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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Rosacruz Áurea - “veste alquímica de bodas”, ou “veste de ouro”

Apresentando a Rosacruz Áurea


O Lectorium Rosicrucianum ou Escola Internacional da Rosacruz Áurea
(ou ainda, simplesmente, rosacruz moderna) tem atualmente a sua Sede
Central em Haarlem - Holanda, sendo este também o seu lugar de origem.

Em 1924, os irmãos Zwier W. Leene (1892 - 1938) e Jan Leene (1896 -
1968) entraram para a Sociedade Rosacruz, divisão holandesa que havia
se formado alguns anos antes a partir da "Rosicrucian Fellowship"
(FR), fundada em 1909 por Max Heindel em Oceanside, California, EUA.
Os dois irmãos logo ocuparam um lugar proeminente na Sociedade
Rosacruz e, em 1929, foram designados dirigentes da mesma. No ano de
1930, a Sra. H. Stok-Huizer (1902 - 1990) uniu-se aos irmãos Leene e
juntos empreenderam uma pesquisa espiritual da qual resultou que, em
1935, se tornaram independentes da "Rosicrucian Fellowship". Z.W.
Leene faleceu no ano de 1938, porém o Sr. J. Leene e a Sra. H.
Stok-Huizer continuaram juntos o trabalho iniciado.

Escreveram numerosas obras sob os pseudônimos J. van Rijckenborgh e
Catharose de Petri, respectivamente.

Durante a Segunda Guerra Mundial, as atividades da Sociedade Rosacruz
foram proibidas pelas forças de ocupação, mas logo após o seu fim
puderam ser reiniciadas abertamente. Os dois líderes espirituais
tomaram um novo caminho, centrando-se cada vez mais sobre o conceito
"Gnosis". Literalmente, a palavra "Gnosis" significava para eles
"conhecimento" em um sentido cristocêntrico, o conhecimento direto de
Deus, que é resultado de um caminho de desenvolvimento espiritual: o
renascimento pela Água e pelo Espírito (João 3:5). Esse processo de
desenvolvimento espiritual é simbolizado pelas "Núpcias alquímicas de
Cristão Rosacruz". 2 mai excluir Giuliano

O nome Cristão Rosacruz foi um termo utilizado pelos rosacruzes
clássicos do século dezessete para designar o protótipo do homem
renascido em Cristo e, assim, totalmente renovado. Ele está a serviço
da humanidade com todo o seu coração e toda a sua alma, pela
realização da verdadeira renovação espiritual.

Em sentido mais amplo, o conceito "Gnosis" foi a denominação utilizada
para o toque universal de Cristo e sua Fraternidade e para o seu
eterno trabalho de salvação através de toda a história, mesmo na época
pré-cristã.

No ano de 1945 a Sociedade Rosacruz adotou o nome Lectorium
Rosicrucianum e apresentou-se ao mundo como "Escola Espiritual
Gnóstica".

Havia simultaneamente nesta mesma época, no sul da França, como se
confirmando a antiga profecia da tradição oral ("após 700 anos, o
loureiro voltará a florir") um despertar do interesse pelas pesquisas
em torno da religião Cátara, tanto nos meios ocultistas, teosóficos e
outros esotéricos quanto da parte de historiadores acadêmicos. Em 1930
havia se formado um grupo de pessoas orientadas para o novo despertar
do catarismo e para a busca do Santo Graal. Entre eles era possível
encontrar personalidades de destaque: um ocultista, um escritor
inspirado como Maurice Magre, intelectuais como Déodat Roché, a
condessa Pujol-Murat, descendente da célebre Esclamonde de Foix, o
poeta e filósofo René Nelli, amigo de André Breton – para quem
"Montségur ainda ardia" (o espírito da intolerância sempre arde) – e,
por fim, Antonin Gadal.

Antonin Gadal foi quem mais aprofundou suas pesquisas espirituais nas
tradições orais da Ocitânia (sul da França). Ele teceu profundos laços
de simpatia com Isabelle Sandy, uma escritora local, com a condessa de
Pujol-Murat, com Paul Alexis Ladame, escritor suíço que tinha uma
grande veneração pelos cátaros, com o escritor Christian Bernadac e
sua família, com Fauré-Lacaussade, historiador local. Ele também foi
auxiliado no plano histórico por padres católicos como Pe. Glory.

Nos anos 1937-38, ocultistas, sobretudo anglo-germânicos, como Walter
N. Birks e Otto Rhan, interessaram-se pelo trabalho de Gadal e o
procuraram. Mas por tratar de uma visão do catarismo bem diferente da
visão do ocultismo, depois de um tempo eles dele se afastaram.

Nos anos finais de sua vida, Antonin Gadal interessou-se pela Rosacruz
Áurea, recohecendo nesta escola espiritual gnóstica um ensinamento e
uma orientação interior em conformidade com o que ele vinha buscando.
Esse encontro histórico entre as duas correntes teve como antecedentes
uma viagem de J. Leene e da Senhora Stock-Huyser a Albi, em 1947, ao
"jardim das rosas", vasto pátio fortificado de uma residência
senhorial de frente para o Tarn. Mas o encontro aconteceu finalmente
em 1956 em Ussat-les-Bains, no Ariège. Em uma cerimônia, foi selada a
junção da Rosacruz Áurea com o grupo iniciático dirigido pelo Sr.
Antonin Gadal. Esse encontro selou, portanto, a aliança da
Fraternidade dos Cátaros com a Rosacruz, representada simbolicamente
pela união da corrente da água com a corrente do fogo.

Os ensinamentos do Lectorium Rosicrucianum estão baseados no conceito
de duas ordens de natureza (aquilo que os historiadores comumente
designam como "dualismo", ou também "maniqueísmo", designando assim as
correntes gnósticas oriundas dos ensinamentos de Mani):

Primeiramente, existe a ordem natural que conhecemos e que é apenas
uma ordem de emergência - uma morada transitória. Esta natureza
envolve tanto os que vivem quanto os que estão mortos.

Tudo nesta natureza está sujeito ao ciclo do nascer, crescer, morrer e
renascer. Em segundo lugar, existe a ordem divina original. A primeira
é o mundo passageiro: nascer, brilhar e fenecer, também chamada de
"dialética"; a segunda é o mundo da eternidade, ou "estática", que é
designada na Bíblia como o reino dos céus.

Este reino está presente no coração do homem como um último vestígio
latente, como uma centelha divina ou átomo centelha do espírito. Esse
princípio faz surgir nos pesquisadores um anseio indefinido, uma vaga
recordação de um estado original perdido, de um estado de ser unido a
Deus no reino da imortalidade.

O dualismo radical, ou seja, a distinção absoluta entre o princípio
espiritual e o p´rincípio humano, ao contrário de como o fazem os
historiadores materialistas em sua ótica visivelmente influenciada
pelo pensamento católico, não é visto pela Rosacruz Áurea como algo
negativo.

Jan Van Rijckenborg, em suas obras, trata de elidir a idéia de uma
distinção entre uma Gnosis "positiva" e uma Gnosis "negativa", ou
entre um gnosticismo mais dualista (influenciado por Mani) em oposição
a um gnosticismo menos dualista, ou de um dualismo mais ameno
(influenciado por Hermes ou por uma suposta corrente "não-gnóstica" do
cristianismo). Para Rijckenborg, trata-se de uma só Gnosis. E o
ensinamento da dualidade entre o divino e o humano, entre o eterno e o
temporal, é sua base essencial.

Através do ensinamento da existência destas duas ordens de natureza
inteiramente distintas, o Lectorium Rosicrucianum visa dar a conhecer
à humanidade a necessidade de retorno à ordem divina através do
processo do "renascimento do espírito" (João 3:9), que foi anunciado
por Jesus. Esse renascimento ou "transfiguração" é um processo de
"morrer diariamente", como Paulo diz em I Cor. 15:31. O que morre é a
velha natureza, a consciência-eu, e o que deve despertar é a natureza
divina: o Cristo interno.

O Lectorium Rosicrucianum não só ensina esse processo a seus alunos
como também os apóia em seus esforços para sua realização.

O ensinamento da sabedoria transfigurística que o Lectorium
Rosicrucianum divulga faz parte da mensagem de todas as grandes
religiões do passado. O conceito de duas ordens de natureza, o
conceito do princípio original latente no coração humano e o do
caminho da transfiguração podem ser encontrados, por exemplo, nas
seguintes frases bíblicas: "Meu reino não é deste mundo" (João 18:36),
"O reino de Deus está em vós" (Lucas 17:21) e "Ele deve crescer e eu
devo diminuir" (João 3:30).

Outro conceito rosacruciano fundamental é o de que o ser humano é um
microcosmo, um pequeno mundo: um sistema de corpos visíveis e
invisíveis ci
circundado por um campo magnético limitado por um "firmamento
microcósmico" ou "lípika". Essa idéia está de acordo com o axioma
hermético: "Assim como é em cima, assim é embaixo".

O caminho da transfiguração compreende cinco fases importantes.

Cada uma destas fases está relacionada:

a) à ligação com o aspecto superior de cada um dos planetas (astrosofia)
b) à MODIFICAÇÃO DE UM DOS CINCO FLUIDOS QUE COMPÕEM A ALMA.

São elas:

1. Auto-conhecimento / conhecimento das duas ordens de natureza: Nesta
primeira fase do caminho da transfiguração, trata-se de compreender a
natureza imperfeita deste campo de vida terrestre e de experimentar o
chamado interno para voltar à ordem divina. É relacionada ao
nascimento na consciência da nova força Mercuriana (Mercúrio), e à
modificação do fluído do sangue (em seu aspecto astral e etérico).

2. Desejar verdadeiramente a salvação: Esta fase é relacionada ao
nascimento da nova consciência Venusiana (Vênus), que manifesta na
consciência o anseio pela verdade e pela libertação. Corresponde à
mudança do fluido nervoso.

3. Render o "eu" ao átomo centelha do espírito para que a salvação
possa ser realizada: Esta é a fase da auto-rendição (da "Endura", como
diziam os antigos Cátaros), da entrega completa ao Cristo interior, é
a fase da morte da personalidade e do ego. Corresponte ao aspecto
superior do planeta Marte, e à mudança dos hormônios. Na simbologia
esotérica cristã, é quando o princípio "João" em nós se rende ao
princípio "Jesus", reconhecendo-o como mestre. O ser humano passa, no
sentido místico, do estado de consciência joanino para o estado Jesus.

4. Nova Atitude de Vida: Esta é a fase em que se desenvolve um novo
comportamento ou atitude de vida que deve ser realizado
espontaneamente sob a direção do átomo centelha do espírito, o
princípio espiritual que passa a governar a alma humana. As
características dessa nova atitude de vida estão descritas, por
exemplo, no Sermão do Monte.

No sentido místico, o que acontece nesta fase é que a nova consciência
governada pelo princípio Jesus (a ligação cabeça-coração) desce pelo
simpático e lá enfreta as três tentações de Lúcifer (3 tentações no
deserto). Depois sobre novamente pelo simpático e passa a governar os
doze aspectos da consciência (doze apóstolos). A força ou radiação
Jesus em nós inicia seus milagres, renovando todo o sistema
microcósmico do ser humano.

No sentido esotérico, esta etapa corresponde à total modificação do
fogo serpentino (o chamado fluido de fogo da Kundalini, que flui pela
coluna), e à sua renovação a partir da Kundalini do coração, e não do
santuário pélvico. Correponde à influência do aspecto superior do
planeta Júpiter em nós.

5. A Nova Alma: É a etapa final do processo de transfiguração, que
significa despertar ou renascer no campo de vida original, com uma
alma totalmente renovada. O sétuplo fluido astral da consciência se
modifica. O ser humano se liga ao aspecto superior do planeta Saturno.
É a etapa das núpcias alquímicas.

Mas este é apenas o início da transfiguração, pois um a um, os doze
aspectos da nossa consciência terão que ser postos à prova. E muitos
deles ainda falharão.

Estas cinco etapas correspondem apenas ao primeiro degrau ou primeiro
círculo sétuplo em que se divide a grande obra espiritual. Eles
correspondem ao renascimento da figura física (os cinco fluidos da
alma).

O ser humano toma consciência de sua origem divina, vê as linhas e
diretrizes que levam à realização e tem que começar a segui-las.

Mas o princípio "Judas" (o aspecto da nossa consciência que se opõe ao
caminho espiritual) ainda atua em nós. E ele sempre trairá o novo
hormônio crístico.

A taça do Graal ainda terá que ser conquistada por meio de uma longa busca...

No segundo degrau ou segundo círculo sétuplo, liga-se aos três
planetas dos mistérios: Urano, Netuno e Plutão. E a renovação da
figura anímica tem processo. É o período de construção de um novo
corpo-alma (a "veste alquímica de bodas", ou "veste de ouro"). O ser
humano deve aplicar as leis que agora lhe são conhecidas a fim de
provocar o crescimento do Cristo interior.

É a etapa do realismo cristão, ou conversão. O indivíduo deve
professar a fé, testemunhar o saber, o ato, a realização. É no sentido
místico o trilhar do caminho de Jesus da cruz até o gólgota.

No terceiro e último degrau ou círculo sétuplo, ocorre a união com a
sabedoria sobrerna e com o bem supremo. É a ressurreição de Jesus na
forma de Cristo, como uma figura espiritual renascida, com um novo
corpo-alma. Divide-se em cinco etapas também, que são as etapas da
constituição de cada um dos aspectos deste novo veículo divino. É a
etapa da realização e coroação de toda a obra.

Estes três círculos ou três degraus correspondem às três etapas da
alquimia: Albedo, Nigredo e Rubedo.

Na simbologia dos antigos Cátaros, eram as três fases: Lagarta,
Crisálida e por último a borboleta (o inseto perfeito)

Na simbologia hermética e rosacruz são as três rosas: branca, vermelha
e dourada.

.........

Após o que acima foi exposto, é importante considerar que os
ensinamentos transfigurísticos não devem ser considerados apenas como
um sistema filosófico ou um estudo teórico, porém, eles devem ser
"vividos". Esse "viver" é o objetivo central do discipulado dos alunos
da Escola Espiritual da Rosacruz Áurea. E esta "vivência" deste
processo espiritual chamado de transfiguração só é possível através da
ligação do ser humano com um campo de força espiritual, proporcionado
por uma escola espiritual transfigurística.

Antes que o interessado se decida a ingressar na Escola, são dados
tanto o tempo necessário como todas as oportunidades para informar-se
a respeito dela.

Após ter ingressado, a pessoa é livre para, a qualquer momento,
retirar-se da Escola. A liberdade individual é considerada como a
única base legítima para que cada homem siga seu caminho, cumprindo
sua vocação espiritual.

Espera-se dos alunos que adotem certas mudanças básicas em suas vidas,
tais como o vegetarianismo e a abstinência de fumo, álcool e drogas.
Naturalmente espera-se uma alta moralidade. Nas atividades externas
bem como no desenvolvimento interno, homens e mulheres têm as mesmas
oportunidades. Existem alunos de todas as idades e, em particular, há
muitos jovens que participam ativamente do trabalho do Lectorium
Rosicrucianum.

Em muitos países, o Lectorium Rosicrucianum possui centros de
conferências e núcleos onde estão localizados seus Templos. Nestes, os
alunos se reúnem com regularidade para participar dos serviços
templários e reuniões, nos quais estudam a doutrina da sabedoria
transfigurística e refletem sobre como integrá-la a suas vidas.

Em todo o mundo existem mais de 160 núcleos que possuem os mesmos
objetivos. Neles também são realizadas palestras ou reuniões públicas
e cursos para os interessados. No trabalho mundial do Lectorium
Rosicrucianum existem aproximadamente 12000 alunos ativos, além de
cerca de 3000 membros.


Fonte:

www.forum.clickgratis.com.br/tjlivres/t-3330.html

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