-> Patuscadas, nonsenses, lugares comuns (e incomuns) e outras bazófias... Antes de morrer, lembre-se de levar uma moeda para pagar Caronte e cruzar para o outro lado do Estige...
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
“Constituições de Anderson”
Considerações I
Neste caso, as considerações foram baseadas na tradução das
"Constituições" para o português, do original, feita pelo Mestre João
Nery Guimarães – Edit. Fraternidade – 1982.
- As duas principais Potências da Inglaterra no sec. XVIII, apelidadas
de "Modernos" fundada em 1717 e a dos "Antigos", fundada em 1751,
fundiram-se em 1813, dando origem a atual Grande Loja Unida da
Inglaterra – GLUI.
- A Grande Loja dos "Modernos" teve a Constituição feita por Anderson.
A Grande Loja dos "Antigos" também fez uma "Constituição" chamada
"Ahiman Rezon" feita pelo irlandês Dermott que é relatada na Pílula
Maçônica nº 47.
- Antes das "Constituições" de Anderson, os conhecimentos e
informações eram transmitidos, principalmente, por via oral. Muito
pouco era escrito, pois esses conhecimentos eram tidos como segredos.
Muitos documentos sigilosos foram queimados com medo que caíssem em
mãos profanas.
- A primeira parte das "Constituições", ligando a Maçonaria aos tempos
de Adão, hoje é considerada como mais uma lenda Maçônica. Até onde se
sabe, Anderson copiou e adequou um trabalho já existente sobre esse
assunto de um escritor alemão.
- A segunda parte das Constituições contém as "Obrigações" que regem o
comportamento dos Obreiros em Loja e fora dela.
- Os "Landmarks" foram mencionados, mas não foram definidos. Isso
abriu brecha para que historiadores maçônicos fizessem suas listas de
landmarks. Aparentemente, os mais conhecidos são os do escritor
americano Albert G. Mackey que relacionou vinte cinco itens.
- Em 1723 ainda não existia o grau de "Mestre", pois nas Constituições
há apenas referência a Companheiros e Aprendizes. O Mestre da Loja era
um Companheiro, escolhido pelos demais Companheiros, para dirigir a
Oficina. Seria, mais ou menos, o equivalente ao Venerável Mestre de
hoje. Em 1730 já existia o grau de Mestre, pois o mesmo é mencionado
no livro de Samuel Prichard – "A Maçonaria Dissecada".
- A eleição da Administração da Primeira Grande Loja (o nome, na
época, era Grande Loja de Londres e Westminster) se deu no dia 24 de
junho de 1717, dia de São João Batista. Depois de um ano, em 24 de
junho de 1718, houve a primeira Assembléia, seguida de requintado
jantar, conforme itens 23 a 30 dos Regulamentos Gerais.
- Em 29 de setembro de 1720 a administração da Grande Loja (nessa
época já composta de dezesseis Lojas) resolveu incumbir o pastor
presbiteriano James Anderson, de redigir o livro "Constituições"
baseado nos manuscritos existentes.
- Foi em 24 de junho de 1723, na saída do Grão Mestre, duque de
Montagu, e entrada do novo Grão Mestre, Felipe, duque de Wharton, que
Anderson apresentou, orgulhosamente, as "Constituições", dedicada ao
GM, duque de Montagu.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
TFA
_________________________________
JURZA M.'.M.'. ‡ M.R.A. M.M.M.
MCBDA ex-COORDENADOR FACÇÃO BH
obarqueirocaronte.blogspot.com
'Nóis só num bebe acetona porque tira o esmarte dos dente...'
Neste caso, as considerações foram baseadas na tradução das
"Constituições" para o português, do original, feita pelo Mestre João
Nery Guimarães – Edit. Fraternidade – 1982.
- As duas principais Potências da Inglaterra no sec. XVIII, apelidadas
de "Modernos" fundada em 1717 e a dos "Antigos", fundada em 1751,
fundiram-se em 1813, dando origem a atual Grande Loja Unida da
Inglaterra – GLUI.
- A Grande Loja dos "Modernos" teve a Constituição feita por Anderson.
A Grande Loja dos "Antigos" também fez uma "Constituição" chamada
"Ahiman Rezon" feita pelo irlandês Dermott que é relatada na Pílula
Maçônica nº 47.
- Antes das "Constituições" de Anderson, os conhecimentos e
informações eram transmitidos, principalmente, por via oral. Muito
pouco era escrito, pois esses conhecimentos eram tidos como segredos.
Muitos documentos sigilosos foram queimados com medo que caíssem em
mãos profanas.
- A primeira parte das "Constituições", ligando a Maçonaria aos tempos
de Adão, hoje é considerada como mais uma lenda Maçônica. Até onde se
sabe, Anderson copiou e adequou um trabalho já existente sobre esse
assunto de um escritor alemão.
- A segunda parte das Constituições contém as "Obrigações" que regem o
comportamento dos Obreiros em Loja e fora dela.
- Os "Landmarks" foram mencionados, mas não foram definidos. Isso
abriu brecha para que historiadores maçônicos fizessem suas listas de
landmarks. Aparentemente, os mais conhecidos são os do escritor
americano Albert G. Mackey que relacionou vinte cinco itens.
- Em 1723 ainda não existia o grau de "Mestre", pois nas Constituições
há apenas referência a Companheiros e Aprendizes. O Mestre da Loja era
um Companheiro, escolhido pelos demais Companheiros, para dirigir a
Oficina. Seria, mais ou menos, o equivalente ao Venerável Mestre de
hoje. Em 1730 já existia o grau de Mestre, pois o mesmo é mencionado
no livro de Samuel Prichard – "A Maçonaria Dissecada".
- A eleição da Administração da Primeira Grande Loja (o nome, na
época, era Grande Loja de Londres e Westminster) se deu no dia 24 de
junho de 1717, dia de São João Batista. Depois de um ano, em 24 de
junho de 1718, houve a primeira Assembléia, seguida de requintado
jantar, conforme itens 23 a 30 dos Regulamentos Gerais.
- Em 29 de setembro de 1720 a administração da Grande Loja (nessa
época já composta de dezesseis Lojas) resolveu incumbir o pastor
presbiteriano James Anderson, de redigir o livro "Constituições"
baseado nos manuscritos existentes.
- Foi em 24 de junho de 1723, na saída do Grão Mestre, duque de
Montagu, e entrada do novo Grão Mestre, Felipe, duque de Wharton, que
Anderson apresentou, orgulhosamente, as "Constituições", dedicada ao
GM, duque de Montagu.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
TFA
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quarta-feira, 11 de setembro de 2013
O LIVRO DAS CONSTITUIÇÕES DE ANDERSON (1723)
A Grande Loja de Londres, atual GLUI, percebendo que a união das 04
Lojas tinha futuro, pediu ao Reverendo Anderson, em 1721, que fizesse
uma compilação dos antigos preceitos e regulamentos gerais para a nova
Maçonaria.
Anderson (James) era doutor em filosofia e pregador presbiteriano em Londres.
Teve colaboradores da mais alta valia, entre eles, George Payne e Jean
Theophile Desaguliers, que haviam sido, respectivamente, 2º e 3º
Grão-Mestres da dessa Grande Loja (o primeiro Grão Mestre, em 1717,
fora Anthony Sayer).
O trabalho, uma vez concluído, sofreu o exame de uma Comissão de 14
doutos, e foi aprovado com pequenas modificações e publicado em 1723
sob o título: "As Constituições dos Franco-Maçons, contendo a
História, Obrigações, Regulamentos, etc, da muito antiga, Reta e
Venerável Fraternidade. Para uso das Lojas".
O Livro das Constituições contém:
1º uma dedicatória do Ir\Desaguliers;
2º uma curta história da Maçonaria, desde a criação do mundo, que hoje
virou lenda;
3º os Antigos Deveres ou Leis Fundamentais (Old Charges) em 06
capítulos (Ver Pílula Maçônica nº 3);
4º as 39 Antigas obrigações ou Regulamentos Gerais de 1721, reunidos
por George Payne.
5º a aprovação do Livro;
6º quatro cantos Maçônicos: hino do mestre, hino dos Vigilantes, hino
dos Companheiros e hino dos Aprendizes.
Essa primeira edição do Livro das Constituições (1723) é ainda hoje a
reconhecida por toda maçonaria anglo-saxônica e americana,
constituindo o suporte dessas Potências e é a Carta seguida por todos
os Maçons, em todo o mundo.
É preciso não confundir o Livro das Constituições com os Landmarks da
Ordem, dos quais há várias compilações, entre elas a mais conhecida é
a de Albert Gallatin Mackey, publicada em 1858, com vinte e cinco
itens.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
TFA
_________________________________
JURZA M.'.M.'. ‡ M.R.A. M.M.M.
MCBDA ex-COORDENADOR FACÇÃO BH
obarqueirocaronte.blogspot.com
'Nóis só num bebe acetona porque tira o esmarte dos dente...'
Lojas tinha futuro, pediu ao Reverendo Anderson, em 1721, que fizesse
uma compilação dos antigos preceitos e regulamentos gerais para a nova
Maçonaria.
Anderson (James) era doutor em filosofia e pregador presbiteriano em Londres.
Teve colaboradores da mais alta valia, entre eles, George Payne e Jean
Theophile Desaguliers, que haviam sido, respectivamente, 2º e 3º
Grão-Mestres da dessa Grande Loja (o primeiro Grão Mestre, em 1717,
fora Anthony Sayer).
O trabalho, uma vez concluído, sofreu o exame de uma Comissão de 14
doutos, e foi aprovado com pequenas modificações e publicado em 1723
sob o título: "As Constituições dos Franco-Maçons, contendo a
História, Obrigações, Regulamentos, etc, da muito antiga, Reta e
Venerável Fraternidade. Para uso das Lojas".
O Livro das Constituições contém:
1º uma dedicatória do Ir\Desaguliers;
2º uma curta história da Maçonaria, desde a criação do mundo, que hoje
virou lenda;
3º os Antigos Deveres ou Leis Fundamentais (Old Charges) em 06
capítulos (Ver Pílula Maçônica nº 3);
4º as 39 Antigas obrigações ou Regulamentos Gerais de 1721, reunidos
por George Payne.
5º a aprovação do Livro;
6º quatro cantos Maçônicos: hino do mestre, hino dos Vigilantes, hino
dos Companheiros e hino dos Aprendizes.
Essa primeira edição do Livro das Constituições (1723) é ainda hoje a
reconhecida por toda maçonaria anglo-saxônica e americana,
constituindo o suporte dessas Potências e é a Carta seguida por todos
os Maçons, em todo o mundo.
É preciso não confundir o Livro das Constituições com os Landmarks da
Ordem, dos quais há várias compilações, entre elas a mais conhecida é
a de Albert Gallatin Mackey, publicada em 1858, com vinte e cinco
itens.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
TFA
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JURZA M.'.M.'. ‡ M.R.A. M.M.M.
MCBDA ex-COORDENADOR FACÇÃO BH
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'Nóis só num bebe acetona porque tira o esmarte dos dente...'
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
A Maçonaria e a independência do Brasil
Pelo Pacto Colonial, as colônias eram instrumentos de geração de
riqueza. As Metrópoles (países possuidores de colônias) competiam
entre si na produção de riqueza, explorando cada vez mais suas
colônias.
As colônias não podiam ter objetivos internos nem projetos de
desenvolvimento próprio. Só podiam produzir o que a Metrópole não
produzia. Assim, a colônia não podia concorrer com a Metrópole.
Portugal é que determinava quem podia ou não vender para o Brasil. O
interessado devia pagar um Imposto de 24% para Portugal para poder
vender no Brasil. Como a exploração metropolitana era excessiva e os
colonos não tinham o direito de protestar, cresceu o descontentamento
dos brasileiros. Iniciam-se então as rebeliões conhecidas pelo nome de
Movimentos Nativistas, quando ainda não se cogitava na separação entre
Portugal e Brasil. Estampava-se em nosso País o ideal da liberdade. A
primeira delas foi a Revolta de Beckman em 1684, no Maranhão. No
início do século XVIII, com o desenvolvimento econômico e intelectual
da colônia, alguns grupos pensaram na Independência Política do
Brasil, de forma que os brasileiros pudessem decidir sobre seu próprio
destino.
Ocorreu, então, a Inconfidência Mineira (1789) que marcou a história
pela têmpera de seus seguidores; depois a Conjuração Baiana (1798) e a
Revolução Pernambucana (1817), todas elas duramente reprimidas pelas
autoridades portuguesas. Em todos estes movimentos a Maçonaria se fez
presente através das Lojas Maçônicas e Sociedades Secretas já
existentes, de caráter maçônico tais como: "Cavaleiros da Luz" na
Bahia e "Areópago de Itambé" na divisa da Paraíba e Pernambuco, bem
como pelas ações individuais ou de grupos de Maçons. A História da
nossa Independência está intimamente ligada com a Fundação do Grande
Oriente do Brasil, Obediência Mater da Maçonaria Brasileira. A
Maçonaria divulgava as ideias liberais visando combater os princípios
absolutistas e mercantilistas. Apesar do farto material documental
existente, pouco se publica sobre o papel importante, decisivo e
histórico que a Maçonaria, como Instituição, teve nos fatos que
precipitaram a proclamação da Independência do Brasil. Em sua obra
"História de Portugal", Oliveira Martins situa, com certa propriedade,
que "quem separou o Brasil foi D. João VI".
Na realidade, ao elevar o Brasil à condição de Reino Unido ao de
Portugal e Algarves, a 16 de dezembro de 1815, D. João VI abria o
caminho da independência. Embora alguns autores o tenham pintado como
um bonachão, que só se preocupava com as futricas da Corte e em comer
meia dúzia de franguinhos por dia - o que já se comprovou ser um falso
retrato - ele tinha um tino político extraordinário, que o habilitara
a prever a marcha dos acontecimentos a partir do estabelecimento da
Corte no Rio de Janeiro e da revolta das colônias espanholas. Sabendo
que o Brasil marcharia para a independência, planejou garantir, para a
Casa de Bragança, ambos os tronos.
E tanto amava ele o Brasil, que, ao deixar de ser regente, tornando-se
rei de Portugal, depois da morte de sua mãe, D. Maria I, chegou a
assinar um decreto nomeando D. Pedro I regente de Portugal,
permanecendo ele mesmo no Brasil. Os acontecimentos em Portugal,
porém, exigiram sua presença, forçando a uma alteração dos planos; ele
retornaria a Lisboa, deixando D. Pedro I no Brasil, com instruções
praticamente explícitas para se colocar à
frente do movimento emancipador, como comprovam suas palavras ao
príncipe, dois dias antes de sua partida: "Pedro, se o Brasil se
separar de Portugal, antes seja para ti, que me hás de
respeitar, do que para alguns desses aventureiros". Por isso, depois
da volta de D. João
VI a Lisboa, ampliou-se a política de reação a tudo quanto se tinha
fundado no Brasil: A abertura dos portos em 1808, a todas as Nações
Amigas (só a Inglaterra era amiga, pois França era inimiga); criação
do Banco do Brasil em 1810; construção da Casa da Moeda; inauguração
da Biblioteca Nacional; instalação da Fábrica de Pólvora; construção
do Jardim
Botânico; fundação de duas Faculdades de Medicina; fundação da
Imprensa Régia e revogação de uma lei anterior que proibia a
instalação de indústrias no Brasil. A permanência de D. Pedro I no Rio
de Janeiro decepcionou a Assembleia das Cortes, que esperava o retorno
de toda a família real e o consequente abandono da terra brasileira ao
Governo das Juntas Provinciais, cuja formação era ruidosamente
promovida em Lisboa.
Pressentiam os portugueses que o engrandecimento do Brasil ocasionaria
sua inevitável emancipação política, o que seria de resultados
desastrosos para a Metrópole, que tinha nesta opulenta colônia seu
maior sustentáculo econômico. Com essa clara visão do futuro,
resolveram as Cortes empenhar-se em inglória batalha, no sentido de
fazer o Brasil regredir, para enfraquecer- lhe o nacionalismo
crescente. Afinal, em 29 de setembro de 1821, aprovaram-se os Decretos
nº 124 e 125.
O primeiro extinguia os governos provinciais independentes,
restabelecendo as juntas provisórias de governo com toda a autoridade
e jurisdição na parte civil, econômica, administrativa e de polícia,
ficando subordinados às juntas todos os magistrados e autoridades
civis. O segundo, como ponto nevrálgico, determinava o imediato
regresso a Portugal do Príncipe D. Pedro I. Nos redutos maçônicos,
particularmente na Loja "Comércio e Artes",
que se reinstalara em 24 de junho daquele ano (1821), intensificou-se
o trabalho pela organização, no reino ultramarino, de um governo livre
e independente, sob a regência do Príncipe D. Pedro I, que por
influência dos maçons se rebelara contra os Decretos 124 e 125.
Naqueles três meses seguintes, tal era o burburinho da nacionalidade
que o Intendente-Geral da Polícia, João Inácio da Cunha, comunicou-se
com o Ministro do Reino, por ofício de conteúdo sigiloso,
informando-lhe da impossibilidade de agir com as tropas de que
dispunha, pois estavam os seus integrantes, na maioria, filiados à
Maçonaria.
E terminava o ofício com o seguinte enunciado: "... o movimento da
Independência é por demasia generalizado pela obra maldita dos maçons
astuciosos, sob a chefia de Gonçalves Ledo". Núcleo da ideia de
emancipação, a Loja "Comércio e Artes", sob a liderança de Gonçalves
Ledo, trabalhava infatigavelmente. Desponta, no entanto, um ardoroso
patriota e maçom, o Capitão-Mor José Joaquim da Rocha, e planeja o
empreendimento de que resultou "O FICO", definitivo ato de rebeldia de
D. Pedro I contra as Cortes de Lisboa, que insistiam em seu retorno a
Portugal.
Os decretos das Cortes chegam ao Rio de Janeiro, no dia 09 de dezembro
de 1821. Precisamente nesse dia, José Joaquim da Rocha funda em sua
casa o "CLUBE DA RESISTÊNCIA". O Clube visava, precipuamente, projetar
com segurança a adesão de D. Pedro I ao movimento nacionalista. Para
evitar a vigilância da Polícia, reuniam se na residência de José
Joaquim da Rocha, na Rua da Ajuda,e muitas vezes na cela de Frei
Sampaio, no Convento de Santo Antônio, onde se realizavam verdadeiras
Sessões Maçônicas.
Depois do vitorioso episódio do FICO, o "Clube da Resistência", sob a
direção de José Joaquim da Rocha, foi transformado em "Clube da
Independência" e, mais tarde, na Loja "09 de janeiro". Portugal ficou
furioso e mandou tropas para cá, que o Imperador logo tratou de mandar
de volta. Além disso, D. Pedro I formou um novo ministério, que tinha
brasileiros e portugueses, mas a chefia era de um brasileiro: José
Bonifácio de Andrada e Silva. (foto à esquerda) E tratou de convocar
uma Assembleia Constituinte, para elaborar uma Constituição para o
Brasil - que só foi se reunir um ano depois. Prosseguiu
desenvolvendo-se, intensamente, o movimento
da emancipação política, sempre com a iniciativa dos maçons. Mário
Melo, em seu livro "A Maçonaria no Brasil", anota que ninguém era
iniciado nas Lojas Maçônicas sem que fosse conhecida sua opinião sobre
a Independência do Brasil e os candidatos assinavam um termo de
compromisso de defendê-la. No dizer do historiador Assis Cintra, "a
independência
era fatal, era um fruto maduro pendente da árvore, prestes a ser
colhido. Em todos os recantos fervilhava o ardor patriótico. Nas Lojas
Maçônicas, generais, doutores, juízes, almirantes, funcionários
públicos, capitalistas, fazendeiros, artífices e até padres dos mais
ilustres desse tempo, conspiravam".
O papel fundamental exercido pela nascente Maçonaria brasileira -
através do Grande Oriente do Brasil - no movimento emancipador
brasileiro, não pode ser deslustrado. Todavia, não pode, também,
prevalecer na mente dos maçons influenciados por mistificadores da
História, a ideia de que quem fez a independência foi a Maçonaria e
que D. Pedro I limitou-se, simplesmente, a referendá-la, pois, como já
foi esclarecido, o príncipe, seguindo a diretriz traçada por seu pai,
marcharia, de qualquer maneira, ao encontro desse objetivo.
É claro que a ação maçônica contribuiu para acelerar a marcha dos
acontecimentos e que a iniciação de D. Pedro I serviu aos interesses
de ambas as partes, pois os maçons, com o regente entre eles, puderam
influenciá-lo a antecipar a ruptura com Portugal. Domingos Alves
Branco Muniz Barreto, em sessão da loja "Comércio e Artes", propôs que
se desse ao Príncipe
um título conferido pelo povo, de "Protetor e Defensor Perpétuo do
Brasil". A ideia foi aprovada por todos e marcaram a data de 13 de
maio, dia do Aniversário de D. João VI. D. Pedro I disse que aceitava
o título, mas sem o "Protetor", apenas como "Defensor". Era preciso,
ainda, fazer maçom o Príncipe D. Pedro I. José Bonifácio já lhe falara
da Maçonaria, da ação de Gonçalves
Ledo e outros líderes maçônicos. Não seria ele o primeiro Príncipe a
conhecer os preceitos
da Ordem. Reis e Imperadores, na Europa, haviam sido maçons. Assim, a
13 de julho de 1822, foi aprovada sua proposta de admissão, endossada
por José Bonifácio. A 02 de agosto de 1822, D. Pedro I era iniciado na
Loja "Comércio e Artes", "ardendo em curiosidade, e a fantasia
despertada pelo mistério de um rito perfumado de magia oriental" –
como escreve Pedro Calmon, em "A Vida de D. Pedro I". Recebeu o nome
histórico de "Guatimozim". Mas, por
que "Guatimozim" e o que significava isso? Trata-se do último
imperador Asteca morto em 1522, conforme conta nos, parabolicamente, o
historiador Rocha Martins, em sua obra "A Independência do Brasil". Da
ata da nona sessão do Grande Oriente do Brasil - Assembleia Geral -
realizada no 13º dia do 5º mês maçônico do Ano da Verdadeira Luz 5822
, consta ter o Grão-Mestre da Ordem, conselheiro José Bonifácio de
Andrada e Silva, proposto a iniciação de Sua Alteza D. Pedro de
Alcântara.
E que, "aceita a proposta com unânime aplauso, e aprovada por
aclamação geral, foi imediata e convenientemente comunicada ao mesmo
proposto, que se dignando aceitá-la, compareceu logo na mesma sessão e
sendo também logo iniciado no primeiro grau na forma regular e
prescrita na liturgia, prestou o juramento da Ordem e adotou o nome
heroico de Guatimozin".
Na décima sessão, realizada a 05 de agosto, Guatimozin recebeu o grau
de Mestre Maçom. Da iniciação ao Grão-Mestrado, o certo é que o
ingresso de D. Pedro I na Maçonaria resultou de sua mais íntima
ligação com a causa da independência. Foram os maçons que o
proclamaram Imperador e, em consequência, a própria libertação
política do Brasil, em sessão do Grande Oriente do Brasil, quando D.
Pedro I se encontrava em viagem para São Paulo. Na verdade, como
afirmam os historiadores, maçônicos e profanos, Gonçalves Ledo propôs
e se aprovou por unanimidade "que fosse inabalavelmente firmada a
proclamação de nossa independência e da realeza constitucional na
pessoa do augusto príncipe".
Aliás, o próprio Gonçalves Ledo, em vibrante artigo no "Revérbero", já
o concitara antes: "Príncipe! Não desprezes a Glória de ser o fundador
de um novo império". Em nota à margem do livro "História da
Independência do Brasil", de Adolfo Varnagem, escreve o Barão do Rio
Branco. " três dias depois, em outra sessão, ainda presidida por
Gonçalves Ledo, continuou-se a discussão. Por proposta sua, foram
nomeados os emissários, que deviam ir tratar a aclamação nas
diferentes províncias, entre eles, Januário Barbosa, designado para ir
a Minas, João Mendes Viana, para Pernambuco, e José Gordilho de
Barbuda, para a
Bahia. Vários maçons ofereceram as somas necessárias para as despesas
de viagem".
No dia 14 de agosto de 1822, D. Pedro I viajou para São Paulo para
resolver um problema político. Deixou que Dona Leopoldina, sua mulher,
ficasse no poder durante sua ausência. Quando as coisas já tinham se
acalmado e ele seguia para Santos, chegaram ao Rio de Janeiro ordens
das Cortes: D. Pedro I deveria voltar para Portugal naquele instante,
José Bonifácio deveria ser julgado, e um novo ministério seria criado
para colocar ordem na sociedade.
Tudo isso destruía todas as medidas de D. Pedro I. Dona Leopoldina e
José Bonifácio mandaram seus mensageiros correrem com essas notícias.
Um mensageiro conseguiu encontrar D. Pedro I às margens do riacho
Ipiranga, em São Paulo.
Era à tarde do dia 07 de setembro de 1822. D. Pedro I leu os decretos
e perguntou ao Padre Belchior: O padre aconselhou D. Pedro I a
proclamar a independência do Brasil. Senão, ele seria feito
prisioneiro das Cortes.
Não tinha jeito! Trinta e oito pessoas assistiram à cena: D. Pedro I
desembainhou a espada, ergueu-a para o alto e gritou: "INDEPENDÊNCIA
OU MORTE!".Segundo Adelino de Figueiredo Lima, em "Nos Bastidores do
Mistério", "INDEPENDÊNCIA OU MORTE" era a denominação de uma das
"palestras" da sociedade secreta "Nobre Ordem dos Cavaleiros de Santa
Cruz", conhecida por "Apostolado" - baseada na Carbonária europeia -
que foi instalada no dia 02 de junho de 1822, quinze dias antes da
fundação do Grande Oriente e dela fazia parte
o próprio Gonçalves Ledo, assim como vários de seus seguidores.
Sabe-se, hoje, que essa sociedade foi fundada por José Bonifácio. D.
Pedro I era, com o título de Archonte- Rei, o presidente, sendo José
Bonifácio, já então Grão- Mestre da Maçonaria, seu lugar-tenente.
O "Apostolado",a que também pertenciam outros maçons ilustres, possuía
rituais próprios, liturgia bastante severa e sinais e palavras de
reconhecimento, exprimindo motivos patrióticos, o que evidenciava os
fins políticos da sociedade. Indiscutível, afinal, é que a
independência política de nossa terra foi, certamente, assinalada com
o FICO, em 09 de janeiro, declarada pela Maçonaria e consagrada em 07
de setembro, com o brado do Maçom D. Pedro I. Disse-o bem Gustavo
Barroso, em sua obra "História Secreta do Brasil":
"A Independência do Brasil foi realizada à sombra da Acácia, cujas
raízes prepararam o terreno para isso".
ps: Recebi sem citação de fonte - se souber qual é a fonte, faça-me
saber através do comentário, que colocarei aqui.
riqueza. As Metrópoles (países possuidores de colônias) competiam
entre si na produção de riqueza, explorando cada vez mais suas
colônias.
As colônias não podiam ter objetivos internos nem projetos de
desenvolvimento próprio. Só podiam produzir o que a Metrópole não
produzia. Assim, a colônia não podia concorrer com a Metrópole.
Portugal é que determinava quem podia ou não vender para o Brasil. O
interessado devia pagar um Imposto de 24% para Portugal para poder
vender no Brasil. Como a exploração metropolitana era excessiva e os
colonos não tinham o direito de protestar, cresceu o descontentamento
dos brasileiros. Iniciam-se então as rebeliões conhecidas pelo nome de
Movimentos Nativistas, quando ainda não se cogitava na separação entre
Portugal e Brasil. Estampava-se em nosso País o ideal da liberdade. A
primeira delas foi a Revolta de Beckman em 1684, no Maranhão. No
início do século XVIII, com o desenvolvimento econômico e intelectual
da colônia, alguns grupos pensaram na Independência Política do
Brasil, de forma que os brasileiros pudessem decidir sobre seu próprio
destino.
Ocorreu, então, a Inconfidência Mineira (1789) que marcou a história
pela têmpera de seus seguidores; depois a Conjuração Baiana (1798) e a
Revolução Pernambucana (1817), todas elas duramente reprimidas pelas
autoridades portuguesas. Em todos estes movimentos a Maçonaria se fez
presente através das Lojas Maçônicas e Sociedades Secretas já
existentes, de caráter maçônico tais como: "Cavaleiros da Luz" na
Bahia e "Areópago de Itambé" na divisa da Paraíba e Pernambuco, bem
como pelas ações individuais ou de grupos de Maçons. A História da
nossa Independência está intimamente ligada com a Fundação do Grande
Oriente do Brasil, Obediência Mater da Maçonaria Brasileira. A
Maçonaria divulgava as ideias liberais visando combater os princípios
absolutistas e mercantilistas. Apesar do farto material documental
existente, pouco se publica sobre o papel importante, decisivo e
histórico que a Maçonaria, como Instituição, teve nos fatos que
precipitaram a proclamação da Independência do Brasil. Em sua obra
"História de Portugal", Oliveira Martins situa, com certa propriedade,
que "quem separou o Brasil foi D. João VI".
Na realidade, ao elevar o Brasil à condição de Reino Unido ao de
Portugal e Algarves, a 16 de dezembro de 1815, D. João VI abria o
caminho da independência. Embora alguns autores o tenham pintado como
um bonachão, que só se preocupava com as futricas da Corte e em comer
meia dúzia de franguinhos por dia - o que já se comprovou ser um falso
retrato - ele tinha um tino político extraordinário, que o habilitara
a prever a marcha dos acontecimentos a partir do estabelecimento da
Corte no Rio de Janeiro e da revolta das colônias espanholas. Sabendo
que o Brasil marcharia para a independência, planejou garantir, para a
Casa de Bragança, ambos os tronos.
E tanto amava ele o Brasil, que, ao deixar de ser regente, tornando-se
rei de Portugal, depois da morte de sua mãe, D. Maria I, chegou a
assinar um decreto nomeando D. Pedro I regente de Portugal,
permanecendo ele mesmo no Brasil. Os acontecimentos em Portugal,
porém, exigiram sua presença, forçando a uma alteração dos planos; ele
retornaria a Lisboa, deixando D. Pedro I no Brasil, com instruções
praticamente explícitas para se colocar à
frente do movimento emancipador, como comprovam suas palavras ao
príncipe, dois dias antes de sua partida: "Pedro, se o Brasil se
separar de Portugal, antes seja para ti, que me hás de
respeitar, do que para alguns desses aventureiros". Por isso, depois
da volta de D. João
VI a Lisboa, ampliou-se a política de reação a tudo quanto se tinha
fundado no Brasil: A abertura dos portos em 1808, a todas as Nações
Amigas (só a Inglaterra era amiga, pois França era inimiga); criação
do Banco do Brasil em 1810; construção da Casa da Moeda; inauguração
da Biblioteca Nacional; instalação da Fábrica de Pólvora; construção
do Jardim
Botânico; fundação de duas Faculdades de Medicina; fundação da
Imprensa Régia e revogação de uma lei anterior que proibia a
instalação de indústrias no Brasil. A permanência de D. Pedro I no Rio
de Janeiro decepcionou a Assembleia das Cortes, que esperava o retorno
de toda a família real e o consequente abandono da terra brasileira ao
Governo das Juntas Provinciais, cuja formação era ruidosamente
promovida em Lisboa.
Pressentiam os portugueses que o engrandecimento do Brasil ocasionaria
sua inevitável emancipação política, o que seria de resultados
desastrosos para a Metrópole, que tinha nesta opulenta colônia seu
maior sustentáculo econômico. Com essa clara visão do futuro,
resolveram as Cortes empenhar-se em inglória batalha, no sentido de
fazer o Brasil regredir, para enfraquecer- lhe o nacionalismo
crescente. Afinal, em 29 de setembro de 1821, aprovaram-se os Decretos
nº 124 e 125.
O primeiro extinguia os governos provinciais independentes,
restabelecendo as juntas provisórias de governo com toda a autoridade
e jurisdição na parte civil, econômica, administrativa e de polícia,
ficando subordinados às juntas todos os magistrados e autoridades
civis. O segundo, como ponto nevrálgico, determinava o imediato
regresso a Portugal do Príncipe D. Pedro I. Nos redutos maçônicos,
particularmente na Loja "Comércio e Artes",
que se reinstalara em 24 de junho daquele ano (1821), intensificou-se
o trabalho pela organização, no reino ultramarino, de um governo livre
e independente, sob a regência do Príncipe D. Pedro I, que por
influência dos maçons se rebelara contra os Decretos 124 e 125.
Naqueles três meses seguintes, tal era o burburinho da nacionalidade
que o Intendente-Geral da Polícia, João Inácio da Cunha, comunicou-se
com o Ministro do Reino, por ofício de conteúdo sigiloso,
informando-lhe da impossibilidade de agir com as tropas de que
dispunha, pois estavam os seus integrantes, na maioria, filiados à
Maçonaria.
E terminava o ofício com o seguinte enunciado: "... o movimento da
Independência é por demasia generalizado pela obra maldita dos maçons
astuciosos, sob a chefia de Gonçalves Ledo". Núcleo da ideia de
emancipação, a Loja "Comércio e Artes", sob a liderança de Gonçalves
Ledo, trabalhava infatigavelmente. Desponta, no entanto, um ardoroso
patriota e maçom, o Capitão-Mor José Joaquim da Rocha, e planeja o
empreendimento de que resultou "O FICO", definitivo ato de rebeldia de
D. Pedro I contra as Cortes de Lisboa, que insistiam em seu retorno a
Portugal.
Os decretos das Cortes chegam ao Rio de Janeiro, no dia 09 de dezembro
de 1821. Precisamente nesse dia, José Joaquim da Rocha funda em sua
casa o "CLUBE DA RESISTÊNCIA". O Clube visava, precipuamente, projetar
com segurança a adesão de D. Pedro I ao movimento nacionalista. Para
evitar a vigilância da Polícia, reuniam se na residência de José
Joaquim da Rocha, na Rua da Ajuda,e muitas vezes na cela de Frei
Sampaio, no Convento de Santo Antônio, onde se realizavam verdadeiras
Sessões Maçônicas.
Depois do vitorioso episódio do FICO, o "Clube da Resistência", sob a
direção de José Joaquim da Rocha, foi transformado em "Clube da
Independência" e, mais tarde, na Loja "09 de janeiro". Portugal ficou
furioso e mandou tropas para cá, que o Imperador logo tratou de mandar
de volta. Além disso, D. Pedro I formou um novo ministério, que tinha
brasileiros e portugueses, mas a chefia era de um brasileiro: José
Bonifácio de Andrada e Silva. (foto à esquerda) E tratou de convocar
uma Assembleia Constituinte, para elaborar uma Constituição para o
Brasil - que só foi se reunir um ano depois. Prosseguiu
desenvolvendo-se, intensamente, o movimento
da emancipação política, sempre com a iniciativa dos maçons. Mário
Melo, em seu livro "A Maçonaria no Brasil", anota que ninguém era
iniciado nas Lojas Maçônicas sem que fosse conhecida sua opinião sobre
a Independência do Brasil e os candidatos assinavam um termo de
compromisso de defendê-la. No dizer do historiador Assis Cintra, "a
independência
era fatal, era um fruto maduro pendente da árvore, prestes a ser
colhido. Em todos os recantos fervilhava o ardor patriótico. Nas Lojas
Maçônicas, generais, doutores, juízes, almirantes, funcionários
públicos, capitalistas, fazendeiros, artífices e até padres dos mais
ilustres desse tempo, conspiravam".
O papel fundamental exercido pela nascente Maçonaria brasileira -
através do Grande Oriente do Brasil - no movimento emancipador
brasileiro, não pode ser deslustrado. Todavia, não pode, também,
prevalecer na mente dos maçons influenciados por mistificadores da
História, a ideia de que quem fez a independência foi a Maçonaria e
que D. Pedro I limitou-se, simplesmente, a referendá-la, pois, como já
foi esclarecido, o príncipe, seguindo a diretriz traçada por seu pai,
marcharia, de qualquer maneira, ao encontro desse objetivo.
É claro que a ação maçônica contribuiu para acelerar a marcha dos
acontecimentos e que a iniciação de D. Pedro I serviu aos interesses
de ambas as partes, pois os maçons, com o regente entre eles, puderam
influenciá-lo a antecipar a ruptura com Portugal. Domingos Alves
Branco Muniz Barreto, em sessão da loja "Comércio e Artes", propôs que
se desse ao Príncipe
um título conferido pelo povo, de "Protetor e Defensor Perpétuo do
Brasil". A ideia foi aprovada por todos e marcaram a data de 13 de
maio, dia do Aniversário de D. João VI. D. Pedro I disse que aceitava
o título, mas sem o "Protetor", apenas como "Defensor". Era preciso,
ainda, fazer maçom o Príncipe D. Pedro I. José Bonifácio já lhe falara
da Maçonaria, da ação de Gonçalves
Ledo e outros líderes maçônicos. Não seria ele o primeiro Príncipe a
conhecer os preceitos
da Ordem. Reis e Imperadores, na Europa, haviam sido maçons. Assim, a
13 de julho de 1822, foi aprovada sua proposta de admissão, endossada
por José Bonifácio. A 02 de agosto de 1822, D. Pedro I era iniciado na
Loja "Comércio e Artes", "ardendo em curiosidade, e a fantasia
despertada pelo mistério de um rito perfumado de magia oriental" –
como escreve Pedro Calmon, em "A Vida de D. Pedro I". Recebeu o nome
histórico de "Guatimozim". Mas, por
que "Guatimozim" e o que significava isso? Trata-se do último
imperador Asteca morto em 1522, conforme conta nos, parabolicamente, o
historiador Rocha Martins, em sua obra "A Independência do Brasil". Da
ata da nona sessão do Grande Oriente do Brasil - Assembleia Geral -
realizada no 13º dia do 5º mês maçônico do Ano da Verdadeira Luz 5822
, consta ter o Grão-Mestre da Ordem, conselheiro José Bonifácio de
Andrada e Silva, proposto a iniciação de Sua Alteza D. Pedro de
Alcântara.
E que, "aceita a proposta com unânime aplauso, e aprovada por
aclamação geral, foi imediata e convenientemente comunicada ao mesmo
proposto, que se dignando aceitá-la, compareceu logo na mesma sessão e
sendo também logo iniciado no primeiro grau na forma regular e
prescrita na liturgia, prestou o juramento da Ordem e adotou o nome
heroico de Guatimozin".
Na décima sessão, realizada a 05 de agosto, Guatimozin recebeu o grau
de Mestre Maçom. Da iniciação ao Grão-Mestrado, o certo é que o
ingresso de D. Pedro I na Maçonaria resultou de sua mais íntima
ligação com a causa da independência. Foram os maçons que o
proclamaram Imperador e, em consequência, a própria libertação
política do Brasil, em sessão do Grande Oriente do Brasil, quando D.
Pedro I se encontrava em viagem para São Paulo. Na verdade, como
afirmam os historiadores, maçônicos e profanos, Gonçalves Ledo propôs
e se aprovou por unanimidade "que fosse inabalavelmente firmada a
proclamação de nossa independência e da realeza constitucional na
pessoa do augusto príncipe".
Aliás, o próprio Gonçalves Ledo, em vibrante artigo no "Revérbero", já
o concitara antes: "Príncipe! Não desprezes a Glória de ser o fundador
de um novo império". Em nota à margem do livro "História da
Independência do Brasil", de Adolfo Varnagem, escreve o Barão do Rio
Branco. " três dias depois, em outra sessão, ainda presidida por
Gonçalves Ledo, continuou-se a discussão. Por proposta sua, foram
nomeados os emissários, que deviam ir tratar a aclamação nas
diferentes províncias, entre eles, Januário Barbosa, designado para ir
a Minas, João Mendes Viana, para Pernambuco, e José Gordilho de
Barbuda, para a
Bahia. Vários maçons ofereceram as somas necessárias para as despesas
de viagem".
No dia 14 de agosto de 1822, D. Pedro I viajou para São Paulo para
resolver um problema político. Deixou que Dona Leopoldina, sua mulher,
ficasse no poder durante sua ausência. Quando as coisas já tinham se
acalmado e ele seguia para Santos, chegaram ao Rio de Janeiro ordens
das Cortes: D. Pedro I deveria voltar para Portugal naquele instante,
José Bonifácio deveria ser julgado, e um novo ministério seria criado
para colocar ordem na sociedade.
Tudo isso destruía todas as medidas de D. Pedro I. Dona Leopoldina e
José Bonifácio mandaram seus mensageiros correrem com essas notícias.
Um mensageiro conseguiu encontrar D. Pedro I às margens do riacho
Ipiranga, em São Paulo.
Era à tarde do dia 07 de setembro de 1822. D. Pedro I leu os decretos
e perguntou ao Padre Belchior: O padre aconselhou D. Pedro I a
proclamar a independência do Brasil. Senão, ele seria feito
prisioneiro das Cortes.
Não tinha jeito! Trinta e oito pessoas assistiram à cena: D. Pedro I
desembainhou a espada, ergueu-a para o alto e gritou: "INDEPENDÊNCIA
OU MORTE!".Segundo Adelino de Figueiredo Lima, em "Nos Bastidores do
Mistério", "INDEPENDÊNCIA OU MORTE" era a denominação de uma das
"palestras" da sociedade secreta "Nobre Ordem dos Cavaleiros de Santa
Cruz", conhecida por "Apostolado" - baseada na Carbonária europeia -
que foi instalada no dia 02 de junho de 1822, quinze dias antes da
fundação do Grande Oriente e dela fazia parte
o próprio Gonçalves Ledo, assim como vários de seus seguidores.
Sabe-se, hoje, que essa sociedade foi fundada por José Bonifácio. D.
Pedro I era, com o título de Archonte- Rei, o presidente, sendo José
Bonifácio, já então Grão- Mestre da Maçonaria, seu lugar-tenente.
O "Apostolado",a que também pertenciam outros maçons ilustres, possuía
rituais próprios, liturgia bastante severa e sinais e palavras de
reconhecimento, exprimindo motivos patrióticos, o que evidenciava os
fins políticos da sociedade. Indiscutível, afinal, é que a
independência política de nossa terra foi, certamente, assinalada com
o FICO, em 09 de janeiro, declarada pela Maçonaria e consagrada em 07
de setembro, com o brado do Maçom D. Pedro I. Disse-o bem Gustavo
Barroso, em sua obra "História Secreta do Brasil":
"A Independência do Brasil foi realizada à sombra da Acácia, cujas
raízes prepararam o terreno para isso".
ps: Recebi sem citação de fonte - se souber qual é a fonte, faça-me
saber através do comentário, que colocarei aqui.
PEDIDO DE DISPENSA DO SERVIÇO MILITAR
Tentem acompanhar o raciocínio!
Eis o pedido:
'Prezado Oficial Militar,
Venho por intermédio desta pedir a minha dispensa do serviço militar.
A razão para isto é bastante complexa e tentarei explicar em detalhes.
Meu pai e eu moramos juntos e possuímos um rádio e uma televisão. Meu
pai é viúvo e eu solteiro. No andar de baixo, moram uma viúva e sua
filha, ambas muito bonitas e sem rádio e nem televisão.
O rádio e a televisão fizeram com que nossas famílias ficassem mais próximas.
Eu me apaixonei pela viúva e casei com ela.
Meu pai se apaixonou pela filha e também se casou com esta.
Neste momento, começou a confusão.
A filha da minha esposa, a qual casou com o meu pai, é agora a minha madrasta.
Ao mesmo tempo, porque eu casei com a mãe, a filha dela também é minha
filha (enteada).
Além disso, meu pai se tornou o genro da minha esposa, que por sua vez
é sua sogra.
A minha esposa ganhou recentemente um filho, que é irmão da minha madrasta.
Portanto, a minha madrasta também é a avó do meu filho, além de ser seu irmão.
A jovem esposa do meu pai é minha mãe (madrasta), e o seu filho
ficou sendo o meu irmão.
Meu filho é então o tio do meu neto, porque o meu filho é irmão de
minha filha (enteada).
Eu sou, como marido de sua avó, seu avô. Portanto sou o avô de meu irmão.
Mas como o avô do meu irmão também é o meu avô, conclui-se que eu sou
o avô de mim mesmo!!! Portanto, Senhor Oficial, eu peço dispensa do
serviço militar baseado no fato de que a lei não permite que avô, pai
e filho sirvam ao mesmo tempo.
Se o Senhor tiver qualquer dúvida releia o texto várias vezes (ou
tente desenhar um gráfico) para constatar que o meu argumento
realmente verdadeiro e correto.
Ass. Avô, pai e filho.'
Conclusão: O Rapaz foi dispensado - fato verídico
Eis o pedido:
'Prezado Oficial Militar,
Venho por intermédio desta pedir a minha dispensa do serviço militar.
A razão para isto é bastante complexa e tentarei explicar em detalhes.
Meu pai e eu moramos juntos e possuímos um rádio e uma televisão. Meu
pai é viúvo e eu solteiro. No andar de baixo, moram uma viúva e sua
filha, ambas muito bonitas e sem rádio e nem televisão.
O rádio e a televisão fizeram com que nossas famílias ficassem mais próximas.
Eu me apaixonei pela viúva e casei com ela.
Meu pai se apaixonou pela filha e também se casou com esta.
Neste momento, começou a confusão.
A filha da minha esposa, a qual casou com o meu pai, é agora a minha madrasta.
Ao mesmo tempo, porque eu casei com a mãe, a filha dela também é minha
filha (enteada).
Além disso, meu pai se tornou o genro da minha esposa, que por sua vez
é sua sogra.
A minha esposa ganhou recentemente um filho, que é irmão da minha madrasta.
Portanto, a minha madrasta também é a avó do meu filho, além de ser seu irmão.
A jovem esposa do meu pai é minha mãe (madrasta), e o seu filho
ficou sendo o meu irmão.
Meu filho é então o tio do meu neto, porque o meu filho é irmão de
minha filha (enteada).
Eu sou, como marido de sua avó, seu avô. Portanto sou o avô de meu irmão.
Mas como o avô do meu irmão também é o meu avô, conclui-se que eu sou
o avô de mim mesmo!!! Portanto, Senhor Oficial, eu peço dispensa do
serviço militar baseado no fato de que a lei não permite que avô, pai
e filho sirvam ao mesmo tempo.
Se o Senhor tiver qualquer dúvida releia o texto várias vezes (ou
tente desenhar um gráfico) para constatar que o meu argumento
realmente verdadeiro e correto.
Ass. Avô, pai e filho.'
Conclusão: O Rapaz foi dispensado - fato verídico
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Galeano: Caí no Mundo e não sei como Voltar... onde estamos ...???!!!
Autoria atribuída a Eduardo Galeano,
jornalista uruguaio, escritor de "As Veias Abertas da América Latina".
O que acontece comigo, que não consigo andar pelo mundo pegando coisas
e trocando-as pelo modelo seguinte,
só porque alguém adicionou uma nova função ou a diminuiu um pouco?
Não faz muito, com minha mulher, lavávamos as fraldas dos filhos,
pendurávamos no varal junto com outras roupinhas, passávamos,
dobrávamos e as preparávamos para que voltassem a serem sujas.
E eles, nossos nenês, apenas cresceram, tiveram seus próprios filhos
e se encarregaram de atirar tudo fora, incluindo as fraldas.
Entregaram-se, inescrupulosamente, às descartáveis!
Sim, já sei.
À nossa geração sempre foi difícil jogar fora.
Nem os defeituosos conseguíamos descartar!
E, assim, andamos pelas ruas, guardando o muco no lenço de tecido, de bolso.
Nããão!
Eu não digo que isto era melhor.
O que digo é que, em algum momento, eu me distraí, caí do mundo e,
agora, não sei por onde se volta.
O mais provável é que o de agora esteja bem, isto não discuto.
O que acontece é que não consigo trocar os instrumentos musicais uma
vez por ano,
o celular a cada três meses ou o monitor do computador por todas as novidades.
Guardo os copos descartáveis!
Lavo as luvas de látex que eram para usar uma só vez.
Os talheres de plástico convivem com os de aço inoxidável na gaveta
dos talheres!
É que venho de um tempo em que as coisas eram compradas para toda a vida!
É mais!
Compravam-se para a vida dos que vinham depois!
A gente herdava relógios de parede, jogos de copas, vasilhas e até
bacias de louça.
E acontece que em nosso, nem tão longo casamento,
tivemos mais cozinhas do que as que haviam em todo o bairro em minha infância,
e trocamos de refrigerador três vezes.
Nos estão incomodando!
Eu descobri!
Fazem de propósito!
Tudo se lasca, se gasta, se oxida,
se quebra ou se consome em pouco tempo para que possamos trocar.
Nada se arruma, não se conserta.
O obsoleto é de fábrica.
Aonde estão os sapateiros fazendo meia - solas dos tênis Nike?
Alguém viu algum colchoeiro encordoando colchões, casa por casa?
Quem arruma as facas elétricas: o afiador ou o eletricista?
Haverá teflon para os funileiros ou assentos de aviões para os seleiros?
Tudo se joga fora, tudo se descarta e, entretanto, produzimos mais e
mais e mais lixo.
Outro dia, li que se produziu mais lixo nos últimos 40 anos que em
toda a história da humanidade.
Quem tem menos de 30 anos não vai acreditar: quando eu era pequeno,
pela minha casa não passava o caminhão que recolhe o lixo!
Eu juro!
E tenho menos de ... anos!
Todos os descartáveis eram orgânicos e iam parar no galinheiro,
aos patos ou aos coelhos (e não estou falando do século XVII).
Não existia o plástico, nem o nylon.
A borracha só víamos nas rodas dos carros e, as que não estavam rodando,
as queimávamos na Festa de São João.
Os poucos descartáveis que não eram comidos pelos animais,
serviam de adubo ou se queimava.
Desse tempo venho eu.
E não que tenha sido melhor...
É que não é fácil para uma pobre pessoa,
que educaram com "guarde e guarde que alguma vez pode servir para alguma coisa",
mudar para o "compre e jogue fora que já tem um novo modelo".
Troca-se de carro a cada 3 anos, no máximo, por que, caso contrário,
és um pobretão.
Ainda que o carro que tenhas esteja em bom estado...
E precisamos viver endividados, eternamente, para pagar o novo!!!
Mas... por amor de Deus!
Minha cabeça não resiste tanto.
Agora, meus parentes e os filhos de meus amigos não só trocam de
celular uma vez por semana,
como, além disto, trocam o número, o endereço eletrônico e, até, o
endereço real.
E a mim que me prepararam para viver com o mesmo número,
a mesma mulher,
a mesma e o mesmo nome?
Educaram-me para guardar tudo.
Tuuuudo!
O que servia e o que não servia.
Porque, algum dia, as coisas poderiam voltar a servir.
Acreditávamos em tudo.
Sim , já sei, tivemos um grande problema:
nunca nos explicaram que coisas poderiam servir e que coisas não.
E no afã de guardar (por que éramos de acreditar),
guardávamos até o umbigo de nosso primeiro filho, o dente do segundo,
os cadernos do jardim de infância e não sei como não guardamos o primeiro cocô.
Como querem que entenda a essa gente que se descarta de seu celular
poucos meses depois de o comprar?
Será que quando as coisas são conseguidas tão facilmente,
não se valorizam e se tornam descartáveis com a mesma facilidade com
que foram conseguidas?
Em casa tínhamos um móvel com quatro gavetas.
A primeira gaveta era para as toalhas de mesa e os panos de prato,
a segunda para os talheres.
A terceira e a quarta para tudo o que não fosse toalha ou talheres.
E guardávamos...
Como guardávamos!!
Tuuuudo!!!
Guardávamos as tampinhas dos refrigerantes!!!
Como, para quê?
Fazíamos capachos, colocávamos diante da porta para tirar o barro dos sapatos.
Dobradas e enganchadas numa corda, se tornavam cortinas para os bares.
Ao fim das aulas, lhes tirávamos a cortiça, as martelávamos
e as pregávamos em uma tabuinha para fazer instrumentos para a festa
de fim de ano da escola.
Tuuudo guardávamos!
Enquanto o mundo espremia o cérebro para inventar isqueiros
descartáveis ao término de seu tempo, inventávamos a recarga para
isqueiros descartáveis.
E as Gillette até partidas ao meio se transformavam em apontadores por
todo o tempo escolar.
E nossas gavetas guardavam as chavezinhas das latas de sardinhas ou de fiambre,
na possibilidade de que alguma lata viesse sem sua chave.
E as pilhas!
As pilhas dos primeiros radinhos transistores passavam
do congelador ao telhado da casa.
Por que não sabíamos bem se, se devia dar calor ou frio para que
durassem um pouco mais.
Não nos resignávamos que terminasse sua vida útil,
não podíamos acreditar que algo vivesse menos que um jasmim.
As coisas não eram descartáveis.
Eram guardáveis.
Os jornais!!!
Serviam para tudo:
como de forro para as botas de borracha,
para por no piso nos dias de chuva e por sobre todas as coisas para enrolar.
Às vezes sabíamos alguma notícia lendo o jornal tirado de um embrulho
de bananas.
E guardávamos o papel de alumínio dos chocolates e dos cigarros para
fazer guias de enfeites de natal,
e as páginas dos almanaques para fazer quadros,
e os conta-gotas dos remédios para algum medicamento que não o trouxesse,
e os fósforos usados por que podíamos acender uma boca de fogão
(Cosmopolita era a marca de um fogão que funcionava com gás)
desde outra que estivesse acesa,
e as caixas de sapatos se transformavam nos primeiros álbuns de fotos
e os baralhos se reutilizavam, mesmo que faltasse alguma carta,
com a inscrição a mão em um valete de espada que dizia "esta é um 4 de paus".
As gavetas guardavam pedaços esquerdos de prendedores de roupa
e o ganchinho de metal.
Ao tempo esperavam somente pedaços direitos que esperavam a sua outra metade,
para voltar outra vez a ser um prendedor completo.
Eu sei o que nos acontecia:
custava-nos muito declarar a morte de nossos objetos.
Assim como hoje, as novas gerações decidem matá-los tão-logo aparentem
deixar de ser úteis.
Aqueles tempos eram de não se declarar nada morto: nem a Walt Disney!!!
E quando nos venderam sorvetes em copinhos, cuja tampa se convertia em
base, nos disseram:
comam o sorvete e depois joguem o copinho fora!
E nós dizíamos que sim, mas, imagina que a lançávamos fora!!!
As colocávamos a viver na estante dos copos e das taças.
As latas de ervilhas e de pêssegos se transformavam em vasos e até telefones.
As primeiras garrafas de plástico se transformaram em enfeites de
duvidosa beleza.
As caixas de ovos se converteram em depósitos de aquarelas,
as tampas de garrafões em cinzeiros,
as primeiras latas de cerveja em porta-lápis
e as rolhas de cortiça esperavam encontrar-se com uma garrafa.
E me mordo para não fazer um paralelo entre os valores
que se descartam e os que preservávamos.
Ah!!! Não vou fazer!!!
Morro por dizer que hoje não só os eletrodomésticos são descartáveis;
também o casamento e até a amizade são descartáveis.
Mas não cometerei a imprudência de comparar objetos com pessoas.
Mordo-me para não falar da identidade que se vai perdendo,
da memória coletiva que se vai descartando, do passado efêmero.
Não vou fazer!
Não vou misturar os temas,
não vou dizer que ao eterno tornaram caduco
e ao caduco fizeram eterno.
Não vou dizer que aos velhos se declara a morte
quando apenas começam a falhar em suas funções,
que aos cônjuges se trocam por modelos mais novos,
que as pessoas a que lhes falta alguma função
se discrimina o que se valoriza aos mais bonitos,
com brilhos, com gel no cabelo e glamour.
Esta só é uma crônica que fala de fraldas e de celulares.
Do contrário, se misturariam as coisas,
teria que pensar seriamente em entregar à bruxa,
como parte do pagamento de uma senhora com menos quilômetros
e alguma função nova.
Mas, como sou lento para transitar neste mundo da reposição,
corro o risco de que a bruxa me ganhe a mão e seja eu o entregue...
jornalista uruguaio, escritor de "As Veias Abertas da América Latina".
O que acontece comigo, que não consigo andar pelo mundo pegando coisas
e trocando-as pelo modelo seguinte,
só porque alguém adicionou uma nova função ou a diminuiu um pouco?
Não faz muito, com minha mulher, lavávamos as fraldas dos filhos,
pendurávamos no varal junto com outras roupinhas, passávamos,
dobrávamos e as preparávamos para que voltassem a serem sujas.
E eles, nossos nenês, apenas cresceram, tiveram seus próprios filhos
e se encarregaram de atirar tudo fora, incluindo as fraldas.
Entregaram-se, inescrupulosamente, às descartáveis!
Sim, já sei.
À nossa geração sempre foi difícil jogar fora.
Nem os defeituosos conseguíamos descartar!
E, assim, andamos pelas ruas, guardando o muco no lenço de tecido, de bolso.
Nããão!
Eu não digo que isto era melhor.
O que digo é que, em algum momento, eu me distraí, caí do mundo e,
agora, não sei por onde se volta.
O mais provável é que o de agora esteja bem, isto não discuto.
O que acontece é que não consigo trocar os instrumentos musicais uma
vez por ano,
o celular a cada três meses ou o monitor do computador por todas as novidades.
Guardo os copos descartáveis!
Lavo as luvas de látex que eram para usar uma só vez.
Os talheres de plástico convivem com os de aço inoxidável na gaveta
dos talheres!
É que venho de um tempo em que as coisas eram compradas para toda a vida!
É mais!
Compravam-se para a vida dos que vinham depois!
A gente herdava relógios de parede, jogos de copas, vasilhas e até
bacias de louça.
E acontece que em nosso, nem tão longo casamento,
tivemos mais cozinhas do que as que haviam em todo o bairro em minha infância,
e trocamos de refrigerador três vezes.
Nos estão incomodando!
Eu descobri!
Fazem de propósito!
Tudo se lasca, se gasta, se oxida,
se quebra ou se consome em pouco tempo para que possamos trocar.
Nada se arruma, não se conserta.
O obsoleto é de fábrica.
Aonde estão os sapateiros fazendo meia - solas dos tênis Nike?
Alguém viu algum colchoeiro encordoando colchões, casa por casa?
Quem arruma as facas elétricas: o afiador ou o eletricista?
Haverá teflon para os funileiros ou assentos de aviões para os seleiros?
Tudo se joga fora, tudo se descarta e, entretanto, produzimos mais e
mais e mais lixo.
Outro dia, li que se produziu mais lixo nos últimos 40 anos que em
toda a história da humanidade.
Quem tem menos de 30 anos não vai acreditar: quando eu era pequeno,
pela minha casa não passava o caminhão que recolhe o lixo!
Eu juro!
E tenho menos de ... anos!
Todos os descartáveis eram orgânicos e iam parar no galinheiro,
aos patos ou aos coelhos (e não estou falando do século XVII).
Não existia o plástico, nem o nylon.
A borracha só víamos nas rodas dos carros e, as que não estavam rodando,
as queimávamos na Festa de São João.
Os poucos descartáveis que não eram comidos pelos animais,
serviam de adubo ou se queimava.
Desse tempo venho eu.
E não que tenha sido melhor...
É que não é fácil para uma pobre pessoa,
que educaram com "guarde e guarde que alguma vez pode servir para alguma coisa",
mudar para o "compre e jogue fora que já tem um novo modelo".
Troca-se de carro a cada 3 anos, no máximo, por que, caso contrário,
és um pobretão.
Ainda que o carro que tenhas esteja em bom estado...
E precisamos viver endividados, eternamente, para pagar o novo!!!
Mas... por amor de Deus!
Minha cabeça não resiste tanto.
Agora, meus parentes e os filhos de meus amigos não só trocam de
celular uma vez por semana,
como, além disto, trocam o número, o endereço eletrônico e, até, o
endereço real.
E a mim que me prepararam para viver com o mesmo número,
a mesma mulher,
a mesma e o mesmo nome?
Educaram-me para guardar tudo.
Tuuuudo!
O que servia e o que não servia.
Porque, algum dia, as coisas poderiam voltar a servir.
Acreditávamos em tudo.
Sim , já sei, tivemos um grande problema:
nunca nos explicaram que coisas poderiam servir e que coisas não.
E no afã de guardar (por que éramos de acreditar),
guardávamos até o umbigo de nosso primeiro filho, o dente do segundo,
os cadernos do jardim de infância e não sei como não guardamos o primeiro cocô.
Como querem que entenda a essa gente que se descarta de seu celular
poucos meses depois de o comprar?
Será que quando as coisas são conseguidas tão facilmente,
não se valorizam e se tornam descartáveis com a mesma facilidade com
que foram conseguidas?
Em casa tínhamos um móvel com quatro gavetas.
A primeira gaveta era para as toalhas de mesa e os panos de prato,
a segunda para os talheres.
A terceira e a quarta para tudo o que não fosse toalha ou talheres.
E guardávamos...
Como guardávamos!!
Tuuuudo!!!
Guardávamos as tampinhas dos refrigerantes!!!
Como, para quê?
Fazíamos capachos, colocávamos diante da porta para tirar o barro dos sapatos.
Dobradas e enganchadas numa corda, se tornavam cortinas para os bares.
Ao fim das aulas, lhes tirávamos a cortiça, as martelávamos
e as pregávamos em uma tabuinha para fazer instrumentos para a festa
de fim de ano da escola.
Tuuudo guardávamos!
Enquanto o mundo espremia o cérebro para inventar isqueiros
descartáveis ao término de seu tempo, inventávamos a recarga para
isqueiros descartáveis.
E as Gillette até partidas ao meio se transformavam em apontadores por
todo o tempo escolar.
E nossas gavetas guardavam as chavezinhas das latas de sardinhas ou de fiambre,
na possibilidade de que alguma lata viesse sem sua chave.
E as pilhas!
As pilhas dos primeiros radinhos transistores passavam
do congelador ao telhado da casa.
Por que não sabíamos bem se, se devia dar calor ou frio para que
durassem um pouco mais.
Não nos resignávamos que terminasse sua vida útil,
não podíamos acreditar que algo vivesse menos que um jasmim.
As coisas não eram descartáveis.
Eram guardáveis.
Os jornais!!!
Serviam para tudo:
como de forro para as botas de borracha,
para por no piso nos dias de chuva e por sobre todas as coisas para enrolar.
Às vezes sabíamos alguma notícia lendo o jornal tirado de um embrulho
de bananas.
E guardávamos o papel de alumínio dos chocolates e dos cigarros para
fazer guias de enfeites de natal,
e as páginas dos almanaques para fazer quadros,
e os conta-gotas dos remédios para algum medicamento que não o trouxesse,
e os fósforos usados por que podíamos acender uma boca de fogão
(Cosmopolita era a marca de um fogão que funcionava com gás)
desde outra que estivesse acesa,
e as caixas de sapatos se transformavam nos primeiros álbuns de fotos
e os baralhos se reutilizavam, mesmo que faltasse alguma carta,
com a inscrição a mão em um valete de espada que dizia "esta é um 4 de paus".
As gavetas guardavam pedaços esquerdos de prendedores de roupa
e o ganchinho de metal.
Ao tempo esperavam somente pedaços direitos que esperavam a sua outra metade,
para voltar outra vez a ser um prendedor completo.
Eu sei o que nos acontecia:
custava-nos muito declarar a morte de nossos objetos.
Assim como hoje, as novas gerações decidem matá-los tão-logo aparentem
deixar de ser úteis.
Aqueles tempos eram de não se declarar nada morto: nem a Walt Disney!!!
E quando nos venderam sorvetes em copinhos, cuja tampa se convertia em
base, nos disseram:
comam o sorvete e depois joguem o copinho fora!
E nós dizíamos que sim, mas, imagina que a lançávamos fora!!!
As colocávamos a viver na estante dos copos e das taças.
As latas de ervilhas e de pêssegos se transformavam em vasos e até telefones.
As primeiras garrafas de plástico se transformaram em enfeites de
duvidosa beleza.
As caixas de ovos se converteram em depósitos de aquarelas,
as tampas de garrafões em cinzeiros,
as primeiras latas de cerveja em porta-lápis
e as rolhas de cortiça esperavam encontrar-se com uma garrafa.
E me mordo para não fazer um paralelo entre os valores
que se descartam e os que preservávamos.
Ah!!! Não vou fazer!!!
Morro por dizer que hoje não só os eletrodomésticos são descartáveis;
também o casamento e até a amizade são descartáveis.
Mas não cometerei a imprudência de comparar objetos com pessoas.
Mordo-me para não falar da identidade que se vai perdendo,
da memória coletiva que se vai descartando, do passado efêmero.
Não vou fazer!
Não vou misturar os temas,
não vou dizer que ao eterno tornaram caduco
e ao caduco fizeram eterno.
Não vou dizer que aos velhos se declara a morte
quando apenas começam a falhar em suas funções,
que aos cônjuges se trocam por modelos mais novos,
que as pessoas a que lhes falta alguma função
se discrimina o que se valoriza aos mais bonitos,
com brilhos, com gel no cabelo e glamour.
Esta só é uma crônica que fala de fraldas e de celulares.
Do contrário, se misturariam as coisas,
teria que pensar seriamente em entregar à bruxa,
como parte do pagamento de uma senhora com menos quilômetros
e alguma função nova.
Mas, como sou lento para transitar neste mundo da reposição,
corro o risco de que a bruxa me ganhe a mão e seja eu o entregue...
Correios: Governo brasileiro que criar email antiespionagem
_______________________________
(Foto: Reprodução)
Governo brasileiro que criar email antiespionagem
Por Redação Olhar Digital - em 02/09/2013 às 19h10
Avaliação:
O Governo quer lançar, por meio dos Correios, um serviço de email
nacional e criptografado. Nesta segunda-feira, 2, o secretário
executivo do Ministério das Comunicações, Genildo Lins, colocou a
proposta como uma medida às recentes acusações de espionagem
norte-americana.
"Os Correios já trabalham há bastante tempo com certificação digital e
criptografia. Daí para um serviço de e-mail de massa, com essas
características, é fácil", avaliou Lins. O sistema lucraria com
modelos de publicidade semelhantes ao do Gmail.
Além da criptografia, por medidas de segurança, todos os dados deverão
ser armazenados em servidores brasileiros.
Como há uma série de custos a serem avaliados, principalmente com
datacenters, o governo ainda não estabeleceu uma data para lançar o
serviço. No entanto, o jornal Folha de S.Paulo sugere que a novidade
deverá chegar ainda no segundo semestre de 2014.
"No ano passado, [os EUA] fizeram 311 solicitações [às empresas]. É
preciso estimular um serviço de e-mail mais seguro.", disse Paulo
Bernardo, ministro das Comunicações, ao jornal.
Bernardo ainda defende o envolvimento dos Correios no projeto. "Os
Correios têm uma bandeira de credibilidade grande. Entregam carta no
Brasil há 350 anos e ninguém acha que eles ficam bisbilhotando",
disse.
O ministro defende ainda uma alteração na legislação para que,
espionar emails seja considerando um ato tão criminoso quanto abrir
correspondências de terceiros.
Repúdio à espionagem
Após uma reportagem do Fantástico, exibida nesse domingo, 1, na TV
Globo, que reportou que o Governo brasileiro e até a presidente Dilma
foram espionados pelos EUA, os governantes convocaram uma reunião
emergencial nesta segunda-feira, 2. No início da tarde, informaram que
irão pedir explicações formais do governo norte-americano.
(Foto: Reprodução)
Governo brasileiro que criar email antiespionagem
Por Redação Olhar Digital - em 02/09/2013 às 19h10
Avaliação:
O Governo quer lançar, por meio dos Correios, um serviço de email
nacional e criptografado. Nesta segunda-feira, 2, o secretário
executivo do Ministério das Comunicações, Genildo Lins, colocou a
proposta como uma medida às recentes acusações de espionagem
norte-americana.
"Os Correios já trabalham há bastante tempo com certificação digital e
criptografia. Daí para um serviço de e-mail de massa, com essas
características, é fácil", avaliou Lins. O sistema lucraria com
modelos de publicidade semelhantes ao do Gmail.
Além da criptografia, por medidas de segurança, todos os dados deverão
ser armazenados em servidores brasileiros.
Como há uma série de custos a serem avaliados, principalmente com
datacenters, o governo ainda não estabeleceu uma data para lançar o
serviço. No entanto, o jornal Folha de S.Paulo sugere que a novidade
deverá chegar ainda no segundo semestre de 2014.
"No ano passado, [os EUA] fizeram 311 solicitações [às empresas]. É
preciso estimular um serviço de e-mail mais seguro.", disse Paulo
Bernardo, ministro das Comunicações, ao jornal.
Bernardo ainda defende o envolvimento dos Correios no projeto. "Os
Correios têm uma bandeira de credibilidade grande. Entregam carta no
Brasil há 350 anos e ninguém acha que eles ficam bisbilhotando",
disse.
O ministro defende ainda uma alteração na legislação para que,
espionar emails seja considerando um ato tão criminoso quanto abrir
correspondências de terceiros.
Repúdio à espionagem
Após uma reportagem do Fantástico, exibida nesse domingo, 1, na TV
Globo, que reportou que o Governo brasileiro e até a presidente Dilma
foram espionados pelos EUA, os governantes convocaram uma reunião
emergencial nesta segunda-feira, 2. No início da tarde, informaram que
irão pedir explicações formais do governo norte-americano.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
MÉDICOS CUBANOS (Alexandre Garcia)
GOVERNO BRASILEIRO
Rasgando a Constituição e Dispositivos Legais
Alexandre Garcia
MÉDICOS CUBANOS
Não pensem em correntes. Em algemas. Em porões fétidos. Em gente suja
e maltrapilha. Estes são os escravos normalmente libertos das pequenas
confecções das grandes cidades, vindos de países miseráveis.
Agora pense em pessoas vestidas de branco. Com diplomas
universitários. Que exibem sorrisos simpáticos e uma grande alegria em
servir o próximo, como se estivessem em uma missão humanitária. Estes
são os médicos escravos cubanos que o Brasil vai traficar, cometendo
toda a sorte de crimes hediondos contra os direitos humanos, que só
republiquetas totalitárias, a exemplo da Venezuela, ousaram cometer.
E vamos aqui deixar ideologias de lado. E até mesmo as discutíveis
competências profissionais. Vamos ser civilizados e falar apenas de
pessoas, de seres humanos, de gente.
O Brasil democrático é signatário de uma dezena de tratados
internacionais que protegem os trabalhadores. No entanto, o Governo do
PT está firmando um convênio com Cuba, um país que está traficando
pessoas para fins econômicos. Cuba esta vendendo médicos. Cuba utiliza
de coerção, que é crime, para que estes escravos de branco sejam
enviados, sem escolha, para onde o governo decidir. Isto é crime
internacional. Hediondo. Que nivela o Brasil com as piores ditaduras.
E não venham colocar a Organização Pan Americana de Saúde como escudo
protetor destes crimes contra a Humanidade. É uma entidade sabidamente
aparelhada por socialistas, mas que, ao que parece, pela primeira vez
assume o papel de "gato", o operador, o intermediário, aquele que
aproxima as partes, que fecha o negócio, que "lava" as mãos dos
criminosos que agem nas duas pontas. Não há como esconder que o
Governo do PT está pagando a Ditadura de Cuba para receber mão-de-obra
em condições análogas à escravidão, como veremos neste post.
O trabalhador estrangeiro tem, no Brasil, os mesmos direitos de um
trabalhador brasileiro. Tem os mesmos ônus e os mesmos bônus. Não é o
que acontece neste convênio que configura um verdadeiro tráfico em
massa de pessoas de um país para outro. Os escravos cubanos não
pagarão Imposto de Renda e INSS. Sobre um salário de R$ 10 mil,
deveriam reter mais de R$ 2.700. Pagariam em torno de R$ 400 de INSS.
Mas também teriam direito ao FGTS, ao aviso prévio, às férias, ao
décimo-terceiro salário. Não é o que acontece. O escravo cubano não
recebe o seu salário. Ele é remetido para um governo de país. É como
se este país tivesse vendido laranjas. Charutos. Rum. Ou qualquer
commodities. A única coisa que o trabalhador recebe é uma ajuda de
custo para tão somente sobreviver no país pois, em condição análoga à
escravidão, este médico cubano receberá alojamento e comida das
prefeituras municipais. Trabalhará, basicamente, por cama, comida e
sem nenhum direito trabalhista.
Outro crime do qual o Governo do PT é mentor, é idealizador, é
fomentador, é financiador, é concordar com as práticas de coerção
exercida por Cuba quando vende os seus médicos escravos. O passaporte
é retido pela Embaixada de Cuba no Brasil. A família fica em Cuba, sem
poder sair do país. O escravo cubano não pode mudar de emprego, pois
se o fizer a sua família sofre perseguição. Existe ameaça. Existe
abuso de autoridade. Existe abuso de poder econômico. Existe retenção
de documento para impedir a livre locomoção. Existe lesão ao Fisco.
Sonegação. E, por conseguinte, sendo dinheiro originário de crimes,
remessa ilegal de divisas do Governo do PT para a Ditadura de Cuba.
Este convênio que o Governo do PT está fazendo com Cuba não resiste a
uma fiscalização do Ministério do Trabalho e a uma auditoria do
Ministério Público. São tantos os crimes cometidos contra a Humanidade
e contra os Direitos Humanos que envergonham a todos os brasileiros. O
ministro da Saúde, Alexandre Padilha, candidato ao governo de São
Paulo, deveria ir a ferros junto com os bandidos mensaleiros do seu
partido. A ministra dos Direitos Humanos, Maria o Rosário, está em
silêncio obsequioso.
A partir do momento em que 4.000 cubanos botarem o pé no solo
brasileiro, nosso país terá se transformando num campo de concentração
e numa imensa prisão para escravos políticos. A nossa Constituição
será rasgada, pois:
Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer
natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes
no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade,
à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
(...)
III – ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
Da mesma forma, o Governo do PT está jogando no lixo o Decreto nº
5.948, de 26 de Outubro de 2006, que trata da Política Nacional de
Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, que tem definições fundamentais
sobre o tema:
Art. 2°. § 4o A intermediação, promoção ou facilitação do
recrutamento, do transporte, da transferência, do alojamento ou do
acolhimento de pessoas para fins de exploração também configura
tráfico de pessoas.
Art. 2°. § 5° O tráfico interno de pessoas é aquele realizado dentro
de um mesmo Estado-membro da Federação, ou de um Estado-membro para
outro, dentro do território nacional.
Art. 2o. § 6° O tráfico internacional de pessoas é aquele realizado
entre Estados distintos.
Art. 2° § 7o O consentimento dado pela vítima é irrelevante para a
configuração do tráfico de pessoas.
Ou seja: o que determina se existe a escravidão não é o depoimento do
escravo, pressionado por dívidas, sem documentos ou tendo a
integridade da sua família ameaçada, mas sim o que a sua situação
configura, mediante fiscalização.
Com a importação em massa dos médicos escravos cubanos. os acordos
internacionais firmados pelo Brasil contra a escravidão serão
derrogados. Não seremos mais uma democracia. Se alguém tem alguma
dúvida sobre isso, leia o MANUAL DE COMBATE AO TRABALHO EM CONDIÇÕES
ANÁLOGAS ÀS DE ESCRAVO, publicado pelo Ministério do Trabalho.
E sinta vergonha, talvez um pouco de medo, de ser brasileiro.
Eu desafio o Governo do PT a exigir que o médico cubano tenha em mãos
o seu passaporte.
Eu desafio o Governo do PT a exigir que o médico cubano tenha uma
Carteira de Trabalho.
Eu desafio o Governo do PT a depositar o salário do médico cubano em
uma conta pessoal, que lhe garanta livre movimentação.
Eu desafio o Governo do PT a garantir todos os direitos trabalhistas
ao médico cubano.
Eu desafio o Governo do PT a cumprir a Lei, a Constituição e os
Tratados Internacionais.
Rasgando a Constituição e Dispositivos Legais
Alexandre Garcia
MÉDICOS CUBANOS
Não pensem em correntes. Em algemas. Em porões fétidos. Em gente suja
e maltrapilha. Estes são os escravos normalmente libertos das pequenas
confecções das grandes cidades, vindos de países miseráveis.
Agora pense em pessoas vestidas de branco. Com diplomas
universitários. Que exibem sorrisos simpáticos e uma grande alegria em
servir o próximo, como se estivessem em uma missão humanitária. Estes
são os médicos escravos cubanos que o Brasil vai traficar, cometendo
toda a sorte de crimes hediondos contra os direitos humanos, que só
republiquetas totalitárias, a exemplo da Venezuela, ousaram cometer.
E vamos aqui deixar ideologias de lado. E até mesmo as discutíveis
competências profissionais. Vamos ser civilizados e falar apenas de
pessoas, de seres humanos, de gente.
O Brasil democrático é signatário de uma dezena de tratados
internacionais que protegem os trabalhadores. No entanto, o Governo do
PT está firmando um convênio com Cuba, um país que está traficando
pessoas para fins econômicos. Cuba esta vendendo médicos. Cuba utiliza
de coerção, que é crime, para que estes escravos de branco sejam
enviados, sem escolha, para onde o governo decidir. Isto é crime
internacional. Hediondo. Que nivela o Brasil com as piores ditaduras.
E não venham colocar a Organização Pan Americana de Saúde como escudo
protetor destes crimes contra a Humanidade. É uma entidade sabidamente
aparelhada por socialistas, mas que, ao que parece, pela primeira vez
assume o papel de "gato", o operador, o intermediário, aquele que
aproxima as partes, que fecha o negócio, que "lava" as mãos dos
criminosos que agem nas duas pontas. Não há como esconder que o
Governo do PT está pagando a Ditadura de Cuba para receber mão-de-obra
em condições análogas à escravidão, como veremos neste post.
O trabalhador estrangeiro tem, no Brasil, os mesmos direitos de um
trabalhador brasileiro. Tem os mesmos ônus e os mesmos bônus. Não é o
que acontece neste convênio que configura um verdadeiro tráfico em
massa de pessoas de um país para outro. Os escravos cubanos não
pagarão Imposto de Renda e INSS. Sobre um salário de R$ 10 mil,
deveriam reter mais de R$ 2.700. Pagariam em torno de R$ 400 de INSS.
Mas também teriam direito ao FGTS, ao aviso prévio, às férias, ao
décimo-terceiro salário. Não é o que acontece. O escravo cubano não
recebe o seu salário. Ele é remetido para um governo de país. É como
se este país tivesse vendido laranjas. Charutos. Rum. Ou qualquer
commodities. A única coisa que o trabalhador recebe é uma ajuda de
custo para tão somente sobreviver no país pois, em condição análoga à
escravidão, este médico cubano receberá alojamento e comida das
prefeituras municipais. Trabalhará, basicamente, por cama, comida e
sem nenhum direito trabalhista.
Outro crime do qual o Governo do PT é mentor, é idealizador, é
fomentador, é financiador, é concordar com as práticas de coerção
exercida por Cuba quando vende os seus médicos escravos. O passaporte
é retido pela Embaixada de Cuba no Brasil. A família fica em Cuba, sem
poder sair do país. O escravo cubano não pode mudar de emprego, pois
se o fizer a sua família sofre perseguição. Existe ameaça. Existe
abuso de autoridade. Existe abuso de poder econômico. Existe retenção
de documento para impedir a livre locomoção. Existe lesão ao Fisco.
Sonegação. E, por conseguinte, sendo dinheiro originário de crimes,
remessa ilegal de divisas do Governo do PT para a Ditadura de Cuba.
Este convênio que o Governo do PT está fazendo com Cuba não resiste a
uma fiscalização do Ministério do Trabalho e a uma auditoria do
Ministério Público. São tantos os crimes cometidos contra a Humanidade
e contra os Direitos Humanos que envergonham a todos os brasileiros. O
ministro da Saúde, Alexandre Padilha, candidato ao governo de São
Paulo, deveria ir a ferros junto com os bandidos mensaleiros do seu
partido. A ministra dos Direitos Humanos, Maria o Rosário, está em
silêncio obsequioso.
A partir do momento em que 4.000 cubanos botarem o pé no solo
brasileiro, nosso país terá se transformando num campo de concentração
e numa imensa prisão para escravos políticos. A nossa Constituição
será rasgada, pois:
Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer
natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes
no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade,
à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
(...)
III – ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
Da mesma forma, o Governo do PT está jogando no lixo o Decreto nº
5.948, de 26 de Outubro de 2006, que trata da Política Nacional de
Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, que tem definições fundamentais
sobre o tema:
Art. 2°. § 4o A intermediação, promoção ou facilitação do
recrutamento, do transporte, da transferência, do alojamento ou do
acolhimento de pessoas para fins de exploração também configura
tráfico de pessoas.
Art. 2°. § 5° O tráfico interno de pessoas é aquele realizado dentro
de um mesmo Estado-membro da Federação, ou de um Estado-membro para
outro, dentro do território nacional.
Art. 2o. § 6° O tráfico internacional de pessoas é aquele realizado
entre Estados distintos.
Art. 2° § 7o O consentimento dado pela vítima é irrelevante para a
configuração do tráfico de pessoas.
Ou seja: o que determina se existe a escravidão não é o depoimento do
escravo, pressionado por dívidas, sem documentos ou tendo a
integridade da sua família ameaçada, mas sim o que a sua situação
configura, mediante fiscalização.
Com a importação em massa dos médicos escravos cubanos. os acordos
internacionais firmados pelo Brasil contra a escravidão serão
derrogados. Não seremos mais uma democracia. Se alguém tem alguma
dúvida sobre isso, leia o MANUAL DE COMBATE AO TRABALHO EM CONDIÇÕES
ANÁLOGAS ÀS DE ESCRAVO, publicado pelo Ministério do Trabalho.
E sinta vergonha, talvez um pouco de medo, de ser brasileiro.
Eu desafio o Governo do PT a exigir que o médico cubano tenha em mãos
o seu passaporte.
Eu desafio o Governo do PT a exigir que o médico cubano tenha uma
Carteira de Trabalho.
Eu desafio o Governo do PT a depositar o salário do médico cubano em
uma conta pessoal, que lhe garanta livre movimentação.
Eu desafio o Governo do PT a garantir todos os direitos trabalhistas
ao médico cubano.
Eu desafio o Governo do PT a cumprir a Lei, a Constituição e os
Tratados Internacionais.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Dia do Maçom - 20 de Agosto
Como é do conhecimento de todos, nessa data nós comemoramos o Dia do Maçom,
aqui no Brasil. Tal evento já está consagrado, devendo ser obedecido e
festejado com todo entusiasmo.
O esclarecimento que segue a seguir, foi baseado nos livros e
pesquisas do insubstituível Mestre José Castellani (que na época era
Grande Secretário de Educ. e Cultura do GOB):
o que poucos sabem é que essa data foi erradamente escolhida por
pseudo-historiadores maçônicos, que talvez, na pressa de lançar um
comunicado, ou pelo hábito de não se certificarem da veracidade da
informação, ou mais propriamente, na ânsia de mostrar que a Maçonaria
faz e fez tudo, cometeram uma gafe histórica.
O que aconteceu foi que na 14ª reunião (Loja) do Grande Oriente do
Brasil, naquele tempo, hamado Grande Oriente Brasílico, tendo como
Venerável o Ir.:Joaquim Gonçalves Ledo teve, na abertura da Ata, o
seguinte: "dia 20 (vigésimo dia) do sexto mês de 5822".
O ano nós sabemos ser de 1822, pois basta no caso, tirar 4000 para
passarmos da era da V.: L.: para a E.:V.: Quanto ao mês, também, não
há problema, pois sabemos que o calendário maçônico começa em março.
Do que não se aperceberam, foi que, naquela época o Rito praticado era
o Adonhiramita, que segue, muito próximo, o calendário religioso
hebraico, sendo que o primeiro dia do mês é o dia 21.
Isso é que não foi levado em conta, pois se fizermos as contas (vamos
fazer: do dia 21 de agosto até o dia 31 são 11 dias. Com mais 9 dias,
para completar o vigésimo dia, cai no dia
09 de setembro) veremos que a data em que teve essa Loja foi em 09 de
setembro de 1822.
Tanto é verdade, que no Boletim Oficial do GOB, em 1874, reproduz essa
Ata com a data de 09 de setembro de 1822.
Inclusive, nessa Ata, Ir.: Ledo, ressaltava a importância do evento
acontecido em 07 de setembro, quando D.Pedro, proclamou nossa
independência (lembrem-se que eles estavam no Rio de Janeiro, e a
Independência ocorreu em São Paulo, e o meio de transporte era o
cavalo ou mula).
Como ele não menciona datas na Ata, somente a do dia da mesma, e como
abriu debates sobre o ocorrido, com a intenção de deixar bem claro, a
quem quer que fosse, que a separação de Portugal, era no momento a
melhor alternativa,esses historiadores mais afoitos, concluíram que se
a data era 20 de agosto (erradamente, repito), a Independência do
Brasil tinha sido definida em Loja sendo que o "Grito do Ipiranga" foi
somente uma confirmação do já estava pré determinado.
Pessoas influentes da Maçonaria, acreditando nesse erro, achando que
essa data era especial, proclamaram-na como sendo a do Dia do Maçom.
Escrever que D.Pedro recebeu uma carta, antes da proclamação da
Independência na qual citava que a Maçonaria estava dando respaldo ao
ato, é chutar o balde de leite...com os dois pés.
Hoje é do conhecimento de todos (é só ir procurar nos arquivos da
Biblioteca do GOB) que na data de 20 de agosto de 1822 o Grande
Oriente Brasílico, não tinha se reunido para abertura de Loja, muito
menos para "Sessão Extraordinária".
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
aqui no Brasil. Tal evento já está consagrado, devendo ser obedecido e
festejado com todo entusiasmo.
O esclarecimento que segue a seguir, foi baseado nos livros e
pesquisas do insubstituível Mestre José Castellani (que na época era
Grande Secretário de Educ. e Cultura do GOB):
o que poucos sabem é que essa data foi erradamente escolhida por
pseudo-historiadores maçônicos, que talvez, na pressa de lançar um
comunicado, ou pelo hábito de não se certificarem da veracidade da
informação, ou mais propriamente, na ânsia de mostrar que a Maçonaria
faz e fez tudo, cometeram uma gafe histórica.
O que aconteceu foi que na 14ª reunião (Loja) do Grande Oriente do
Brasil, naquele tempo, hamado Grande Oriente Brasílico, tendo como
Venerável o Ir.:Joaquim Gonçalves Ledo teve, na abertura da Ata, o
seguinte: "dia 20 (vigésimo dia) do sexto mês de 5822".
O ano nós sabemos ser de 1822, pois basta no caso, tirar 4000 para
passarmos da era da V.: L.: para a E.:V.: Quanto ao mês, também, não
há problema, pois sabemos que o calendário maçônico começa em março.
Do que não se aperceberam, foi que, naquela época o Rito praticado era
o Adonhiramita, que segue, muito próximo, o calendário religioso
hebraico, sendo que o primeiro dia do mês é o dia 21.
Isso é que não foi levado em conta, pois se fizermos as contas (vamos
fazer: do dia 21 de agosto até o dia 31 são 11 dias. Com mais 9 dias,
para completar o vigésimo dia, cai no dia
09 de setembro) veremos que a data em que teve essa Loja foi em 09 de
setembro de 1822.
Tanto é verdade, que no Boletim Oficial do GOB, em 1874, reproduz essa
Ata com a data de 09 de setembro de 1822.
Inclusive, nessa Ata, Ir.: Ledo, ressaltava a importância do evento
acontecido em 07 de setembro, quando D.Pedro, proclamou nossa
independência (lembrem-se que eles estavam no Rio de Janeiro, e a
Independência ocorreu em São Paulo, e o meio de transporte era o
cavalo ou mula).
Como ele não menciona datas na Ata, somente a do dia da mesma, e como
abriu debates sobre o ocorrido, com a intenção de deixar bem claro, a
quem quer que fosse, que a separação de Portugal, era no momento a
melhor alternativa,esses historiadores mais afoitos, concluíram que se
a data era 20 de agosto (erradamente, repito), a Independência do
Brasil tinha sido definida em Loja sendo que o "Grito do Ipiranga" foi
somente uma confirmação do já estava pré determinado.
Pessoas influentes da Maçonaria, acreditando nesse erro, achando que
essa data era especial, proclamaram-na como sendo a do Dia do Maçom.
Escrever que D.Pedro recebeu uma carta, antes da proclamação da
Independência na qual citava que a Maçonaria estava dando respaldo ao
ato, é chutar o balde de leite...com os dois pés.
Hoje é do conhecimento de todos (é só ir procurar nos arquivos da
Biblioteca do GOB) que na data de 20 de agosto de 1822 o Grande
Oriente Brasílico, não tinha se reunido para abertura de Loja, muito
menos para "Sessão Extraordinária".
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
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