Other stuff ->

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Farsa do Martírio de Tiradentes

Será???

********************

O MARTÍRIO DE TIRADENTES, UMA FARSA CRIADA POR LÍDERES DA INCONFIDÊNCIA MINEIRA


Guilhobel A. Camargo

Ele estava muito bem vivo, um ano depois, em Paris. O feriado de 21 de
abril é fruto de uma história fabricada que criou Tiradentes como bode
expiatório, que levaria a culpa pelo movimento da Inconfidência
Mineira. Quem morreu no lugar dele foi um ladrão chamado Isidro
Gouveia.

A mentira que criou o feriado de 21 de abril é:  Tiradentes foi
sentenciado à morte e foi enforcado no dia 21 de abril de 1792, no Rio
de Janeiro, no local chamado Campo da Lampadosa, que hoje é conhecido
como a Praça Tiradentes. Com a Proclamação da República, precisava ser
criada uma nova identidade nacional. Pensou-se em eternizar Marechal
Deodoro, mas o escolhido foi Tiradentes. Ele era de Minas Gerais,
estado que tinha na época a maior força republicana e era um polo
comercial muito forte. Jogaram ao povo uma imagem de Tiradentes
parecida com a de Cristo e era o que bastava: um "Cristo da Multidão".
Transformaram-no em herói nacional cuja figura e história "construída"
agradava tanto à elite quanto ao povo.

A vida dele em poucas palavras: Tiradentes nasceu em 1746 na Fazenda
do Pombal, entre São José e São João Del Rei (MG). Era filho de um
pequeno fazendeiro. Ficou órfão de mãe aos nove anos e perdeu o pai
aos 11. Não chegou a concluir o curso primário. Foi morar com seu
padrinho, Sebastião Ferreira Dantas, um cirurgião que lhe deu
ensinamentos de Medicina e Odontologia. Ainda jovem, ficou conhecido
pela habilidade com que arrancava os dentes estragados das pessoas.
Daí veio o apelido de Tira-dentes. Em 1780, tornou-se um soldado e, um
ano à frente, foi promovido a alferes. Nesta mesma época, envolveu-se
na Inconfidência Mineira contra a Coroa portuguesa, que explorava o
ouro encontrado em Minas Gerais. Tiradentes foi iniciado na maçonaria
pelo poeta e juiz Cruz e Silva, amigo de vários inconfidentes.
Tiradentes teria salvado a vida de Cruz e Silva, não se sabe em que
circunstâncias.

Tiradentes, maçonaria e a Inconfidência Mineira: Como era um simples
alferes (patente igual à de tenente), não lideraria coronéis,
brigadeiros, padres e desembargadores, que eram os verdadeiros líderes
do movimento. Semi-alfabetizado, é muito provável que nunca esteve
plenamente a par dos planos e objetivos do movimento. Em todos os
movimentos libertários acontecidos no Brasil, durante os  séculos
XVIII e XIX, era comum o "dedo da maçonaria". E Tiradentes foi maçom,
mas estava longe de acompanhar os maçons envolvidos na Inconfidência,
porque esses eram cultos, e em sua grande parte, estudantes que haviam
recentemente regressado "formados" da cidade de Coimbra, em Portugal.
Uma das evidências documentais da participação da Maçonaria são as
cartas de denúncia existentes nos autos da Devassa, informando que
maçons estavam envolvidos nos conluios.

Os maçons brasileiros foram encorajados na tentativa de libertação,
pela história dos Estados Unidos da América, onde saíram  vitoriosos -
mesmo em luta desigual - os maçons norte-americanos George Washington,
Benjamin Franklin e Thomas Jefferson. Também é possivel comprovar a
participação da Maçonaria na Inconfidência Mineira, sob o pavilhão e o
dístico maçônico do Libertas quae sera tamen, que adorna o triângulo
perfeito, com este fragmento de Virgílio (Éclogas,I,27) Tiradentes era
um dos poucos inconfidentes que não tinha família. Tinha apenas uma
filha ilegítima e traçava planos para casar-se com a sobrinha de um
padre chamado Rolim, por motivos econômicos. Ele era, então, de todo o
grupo, aquele considerado como uma "codorna no chão", o mais frágil
dos inconfidentes. Sem família e sem dinheiro, querendo abocanhar as
riquezas do padre. Era o de menor preparo cultural e poucos amigos.
Portanto, a melhor escolha para desempenhar o papel de um bode
expiatório que livraria da morte os verdadeiros chefes.

E foi assim que foi armada a traição, em 15 de março de 1789, com o
Silvério dos Reis indo ao Palácio do governador e denunciando o
Tiradentes. Ele foi preso no Rio de Janeiro, na Cadeia Velha, e seu
julgamento prolongou-se por dois anos. Durante todo o processo, ele
admitiu voluntariamente ser o líder do movimento, porque tinha a
promessa que  livrariam a sua cabeça na hipótese de uma condenação por
pena de morte. Em 21 de abril de 1792, com ajuda de companheiros da
maçonaria, foi trocado por um ladrão, o carpinteiro Isidro Gouveia. O
ladrão havia sido condenado à morte em 1790 e assumiu a identidade de
Tiradentes, em troca de ajuda financeira à sua família, oferecida a
ele pela maçonaria. Gouveia foi conduzido ao cadafalso e testemunhas
que presenciaram a sua morte se diziam surpresas porque ele aparentava
ter bem menos que seus 45 anos. No livro, de 1811, de autoria de
Hipólito da Costa ("Narrativa da Perseguição") é documentada a
diferença física de Tiradentes com o que foi executado em 21 de abril
de 1792. O escritor Martim Francisco Ribeiro de Andrada III escreveu
no livro "Contribuindo", de 1921: "Ninguém, por ocasião do suplício,
lhe viu o rosto, e até hoje se discute se ele era feio ou bonito...".

O corpo do ladrão Gouveia foi esquartejado e os pedaços espalhados
pela estrada até Vila Rica (MG), cidade onde o movimento se
desenvolveu. A cabeça não foi encontrada, uma vez que sumiram com ela
para não ser descoberta a farsa. Os demais inconfidentes foram
condenados ao exílio ou absolvidos.

A descoberta da farsa: Há 41 anos (1969), o historiador carioca Marcos
Correa estava em Lisboa quando viu fotocópias de uma lista de presença
na galeria da Assembléia Nacional francesa de 1793. Correa pesquisava
sobre José Bonifácio de Andrada e Silva e acabou encontrando a
assinatura que era o objeto de suas pesquisas. Próximo à assinatura de
José Bonifácio, também aparecia a de um certo Antônio Xavier da Silva.
Correa era funcionário do Banco do Brasil, se formara em grafotécnica
e, por um acaso do destino, havia estudado muito a assinatura de
Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Concluiu que as
semelhanças eram impressionantes.

Tiradentes teria embarcado incógnito, com a ajuda dos irmãos maçons,
na nau Golfinho, em agosto de 1792, com destino a Lisboa. Junto com
Tiradentes seguiu sua namorada, conhecida como Perpétua Mineira e os
filhos do ladrão morto Isidro Gouveia. Em uma carta que foi encontrada
na Torre do Tombo, em Lisboa, existe a narração do autor,
desembargador Simão Sardinha, na qual diz ter-se encontrado, na Rua do
Ouro, em dezembro no ano de 1792, com alguém muito parecido com
Tiradentes, a quem conhecera no Brasil, e que ao reconhecê-lo saiu
correndo. Há relatos que 14 anos depois, em 1806, Tiradentes teria
voltado ao Brasil quando abriu uma botica na casa da namorada Perpétua
Mineira, na rua dos Latoeiros (hoje Gonçalves Dias) e que morreu em
1818. Em 1822, Tiradentes foi reconhecido como mártir da Inconfidência
Mineira e, em 1865, proclamado Patrono Cívico da nação brasileira.

Americano morre em acidente de moto durante protesto contra o uso de capacete

Lamentável - precisa de argumento maior????
*********************************

By Equipe Sobremotos


Quarta, 6 Julho 2011

Um motociclista americano que fazia parte de um evento contra o uso de
capacete morreu após sofrer uma queda de sua moto quando tirou as mãos
do guidão e bateu na sua própria cabeça em sinal de protesto. "Teria
sido uma morte evitável se ele estivesse usando um capacete, o quê
acabou reforçando ainda mais a necessidade deste tão importante
equipamento de proteção", afirmação do paramédico que o atendeu.

A vítima foi Philip A. Contos, 55 anos, de Nova York, que perdeu o
controle de sua Harley-Davidson 1983 quando acionou com muita força os
freios ao tentar retomar o equilíbrio da moto.Ele voou por sobre o
guidão e bateu com a cabeça. A morte não foi instantânea, sendo
declarada somente no hospital.

O protesto contra o uso de capacetes foi organizada pela facção
"Onondaga" da "American Bikers Aimed Towards Education (ABATE)". Esta
organização incentiva o uso voluntário dos capacetes, mas se opõe ao
uso obrigatório por lei. Nova York é um dos 20 estados que exigem que
os motociclistas utilizem capacetes.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Visão da Igreja Presbiteriana sobre a Maçonaria

Decepcionante...

*************************

Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil
decidiu, em 21/07/2006, o seguinte com relação aos presbiterianos
maçons: "SC-IPB-2006 Doc. CIV [...]

Considerando que:

1. não obstante a maçonaria não seja uma religião de direito,
conforme a constituição maçônica, é uma religião de fato, segundo dois
terços de seus mais ilustres expositores;

2. o Grande Arquiteto do Universo é uma divindade vaga como um rótulo
em branco, que você pode preencher com Jeová, Alá, Shiva, etc; e por
isso não pode aplicar-se ao Deus Soberano, Triúno e Santo.

3. Jesus, nosso Redentor, não é o mediador segundo a doutrina
maçônica, pois todas as orações feitas na loja não são endereçadas a
Deus por meio de Jesus.

4. a salvação da maçonaria é obtida pelos odres, uma vez que os
maçons são aperfeiçoados pela prática de ensinos filosóficos dessa
restrita instituição; assim os maçons são aperfeiçoados pelos seus
esforços e entram no céu por serem bons maçons e não mediante a obra
redentora de Cristo;

5. a esperança da vida futura não é baseada na obra expiatória de
Cristo, conseqüentemente o maçom entra na bem aventurança eterna, na
loja celeste, mesmo sendo um idólatra ou espírita conquanto seja um
bom maçom;

6. a unidade cristã é ferida, uma vez que crentes em Cristos entram
em profunda comunhão iniciática com aqueles que negam o santo
Evangelho de Cristo, contrariando assim o que preceitua a Segunda
Epístola aos Coríntios, capítulo 6:14-20;

7. a Bíblia é usada contra a própria Bíblia, nos rituais maçônicos,
pois não passa de uma mera peça ou símbolo, sem jamais ser considerada
como a única regra de fé e prática; exemplo disso é o uso do Salmo 133
para enfatizar a união dos irmãos maçons mesmo quando essa união é
feita de crentes, idólatras e até feiticeiros;

8. há ritos iniciaticos que ferem a consciência cristã, quando
crentes dizem vir das trevas para a luz, fazendo parâmetros temerários
diante daquele a quem chamam "venerável";
9. a participação dos irmãos em Cristo na Maçonaria tem sido motivo
de escândalo e tropeço para muitos neófitos;

10. Por amor ao Senhor de Igreja e sua noiva todos os crentes devem
renunciar a tudo aquilo que seja estorvo para si e para os outros, uma
vez que a base de ética é o amor.

O SC-IPB RESOLVE:

1.afirmar a incompatibilidade entre algumas doutrinas maçônicas, como
as retromencionadas, com a fé cristã;

2. determinar a não recepção como membros, à comunhão da igreja,de
pessoas oriundas de maçonaria em que antes elas renunciem à confraria;

3. não eleger, nem ordenar ao oficialato de igreja, aqueles que ainda
estão interessados na maçonaria;

4. orientar com mansidão e amor aos irmãos maçons a, por amor a
Cristo e sua Igreja, deixarem a maçonaria;

5. tratar com o máximo amor e respeito aqueles que ainda estão na
maçonaria, para que seu desligamento seja feito com esclarecimento do
Espírito, mais do que por coerção ou constrangimento

A iniciação do Bode do Asfalto

        Sr. Bode, é teu desejo sincero tornares um motociclista? Se a
resposta for afirmativa, previno-te que irás passar por provas,
perigos e dificuldades.

A primeira viagem será a da TERRA. Ao entrares em um carreador de
cana, ficarás atrás de um caminhão com 2 carretas carregadas que
produzirão tamanha poeira que te sentirás numa masmorra, entrará
ciscos nos teus olhos, teu cabelo ficará duro e vais derrapar e atolar
na areia.

O teu dia será terrível, mas no final da tarde quando estiveres
tomando umas latinhas geladas e ouvindo o Raulzito, pensarás,

VALEU.

Sr. Bode, persistes em ser motociclista?

A segunda viagem, Sr. Bode, é a do AR. Um vento forte no peito e tu,
cego, tens que seguir o líder ou piloto. Num bonde descobres que tendo
alguém para guiar-te, não precisas temer. Mesmo assim, Sr. Bode,
persistes em ser motociclista?

Estamos prontos para mais uma viagem, a da ÁGUA. Começa com um
barulhinho, parece inseto batendo no capacete, depois vem a certeza, é
chuva seu Bode, fiques esperto.

Tua atenção ficará redobrada, teus pares, podes apostar, estão
adorando tudo isso. Passa a chuva e o vento vai te deixar congelado.
No final da tarde, fica melhor uma bebida mais quente ouvindo Led
Zeppelin. Ainda assim persistes em ser motociclista?

A última viagem é FOGO. A tarde cai, vem a noite, ai o polegar direito
bate na tecla e FIAT LUX (faz-se a luz). Recebeste a LUZ.  Para os
notívagos é festa, acostuma-te pois teus IIr.: adoram isso.

Não acredito que ainda queiras tornar-te motociclista. Poeira, vento,
chuva e escuridão, sem contar com as dores nas costa, joelhos, bunda,
punhos e mãos dormentes. Sr Bode, não és mais criança. Não seria
melhor ficares em casa assistindo um bom filme na TV? Ou melhor...todo
domingo na hora em que estás na estrada, tem futebol ao vivo, teu time
pode estar jogando.

Tua mulher nem sempre faz cara boa para essas viagens. Ela está certa,
você vai chegar num bagaço só, teu ânimo não vai além de um banho e
cama.

Sr. Bode, se depois disso tudo ainda quiseres ser um motociclista, que
seja então um Bode do Asfalto.

Ir.: Fabio Tomazella
A.:R.:L.:S.: Washington Luis l 2694
Or.: Batatais, SP
MCBDA - Batatais SP.

Perigos da automedicação

RECEITA MÉDICA.

Um jovem médico, viajando de carro, percebeu que estava ficando sem
combustível. Entrou num vilarejo e dirigiu-se a um posto de gasolina
para abastecer o carro. Não viu uma viva alma no posto e, apesar de
buzinar várias vezes, ninguém vinha atendê-lo.

Finalmente apareceu um rapazinho que lhe disse:

- Não adianta buzinar, porque o posto está fechado; a filha do dono
morreu ontem e todos estão no velório.

O jovem médico pensa uns segundos e chega à seguinte conclusão:

- Se não posso prosseguir e não sei a que horas irão retornar, vou até
ao velório também, já que não posso fazer mais nada. Lá chegando,
aproxima-se do caixão por mera curiosidade, e de repente, observa algo
extremamente raro. Chama o pai da 'falecida' e diz-lhe:

- Olhe, sou médico, a sua filha não está morta, está em estado
catatônico; parece morta, mas está viva!

O pai, nervosíssimo, pergunta:

- O Sr. pode fazer alguma coisa?

O jovem médico, explica-lhe que há uma possibilidade, embora remota,
de trazê-la à vida.

Para isso, teriam que submetê-la a uma sensação muito forte.

Pergunta então ao pai: - A sua filha tinha namorado?
Embora estranhando a pergunta, o pai respondeu sim, e que ele se
encontrava presente.

Bem, disse o jovem médico, então tirem o corpo do caixão, levem-no
para uma cama junto com o namorado e deixem que eles façam sexo.

Ainda que com algumas reservas, o pai dá ordens para que seja feito
tudo o que o doutor disse, mas pede para que ele fique, a fim de
comprovar o 'resultado'.

Passadas quatro horas abre-se a porta do quarto e, como por um
milagre, a moça aparece vivinha da silva!

Foi uma grande alegria para todos, que logo programam uma festa e
convidam o jovem doutor.

Este se desculpa, alegando que tem de ir visitar um familiar que se
encontra doente, mas promete passar pela aldeia na viagem de regresso.

Tanque cheio, o médico prossegue sua viagem.

Passados 15 dias ele regressa e decide cumprir o que prometera: passar
pela aldeia para ver como estava a jovem
ex-defunta.

Ao chegar ao posto, avista o mesmo rapaz, que desta vez esta ali
tomando conta do negócio.

Assim que reconhece o doutor, o rapaz corre desesperado ao seu
encontro e lhe diz:

Graças a Deus que o senhor voltou! Não sabíamos como encontrá-lo e
estávamos a sua espera!

O Sr. Engrácio, pai da menina que o senhor salvou, morreu há 10 dias!

Metade do vilarejo já comeu o  velho, mas nada do homem ressuscitar!

MORAL DA HISTÓRIA:

O MESMO MEDICAMENTO NÃO SERVE PARA TODOS!

Pesquisa gaúcha confirma que carne vermelha não faz mal à saúde cardíaca

Novas constatações devem mudar posicionamento dos médicos, mas
especialistas alertam que é preciso cuidar com o excesso de gordura
que o alimento pode ter

Uma pesquisa realizada no Instituto de Cardiologia do Estado traz boas
notícias para os gaúchos que comemoram nesta terça-feira o 20 de
setembro e não abrem mão de um bom churrasco. Ela comprovou que a
carne vermelha não altera os níveis de colesterol e da pressão
arterial. O estudo coordenado pelo médico Iran Castro confirma
levantamentos já realizados na Ásia, Europa e EUA e foi apresentado
neste fim de semana no 66º Congresso Brasileiro de Cardiologia, na
Capital.

Os resultados dos recentes trabalhos científicos coincidem com a
posição do médico norte-americano Kevin Croce, professor da
Universidade de Harvard, que participou de uma conferência no evento
tratando sobre verdades e mitos relacionados à carne vermelha. As
novas constatações devem levar a um reposicionamento dos
cardiologistas em relação à recomendação sobre o consumo do alimento.

Até então, os especialistas costumavam indicar aos pacientes uma
redução drástica da carne e a sua substituição por carnes brancas e
peixe. Contudo, apesar das novas constatações, ainda há um alerta: a
carne vermelha realmente traz benefícios ao organismo — sendo fonte de
proteína, de ômega 3, vitamina B12, niacina, zinco e ferro —, mas é
necessário cuidar com o excesso de gordura que o alimento pode conter.

— O que sabemos agora é que a carne magra, isto é, aquela da qual se
retira a gordura visível, as tirinhas brancas (como o contrafilé, por
exemplo) não aumenta o risco cardíaco — explica Iran Castro.

Segundo o cardiologista, não é preciso limitar o consumo do filé, da
picanha ou mesmo do lombo de porco, porém, em compensação, fica
praticamente vedado o consumo dos embutidos, salsichas, linguiças e
mortadela que, em razão do excesso de sal como conservante, aumentam
sensivelmente a hipertensão a qual, a longo prazo, leva ao infarto e
ao derrame, o AVC.

Além disso, as carnes mais gordurosas, como cupim e costela, continuam
contraindicadas, assim como a carne magra frita.

Boa notícia

A pesquisa apresentada no congresso foi realizada com 70 voluntários
divididos em dois grupos. Um deles comeu diariamente 125 gramas de
carne vermelha de gado criado em pasto e o outro grupo comeu a mesma
quantidade de carne de gado confinado, isto é, engordado mais
rapidamente em estábulos fechados e alimentado com ração. Em um
segundo momento, houve inversão dos voluntários, os que vinham comendo
carne de gado estabulado passaram a ingerir carne de gado criado no
pasto e vice-versa.

Os resultados indicam que o colesterol total de nenhum dos grupos se
elevou até o nível de 200, considerado aceitável para pessoas sem
maior risco cardíaco. O HDL, conhecido como colesterol bom, melhorou
um pouco, o LDL (colesterol ruim) não sofreu alteração significativa,
como também não mudou de forma estatisticamente importante o nível de
triglicérides, nem a pressão arterial, nem o nível de sódio. Além
disso, os dois tipos de carne levaram a resultados semelhantes nos
voluntários.

Estudos internacionais

De acordo com Castro, desde 2005, as sociedades de Cardiologia dos
Estados Unidos recomendam a redução do consumo de carne vermelha em
prol do colesterol. No entanto, recentemente um estudo asiático
revelou outro quadro.

— O estudo asiático que reviu 54 pesquisas, mostrou que a carne magra,
com baixa concentração de gordura saturada, não aumenta o colesterol —
diz.

Ainda segundo o médico, a carne brasileira é mais saudável neste
sentido porque a gordura fica fora do bife, a seu lado, e pode ser
facilmente eliminada, enquanto o gado americano produz uma carne
marmorizada, na qual os filetes de gordura permeiam todo o alimento, o
que o torna mais rico em gordura saturada.

zerohora.com

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Rio subterrâneo na Amazônia

Cientistas anunciam rio subterrâneo de 6 mil km embaixo do Rio Amazonas

Batizado de Hamza em homenagem a um dos pesquisadores que participaram
do estudo, rio corre a 4 mil metros de profundidade em meio a
sedimentos; descoberta foi possível graças a dados de 241 poços
perfurados pela Petrobrás nas décadas de 1970 e 1980

25 de agosto de 2011 | 0h 00
Alexandre Gonçalves - O Estado de S.Paulo

Pesquisadores do Observatório Nacional (ON) encontraram evidências de
um rio subterrâneo de 6 mil quilômetros de extensão que corre embaixo
do Rio Amazonas a uma profundidade de 4 mil metros. Os dois cursos
d"água têm o mesmo sentido de fluxo - de oeste para leste -, mas se
comportam de forma diferente.

A descoberta foi possível graças aos dados de temperatura de 241 poços
profundos perfurados pela Petrobrás nas décadas de 1970 e 1980, na
região amazônica. A estatal procurava petróleo.

Fluidos que se movimentam por meios porosos - como a água que corre
por dentro dos sedimentos sob a Bacia Amazônica - costumam produzir
sutis variações de temperatura.

Com a informação térmica fornecida pela Petrobrás, os cientistas
Valiya Hamza, da Coordenação de Geofísica do Observatório Nacional, e
a professora Elizabeth Tavares Pimentel, da Universidade Federal do
Amazonas, identificaram a movimentação de águas subterrâneas em
profundidades de até 4 mil metros.

O dados do doutorado de Elizabeth, sob orientação de Hamza, foram
apresentados na semana passada no 12.º Congresso Internacional da
Sociedade Brasileira de Geofísica, no Rio.

Em homenagem ao orientador, um pesquisador indiano que vive no Brasil
desde 1974, os cientistas batizaram o fluxo subterrâneo de Rio Hamza.

Características. A vazão média do Rio Amazonas é estimada em 133 mil
metros cúbicos de água por segundo (m3/s). O fluxo subterrâneo contém
apenas 2% desse volume com uma vazão de 3 mil m3/s - maior que a do
Rio São Francisco, que corta Minas e o Nordeste e beneficia 13 milhões
de pessoas, de 2,7 mil m3/s. Para se ter uma ideia da força do Hamza,
quando a calha do Rio Tietê, em São Paulo, está cheia, a vazão alcança
pouco mais de 1 mil m3/s.

As diferenças entre o Amazonas e o Hamza também são significativas
quando se compara a largura e a velocidade do curso d"água dos dois
rios. Enquanto as margens do Amazonas distam de 1 a 100 quilômetros, a
largura do rio subterrâneo varia de 200 a 400 quilômetros. Por outro
lado, a s águas do Amazonas correm de 0,1 a 2 metros por segundo,
dependendo do local. Embaixo da terra, a velocidade é muito menor: de
10 a 100 metros por ano (mais informações nesta página).

Há uma explicação simples para a lentidão subterrânea. Na superfície,
a água movimenta-se sobre a calha do rio, como um líquido que escorre
sobre a superfície. Nas profundezas, não há um túnel por onde a água
possa correr. Ela vence pouco a pouco a resistência de sedimentos que
atuam como uma gigantesca esponja: o líquido caminha pelos poros da
rocha rumo ao mar.

Temperatura. Hamza e Elizabeth apontam a existência do que os
pesquisadores chamam de "dois grandes sistemas de descargas de fluidos
na Amazônia": o Rio Amazonas, com seus 6.100 km de extensão, e o fluxo
oculto das águas subterrâneas.

Segundo os dados apresentados por Elizabeth, o fluxo subterrâneo é
praticamente vertical - de cima para baixo - nos primeiros 2 mil
metros. Depois, nas camadas mais profundas, muda de direção,
tornando-se quase horizontal. Depois de atravessar as bacias do
Solimões, Amazonas e Marajó, o rio alcança o fundo do mar, perto da
foz do Amazonas.

Hamza argumenta que as descargas do fluxo subterrâneo de água doce
poderiam explicar os bolsões de baixa salinidade comuns no litoral da
região.

O geólogo Olivar Lima, da Universidade Federal da Bahia, assistiu à
apresentação do trabalho e, na ocasião, mostrou aos autores mais
dados, obtidos em outros poços perfurados pela Petrobrás na foz do
Amazonas, que confirmam as conclusões do estudo. Porém, acha um
exagero classificar a descoberta como um rio.

"Os resultados são muito bons", afirma Lima. "Só não acho correto
propor a existência de um rio subterrâneo." Ele argumenta que os dados
permitem afirmar a existência de um imenso fluxo de água através das
formações permeáveis da Bacia Amazônica. Mas a velocidade seria muito
baixa para justificar a categoria de rio.

Contudo, se por um lado a velocidade não se compara à de um rio
convencional, o volume de água assume ordens de grandeza que tornariam
compreensível tal comparação, reconhece o pesquisador.

A descoberta, por enquanto, não mudará a vida das populações que
habitam a Bacia Amazônica. Como o rio está a uma profundidade muito
grande e há muita água doce na superfície, não seria economicamente
razoável perfurar a terra para acessar o curso d"água. O estudo pode
ajudar, no entanto, a prospecção de petróleo.

PARA LEMBRAR

Há dois anos, cientistas italianos descobriram um rio subterrâneo que
corre embaixo de Roma, mais extenso que o Tibre - o terceiro maior da
Itália, com 392 quilômetros.

Assim como o brasileiro, o rio subterrâneo italiano foi encontrado
graças a dados de perfuração de poços.

No Brasil, outra reserva de água subterrânea é o Aquífero Guarani, com
45 milhões de litros. A maior parte fica no Brasil, mas ele também se
estende no Paraguai, Uruguai e Argentina.

Resposta de uma professora de Curitiba à revista Veja

Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem
da jornalista Roberde Abreu Lima, "Aula Cronometrada". É com grande
pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do
mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS  razões que  geram este
panorama desalentador.

Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas  para
diagnosticar as falhas da educação. Há necessidade de todos os que
pensam que "os professores é que são incapazes de atrair a atenção de
alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital" entrem numa
sala de aula e observem a realidade brasileira.

Que alunos são esses "repletos de estímulos" que muitas vezes não têm
o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital? Em que
 pais de famílias oriundas da pobreza  trabalham tanto que não têm
como acompanhar os filhos  em suas atividades escolares, e pior, em
orientá-los para a vida?

Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela
ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas
para dentro da maioria das escolas brasileiras.

Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes
são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela
sociedade e não somente pela escola.

Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde
pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível
faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e
não cumprir as obrigações, fossem escolares ou simplesmente caseiras,
faço comparações com os alunos de hoje "repletos de estímulos".

Estímulos de quê? De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar
em frente ao computador, alguns até altas horas da noite (quando o
têm), brincando no Orkut ou, o que é ainda pior, envolvidos nas
drogas. Sem disciplina, seguem perdidos na vida.

Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens
procuram é amor, atenção, orientação e disciplina.

Rememorando o que tínhamos nós, os mais velhos, há uns anos atrás de
estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria.

Esperança de que, se estudássemos, teríamos uma profissão, seríamos
realizados na vida.

Hoje os jovens constatam que, se venderem drogas, vão ganhar mais.
Para quê o estudo?

Por que, numa época com tantos estímulos, não vemos olhos brilhantes nos jovens?

Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os
amigos, de ir aos piqueniques, subir em árvores?

E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria... Cantávamos o hino
nacional diariamente, tínhamos aulas "chatas" só na lousa e sabíamos
ler, escrever e fazer contas com fluência.

Se não soubéssemos, não iríamos para a 5ª série. Precisávamos passar
pelo terrível, mas eficiente, "exame de admissão". E tínhamos
motivação para isso.

Hoje, professores "incapazes" dão aulas na lousa, levam filmes,
trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para
leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução),
levam alunos à biblioteca e a outros locais educativos (benza, Deus,
só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas, onde a renda dos
pais comporta, até a passeios interessantes, planejados
minuciosamente, como ir ao Beto Carrero...

E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além
disso, esses mesmos professores "incapazes" elaboram atividades
escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana ,
tudo sem remuneração.

Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é
cronometrado quando estão cansados.

Professores têm 10 minutos de intervalo, quando têm de escolher entre
ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais
têm direito ao vale alimentação, mas professor tem que se sujeitar a
um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 horas
semanais.

E a saúde? É a única profissão que conheço que, embora apresente
atestado médico, tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito
precário!

Há de se pensar, então, que  são bem remunerados... Mera ilusão! Por
isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os
que realmente gostam de ensinar, os que estão se aposentando e estão
perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os
que aguardam uma chance de "cair fora".

Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque, por mais
que se esforcem em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los
de "vaca", "puta", "gordos", "velhos", entre outras coisas. Como isso
é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não
é tão grave.

Temos notícias, dia-a-dia,  até de agressões a professores por alunos.
Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e
familiares.

Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro,
que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus
cidadãos ultrapassa um certo limite.

E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem.

Assim, nunca vão saber por que devem estudar e se comportar na sala de
aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com
indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e
não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os
exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são
adultos.

Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os
professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é
porque há disciplina.

E é isso que precisamos e não de cronômetros. Lembrando: o professor
estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos,
capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados.
Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente
estudando e se aprimorando. Em vez de cronômetros, precisamos de
carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas
(um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim,
em melhores condições e em maior quantidade.

Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem
para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade!  E precisamos
também urgentemente de educação, para que tudo que for fornecido ao
aluno não seja destruído por ele mesmo.
Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher
os tais livros de chamada à mão: sem erros, nem borrões (ô, coisa
arcaica!), e ainda assim se ouve falar em cronômetros.

Francamente!!!

Passou da hora de todos abrirem os olhos e fazerem algo para evitar
uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados
de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os
professores até agora não responderam a todas as acusações de serem
despreparados e  "incapazes" de prender a atenção do aluno com aulas
motivadoras, é porque não tiveram TEMPO.

Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas
turmas sem as provas corrigidas.

Chega de ECA que não resolve nada, chega de Conselho Tutelar que só
vai a favor da criança e do adolescente (capazes às vezes de matar,
roubar e coisas piores)!

Chega de salário baixo! Todas as profissões e pessoas passam por
professores, deve ser a carreira mais bem paga do país, afinal os
deputados que ganham 67% de aumento tiveram professores, até mesmo os
"alfabetizados funcionais".

Pelo amor de Deus, somos uma classe com força!!! Somos politizados,
somos cultos, não precisamos fechar escolas, fazer greves, vamos
apresentar um projeto de Lei que nos ampare e valorize a profissão.

Vanessa Storrer, professora da rede municipal de Curitiba

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

JESUS ERA PERIPATÉTICO

por Max Gehringer

Numa das empresas em que trabalhei, eu fazia parte de um grupo de
treinadores voluntários.

Éramos coordenados pelo chefe de treinamento, o professor Lima, e
tínhamos até um lema: "Para poder ensinar, antes é preciso aprender"
(copiado, se bem me recordo, de uma literatura do Senai).

Um dia, nos reunimos para discutir a melhor forma de ministrar um
curso para cerca de 200 funcionários. Estava claro que o método
convencional — botar todo mundo numa sala — não iria funcionar, já que
o professor insistia na necessidade da interação, impraticável com um
público daquele tamanho.

Como sempre acontece nessas reuniões, a imaginação voou longe do
objetivo, até que, lá pelas tantas, uma colega propôs usarmos um
trecho do Sermão da Montanha como tema do evento. E o professor, que
até ali estava meio quieto, respondeu de primeira.

Aliás, pensou alto:

– Jesus era peripatético…

Seguiu-se uma constrangida troca de olhares, mas, antes que o hiato
pudesse ser quebrado por alguém com coragem para retrucar a afronta,
dona Dirce, a secretária, interrompeu a reunião para dizer que o
gerente de RH precisava falar urgentemente com o professor. E lá se
foi ele, deixando a sala à vontade para conspirar.

- Não sei vocês, mas eu achei esse comentário de extremo mau gosto —
disse a Laura.

– Eu nem diria de mau gosto, Laura. Eu diria ofensivo mesmo — emendou
o Jorge, para acrescentar que estava chocado, no que foi amparado por
um silêncio geral.

– Talvez o professor não queira misturar religião com treinamento —
ponderou o Sales, que era o mais ponderado de todos. — Mas eu até vejo
uma razão para isso…

– Que é isso, Sales? Que razão?

– Bom, para mim, é óbvio que ele é ateu.

– Não diga!

– Digo. Quer dizer, é um direito dele. Mas daí a desrespeitar a
religiosidade alheia…

Cheios de fúria, malhamos o professor durante uns dez minutos e,
quando já o estávamos sentenciando à fogueira eterna, ele retornou.
Mas nem percebeu a hostilidade. Já entrou falando:

– Então, como ia dizendo, podíamos montar várias salas separadas e
colocar umas 20 pessoas em cada uma. É verdade que cada treinador
teria de repetir a mesma apresentação várias vezes, mas… Por que vocês
estão me olhando desse jeito?

– Bom, falando em nome do grupo, professor, essa coisa aí de
peripatético, veja bem…

– Certo! Foi daí que me veio a ideia. Jesus se locomovia para fazer
pregações, como os filósofos também faziam, ao orientar seus
discípulos. Mas Jesus foi o Mestre dos Mestres, portanto a sugestão de
usar o Sermão da Montanha foi muito feliz. Teríamos uma bela mensagem
moral e o deslocamento físico… Mas que cara é essa?…Peripatético quer
dizer "o que ensina caminhando".

E nós ali, encolhidos de vergonha.

Bastaria um de nós ter tido a humildade de confessar que desconhecia a
palavra que o resto concordaria e tudo se resolveria com uma simples
ida ao dicionário. Isto é, para poder ensinar, antes era preciso
aprender. Finalmente, aprendemos. Duas coisas.

A primeira é: o fato de todos estarem de acordo não transforma o falso
em verdadeiro.
E a segunda é que a sabedoria tende a provocar discórdia, mas a
ignorância é quase sempre unânime.

Artigo escrito por Max Gehringer e publicado na Revista VOCÊ S.A.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Socialismo

SIMPLES E MUITO BEM EXPLICADO

Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que nunca
reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe
inteira.

Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente
funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário
e 'justo'.

O professor então disse:

Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe.. Ao invés de
dinheiro, usaremos suas notas nas provas. Todas as notas seriam concedidas
com base na média da classe, e portanto seriam 'justas'.

Com isso ele quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que
significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que
ninguém receberia um "A"...

Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam
"B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se
esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos
- eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham
estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do
trem da alegria das notas.

Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos
preguiçosos.. Como um resultado, a segunda média das provas foi "D".

Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi um "F". As notas não voltaram
a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por
culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas
daquela classe.

A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das
reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer
parte daquela turma.

No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o
resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano...

Para total surpresa???!!!

O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque foi
baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes.
Preguiça, mediocridade e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria
fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado.

"Quando a recompensa é grande", ele disse, "o esforço pelo sucesso é
grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as
recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a
outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."

"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que
punem os ricos pela prosperidade. Cada pessoa que recebe sem trabalhar,
outra pessoa deve trabalhar sem receber.

O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém.

Quando metade da população entende a idéia de que não precisa
trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando
esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para
sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma
nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."

Translate it!