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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Marco da Estrada Real - Bento Rodrigues

Recebi essa imagem incrível.

A Estrada Real passava pelo povoado de Bento Rodrigues - não é distrito de Mariana, gente, é localidade! Está entre Mariana e Catas Altas.

Só sobrou o marco de pé - parece até Hiroshima!

A imagem fala por si só - passei por lá e vi a barragem de Germano ainda de pé: um mundão de lama, muuuuito maior que a Fundão, que rompeu!

Nosso estado depende da mineração, mas que o impacto é grande, isso é inegável!

Não sei a fonte - se souber, cito-a com prazer.

Malas de Dinheiro

Geralmente não falo de nada político nesse blog, mas essas malas de dinheiro, com 51.030.866,00 reais, não dá prá não falar nada!!!

Mesmo que fosse algo inocente, ninguém guarda 51 milhões em um apartamento vazio!

Esse país realmente perdeu a noção do senso, perdeu a noção da realidade!!!

Devo ter de trabalhar não décadas, mas séculos para poder juntar uma dinheirama dessa!

Acho que está passando da hora de punir toda essa farra, de parar toda essa corrupção e bandalheira, ou o nosso País vai literalmente quebrar!!!


Lumblija

Outro dia fiz Lumblija!!!

É um pão da lembrança, feito com especiarias e com um gosto titpicamente da Croácia, de Blato, da ilha de Korčula - uma receita de mais de 200 anos.

Conta a estória que um soldado padeiro francês trabalhou na Croácia na época das guerras napoleônicas e quando foi-se embora, disse para sua amada, entregando-lhe um pão doce e cheiroso: "ne m'oubliez pas" - não me esqueça...

E é verdade. É um gosto que você pode comer e depois de mais de 20-30 anos, ao comer de novo vai fazer suas lembranças pipocarem dentro de sua cabeça. Aconteceu comigo... 

Sério! O cheiro e o gosto de Lumbija é uma marca para a vida toda!!!

(E quando os elfos e hobbits falam do pão LEMBAS em Senhor dos Anéis, o livro de Tolkien, tenho certeza que é de Lumbija que estão falando!)

As especiarias é que dão uma cor amarronzada e o cheiro característico do pão que não dá para esquecer.

Entre elas tem muita canela, cravos, noz moscada, baunilha, açúcar mascavo e às vezes anis...

Dobar Tek!






terça-feira, 5 de setembro de 2017

Marcos da Estrada Real





Os marcos da Estrada Real são mais de 2000. São muito interessantes de se ver e dão a dica de onde estamos e onde devemos ir.

Se um marco está em um cruzamento, e está posicionado na pista onde você está, siga reto, se ele estiver na margem do cruzamento, entre na bifurcação que ele indica.

É interessante que a cada dois quilômetros mais ou menos tem de ter um marco - isso vale prá saber se você ainda está na trilha ou se perdeu.

A ponta do marco NÃO INDICA para onde ir. O que vale é o posicionamento.

Na sua base tem uma plaquinha com os dados do local, quanto falta pra a cidade ou povoado mais próximos, coordenadas geográficas e onde estamos.

Foram feitos pela PREMO e eu acho uma obra fantástica ter mais de 2000 marcos espalhados pela Estrada Real checados a cada mês.

Sabará - Estrada Real

Último carimbo do Dia, pegamos em Sabará.

Dizem que Sabará tem uma igreja para cada dia do mês - realmente tem igreja lá, viu!

A cidade é famosa por seus festivais de jabuticadba, uma frutinha que dá no final do ano e usam para fazer licor, geléia, cachaça e tal.

Sabará é pertinho de Belo Horizonte, mas tem uma história muito grande, ligada ao Ouro e às minas. Aliás, Minas Gerais é o estado da Mineração, não é à tôa.

Ficou faltando apenas um carimbo, e já conseguiríamos o Certificado do Sabarabuçu. Foi relativamente fácil, mas demandou um esforço bem grande para fazer tudo em um dia só e de moto.

No final, paramos para beber água no Chafariz do Caquende, que é de 1757, e fomos para casa tomar banho, desmontar e dormir.

Amanhã se conseguirmos, pegaremos o carimbo de Rio Acima ou de Glaura!
 

Caeté - Estrada Real

Caeté é a única do Caminho que tem dois carimbos válidos: um da cidade e outro da Serra da Piedade (que é especial).

Carimbamos em Caeté no Hotel Cassino e depois subimos a serra pra ver o Santuário da Serra da Piedade.

A única coisa que pegou é que o Santuário tava cheio demais pois estava tendo uma romaria gigante e um lugar que é tão lindo e calmo tava lotado até a tampa.

Mas valeu como sempre, mesmo cheio, a vista e os carimbos... Uma pena é que não deu para almoçar lá em cima. Tinha gente demais!!!!


Barão de Cocais - Estrada Real


Muito bonita a região, rota da Estrada Real - apesar de não ter carimbo, é passagem para Caeté, do Caminho Sabarabuçu.

Chegamos aqui pela estrada de terra, mas vamos voltar pelo asfalto. Dava prá ver as montanhas e imaginar os bandeirantes usando-as para se orientar. A volta ao passado é o máximo!

A estrada de terra é de média dificuldade, bem batida e com pouca poeira. Mas são 35 km bem suados... vindo de Caeté, em direção à Barão de Cocais, no entroncamento onde fala Barão de Cocais à esquerda via hospital e à direita via Gongo Soco, à esquerda é mais perto, mas à direita você poderá ver as ruínas de Gongo Soco e dois povoadozinhos, enquanto você volta à esquerda em direção à trilha que você já estava...

Eu sei porquê já fiz as duas e a da direita é beeem mais longe!

O que não vimos é que pertinho daqui estava Santa Bárbara, que tinha carimbo e deixamos passar... Ficou prá próxima...

Foi uma pausa para beber água e continuar caçando carimbos... O próximo é de Caeté!


Busca do Passaporte - Cocais - Primeiro Carimbo

Pois saímos de casa, eu e meu filho, e fomos buscar os passaportes em Cocais. Podia ser retirado em lá, ou em Ouro Preto, Tirandentes, Glaura ou Diamantina.

Você preenche o formulário no site do Instituto Estrada Real e leva o número recebido no email impresso ou digital e um quilo de alimento e troca pelo passaporte. Tem de fazer um passaporte para cada pessoa.

No site também tem informações sobre cada Caminho e também planilhas de cada trecho, além de informações sobre altimetria e dificuldades.

Optamos por Cocais, já que na volta poderíamos passar por Caeté e Sabará e ganhar mais alguns carimbos...

Saímos de BH, passamos pela Estrada Real que liga Sabará à Caeté, passando por trás da Serra da Piedade, e chegamos em Caeté - depois pegamos uma estrada de terra até Barão de Cocais - isso foi uma aventura!!! De Barão, fomos até Cocais e pegamos os passaportes.

Dali voltaríamos passando pelos mesmos lugares para carimbar os passaportes na volta.

Cocais é uma cidadezinha muito pequenininha e muito simpática - e tem uma estrutura turística muito legal por conta da Estrada Real.

No site do Instituto Estrada Real também  tem um arquivo que você baixa que tem os lugares dos carimbos.

Cada carimbo tem um pictograma da cidade onde está e só vale um carimbo por cidade, apesar de ter mais de um em cada lugar.

Optamos pela Pousada Vila Cocais para pegar o passaporte e iniciamos nossa aventura!!!!

Estrada Real - Passaporte

Sou um grande fã da Estrada Real - acho que a idéia foi muito legal de incrementar o turismo em Minas Gerais através da Estrada Real e acho os marcos da estrada real uma coisa muito legal. Toda vez que vejo um marco lembro -me dos bandeirantes passando por ali com mulas carregadas de Ouro, em direção à Paraty e de diamante, vindas de Diamantina e Serro.

A estrada real foi uma tentaiva da Coroa Portuguesa de disciplinar o escoamento de ouro em uma via que fosse melhor definida, protegida e é claro, fiscalizada.

No texto do próprio site www.institutoestradareal.com.br, tem-se que:


A Estrada Real é a maior roto turística do país. São mais de 1630 quilômetros de extensão passando por Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Hoje, ela resgata as tradições do percurso valorizando a identidade e as belezas da região.

A sua história surge em meados de século 17, quando a Coroa Portuguesa decidiu oficializar os caminhos para o trânsito de ouro e diamantes de Minas Gerais até os portos do Rio de Janeiro. As trilhas que foram delegadas pela realeza ganharam o nome de Estrada Real.


O Estrada Real tem quatro caminhos bem definidos - o Caminho Velho, que ia de Ouro Preto até Paraty, o Caminho Novo, que ia de Ouro Preto até o Rio de Janeiro, o Caminho de Sabarabuçu, que contorna Belo Horizonte, saindo de Ouro Preto e indo até o início do Caminho dos Diamantes, a última parte a ser incorporada à Estrada Real, até Diamantina.

Com o passaporte da Estrada Real, você completa cada um dos Caminhos e recebe um Certificado. Se completar todos os quatro, você ganha um Certificado Geral.

Com essa idéia na cabeça, resolvi embarcar na onda do passaporte, e percorrer os caminhos, de moto.

Acessei o site e pedi nossos passaportes, e fomos buscá-los, eu e meu filho, em Cocais, trocando-os por dois quilos de alimento. Eu levei dois quilos de arroz.

Estava iniciando uma grande epopeia !



A Estrada Real é a maior rota turística do país. São mais de 1.630 quilômetros de extensão, passando por Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Hoje, ela resgata as tradições do percurso valorizando a identidade e as belezas da região.
A sua história surge em meados do século 17, quando a Coroa Portuguesa decidiu oficializar os caminhos para o trânsito de ouro e diamantes de Minas Gerais até os portos do Rio de Janeiro. As trilhas que foram delegadas pela realeza ganharam o nome de Estrada Real.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Deuses do Olimpo

Sabemos que não é permitida a presença de imagens de santos ou símbolos religiosos, no Templo, para não interferir com a crença pessoal dos Obreiros.

São permitidos, apenas nos Ritos teístas, os símbolos alusivos ao G:. A:. D:. U:. , como o Delta Radiante. Errado é, portanto, colocar no Templo, como fazem algumas Oficinas, imagens de S. João Batista, S. João Evangelista, S. Jorge, etc.

Todavia, é permitida a presença de representações de deuses da Mitologia Grega-Romana e suas relações com diversos oficiais da Loja, pois, além da assimilação aos atributos desses cargos, esses são deuses da mitologia greco-romana, que hoje não representam mais qualquer grupo religioso (Ir. Fuad Haddad).

Lembrar que a Mitologia Romana é, praticamente, cópia da Mitologia Grega, com mudanças nos nomes.

De acordo com essa relação temos:

Venerável Mestre: relacionado e representado por ZEUS(grega)/JUPITER(romana). É tido como o rei dos deuses, por sua condição de dirigente da Loja.

Pode estar relacionado e representado, também, por ATENÁ(grega)/MINERVA(romana) que é a deusa da razão, da paz, da inteligência e da sabedoria, pois o Venerável Mestre deve ter a sabedoria, a prudência e o discernimento, necessários para dirigir a Loja.

Primeiro Vigilante: relacionado e representado por ARES(grega)/MARTE(romana). É tido como deus da agricultura e da guerra, ou da força, já que essa é a característica desse cargo, que pode ser, também, relacionado com HÉRACLES(grega)/HÉRCULES(romana), o mais forte e vigoroso de todos os homens, segundo a mitologia grega.

Segundo Vigilante: relacionado e representado por AFRODITE(grega)/VENUS(romana). É tido como a deusa do amor e da beleza, apanágio do cargo.

Orador: relacionado e representado por APOLO(grega)/ FEBO(romana). É tido como deus do Sol, criador da poesia e da música, do canto e da lira, responsável pela guarda da lei e pelas peças de oratória, representa a Luz.

Secretário: relacionado e representado por ÁRTEMIS(grega)/ DIANA(romana).

É tida como a deusa da Lua, da caça e das flores, já que esse oficial, refletindo, nas Atas, a Luz que vem do Orador (Sol), simbolizando a Lua.

Mestre de Cerimônias: relacionado e representado por HERMES(grega)/MERCÚRIO(romana). É tido como o mensageiro dos deuses do Olimpo, já que esse Oficial, em sua circulação, é o mensageiro dos dirigentes da Loja.

Devido esse relacionamento é que o Sol e a Lua, que se encontram sob o Dossel, ladeando o Delta Sagrado, devem se achar, respectivamente, do lado do Orador e do Secretário.(baseado "Cadernos Estudos Maçônicos" - José Castellani - Ed. Trolha).

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

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