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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Profano

 

Como já foi mencionado em outra Pílula Maçônica (vide Pílula nº 53 –Colunas do Templo) o termo "Templo", que, entre outras definições, é o local onde as Lojas Maçônicas se reúnem, vem do Latim "templum", que significa horizonte. Como foi explicado, os augures contemplavam o horizonte (templum) para fazerem suas predições sobre o futuro, referente às condições climáticas, tempo de colher, templo de plantar, etc.

No local onde eles faziam essas predições, sempre no mesmo lugar e geralmente em cima de uma colina, foram erigidas paredes e teto, para protegê-los contra as intempéries. O interessante é que essa construção é que começou a ser chamada de "Templo", pois era dali que o horizonte (templum, em latim) era observado.

Referente ao "Profano", sabemos também que em latim, o termo "fanum" é que define a construção onde as religiões praticam seus cultos e é onde a Maçonaria reúne suas Lojas. É sinônimo de igreja, santuário, etc.

O termo "pro", tem o significado de "estar fora". Portanto, nas religiões, "profano" é a definição de quem não pertence à comunidade religiosa, de quem não foi Iniciado, batizado, etc.

Na nomenclatura Maçônica, um "profano" é a pessoa fora da Fraternidade; um não-Maçom. É dito também que, o mundo profano é o mundo fora das Lojas, ou seja, fora do ambiente Maçônico.

Recapitulando: na língua portuguesa o termo "Templo", que é a construção onde os Maçons se reúnem, vem da palavra "templum" que define o horizonte. E, em latim, para essa mesma construção, o termo que a define, é "fanum".Portanto, "pro-fanum" fora do templo, gerou "profano".

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Feira do Leste Europeu em São Paulo

Pôxa, fico doido pra acontecer um treco desses aqui em Belo Horizonte!!!

Ninguém quer fazer uma aqui não?

Eu ia me empanturrar de todas as comidas!!!

Ia passar o dia inteiro nessa feira!

Um dia tenho que me organizar e ir em São Paulo prá participar!!!


Croatas e Sérvios

Croatas e Sérvios são basicamente dois irmãos perdidos, separados numa idade muito pequena. 

Na juventude e em parte das suas vidas adultas, cresceram com pais adotivos bem abusivos. 

Portanto, Croatas e Sérvios, biologicamente relacionados, sabem onde o outro morou, e cresceram separadamente (até sua adolescência) e por quase todas suas vidas não viam nada em comum entre um e outro.

Um dia, o povo do serviço social pegou-os dos lares adotivos, já que seus pais adotivos morreram, e decidiram ficar com eles e outros irmãos perdidos que nem sabiam que existiam (Bosnia) e outros primos (Eslovenia, Macedônia, etc) em um apartamento apinhado e esperaram que eles se dessem bem daí em diante, mesmo sem ter crescido junto.

Naturalmente, um bocado de membros da família separados por anos colocados juntos não há como dar certo, com discussões mil sobre aluguel, contas e sobre um comer a comida do outro.

Isso explodiu numa briga de socos e pontapés entre todos os parentes, já que eles tentaram expulsar todos do apartamente, enquanto outros queriam mudar para fora sozinhos.

Finalmente, o proprietário do apartamento chegou e quebrou tudo, e todos foram chutados para fora e mudaram para casas separadas na mesma rua.

Nunca mais se recobraram da mudança do antigo apartamento e muitos se recusam falar uns com os outros, apenas se encontrando em feriados como Natal e aniversários, e à parte disso, juram que não são parentes.

Bem vindos à família das Balcãs, a família mais disfuncional da Europa!

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Nota: Acho que minha família herdou essa característica de disfuncionalidade... Acho que é típico da alma amargurada dos eslavos...

O Delta Sagrado

Por definição, segundo o dicionário Aurélio, "Delta" é a quarta letra do alfabeto grego, correspondente ao nosso D, e que tem a forma de um triangulo isósceles (os três lados iguais). É também, por semelhança, a foz, caracterizada pela presença de ilhas de aluvião, geralmente de configuração triangular, assentadas à embocadura de um rio, e que forma canais até o mar.

Na Maçonaria, no Oriente de uma Loja, por cima do Trono do Venerável Mestre, brilha o Delta Sagrado, normalmente, com o "Olho Divino" no centro. É o símbolo do Poder Supremo e também do primeiro princípio – ONISCIÊNCIA - que é a suprema realidade, em seus três lados, ou qualidades primordiais que o definem. De ambos os lados do Delta, que representa a Verdadeira Luz, a Luz da Realidade Transcendente, aparecem o Sol e a Lua, os dois luminares visíveis e reflexos dessa luz invisível, que ilumina a Terra, e que, simbolicamente, representam as luzes: intelectual e a moral (Nicola Aslan).

O Delta é um dos mais importantes símbolos maçônicos. No Templo Maçônico, como dito acima, ele fica atrás do trono do Venerável Mestre e deverá ficar numa altura tal que sua visão não seja obstruída pelo Venerável quando este estiver de pé.

Ele é tão importante que quando um maçom cruza a Linha do Equador num Templo Maçônico, ele faz uma leve saudação ao Delta (muitos pensam, erradamente, que a saudação é feita ao Venerável Mestre – ver Pílula Maçônica nº 121).

Muitas vezes é colocado, em menor tamanho, na parte frontal externa do Dossel

Nos Ritos teistas (Adoniramita, Escocês, etc) o Delta representa a presença da Divindade e, normalmente, no seu interior são colocados símbolos representativos, tais como a letra hebraica „iod", ou mesmo, o tetragrama.

Nos Ritos agnósticos, o Delta representa a sabedoria, o conhecimento. No seu interior, normalmente é colocado o "Olho que Tudo Vê" (vide Pílula Maçônica nº 95).

Por todos os motivos mencionados, é que, a visão do Delta não pode ser obstruída por nada e por ninguém.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Instrumentos Maçônicos

 

Os instrumentos profissionais tais como o esquadro, compasso, maço, malhete, prumo, nível, etc, são usados como Símbolos pela Maçonaria com a finalidade de incluí-los em seus ensinamentos da moral e ética.

Obviamente, ela não arroga o direito de propriedade, invenção ou exclusividade de uso de tais utensílios/Símbolos.

Deve ficar claro, também, que tais instrumentos não tiveram seus nomes extraídos de textos bíblicos, como é suposto por muitos. Eles foram obtidos das corporações de construtores medievais, às quais damos hoje o nome de "Maçonaria Operativa". São, portanto, instrumentos de construção e, independentemente, são citados em alguns textos bíblicos, realizados por escribas hebreus, em diversas épocas passadas.

Mencionando, mais uma vez, Mestre Castellani, temos:

"Esquadro, Compasso, Malho, Régua, Nível, Trolha, etc, são instrumentos necessários aos projetos e construção de edificações. A Bíblia, por outro lado, só foi introduzida nos Trabalhos Maçônicos em 1740, por Thomas Payne, Grão Mestre da primeira Grande Loja fundada em 1717, em Londres.

A Maçonaria atual, conhecida como "Maçonaria Especulativa" incluiu tais instrumentos em seus ensinamentos para auxiliar seus obreiros a vivenciarem no dia-a-dia os símbolos adequados na doutrina justa e perfeita.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

O Templo de Salomão

 

A Maçonaria Especulativa, no seu inicio, adotou, por diversos motivos, algumas lendas e a simbologia do Velho Testamento, como é o caso da "Escada de Jacó", a "Estrela de Davi" e o "Templo de Salomão" entre outras.

Desse modo, a Maçonaria, apesar de não ter origem hebraica, e sim, ser uma instituição pós-medieval, no decorrer do século XVIII absorveu símbolos, parábolas e relatos bíblicos.

Nós sabemos que o Templo de Jerusalém foi reconstruído por três vezes, sendo que a Maçonaria Simbólica, considera o primeiro, que foi erigido pelo Rei Salomão.

A Igreja Católica, ao fazer seus templos, tomou por base esse último templo citado. Ele foi, sem dúvidas, o arquétipo das igrejas, pela sua divisão e orientação.

No caso da Maçonaria, sabemos também que as suas reuniões eram feitas em tabernas ou nos adros das igrejas. O primeiro templo Maçônico foi erigido na Inglaterra, no ano de 1776, e tomou por base o que eles conheciam de mais comum, que era o Parlamento Inglês e as próprias igrejas católicas.

Conforme relato do Mestre Castellani, em Consultório Maçônico, Ed. Trolha, temos:

Só posteriormente é que iria surgir o conceito de que o Templo Maçônico teria tido o Templo de Salomão como arquétipo, quando na verdade isso ocorreu indiretamente, por tabela, através das igrejas.

Na esteira desse conceito é que surgiria a lenda de Hiram, essa, sim, maçônica, já que o fundidor de metais Hiram Abif, não foi o construtor do Templo de Jerusalém e nem foi morto como reza a lenda; ele apenas foi responsável pela fundição dos objetos metálicos, tais como colunas, candelabros, mar de bronze, etc.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Indian interrompe a produção em Manaus


Empresa alega estoques elevados em decorrência do cenário econômico

A produção das motos Indian foi suspensa em maio e permanece parada, sem previsão de retomada. A empresa atribuiu o problema a estoques elevados de todos os modelos em razão do cenário econômico.

"Até que esta situação se normalize não se faz necessária a montagem de mais unidades", alega a empresa.

Desde o segundo semestre de 2015 até o fim de abril deste ano a Indian montou no Brasil 808 motocicletas, mas os emplacamentos de lá para cá atingiram somente 583 unidades. Essa diferença de 225 motos supera todos os licenciamentos da Indian em 2017 (apenas 158 unidades). 

De acordo com a Polaris, que detém os direitos de produção e venda da Indian, as concessionárias (cinco ao todo) continuam abertas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis e Goiânia. De janeiro a maio foram emplacadas no Brasil 158 motocicletas da marca. A mais acessível (e também a mais vendida no País) é a Scout, com motor de 1.133 cc e preço sugerido de R$ R$ 49.990. A topo de linha Roadmaster, com 1.800 cc, sai por R$ 104.990.

As Indian são montadas em Manaus dentro da estrutura da Dafra, que em abril também foi forçada a interromper sua produção como consequência da retração do mercado, mas a retomou em maio. A Indian não informa se houve corte de mão de obra.


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NA: Tá difícil esse Brasil mesmo! Nem bem a Indian chegou, já saiu... Nada tá perdurando aqui - até parece que salgaram o Brasil, como salgaram a casa de Tiradentes - prá nada mais nascer aqui!!!!



Fonte: http://www.automotivebusiness.com.br/noticia/25985/-indian-interrompe-a-producao-em-manaus

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Pedras Bruta, Cúbica e a Prancheta

 

As três Jóias Fixas da Loja, de acordo com a Simbologia do Rito Escocês Antigo e Aceito, são a Pedra Bruta, a Pedra Cúbica e a Prancheta (ou Tábua de Delinear). São chamadas de "fixas" pois ocupam sempre o mesmo lugar na Loja.

As definições que serão dadas abaixo foram baseadas nas opiniões de diversos escritores/historiadores maçônicos brasileiros e são subjetivas.

Pedra Bruta é aquela que, simbolicamente, o Aprendiz trabalha, transformando-a numa pedra com o formato cúbico ou de um paralelogramo, para que ela possa ser usada nas construções de alvenaria. É a pedra informe, que terá seu formato pré definido pelo Aprendiz

Para isso ele utiliza o Cinzel e o Maço. O Cinzel é uma pequena haste metálica, com uma das extremidades cortante que, batida pelo Maço, desbasta a pedra. O Maço é um bloco de pedra, ou de madeira dura, com formato cilíndrico, ou de um paralelogramo, com um cabo inserido, para uso manual.

Hoje, na Maçonaria Especulativa, simbolicamente, a Pedra Bruta é o próprio Iniciado. Ele terá seus defeitos pessoais e sociais corrigidos e aperfeiçoados, para serem utilizados na construção moral e ética de um mundo melhor.

Pedra Cúbica é a obra final do Companheiro Maçom que, simbolicamente, realiza seu trabalho, exaltando todas as suas formas. É a forma geométrica, o cubo ou o paralelogramo perfeito que se encaixa perfeitamente umas nas outras, deixando a construção sem espaços livres.

Deve-se deixar claro que estamos falando de pedra cúbica e não, de pedra cúbica polida ou pedra polida. Qualquer pedra pode ser polida, entretanto, acho que não teria aplicação prática no trabalho dos canteiros medievais.

Hoje, na Maçonaria Especulativa, a Pedra Cúbica, simbolicamente, é a aquisição dos conhecimentos e seu aperfeiçoamento, cada vez mais, para aplicação na Construção Social

Prancheta ou Tábua de Delinear é o objeto do trabalho do Mestre Maçom, onde este, simbolicamente, delineia e traça os projetos da construção. Normalmente é uma placa plana de madeira, com as dimensões aproximadas de 40cm x 60cm, que fica encostada no Altar, de frente para o Ocidente (ver Pílula Maçônica nº 63).

Hoje, na Maçonaria Especulativa, simbolicamente, é o exemplo e a orientação moral, dada pelo Mestre Maçom a todos que estão a sua volta, principalmente os Aprendizes e Companheiros.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Septuaginta e a Vulgata

 

A Bíblia teve diversas traduções (versões) ao longo dos tempos. Vamos comentar, de modo conciso, duas dessas versões:

SEPTUAGINTA: é o nome da versão da Bíblia hebraica para o grego, traduzida em etapas entre o terceiro e o primeiro século antes de Cristo, na cidade de Alexandria.

A tradução ficou conhecida como a Versão dos Setenta, ou Septuaginta, palavra latina que significa setenta, ou ainda LXX), pois setenta e dois rabinos trabalharam nela e, segundo a história, teriam completado a tradução em setenta e dois dias. A Septuaginta foi usada como base para diversas outras traduções da Bíblia.

VULGATA: no sentido corrente, é a tradução da Bíblia em hebraico, para o latim. Foi escrita entre fins do século IV e início do século V, por São Gerônimo, a pedido do Papa Dámaso I, e que foi usada pela Igreja Católica e ainda é muito respeitada.

Nos seus primeiros séculos, a Igreja Católica serviu-se sobretudo da língua grega. Foi nesta língua que foi escrito todo o Novo Testamento, incluindo a Carta aos Romanos, de São Paulo, bem como muitos escritos cristãos de séculos seguintes.

No século IV, a situação já havia mudado e é então que o importante biblista São Jerônimo traduz pelo menos o Antigo Testamento para o latim.

A Vulgata foi produzida para ser mais exata e mais fácil de compreender do que suas predecessoras. Foi a primeira, e por séculos a única versão da Bíblia que verteu o Velho Testamento diretamente do hebraico e não da tradução grega conhecida como Septuaginta.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

ATERSATA

 

Atersata, palavra muitas vezes escrita de forma errada como "artezata", ou "aterzata", é de dificil localização nos dicionários maçônicos em geral (tanto nos nacionais como nos escritos na lingua inglesa). Na língua inglesa é escrito como "athersada".

É uma palavra de origem Persa, com o significado de "mão forte, mão poderosa". Obviamente, a tradução com significado mais objetivo é: "o Governador que dirige com total poder, com mão forte!".

Na verdade, esse nome encontrado na Biblia (Septuaginta) é o nome dada ao Governador Persa de Jerusalém que acompanhou Zorobabel e Nehemias (vide "Esdras" II. 63; "Nehemias" VII. 65-70, descritos abaixo).

E o Atersata proibiu-os de comer coisas sagradas, até que conseguissem encontrar um sacerdote.....

Por isto tudo, fizemos uma aliança sagrada....pelos nossos sacerdotes. Estes foram os que assinaram: Neemias, o Atersata, filho de Helquias....

Na Ordem de Heredom de Kilwinning, este era o nome do chefe supremo dessa Ordem. E, na Maçonaria Francesa e na Brasileira, entre outras, é o nome do presidente do "Sublime Capítulo Rosacruz" do Rito Escocês Antigo e Aceito, na divisão que vai do 15º ao 18º Grau.

Em 586 a.C, Judá, a remanescente e importante cidade do grupo das 12 tribos dos Hebreus (cisma de 921 a.C.), foi conquistada e destruida por Nabudonossor II, chefe dos Babilônios. Nessa época, o primeiro Templo, o de Salomão, construido em 980 a.C, foi totalmente destruido e todos os hebreus foram levados, cativos, para o exílio na Babilônia.

Posteriormente, em 538 a.C. a Babilônia foi conquistada por Ciro, o Grande, que, diferente dos demais conquistadores, dava liberdade religiosa e de costumes, aos povos conquistados. Dessa forma, os hebreus tiveram permissão de retornarem a sua terra.

Depois disso é que todos os hebreus começaram a serem chamados de 'judeus", o que anteriormente, era usado somente para os pertencentes aos nascidos em Judá.

O titulo de Atersata foi recebido por Neemias dado pelo Rei da Persia, provavelmente Dario III, a quem servia, para ser o Governador da nova Judéia.

Após o retorno dos judeus o segundo Templo foi construido, denominado de templo de Zorobabel.

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