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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Facção do Contestado - Primeiro aviador de guerra brasileiro morre antes do ataque final

Ricardo Kirk era pioneiro da aviação militar e tinha como missão participar
de repressão aos rebeldes

11 de fevereiro de 2012 | 18h 00

Leonencio Nossa e Celso Júnior

O Contestado marcou o início do uso de aviões de combates no Brasil - e a
estreia foi marcada por uma tragédia. O tenente fluminense Ricardo Kirk,
formado na École d'Aviation d'Etampes, em Paris, de 39 anos, morreu na tarde
de 1.º de março de 1915, quando o avião que pilotava - um aeroplano, motor
90HP, com asa para-sol - caiu durante o voo entre União da Vitória e
Caçador.

A morte de Kirk, um pioneiro da aviação militar, pegou de surpresa os
oficiais que se deslocavam para o reduto dos rebeldes.

A princípio, a missão do tenente era fazer voos de reconhecimento das
áreas tomadas pelos caboclos
e auxiliar nas posições de tiro e no avanço da infantaria.

O general Setembrino de Carvalho, comandante da campanha, havia solicitado
ao Ministério da Guerra o deslocamento do tenente Kirk para Santa Catarina
ao avaliar que as tropas desconheciam o terreno.

O piloto, que fazia exibições públicas no Rio de Janeiro, viajou de
locomotiva com dois aeroplanos. Num incêndio no trem, durante a viagem, uma
das aeronaves foi destruída - mas Kirk conseguiu outros dois aparelhos e
abriu campos de pouso em União da Vitória, Caçador e na Fazenda Claudino, de
onde ele iria decolar para o reconhecimento de Santa Maria.

Na propriedade, tomada por grandes araucárias, os militares estenderam
lençóis em cima das
árvores para identificar e sinalizar a proximidade da pista de pouso.

Após a morte de Kirk, os militares desistiram de usar aviões no conflito.

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