-> Patuscadas, nonsenses, lugares comuns (e incomuns) e outras bazófias... Antes de morrer, lembre-se de levar uma moeda para pagar Caronte e cruzar para o outro lado do Estige...
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Coisa que sai de onde?
Métodos
Conto: Rotas (10 - A Roda da Fortuna)
A Roda da Fortuna
O Louco cada vez mais se achava louco (ou seria ele retornando à sanidade ?).Tentou levantar-se depressa, mas sua cabeça, mais especificamente sua fronte, doía, um galo marcava o local da batida (parecia-lhe que batera na lanterna do Ermitão).
Então ele viu que a vida tinha seus altos e baixos, uma hora regozijo, outra, desespero.
Mas o Louco era muito são e consciente para ficar ali com aquele velho que falava coisas estranhas, sempre sem mexer os lábios, sempre fitando os olhos do Louco como se fosse ler seus anuviados pensamentos.
Era hora do Louco partir - ele era andarilho, e sentia que apenas havia começado a sua jornada de busca interior, mas sabia que algumas coisas já não eram tão sem sentido assim.
Subitamente, o velho lhe mostrou uma tigela de água e com um gesto, o fez olhar para dentro da água.
A princípio nada vira, mas algo começou a palpitar em seu peito e a se formar lentamente dentro da tigela.
Era uma roda, que girava, alternando altos e baixos, mas que tinha uma característica peculiar: faltava-lhe um dos eixos!
Animais subiam e desciam pela roda, ora num momento bom, ora num momento de angústia, sendo todos os movimentos vigiados por um ser exótico, que empunhava uma espada e controlava o giro da roda.
Era o Mundo ! E aqueles que subiam e desciam eram os seres humanos, controlados por um ser superior, ou talvez uma força - um arquiteto...
Quando os influxos começaram a se materializar em sua mente, vagarosamente a imagem se desvaneceu, e o Louco, numa solitária compreensão, retomou seu caminho na estrada, não sem antes tentar encontrar o velho, que após ter deixado a tigela com água para ele, desapareceu nas sombras do mundo.
Auriculoterapia e o Jardim das Delícias

Hipócrates, pai da Medicina, já preconizara em sua época pequenas
cauterizações atrás da orelha poderiam garantir ao paciente um coito
com sêmen infecundo.
No antigo Egito há painéis que versam sobre perfurações e brincos nas
orelhas das mulheres como método contraceptivo.
A Auriculoterapia dos dias de hoje, tem como seu pai o Dr. Paul
Nogier, que descobriu certas relações entre pontos no pavilhão
auditivo e os órgãos internos do corpo.
Mas a técnica de sangrar determinados pontos da orelha, já era
conhecida muito antes, já que o quadro "Jardim das Delícias" de
Hieronimus Bosch, data de 1604,
No quadro, o Dr. Paul Nogier e seu amigo e discipulo Dr. Bourdiol
perceberam, na cena do Inferno, um diabinho perfurando duas orelhas
num conjunto que representa um falo e dois testículos.
O Dr. Nogier resolveu então testar os pontos perfurados pelo diabinho
e seu colega também.
Eis que o Dr. Bourdiol tratara de uma senhora com ardente desejo
sexual que queria diminuir seu fogo enquanto seu marido viajava, tendo
sido puncturada e seus desejos se amenizaram.
E o Dr. Nogier tratara de um senhor impotente, restituindo-lhe a virilidade.
Ao repararem na pintura novamente, viram que puncturaram cada um o
ponto de uma aurícula diferente.
Bosch representara céu (a virilidade) e o Inferno (impotência,
frigidez) em ambas as aurículas, representando um pênis e testículos,
atestando que na época já se conhecia o poder de ambos os pontos.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Som das Harley
um motor a gasolina básico de quatro tempos funciona. Um pistão
percorre os tempos de admissão, compressão, combustão e escapamento a
cada duas voltas do virabrequim. Quando seu cortador de grama está em
marcha-lenta, você pode ouvir o som pop-pop-pop-pop, que na verdade é
o som dos gases comprimidos no cilindro escapando quando a válvula de
escapamento se abre. Cada pop é o som resultante da válvula de
escapamento se abrindo uma vez - e isso acontece a cada segundo giro
do virabrequim.
Em um motor de dois cilindros horizontalmente opostos, os pistões são
sincronizados de forma que um dispara em uma volta do virabrequim e
outro dispara na seguinte - então um dos pistões dispara a cada volta
do virabrequim. Isso parece lógico e confere ao motor uma sensação de
equilíbrio. Para criar este tipo de motor, o virabrequim tem dois
colos separados para as bielas. Os colos são separados um do outro por
180º.
O motor de uma Harley tem dois pistões. A diferença no motor da Harley
é que o virabrequim tem apenas um moente de biela, e ambas se conectam
a ele. Este desenho, combinado com o arranjo em "V" dos cilindros,
significa que os pistões não podem disparar em intervalos regulares.
Em vez de um pistão disparar a cada 360º, um motor de Harley funciona
assim:
•um pistão dispara
•o pistão seguinte dispara a 315º
•há um intervalo de 405º
•um pistão dispara
•o pistão seguinte dispara a 315º
•há um intervalo de 405º
E o ciclo continua.
Quando em marcha-lenta, você pode ouvir o som pop-pop seguido de uma
pausa. Então, o som de uma Harley é pop-pop...pop-pop...pop-pop. Esse
é o som único de uma motocicleta Harley-Davidson.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Chupeta de classe!
Deixa de ser sem vergonha e compra uma bateria nova, Vermelhão!
Imagina só, quantos dinheiros não tão aí, nessa chupetada!
Ofurô
Incrível a criatividade!
Reparem no detalhe que acho que o sabão que ele tá usando é de lavar roupa...
Isso é que é saber usar um equipamento pesado!
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Selos da Exposição Antimaçônica - Sérvia
São da Exposição Anti Maçonica, da Sérvia, de 1941, quando da
perseguição dos judeus, e por tabela, dos maçons, já que os nazistas
achavam que muitos maçons eram judeus...
Dá prá ver a nítida referência, no selo onde as colunas J e B
aparecem, o sérvio está pisando em uma estrela de 6 pontas, a Magen
David...
Conto: Rotas (9 - O Ermitão)
Cada vez mais profundamente introduzido num mundo totalmente mágico,
cada vez mais sentindo-se integrado com o Todo, sentiu um tremendo
baque e desmaiou - havia colidido com algo, mas não teve tempo de
saber com o quê.
Torvelinhos rodopiavam em sua frente, visões estranhas o assolavam:
ampulhetas, ossos, uma alfange que quase decepou-lhe uma mão, um
pedaço de pão, sal, enxofre, um crânio que lhe sorriu, tudo isso
envolto numa escuridão abismal - até um galo fitou-lhe nos olhos !
Estas visões fizeram-lhe sentir impotente diante do inexorável,
fizeram-lhe não mais temer o inevitável, pois aquilo era a única coisa
certa em sua vida.
Lentamente sentiu-se retornando ao mundo ordinário em que vivia, até
que fitou uma luz que pairava suspensa em frente a sua vista,
embaciando a imagem daquele que a segurava.
Era um ermitão, que com sua lâmpada caminhava como o Louco, mas sem
olhar para trás, sem olhar por cima do ombro, nunca lamentando-se do
passado.
Era ele a imagem de que algo havia acabado, algum ciclo havia se
confirmado na vida do Louco, mas era uma coisa que ele continuava a
não entender.
Ofereceu o Ermitão um pouco de sua luz, e o Louco tentou aceitá-la,
mas não teve forças para absorvê-las, não entendendo o que dizia
aquele velho, que murmurava frases de escuridão e luz, ficava cada vez
mais e mais desapontado consigo mesmo.
Então o velho lhe ensinou algo - era estranho, seus lábios não se
moveram, mas as palavras soavam reais nos ouvidos do Louco: "A
escuridão deve ser eliminada, buscando a luz interior - eu já a
encontrei, e carrego esta para tentar iluminar o caminho dos
ímpios"...
Quero ser Venerável
Tô falando....não param de me perseguir! Estão sempre contra a
minha pessoa.
E ainda se dizem irmãos. O negócio é que a Loja estava um
marasmo."Tava um saco".
Aliás, por falar nisso, sempre preferi AMASSARMARIA à Maçonaria,
vocês sabem.
Só tem um negócio lá que atrai: O PODER!
Foi aí que resolvi: quero ser Venerável!
Comecei a conversar com os caras, mas eles me vieram com um papo
de que era cedo, que eu não tinha sido nem secretário!
Função subalterna, trabalha mais do que fala. Jamais! Não tenho
tempo para isso...
QUERO MESMO É SER VENERÁVEL!
Mas tudo tem seu jeito.
Os dias passaram, bati papo com uns e outros, fui enrolando.
Fiz um leilãozinho de cargos. Pouco trabalho e muita pose.
As Vigilâncias vão para dois alérgicos ao trabalho.
Nada de preparar Instruções. Se elas já estão escritas, quem
quiser que leia, bolas.
A oratória vai para um caso patológico de exibicionismo que
precisa de platéia - vai ter sempre!
E por ai continuei...
Quanto àquelas condições de elegibilidade, atropelei todas.
Pra freqüência, atestado médico comprovando 'Mal de Escroque'.
Nada como uns livrinhos misticistas. Dou uma cheirada neles e
viajo no esoterês...
Bons costumes? Não tem problema, eles ainda não me conhecem direito...
Capacidade administrativa? Bah, administração é coisa para jogar
em cima do secretário.
Meu negócio é bater malhete e usar paramento. O resto, eu leio e
só assino.
Mas tem uma turminha que se acha dona da Loja só porque não falta,
arruma e desarruma o Templo, chega cedo, comparece no Tronco ou na
obra de amor e outras besteiras dessas.
Eles resolveram lançar um candidato deles. Mesmo que ele não tenha
chance, não custa pichar um pouco. Como dizia meu guru, "da calúnia
sempre fica alguma coisa..."
Fui armando nos bastidores, fazendo cabalas com minha grande
capacidade de persuasão...
Vocês sabem, ele é muito jovem, não presta para mandar...
Comprei presentinhos, fiz longos discursos e botei algumas notas
no Tronco (pô que desperdício). Prometi, bajulei e menti. Beijei
criancinhas, abracei sogras, fui a batizado e enterro.
Enfim, tornei-me o candidato ideal.
O outro boboca, coitado, nem fez campanha. Apresentou um tal
plano de trabalho que fazia jus ao nome, só falava de trabalho.
Argh! Ninguém deve ter gostado.
Chegou o grande dia da eleição, eu lá tranqüilo, já até pensando
na reeleição.
Aliás, preciso até ver quantas vezes é permitido, de repente, dá
até para mudar o regulamento...
Por falar nisso, será que venerável é como comprar toca-fitas:
instalação é de graça?
Não importa. Se não for, ponho na conta da Loja, junto com as
dos paramentos, que já mandei fazer, bordados a ouro.
Enfim, o grande momento. Começa a apuração.
Há unanimidade, estão dizendo. É a glória. Eu mereço...
O quê...? Ganhou o outro?
Não! Absurdo! É roubo! E o meu voto e os compars..., quero
dizer, correligionários?
Heim...? Não tínhamos freqüência?
Vocês não me merecem. Vou fundar uma outra Loja, para ser Venerável.
Vocês ainda vão ver a 'VIGARICE & PICARETAGEM' em funcionamento
ainda este ano.
Quero meu Quit Placet! O quê? Tem de pagar? Deixa pra lá então!
T.·.F.·.A.·.
Ir.·. Millôr Fernandes










