Churrasqueira solar que funciona dia e noite!
David Wilson, um professor do Massachusetts Instituto of Technology
bolou essa belezura de churrasqueira que dispensa o uso de lenha,
carvão, gás ou energia elétrica para funcionar e que já foi até
batizada como a "Wilson Solar Grills".
A engenhoca de aparência futurística, serve tanto para grelhar,
cozinhar ou aquecer alimentos, como serve também como aquecedor de
ambientes, utilizando-se para isso apenas a energia solar.
A tecnologia usada no aparelho, que pode atingir 450º Celsius, é primorosa.
Ele vem equipado com uma bateria à base de nitrato de lítio, o que lhe
rende uma autonomia de cerca de 25 horas entre cada recarga.
Isso significa que a energia armazenada num único dia de sol pode ser
utilizada durante toda a noite e no dia seguinte também, favorecendo à
agradável atividade de se cozinhar ao ar livre nas grandes cidades e
atendendo especialmente as necessidades das comunidades situadas nas
regiões rurais e longínquas.
A capacidade e refinamento tecnológico do aparato não cessa aí.
Nele se utiliza uma lente Fresnel, invenção do físico francês
Augustin-Jean Fresnel, criada inicialmente para ser usada em faróis
marítimos, cujo desenho possibilita a confecção de lentes de grande
abertura e de curta distância focal, sem ter o peso e volume do
material de uma lente convencional.
Isso significa que quando comparadas a estas, as lentes Fresnel são
muito mais finas, leves e permitem a passagem de muito mais luz.
Mais do que versátil, o aparelho que serve como fogão, grill e até
aquecedor apresenta zero emissão de CO2, bem como zero consumo e zero
desperdício de qualquer outro tipo de energia, fazendo uso somente
dessa inesgotável fonte luz proveniente do nosso amantíssimo Astro
Rei!
-> Patuscadas, nonsenses, lugares comuns (e incomuns) e outras bazófias... Antes de morrer, lembre-se de levar uma moeda para pagar Caronte e cruzar para o outro lado do Estige...
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Origens do Rito Escocês Antigo e Aceito
Enquanto o absolutismo de direito divino triunfava na França, no
século XVII, a Inglaterra foi convulsionada por revoluções que
liquidaram o regime absolutista e os resquícios do feudalismo no país,
lideradas pelos burgueses.
Durante o período de 1558 a 1603 ocorreu o reinado de Elizabeth I,
dando grande desenvolvimento ao país devido transações com as chamadas
Índias Ocidentais e Orientais, que incluíam trafico de escravos e
pirataria.
O longo reinado da rainha chegou ao fim em 1603 e, como ela não deixou
sucessores diretos, a Coroa da Inglaterra passou para a família
Stuart, parentes escoceses dos Tudors. Desse modo, Jaime VI, rei da
Escócia, tornou-se Jaime I, rei da Inglaterra e da Escócia Unidas.
O novo rei tornou-se impopular, pois além de ser considerado
estrangeiro, era ferrenho defensor do absolutismo do direito divino e
anglicano, perseguindo os católicos e, principalmente, os calvinistas,
que, em exílio voluntário, migraram para as Colônias Americanas.
Seu filho Carlos I reinou de 1625 até 1649 e era, também, absolutista.
No fim desse período, começaram as guerras civis, e Carlos I foi
executado. Tivemos um período de Republica, dirigida por um Conselho
de Estado, presidido por Cromwell.
O que nos interessa saber, é que a esposa de Carlos I e seu filho,
Carlos II, refugiaram-se na França, juntamente com todos os
partidários e parasitas da Corte.
Posteriormente, em 1660, Carlos II e seu filho Jaime II (Jacob II),
voltaram a reinar na Inglaterra, até que no reinado de Jaime II, em
1688, houve a famosa Revolução Gloriosa e, novamente a Corte inglesa
se refugiou na França.
Foi nessa época que nasceu o atual e famoso "Rito Escocês Antigo e Aceito".
Este Rito, portanto, apesar do nome "Escocês", nasceu na França, pelos
exilados ingleses, partidários da família dos Stuart, reis da
Inglaterra e Escócia.
Sabemos que a transformação da Maçonaria "Operativa" em "Especulativa"
ocorreu na Inglaterra. Entretanto, é sabido que, já no século XVI, na
França e na Itália, existiam associações que reuniam os Maçons
Aceitos, que eram, normalmente, personagens importantes da vida social
daquela época.
Como já mencionado acima, com a decapitação de Carlos I pelos
partidários de Cromwell, a família dos Stuart, juntamente com sua
Corte, refugiaram-se na França, no Castelo de Saint Germain e os seus
seguidores, chamados de "jacobitas" (Jacob=James=Jaime) implantaram as
chamadas Lojas Escocesas, que trabalhavam segundo os Antigos Costumes
e não pelos padrões da Grande Loja de Londres, fundada em 1717, cujos
membros eram denominados de Modernos (que não tem nada a ver com o
Rito Moderno, surgido também na França).
Essas Lojas Escocesas, desenvolveram um Rito, denominado "Rito Escocês
Antigo e Aceito", que no Brasil é o mais difundido, sendo que, no
mundo, o Rito de York (ou Ritual Emulation) predomina.
escrito por: M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
século XVII, a Inglaterra foi convulsionada por revoluções que
liquidaram o regime absolutista e os resquícios do feudalismo no país,
lideradas pelos burgueses.
Durante o período de 1558 a 1603 ocorreu o reinado de Elizabeth I,
dando grande desenvolvimento ao país devido transações com as chamadas
Índias Ocidentais e Orientais, que incluíam trafico de escravos e
pirataria.
O longo reinado da rainha chegou ao fim em 1603 e, como ela não deixou
sucessores diretos, a Coroa da Inglaterra passou para a família
Stuart, parentes escoceses dos Tudors. Desse modo, Jaime VI, rei da
Escócia, tornou-se Jaime I, rei da Inglaterra e da Escócia Unidas.
O novo rei tornou-se impopular, pois além de ser considerado
estrangeiro, era ferrenho defensor do absolutismo do direito divino e
anglicano, perseguindo os católicos e, principalmente, os calvinistas,
que, em exílio voluntário, migraram para as Colônias Americanas.
Seu filho Carlos I reinou de 1625 até 1649 e era, também, absolutista.
No fim desse período, começaram as guerras civis, e Carlos I foi
executado. Tivemos um período de Republica, dirigida por um Conselho
de Estado, presidido por Cromwell.
O que nos interessa saber, é que a esposa de Carlos I e seu filho,
Carlos II, refugiaram-se na França, juntamente com todos os
partidários e parasitas da Corte.
Posteriormente, em 1660, Carlos II e seu filho Jaime II (Jacob II),
voltaram a reinar na Inglaterra, até que no reinado de Jaime II, em
1688, houve a famosa Revolução Gloriosa e, novamente a Corte inglesa
se refugiou na França.
Foi nessa época que nasceu o atual e famoso "Rito Escocês Antigo e Aceito".
Este Rito, portanto, apesar do nome "Escocês", nasceu na França, pelos
exilados ingleses, partidários da família dos Stuart, reis da
Inglaterra e Escócia.
Sabemos que a transformação da Maçonaria "Operativa" em "Especulativa"
ocorreu na Inglaterra. Entretanto, é sabido que, já no século XVI, na
França e na Itália, existiam associações que reuniam os Maçons
Aceitos, que eram, normalmente, personagens importantes da vida social
daquela época.
Como já mencionado acima, com a decapitação de Carlos I pelos
partidários de Cromwell, a família dos Stuart, juntamente com sua
Corte, refugiaram-se na França, no Castelo de Saint Germain e os seus
seguidores, chamados de "jacobitas" (Jacob=James=Jaime) implantaram as
chamadas Lojas Escocesas, que trabalhavam segundo os Antigos Costumes
e não pelos padrões da Grande Loja de Londres, fundada em 1717, cujos
membros eram denominados de Modernos (que não tem nada a ver com o
Rito Moderno, surgido também na França).
Essas Lojas Escocesas, desenvolveram um Rito, denominado "Rito Escocês
Antigo e Aceito", que no Brasil é o mais difundido, sendo que, no
mundo, o Rito de York (ou Ritual Emulation) predomina.
escrito por: M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Sob malhete
Prancha sob Malhete
O "Malhete" na Maçonaria, segundo o Mestre Nicola Aslan, é um pequeno
malho de forma especial, normalmente feito de madeira, usado pelo
Venerável Mestre e pelos Vigilantes de uma Loja, o qual indica
direção, poder e autoridade, dentro de uma determinada Loja. É também
o Símbolo da vontade, da força, do trabalho e da lógica.
Portanto, conforme Mestre Castellani, no seu "Dicionário de Termos
Maçônicos – Ed. Trolha", o assunto contido na "prancha sob Malhete"
ficará para ser resolvido posteriormente, ou cuja discussão é adiada.
Isso pode ser feito pelo Venerável Mestre ou proposto pelo Orador,
quando entender que a matéria em discussão não está suficientemente
esclarecida.
Essa atribuição deve, evidentemente, ser exercida com o máximo
critério, sob pena de responsabilidade perante a justiça maçônica.
Obviamente, existe um prazo de tempo, determinado nos Regulamentos
Gerais de cada Obediência, para que esse conteúdo seja revelado,
analisado e discutido.
Além do Venerável Mestre, o Orador da Loja, como representante do
Ministério Público, deve controlar esse prazo.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
O "Malhete" na Maçonaria, segundo o Mestre Nicola Aslan, é um pequeno
malho de forma especial, normalmente feito de madeira, usado pelo
Venerável Mestre e pelos Vigilantes de uma Loja, o qual indica
direção, poder e autoridade, dentro de uma determinada Loja. É também
o Símbolo da vontade, da força, do trabalho e da lógica.
Portanto, conforme Mestre Castellani, no seu "Dicionário de Termos
Maçônicos – Ed. Trolha", o assunto contido na "prancha sob Malhete"
ficará para ser resolvido posteriormente, ou cuja discussão é adiada.
Isso pode ser feito pelo Venerável Mestre ou proposto pelo Orador,
quando entender que a matéria em discussão não está suficientemente
esclarecida.
Essa atribuição deve, evidentemente, ser exercida com o máximo
critério, sob pena de responsabilidade perante a justiça maçônica.
Obviamente, existe um prazo de tempo, determinado nos Regulamentos
Gerais de cada Obediência, para que esse conteúdo seja revelado,
analisado e discutido.
Além do Venerável Mestre, o Orador da Loja, como representante do
Ministério Público, deve controlar esse prazo.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
Linguiça 2.0 - Ćevap do Jurza
Tá bonita essa linguiça que fizemos! Agora, na segunda versão, já foi
mais aprimorada e tá ficando profissa!
Achei um barato (#cool!) fazer linguiça: tinha tempos que eu queria
experimentar fazer, mas nunca animava. Um belo dia, comprei as tripas,
a carne, o moedor de carne, e na coragem, fizemos.
Essa segunda rodada, de pernil de porco, levou uma colherinha de estabilizante ET IV,
que ajudou a manter a cor e o suco da carne - e eu fiquei surpreso
como que a segunda linguiça está melhor do que a primeira, só seguindo algumas regrinhas básicas!
Esse tanto de linguiça que tem aí tem um quilo e meio de carne de
pernil de porco, passada no moedor com o disco "RIM", que é o maior
que tem, só para embutir mesmo, sem muita moeção - a primeira linguiça
que eu fiz, passei no disco que vem com a máquina, que deve ser uns 18
mm por aí, e a linguiça ficou muito maçarocada.
Passei água também pelo meio da tripa e lavei as tripas salgadas com
muita água e depois deixei de molho na água com vinagre - isso fez com
que a tripa ficasse sem cheiro algum - outra dica é que se ficar muito
tempo no meio ácido (água com vinagre ou limão), a tripa dá uma
endurecida nas fibras.
E é legal colocar uma colher de açúcar na carne - isso quebra um
pouquinho o sal e ainda faz com que seja mais fácil a soltura da carne
cozida da linguiça da casca (tripa).
Na hora da carne descansar com o tempero para ser curada, aperte a carne no recipiente que ela está o máximo possível e cubra com um plástico encostando na carne - restringindo o oxigênio, a carne irá oxidar e escurecer muito menos. O descanso legal é de 12 horas na geladeira, ou de 3 horas à temperatura ambiente.
Lembre-se: quanto menos contato com o ar, e quanto menor a temperatura da carne (de até uns 10 graus centígrados - menos que isso a cura não acontece), menos oxidação ocorrerá.
Outra dica é que na hora de ensacar, colocar um tanto de água gelada
na carne - isso ajuda a lubrificar o moedor, facilitando o serviço, e
de quebra mantém a carne fria para não escurecer, já que o moedor
aquece um pouquinho a carne e ela toma uma cor escura...
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Triumph x BMW
fonte: carros.uol.com.br/motos/noticias
De volta ao Brasil desde novembro, a Triumph acertou em cheio ao
escolher montar a Tiger 800 XC em sua fábrica em Manaus (AM). Com
isso, a bigtrail chegou ao mercado com preço competitivo (R$ 39.900)
para brigar no segmento que têm atraído muitos motociclistas que
buscam versatilidade.
Até então, havia uma predileta entre as bigtrails com até 1.000 cc no
país: a BMW F 800 GS (R$ 42.900), líder do segmento, que vendeu 2.429
unidades em 2012.
Para descobrir o que cada uma oferece ao consumidor, colocamos as duas
frente a frente, em trechos urbanos, rodovias e na terra. Um jogo
entre Alemanha e Inglaterra.
AS MELHORES
Não é errado afirmar que essas duas são as principais alternativas de
motos de média cilindrada disponíveis para o consumidor que gosta de
aventura. O preço talvez possa ser mais salgado que o das
concorrentes, mas suas qualidades também são mais temperadas. Ambas
são nacionalizadas, ou seja, montadas por sistema CKD em Manaus (AM).
Apesar de propostas semelhantes, o coração dessas motos são distintos.
A Tiger 800 XC usa motor de três cilindros -- característica típica da
marca. O propulsor, derivado da esportiva Daytona 675 R, teve seu
interior alterado em 80% para chegar à capacidade cúbica de 799 cm³ e
gerar 94 cv e 8,06 kgfm. A ideia de tenta mesclar o torque dos
bicilíndricos e a potência dos quatro cilindros está evidente na 800
XC
Já os alemães optaram por um motor de dois cilindros paralelos que
alcança 85 cavalos de potência e 8,5 kgfm de torque.
Na prática, esses números significam que o motor da Triumph é mais
elástico, com uma linha de torque linear e progressiva, entregando
força em todas as faixas de aceleração -- característica que exige
menos trocas de marchas, tornando a moto mais confortável para longas
viagens e trechos urbanos.
A BMW tem mais fôlego que sua rival em baixas e médias rotações,
entregando toda sua potência antes das 6.000 rpm. O piloto sente mais
a força da aceleração na BMW. Outra diferença é que o motor de
bicilíndrico vibra mais que o de três cilindros, principalmente em
altas rotações.
CONSUMO
A economia de combustível também evidencia a diferença dos motores:
por girar mais, o tricilíndrico da Triumph faz 16,1 km/l, enquanto o
propulsor da BMW obteve média de 17,9 km/l. Entretanto, como a Tiger
800 XC tem tanque de 19 litros, sua autonomia é superior que a da F
800 GS, que tem tanque de 16 litros.
Na terra, a configuração de cada motor faz a diferença na hora da
pilotagem. Por oferecer força mais cedo, a F 800 GS se sai melhor em
terrenos acidentados, principalmente naqueles mais travados. A Triumph
Tiger 800 XC ficará para trás se a procura do piloto for por
desempenho off-road. Mas para incursões de "passeio" ou até mesmo
deslocamentos, as duas andam juntas.
CICLÍSTICA
A configuração das suspensões e o chassi de cada moto refletem
exatamente a diferença no DNA de cada uma. Dotada de um quadro tubular
de aço em treliça, feito para ser resistente, a Tiger usa aros de
alumínio com raios (21 polegadas na frente e 17 atrás) e suspensões de
longo curso -- garfo telescópico invertido com 220 mm de curso na
dianteira, e monoamortecedor com 215 mm de curso fixado por links na
balança traseira, também de alumínio, ambos da marca Showa. São
especificações dignas de uma moto feita para enfrentar qualquer
caminho.
Ambas são equipadas com pneus Pirelli Scorpion Trail, de uso misto. E,
mesmo assim, o desempenho da moto inglesa nas curvas de asfalto é
digno de esportiva, tamanho ângulo de inclinação que ela permite.
A BMW F 800 GS também roda muito bem em estradas asfaltadas, apesar de
se destacar na terra. Seu quadro em treliça de tubos de aço oferece
mais rigidez ao seu conjunto de suspensões, e à roda dianteira, de 21
polegadas. O garfo invertido de 230 mm de curso e o monoamortecedor
traseiro, de 215 mm com regulagens em retorno e pré-carga de mola,
deixam o piloto mais alto, permitindo boa visualização do tráfego.
Todas essas informações, na prática, deixam claro o "viés" trail da
BMW e o perfil mais "sport-touring" da Triumph. Em resumo, a Tiger 800
XC se sobressai no asfalto, mas sem deixar sua rival comendo poeira.
Na terra, o cenário é oposto: a F 800 GS é melhor, mas somente quando
exigida de uma maneira mais radical.
Nossa conclusão foi empate técnico entre as duas -- o perfil do
cliente é o que faz a diferença
TECNOLOGIA EMBARCADA
As duas marcas não economizaram nos freios e dotaram seus modelos com
sistema ABS -- a BMW optou por equipar sua bigtrail com pinças Brembo
e a Triumph escolheu a japonesa Nissin. O conjunto da F 800 GS conta
com disco duplo dianteiro de 300 mm com pinça de dois pistões na
dianteira e disco simples de 265 mm com pinça de um pistão na
traseira. A Triumph instalou dois discos duplos flutuantes de 308 mm
na dianteira, mordidos por pinças também flutuantes de dois pistões; e
um disco simples de 255 mm com pinça flutuante de pistão único, na
traseira.
Para os mais experientes no fora-de-estrada, as duas motos oferecem a
possibilidade de o condutor desligar o sistema antitravamento.
No quesito tecnologia, a motocicleta alemã se sobressai, já que a
versão 2013 ganhou controle de tração de série. Sua concorrente não
traz o controle de tração nem mesmo como opcional (em nenhum lugar do
mundo). O sistema é bem-vindo, principalmente em pisos irregulares e
escorregadios. Assim que ele detecta que a motocicleta perde
aderência, corta a rotação do motor e corrige praticamente sozinho a
situação. Se for pilotar de forma mais forte no off-road, recomenda-se
que ele seja desligado -- justamente para que a moto não "engasgue".
Banco da Triumph mostra essência estradeira; BMW, mais "trail", vai
bem no off-road
BIÓTIPOS DIFERENTES
A posição de pilotagem sublinha ainda mais as características trail da
BMW e touring da Triumph. Isso pode ser facilmente notado pela altura
do tanque de combustível em relação à cintura do condutor. Na Triumph,
o piloto fica confortavelmente encaixado numa posição mais estradeira.
Na BMW, a posição é mais ereta, mais agressiva. Essa percepção fica
ainda mais clara quando se pilota em pé.
Para conquistar maior fatia do mercado, uma motocicleta deve agradar
uma grande variedade de consumidores. A BMW oferece três opções de
bancos, com alturas diferentes (850 mm, 895 mm e 920 mm), além do
banco standard de 880 mm.
A Triumph não fica atrás. Apesar de ter um assento com pouca espuma,
oferece altura do banco em relação ao solo bastante democrática: 865
mm, que pode ser abaixada para 845 mm. A regulagem de altura do guidão
também ajuda.
CONCLUSÃO
Ao fim desse jogo entre ingleses e alemães o resultado acaba sendo
empate. As duas são excelentes máquinas e oferecem um produto
"premium" para o consumidor, mas com propostas para perfis diferentes.
O estilo de pilotagem e o uso que se fará da moto desempata o
confronto.
De volta ao Brasil desde novembro, a Triumph acertou em cheio ao
escolher montar a Tiger 800 XC em sua fábrica em Manaus (AM). Com
isso, a bigtrail chegou ao mercado com preço competitivo (R$ 39.900)
para brigar no segmento que têm atraído muitos motociclistas que
buscam versatilidade.
Até então, havia uma predileta entre as bigtrails com até 1.000 cc no
país: a BMW F 800 GS (R$ 42.900), líder do segmento, que vendeu 2.429
unidades em 2012.
Para descobrir o que cada uma oferece ao consumidor, colocamos as duas
frente a frente, em trechos urbanos, rodovias e na terra. Um jogo
entre Alemanha e Inglaterra.
AS MELHORES
Não é errado afirmar que essas duas são as principais alternativas de
motos de média cilindrada disponíveis para o consumidor que gosta de
aventura. O preço talvez possa ser mais salgado que o das
concorrentes, mas suas qualidades também são mais temperadas. Ambas
são nacionalizadas, ou seja, montadas por sistema CKD em Manaus (AM).
Apesar de propostas semelhantes, o coração dessas motos são distintos.
A Tiger 800 XC usa motor de três cilindros -- característica típica da
marca. O propulsor, derivado da esportiva Daytona 675 R, teve seu
interior alterado em 80% para chegar à capacidade cúbica de 799 cm³ e
gerar 94 cv e 8,06 kgfm. A ideia de tenta mesclar o torque dos
bicilíndricos e a potência dos quatro cilindros está evidente na 800
XC
Já os alemães optaram por um motor de dois cilindros paralelos que
alcança 85 cavalos de potência e 8,5 kgfm de torque.
Na prática, esses números significam que o motor da Triumph é mais
elástico, com uma linha de torque linear e progressiva, entregando
força em todas as faixas de aceleração -- característica que exige
menos trocas de marchas, tornando a moto mais confortável para longas
viagens e trechos urbanos.
A BMW tem mais fôlego que sua rival em baixas e médias rotações,
entregando toda sua potência antes das 6.000 rpm. O piloto sente mais
a força da aceleração na BMW. Outra diferença é que o motor de
bicilíndrico vibra mais que o de três cilindros, principalmente em
altas rotações.
CONSUMO
A economia de combustível também evidencia a diferença dos motores:
por girar mais, o tricilíndrico da Triumph faz 16,1 km/l, enquanto o
propulsor da BMW obteve média de 17,9 km/l. Entretanto, como a Tiger
800 XC tem tanque de 19 litros, sua autonomia é superior que a da F
800 GS, que tem tanque de 16 litros.
Na terra, a configuração de cada motor faz a diferença na hora da
pilotagem. Por oferecer força mais cedo, a F 800 GS se sai melhor em
terrenos acidentados, principalmente naqueles mais travados. A Triumph
Tiger 800 XC ficará para trás se a procura do piloto for por
desempenho off-road. Mas para incursões de "passeio" ou até mesmo
deslocamentos, as duas andam juntas.
CICLÍSTICA
A configuração das suspensões e o chassi de cada moto refletem
exatamente a diferença no DNA de cada uma. Dotada de um quadro tubular
de aço em treliça, feito para ser resistente, a Tiger usa aros de
alumínio com raios (21 polegadas na frente e 17 atrás) e suspensões de
longo curso -- garfo telescópico invertido com 220 mm de curso na
dianteira, e monoamortecedor com 215 mm de curso fixado por links na
balança traseira, também de alumínio, ambos da marca Showa. São
especificações dignas de uma moto feita para enfrentar qualquer
caminho.
Ambas são equipadas com pneus Pirelli Scorpion Trail, de uso misto. E,
mesmo assim, o desempenho da moto inglesa nas curvas de asfalto é
digno de esportiva, tamanho ângulo de inclinação que ela permite.
A BMW F 800 GS também roda muito bem em estradas asfaltadas, apesar de
se destacar na terra. Seu quadro em treliça de tubos de aço oferece
mais rigidez ao seu conjunto de suspensões, e à roda dianteira, de 21
polegadas. O garfo invertido de 230 mm de curso e o monoamortecedor
traseiro, de 215 mm com regulagens em retorno e pré-carga de mola,
deixam o piloto mais alto, permitindo boa visualização do tráfego.
Todas essas informações, na prática, deixam claro o "viés" trail da
BMW e o perfil mais "sport-touring" da Triumph. Em resumo, a Tiger 800
XC se sobressai no asfalto, mas sem deixar sua rival comendo poeira.
Na terra, o cenário é oposto: a F 800 GS é melhor, mas somente quando
exigida de uma maneira mais radical.
Nossa conclusão foi empate técnico entre as duas -- o perfil do
cliente é o que faz a diferença
TECNOLOGIA EMBARCADA
As duas marcas não economizaram nos freios e dotaram seus modelos com
sistema ABS -- a BMW optou por equipar sua bigtrail com pinças Brembo
e a Triumph escolheu a japonesa Nissin. O conjunto da F 800 GS conta
com disco duplo dianteiro de 300 mm com pinça de dois pistões na
dianteira e disco simples de 265 mm com pinça de um pistão na
traseira. A Triumph instalou dois discos duplos flutuantes de 308 mm
na dianteira, mordidos por pinças também flutuantes de dois pistões; e
um disco simples de 255 mm com pinça flutuante de pistão único, na
traseira.
Para os mais experientes no fora-de-estrada, as duas motos oferecem a
possibilidade de o condutor desligar o sistema antitravamento.
No quesito tecnologia, a motocicleta alemã se sobressai, já que a
versão 2013 ganhou controle de tração de série. Sua concorrente não
traz o controle de tração nem mesmo como opcional (em nenhum lugar do
mundo). O sistema é bem-vindo, principalmente em pisos irregulares e
escorregadios. Assim que ele detecta que a motocicleta perde
aderência, corta a rotação do motor e corrige praticamente sozinho a
situação. Se for pilotar de forma mais forte no off-road, recomenda-se
que ele seja desligado -- justamente para que a moto não "engasgue".
Banco da Triumph mostra essência estradeira; BMW, mais "trail", vai
bem no off-road
BIÓTIPOS DIFERENTES
A posição de pilotagem sublinha ainda mais as características trail da
BMW e touring da Triumph. Isso pode ser facilmente notado pela altura
do tanque de combustível em relação à cintura do condutor. Na Triumph,
o piloto fica confortavelmente encaixado numa posição mais estradeira.
Na BMW, a posição é mais ereta, mais agressiva. Essa percepção fica
ainda mais clara quando se pilota em pé.
Para conquistar maior fatia do mercado, uma motocicleta deve agradar
uma grande variedade de consumidores. A BMW oferece três opções de
bancos, com alturas diferentes (850 mm, 895 mm e 920 mm), além do
banco standard de 880 mm.
A Triumph não fica atrás. Apesar de ter um assento com pouca espuma,
oferece altura do banco em relação ao solo bastante democrática: 865
mm, que pode ser abaixada para 845 mm. A regulagem de altura do guidão
também ajuda.
CONCLUSÃO
Ao fim desse jogo entre ingleses e alemães o resultado acaba sendo
empate. As duas são excelentes máquinas e oferecem um produto
"premium" para o consumidor, mas com propostas para perfis diferentes.
O estilo de pilotagem e o uso que se fará da moto desempata o
confronto.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Velhice na Maçonaria
A VELHICE NA MAÇONARIA
Ir\ José Luiz Menão
"Outrora, a velhice era uma dignidade; hoje, ela é um peso."
(Francois Chateaubriand)
Quando fui iniciado, a vida para mim ganhou um novo sentido, pelas
novas amizades e pelo ensinamento que recebia nas instruções de meus
preceptores.
A sessão maçônica era uma coisa extraordinariamente nova e reveladora.
Sonhava em crescer na Ordem e ser como aqueles Irmãos mais antigos,
pois via neles tanto conhecimento e amizade, meus sábios inspiradores.
Aqueles "velhinhos" eram a porta para meu ingresso no conhecimento e
na filosofia da Arte Real.
Para mim, eles viviam num mundo de felicidade e que aquilo era uma
herança, que levariam até os dias da velhice.
Esse sentimento inundava o meu espírito de paz e esperança. Jamais
poderia pensar que o caminhar dos anos trouxesse consigo mudanças tão
importantes.
Parece que a juventude não conhece o segredo para a transmutação e
quando a idade avança, somos pegos por uma realidade surpreendente, às
vezes desalentadora.
A Ordem que servimos por décadas a fio, dispendendo os maiores
esforços, nos abandonara na idade senil. Justamente quando estamos
mais carentes e fragilizados.
Na America do Norte, os maçons idosos vão para o albergue da Ordem
onde vivem em paz e dignamente.
Toco nesse assunto, levando em conta casos de Irmãos que vivem no mais
completo abandono maçônico.
Vitimados por uma enfermidade não saem para lugar algum, aprisionados
em suas casas.
Essa realidade é bem diferente dos Templos aconchegantes e das amplas
festas e Copos D'Água que um dia frequentaram.
Aquela alegria barulhenta e os abraços fraternos deram lugar ao
abandono, ao ostracismo involuntário e ao silêncio cósmico que arrasa
seu moral.
Se tivessem a mão amiga de um Irmão, poderia ir à Loja, aos almoços e
de novo serem felizes.
A maçonaria, pródiga em ajudar os velhinhos dos asilos profanos, vira
a cara para seus próprios membros que nem sempre precisam de apoio
pecuniário, apenas de uma visita.
A tentativa de levar Irmãos à casa de um enfermo sempre resulta em
fracasso, pois ninguém se interessa.
Os Veneráveis Mestres, esses, nunca vão.
O tempo corre célere e a vida escapa pelos dedos como o mercúrio.
Irmãos, ainda há tempo, embora curto, para amar o próximo, pois o Céu
não pode esperar.
Ir\ José Luiz Menão
"Outrora, a velhice era uma dignidade; hoje, ela é um peso."
(Francois Chateaubriand)
Quando fui iniciado, a vida para mim ganhou um novo sentido, pelas
novas amizades e pelo ensinamento que recebia nas instruções de meus
preceptores.
A sessão maçônica era uma coisa extraordinariamente nova e reveladora.
Sonhava em crescer na Ordem e ser como aqueles Irmãos mais antigos,
pois via neles tanto conhecimento e amizade, meus sábios inspiradores.
Aqueles "velhinhos" eram a porta para meu ingresso no conhecimento e
na filosofia da Arte Real.
Para mim, eles viviam num mundo de felicidade e que aquilo era uma
herança, que levariam até os dias da velhice.
Esse sentimento inundava o meu espírito de paz e esperança. Jamais
poderia pensar que o caminhar dos anos trouxesse consigo mudanças tão
importantes.
Parece que a juventude não conhece o segredo para a transmutação e
quando a idade avança, somos pegos por uma realidade surpreendente, às
vezes desalentadora.
A Ordem que servimos por décadas a fio, dispendendo os maiores
esforços, nos abandonara na idade senil. Justamente quando estamos
mais carentes e fragilizados.
Na America do Norte, os maçons idosos vão para o albergue da Ordem
onde vivem em paz e dignamente.
Toco nesse assunto, levando em conta casos de Irmãos que vivem no mais
completo abandono maçônico.
Vitimados por uma enfermidade não saem para lugar algum, aprisionados
em suas casas.
Essa realidade é bem diferente dos Templos aconchegantes e das amplas
festas e Copos D'Água que um dia frequentaram.
Aquela alegria barulhenta e os abraços fraternos deram lugar ao
abandono, ao ostracismo involuntário e ao silêncio cósmico que arrasa
seu moral.
Se tivessem a mão amiga de um Irmão, poderia ir à Loja, aos almoços e
de novo serem felizes.
A maçonaria, pródiga em ajudar os velhinhos dos asilos profanos, vira
a cara para seus próprios membros que nem sempre precisam de apoio
pecuniário, apenas de uma visita.
A tentativa de levar Irmãos à casa de um enfermo sempre resulta em
fracasso, pois ninguém se interessa.
Os Veneráveis Mestres, esses, nunca vão.
O tempo corre célere e a vida escapa pelos dedos como o mercúrio.
Irmãos, ainda há tempo, embora curto, para amar o próximo, pois o Céu
não pode esperar.
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