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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

GUILDAS E CORPORAÇÕES DE OFÍCIO

A Idade Média, que vai do Século V ao Século XV, da nossa era, teve um
período conhecido como Era do Obscurantismo, que apesar do nome, teve
um desenvolvimento na agricultura, no comércio e na vida urbana. As
cidades se desenvolveram, principalmente no final da Idade Média, e
isso fez com que um grande número de artífices a elas se dirigisse e
se associasse, formando primeiramente as Guildas e depois as
Corporações de Oficio.

Conforme nos esclarece o Ir.: Joaquim R.P.Cortez, em "Maçonaria,
Origem, Teoria e Prática", a definição de Feudo seria:

"Um marco tradicional nesse período, é a concentração
de algumas atividades dentro e nas proximidades de um castelo. Estes
são geralmente de pedras, bastante fortificados, empoleirados nos
altos de um morro para permitir uma visão privilegiada de seus
arredores, muitas vezes cercados por um fosso e pertencentes a um
senhor local. Neles se concentram todos os materiais necessários à
guerra ou à sua própria defesa. Temos, então, perfeitamente delineado
o feudo, com o seu senhor, o seu castelo e sua área de dominio.

À volta desses lugares fortificados, e que se tornaram pon­tos de
referência, passou a se acumular um agrupamento huma­no que prestava
serviços ao castelo. Esses foram os primeiros núcleos de formação das
cidades. Com a derrocada do Feudalis­mo, houve um constante
deslocamento das populações, que se viram livres dos trabalhos nos
campos, para as aglomerações urbanas que passaram a experimentar uma
época de grande crescimento."

A pesquisadora Anne Fremantle nos esclarece no seu livro "A Idade da Fé":

"Cresciam as cidades e cresciam as Guildas, que eram associações
formadas pelos comerciantes e artesãos. O diretório das Guildas,
escolhido por eleição, esforçava-se para manter a boa qualida­de e
preços dos produtos locais. Uma prova do seu crescente poder pode ser
dada, por exemplo, pelo monopólio usufruído pelos tintureiros de
Derby, na Inglaterra, onde ninguém podia tingir panos até a distância
de dez léguas de Derby, senão em Derby."

Durante o decorrer da Idade Média, as Guildas foram evoluindo
passando para Corporações de Mercadores, posteriormente para
Corporações de Artífices e, nos primórdios do Renascimento,
transformou-se em Corporações de Oficio. O pesquisador Edward McNall
Burns em "História da Civilização Oriental", nos deixa bem claro esses
eventos, relatando o segue abaixo.

"Tanto as Corporações de Ofício como as de Mercadores, de­sempenhavam
outras funções, além das relacionadas direta­mente com a produção ou o
comércio. Desempenhavam o papel de associações religiosas, sociedades
beneficentes e clubes sociais. Cada corporação tinha seu santo
padroeiro e seus membros comemoravam juntos os principais dias
santificados e festas da igreja. Com a secularização gradual do
teatro, as representa­ções de milagres e mistérios* foram transferidas
para a feira e as corporações assumiram o encargo de apresenta-Ias.
Além disso, cada organização acudia as necessidades de seus membros
que adoecessem ou se encontrassem em dificuldades de qualquer espécie.
Destinavam fundos a socorrer viúvas e órfãos. Um membro que já não
fosse capaz de trabalhar ou tivesse sido posto na prisão pelos seus
inimigos, poderia contar com os colegas para ajuda-lo. Até as dívidas
de um confrade sem sorte poderiam ser assumidas pela corporação se
fosse sério o estado de suas finanças."

E, resumindo o que nos diz o Ir. Joaquim R.P.Cortez sobre a
origem da Maçonaria Operativa, no seu livro a "Maconaria Escocesa"
pg35-36 - Editora Trolha, do qual esta Pilula foi extraida:

Nos diz que, no final da Idade Média, as Corporações de Oficio já
estavam bastante evoluidas e cumpriam todas as suas finalidades.e
haviam diversas Corporações de Oficio. A associação dessas Corporações
poderia ter gerado a Maçonaria Operativa, crescendo e se aperfeiçoando
com o passar do tempo.

Qualquer outro ponto de origem da Maçonaria, fora das Corporações de
Oficio, ao final da Idade Média, será, sem duvidas, mera suposição ou
puramente lendário.



Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

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