas aos Regimentos Militares.
Essas Lojas teriam sido o núcleo fundador da Maçonaria Escocesa. É
evidente que essa Maçonaria, de Escoceses e Irlandeses, era totalmente
desvinculada da Maçonaria Inglesas, mesmo porque, segundo consta, em
seus encontros, sob sigilo maçônico, tramava-se a restauração dos
Stuarts no trono inglês. Essa Maçonaria passou por uma série de
transformações posteriores, ganhando um caráter elitista, aderindo a
um grande misticismo e simbolismo, derivados do Hermetismo e
Ocultismo, divulgando-se por toda a França. Com o aparecimento dos
chamados "Altos Graus" e do primeiro Supremo Conselho, nos EUA em
1801, ela tomou um caráter internacional e difundiu-se para todo o
mundo, transformando-se naquilo que conhecemos hoje por Rito Escocês
Antigo e Aceito."
O Supremo Conselho do Grau 33.
O Maçom André Michel de Ramsay, nascido na Escócia, sonhava alto e
dizia ser aristocrata (apesar de não ser) e foi escorraçado da
Maçonaria da Escócia, por insistir em criar graus cavalheirescos. Na
França, realizou seu sonho e foi aristocratizado como Cavaleiro da
Ordem de São Lázaro. Preparou um discurso em 1737, onde pretendia, de
acordo com suas antigas idéias, aristocratizar a Maçonaria,
reformulando-a com a adoção de um sistema de Altos Graus, ligando-a
aos Templários e aos nobres das famosas Cruzadas. Não se sabe se ele
leu ou não esse discurso, mas, aparentemente, a semente vaidosa dos
Altos Graus estava plantada e, em 1754, em Paris, surgiu o Capítulo de
Clermont, de curta duração, que propunha-se a desenvolver os Altos
Graus na Maçonaria
Conforme nos relata Mestre Castellani: "em 1758, a semente germinaria,
e esse sistema "escocês", em Paris, França, fundou o "Conselho dos
Imperadores do Oriente e do Ocidente", ou, conhecido como "Soberana
Loja Escocesa de São João de Jerusalém". Nesse mesmo ano, o "Conselho"
criou um Sistema de Altos Graus, num total de 25 graus. Em 1762, esse
sistema foi oficializado e esses graus superiores foram chamados de
"Graus de Perfeição" e essa escala de 25 graus foi chamada de "Rito de
Perfeição" ou "Rito de Héredom". Em 1761, o Maçom Etienne Morin,
membro do Conselho, conseguiu autorização para fundar lojas de Altos
Graus na América do Norte e isso foi feito. Entretanto, a Historia
Maçônica nos conta que ele havia sido precedido, o que não impediu que
esses Altos Graus, no Novo Mundo, progredissem e prosperassem.
Entretanto, sem um poder moderador, para disciplinar e organizar o
sistema, o mesmo se transformou num verdadeiro caos. Diante desse caos
existente, um grupo de Maçons, reunidos a 31 de maio de 1801, na
cidade de Charleston, no estado de Carolina do Sul, por onde passa o
Paralelo 33 da Terra, resolveu acrescentar alguns graus e criar o
"Supremo Conselho do Grau 33" que, por ser o primeiro do mundo,
denominou-se "Mother Council of the World". Marcando o inicio de uma
fase de organização e método de concessão dos Altos Graus. Esse
primeiro Conselho adotou a divisa "Ordo ab Chao", o ordem no caos que
se havia transformado o emaranhado de Altos Graus, concedidos sem
critério lógico, e sem que houvesse um poder organizador e
disciplinador".
Conclusão.
O Rito Escocês Antigo e Aceito é um Rito especial, o primeiro a ter
seus Altos Graus e, principalmente, no que diz respeito às suas
origens, pois é dito "Escocês" e nasceu, como vimos na França. Os seus
Altos Graus teve o motivo de criação, muito provavelmente, devido à
vaidades pessoais dos membros da aristocracia em busca de títulos,
apesar que, outros historiadores achem outros motivos para tal.
O que é importante considerar é que no seu nascimento, esse Rito era
católico e o mesmo foi aristocratizado, motivos pelo qual a cor do
Rito é vermelha (púrpura) que distingue os Cardeais, príncipes da
Igreja, e os nobres e a realeza, com o uso do manto vermelho, que os
dignificam.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
"mundo" ocidental, tanto industrial como socialmente. Assim, enquanto
a França, no século XVII, ainda tinha um regime absolutista de Direito
Divino aos reis, ela já havia feito suas revoluções para liquidar esse
regime.
Durante o período de 1558 a 1603 ocorreu o reinado de Elizabeth I, da
Dinastia Tudor, filha de Henrique VIII e Ana Bolena, e como não teve
descendentes, teve como sucessor Jayme I, da Dinastia Escocesa Stuart.
Este tornou-se rei da Inglaterra Escócia e Irlanda, que havia sido
submetida ao domínio inglês.O novo rei tornou-se impopular, forçando o
exílio voluntário dos Ingleses, que migraram para as Colônias
Americanas. Seu filho Carlos I reinou de 1625 até 1649 e era, também,
absolutista. No fim desse período, começaram as guerras civis, e
Carlos I foi executado. Tivemos um período de Republica, dirigida por
um Conselho de Estado, presidido por Cromwell.
O que é importante saber, é que a esposa de Carlos I, Rainha
Henriette, juntamente com seu filho, Carlos II, refugiaram-se na
França, e com todos os partidários e parasitas da Corte, porque ela
era prima irmã do Rei Luiz XIV, na época Rei da França.
Posteriormente, em 1660, Carlos II e seu filho Jaime II, voltaram a
reinar na Inglaterra, pois os ingleses ficaram descontentes com
Cromwell, até que no reinado de Jaime II, em 1688, houve a famosa
Revolução Gloriosa e, novamente a Corte inglesa se refugiou na França.
E, como nos relata Irmão Joaquim R.P.Cortez: "Entende-se
perfeitamente, a formação de diversos batalhões de tropas fiéis a eles
e a formação de Lojas Maçônicas ligadas aos Regimentos Militares.
Essas Lojas teriam sido o núcleo fundador da Maçonaria Escocesa. É
evidente que essa Maçonaria, de Escoceses e Irlandeses, era totalmente
desvinculada da Maçonaria Inglesas, mesmo porque, segundo consta, em
seus encontros, sob sigilo maçônico, tramava-se a restauração dos
Stuarts no trono inglês. Essa Maçonaria passou por uma série de
transformações posteriores, ganhando um caráter elitista, aderindo a
um grande misticismo e simbolismo, derivados do Hermetismo e
Ocultismo, divulgando-se por toda a França. Com o aparecimento dos
chamados "Altos Graus" e do primeiro Supremo Conselho, nos EUA em
1801, ela tomou um caráter internacional e difundiu-se para todo o
mundo, transformando-se naquilo que conhecemos hoje por Rito Escocês
Antigo e Aceito."
O Supremo Conselho do Grau 33.
O Maçom André Michel de Ramsay, nascido na Escócia, sonhava alto e
dizia ser aristocrata (apesar de não ser) e foi escorraçado da
Maçonaria da Escócia, por insistir em criar graus cavalheirescos. Na
França, realizou seu sonho e foi aristocratizado como Cavaleiro da
Ordem de São Lázaro. Preparou um discurso em 1737, onde pretendia, de
acordo com suas antigas idéias, aristocratizar a Maçonaria,
reformulando-a com a adoção de um sistema de Altos Graus, ligando-a
aos Templários e aos nobres das famosas Cruzadas. Não se sabe se ele
leu ou não esse discurso, mas, aparentemente, a semente vaidosa dos
Altos Graus estava plantada e, em 1754, em Paris, surgiu o Capítulo de
Clermont, de curta duração, que propunha-se a desenvolver os Altos
Graus na Maçonaria
Conforme nos relata Mestre Castellani: "em 1758, a semente germinaria,
e esse sistema "escocês", em Paris, França, fundou o "Conselho dos
Imperadores do Oriente e do Ocidente", ou, conhecido como "Soberana
Loja Escocesa de São João de Jerusalém". Nesse mesmo ano, o "Conselho"
criou um Sistema de Altos Graus, num total de 25 graus. Em 1762, esse
sistema foi oficializado e esses graus superiores foram chamados de
"Graus de Perfeição" e essa escala de 25 graus foi chamada de "Rito de
Perfeição" ou "Rito de Héredom". Em 1761, o Maçom Etienne Morin,
membro do Conselho, conseguiu autorização para fundar lojas de Altos
Graus na América do Norte e isso foi feito. Entretanto, a Historia
Maçônica nos conta que ele havia sido precedido, o que não impediu que
esses Altos Graus, no Novo Mundo, progredissem e prosperassem.
Entretanto, sem um poder moderador, para disciplinar e organizar o
sistema, o mesmo se transformou num verdadeiro caos. Diante desse caos
existente, um grupo de Maçons, reunidos a 31 de maio de 1801, na
cidade de Charleston, no estado de Carolina do Sul, por onde passa o
Paralelo 33 da Terra, resolveu acrescentar alguns graus e criar o
"Supremo Conselho do Grau 33" que, por ser o primeiro do mundo,
denominou-se "Mother Council of the World". Marcando o inicio de uma
fase de organização e método de concessão dos Altos Graus. Esse
primeiro Conselho adotou a divisa "Ordo ab Chao", o ordem no caos que
se havia transformado o emaranhado de Altos Graus, concedidos sem
critério lógico, e sem que houvesse um poder organizador e
disciplinador".
Conclusão.
O Rito Escocês Antigo e Aceito é um Rito especial, o primeiro a ter
seus Altos Graus e, principalmente, no que diz respeito às suas
origens, pois é dito "Escocês" e nasceu, como vimos na França. Os seus
Altos Graus teve o motivo de criação, muito provavelmente, devido à
vaidades pessoais dos membros da aristocracia em busca de títulos,
apesar que, outros historiadores achem outros motivos para tal.
O que é importante considerar é que no seu nascimento, esse Rito era
católico e o mesmo foi aristocratizado, motivos pelo qual a cor do
Rito é vermelha (púrpura) que distingue os Cardeais, príncipes da
Igreja, e os nobres e a realeza, com o uso do manto vermelho, que os
dignificam.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
terça-feira, 1 de março de 2016
Loja Regular
Segundo Mackey, na "Encyclopedia of Freemansory" está definido o que
segue abaixo:
"uma Loja trabalhando sob autoridade de uma Carta
Constitutiva legal, é dita regular. Essa palavra foi primeiramente
usada nas Constituições de Anderson, em 1723."
Alec Mellor complementa:
"a noção de Regularidade aplica-se às Potencias, às
Lojas e aos Maçons. Um Maçom é regular quando ele passa por uma
Iniciação em uma Loja justa, perfeita e regular".
Percebe-se claramente que somente é "regular" a Potencia que tem a
chancela da Inglaterra, ou então, a chancela da Maçonaria Norte
Americana (que a Maçonaria Inglesa teve que aceitar, muito a
contragosto).
No mundo, hoje, conforme relatado no livro "Ramos da Acácia – Editora
A Trolha", existem dois blocos maçônicos: o "bloco regular" que são
reconhecidos pela Grande Loja Unida da Inglaterra, ou pelas Grandes
Lojas dos EUA, e o "bloco irregular", no caso de não ser reconhecido.
Desse modo, a Inglaterra, por ter sido a primeira obediência
institucionalizada, arroga-se o direito de ser a única do poder de
emitir Warrants de reconhecimento, aceitando, por tabela, que a
poderosa Maçonaria Norte Americana, que também os emita.
No Brasil, a única Potência Maçônica reconhecida pela Maçonaria
Inglesa é o GOB ( em 06 de maio de 1935). As Grandes Lojas (1927) são
tidas como "regulares" através das Grandes Lojas Americanas.
E, para finalizar e para que cada um tire as suas próprias conclusões,
vou citar mais um parágrafo do "Ramos da Acácia", citado acima, na
página 38:
Na Maçonaria, a norma fundamental é a Constituição de Anderson (1723)
e suas fontes são os Landmarks, institutos nos quais foi baseada. Os
antigos postulados, as Old Charges, os Landmarks, são anteriores à
norma fundamental (Constituições) e não expressam qualquer noção de
submissão a qualquer instituição e nem mesmo nas Constituições
inexistem afirmativas de que uma Loja Regular é aquela que pertença à
Grande Loja de Londres. Portanto, a Maçonaria Regular, do ponto de
vista LEGAL, é a que observa, imperativamente, os critérios
tradicionais. Já a Maçonaria "Regular", politicamente, é aquela que
tem o tratado de reconhecimento com a Grande Loja Unida da Inglaterra.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
segue abaixo:
"uma Loja trabalhando sob autoridade de uma Carta
Constitutiva legal, é dita regular. Essa palavra foi primeiramente
usada nas Constituições de Anderson, em 1723."
Alec Mellor complementa:
"a noção de Regularidade aplica-se às Potencias, às
Lojas e aos Maçons. Um Maçom é regular quando ele passa por uma
Iniciação em uma Loja justa, perfeita e regular".
Percebe-se claramente que somente é "regular" a Potencia que tem a
chancela da Inglaterra, ou então, a chancela da Maçonaria Norte
Americana (que a Maçonaria Inglesa teve que aceitar, muito a
contragosto).
No mundo, hoje, conforme relatado no livro "Ramos da Acácia – Editora
A Trolha", existem dois blocos maçônicos: o "bloco regular" que são
reconhecidos pela Grande Loja Unida da Inglaterra, ou pelas Grandes
Lojas dos EUA, e o "bloco irregular", no caso de não ser reconhecido.
Desse modo, a Inglaterra, por ter sido a primeira obediência
institucionalizada, arroga-se o direito de ser a única do poder de
emitir Warrants de reconhecimento, aceitando, por tabela, que a
poderosa Maçonaria Norte Americana, que também os emita.
No Brasil, a única Potência Maçônica reconhecida pela Maçonaria
Inglesa é o GOB ( em 06 de maio de 1935). As Grandes Lojas (1927) são
tidas como "regulares" através das Grandes Lojas Americanas.
E, para finalizar e para que cada um tire as suas próprias conclusões,
vou citar mais um parágrafo do "Ramos da Acácia", citado acima, na
página 38:
Na Maçonaria, a norma fundamental é a Constituição de Anderson (1723)
e suas fontes são os Landmarks, institutos nos quais foi baseada. Os
antigos postulados, as Old Charges, os Landmarks, são anteriores à
norma fundamental (Constituições) e não expressam qualquer noção de
submissão a qualquer instituição e nem mesmo nas Constituições
inexistem afirmativas de que uma Loja Regular é aquela que pertença à
Grande Loja de Londres. Portanto, a Maçonaria Regular, do ponto de
vista LEGAL, é a que observa, imperativamente, os critérios
tradicionais. Já a Maçonaria "Regular", politicamente, é aquela que
tem o tratado de reconhecimento com a Grande Loja Unida da Inglaterra.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
GUILDAS E CORPORAÇÕES DE OFÍCIO
A Idade Média, que vai do Século V ao Século XV, da nossa era, teve um
período conhecido como Era do Obscurantismo, que apesar do nome, teve
um desenvolvimento na agricultura, no comércio e na vida urbana. As
cidades se desenvolveram, principalmente no final da Idade Média, e
isso fez com que um grande número de artífices a elas se dirigisse e
se associasse, formando primeiramente as Guildas e depois as
Corporações de Oficio.
Conforme nos esclarece o Ir.: Joaquim R.P.Cortez, em "Maçonaria,
Origem, Teoria e Prática", a definição de Feudo seria:
"Um marco tradicional nesse período, é a concentração
de algumas atividades dentro e nas proximidades de um castelo. Estes
são geralmente de pedras, bastante fortificados, empoleirados nos
altos de um morro para permitir uma visão privilegiada de seus
arredores, muitas vezes cercados por um fosso e pertencentes a um
senhor local. Neles se concentram todos os materiais necessários à
guerra ou à sua própria defesa. Temos, então, perfeitamente delineado
o feudo, com o seu senhor, o seu castelo e sua área de dominio.
À volta desses lugares fortificados, e que se tornaram pontos de
referência, passou a se acumular um agrupamento humano que prestava
serviços ao castelo. Esses foram os primeiros núcleos de formação das
cidades. Com a derrocada do Feudalismo, houve um constante
deslocamento das populações, que se viram livres dos trabalhos nos
campos, para as aglomerações urbanas que passaram a experimentar uma
época de grande crescimento."
A pesquisadora Anne Fremantle nos esclarece no seu livro "A Idade da Fé":
"Cresciam as cidades e cresciam as Guildas, que eram associações
formadas pelos comerciantes e artesãos. O diretório das Guildas,
escolhido por eleição, esforçava-se para manter a boa qualidade e
preços dos produtos locais. Uma prova do seu crescente poder pode ser
dada, por exemplo, pelo monopólio usufruído pelos tintureiros de
Derby, na Inglaterra, onde ninguém podia tingir panos até a distância
de dez léguas de Derby, senão em Derby."
Durante o decorrer da Idade Média, as Guildas foram evoluindo
passando para Corporações de Mercadores, posteriormente para
Corporações de Artífices e, nos primórdios do Renascimento,
transformou-se em Corporações de Oficio. O pesquisador Edward McNall
Burns em "História da Civilização Oriental", nos deixa bem claro esses
eventos, relatando o segue abaixo.
"Tanto as Corporações de Ofício como as de Mercadores, desempenhavam
outras funções, além das relacionadas diretamente com a produção ou o
comércio. Desempenhavam o papel de associações religiosas, sociedades
beneficentes e clubes sociais. Cada corporação tinha seu santo
padroeiro e seus membros comemoravam juntos os principais dias
santificados e festas da igreja. Com a secularização gradual do
teatro, as representações de milagres e mistérios* foram transferidas
para a feira e as corporações assumiram o encargo de apresenta-Ias.
Além disso, cada organização acudia as necessidades de seus membros
que adoecessem ou se encontrassem em dificuldades de qualquer espécie.
Destinavam fundos a socorrer viúvas e órfãos. Um membro que já não
fosse capaz de trabalhar ou tivesse sido posto na prisão pelos seus
inimigos, poderia contar com os colegas para ajuda-lo. Até as dívidas
de um confrade sem sorte poderiam ser assumidas pela corporação se
fosse sério o estado de suas finanças."
E, resumindo o que nos diz o Ir. Joaquim R.P.Cortez sobre a
origem da Maçonaria Operativa, no seu livro a "Maconaria Escocesa"
pg35-36 - Editora Trolha, do qual esta Pilula foi extraida:
Nos diz que, no final da Idade Média, as Corporações de Oficio já
estavam bastante evoluidas e cumpriam todas as suas finalidades.e
haviam diversas Corporações de Oficio. A associação dessas Corporações
poderia ter gerado a Maçonaria Operativa, crescendo e se aperfeiçoando
com o passar do tempo.
Qualquer outro ponto de origem da Maçonaria, fora das Corporações de
Oficio, ao final da Idade Média, será, sem duvidas, mera suposição ou
puramente lendário.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
período conhecido como Era do Obscurantismo, que apesar do nome, teve
um desenvolvimento na agricultura, no comércio e na vida urbana. As
cidades se desenvolveram, principalmente no final da Idade Média, e
isso fez com que um grande número de artífices a elas se dirigisse e
se associasse, formando primeiramente as Guildas e depois as
Corporações de Oficio.
Conforme nos esclarece o Ir.: Joaquim R.P.Cortez, em "Maçonaria,
Origem, Teoria e Prática", a definição de Feudo seria:
"Um marco tradicional nesse período, é a concentração
de algumas atividades dentro e nas proximidades de um castelo. Estes
são geralmente de pedras, bastante fortificados, empoleirados nos
altos de um morro para permitir uma visão privilegiada de seus
arredores, muitas vezes cercados por um fosso e pertencentes a um
senhor local. Neles se concentram todos os materiais necessários à
guerra ou à sua própria defesa. Temos, então, perfeitamente delineado
o feudo, com o seu senhor, o seu castelo e sua área de dominio.
À volta desses lugares fortificados, e que se tornaram pontos de
referência, passou a se acumular um agrupamento humano que prestava
serviços ao castelo. Esses foram os primeiros núcleos de formação das
cidades. Com a derrocada do Feudalismo, houve um constante
deslocamento das populações, que se viram livres dos trabalhos nos
campos, para as aglomerações urbanas que passaram a experimentar uma
época de grande crescimento."
A pesquisadora Anne Fremantle nos esclarece no seu livro "A Idade da Fé":
"Cresciam as cidades e cresciam as Guildas, que eram associações
formadas pelos comerciantes e artesãos. O diretório das Guildas,
escolhido por eleição, esforçava-se para manter a boa qualidade e
preços dos produtos locais. Uma prova do seu crescente poder pode ser
dada, por exemplo, pelo monopólio usufruído pelos tintureiros de
Derby, na Inglaterra, onde ninguém podia tingir panos até a distância
de dez léguas de Derby, senão em Derby."
Durante o decorrer da Idade Média, as Guildas foram evoluindo
passando para Corporações de Mercadores, posteriormente para
Corporações de Artífices e, nos primórdios do Renascimento,
transformou-se em Corporações de Oficio. O pesquisador Edward McNall
Burns em "História da Civilização Oriental", nos deixa bem claro esses
eventos, relatando o segue abaixo.
"Tanto as Corporações de Ofício como as de Mercadores, desempenhavam
outras funções, além das relacionadas diretamente com a produção ou o
comércio. Desempenhavam o papel de associações religiosas, sociedades
beneficentes e clubes sociais. Cada corporação tinha seu santo
padroeiro e seus membros comemoravam juntos os principais dias
santificados e festas da igreja. Com a secularização gradual do
teatro, as representações de milagres e mistérios* foram transferidas
para a feira e as corporações assumiram o encargo de apresenta-Ias.
Além disso, cada organização acudia as necessidades de seus membros
que adoecessem ou se encontrassem em dificuldades de qualquer espécie.
Destinavam fundos a socorrer viúvas e órfãos. Um membro que já não
fosse capaz de trabalhar ou tivesse sido posto na prisão pelos seus
inimigos, poderia contar com os colegas para ajuda-lo. Até as dívidas
de um confrade sem sorte poderiam ser assumidas pela corporação se
fosse sério o estado de suas finanças."
E, resumindo o que nos diz o Ir. Joaquim R.P.Cortez sobre a
origem da Maçonaria Operativa, no seu livro a "Maconaria Escocesa"
pg35-36 - Editora Trolha, do qual esta Pilula foi extraida:
Nos diz que, no final da Idade Média, as Corporações de Oficio já
estavam bastante evoluidas e cumpriam todas as suas finalidades.e
haviam diversas Corporações de Oficio. A associação dessas Corporações
poderia ter gerado a Maçonaria Operativa, crescendo e se aperfeiçoando
com o passar do tempo.
Qualquer outro ponto de origem da Maçonaria, fora das Corporações de
Oficio, ao final da Idade Média, será, sem duvidas, mera suposição ou
puramente lendário.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Tenha orgulho de ser Maçom!
O candidato quando é Iniciado, Elevado e Exaltado, fica enlevado com
as "histórias" mostradas nos Rituais, baseadas na Bíblia. Fica
encantado com os fatos enevoados ligando a Maçonaria com os
acontecimentos Bíblicos. Fica convencido e soberbo de saber que, como
Maçom, é um descendente direto dos construtores do Templo do Rei
Salomão!
De Aprendiz passa para Companheiro e depois para Mestre e, raramente,
pergunta quem planejou o Templo ou quem acompanhou todos os trabalhos
feitos em ouro, prata e pedras preciosas. Quem esculpiu, quem decorou
as obras de arte. Fica plenamente satisfeito em saber que tudo foi
feito por Hiram , que era o filho de uma viúva da tribo de Naftali.
Com o passar do tempo, ele lê alguns livros maçônicos idôneos, e fica
assombrado e chocado ao aprender que, sem dúvida alguma, os atuais
Maçons são descendentes dos construtores das catedrais, na Idade
Média, da Inglaterra, Alemanha, França, etc, etc.
Seu panorama mental sobre a Maçonaria fica nublado, seu orgulho fica
abalado e sua admiração, contentamento no seu curto sonho maçônico
fica minimizado.
Isto é um retrato real e frequentemente ocorre!
O que deve ficar claro para todos nós é que os Maçons não são
descendentes de simples trabalhadores. Nossos ancestrais não eram
simples talhadores de pedras, pedreiros, escultores, etc. Eles eram os
maiores artistas, especialistas em trabalhar e construir em pedras na
Idade Média.
Poucos homens podem construir um galpão usando serrote, martelo e
pregos. Mas, a maioria deles não consegue construir a sua própria
moradia. Eles não sabem como ler uma planta. Eles nada sabem sobre
resistência dos materiais. Eles nada sabem sobre códigos de
construções. Para obter sua casa eles precisam empregar um arquiteto e
um construtor, os quais tenham o conhecimento especializado requerido.
Hoje em dia nós temos a eletrônica e os computadores, mas na Idade
Média, todo esculpido era obra da experiência e da habilidade manual.
Não havia livros e desenhos especializados.
Mesmo hoje, as modernas construções dificilmente se igualam na beleza
das proporções, no vigor, na suntuosidade e na magnificência das
Catedrais, dos Castelos, dos Mosteiros, das Abadias feitas pelos
Mestres Construtores dos quais a Maçonaria é descendente.
Pessoas simples não fariam esse tipo de construção, cuja estrutura,
grandeza, resistência e beleza, desafiam os séculos, nas intempéries e
nas guerras.
Nossa Ordem escolhe hoje em dia, os futuros Aprendizes, com bastante
critério. Os construtores de Catedrais da Idade Média também
procuravam e escolhiam aqueles que tinham conhecimento, caráter e
habilidade para aprender. Quando se tornavam Companheiros, tinham
orgulho de seu trabalho. Sabiam que não podia falhar e davam o melhor
de si, por toda sua vida.
Não é este, para todos nós, o maior motivo de orgulho, em sermos
descendentes desses homens especiais?
(livre tradução e adaptação
da MAS - Bulletin 1951 - USA)
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
as "histórias" mostradas nos Rituais, baseadas na Bíblia. Fica
encantado com os fatos enevoados ligando a Maçonaria com os
acontecimentos Bíblicos. Fica convencido e soberbo de saber que, como
Maçom, é um descendente direto dos construtores do Templo do Rei
Salomão!
De Aprendiz passa para Companheiro e depois para Mestre e, raramente,
pergunta quem planejou o Templo ou quem acompanhou todos os trabalhos
feitos em ouro, prata e pedras preciosas. Quem esculpiu, quem decorou
as obras de arte. Fica plenamente satisfeito em saber que tudo foi
feito por Hiram , que era o filho de uma viúva da tribo de Naftali.
Com o passar do tempo, ele lê alguns livros maçônicos idôneos, e fica
assombrado e chocado ao aprender que, sem dúvida alguma, os atuais
Maçons são descendentes dos construtores das catedrais, na Idade
Média, da Inglaterra, Alemanha, França, etc, etc.
Seu panorama mental sobre a Maçonaria fica nublado, seu orgulho fica
abalado e sua admiração, contentamento no seu curto sonho maçônico
fica minimizado.
Isto é um retrato real e frequentemente ocorre!
O que deve ficar claro para todos nós é que os Maçons não são
descendentes de simples trabalhadores. Nossos ancestrais não eram
simples talhadores de pedras, pedreiros, escultores, etc. Eles eram os
maiores artistas, especialistas em trabalhar e construir em pedras na
Idade Média.
Poucos homens podem construir um galpão usando serrote, martelo e
pregos. Mas, a maioria deles não consegue construir a sua própria
moradia. Eles não sabem como ler uma planta. Eles nada sabem sobre
resistência dos materiais. Eles nada sabem sobre códigos de
construções. Para obter sua casa eles precisam empregar um arquiteto e
um construtor, os quais tenham o conhecimento especializado requerido.
Hoje em dia nós temos a eletrônica e os computadores, mas na Idade
Média, todo esculpido era obra da experiência e da habilidade manual.
Não havia livros e desenhos especializados.
Mesmo hoje, as modernas construções dificilmente se igualam na beleza
das proporções, no vigor, na suntuosidade e na magnificência das
Catedrais, dos Castelos, dos Mosteiros, das Abadias feitas pelos
Mestres Construtores dos quais a Maçonaria é descendente.
Pessoas simples não fariam esse tipo de construção, cuja estrutura,
grandeza, resistência e beleza, desafiam os séculos, nas intempéries e
nas guerras.
Nossa Ordem escolhe hoje em dia, os futuros Aprendizes, com bastante
critério. Os construtores de Catedrais da Idade Média também
procuravam e escolhiam aqueles que tinham conhecimento, caráter e
habilidade para aprender. Quando se tornavam Companheiros, tinham
orgulho de seu trabalho. Sabiam que não podia falhar e davam o melhor
de si, por toda sua vida.
Não é este, para todos nós, o maior motivo de orgulho, em sermos
descendentes desses homens especiais?
(livre tradução e adaptação
da MAS - Bulletin 1951 - USA)
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Como Entender e Estudar o Simbolismo
Deve ser lembrado, antes de mais nada, que o Maçom deve ter um
comportamento essencialmente pratico em suas ações e ideias,
principalmente quanto à origem de certos objetos ligados à Maçonaria.
Em outras palavras, uma explanação simples e obvia de um símbolo
Maçônico, é preferível a uma explanação fantástica, altamente
imaginativa ou romântica.
Seis pontos devem ser considerados:
1- A Ordem (Francomaçonaria) tem origem nas Guildas
Maçônicas na fase Operativa, na Idade Média.
2- As várias referências Egípcias e Orientais nos
rituais maçônicos representam acréscimos ou adições, feitas de tempos
em tempos nos rituais originais, mais antigos.
3- O Simbolismo só se transformou em algo proeminente,
notório, na Maçonaria, em tempo passado, relativamente curto.
4- A posse de nossos Símbolos por outros corpos
organizacionais, Sociedades e Ritos, e vice-versa, não indica, por si,
nenhuma conexão entre essas organizações e a Maçonaria, ou, de nenhuma
maneira, indica a origem da nossa Ordem Maçônica.
5- A influência que possa ter existido na Maçonaria,
de Rituais de antigos Ritos Iniciáticos, na certeza, não ocorreu antes
da terceira década do século XVIII.
6- Com respeito a alguns Maçons que acham que a
Maçonaria é derivada dos "mistérios" do Antigo Egito e que todos
nossos símbolos são de origem egípcia, deve ser ficar esclarecido que
esses "mistérios" não são bem conhecidos e muitos deles estão
totalmente perdidos.
Finalmente deve ser dito que alguns objetos encontrados na Maçonaria,
que numa primeira visão parecem ser Símbolos Maçônicos, mas que, com
uma analise mais rigorosa, veremos que não são. É necessário o devido
cuidado para distinguir entre genuínos Símbolos Maçônicos daquelas
coisas chamadas "Símbolos", devido uma fértil imaginação e/ou um super
entusiasmo maçônico.
( livre tradução de livros
ingleses e neo-zelandeses)
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
comportamento essencialmente pratico em suas ações e ideias,
principalmente quanto à origem de certos objetos ligados à Maçonaria.
Em outras palavras, uma explanação simples e obvia de um símbolo
Maçônico, é preferível a uma explanação fantástica, altamente
imaginativa ou romântica.
Seis pontos devem ser considerados:
1- A Ordem (Francomaçonaria) tem origem nas Guildas
Maçônicas na fase Operativa, na Idade Média.
2- As várias referências Egípcias e Orientais nos
rituais maçônicos representam acréscimos ou adições, feitas de tempos
em tempos nos rituais originais, mais antigos.
3- O Simbolismo só se transformou em algo proeminente,
notório, na Maçonaria, em tempo passado, relativamente curto.
4- A posse de nossos Símbolos por outros corpos
organizacionais, Sociedades e Ritos, e vice-versa, não indica, por si,
nenhuma conexão entre essas organizações e a Maçonaria, ou, de nenhuma
maneira, indica a origem da nossa Ordem Maçônica.
5- A influência que possa ter existido na Maçonaria,
de Rituais de antigos Ritos Iniciáticos, na certeza, não ocorreu antes
da terceira década do século XVIII.
6- Com respeito a alguns Maçons que acham que a
Maçonaria é derivada dos "mistérios" do Antigo Egito e que todos
nossos símbolos são de origem egípcia, deve ser ficar esclarecido que
esses "mistérios" não são bem conhecidos e muitos deles estão
totalmente perdidos.
Finalmente deve ser dito que alguns objetos encontrados na Maçonaria,
que numa primeira visão parecem ser Símbolos Maçônicos, mas que, com
uma analise mais rigorosa, veremos que não são. É necessário o devido
cuidado para distinguir entre genuínos Símbolos Maçônicos daquelas
coisas chamadas "Símbolos", devido uma fértil imaginação e/ou um super
entusiasmo maçônico.
( livre tradução de livros
ingleses e neo-zelandeses)
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
LÚCIFER
A palavra LÚCIFER tem uma origem tremendamente simples. Entretanto,
foi e é fruto dos "oportunistas" religiosos que, normalmente visando
obtenção de bens materiais, se aproveitavam e se aproveitam da
ignorância das pessoas. Desse modo, devido à convenientes
interpretações, tem essa palavra, hoje, diversos significados.
A origem correta é: portador(a) da luz (do Latim lucis = luz e ferre =
carregar, portar, trazer. Idem para o grego heosphoros), e era o nome
dado ao planeta Vênus, que é visível antes do alvorecer e que,
simbolicamente, seria o portador da luz do Sol que em breve estaria
brilhando.
Segundo o pesquisador iconográfico Luther Link, Isaias, na Bíblia fez
uma designação descritiva aplicada a uma metáfora referente aos
excessos de um "rei da Babilônia", e não a uma entidade em si: "Como
caíste do céu, o Lúcifer, tu que ao ponto do dia parecias tão
brilhante"
Isaias não estava falando do Diabo. Usando imagens possivelmente
retiradas de um antigo mito cananeu, Isaías referia-se aos excessos de
um ambicioso rei babilônico. (Wikipédia)
Aproveitemos as informações dessa Enciclopédia: "A expressão hebraica
(heilel ben-shahar) é traduzida como "o que brilha". A tradução
"Lúcifer" (portador de luz), deriva daVulgata latina de Jerônimo e
isso explica a ocorrência desse termo em diversas versões da Bíblia.
Mas alguns argumentam que Lúcifer seja satanás e por isso, também foi
o nome dado ao anjo caído, da ordem dos Arcanjos. Assim, muitos nos
dias de hoje, numa nova interpretação da palavra, o chamam de Diabo
(caluniador, acusador), ou Satã (cuja origem é o hebraico Shai'tan,
Adversário). Os judeus o chamam de heilel ben-shachar, onde heilel
significa Vênus e ben-shachar significa "o luminoso, filho da manhã".
Alguns judeus interpretam Lúcifer como uma referência bíblica a um rei
babilônico. Mais tarde a tradiçãojudaica elaborou a queda dos anjos
sob a liderança de Samhazai, vindo daí a mesma tradição dos padres da
Igreja.
Segundo a igreja católica, Lúcifer era o mais forte e o mais belo de
todos os Arcanjos. Então, Deus lhe deu uma posição de destaque entre
todos os seus auxiliares. Segundo a mesma, ele se tornou orgulhoso de
seu poder, que não aceitava servir a uma criação de Deus,"O Homem", e
revoltou-se contra o Altíssimo. O Arcanjo Miguel liderou as hostes de
Deus na luta contra Lúcifer e suas legiões de anjos corrompidos; já os
anjos leais a Deus o derrotaram e o expulsaram do céu, juntamente com
seus seguidores. Desde então, o mundo vive esta guerra eterna entre
Deus e o Diabo; de seu lado Lúcifer e suas legiões tentam corromper a
mais magnífica das criaturas mortais feitas por Deus, o homem; do
outro lado Deus, os anjos, arcanjos, querubins e Santos travam
batalhas diárias contra as forças do Mal (personificado em Lúcifer).
Que maior vitória obteria o Anticristo frente a Deus do que corromper
e condenar as almas dos humanos aos infernos, sua morada verdadeira?"
Abrindo um parenteses: dá para se perceber que a imaginação do ser
humano não tem limites. Anjo... Arcanjo...o mais forte e belo dos
Arcanjos...auxiliares de Deus...Caramba! é interessante como se dá um
"comportamento totalmente humano" à Deus e muitos aceitam como se
fosse a coisa mais natural do mundo!
Na Enciclopédia do Mestre Nicola Aslan temos: "Entre os cristãos, esse
nome acabou por ser aplicado ao espírito do Mal. Esta denominação
nasceu, em certos Padres da Igreja, por alusão a várias passagens de
Isaias...em que o profeta anuncia a queda do rei da Babilonia e o
assombro que ela causa, nestes termos – Como é que caiste do céu, tu,
Lúcifer, astro da manhã? – Os padres aplicaram a palavra ao demonio,
anjo caído."
Sem mais comentários.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
foi e é fruto dos "oportunistas" religiosos que, normalmente visando
obtenção de bens materiais, se aproveitavam e se aproveitam da
ignorância das pessoas. Desse modo, devido à convenientes
interpretações, tem essa palavra, hoje, diversos significados.
A origem correta é: portador(a) da luz (do Latim lucis = luz e ferre =
carregar, portar, trazer. Idem para o grego heosphoros), e era o nome
dado ao planeta Vênus, que é visível antes do alvorecer e que,
simbolicamente, seria o portador da luz do Sol que em breve estaria
brilhando.
Segundo o pesquisador iconográfico Luther Link, Isaias, na Bíblia fez
uma designação descritiva aplicada a uma metáfora referente aos
excessos de um "rei da Babilônia", e não a uma entidade em si: "Como
caíste do céu, o Lúcifer, tu que ao ponto do dia parecias tão
brilhante"
Isaias não estava falando do Diabo. Usando imagens possivelmente
retiradas de um antigo mito cananeu, Isaías referia-se aos excessos de
um ambicioso rei babilônico. (Wikipédia)
Aproveitemos as informações dessa Enciclopédia: "A expressão hebraica
(heilel ben-shahar) é traduzida como "o que brilha". A tradução
"Lúcifer" (portador de luz), deriva daVulgata latina de Jerônimo e
isso explica a ocorrência desse termo em diversas versões da Bíblia.
Mas alguns argumentam que Lúcifer seja satanás e por isso, também foi
o nome dado ao anjo caído, da ordem dos Arcanjos. Assim, muitos nos
dias de hoje, numa nova interpretação da palavra, o chamam de Diabo
(caluniador, acusador), ou Satã (cuja origem é o hebraico Shai'tan,
Adversário). Os judeus o chamam de heilel ben-shachar, onde heilel
significa Vênus e ben-shachar significa "o luminoso, filho da manhã".
Alguns judeus interpretam Lúcifer como uma referência bíblica a um rei
babilônico. Mais tarde a tradiçãojudaica elaborou a queda dos anjos
sob a liderança de Samhazai, vindo daí a mesma tradição dos padres da
Igreja.
Segundo a igreja católica, Lúcifer era o mais forte e o mais belo de
todos os Arcanjos. Então, Deus lhe deu uma posição de destaque entre
todos os seus auxiliares. Segundo a mesma, ele se tornou orgulhoso de
seu poder, que não aceitava servir a uma criação de Deus,"O Homem", e
revoltou-se contra o Altíssimo. O Arcanjo Miguel liderou as hostes de
Deus na luta contra Lúcifer e suas legiões de anjos corrompidos; já os
anjos leais a Deus o derrotaram e o expulsaram do céu, juntamente com
seus seguidores. Desde então, o mundo vive esta guerra eterna entre
Deus e o Diabo; de seu lado Lúcifer e suas legiões tentam corromper a
mais magnífica das criaturas mortais feitas por Deus, o homem; do
outro lado Deus, os anjos, arcanjos, querubins e Santos travam
batalhas diárias contra as forças do Mal (personificado em Lúcifer).
Que maior vitória obteria o Anticristo frente a Deus do que corromper
e condenar as almas dos humanos aos infernos, sua morada verdadeira?"
Abrindo um parenteses: dá para se perceber que a imaginação do ser
humano não tem limites. Anjo... Arcanjo...o mais forte e belo dos
Arcanjos...auxiliares de Deus...Caramba! é interessante como se dá um
"comportamento totalmente humano" à Deus e muitos aceitam como se
fosse a coisa mais natural do mundo!
Na Enciclopédia do Mestre Nicola Aslan temos: "Entre os cristãos, esse
nome acabou por ser aplicado ao espírito do Mal. Esta denominação
nasceu, em certos Padres da Igreja, por alusão a várias passagens de
Isaias...em que o profeta anuncia a queda do rei da Babilonia e o
assombro que ela causa, nestes termos – Como é que caiste do céu, tu,
Lúcifer, astro da manhã? – Os padres aplicaram a palavra ao demonio,
anjo caído."
Sem mais comentários.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
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