Other stuff ->

terça-feira, 22 de maio de 2012

Teneré 600 versus BMW GS650

21/05/2012 - Arthur Caldeira/Agência INFOMOTO (Fotos: Doni Castilho/Agência
INFOMOTO) / Fonte: iCarros

De um lado um nome de respeito entre os fãs de off-road. Do outro, o apelo
de uma motocicleta que carrega uma marca premium, porém por um preço
acessível. Ambas apostando no torque de motores monocilíndricos e na
versatilidade ciclística para conquistar o consumidor. Assim pode ser
definido o duelo entre a Yamaha XT 660Z Ténéré e a BMW G 650 GS. Para
apimentar ainda mais a disputa, as duas têm preços bastante próximos: a
lendária Ténéré 660 está cotada a R$ 31.110, enquanto a motocicleta alemã,
montada em Manaus (AM), sai por R$ 29.800.


Apesar da proposta semelhante, há mais diferenças entre elas do que os R$
1.310. Diferenças importantes que o consumidor deve considerar. A começar
pelo uso que fará da moto: será seu veículo de uso diário ou a moto vai
ficar reservada para as viagens de fim de semana ou para aquela aventura até
a Patagônia com os amigos?



Conforto e versatilidade



A BMW G 650 GS ganhou novos ares com a reformulação visual do modelo 2012,
ficou mais moderna e atraente. Mas por baixo continua exatamente com as
características que fizeram dela um sucesso até hoje.



Na motorização, o mesmo monocilíndrico com 652 cm³ de capacidade. Com
comando duplo no cabeçote (DOHC), quatro válvulas e refrigeração líquida, o
propulsor produz 50 cv de potência máxima a 6.500 rpm. Mas sua qualidade são
os 6,1 kgf.m de torque máximo já a 4.800 rpm. Na parte ciclística,
suspensões de longo curso: 170 mm na dianteira com ajuste na précarga e
retorno; e 165 mm na balança monoamortecida com ajuste na précarga da mola.
Calçada com pneus de uso misto – Metzeler Tourance – seu desempenho no fora
de estrada é razoável. Só não é melhor em função da roda de liga leve de 19
polegadas na frente – atrás roda de 17 polegadas.



Somando essas características à boa posição de pilotagem – ereta, típica das
trails – e à generosa espuma do banco, o resultado é uma moto bastante
confortável e ainda assim versátil para encarar uma estrada de terra. Mas
nada muito radical que arrisque amassar as rodas de liga-leve ou muita lama
que vá grudar no pneu.



Com um consumo que variou entre 19 e 21,5 km/litro, a G 650 GS ainda oferece
boa autonomia (tanque com 14 litros de capacidade) e conforto para viagens.
Em resumo, a G 650 GS seria a opção ideal para o motociclista que quer uma
trail para rodar no dia-a-dia e também para uma viagem (um pouco)
aventureira.



Sem falar na sua desenvoltura para rodar no trânsito urbano. Mesmo com seu
guidão largo, a BMW G 650 GS "costura" com facilidade os carros engarrafados
nas ruas e avenidas da capital paulista. Para tanto, o piloto conta com o
auxílio do banco a apenas 78 cm do solo, permitindo que um piloto de
estatura média (1,71 m) apóie os pés no chão com facilidade.



Robustez no off-road



A Yamaha XT 660Z Ténéré, mostrada no Salão Duas Rodas 2011, em outubro
passado, ainda carrega ares de novidade. Em nossa viagem com as duas
motocicletas pelo interior de São Paulo – mesclando rodovias, estradas
sinuosas e caminhos de terra – não era raro encontrar alguém que perguntasse
qual moto era aquela.



Imponente com seu tanque de 23 litros e o pequeno para brisa, a Ténéré 660
transpira o espírito aventureiro, reforçado pelos protetores de mão e de
motor em alumínio (ambos opcionais e montados na unidade testada). Dotada de
uma roda de 21 polegadas na dianteira e suspensões com cursos bem longos -
garfo telescópico convencional com 210 mm de curso, na frente, e balança em
alumínio monoamortecida com curso de 200 mm, ajustável em cinco posições,
atrás – a Ténéré parece pronta a encarar qualquer tipo de estrada. E está
mesmo.



Rodamos cerca de 30 km com ambas as motos por uma complicada trilha de terra
entre Araçariguama e Pirapora do Bom Jesus, no interior paulista. Enquanto a
Ténéré ignorava as pedras soltas e os buracos, o bom senso exigia que o
piloto da G 650 GS agisse com cautela para não danificar a moto. Mas aqui
vale ressaltar que a trail alemã não se intimidou: mesmo com roda 19 na
dianteira e com pneus mais on do que off-road enfrentou bem os obstáculos.
Mas a Ténéré levou vantagem nessa situação.



A Ténéré 660 compartilha o mesmo motor da XT 660R. O monocilíndrico equipado
com sistema de injeção eletrônica e arrefecimento líquido produz 48 cv de
potência máxima a 6000 rpm e torque máximo de 5,95 kgf.m a 5.500 rpm. Mas na
Ténéré, foi otimizado para garantir mais torque em médias rotações, o que
favorece ainda mais a tocada off-road. Outro detalhe faz toda a diferença:
as pedaleiras mais largas da Yamaha Ténéré 600 são ideais para se pilotar em
pé, facilitando e muito acelerar na terra.



Desempenho no asfalto



Enquanto nos trechos fora-de-estrada a Ténéré levava vantagem, no asfalto
foi a vez de a BMW G 650 GS dar o troco. Com mais de 300 km rodados,
principalmente nas curvas da sinuosa e bela estrada dos Romeiros, que liga
Pirapora do Bom Jesus a Itu, no Estado de São Paulo. A roda de 19 polegadas
na dianteira e o menor curso das suspensões permitem deitar nas curvas com
mais segurança, enquanto o piloto da Ténéré ficava para trás. Novamente
ressalto que isso não significa que a Yamaha seja ruim de curva,
simplesmente não tem o mesmo desempenho dinâmico da BMW.



Outra situação em que a G 650 GS se sai melhor é no trânsito urbano. Mais
baixa e leve (10 kg a menos do que a Ténéré), além de ter um motor de
comportamento mais suave, o piloto sente mais segurança para trafegar entre
os carros. Já a Ténéré é mais bruta, tem uma arrancada mais forte e
pilotá-la na cidade exige mais do piloto. Além disso, a Ténéré é mais
"beberrona": fez entre 18 e 20 km/litro.



Outro ponto positivo fica por conta dos freios ABS – podem ser desligados no
off-road – que são item de série na 650cc da BMW. Em frenagens de emergência
funcionam muito bem. Já a Yamaha não oferece o sistema anti-travamento no
Brasil, porém o freio de disco duplo na dianteira que equipa a 660Z são
excelentes e também param os 186 kg a seco com segurança.



Para usos distintos



Embora os dois modelos comparados sejam versáteis, ou seja, vão bem em
variadas situações, o que deve nortear a escolha final é realmente o uso que
se dará a cada uma delas.



Respondendo à pergunta inicial, se você procura uma moto para uso diário e
também para viagens sem muita aventura, a BMW G 650 GS é uma boa opção. Mas
se no seu caso o uso for principalmente para aventuras com uma boa dose de
terra no caminho, a Yamaha XT 660Z Ténéré foi feita para você – ou ainda a G
650 GS Sertão (leia box).



Claro que você pode ignorar todas essas considerações e optar pela que mais
lhe agrade. Quem sempre sonhou em ter uma BMW não terá grandes problemas
para encarar uma estrada de terra, assim como os fãs do nome Ténéré acharão
bastante divertido rodar na cidade com essa nova versão XT 660Z.



G 650 GS Sertão: mais off-road



Caso você se enquadre no perfil de consumidor que quer uma moto mais
aventureira e é fã da BMW, pode optar pela recém-lançada G 650 GS Sertão.
Com preço sugerido de R$ 32.800, a "Sertão" tem outro conjunto de suspensões
com curso mais longo. O garfo telescópico dianteiro tem 210 mm de curso e
trabalha em conjunto com o braço oscilante traseiro de mesmo curso, que
conta com amortecedor a gás. Estas especificações somadas às rodas raiadas
de 21 polegadas na frente (na standard na frente a roda tem 19 polegadas e é
de liga leve) e 17 atrás credenciam a moto para enfrentar qualquer
irregularidade existente no caminho de terra.





FICHAS TÉCNICAS:



Yamaha XT 660Z Ténéré



Motor OHC, monocilíndrico, 4 tempos, 4 válvulas e refrigeração líquida,

Capacidade cúbica 660cc

Diâmetro x curso 100 x 84 mm

Taxa de compressão 10.0:1

Potência máxima 48 cv a 6.000 rpm

Torque máximo 5,95 kgf.m a 5.500 rpm

Sistema de combustível Injeção de eletrônica

Tipo de embreagem multidisco banhado a óleo

Sistema de ignição Elétrica

Sistema de transmissão Permanentemente engrenada, 5 velocidades

Transmissão final Corrente

Chassis Tipo Diamante, em aço

Suspensão

Dianteira: Garfo telescópico com 210 mm de curso

Traseira: Monoamortecedor, ajustável para pré-carga e retorno e 200 mm de
curso

Freio dianteiro discos duplos: De acionamento hidráulico e de 298 mm de
diâmetro

Freio traseiro: Disco simples de 245 mm

Pneu dianteiro: 90/90R 21M/C 54S

Pneu traseiro: 130/80R17M/C 65S

Comprimento total: 2.246 mm

Largura total: 865 mm

Altura total: 1.477 mm

Altura do assento: Ajustável 896 mm

Distância entre eixos: 1.500 mm

Distância mínima do solo: 260 mm

Peso total (a seco): 186 kg

Capacidade do tanque de comb.: 23 litros

Quantidade de óleo: 2,9 litros

Cor: Azul

Preço: R$ 31.110,00



BMW G 650 GS



Motor Monocilíndrico, (DOHC), 4 válvulas por cilindro, e refrigeração
líquida

Capacidade cúbica 652 cm³

Potência máxima 50 cv a 6.500 rpm

Torque máximo 6,1 kgf.m a 4.800 rpm

Câmbio Cinco marchas

Transmissão final Corrente

Alimentação Injeção eletrônica

Partida Elétrica

Quadro Tipo diamante

Suspensão dianteira Garfo telescópico de 41mm de diâmetro com ajuste de
pré-carga e retorno – 170 mm de curso

Suspensão traseira Balança traseira de alumínio com amortecedor centralizado
– 165mm de curso

Freio dianteiro Disco simples de 300 mm de diâmetro com ABS

Freio traseiro Disco simples de 240 mm de diâmetro com ABS

Pneus 100/90-19 (diant.)/ 130/80-17 (tras.)

Comprimento 2.185 mm

Largura 905 mm

Altura 1.160 mm

Distância entre-eixos Não disponível

Distância do solo Não disponível

Altura do assento 780 mm

Peso em ordem de marcha 192 kg

Peso a seco 175 kg

Tanque de combustível 17,3 litros

Cores    Branca e Vermelha

Preço sugerido R$ 29.800,00

Motociclista da comitiva presidencial que se acidentou na Capital desperta do coma e apresenta quadro estável

William Pereira Bragança Mello deve ser transferido para o Hospital Geral
Militar

Na segunda-feira, batedor se envolveu em colisão durante passagem da
comitiva presidencial pela Avenida Castelo Branco

O batedor da comitiva da presidente Dilma Rousseff que se feriu gravemente
em acidente na Capital na segunda-feira apresenta quadro estável e deve ser
transferido para o Hospital Geral Militar ainda na manhã desta terça.

De acordo com a assessoria do Hospital Mãe de Deus, William Pereira Bragança
Mello, internado na UTI da instituição, acordou do coma no começo da manhã.

O militar, que pertence à Polícia do Exército, colidiu a moto que pilotava
contra um automóvel na Avenida Castelo Branco, na entrada da Capital.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O Lewis ou Lowton

     A maioria dos Painéis da Loja em uso atualmente, esta baseada nos
desenhos do Irmão John Harris que datam de 1845. Pelas constantes alterações
dos Rituais, onde se estampam estes painéis, mesmo sem a intenção,
indiretamente, alteram-se também as figuras e suas representações, e, assim
vem ocorrendo. Podemos notar que no Painel Alegórico da Loja de Aprendiz
Maçom no Ritual atual, bem como no anterior, o desenho do "Lewis", artefato
encravado na parte superior da Pedra Cúbica,  está irreconhecível,
permitindo opiniões das mais diversas, quanto inexatas. Já lemos em livro de
autor maçônico, inclusive, que a peça é um candeeiro.

     Lewis significa "Luva" e, é um símbolo da força. Trata-se de um antigo
instrumento de ferro, feito em seções, composto de uma trípode de cunhas e
uma manilha. Foi projetado para elevar blocos de pedras de grandes
proporções e colocá-las nos lugares que lhe eram destinados. O processo
consistia em abrir uma cavidade de forma piramidal no bloco de pedra,
proporcional às dimensões das cunhas unidas; uma cavidade com sua parte
interior (fundo) maior que a superior (boca). Assim as cunhas, uma a uma, ao
serem introduzidas, se expandiam pela introdução da terceira, a cunha reta,
como mostra a figura acima.

       A palavra Lewis designa, também,  o filho do Maçom, por origem
britânica, cujo dever, em relação aos pais, quando já idosos, é ser a força
que os sustenta, satisfazendo as suas necessidades e tornando confortável a
sua velhice. Toda uma vida dedicada a família, todo trabalho em função de
buscar recursos para o sustento e a educação dos filhos, devem ser
recompensados, não por compaixão ou piedade, mas, pelo amor fraterno e
reconhecimento do porto seguro que o pai representa para o filho; o beijo, o
abraço e o ombro paterno, mais que amigo, nos difíceis momentos do caminhar
na senda do progresso moral, espiritual e intelectual.

Cerca de 400 motociclistas com motos da Harley são esperados em Araxá/MG

Cerca de 400 motociclistas com motos da Harley são esperados em Araxá/MG

No final de semana dos dias 18 a 20 de maio/2012

Araxá recebe, entre a próxima sexta-feira (18) e domingo (20), o
Encontro Nacional de Harley-Davidson, cujo objetivo é promover uma
confraternização entre os amantes de viagens, de estrada e de
motocicletas.

O encontro, que acontece no Grande Hotel do Barreiro, é organizado por
'harleyros' do motogrupo Proprietários de Harley-Davidson (PHD-MG).
São esperados cerca de 400 motociclistas e aficionados por motos de
várias cidades. A previsão é de que 200 motos se reúnam no evento, que
tem em sua programação passeios, festas, churrascos e torneios de
marcha lenta.

O evento faz parte das comemorações dos 10 anos do Grupo PHD, e é uma
prévia do 10º Encontro Internacional de Harleyros, festa anual do
grupo, que ocorre em agosto, em Blumenau (SC). Outros encontros estão
programados em Porto Murtinho (MS) e Salvador (BA).


Fonte: Site Diário de Araxá com rockriders.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O BRASIL EXPLICADO EM GALINHAS - Luís Fernando Veríssimo

Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e o
levaram para a delegacia.

D - Delegado
L - Ladrão

D - Que vida mansa, heim, vagabundo? Roubando galinha para ter o que
comer sem precisar trabalhar. Vai para a cadeia!

L - Não era para mim não. Era para vender.

D - Pior, venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio
estabelecido. Sem-vergonha!

L - Mas eu vendia mais caro.

D - Mais caro?

L - Espalhei o boato de que as galinhas do galinheiro eram bichadas e
as minhas galinhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos
enquanto as minhas botavam ovos marrons.

D - Mas eram as mesmas galinhas, safado.

L - Os ovos das minhas eu pintava.

D - Que grande pilantra... (mas já havia um certo respeito no tom do
delegado...)

D - Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...

L - Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar
mais boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os
preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos
outros donos de galinheiros a entrar no nosso esquema. Formamos um
oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio..

D - E o que você faz com o lucro do seu negócio?

L - Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas.
Comprei alguns deputados e senadores do PT. Dois ou três ministros do
PMDB, PDT, PSB. Consegui exclusividade no suprimento de galinhas e
ovos para programas de alimentação do governo e superfaturo os preços.

O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a
cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada.
Depois perguntou:

D - Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?

L - Trilionário. Sem contar o que eu sonego de Imposto de Renda e o
que tenho depositado ilegalmente no exterior.

D - E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?

L - Às vezes. Sabe como é.

D - Não sei não, excelência. Me explique.

L - É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma
coisa. O risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo
uma coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu
me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora fui
preso, finalmente vou para a cadeia. É uma experiência nova.

D - O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.

L - Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!

D - Sim. Mas primário, e com esses antecedentes...


Luís Fernando Veríssimo.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Entendendo o Hino da Maçonaria

Gostei do texto e ainda por cima, gosto muito dos autores!

--------------------------------------------------------------------------------------

Retirado de: http://www.noesquadro.com.br

Publicado em 7 de fevereiro de 2012

Da luz que de si difunde
Sagrada Filosofia
Surgiu no mundo assombrado
A pura Maçonaria


A Idade Média é considerada a "idade das trevas", os "mil anos de
escuridão", pois a Igreja Católica impedia a evolução da ciência e
controlava a educação, promovendo a submissão da razão em nome da fé. Após o
fim da Idade Média, tem-se a Idade Moderna, na qual surgiram o Iluminismo e
a Maçonaria. A Maçonaria é considerada, junto de outras instituições, a
responsável pela difusão do ideal de livre busca da verdade.

Maçons, alerta!  ]
Tendes firmeza  ]     Refrão
Vingais direitos  ]
Da natureza       ]

Os "direitos da natureza" são os direitos naturais, defendidos pelos
jusnaturalistas. Trata-se dos direitos considerados próprios do ser humano,
independente de época e lugar. Entre esses direitos, destaca-se os direitos
a vida, a liberdade, a resistência à opressão, e a busca da felicidade.
Esses direitos foram, em outras épocas, tomados do homem através da tirania
e do fanatismo. E cada maçom deve defendê-los.

Da razão parto sublime
Sacros cultos merecia
Altos heróis adoraram
A pura Maçonaria

A alegoria da caverna, de Platão, mostra o homem cego e acorrentado pelas
amarras da ignorância, e ensina que a descoberta do mundo deve se dar de
forma gradativa. O homem ao sair da caverna sofre como um recém-nascido
quando do parto, mas ambos ganham um mundo novo. Após os anos de "mundo
assombrado", a humanidade assiste o nascimento da Maçonaria, uma Ordem cujos
ritos cultuam a razão, retirando homens da caverna da ignorância e
dando-lhes a luz de uma nova vida. Talvez por isso da Maçonaria ser berço de
tantos heróis e libertadores.

(Refrão)

Da razão suntuoso Templo
Um grande Rei erigia
Foi então instituída
A pura Maçonaria

O grande Rei erigindo um suntuoso Templo da razão é o Rei Salomão, tido como
possuidor de toda a sabedoria. E é da construção de seu templo que
alegoricamente foi instituída a Maçonaria, visto ter na lenda dessa
construção o terreno fértil para a transmissão de muitos de seus
ensinamentos.

(Refrão)

Nobres inventos não morrem
Vencem do tempo a porfia
Há de séculos afrontar
A pura Maçonaria

"Porfia" significa "disputa". Apenas as ideias nobres vencem a disputa
contra o tempo. A Maçonaria, por sua nobreza de ideais, tem sobrevivido ao
passar dos séculos, ao contrário de muitas outras instituições que
sucumbiram diante do tempo, sempre implacável.

(Refrão)

Humanos sacros direitos
Que calcara a tirania
Vai ufana restaurando
A pura Maçonaria

"Calcar" significa "pisotear", "esmagar", enquanto que "ufana" significa
"orgulhosa", "triunfante". Em outras palavras, a estrofe diz que: a pura
Maçonaria vai triunfante restaurando os sagrados direitos humanos que foram
pisoteados pela tirania.

(Refrão)

Da luz depósito augusto
Recatando a hipocrisia
Guarda em si com o zelo santo
A pura Maçonaria

A Maçonaria guarda em si, com o devido cuidado, a luz da razão. Em seu
interior, a hipocrisia vai sendo "recatada" (envergonhada), enquanto que a
verdade é exaltada. A razão, duas vezes citada no hino, está diretamente
ligada à verdade, esta o oposto da hipocrisia, pois não existe razão sem
verdade, assim como a verdade só é encontrada com a razão.

(Refrão)

Cautelosa esconde e nega
À profana gente ímpia
Seus Mistérios majestosos
A pura Maçonaria

A Maçonaria mantém seu caráter sigiloso e grupo seleto em proteção de seus
augustos mistérios, para que aquelas pessoas ofensivas ao que é digno não
possam alcançá-los.

(Refrão)

Do mundo o Grande Arquiteto
Que o mesmo mundo alumia
Propício, protege e ampara
A pura Maçonaria

E por fim, a Maçonaria é posta como instituição sagrada, da qual o próprio
Grande Arquiteto do Universo é favorável, e por isso a protege.

(Refrão)


COMENTÁRIOS FINAIS:
Questão interessante sobre esse Hino, que recebeu o nome genérico de "Hino
da Maçonaria" por não ter sido originalmente nomeado, é quanto a sua
autoria. Várias fontes maçônicas o colocam como sendo letra e música de D.
Pedro I. Não há documento algum que corrobore com essa teoria. Outras tantas
fontes, inclusive o GOB, apontam o autor como sendo Otaviano Bastos, o que é
impossível. O próprio Otaviano escreveu em sua obra "Pequena Enciclopédia
Maçônica" que a música é de D. Pedro I, mas a letra é de autor desconhecido.
Há ainda outra questão relacionada ao hino e que merece atenção. Alguns
escritores que se propuseram a interpretar o hino, ao se depararem com o
termo "recatando a hipocrisia", não compreendendo seu real significado,
cometeram o gravíssimo erro de modificar a letra do hino para "recatada da
hipocrisia", de forma que o hino pudesse se encaixar devidamente aos seus
entendimentos, em vez do contrário. Ora, imagine modificar a letra de um
hino musicado por D. Pedro I, cujo valor histórico e maçônico é
incalculável, para se alcançar a interpretação desejada… é o que podemos
chamar de "estupro da história".

CONSULTAS:
GUIMARÃES, José Maurício: Dissecando o Hino da Maçonaria. Portal "Formadores
de Opinião" e Portal "Samaúma".
RIBEIRO, João Guilherme da C.: O Livro dos Dias 2012. 16a Edição. Infinity.
RUP, Rodolfo: O Hino Maçônico Brasileiro. Portal Maçônico "Samaúma".

segunda-feira, 14 de maio de 2012

McMaçonaria

Publicado em 28 de abril de 2012 em "No esquadro"


Estava eu outro dia conversando com um irmão e amigo que pertence a
outra Loja e Obediência, esta tão regular e tradicional quanto a da
qual sou membro. Era nosso primeiro encontro após uma visita que ele
havia feito à minha Loja.

Papo vai, papo vem, e eis que o irmão pergunta se poderia
indicar um candidato para ingressar em minha Loja. Eu, conhecendo a
idoneidade moral desse irmão, respondo afirmativamente. Afinal de
contas, é direito de todo Mestre Maçom regular indicar candidatos e,
se ele havia
escolhido a minha para realizar a indicação, era motivo de honra para mim.

Porém, a dúvida ficou no ar, e logo questionei o irmão do porquê dele
não realizar a indicação em sua própria Loja, já que eu sabia que ele
era inclusive o Secretário da Loja, e poderia acompanhar o processo
para a Iniciação mais de perto.

Tenho que confessar que a resposta não me surpreendeu muito, visto ser
algo cada dia mais comum de ser visto na Maçonaria Brasileira: o irmão
se queixou de sua Loja, dizendo que a mesma está sem conteúdo,
reunindo-se apenas para
bater malhete, isso quando não está ocupada com brigas internas e externas;

reclamou ainda que toda tentativa dele e de outros irmãos mais novos
de inovar é frustrada pelos "donos da Loja". E tendo o irmão visitado
algumas vezes nossa Loja e observado seu modus operandi, se sentia
mais à vontade
para indicar um amigo no qual enxergava os princípios maçônicos
básicos e o interesse no aperfeiçoamento moral e espiritual.

Compreendendo a situação do irmão, reafirmei minha concordância e
disponibilidade em avalizar tal indicação em minha Loja, dizendo que
seria para nós uma honra receber o futuro afilhado dele, é claro que
após a devida sindicância e seguindo todos os trâmites de costume. Ao
tocar no assunto, o
irmão aproveitou para perguntar como era nosso processo de
sindicância, os documentos, exigências e custos para ingresso na Loja.
Sendo ele um irmão sempre muito interessado e participativo, não me
incomodei de explicar todo
o processo, desde a indicação até a iniciação. Ao final, informei
ainda o valor do investimento para Iniciação, o qual cobre o kit de
Aprendiz (avental, luvas, ritual, broche, identidade, diploma, etc.) e
um jantar comemorativo em que o iniciado e sua família são
presentados a toda a
família da Loja.

Nesse momento, vi o espanto no rosto do irmão, que logo exclamou que o
valor informado era exorbitante, impraticável, e que o processo para
iniciação era muito burocrático. Ao escutar tais comentários,
perguntei-me como era
possível fazer o mesmo com menos tempo e recursos… não contive a
curiosidade e questionei: – E como é em sua Loja? –

O irmão então me respondeu que sua Obediência estava dispensando
muitas das exigências para a Iniciação, além
de isentar os candidatos da taxa do placet. Por conta disso, sua Loja
consegue fazer todo o processo para Iniciação em apenas um mês, e
cobra apenas R$50,00 do candidato.

Após escutar o irmão, fiquei refletindo por um momento sobre o
assunto. Eu já conhecia essa história "de outros carnavais" e meu
raciocínio era de que, de uma certa forma, um valor mais substancial,
o processo relativamente
demorado, e as exigências documentais como quase de um concurso de
policial federal, serviam como filtros, peneiras, para separar os
curiosos daqueles realmente interessados.

Todos aqueles documentos, entrevistas e consultas
teoricamente garantiam a qualidade mínima social e moral dos
indivíduos que pleiteiam ingresso na Maçonaria. Mas, será que aquela
fórmula "fast food" de Maçonaria estava funcionado para a Loja dele e
outras Lojas daquela
Obediência?

O que a Loja dele e outras da Jurisdição estavam fazendo, com a
anuência da Obediência, era proporcionar aos profanos um acesso rápido
e barato à Maçonaria. É o que podemos chamar de "McMaçonaria". A
questão é se isso é
realmente bom para os membros e para a Instituição. Pensando nisso,
perguntei ao Irmão quantos membros haviam iniciado na Loja dele nos
últimos dois anos. Ele respondeu que algo em torno de 50 novos irmãos.
– Uau – imaginei. Então perguntei a ele a média de membros por reunião
atualmente.
Ele sabia bem: uns 26 a 28 irmãos, a maioria de irmãos mais antigos,
apenas uns 10 membros da "nova safra". Então lancei a pergunta
derradeira… – E você sabe o nome desses 50 irmãos? – A resposta, é
claro, foi negativa. – Talvez
eu saiba de uns três deles – o irmão me respondeu.

Isso já era de se esperar… Como dito anteriormente, essa ideia não é
nova. Algumas Grandes Lojas dos EUA já haviam tentado algo pare cido
alguns anosatrás, porém de forma mais intensa e abrangente e, é claro,
foi um fracasso. Não somente causou alguns problemas internos, como
também impactou na
relação com outras Grandes Lojas no mundo, que não gostaram nem um
pouco dessa história.

Com a tática da McMaçonaria, a tal Obediência deve ter aumentado
consideravelmente o número de seus filiados. Já as Lojas que abriram
mão do conceito de células de "família maçônica" não obtiveram ganhos
reais em troca. Talvez, membros promissores, que se identificariam com
a Loja e seus valores quando em sua forma tradicional, se entregam à
desmotivação de serem mais uns entre dezenas e, ao frequentarem a
Loja, que perde sua própria identidade, acabam por também se
afastarem. Os agora maçons, que adquiriram um "lanche" rápido e barato
de Maçonaria, podem por fim não experimentar, degustar, saborear e
aproveitar a verdadeira essência da Ordem.

Enfim, a curto prazo parece algo ótimo, mas a longo prazo pode ser
prejudicial, assim como uma alimentação à base de fast food.

Luiz Medeiros M.:M.:

quinta-feira, 10 de maio de 2012

A farta e escabrosa distribuição de plumas e paetês

Ou a farta de vergonha na cara dos bajuladores que premiam essa súcia
de beócios!!!!

---------------------------------------------

 Uma das mais degradantes medidas que presenciamos nos últimos anos é
a visão distorcida seja por defeito físico seja por escandaloso puxa -
saquismo de determinadas autoridades.

Sem pejo, elas distribuem honrarias e distinções.

O ato sempre ocorre com pompa e muita circunstancia.

A apoteose é do interesse do agraciador e, logicamente, do agraciado.

Assim, sem pedir (?), mas extremamente gratificado com tanta honra, o
honorável aceita a comenda, a medalha, o diploma, a distinção.

São as plumas e os paetês que enfeitam a sua vaidade. As plumas no
vasta rabo, e os paetês em torno da face, resplandecendo a risonha
cara - de – pau. Um espanto de bonito.

As autoridades concedentes, escandalosamente, jogam no lixo, normas,
tradições, e o respeito à sua entidade ou instituição e,
principalmente, com desrespeito aos antigos amedalhados e diplomados,
que com tanto sacrifício, esforço, dedicação e às vezes árduo estudo
alcançaram a distinção e, sem o menor pudor, concedem mimos de alto
valor simbólico para qualquer um.

Infelizmente, esta farta distribuição deve ser conseqüência da orgia
de barbaridades a que assistimos, em todos os níveis da desavergonhada
sociedade brasileira, pois os agraciadores gozam de altas posições,
devendo  (ou deveriam) ter um mínimo de recato.

A pilantragem ocorre como uma praga, disseminada por cotas
inconcebíveis que se espraiam por cotas de homenagens indevidas a
qualquer energúmeno.

Assim, como o fabuloso Ronaldinho gaúcho, que por realizações
desconhecidas pelos reles mortais, foi agraciado pela vetusta Academia
Brasileira de Letras, que prêmio ou exaltação deverá esperar no
futuro, a madrinha da recente "melhoria " do vernáculo português?

Ultimamente, não sabemos se para provocar o homenageado, uma vez que
todos sabem que o dito nunca foi chegado às lides estudantis, diversas
universidades e outros templos do ensino, entronizando a imbecilidade,
em massa, distribuíram diplomas de Doutor Honoris Causa.

E com alarde, e com magnificência, e com trombetas em claro e
descarado desrespeito a tudo o que de honrado a entidade preservava
até àquela data. Impressionantemente degradante.

No Brasil, assistimos não apenas à assunção da impunidade, ao enterro
da meritocracia, testemunhamos muito mais, a degradação dos
indivíduos, a edificação de um templo à hipocrisia, portanto, quando
falam em instituir um memorial, um monumento a um grande cretino, só
nos resta rezar para que um dia, uma hecatombe caia sobre esta terra e
apague da nossa história, homenangeantes e homenageados.

Bons tempos em que os nativos adoravam o sol, as estrelas, o mar, pois
depois de anos de lavagem cerebral, esquecemos das maravilhas da
natureza, e cá estamos prestes a adorar um mal cheiroso monte de
esterco.

A maldade, a inépcia, a falta de caráter, a patifaria e uma gama de
atributos que ornam os patifes sempre existiram, contudo, tristemente,
testemunhamos a glorificação da calhordice, e, inclusive, a sua
premiação.

É como se volta – e – meia tivéssemos a distribuição do Oscar da
patifaria, o Oscar de melhor Diretor do escárnio nacional, e todos,
aplaudindo de pé, delirantemente, e aos gritos de "ELE merece" ,
chorássemos de alegria.

Breve, ELE será entronizado Doutor Honoris Causa pela Universidade do
Comando Vermelho por decisão unânime de seus Reitores.

 Brasília, DF, 07 de maio de 2012

Gen. Bda Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Translate it!