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terça-feira, 5 de setembro de 2017

Caeté - Estrada Real

Caeté é a única do Caminho que tem dois carimbos válidos: um da cidade e outro da Serra da Piedade (que é especial).

Carimbamos em Caeté no Hotel Cassino e depois subimos a serra pra ver o Santuário da Serra da Piedade.

A única coisa que pegou é que o Santuário tava cheio demais pois estava tendo uma romaria gigante e um lugar que é tão lindo e calmo tava lotado até a tampa.

Mas valeu como sempre, mesmo cheio, a vista e os carimbos... Uma pena é que não deu para almoçar lá em cima. Tinha gente demais!!!!


Barão de Cocais - Estrada Real


Muito bonita a região, rota da Estrada Real - apesar de não ter carimbo, é passagem para Caeté, do Caminho Sabarabuçu.

Chegamos aqui pela estrada de terra, mas vamos voltar pelo asfalto. Dava prá ver as montanhas e imaginar os bandeirantes usando-as para se orientar. A volta ao passado é o máximo!

A estrada de terra é de média dificuldade, bem batida e com pouca poeira. Mas são 35 km bem suados... vindo de Caeté, em direção à Barão de Cocais, no entroncamento onde fala Barão de Cocais à esquerda via hospital e à direita via Gongo Soco, à esquerda é mais perto, mas à direita você poderá ver as ruínas de Gongo Soco e dois povoadozinhos, enquanto você volta à esquerda em direção à trilha que você já estava...

Eu sei porquê já fiz as duas e a da direita é beeem mais longe!

O que não vimos é que pertinho daqui estava Santa Bárbara, que tinha carimbo e deixamos passar... Ficou prá próxima...

Foi uma pausa para beber água e continuar caçando carimbos... O próximo é de Caeté!


Busca do Passaporte - Cocais - Primeiro Carimbo

Pois saímos de casa, eu e meu filho, e fomos buscar os passaportes em Cocais. Podia ser retirado em lá, ou em Ouro Preto, Tirandentes, Glaura ou Diamantina.

Você preenche o formulário no site do Instituto Estrada Real e leva o número recebido no email impresso ou digital e um quilo de alimento e troca pelo passaporte. Tem de fazer um passaporte para cada pessoa.

No site também tem informações sobre cada Caminho e também planilhas de cada trecho, além de informações sobre altimetria e dificuldades.

Optamos por Cocais, já que na volta poderíamos passar por Caeté e Sabará e ganhar mais alguns carimbos...

Saímos de BH, passamos pela Estrada Real que liga Sabará à Caeté, passando por trás da Serra da Piedade, e chegamos em Caeté - depois pegamos uma estrada de terra até Barão de Cocais - isso foi uma aventura!!! De Barão, fomos até Cocais e pegamos os passaportes.

Dali voltaríamos passando pelos mesmos lugares para carimbar os passaportes na volta.

Cocais é uma cidadezinha muito pequenininha e muito simpática - e tem uma estrutura turística muito legal por conta da Estrada Real.

No site do Instituto Estrada Real também  tem um arquivo que você baixa que tem os lugares dos carimbos.

Cada carimbo tem um pictograma da cidade onde está e só vale um carimbo por cidade, apesar de ter mais de um em cada lugar.

Optamos pela Pousada Vila Cocais para pegar o passaporte e iniciamos nossa aventura!!!!

Estrada Real - Passaporte

Sou um grande fã da Estrada Real - acho que a idéia foi muito legal de incrementar o turismo em Minas Gerais através da Estrada Real e acho os marcos da estrada real uma coisa muito legal. Toda vez que vejo um marco lembro -me dos bandeirantes passando por ali com mulas carregadas de Ouro, em direção à Paraty e de diamante, vindas de Diamantina e Serro.

A estrada real foi uma tentaiva da Coroa Portuguesa de disciplinar o escoamento de ouro em uma via que fosse melhor definida, protegida e é claro, fiscalizada.

No texto do próprio site www.institutoestradareal.com.br, tem-se que:


A Estrada Real é a maior roto turística do país. São mais de 1630 quilômetros de extensão passando por Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Hoje, ela resgata as tradições do percurso valorizando a identidade e as belezas da região.

A sua história surge em meados de século 17, quando a Coroa Portuguesa decidiu oficializar os caminhos para o trânsito de ouro e diamantes de Minas Gerais até os portos do Rio de Janeiro. As trilhas que foram delegadas pela realeza ganharam o nome de Estrada Real.


O Estrada Real tem quatro caminhos bem definidos - o Caminho Velho, que ia de Ouro Preto até Paraty, o Caminho Novo, que ia de Ouro Preto até o Rio de Janeiro, o Caminho de Sabarabuçu, que contorna Belo Horizonte, saindo de Ouro Preto e indo até o início do Caminho dos Diamantes, a última parte a ser incorporada à Estrada Real, até Diamantina.

Com o passaporte da Estrada Real, você completa cada um dos Caminhos e recebe um Certificado. Se completar todos os quatro, você ganha um Certificado Geral.

Com essa idéia na cabeça, resolvi embarcar na onda do passaporte, e percorrer os caminhos, de moto.

Acessei o site e pedi nossos passaportes, e fomos buscá-los, eu e meu filho, em Cocais, trocando-os por dois quilos de alimento. Eu levei dois quilos de arroz.

Estava iniciando uma grande epopeia !



A Estrada Real é a maior rota turística do país. São mais de 1.630 quilômetros de extensão, passando por Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Hoje, ela resgata as tradições do percurso valorizando a identidade e as belezas da região.
A sua história surge em meados do século 17, quando a Coroa Portuguesa decidiu oficializar os caminhos para o trânsito de ouro e diamantes de Minas Gerais até os portos do Rio de Janeiro. As trilhas que foram delegadas pela realeza ganharam o nome de Estrada Real.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Deuses do Olimpo

Sabemos que não é permitida a presença de imagens de santos ou símbolos religiosos, no Templo, para não interferir com a crença pessoal dos Obreiros.

São permitidos, apenas nos Ritos teístas, os símbolos alusivos ao G:. A:. D:. U:. , como o Delta Radiante. Errado é, portanto, colocar no Templo, como fazem algumas Oficinas, imagens de S. João Batista, S. João Evangelista, S. Jorge, etc.

Todavia, é permitida a presença de representações de deuses da Mitologia Grega-Romana e suas relações com diversos oficiais da Loja, pois, além da assimilação aos atributos desses cargos, esses são deuses da mitologia greco-romana, que hoje não representam mais qualquer grupo religioso (Ir. Fuad Haddad).

Lembrar que a Mitologia Romana é, praticamente, cópia da Mitologia Grega, com mudanças nos nomes.

De acordo com essa relação temos:

Venerável Mestre: relacionado e representado por ZEUS(grega)/JUPITER(romana). É tido como o rei dos deuses, por sua condição de dirigente da Loja.

Pode estar relacionado e representado, também, por ATENÁ(grega)/MINERVA(romana) que é a deusa da razão, da paz, da inteligência e da sabedoria, pois o Venerável Mestre deve ter a sabedoria, a prudência e o discernimento, necessários para dirigir a Loja.

Primeiro Vigilante: relacionado e representado por ARES(grega)/MARTE(romana). É tido como deus da agricultura e da guerra, ou da força, já que essa é a característica desse cargo, que pode ser, também, relacionado com HÉRACLES(grega)/HÉRCULES(romana), o mais forte e vigoroso de todos os homens, segundo a mitologia grega.

Segundo Vigilante: relacionado e representado por AFRODITE(grega)/VENUS(romana). É tido como a deusa do amor e da beleza, apanágio do cargo.

Orador: relacionado e representado por APOLO(grega)/ FEBO(romana). É tido como deus do Sol, criador da poesia e da música, do canto e da lira, responsável pela guarda da lei e pelas peças de oratória, representa a Luz.

Secretário: relacionado e representado por ÁRTEMIS(grega)/ DIANA(romana).

É tida como a deusa da Lua, da caça e das flores, já que esse oficial, refletindo, nas Atas, a Luz que vem do Orador (Sol), simbolizando a Lua.

Mestre de Cerimônias: relacionado e representado por HERMES(grega)/MERCÚRIO(romana). É tido como o mensageiro dos deuses do Olimpo, já que esse Oficial, em sua circulação, é o mensageiro dos dirigentes da Loja.

Devido esse relacionamento é que o Sol e a Lua, que se encontram sob o Dossel, ladeando o Delta Sagrado, devem se achar, respectivamente, do lado do Orador e do Secretário.(baseado "Cadernos Estudos Maçônicos" - José Castellani - Ed. Trolha).

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Dia do Maçom

 

Como é do conhecimento de todos, nessa data nós comemoramos o Dia do Maçom, aqui no Brasil. Tal evento já está consagrado, devendo ser obedecido e festejado com todo entusiasmo.

O esclarecimento que segue a seguir, foi baseado nos livros e pesquisas do insubstituível Mestre José Castellani (que na época era Grande Secretário de Educ. e Cultura do GOB): o que poucos sabem é que essa data foi erradamente escolhida por pseudo-historiadores maçônicos, que talvez, na pressa de lançar um comunicado, ou pelo hábito de não se certificarem da veracidade da informação, ou mais propriamente, na ânsia de mostrar que a Maçonaria faz e fez tudo, cometeram uma gafe histórica. O que aconteceu foi que na 14ª reunião (Loja) do Grande Oriente do Brasil, naquele tempo, chamado Grande Oriente Brasílico, tendo como Venerável o Ir.:Joaquim Gonçalves Ledo teve, na abertura da Ata, o seguinte: "dia 20 (vigésimo

dia) do sexto mês de 5822".

O ano nós sabemos ser de 1822, pois basta no caso, tirar 4000 para passarmos da era da V.: L.: para a E.:V.: Quanto ao mês, também, não há problema, pois sabemos que o calendário maçônico começa em março.

Do que não se aperceberam, foi que, naquela época o Rito praticado era o Adonhiramita, que segue, muito próximo, o calendário religioso hebraico, sendo que o primeiro dia do mês é o dia 21.

Isso é que não foi levado em conta, pois se fizermos as contas (vamos fazer: do dia 21 de agosto até o dia 31 são 11 dias. Com mais 9 dias, para completar o vigésimo dia, cai no dia 09 de setembro) veremos que a data em que teve essa Loja foi em 09 de setembro de 1822. Tanto é verdade, que no Boletim Oficial do GOB, em 1874, reproduz essa Ata com a data de 09 de setembro de 1822.

Inclusive, nessa Ata, Ir.: Ledo, ressaltava a importância do evento acontecido em 07 de setembro, quando D.Pedro, proclamou nossa independência (lembrem-se que eles estavam no Rio de Janeiro, e a Independência ocorreu em São Paulo, e o meio de transporte era o cavalo ou mula).

Como ele não menciona datas na Ata, somente a do dia da mesma, e como abriu debates sobre o ocorrido, com a intenção de deixar bem claro, a quem quer que fosse, que a separação de Portugal, era no momento a melhor alternativa, esses historiadores mais afoitos, concluíram que se a data era 20 de agosto (erradamente, repito), a Independência do Brasil tinha sido definida em Loja sendo que o "Grito do Ipiranga" foi somente uma confirmação do já estava pré determinado. Pessoas influentes da Maçonaria, acreditando nesse erro, achando que essa data era especial,  proclamaram-na como sendo a do Dia

do Maçom. Escrever que D.Pedro recebeu uma carta, antes da proclamação da Independência na qual citava que a Maçonaria estava dando respaldo ao ato, é chutar o balde de leite...com os dois pés.

Hoje é do conhecimento de todos (é só ir procurar nos arquivos da Biblioteca do GOB) que na data de 20 de agosto de 1822 o Grande Oriente Brasílico, não tinha se reunido para abertura de Loja, muito menos para "Sessão Extraordinária".

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

Coluna Partida

 

Está sendo comum encontrar, nas casas especializadas em Símbolos e Paramentos Maçônicos, uma pequena coluna partida, com as partes envolvidas adjacentes, com altura aproximada de 20 cm.

E qual é o significado simbólico dessa Coluna Partida?

Essa pergunta me foi feita, anos atrás, por um colega e Irmão de São Caetano do Sul, da GLESP. Eu não sabia, e quando não se sabe, fazemos pesquisa. O resultado disso mostrou que quando um Irmão vai para o Oriente Eterno, ele que era considerado, simbolicamente, uma das "colunas" de sua Loja, não mais tem essa função, e esse fato é representado pela "Coluna Partida".

Pesquisei Mestres e livros da Nova Zelândia e Austrália, que seguem as diretrizes da GLUI, e isso me foi revelado. Tanto é verdade que, nesses países, quando um Maçom morre, a viúva recebe um pequeno broche de ouro, no formato de uma Coluna Partida ofertado pelos Irmãos da Loja na qual ele era Obreiro.

Na maçonaria brasileira é um pouco diferente. Aqui, aparentemente, vale a lei:

"cada cabeça uma sentença".

Nos EUA segue o que é feito nos países acima citados. Para confirmar, vejam o trecho extraído da Enciclopédia do grande escritor americano, Mackey, que não necessita a mínima apresentação, que mostra a analogia de uma passagem do Livro Sagrado com a Maçonaria:

Entre os Hebreus, as colunas ou pilares, eram usados metaforicamente para significar príncipes ou nobres, como se eles fossem os pilares do Estado. Então, na passagem traduzida, temos: "Se as fundações forem destruídas o que pode o homem honrado fazer quando as colunas estão destruídas?" que é, quando os firmes suportes do que é direito e bom tenham se rompido.

Também em Isaias (XIX,10), pode ser lido: "suas colunas (do Egito) estão quebradas," que são, os nobres de seu Estado.

Na Maçonaria, a coluna quebrada é, como todo Mestre bem sabe, o emblema da falta de um dos suportes principais da Ordem. O uso de colunas ou pilares como um monumento ereto sobre a sepultura era um antigo costume, muito comum, e era um símbolo muito significativo do caráter e espírito da pessoa enterrada. Isto foi creditado, mas não se tem certeza, a Jeremias L. Cross que foi o primeiro a introduzir a Coluna Quebrada nas cerimônias. (Mackey's revised Encyclopédia of Freemasonry – Vol I, pg 155).

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.omum.grilos.tropas

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Sociedades Secretas


 

Todos nós, Maçons, somos questionados, vez ou outra, se a Maçonaria é uma sociedade secreta. Para podermos responder, com base, vamos ver o que temos sobre isso na "Holy Bible" – Kansas.

É de senso comum e corrente que uma sociedade secreta é uma associação de homens, ou de homens e mulheres, na qual certos métodos de Iniciação, ideologias, doutrinas, práticas, meios de reconhecimento entre uns e outros e propósitos que são disponíveis somente para os que se submeteram a isso e fizeram solenes compromissos de não revelar absolutamente nada para outros que não pertençam a essa sociedade.

Nesse tipo de sociedade os objetivos da associação, os nomes de seus associados, os locais e datas das reuniões são mantidos em segredo. Tais sociedades são usualmente traiçoeiras, maldosas e com caráter e objetivos criminosos.

A Maçonaria não é uma sociedade secreta nesse sentido. Ela não procura esconder sua existência e seus objetivos. Os nomes de seus membros são conhecidos por todos os que se interessam nisso. Na verdade, principalmente no Brasil, os Maçons colocam jóias de identificação maçônica nas suas vestimentas e automóveis, e se orgulham de serem reconhecidos como Maçons.

Maçonaria pode ser somente considerada como sociedade secreta referente aos seus Rituais, algumas de suas lendas e símbolos, seus métodos de transferir sua filosofia, sua alta moral, sua ética, suas verdades espirituais, e seus sinais de reconhecimento.

Seus projetos, objetivos, doutrinas, sua busca pela verdade que são ensinados, estão abertos, bem como os locais e datas de suas reuniões.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Rito Escocês Retificado

 

Lembro que um "Rito" pode ser definido como uma apresentação particular da maçonaria, cujo caráter se distingue do caráter de outros Ritos, pela forma. Como sabemos existem muitos Ritos. Vamos pesquisar alguma coisa sobre o Rito Escocês Retificado.

É essencialmente um Rito cristão, e foi derivado do Rito "Estrita Observância" do século XVIII.

Vou abrir parênteses para falar um pouco sobre esse último Rito mencionado: "foi uma modificação da Maçonaria, baseada na Ordem dos Cavaleiros Templários e introduzido na Alemanha em 1754, pelo seu fundador o Barão Von Hund. Foi dividido em sete Graus: 1 – Aprendiz; 2 – Companheiro; 3 – Mestre; 4 – Mestre Escocês; 5 – Noviço; 6 – Templário; 7 – Cavaleiro Declarado. Relata a fuga, após a morte de Jacques de Molay, de alguns Cavaleiros Templários para a Escócia onde conseguiram passar por Maçons Operativos, conseguindo dar continuidade à Ordem Templária. Esses eventos constituem a base principal dos graus desse Rito. Outros eventos foram adicionados, conectados com Alquimia, Mágica e outras práticas superticiosas. ( Enciclopédia da Maçonaria – Mackey) Voltando ao Rito Escocês Retificado, sabemos que os Estatutos de Anderson exigiam a crença em Deus, mas sem requerer outra religião senão "aquela com a qual todos os homens concordam".

Entretanto, existe um documento "o mais antigo documento francês, de 1735, chamado Deveres Prescritos aos Maçons Livres, afirmando o que segue, baseado nas Constituições de Anderson – "...há algum tempo, julgou-se mais sensato só exigir deles a religião com a qual todo CRISTÃO concorda, deixando a cada um...." Nas Constituições de Anderson, como vimos acima, lemos "....a religião com a qual todos os HOMENS concordam....

Assim, com a frase "com a qual todo cristão concorda" o documento Francês difere fundamentalmente do documento inglês. Para compreendê-la, é preciso lembrar que as primeiras Lojas Francesas tinham sido fundadas por jacobitas ardentes, fiéis aos Stuart exilados, e em sua maioria, católicos. Pode-se ver nesse documento a origem remota do Rito Escocês Retificado que, por intermédio da Estrita Observância, herdou a exigência cristã (Alec Mellor).

A história desse Rito foi um pouco tumultuosa, pois durante tempos atrás, se discutia muito sobre a questão de se saber "de qual cristianismo se trata" formando-se duas tendências, uma tradicionalista, que rejeita qualquer descristianização oculta nas palavras e outra, avançada, que não admite mais a exclusão dos não-cristãos. (Alec Mellor) Em sua forma, o Rito permanece muito fiel às cerimônias em vigor do século XVIII, conservando o uso do chapéu e das espadas.

Os seis e únicos graus do Rito Escocês Retificado são:

Lojas Simbólicas, também chamadas Lojas de São João: (administradas por uma Potência Simbólica)

1) Aprendiz;

2) Companheiro;

3) Mestre

Lojas Verdes: (administradas pela potência filosófica, ou seja O Grande Priorado Retificado)

4) Mestre Escocês de Santo André.

Ordem Interior: ( adm.Grande Priorado Retificado)

5) Escudeiro Noviço;

6) CBCS - Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa. (Ordem dos CBCS)

Resumindo:

1) Aprendiz;

2) Companheiro;

3) Mestre;

4) Mestre Escocês de Santo André;

5) Escudeiro Noviço;

6) CBCS.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Terceiro Grau nas Lojas Simbólicas

Depois de alguns anos na Maçonaria, começa a formar no pensamento do Maçom interessado, a dúvida se na época dos Maçons Operativos, existiam, ou não, os três Graus existentes hoje na Especulativa.

Vou tecer alguns comentários sobre esse assunto, fruto de pesquisa realizada em livros editados na Inglaterra e Nova Zelândia.

É aceito, de modo geral, entre todos os historiadores maçônicos, idôneos, que em 1717, na Inglaterra havia somente dois Graus:

- Aprendizes (Entered Apprentice – ver Pilula nº 8)

- Companheiros (Fellow Craft)

Não havia o Grau de Mestre. O que era assim chamado, na Operativa, era o chefe, o mais experiente, dos demais e que era o responsável pela obra.

Entre 1717 e 1730, na Especulativa, houve uma divisão, um arranjo, entre os dois graus existentes, dando origem a três graus. No livro "Short History of Freemasonry – 1730" de Knoop e Jones, é dito que, de modo muito provável, o conteúdo do Primeiro Grau se dividiu, formando um novo Primeiro Grau e um novo Segundo Grau.

O Segundo Grau antigo se transformou no Terceiro Grau – o Grau de Mestre Maçom, que antes não existia. Esses dois renomados pesquisadores acham que isso deve ter ocorrido após 1723, pois não foi citado nas Constituições de Anderson, e antes de 1730, pois no livro "Masonry Dissected" de Samuel Prichard foi mencionado a existência desses três Graus.

A formação da Grande Loja da Inglaterra em 1717 teve, em seguida, muitas mudanças na ritualística sendo, aparentemente, finalizadas em1813 com a formação da Grande Loja Unida da Inglaterra.

Pesquisas indicam que no começo somente a Grande Loja formada em 1717 podia conferir esse Terceiro Grau – de Mestre Maçom – para as Lojas. Entretanto, muitas Lojas foram adicionadas às quatro primeiras e isso se tornou impraticável. Depois de alguns anos, todas as Lojas conferiam o Grau de Mestre aos obreiros merecedores.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

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