Fonte: desconhecida
Nota: Para pesquisar o assunto, consulte a
obra do biólogo inglês Rupert Sheldrake sobre campos morfogenéticos
O macaco japonês Macaca Fuscata vinha sendo observado há mais de
trinta anos em estado natural.
Em 1952, os cientistas jogaram batatas-doces cruas nas praias da ilha
de Kochima para os macacos.
Eles apreciaram o sabor das batatas-doces, mas acharam desagradável o da areia.
Uma fêmea de um ano e meio, chamada Imo, descobriu que lavar as
batatas num rio próximo resolvia o problema. E ensinou o truque à sua
mãe.
Seus companheiros também aprenderam a novidade e a ensinaram às
respectivas mães.
Aos olhos dos cientistas, essa inovação cultural foi gradualmente
assimilada por vários macacos.
Entre 1952 e 1958 todos os macacos jovens aprenderam a lavar a areia
das batatas-doces para torná-las mais gostosas.
Só os adultos que imitaram os filhos aprenderam este avanço social.
Outros adultos continuaram comendo batata-doce com areia. Foi então
que aconteceu uma coisa surpreendente.
No outono de 1958, na ilha de Kochima, alguns macacos – não se sabe ao
certo quantos – lavavam suas batatas-doces.
Vamos supor que, um dia, ao nascer do sol, noventa e nove macacos da
ilha de Kochima já tivessem aprendido a lavar as batatas-doces. Vamos
continuar supondo que, ainda nessa manhã,
Um centésimo macaco tivesse feito uso dessa prática.
Então aconteceu!
Nessa tarde, quase todo o bando já lavava as batatas-doces antes de comer.
O acréscimo de energia desse centésimo macaco rompeu, de alguma forma,
uma barreira ideológica!
Mas veja só:
Os cientistas observaram uma coisa deveras surpreendente:
O hábito de lavar as batatas-doces havia atravessado o mar. Bandos de
macacos de outras ilhas, além dos grupos do continente, em
Takasakiyama, também começaram a lavar suas batatas-doces. Assim,
quando um certo número crítico atinge a consciência,
Essa nova consciência pode ser comunicada de uma mente a outra.
O número exato pode variar, mas o Fenômeno do Centésimo Macaco
significa que, quando só um número limitado de pessoas conhece um
caminho novo, ele permanece como patrimônio da consciência dessas
pessoas. Mas há um ponto em que, se mais uma pessoa se sintoniza com a
nova percepção, o campo se alarga de modo que essa percepção é captada
por quase todos!
Você pode ser o centésimo macaco!
Essa experiência nos proporciona uma reflexão sobre a direção de
nossos pensamentos.
De certo modo, já sabemos que para onde vai o nosso pensamento segue a
nossa energia.
Grupos pensando e agindo numa mesma frequência em várias partes do
Planeta têm as mesmas sensações e acabam fazendo as mesmas coisas sem
nunca terem se comunicado.
Isso vale tanto para aqueles que praticam o bem como para aqueles que
usam de suas faculdades para o mal.
O acréscimo de energia, neste caso, pode ser aquela que você está
enviando com o seu pensamento sintonizado na frequência do crime
noticiado que gera comoção geral.
Parece coincidência, mas sempre que um crime choca e comove multidões,
de imediato outros fatos semelhantes pipocam em diversos lugares.
Será isso o efeito do centésimo macaco às avessas?
Ao invés de indignar-se diante do crime noticiado, direcionando
inconscientemente seu pensamento e sua energia para essas pessoas ou
grupos que se aproveitam dessa energia toda para materializar mais
crimes, neutralize com pensamentos conscientes de amor e perdão.
Mude de canal na TV, vire a página do jornal, saia da frequência e não
alimente ainda mais a insanidade daqueles que tendem para o crime, e,
também, daqueles que lucram com as desgraças alheias.
São todos igualmente insanos, tanto aquele que pratica o crime quanto
aquele esbraveja palavrões de indignação por horas diante das câmeras,
criando comoção e levantando a energia que se materializará nas mãos
daquele que está com a arma já engatilhada.
Gerar material para construir um mundo melhor não requer tanto de
grandes ações, quanto essencialmente grandes blocos de consciência.
É preciso que mais gente se sintonize na frequência e coloque aquele
acréscimo de energia que pode gerar uma nova consciência em outros
grupos, em outras partes do Planeta.
Se cada um de nós dedicarmos alguns minutos todos os dias para
meditar, entrando em sintonia com a frequência do amor, basta para
mudar muitas coisas desagradáveis acontecendo em nosso Planeta e criar
uma nova consciência.
Seja você também um centésimo macaco para o bem!
Paz!
-> Patuscadas, nonsenses, lugares comuns (e incomuns) e outras bazófias... Antes de morrer, lembre-se de levar uma moeda para pagar Caronte e cruzar para o outro lado do Estige...
sexta-feira, 15 de maio de 2015
segunda-feira, 4 de maio de 2015
A Grande Loja dos “Antigos” na Inglaterra
Já foi esclarecido anteriormente que, além da Primeira Grande Loja de
Londres, houve outras e a mais importante, a grande rival, foi a dos
"Antigos" fundada por um irlandês, pintor de paredes, de sobrenome
Dermott. Sabemos também que em 1813 elas se uniram, dando origem a
Grande Loja Unida Inglaterra.
Na minha opinião, o nome deveria ser "Tradicionalistas" em vez de
"Antigos" pois pretendiam, como veremos abaixo, manter, de maneira
extremamente rígida, as antigas tradições maçônicas e apelidaram, de
modo pejorativo, os membros da Primeira Grande Loja, de 1717, de
avançados, modernos.
Os membros das Lojas dos Antigos, até recentemente eram chamados de
"separatistas", mas investigações tem mostrado que nenhum dos
fundadores pertenceu a qualquer uma das Lojas aderentes a Primeira
Grande Loja. Portanto, esse termo "separatistas" parece não ser
aplicado, no caso.
Eles eram, na maioria, Irlandeses residentes em Londres. Isso nos
permite pensar e concluir que tenha ocorrido um racismo, muito comum
na época, por parte dos ingleses formadores da Primeira Grande Loja.
As causas da separação foram enraizadas principalmente na negligência
e na débil administração da Primeira Grande Loja naquele tempo e,
principalmente, em certas mudanças nos costumes e na Ritualística, as
quais foram feitas deliberadamente com o propósito de excluir
impostores e oportunistas na Ordem, devido publicação do livro "A
Maçonaria Dissecada" de Samuel Prichard.
Vamos citar abaixo, algumas prováveis mudanças que provavelmente
colaboraram na referida separação:
· A descristianização da Francomaçonaria desde os primórdios,
em 1723, quando foi feito o livro das "Constituições" pelo reverendo
Anderson.
· Desleixo referente aos dias de São João Batista e São João
Evangelista, como festivais especiais Maçônicos.
· A mudança dos modos de reconhecimento no Grau de Aprendiz e
no Grau de Companheiro. Esta era, aparentemente, a principal causa
ofensiva.
· Abandono de partes esotéricas na Instalação de Mestres.
· Negligências referente ao Catecismo, ligadas a cada Grau.
Felizmente, em 1813, após anos de preparação e acertos, as duas
grandes Lojas se uniram e deram ao mundo maçônico a Grande Loja Unida
da Inglaterra, Potência Mor das Obediências Maçônicas.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
Londres, houve outras e a mais importante, a grande rival, foi a dos
"Antigos" fundada por um irlandês, pintor de paredes, de sobrenome
Dermott. Sabemos também que em 1813 elas se uniram, dando origem a
Grande Loja Unida Inglaterra.
Na minha opinião, o nome deveria ser "Tradicionalistas" em vez de
"Antigos" pois pretendiam, como veremos abaixo, manter, de maneira
extremamente rígida, as antigas tradições maçônicas e apelidaram, de
modo pejorativo, os membros da Primeira Grande Loja, de 1717, de
avançados, modernos.
Os membros das Lojas dos Antigos, até recentemente eram chamados de
"separatistas", mas investigações tem mostrado que nenhum dos
fundadores pertenceu a qualquer uma das Lojas aderentes a Primeira
Grande Loja. Portanto, esse termo "separatistas" parece não ser
aplicado, no caso.
Eles eram, na maioria, Irlandeses residentes em Londres. Isso nos
permite pensar e concluir que tenha ocorrido um racismo, muito comum
na época, por parte dos ingleses formadores da Primeira Grande Loja.
As causas da separação foram enraizadas principalmente na negligência
e na débil administração da Primeira Grande Loja naquele tempo e,
principalmente, em certas mudanças nos costumes e na Ritualística, as
quais foram feitas deliberadamente com o propósito de excluir
impostores e oportunistas na Ordem, devido publicação do livro "A
Maçonaria Dissecada" de Samuel Prichard.
Vamos citar abaixo, algumas prováveis mudanças que provavelmente
colaboraram na referida separação:
· A descristianização da Francomaçonaria desde os primórdios,
em 1723, quando foi feito o livro das "Constituições" pelo reverendo
Anderson.
· Desleixo referente aos dias de São João Batista e São João
Evangelista, como festivais especiais Maçônicos.
· A mudança dos modos de reconhecimento no Grau de Aprendiz e
no Grau de Companheiro. Esta era, aparentemente, a principal causa
ofensiva.
· Abandono de partes esotéricas na Instalação de Mestres.
· Negligências referente ao Catecismo, ligadas a cada Grau.
Felizmente, em 1813, após anos de preparação e acertos, as duas
grandes Lojas se uniram e deram ao mundo maçônico a Grande Loja Unida
da Inglaterra, Potência Mor das Obediências Maçônicas.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
quinta-feira, 23 de abril de 2015
Rito Adonhiramita
O mais antigo documento conhecido referindo-se ao mestre arquiteto do
Templo sob a denominação de Adonhiram é o Cathécisme des Francs Maçons
ou Le Secret des Francs Maçons (Catecismo dos Franco-Maçons ou O
Segredo dos Franco-Maçons), editado em 1744, de autoria,
possivelmente, um abade, cujo nome seria Leonardo Gabanon. Em 1730,
nasceu o Théodore de Tschoudy, considerado o organizador da segunda
parte da obra Recueil Précieus de la Franc-maçonnerie Adonhiramite
(Compilação Preciosa da Maçonaria Adorinamita), cuja primeira edição
ocorreu em 1787. O Barão Tschoudy foi membro do parlamento de sua
cidade natal, Metz, França, onde residiu de 1756 a 1765.
Maçom entusiasta e estudioso, Tschoudy utilizou seu aguçado espírito
crítico para bater-se contra a proliferação desordenada dos altos
graus do Rito de Heredom, do qual derivariam alguns dos ritos atuais,
como o escocês, o moderno e o Adonhiramita. Inicialmente, Tschoudy se
propôs a reformar os graus então existentes, reduzindo-os a quinze e
depurando-os de tudo o que não fosse fiel à tradição maçônica. Em
1766, Tschoudy publicou L'Étoile Flamboyante ou La Société des
Francs-Maçons (a Estrela Flamígera ou A Sociedade dos Franco-Maçons),
obra em que propôs a criação de uma nova Ordem de altos graus, a Ordem
da Estrela Flamígera, com três graus: Cavaleiro de Santo André,
Cavaleiro da Palestina e Filósofo Desconhecido. Desentendendo-se com
os membros do novo Conselho, dedicou-se ao já citado Recueil Précieus
de la Franc-maçonnerie Adonhiramite.
Alguns autores, porém, atribuem a autoria da Compilação a Louis
Guillemain Saint-Vitor. Esta interpretação foi feita por Ragon, que
citou este último autor em seu ritual de mestre, na bibliografia nele
mencionada. A confusão se deve à divisão da obra em duas partes, de
estilos totalmente diferentes, sendo, a primeira, pródiga em notas e
explicações, enquanto a segunda é lacônica e breve. Deduzem, os
estudiosos, que a primeira parte foi escrita por Saint-Vitor e a
segunda, por Tschoudy, em data anterior àquela.
A Compilação, aceita-se hoje, foi publicada em dois volumes, em 1787,
incluindo os graus simbólicos, graças a Saint-Vitor, que os escreveu
pouco antes da publicação, ou seja, quase vinte anos depois da morte
de Tschoudy. A primeira parte da Compilação era relativa aos graus de
Aprendiz, Companheiro e Mestre. A segunda, compreendia os graus de
perfeição: Primeiro Eleito ou Eleito dos Nove, Segundo Eleito Nomeado
de Pérignan, Terceiro Eleito Nomeado eleito dos Quinze, Pequeno
Arquiteto, Grande Arquiteto ou Companheiro Escocês, Mestre Escocês,
Cavaleiro da Espada Nomeado Cavaleiro do Oriente ou da Águia,
Cavaleiro Rosa Cruz e O Noaquita ou Cavaleiro Prussiano.
Na Europa, o Rito Adonhiramita foi praticado na França e em Portugal,
difundindo-se das colônias e sendo o preferido da armada napoleônica.
Com a difusão do Rito Francês ou Moderno, o Rito Adonhiramita começou
a ser abandonado, restringindo a sua prática ao Brasil, onde se
encontra a sua Oficina Chefe. Graças a isso, o Rito manteve a sua
pureza original e não sofrendo as influências do teosofismo, ocorrida
com os outros ritos no final do século XIX.
Em Portugal, a primeira Loja Maçônica se instalou em 1727, sendo
regularizada pela Grande Loja de Inglaterra, em Londres em 1735,
denominada Loja dos Hereges Mercantes. Na Loja de Coimbra, fundada em
1773, encontravam-se os brasileiros Antônio de Morais Silva, Antônio
Pereira de Souza Caldas, Francisco de Melo Franco e Joaquim José
Cavalcanti. Igualmente, em outras lojas, em Lisboa e no Funchal,
existiam irmãos brasileiros.
Em 18 de fevereiro de 1722, foi inaugurada a Academia Científica,
fundada no ano anterior, com o apoio do então Vice-Rei D. Luís de
Almeida Portugal Soares de Alarcão d'Eça e Melo Silva Mascarenhas,
Marquês de Lavradio. Em 6 de junho, adota o nome de Sociedade
Literária Rio de Janeiro, funcionando até 1790, quando a devassa da
Inconfidência Mineira suspendeu os seus trabalhos. Essa Academia é
tida, hoje, como uma loja maçônica disfarçada, como sugerem alguns
textos posteriores como o que se segue, de autoria do Barão do Rio
Branco, em Efemérides Brasileiras:
"Uma divisão naval francesa, comandada pelo Capitão Landolphe, tendo
cruzado alguns dias perto da barra do Rio de Janeiro, fez algumas
presas e segui, nesta data, para o Norte. Na altura de Porto Seguro,
encontrou-se com a esquadra do comodoro inglês Rowley Bulteel, e no
combate renderam-se duas fragatas francesas. Os prisioneiros foram
entregues no Rio de Janeiro, ao Vice-Rei, Conde de Resende. Refere o
Comandante Landolphe, que foi bem tratado, porque era pedreiro-livre.
Um dos filhos do vice-rei levou-o a uma festa maçônica -
introduzindo-o no recinto do templo - diz ele em suas memórias, ouvi,
com muito prazer, o discurso do venerável...".
Outro fato importante, que poucas obediências de outros países
possuem, é o manifesto, como prova de regularidade de origem da
Maçonaria Brasileira, através de uma Loja Adonhiramita - A Loja
Reunião - que se subordinava ao Grande Oriente de França. Em 1815, foi
fundada a Loja Comércio e Artes que, com a divisão do seu quadro,
formou outras duas: a Loja União e Tranqüilidade e a Loja Esperança de
Niterói. Essas lojas adonhiramitas fundaram, em 17 de junho de 1822, o
Grande Oriente do Brasil.
Em 1839, a Constituição do Grande Oriente do Brasil criou o Colégio
dos Ritos, incluindo o Rito Adonhiramita. Em 1851, foi criado o
Colégio dos Ritos Azuis e em 1873, o Grande Capítulo dos Cavaleiros
Noaquitas, também pelo Grande Oriente do Brasil. Após a separação da
Maçonaria Brasileira, os graus simbólicos ficaram com o Grande Oriente
do Brasil e as Grandes Lojas e os Altos Graus jurisdicionados às
respectivas Oficinas Chefes dos Ritos. Em 2 de junho de 1973, o Mui
Poderoso e Sublime Grande Capítulo dos Cavaleiros Noaquitas para o
Brasil instituiu os graus de Kadosh e aumentou o número de graus para
trinta e três. A partir dessa data, o governo das Oficinas Litúrgicas
do Rito Adonhiramita ficou a cargo do Excelso Conselho da Maçonaria
Adonhiramita.
O Rito Adonhiramita é o segundo mais praticado no Brasil, com especial
concentração nos Estados de São Paulo, Santa Catarina e Pará.
Atualmente, ele é reconhecido pelas potências maçônicas regulares,
participantes da Confederação Maçônica Interamericana e Grande Oriente
do Brasil.
Fonte: Rede Colméia
Templo sob a denominação de Adonhiram é o Cathécisme des Francs Maçons
ou Le Secret des Francs Maçons (Catecismo dos Franco-Maçons ou O
Segredo dos Franco-Maçons), editado em 1744, de autoria,
possivelmente, um abade, cujo nome seria Leonardo Gabanon. Em 1730,
nasceu o Théodore de Tschoudy, considerado o organizador da segunda
parte da obra Recueil Précieus de la Franc-maçonnerie Adonhiramite
(Compilação Preciosa da Maçonaria Adorinamita), cuja primeira edição
ocorreu em 1787. O Barão Tschoudy foi membro do parlamento de sua
cidade natal, Metz, França, onde residiu de 1756 a 1765.
Maçom entusiasta e estudioso, Tschoudy utilizou seu aguçado espírito
crítico para bater-se contra a proliferação desordenada dos altos
graus do Rito de Heredom, do qual derivariam alguns dos ritos atuais,
como o escocês, o moderno e o Adonhiramita. Inicialmente, Tschoudy se
propôs a reformar os graus então existentes, reduzindo-os a quinze e
depurando-os de tudo o que não fosse fiel à tradição maçônica. Em
1766, Tschoudy publicou L'Étoile Flamboyante ou La Société des
Francs-Maçons (a Estrela Flamígera ou A Sociedade dos Franco-Maçons),
obra em que propôs a criação de uma nova Ordem de altos graus, a Ordem
da Estrela Flamígera, com três graus: Cavaleiro de Santo André,
Cavaleiro da Palestina e Filósofo Desconhecido. Desentendendo-se com
os membros do novo Conselho, dedicou-se ao já citado Recueil Précieus
de la Franc-maçonnerie Adonhiramite.
Alguns autores, porém, atribuem a autoria da Compilação a Louis
Guillemain Saint-Vitor. Esta interpretação foi feita por Ragon, que
citou este último autor em seu ritual de mestre, na bibliografia nele
mencionada. A confusão se deve à divisão da obra em duas partes, de
estilos totalmente diferentes, sendo, a primeira, pródiga em notas e
explicações, enquanto a segunda é lacônica e breve. Deduzem, os
estudiosos, que a primeira parte foi escrita por Saint-Vitor e a
segunda, por Tschoudy, em data anterior àquela.
A Compilação, aceita-se hoje, foi publicada em dois volumes, em 1787,
incluindo os graus simbólicos, graças a Saint-Vitor, que os escreveu
pouco antes da publicação, ou seja, quase vinte anos depois da morte
de Tschoudy. A primeira parte da Compilação era relativa aos graus de
Aprendiz, Companheiro e Mestre. A segunda, compreendia os graus de
perfeição: Primeiro Eleito ou Eleito dos Nove, Segundo Eleito Nomeado
de Pérignan, Terceiro Eleito Nomeado eleito dos Quinze, Pequeno
Arquiteto, Grande Arquiteto ou Companheiro Escocês, Mestre Escocês,
Cavaleiro da Espada Nomeado Cavaleiro do Oriente ou da Águia,
Cavaleiro Rosa Cruz e O Noaquita ou Cavaleiro Prussiano.
Na Europa, o Rito Adonhiramita foi praticado na França e em Portugal,
difundindo-se das colônias e sendo o preferido da armada napoleônica.
Com a difusão do Rito Francês ou Moderno, o Rito Adonhiramita começou
a ser abandonado, restringindo a sua prática ao Brasil, onde se
encontra a sua Oficina Chefe. Graças a isso, o Rito manteve a sua
pureza original e não sofrendo as influências do teosofismo, ocorrida
com os outros ritos no final do século XIX.
Em Portugal, a primeira Loja Maçônica se instalou em 1727, sendo
regularizada pela Grande Loja de Inglaterra, em Londres em 1735,
denominada Loja dos Hereges Mercantes. Na Loja de Coimbra, fundada em
1773, encontravam-se os brasileiros Antônio de Morais Silva, Antônio
Pereira de Souza Caldas, Francisco de Melo Franco e Joaquim José
Cavalcanti. Igualmente, em outras lojas, em Lisboa e no Funchal,
existiam irmãos brasileiros.
Em 18 de fevereiro de 1722, foi inaugurada a Academia Científica,
fundada no ano anterior, com o apoio do então Vice-Rei D. Luís de
Almeida Portugal Soares de Alarcão d'Eça e Melo Silva Mascarenhas,
Marquês de Lavradio. Em 6 de junho, adota o nome de Sociedade
Literária Rio de Janeiro, funcionando até 1790, quando a devassa da
Inconfidência Mineira suspendeu os seus trabalhos. Essa Academia é
tida, hoje, como uma loja maçônica disfarçada, como sugerem alguns
textos posteriores como o que se segue, de autoria do Barão do Rio
Branco, em Efemérides Brasileiras:
"Uma divisão naval francesa, comandada pelo Capitão Landolphe, tendo
cruzado alguns dias perto da barra do Rio de Janeiro, fez algumas
presas e segui, nesta data, para o Norte. Na altura de Porto Seguro,
encontrou-se com a esquadra do comodoro inglês Rowley Bulteel, e no
combate renderam-se duas fragatas francesas. Os prisioneiros foram
entregues no Rio de Janeiro, ao Vice-Rei, Conde de Resende. Refere o
Comandante Landolphe, que foi bem tratado, porque era pedreiro-livre.
Um dos filhos do vice-rei levou-o a uma festa maçônica -
introduzindo-o no recinto do templo - diz ele em suas memórias, ouvi,
com muito prazer, o discurso do venerável...".
Outro fato importante, que poucas obediências de outros países
possuem, é o manifesto, como prova de regularidade de origem da
Maçonaria Brasileira, através de uma Loja Adonhiramita - A Loja
Reunião - que se subordinava ao Grande Oriente de França. Em 1815, foi
fundada a Loja Comércio e Artes que, com a divisão do seu quadro,
formou outras duas: a Loja União e Tranqüilidade e a Loja Esperança de
Niterói. Essas lojas adonhiramitas fundaram, em 17 de junho de 1822, o
Grande Oriente do Brasil.
Em 1839, a Constituição do Grande Oriente do Brasil criou o Colégio
dos Ritos, incluindo o Rito Adonhiramita. Em 1851, foi criado o
Colégio dos Ritos Azuis e em 1873, o Grande Capítulo dos Cavaleiros
Noaquitas, também pelo Grande Oriente do Brasil. Após a separação da
Maçonaria Brasileira, os graus simbólicos ficaram com o Grande Oriente
do Brasil e as Grandes Lojas e os Altos Graus jurisdicionados às
respectivas Oficinas Chefes dos Ritos. Em 2 de junho de 1973, o Mui
Poderoso e Sublime Grande Capítulo dos Cavaleiros Noaquitas para o
Brasil instituiu os graus de Kadosh e aumentou o número de graus para
trinta e três. A partir dessa data, o governo das Oficinas Litúrgicas
do Rito Adonhiramita ficou a cargo do Excelso Conselho da Maçonaria
Adonhiramita.
O Rito Adonhiramita é o segundo mais praticado no Brasil, com especial
concentração nos Estados de São Paulo, Santa Catarina e Pará.
Atualmente, ele é reconhecido pelas potências maçônicas regulares,
participantes da Confederação Maçônica Interamericana e Grande Oriente
do Brasil.
Fonte: Rede Colméia
terça-feira, 14 de abril de 2015
Fênix e Ouroboros
O elemento mitológico "Fênix" e o símbolo esotérico "Ouroboros"
O "mito", em geral, é uma narração que descreve e retrata em linguagem
simbólica a origem dos elementos e postulados básicos de uma cultura.
É um fenômeno cultural complexo e que pode ser encarado de vários
pontos de vista. Como os mitos se referem a um tempo e lugar
extraordinários, bem como a deuses e processos sobrenaturais, têm sido
considerados com aspectos de religião.
A Maçonaria, entre outros, refere-se com freqüência, a um mito e a um
símbolo, que descreveremos a seguir:
"Fênix" – ave lendária na região da Arábia, era consumida pelo fogo a
cada período de tempo, e a mesma Fênix, nova e jovem, surgia de suas
próprias cinzas. Deste modo, quando sentia próximo o seu fim, ela
juntava em seu ninho, madeira bem seca e palha, que exposto aos raios
solares se incendiava e, juntamente com a ave, ardia em chamas.
Confiante e a espera da própria ressurreição, pois o fogo que a
consumia não lograva matá-la, surgia do resíduo da combustão de seus
ossos, uma larva, cujo crescimento ocasionava o aparecimento,
novamente, da própria Fênix. Assim, a Fênix é o símbolo da
imortalidade de nossa alma e da materialidade de nossos corpos. Fixa a
idéia de que o "corpo" se reduz a cinzas, enquanto que a "alma" é
eterna.
Há quem vê nesse mito, o caráter cíclico dos acontecimentos, mas
existe um símbolo esotérico, mais apropriado para essa interpretação,
que é o que descrevo a seguir:
"Esoterismo", vocábulo arcaico grego, referia-se aos ensinamentos
reservados, normalmente obras de grandes filósofos, sobre a origem do
mundo, nossa origem e nosso fim, transformando-se em verdadeiros
tratados, dados a pessoas preparadas, ou em preparação, com condições
de absorve-los, conhecidos como "adeptos" ou "iniciados". É o oposto
de "Exoterismo", que referia-se ao conhecimento comum, transmitido ao
público, em geral.
"Ouroboros" – importantíssimo símbolo esotérico, de origem muito
antiga, representada pela serpente que morde a própria cauda, nos dá a
entender o caráter cíclico de todas as coisas. Significando que, como
afirmava Ir\Castellani, "todo começo contém em si o fim e todo fim
contém em si o começo". É o símbolo do tempo e a continuidade da vida.
Os "ciclos" se completam, e conforme os ocultistas, os retornos
promovem a renovação perpétua. Deste modo, como nos dizia o Ir\Varoli
Filho "É possível que tudo o que existe já tenha existido". O
"Eclesiastes" já proclamou que não há nada de novo sob o sol.
Escavações arqueológicas, descobertas de áreas semelhantes a campos de
aviação, mapas antigos como os do almirante turco Piri Reis, revelando
verdades surpreendentes, nos faz crer, que um ciclo semelhante ao
nosso tempo atual, nos precedeu. O Universo está em expansão. Tudo nos
leva a crer (não existe confirmação, só hipótese) que após ela, o
Universo irá se contrair. E depois? Provavelmente, novo "Big Bang" e
nova expansão!
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
O "mito", em geral, é uma narração que descreve e retrata em linguagem
simbólica a origem dos elementos e postulados básicos de uma cultura.
É um fenômeno cultural complexo e que pode ser encarado de vários
pontos de vista. Como os mitos se referem a um tempo e lugar
extraordinários, bem como a deuses e processos sobrenaturais, têm sido
considerados com aspectos de religião.
A Maçonaria, entre outros, refere-se com freqüência, a um mito e a um
símbolo, que descreveremos a seguir:
"Fênix" – ave lendária na região da Arábia, era consumida pelo fogo a
cada período de tempo, e a mesma Fênix, nova e jovem, surgia de suas
próprias cinzas. Deste modo, quando sentia próximo o seu fim, ela
juntava em seu ninho, madeira bem seca e palha, que exposto aos raios
solares se incendiava e, juntamente com a ave, ardia em chamas.
Confiante e a espera da própria ressurreição, pois o fogo que a
consumia não lograva matá-la, surgia do resíduo da combustão de seus
ossos, uma larva, cujo crescimento ocasionava o aparecimento,
novamente, da própria Fênix. Assim, a Fênix é o símbolo da
imortalidade de nossa alma e da materialidade de nossos corpos. Fixa a
idéia de que o "corpo" se reduz a cinzas, enquanto que a "alma" é
eterna.
Há quem vê nesse mito, o caráter cíclico dos acontecimentos, mas
existe um símbolo esotérico, mais apropriado para essa interpretação,
que é o que descrevo a seguir:
"Esoterismo", vocábulo arcaico grego, referia-se aos ensinamentos
reservados, normalmente obras de grandes filósofos, sobre a origem do
mundo, nossa origem e nosso fim, transformando-se em verdadeiros
tratados, dados a pessoas preparadas, ou em preparação, com condições
de absorve-los, conhecidos como "adeptos" ou "iniciados". É o oposto
de "Exoterismo", que referia-se ao conhecimento comum, transmitido ao
público, em geral.
"Ouroboros" – importantíssimo símbolo esotérico, de origem muito
antiga, representada pela serpente que morde a própria cauda, nos dá a
entender o caráter cíclico de todas as coisas. Significando que, como
afirmava Ir\Castellani, "todo começo contém em si o fim e todo fim
contém em si o começo". É o símbolo do tempo e a continuidade da vida.
Os "ciclos" se completam, e conforme os ocultistas, os retornos
promovem a renovação perpétua. Deste modo, como nos dizia o Ir\Varoli
Filho "É possível que tudo o que existe já tenha existido". O
"Eclesiastes" já proclamou que não há nada de novo sob o sol.
Escavações arqueológicas, descobertas de áreas semelhantes a campos de
aviação, mapas antigos como os do almirante turco Piri Reis, revelando
verdades surpreendentes, nos faz crer, que um ciclo semelhante ao
nosso tempo atual, nos precedeu. O Universo está em expansão. Tudo nos
leva a crer (não existe confirmação, só hipótese) que após ela, o
Universo irá se contrair. E depois? Provavelmente, novo "Big Bang" e
nova expansão!
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
terça-feira, 7 de abril de 2015
Priming
Às vezes acontece de uma garrafa estourar devido à segunda fermentação.
O priming colocado (açúcar invertido) é fermentado pelo resto das
leveduras que "dormiram" por falta de açúcar (almento) na fermentação
no barril.
Ao se colocar 9 gramas de açúcar invertido por litro, a fermentação
ocorre dentro das garrafas, gerando a carbonatação na cerveja que
tanto gostamos.
Mas a pressão do gás carbônico pode ser, às vezes, muito para a
garrafa, que pode apresentar alguma falha, ou rachadura, e estourar.
O interessante é que a tampinha quase nunca sai.
Tem ocorrido pouco, mas na última leva tive duas baixas.
Geralmente é uma lambança, uma sujeira danada, mas se deixarmos as
garrafas um tempo em um ambiente mais contido, ou em um contêiner, a
cerveja estourada não espalha.
É impressionante a força que tem o gás - é capaz de retirar o funda da
garrafa como se fosse de papel.
O priming colocado (açúcar invertido) é fermentado pelo resto das
leveduras que "dormiram" por falta de açúcar (almento) na fermentação
no barril.
Ao se colocar 9 gramas de açúcar invertido por litro, a fermentação
ocorre dentro das garrafas, gerando a carbonatação na cerveja que
tanto gostamos.
Mas a pressão do gás carbônico pode ser, às vezes, muito para a
garrafa, que pode apresentar alguma falha, ou rachadura, e estourar.
O interessante é que a tampinha quase nunca sai.
Tem ocorrido pouco, mas na última leva tive duas baixas.
Geralmente é uma lambança, uma sujeira danada, mas se deixarmos as
garrafas um tempo em um ambiente mais contido, ou em um contêiner, a
cerveja estourada não espalha.
É impressionante a força que tem o gás - é capaz de retirar o funda da
garrafa como se fosse de papel.
Maçons Livres e Aceitos
Maçom Aceito
O termo "Aceito" aparece muitas vezes nos documentos atuais da
Maçonaria Simbólica e, obviamente, é de total interesse dos maçons.
Membros da "Companhia de Maçons de Londres" e da antiga "Companhia da
Cidade" foram "aceitos na Ordem" e considerados e mantidos como Maçons
nas Lojas. Após essa "Aceitação", homens se tornavam Maçons, conforme
anotações na seção de procedimentos das citadas companhias. Elias
Ashmole, por exemplo, foi um dos "Aceitos".
O Maçom Aceito do século XVII na Inglaterra, era essencialmente
diferente de um membro operativo, e talvez até, mais importante.
Nessas companhias de Maçons deveria ter, nessa época, maçons
operativos, juntamente com os "aceitos", que eram homens que nunca
haviam tocado numa ferramenta de trabalho em toda sua vida. Eram
aristocratas, cavalheiros, que foram admitidos devido seu patrimônio
ou pela gentileza dos demais sócios. Mas, o Maçom Aceito era,
originalmente, tanto em caráter, como para todos os propósitos
práticos, um Maçom como qualquer outro.
Dessa pratica em uso, cresceu ao longo do tempo, o uso das palavras
"Aceito" ou "Adotado" para indicar um homem que tinha sido admitido
dentro da irmandade dos maçons simbólicos. Existem poucas referencias
históricas, entretanto, não há nenhuma duvida que os maçons, mais
geralmente conhecidos como Maçons Aceitos, foram se tornando bem
conhecidos no ultimo quarto do século XVII.
Nas Lojas da Maçonaria Escocesa Operativa era comum o uso do termo
"Admitido" entre os seus membros. Aliás, na pequena nobreza e nas
famílias conceituadas, também era comum o uso desse termo.
Livre e Aceito.
Apesar do termo "Maçom" estar em uso nos dias da idade média e
candidatos serem "aceitos" na Francomaçonaria, na metade do século
XVII, a primeira vez que apareceu a frase "Maçom Livre e Aceito" foi
em 1722, cinco anos após a Primeira Grande Loja ter sido fundada. Isso
ocorreu no título de um panfleto, que hoje é conhecido como "Roberts´
Pamphlet", imprimido em Londres em 1722. O título era: "As Antigas
Constituições pertencentes a Antiga e Respeitável Sociedade dos Maçons
Livres e Aceitos ". Oficialmente, a frase foi usada pelo Dr.Anderson
na segunda edição das Constituições em 1738 e ao longo do tempo, foi
adotada pelas Grandes Lojas da Irlanda, Escócia e grande numero das
Grandes Lojas dos EUA.
A teoria admitida é que as duas palavras entraram em conjunção para um
objetivo comum, pois muitas antigas Lojas tinham entre seus membros,
"Maçons Aceitos" e outros que eles chamavam de "Freemasons – Maçons
Livres".
Isso, tanto na Maçonaria Operativa, como na Especulativa. Então, foi
razoável aceitar o termo "livre e aceito" para cobrir os dois grupos
que se expandiam rapidamente e que estavam em fusão.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
O termo "Aceito" aparece muitas vezes nos documentos atuais da
Maçonaria Simbólica e, obviamente, é de total interesse dos maçons.
Membros da "Companhia de Maçons de Londres" e da antiga "Companhia da
Cidade" foram "aceitos na Ordem" e considerados e mantidos como Maçons
nas Lojas. Após essa "Aceitação", homens se tornavam Maçons, conforme
anotações na seção de procedimentos das citadas companhias. Elias
Ashmole, por exemplo, foi um dos "Aceitos".
O Maçom Aceito do século XVII na Inglaterra, era essencialmente
diferente de um membro operativo, e talvez até, mais importante.
Nessas companhias de Maçons deveria ter, nessa época, maçons
operativos, juntamente com os "aceitos", que eram homens que nunca
haviam tocado numa ferramenta de trabalho em toda sua vida. Eram
aristocratas, cavalheiros, que foram admitidos devido seu patrimônio
ou pela gentileza dos demais sócios. Mas, o Maçom Aceito era,
originalmente, tanto em caráter, como para todos os propósitos
práticos, um Maçom como qualquer outro.
Dessa pratica em uso, cresceu ao longo do tempo, o uso das palavras
"Aceito" ou "Adotado" para indicar um homem que tinha sido admitido
dentro da irmandade dos maçons simbólicos. Existem poucas referencias
históricas, entretanto, não há nenhuma duvida que os maçons, mais
geralmente conhecidos como Maçons Aceitos, foram se tornando bem
conhecidos no ultimo quarto do século XVII.
Nas Lojas da Maçonaria Escocesa Operativa era comum o uso do termo
"Admitido" entre os seus membros. Aliás, na pequena nobreza e nas
famílias conceituadas, também era comum o uso desse termo.
Livre e Aceito.
Apesar do termo "Maçom" estar em uso nos dias da idade média e
candidatos serem "aceitos" na Francomaçonaria, na metade do século
XVII, a primeira vez que apareceu a frase "Maçom Livre e Aceito" foi
em 1722, cinco anos após a Primeira Grande Loja ter sido fundada. Isso
ocorreu no título de um panfleto, que hoje é conhecido como "Roberts´
Pamphlet", imprimido em Londres em 1722. O título era: "As Antigas
Constituições pertencentes a Antiga e Respeitável Sociedade dos Maçons
Livres e Aceitos ". Oficialmente, a frase foi usada pelo Dr.Anderson
na segunda edição das Constituições em 1738 e ao longo do tempo, foi
adotada pelas Grandes Lojas da Irlanda, Escócia e grande numero das
Grandes Lojas dos EUA.
A teoria admitida é que as duas palavras entraram em conjunção para um
objetivo comum, pois muitas antigas Lojas tinham entre seus membros,
"Maçons Aceitos" e outros que eles chamavam de "Freemasons – Maçons
Livres".
Isso, tanto na Maçonaria Operativa, como na Especulativa. Então, foi
razoável aceitar o termo "livre e aceito" para cobrir os dois grupos
que se expandiam rapidamente e que estavam em fusão.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
segunda-feira, 6 de abril de 2015
quarta-feira, 1 de abril de 2015
1o de abril - As 30 mentiras mais contadas
Para comemorar o dia da mentira, o parceiro Flávio do Copi Cola,
enviou essa lista engraçadíssima com as trinta mentiras mais contadas.
1. ADVOGADO: – Esse processo é rápido.
2. AMBULANTE: – Qualquer coisa, volta aqui que a gente troca.
3. ANFITRIÃO: – Já vai? Ainda é cedo!
4. ANIVERSARIANTE: – Presente? Sua presença é mais importante.
5. BÊBADO: – Sei perfeitamente o que estou dizendo.
6. CASAL SEM FILHOS: – Visite-nos sempre; adoramos suas crianças.
7. CORRETOR DE IMÓVEIS: – Em 6 meses colocarão: água, luz e telefone.
8. DELEGADO: – Tomaremos providências.
9. DENTISTA: – Não vai doer nada.
10. DESILUDIDA: – Não quero mais saber de homem.
11. DEVEDOR: – Amanhã, sem falta!
12. ENCANADOR: – É muita pressão que vem da rua.
13. MAÇONARIA: – Adão é maçom.
14. FILHO DE 18 ANOS: – Antes das 11 estarei de volta.
15. GERENTE DE BANCO: – Temos as taxas mais baixas do mercado.
16. INIMIGO DO MORTO: – Era um bom sujeito.
17. JOGADOR DE FUTEBOL: – Vamos continuar trabalhando e forte.
18. LADRÃO: – Isso aqui foi um homem que me deu.
19. MECÂNICO: – É o carburador.
20. MUAMBEIRO: – Tem garantia de fábrica.
21. NAMORADA: – Pra dizer a verdade, nem beijar eu sei.
22. NAMORADO: – Você foi a única mulher que eu realmente amei.
23. NOIVO: – Casaremos o mais breve possível!
24. ORADOR: – Apenas duas palavras…
25. POBRE: – Se eu fosse milionário espalhava dinheiro pra todo mundo.
26. RECÉM-CASADO: – Até que a morte nos separe.
27. SAPATEIRO: – Depois alarga no pé.
28. SOGRA: – Em briga de marido e mulher não me meto.
29. VAGABUNDO: – Há 3 anos que procuro trabalho mas não encontro.
30. VICIADO: – Essa vai ser a última.
enviou essa lista engraçadíssima com as trinta mentiras mais contadas.
1. ADVOGADO: – Esse processo é rápido.
2. AMBULANTE: – Qualquer coisa, volta aqui que a gente troca.
3. ANFITRIÃO: – Já vai? Ainda é cedo!
4. ANIVERSARIANTE: – Presente? Sua presença é mais importante.
5. BÊBADO: – Sei perfeitamente o que estou dizendo.
6. CASAL SEM FILHOS: – Visite-nos sempre; adoramos suas crianças.
7. CORRETOR DE IMÓVEIS: – Em 6 meses colocarão: água, luz e telefone.
8. DELEGADO: – Tomaremos providências.
9. DENTISTA: – Não vai doer nada.
10. DESILUDIDA: – Não quero mais saber de homem.
11. DEVEDOR: – Amanhã, sem falta!
12. ENCANADOR: – É muita pressão que vem da rua.
13. MAÇONARIA: – Adão é maçom.
14. FILHO DE 18 ANOS: – Antes das 11 estarei de volta.
15. GERENTE DE BANCO: – Temos as taxas mais baixas do mercado.
16. INIMIGO DO MORTO: – Era um bom sujeito.
17. JOGADOR DE FUTEBOL: – Vamos continuar trabalhando e forte.
18. LADRÃO: – Isso aqui foi um homem que me deu.
19. MECÂNICO: – É o carburador.
20. MUAMBEIRO: – Tem garantia de fábrica.
21. NAMORADA: – Pra dizer a verdade, nem beijar eu sei.
22. NAMORADO: – Você foi a única mulher que eu realmente amei.
23. NOIVO: – Casaremos o mais breve possível!
24. ORADOR: – Apenas duas palavras…
25. POBRE: – Se eu fosse milionário espalhava dinheiro pra todo mundo.
26. RECÉM-CASADO: – Até que a morte nos separe.
27. SAPATEIRO: – Depois alarga no pé.
28. SOGRA: – Em briga de marido e mulher não me meto.
29. VAGABUNDO: – Há 3 anos que procuro trabalho mas não encontro.
30. VICIADO: – Essa vai ser a última.
terça-feira, 31 de março de 2015
Trolhar e Telhar
É interessante, na Maçonaria, como certas coisas realizadas,
praticadas, ou palavras ditas ou interpretadas erradamente por
Veneráveis Mestres, se espalham numa velocidade vertiginosa e tendem a
se tornarem verídicas. Desse modo, é muito comum, Veneráveis e
Vigilantes saudarem Obreiros, cruzando o Malhete no peito. Ou então,
em Lojas no R.:E.:A.:A.:, o Mestre de Cerimônia andar em esquadria,
parecendo "robot", devido "achismo" do Venerável que confundiu os
Ritos.
Nesta Pílula, vamos aprofundar nosso estudo nas palavras TELHAR e
TROLHAR, que tendo significados, na Maçonaria, totalmente diferentes,
na maioria das vezes, são ditas uma substituindo a outra, como se
fossem iguais.
Nos Dicionários, temos que o substantivo "trolha" é definido como uma
"colher de pedreiro", que é usada para colocar e/ou alisar a argamassa
que está sendo usada. É utilizada para estender a argamassa e cobrir
todas as irregularidades, fazendo que o edifício construído fique
parecido como se formado por um único bloco.
O substantivo "telha" é definido como peça, geralmente de barro
cozido, usada na cobertura de edifícios. A palavra telha vem do latim:
"tegula". Daí temos "telha" em português; "tuille" em francês; "tyle"
em inglês. Temos em inglês, "tyler" como cobridor. Temos em francês,
"tuileur" como cobridor. Em português, apesar de existir a palavra
"telhador" o mais comum foi não usar a raiz da palavra e ficou
"cobridor", denominação para aquele que coloca telhas, cobre, oculta,
protege uma área de um edifício.
Entretanto, na Maçonaria, os verbos derivados dessas duas palavras,
têm os significados dados abaixo.
Trolhar: é esquecer as injúrias, as desavenças entre os Irmãos. É
perdoar um agravo, dissimular um ressentimento, perdoar uma falta de
outro Obreiro. É reforçar os sentimentos de fraternidade, de bondade e
de afeto, que unem todos os membros da família maçônica. Esses
sentimentos devem ser contínuos, sem falhas, sem asperezas e sem
rugosidades. Se isso ocorre em uma Loja, o Venerável Mestre deve se
inteirar do que está ocorrendo e "trolhar" os envolvidos. Por isso
que, na Inglaterra, o Símbolo com o formato de uma "colher de
pedreiro" é usada pelos Mestres Instalados.
Telhar: é verificar, através de perguntas, se uma pessoa é realmente
Maçom e se está no Grau requerido. Ou para verificar se um Maçom está
inteirado de conhecimentos num determinado Grau. Visitantes são
"telhados" pelo Cobridor, com essa finalidade. Cobrir o Templo é
protegê-lo de tal forma que, pessoas que estão fora não saibam o que
está ocorrendo dentro dele. É um erro crasso pedir aos Aprendizes, ou
Companheiros, ou Mestres, cobrirem o templo temporariamente, em
Colação de Grau ou Instalação. O Templo é que será coberto para eles.
Ou seja, eles não saberão o que ocorrerá dentro desse Templo, num
determinado período de tempo.
Quem cobre o Templo é o Cobridor Externo, não o Aprendiz ou o
Companheiro ou o Mestre.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto e M\I\Fernando Túllio Colacioppo Sobrinho
praticadas, ou palavras ditas ou interpretadas erradamente por
Veneráveis Mestres, se espalham numa velocidade vertiginosa e tendem a
se tornarem verídicas. Desse modo, é muito comum, Veneráveis e
Vigilantes saudarem Obreiros, cruzando o Malhete no peito. Ou então,
em Lojas no R.:E.:A.:A.:, o Mestre de Cerimônia andar em esquadria,
parecendo "robot", devido "achismo" do Venerável que confundiu os
Ritos.
Nesta Pílula, vamos aprofundar nosso estudo nas palavras TELHAR e
TROLHAR, que tendo significados, na Maçonaria, totalmente diferentes,
na maioria das vezes, são ditas uma substituindo a outra, como se
fossem iguais.
Nos Dicionários, temos que o substantivo "trolha" é definido como uma
"colher de pedreiro", que é usada para colocar e/ou alisar a argamassa
que está sendo usada. É utilizada para estender a argamassa e cobrir
todas as irregularidades, fazendo que o edifício construído fique
parecido como se formado por um único bloco.
O substantivo "telha" é definido como peça, geralmente de barro
cozido, usada na cobertura de edifícios. A palavra telha vem do latim:
"tegula". Daí temos "telha" em português; "tuille" em francês; "tyle"
em inglês. Temos em inglês, "tyler" como cobridor. Temos em francês,
"tuileur" como cobridor. Em português, apesar de existir a palavra
"telhador" o mais comum foi não usar a raiz da palavra e ficou
"cobridor", denominação para aquele que coloca telhas, cobre, oculta,
protege uma área de um edifício.
Entretanto, na Maçonaria, os verbos derivados dessas duas palavras,
têm os significados dados abaixo.
Trolhar: é esquecer as injúrias, as desavenças entre os Irmãos. É
perdoar um agravo, dissimular um ressentimento, perdoar uma falta de
outro Obreiro. É reforçar os sentimentos de fraternidade, de bondade e
de afeto, que unem todos os membros da família maçônica. Esses
sentimentos devem ser contínuos, sem falhas, sem asperezas e sem
rugosidades. Se isso ocorre em uma Loja, o Venerável Mestre deve se
inteirar do que está ocorrendo e "trolhar" os envolvidos. Por isso
que, na Inglaterra, o Símbolo com o formato de uma "colher de
pedreiro" é usada pelos Mestres Instalados.
Telhar: é verificar, através de perguntas, se uma pessoa é realmente
Maçom e se está no Grau requerido. Ou para verificar se um Maçom está
inteirado de conhecimentos num determinado Grau. Visitantes são
"telhados" pelo Cobridor, com essa finalidade. Cobrir o Templo é
protegê-lo de tal forma que, pessoas que estão fora não saibam o que
está ocorrendo dentro dele. É um erro crasso pedir aos Aprendizes, ou
Companheiros, ou Mestres, cobrirem o templo temporariamente, em
Colação de Grau ou Instalação. O Templo é que será coberto para eles.
Ou seja, eles não saberão o que ocorrerá dentro desse Templo, num
determinado período de tempo.
Quem cobre o Templo é o Cobridor Externo, não o Aprendiz ou o
Companheiro ou o Mestre.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto e M\I\Fernando Túllio Colacioppo Sobrinho
sexta-feira, 27 de março de 2015
TERIA SIDO JESUS, UM ESSÊNIO?
Teria, realmente, Jesus pertencido à seita judaica dos Essênios?
Aparentemente, de acordo com as opiniões, dadas abaixo, de alguns
escritores famosos sobre o fato, escritores historiadores, que são os
que se aplicam neste caso, tudo nos leva a crer que, não. Em caso
afirmativo, a conclusão mais razoável é que se Jesus conviveu com os
Essênios, tendo assimilado algumas de suas figuras e idéias, deles se
afastou, divergindo em pontos fundamentais.
Vamos abrir parênteses para dar uma excelente definição de
"historiador", de Cervantes: "Os historiadores devem ser precisos,
verídicos e totalmente imparciais; nem o interesse, nem o medo, o ódio
ou a afeição poderiam afastá-los da senda da verdade, da qual a
história é a mãe, a conservadora das grandes ações, o testemunho do
passado, o exemplo e o ensinamento para o presente e a advertência
para o futuro".
Deste modo, vejam a opinião de Eleutério Nicolau da Conceição, no
livro "Maçonaria – Raízes Históricas e Filosóficas", pg 177 : "Certos
livros afirmam que Jesus e Batista tinham sido Essênios, mas que Jesus
era um grau superior ao de João. Por ocasião de seu batismo, Jesus se
teria dado a conhecer por sinal, toque e palavra....etc. Parece
incrível que histórias desse tipo sejam repetidas sem que aqueles que
o fazem, tenham levantado perguntas óbvias: como aquela informação
teria chegado ao escritor? Os autores desses artigos não exercitaram
seu pensamento critico para perguntar como o autor original teria
acesso a essas informações desconhecidas de todos os estudiosos do
tema, que buscam avidamente referencias palpáveis, verificáveis na
arqueologia e documentos antigos, da passagem pela Terra do Jesus
histórico"
Continuemos obtendo mais depoimentos de escritores, como, por exemplo,
James H. Charleswort – no livro "Jesus dentro do Judaísmo", pg 74 :
"....Assim como não existem dados sustentando a idéia de Jesus ter
sido Essênio, já que não há qualquer referencia a ele nos documentos
conhecidos, não se pode tampouco afirmar que nunca houve contato entre
ambos os grupos, cristãos e Essênios. Existem, contudo, oposições
evidentes nos ensinamentos e praticas de Jesus comparados com os da
seita zadokita: os Essênios eram rigorosos cumpridores da lei,
guardando o sábado com maior rigor até do que os fariseus. Jesus
ensinava: "o sábado foi feito por causa do homem, não o homem por
causa do sábado". Em certas ocasiões mandou seus discípulos que
colhessem espigas (trabalhassem) para se alimentar no sábado.Os
Essênios superiores praticavam todo um ritual, mantendo rigor ainda
maior em relação a estranhos, e o compartilhar de refeições era para
eles um ato sagrado, apenas com os membros de seu grupo; Jesus era
acusado pelos fariseus de comer com publicanos e pecadores, a ralé da
época, o que, se feito por um Essênio, provocaria sua expulsão da
Ordem.Por último, os Essênios tinham uma cerimônia na qual
amaldiçoavam seus inimigos; enquanto Jesus ensinava: "Amai vossos
inimigos e orai por aqueles que vos perseguem".
Igualmente, o historiador John P. Meir – no livro "Um Judeu Marginal",
Imago, 1993, pg 100, nos relata, com muita sabedoria: "Seja como for
(e não há como verificar tal afirmação), não existem indicações de que
Jesus tenha tido contato direto com a comunidade de Qumrãn, em
qualquer tempo. Ele não é mencionado nos documentos encontrados em
Qumrãn, ou próximo a ele, e sua atitude independente com relação à
interpretação estrita da Lei Mosaica é a própria antítese dos
rigorosos membros da seita Qumrãn, que consideravam até os fariseus
muito indulgentes. Tudo isso não evitou que alguns escritores
imaginosos vissem Jesus e Batista em alguns textos de Qumrãn, o que
apenas mostra que a fantasia intelectual não conhece limites!"
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
Aparentemente, de acordo com as opiniões, dadas abaixo, de alguns
escritores famosos sobre o fato, escritores historiadores, que são os
que se aplicam neste caso, tudo nos leva a crer que, não. Em caso
afirmativo, a conclusão mais razoável é que se Jesus conviveu com os
Essênios, tendo assimilado algumas de suas figuras e idéias, deles se
afastou, divergindo em pontos fundamentais.
Vamos abrir parênteses para dar uma excelente definição de
"historiador", de Cervantes: "Os historiadores devem ser precisos,
verídicos e totalmente imparciais; nem o interesse, nem o medo, o ódio
ou a afeição poderiam afastá-los da senda da verdade, da qual a
história é a mãe, a conservadora das grandes ações, o testemunho do
passado, o exemplo e o ensinamento para o presente e a advertência
para o futuro".
Deste modo, vejam a opinião de Eleutério Nicolau da Conceição, no
livro "Maçonaria – Raízes Históricas e Filosóficas", pg 177 : "Certos
livros afirmam que Jesus e Batista tinham sido Essênios, mas que Jesus
era um grau superior ao de João. Por ocasião de seu batismo, Jesus se
teria dado a conhecer por sinal, toque e palavra....etc. Parece
incrível que histórias desse tipo sejam repetidas sem que aqueles que
o fazem, tenham levantado perguntas óbvias: como aquela informação
teria chegado ao escritor? Os autores desses artigos não exercitaram
seu pensamento critico para perguntar como o autor original teria
acesso a essas informações desconhecidas de todos os estudiosos do
tema, que buscam avidamente referencias palpáveis, verificáveis na
arqueologia e documentos antigos, da passagem pela Terra do Jesus
histórico"
Continuemos obtendo mais depoimentos de escritores, como, por exemplo,
James H. Charleswort – no livro "Jesus dentro do Judaísmo", pg 74 :
"....Assim como não existem dados sustentando a idéia de Jesus ter
sido Essênio, já que não há qualquer referencia a ele nos documentos
conhecidos, não se pode tampouco afirmar que nunca houve contato entre
ambos os grupos, cristãos e Essênios. Existem, contudo, oposições
evidentes nos ensinamentos e praticas de Jesus comparados com os da
seita zadokita: os Essênios eram rigorosos cumpridores da lei,
guardando o sábado com maior rigor até do que os fariseus. Jesus
ensinava: "o sábado foi feito por causa do homem, não o homem por
causa do sábado". Em certas ocasiões mandou seus discípulos que
colhessem espigas (trabalhassem) para se alimentar no sábado.Os
Essênios superiores praticavam todo um ritual, mantendo rigor ainda
maior em relação a estranhos, e o compartilhar de refeições era para
eles um ato sagrado, apenas com os membros de seu grupo; Jesus era
acusado pelos fariseus de comer com publicanos e pecadores, a ralé da
época, o que, se feito por um Essênio, provocaria sua expulsão da
Ordem.Por último, os Essênios tinham uma cerimônia na qual
amaldiçoavam seus inimigos; enquanto Jesus ensinava: "Amai vossos
inimigos e orai por aqueles que vos perseguem".
Igualmente, o historiador John P. Meir – no livro "Um Judeu Marginal",
Imago, 1993, pg 100, nos relata, com muita sabedoria: "Seja como for
(e não há como verificar tal afirmação), não existem indicações de que
Jesus tenha tido contato direto com a comunidade de Qumrãn, em
qualquer tempo. Ele não é mencionado nos documentos encontrados em
Qumrãn, ou próximo a ele, e sua atitude independente com relação à
interpretação estrita da Lei Mosaica é a própria antítese dos
rigorosos membros da seita Qumrãn, que consideravam até os fariseus
muito indulgentes. Tudo isso não evitou que alguns escritores
imaginosos vissem Jesus e Batista em alguns textos de Qumrãn, o que
apenas mostra que a fantasia intelectual não conhece limites!"
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
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