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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Telemarketing - muito boa !

Toca o telefone...

- Alô.

- Alô, poderia falar com o responsável pela linha?

- Pois não, pode ser comigo mesmo.

- Quem fala, por favor?

- Edson.

- Sr. Edson, aqui é da OI, estamos ligando para oferecer a promoção OI
linha adicional, onde o Sr. tem direito...

- Desculpe interromper, mas quem está falando?

- Aqui é Rosicleide Judite, da OI, e estamos ligando...

- Rosicleide, me desculpe, mas para nossa segurança, gostaria de
conferir alguns dados antes de continuar a conversa, pode ser?

- Bem, pode..

- De que telefone você fala? Meu bina não identificou.

- 10331.

- Você trabalha em que área, na OI?

- Telemarketing Pro Ativo.

- Você tem número de matrícula na OI?

- Senhor, desculpe, mas não creio que essa informação seja necessária.

- Então terei que desligar, pois não posso ter segurança que falo com
uma funcionária da OI. São normas de nossa casa.

- Mas posso garantir....

- Além do mais, sempre sou obrigado a fornecer meus dados a uma legião
de atendentes sempre que tento falar com a OI.

- Ok.... Minha matrícula é 34591212.

- Só um momento enquanto verifico.

(Dois minutos depois)

- Só mais um momento.

(Cinco minutos depois)

- Senhor?

- Só mais um momento, por favor, nossos sistemas estão lentos hoje.

- Mas senhor...

- Pronto, Rosicleide, obrigado por ter aguardado. Qual o assunto?

- Aqui é da OI, estamos ligando para oferecer a promoção, onde o Sr.
tem direito a uma linha adicional. O senhor está interessado, Sr.
Edson?

- Rosicleide, vou ter que transferir você para a minha esposa, porque
é ela que decide sobre alteração e aquisição de planos de telefones.

- Por favor, não desligue, pois essa ligação é muito importante para mim.

(coloco o telefone em frente ao aparelho de som, deixo a música Festa
no Apê do Latino
tocando no Repeat (quem disse que um dia essa droga não iria servir
para alguma coisa?), depois de tocar a porcaria toda da música, minha
mulher atende:

- Obrigado por ter aguardado.... pode me dizer seu telefone pois meu
bina não identificou..

- 10331.

- Com quem estou falando, por favor.

- Rosicleide

- Rosicleide de que?

- Rosicleide Judite (já demonstrando certa irritação na voz).

- Qual sua identificação na empresa?

- 34591212 (mais irritada agora!).

- Obrigada pelas suas informações, em que posso ajudá-la?

- Aqui é da OI, estamos ligando para oferecer a promoção, onde a Sra
tem direito a uma
linha adicional. A senhora está interessada?

- Vou abrir um chamado e em alguns dias entraremos em contato para dar
um parecer,
pode anotar o protocolo por favor.....alô, alô!

TUTUTUTUTU...

- Desligou.... nossa que moça impaciente!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Mortes envolvendo motos disparam em pequenas cidades

Nos últimos dez anos, número equivale ao total de americanos mortos na
Guerra do Vietnã

20 de novembro de 2011 | 8h 03

AE - Agência Estado

O aumento da frota de motos em circulação no Brasil se tornou
responsável por uma das piores epidemias que o País já enfrentou.
Foram 65 mil mortes em acidentes com motocicleta nos últimos dez anos
- número equivalente ao total de americanos mortos na
Guerra do Vietnã.

Veja também:

Desde 2007, moto mata mais que carro
E não é nas grandes metrópoles litorâneas ou do Sudeste que as mortes
têm maior peso nas estatísticas. São as pequenas cidades do interior,
especialmente do Nordeste, Norte e Centro-Oeste do País, que
concentram as maiores taxas de mortalidade por quantidade de motos ou
motonetas em circulação - em municípios como São Gonçalo do Piauí
(PI), Ribeirãozinho (MT) e Aurora do Tocantins (TO).

Em números absolutos, as mortes em cada uma dessas cidades podem não
impressionar. São duas, três, dez por ano. Por isso, não provocam
tanto barulho. Mas, quando somadas, configuram uma epidemia só
comparável à provocada pelos assassinatos. E as vítimas têm o mesmo
perfil: jovens de 20 a 29 anos, do sexo masculino e de baixa renda.
Nessa faixa etária, nem câncer nem enfarte nem nenhuma outra doença
mata mais do que as motos.

Só as armas de fogo.

Entre as capitais, São Paulo ocupa apenas o 13.º lugar no ranking da
mortalidade envolvendo motociclistas. O Rio fica em 15.º. A campeã,
com uma taxa três vezes maior, é Boa Vista (RR), seguida de perto por
Palmas (TO).

O Ministério da Saúde se diz preocupado com o crescimento das mortes,
mas há poucos programas de abrangência nacional em curso para combater
a epidemia.

O aumento das mortes está diretamente ligado ao avanço da frota sobre
duas rodas que, de 2000 a 2010, cresceu quatro vezes de tamanho. É
exatamente a mesma taxa de crescimento do número de mortes. As
informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte:

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,mortes-envolvendo-motos-disparam-em-pequenas-cidades,800741,0.htm

Riqueza de significados

A palavra mais rica da Língua Portuguesa:

M E R D A:
(Nem o Aurélio definiu tão bem)

A palavra mais rica da língua portuguesa é a palavra MERDA.
Esta versátil palavra pode mesmo ser considerada um coringa da língua
portuguesa.


Vejam os exemplos a seguir:

1) Como indicação geográfica 1:
Onde fica essa MERDA?

2) Como indicação geográfica 2:
Vá a MERDA!

3) Como indicação geográfica 3:
17:00h - vou embora dessa MERDA.

4) Como substantivo qualificativo:
Você é um MERDA!

5) Como auxiliar quantitativo:
Trabalho pra caramba e não ganho MERDA nenhuma!

6) Como indicador de especialização profissional:
Ele só faz MERDA.

7) Como indicativo de MBA:
Ele faz muita MERDA.

8) Como sinônimo de covarde:
Seu MERDA!

9) Como questionamento dirigido:
Fez MERDA, né?

10) Como indicador visual:
Não se enxerga MERDA nenhuma!

11) Como elemento de indicação do caminho a ser percorrido:
Por  que você não vai a MERDA?

12) Como especulação de conhecimento e surpresa:
Que MERDA é essa?

13) Como constatação da situação financeira de um indivíduo:
Ele  está na MERDA...

14) Como indicador de ressentimento natalino:
Não ganhei MERDA nenhuma de presente!

15) Como indicador de admiração:
Puta MERDA!

16) Como indicador de rejeição:
Puta MERDA!

17) Como indicador de espécie:
O que esse MERDA pensa que é?

18) Como indicador de continuidade:
Tô na mesma MERDA de sempre.

19) Como indicador de desordem:
Tá tudo uma MERDA!

20) Como constatação científica dos resultados da alquimia:
Tudo o que ele toca vira MERDA!

21) Como resultado aplicativo:
Deu MERDA.

22) Como indicador de performance esportiva:
O Flamengo não está jogando MERDA nenhuma!!!

23) Como constatação negativa:
Que MERDA!

24) Como classificação literária:
Êita textinho de MERDA!!!

25) Como qualificação de governo:
O Presidente Lula só faz MERDA!

26) Como situação de 'orgulho/metidez' :
Ela se acha e não tem 'MERDA NENHUMA!'

27) Como indicativo de ocupação:
Para ter lido até aqui, é sinal que não está fazendo MERDA nenhuma!!!

Óleo ou graxa na corrente?

A dúvida de um internauta do MOTO.com.br certamente é a mesma de
muitos outros motociclistas, que se deparam no dilema de como
lubrificar a corrente do equipamento da maneira ideal e correta. Quem
utiliza óleo, sempre tem dor de cabeça com a limpeza da motoca, que
fica com a roda traseira repleta de pingos e manchas. Se a opção é a
graxa, em pouco tempo o problema passa a ser o acumulo de sujeira na
corrente.

"O que deve ser salientado desde o início é que não há como manter a
roda limpa quando se passa óleo na corrente", afirma André Luis de
Brito Thomaz, mecânico da Suzuki há 11 anos. "Mas é preferível limpar
a moto a cada semana a ter que gastar muito mais dinheiro com
manutenção", destaca o "Tomate", como é conhecido pelos amigos.

A dica para quem prefere óleo é não exagerar na aplicação do produto e
dar preferência ao óleo 90, que é bastante viscoso e ideal para a
lubrificação, de acordo com Thomaz. "Mas antes de passá-lo, é
recomendável lavar a corrente com querosene, a fim de tirar o óleo
velho e as demais impurezas que ficam concentradas", explica.

Um spray, no entanto, surge como a salvação para aqueles que realmente
detestam ver a roda suja, e representa também o que existe de melhor
no mercado. "O 'Chain Lub' foi projetado para a aplicação em
correntes. Ele é muito bom porque gruda na corrente; e esse não suja.
O porém está no seu preço, em torno de 50 reais, bem elevado no
comparativo com os demais tipos de lubrificantes. Mas quem o adquire e
aplica na moto pode fazer uma viagem sossegada até o Chile, pois ainda
sobra produto", ressalta o mecânico.

Thomaz falou também sobre o excesso de óleo na corrente, que pode
gerar alguns imprevistos. "Além de sujar ainda mais a roda, o
excedente pode pegar no pneu e aumentar o risco de queda do
motociclista. Outro detalhe é que o óleo pode entrar no pinhão — a
peça que transfere a força do motor para a roda traseira —, dando a
impressão de que ele esteja com vazamento".

Quanto ao uso de graxa, a recomendada é a náutica. "Ela é boa também.
É branca e não sai com água, mas acumula sujeira, especialmente areia.
Neste caso, a dica é a mesma para quem opta pelo óleo: lavar a
corrente uma vez por semana".

Os grãos de areia e demais tipos de partículas sólidas podem causar
sérios danos, como problema no rolamento de roda, pinhão e rolamento
do eixo secundário. "Um conjunto de relação custa muito caro,
portanto, sai muito mais barato dar atenção às limpezas", volta a
destacar.

Todas as fabricantes de moto recomendam que a corrente seja
lubrificada a cada 400 km. Thomaz, contudo, alerta aos motociclistas —
em especial aqueles que dependem do uso diário do veículo de duas
rodas — para criarem o hábito de aplicar um pouco de óleo em cada dia
pela manhã. "Com isso, a vida útil da corrente será prolongada,
garantindo a felicidade do proprietário", completa "Tomate".

Fonte:
Equipe MOTO.com.br
Site: http://www.moto.com.br/motodicas/conteudo/745.html

Como proceder em caso de chuva de granizo...Utilidade publica

Muito importante essa dica - na última chuva de granizo aqui em BH nem pensei nisso...

Engarrafamento em Jacarta

Se você acha que em Belo Horizonte ou São Paulo tem muito motoqueiro,
agora sabe que não é verdade...

EXPLICAÇÃO HISTÓRICA SOBRE O SALMO 133

"Oh ! Quão bom e agradável vivermos unidos os irmãos ! É como o óleo
precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Aarão,
e desce para a gola de suas vestes. É como o orvalho do Hermon, que
desce sobre os montes de Sião. Ali ordena o senhor a sua benção e a
vida para sempre".

Israel assim como seu povo é abençoado por Deus, dizem em historias
populares, que é o povo escolhido, situado entre a cadeia de montes de
Sião, de onde se destaca majestosamente o monte Hermon, um verdadeiro
oásis, contrastando com os países vizinhos; Cortado por diversos e
importantes rios, dentre eles o mais famoso, o rio Jordão, às suas
margens estende-se verdejantes videiras e oliveiras assim com produz
tudo o que se planta.

Como Jerusalém está situada na meseta central da Palestina, para
chegar à cidade santa de qualquer parte da terra, é preciso "subir", o
que explica bem a razão de ser da expressão "das subidas", circundada
pelos montes de Sião, onde o senhor escolheu para morar, de onde se
destaca majestosamente o monte Hermon.

O monte Hermon por sua vez, destaca-se por sua magnitude, de tão alto,
há neve em seu cume o tempo todo, e é de lá, que após que vem o
orvalho santo junto com as bênçãos; A neve derretida, forma os rios e
os lençóis de água, e por sua importância é que no salmo 133, destaca
de forma tão bela.

Quando Davi falava "O quão bom e agradável vivermos unidos os irmãos!
" importância que dava aos povos de diversas aldeias que iam aos
templos de Jerusalém para rezar, e Jerusalém por sua vez, tratava à
todos dessa forma, acolhia quem quer que fosse, viesse de qualquer
lugar.

E o óleo citado "...é como o óleo precioso..." era um perfume
raríssimo à base de mirra e oliva, usado para urgir os reis e
sacerdotes, e ou aqueles neófitos que asparivam a alguma iniciação;
Importante à ponto de comparar com os irmãos unidos e sua
grandiosidade.

Agora quando fala "...é como o orvalho do Hermon, que desce sobre os
montes de Sião..." refere-se ao monte em sua pujança, sua importância
para a existência de Israel, dos montes vem o orvalho e o orvalho é a
água, a vida, a natureza, o bem mais precioso.

Para situarmos melhor na história, falo agora do significado de cada
citação, de onde podemos refletir e só assim, entendermos o que Davi
Dizia:

OS IRMÃOS:

Quando o Salmo 133, sugere "...que os irmãos vivam em união..."
estamos traçando um programa de convivência amena e construtiva, e se
voltarmos no tempo, veremos que a palavra "irmão" se revela uma
necessidade entre os homens e era mesmo. Com toques divinos, não menor
necessidade que temos dela hoje, basta que encaremos o panorama humano
dos nossos dias atormentados pelas divergências e alimentados pelo
ódio mais profundo.

O ÓLEO

" Os óleos vegetais são produtos de secreção das plantas, que se obtém
das sementes ou frutos dos vegetais, são substâncias gordurosas das
quais muitas comíveis líquida e de temperatura ordinária" Bem, podemos
ver que não trata-se de nova tecnologia, o óleo citado acima, usado
para unção sagrada, era uma das espécies porém muito especial.

AARÃO

O membro destacado da tribo de Levi, irmão mais velho de Moisés e seu
principal colaborador, possui um peso próprio na tradição bíblica,
devido ao seu caráter de patriarca e fundador da classe sacerdotal dos
judeus.

A BARBA

Pelos espalhados pelo rosto, adorna a face do homem desde os mais
remotos tempos, a barba mereceu dos mais variados, novos semitas e não
semitas da antiguidade, um trato especial, destinaram-lhe grandes
cuidados. Não apenas um símbolo de masculinidade e podemos
exemplificá-la com os varões que engrandeceram o império Brasileiro,
figuras imponentes pela conduta e em particular, símbolo de
austeridade moral.

Os Israelitas a que pertencia Aarão, evidenciaram especial estima pela
barba, a ela conferiam forte merecimento, apreciável atributo do
varão, que externava pela sua aparência, sua própria dignidade. Os
Israelitas por si mesmo, pelo que ela representava, raspá-la e
eliminá-la do rosto, demonstrava sinal de dor profunda.

AS VESTES

De especial significa litúrgico e ritualístico, eram as vestes
daqueles que tinham por missão exercitar atos religiosos, como a
unção, o sacrifício, o culto e variava de conformidade com os diversos
ofícios religiosos para invocação da divindade.

Havia especial referência pela cor branca nas vestes sacerdotais, nas
representações egípcias contemporâneas ou posteriores ao médio
império, os sacerdotes usavam um avental grosseiro e curto, já o
sacerdote leitor, usava uma faixa que lhe cobria o peito como
distintivo de sua categoria, enquanto que o sacerdote vinculado ao
ritual de coroação, exibia uma pele de pantera.

No velho testamento presume-se o uso de um avental quadrado, quando se
fala na proibição de aproximar-se do altar através das grades, talvez
um precursor do avental maçônico.

Então o óleo sagrado era jorrado sob a cabeça da pessoa a ser ungida,
desça pela barba e escorria à orla de suas vestes.

O ORVALHO

O esplendor da natureza oferece a magia do orvalho, que desce das
alturas para florir de viço as plantas, nada mais belo e nada mais
sedutor do que o frescor das manhãs, ver como as folhas cobrem-se de
uma colcha unida, onde vão refletir os raios avermelhados do sol que
traz luz.

No capim deposita-se o orvalho cama verde e amiga, em gotículas que,
juntando-se umas às outras, vão nutrir a terra ávida de alimento,
parecem espadas de aço ao calor do dia, nas pétalas florias,
formando-se perolas do líquido cristalino, espelho da vida que exulta
ao redor.

O MONTE HERMON

Trata-se de um maciço rochoso situado ao sul-sudeste do antilíbano do
qual se separa um vale profundo e extenso, apresenta-se de forma de um
circulo, que vai de nordeste à sudeste. Explicando um pouco mais, para
entender a geografia dessa região que viram nascer a história do mundo
bíblico: O Antilíbano é a cordilheira que se estende paralelamente ao
Líbano, separando das planícies de Bekaa. De todas as cadeias
montanhosas, é a que se posta mais ao oriente, pois desenvolve-se no
nordeste ao sul-sudeste, por quase 163 quilômetros, suas extensões e
alturas são visíveis à partir do mediterrâneo; Seu ponto culminante é
o monte Hermon, com mais de 2.800 metros de altitude, possui neve em
seu cume e de lá o vento traz o orvalho.

O MONTE SIÃO

Também chamado de monte de Deus, o monte Sião não que seja santo por
si mesmo, más porque o Senhor o escolhera para ser sua morada, para
todos, o monte será um refúgio seguro e inabalável.

O orvalho que escorre de Hermon para os montes de Sião, como o senhor
ali mora, é dele que escorre o orvalho abençoado, todas as suas
complacências.

Em Salmos 2:6 vemos que Deus mesmo instalou seu rei sobre o monte
santo, " Eu, porém constituí meu rei sobre o monte Sião " O mesmo
lugar em que Abraão ia sacrificar o filho conforme ( 2 Cr 3:1 e Gen.
22:2).

A BENÇÃO

Tudo que é bom e lhe é agraciado; Em Hebraico, seu significado é
"berakak" palavra que deriva de "Berek" que por sua vez significa
joelho. Nota-se a relação entre uma e outra palavra, porque, sendo a
benção a invocação das graças de Deus sobre a pessoa que a recebe,
deve ser colhida com humildade e unção, portanto, de joelhos em terra,
reverenciado e respeitosamente.

Para os Semitas, benção possui força própria, e por isso, é capaz
despertada a sua potencialidade energética de produzir a saúde,
palavra que se acha envolvida por vibração, carregada de energia
dinâmica e magia.

"O onipotente te abençoará com a benção do céu, com as bênçãos do
abismo, que jaz embaixo, com as bênçãos dos seios maternos e dos
úteros".

(Gênesis 49:25)

Assim " ...Porque ali o senhor ordena a benção e a vida para sempre.

Quem fala muito (em Loja), atrapalha...

Texto providencial...

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    Este assunto é uma unanimidade em todas as Oficinas:

    - Quem fala muito atrapalha a reunião! Mas por que isto acontece?
Por dois motivos: vaidade e ingenuidade.

    A vaidade é facilmente notada quando o locutor coloca os verbos na
primeira pessoa, suas manifestações parecem testemunhos, ele julga que
em todos os assuntos da Loja os Irmãos devem escutar sua opinião e tem
a capacidade de ocupar mais tempo do que o ritualizado para o Quarto
de Hora de Estudos.

    A ingenuidade é aparente naqueles que saúdam as autoridades,
visitantes e ainda dá as conclusões sobre a Sessão (funções do
Orador).

    Também sempre se manifestam sobre as Instruções (função das Luzes
ou daqueles que o Venerável indicar); após a leitura do Balaústre pede
a palavra, saúda nominalmente todos os presentes e questiona o
Secretário sobre qualquer questiúncula que deveria fazê-lo após a
Sessão, às vezes por questões mínimas.

    Nós devemos entender que qualquer reunião que ultrapassa duas
horas é cansativa e se torna improdutiva; temos Irmãos que trabalharam
o dia inteiro e desejam à noite encontrar com o grupo para serenar os
ânimos e harmonizar-se com o Criador.

    Vivemos num tempo onde o perigo é uma constante e abrirmos a porta
de nosso lar após as 23:00 é um risco para toda a família.

    Observem que quando o "Irmão falador" pede a palavra, toda a
Oficina "trava", e assim há uma quebra na Egrégora da Sessão.

    Por outro lado, quando aquele Irmão que pouco se manifesta pede a
palavra, todos e se voltam para ele com atenção e RESPEITO.

    Devemos nos conscientizar que se queremos contribuir na formação
dos Irmãos, devemos fazê-lo pelo EXEMPLO e não pela palavra!

    A verborréia é uma deficiência, um vício que avilta o homem!

    Quando formos visitar uma Loja, estaremos lá para aprender e não
para ensinar, então o silêncio torna-se uma prece; nas Sessões Magnas
(compreensivelmente mais longas) e sempre com a presença de
visitantes, deixemos que o Orador nos apresente e fiquemos com o Sinal
de Ordem, para dizer à toda Oficina que somos o nominado e estamos de
P.: e a O.:.

    Dar os parabéns pelos trabalhos só é necessário para os que têm
necessidade de lustro na vaidade.

    Se o Irmão quiser ocupar mais de 3 minutos (tempo mais que
salutar) ele pode agendar com o Secretário sua participação no Quarto
de Hora de Estudo ou na Ordem do Dia.

    No período destinado à Palavra a Bem da Ordem em Geral e do Quadro
em Particular, devemos priorizar trazendo notícias dos Irmãos ausentes
e louvarmos os feitos da Ordem.

    O Livro da Lei nos ensina: "Pois o Reino de Deus não consiste em
palavras, mas na virtude." (1 Coríntios 4,20).

    Lembrem-se que todos nós independente do Grau ou de Cargos, somos
responsáveis pela qualidade das Sessões Maçônicas.


Para que o mal triunfe,   basta  que  os  bons cruzem os
braços na omissão,  deixando  de lutar pelo Justo e Perfeito.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

As origens do Rito Escocês Antigo e Aceito, suas Cores.

Desde a criação da Grande Loja de Londres, em 1717, desenvolveram-se
na França dois ramos
distintos da maçonaria: um inglês, dependente da Grande Loja londrina,
e outro "escocês"...

A Maçonaria dos dias de hoje tem parte de sua história originada na Ordem dos
Templários ou Soberana Ordem dos Cavaleiros do Templo de Jerusalém ou Ordem da
Milícia do Templo, fundada em 1118, para a proteção da Terra Santa, no tempo das
Cruzadas.

A Ordem dos Templários era regida pelos estatutos idealizados por São
Bernardo, o abade de Clairvaux, sendo seu maior símbolo o Templo de Jerusalém,
como representação das obras perfeitas dedicadas a Deus. Os templários eram
monges guerreiros e construtores, instruídos por antigos mestres
cistercienses nas
tradições greco-romanas, e se empenhavam na construção de igrejas, fortalezas,
estradas e pontes.

O poder crescente da Ordem acabaria criando inimizades e
cobiças; o rei Felipe IV, o Belo, ávido de dinheiro, forjou uma queixa contra os
Templários e o Papa Bonifácio VIII, invejoso dos Cavaleiros do Templo, concordou
com sua tese e, aos 12 de maio de 1310, 54 cavaleiros foram queimados  "nas
fogueiras santas". Dois anos depois, "extinta" a Ordem, foram executados o
Grão-Mestre dos Templários, Jacques de Molay e o Grão-Prior, Guido da
Normandia.

(1) O avô de Felipe, o rei Luís, foi canonizado pelo mesmo papa Bonifácio,
como São Luís, sendo que este odiava os judeus, e os perseguiu
tenazmente durante
seu reinado, por volta de 1254.

(2)  Os Templários, todavia, não se extinguiram com
a extinção oficial da Ordem em 1312. Os que escaparam da "justiça" real e papal
agregaram-se às comunidades de ofício. A Ordem do Templo, após sua destruição
oficial, reconstituiu-se na forma de uma sociedade secreta internacional, cujos
Grãos-Mestres viveram ocultos até o século XVIII.

Os Templários deram origem ao Companheirismo ( Compagnonnage ), existente até
hoje. A necessidade de manter trabalhadores cristãos organizados, em regiões
distantes, subordinados a uma mesma filosofia, sob um regulamento chamado de
"Santo Dever", construtores de cidadelas fortificadas, segundo métodos
de trabalho
herdados da antigüidade, manteve em Paris dentro da área do Templo, durante 500
anos, o centro destes trabalhadores iniciados.

O estabelecimento Templário em Paris
ocupava nessa época cerca de um terço da cidade e fugia à jurisdição
real, e onde os
ofícios eram todos ofícios-francos, com os artesãos isentos do jugo
real e investidos
plenamente no direito de franquia. Ou seja, na época das Cruzadas, não existiam
cavaleiros maçons, mas sim, operários da construção, que
principalmente nas terras
do Oriente, eram reconhecidos como membros do Compagnonnage, instruídos pelos
Templários.(3)

O trabalho operário, liberal, organizado, se transmitia apenas a
aprendizes iniciados
que passavam por provas de lealdade e mantinham segredo sobre os conhecimentos
adquiridos, constituindo corporações de oficio, segundo cada especialização de
atividade, como canteiros, sapateiros, marceneiros, e outros, e os "magister
carpentarius", verdadeiros arquitetos que instruíam os demais operários. Com a
dissolução dos Templários e a evolução política medieval, estes
artífices organizados
e detentores dos segredos das corporações dispersaram-se pela Europa e pelo
Oriente, mantendo suas tradições e sua organização, incluindo um
sólido mecanismo
de comunicação incógnito e de transmissão de conhecimentos secretos. Estes
artesãos, agora unidos aos monges Beneditinos, dedicaram-se à
construção de todas
as grandes catedrais da Europa, onde cada canteiro de obras era acompanhado de
uma escola, uma creche e diversas " Lojas ", segundo cada
"especialidade artesanal"
de edificação e acabamento. A partir daí, começa a ser possível falar
em maçonaria
(maçonnerie em francês – alvenaria – trabalho com a massa de assentar tijolos ou
pedras; mason em inglês – pedreiro; masonry - alvenaria ) ainda
"operativa", devido
esta herança operária.(4)

No mundo político medieval, esta organização com tal capacidade de comunicação e
ainda mais sendo secreta, atraiu a atenção de membros da elite política, que na
época se confundia inteiramente com a elite da Igreja Católica. Estes
companheiros
de ofício já se identificavam por lenços coloridos, atados aos
chapéus, ao pescoço, à
lapela, ou aos bastões ou bengalas, sendo cada combinação de cores
própria de uma
profissão. (5)

Desta forma, a "maçonaria operativa" passou a "aceitar" a adesão de lideres
político/religiosos em seu meio, que passaram a ser reconhecidos como "maçons
aceitos" ou "especulativos", que assim se achavam abrigados e munidos de intensa
capacidade de divulgação bem como de absorção de idéias e informações. Nesta
época a maçonaria se disseminou e se organizou na Inglaterra, reunindo-se
primariamente em Estalagens, pois historicamente estas se ocupavam do apoio
logístico aos Companheiros, garantindo sua guarida e a troca de suas
"Vestimentas
Brancas". Além disso, usavam o átrio das Igrejas para suas cerimônias de caráter
mais esotérico.

Pode-se deduzir que a chamada " Maçonaria Operativa" já era dedicada a
atividades
especulativas, como as concepções religiosas e metafísicas, deixando
de ser usada a
terminologia operativa e especulativa em favor dos termos "Maçonaria de Ofício e
Maçonaria dos Aceitos", este último para designar a Franco-maçonaria,
a partir do
século XVI, quando passaram a ser aceitos elementos não ligados à arte
de construir,
originalmente os franco-maçons ou maçons-livres ( ou free-masons, em
inglês).[ (2)

Por esta época uma família real, a dos Stuarts, reinava alternadamente tanto na
Escócia como na Inglaterra, [(1) pág.17 e (2) pág.67], sendo esta
dinastia iniciada no
século XII e encerrada com a morte em 1649 do rei Carlos I, decapitado pelos
partidários de Oliver Cromwell, que usurpou o trono. Os Stuarts refugiaram-se na
França até 1661, quando Carlos II reentrou triunfalmente em Londres,
restabelecendo a dinastia Stuartista. O rei francês Luís XIV estabeleceu o asilo
político nesse período aos membros da família real e a inúmeros outros
membros da
nobreza escocesa e inglesa, que passaram a preparar a reação contra Cromwell.

Esses nobres, que passaram a ser chamados na Inglaterra de Jacobinos
ou Jacobitas,
com o intuito de se precaverem contra os elementos hostis à dinastia Stuartista,
abrigavam-se sob a capa das Lojas Maçônicas, sob cujo caráter secreto podiam sem
grandes riscos comunicar-se com seus partidários na Inglaterra e
tramar a queda do
puritanismo de Cromwell. Desta forma a maçonaria se estruturou na França durante
o exílio da família Stuart. Todavia esta dinastia foi novamente expulsa do trono
inglês, numa seqüência política que resultou na reforma imposta por
Henrique VIII,
com o rompimento com o Papa e a criação da Igreja Anglicana,
diretamente ligada à
casa real britânica. Esta divisão política e religiosa foi acompanhada
de uma divisão
na Maçonaria. As Lojas da Inglaterra, fortemente representadas na
cidade de York,
em 24 de junho de 1717, no solstício de verão europeu,  organizaram o primeiro
sistema obediencial, com a fundação, em Londres, do primeiro organismo
centralizador de diversas Lojas, tomando o título de Grande Loja,
reunindo quatro
Lojas londrinas. Este sistema, nascido no seio da sociedade monárquica
inglesa do
século XVIII, por influencia desta, tornava-se também autocrático, com o
Grão-Mestre ungido com todos os poderes monárquicos. [(3) pág. 112.]

A Grande Loja de Londres teve durante muito tempo uma discreta e limitada
influência, já que a maioria das lojas inglesas continuava a respeitar
as Antigas
Obrigações, permanecendo livres e não aceitando a inovação apresentada em
Londres, sob a égide da política religiosa anglicana. O centro da
resistência à Grande
Loja era a antiga Loja de York, que para ter igualdade de condições,
constituiu a
Grande Loja dos Maçons Aceitos, ou Grande Loja dos Antigos Maçons, se
contrapondo
aos "modernos" de Londres.

A divisão estendeu-se até 1813 quando a fusão das duas obediências
gerou a Grande
Loja Unida dos Antigos Franco-Maçons  da Inglaterra, que decidiu, em 1815,
trabalhar de acordo com o Rito dos Antigos, que eram acostumados ao titulo de
Maçons de York, e apenas nos três primeiros graus, admitindo-se um
quarto grau, do
Real Arco, na verdade como mera extensão do Mestrado. [(2), pág. 41] e (6)
O Rito de York, por outros motivos, é também identificado como Rito de Emulação.

Nesse mesmo século, a França iria passar por grandes transformações, provocadas
pelo liberalismo, que começara a crescer após a Reforma Religiosa,
atingindo o seu
auge na época da Revolução Francesa de 1789.

A implantação do regime que privilegiava o poder do povo – democracia – em
oposição à autocracia, iria proporcionar, por suas influencias, um
tipo diferente de
governo maçônico, com poderes moderadores do poder único do Gão-Mestre, como
na Republica, através de representantes das Lojas num poder Legislativo e com o
respaldo da lei, num poder Judiciário. Este sistema, por ser
diferente, adotou um
título diferente, tendo como seu organismo centralizador de vários
orientes ( cidades
ou vilas sedes de Lojas) um Grande Oriente. Desde então, as
Obediências Maçônicas
criadas sob a influência inglesa ( por exemplo o Estados Unidos da América)
formaram Grandes Lojas, enquanto que aquelas criadas sob a influencia da
Maçonaria francesa criaram Grandes Orientes. [(3), pág. 113]

Desde a criação da Grande Loja de Londres, em 1717, desenvolveram-se na França
dois ramos distintos da maçonaria: um inglês, dependente da Grande
Loja londrina, e
outro "escocês", livre do sistema obediencial, e portanto vivendo de
acordo com os
antigos preceitos, segundo os quais os Maçons tinham o direito de
constituir Lojas
Livres, procedimento que aos poucos foi mudado, com a generalização da
implantação do sistema obediencial. Estas lojas "escocesas" , todavia,
representavam
a esmagadora maioria.

Em 1771, das 154 Lojas de Paris, 322 da Província e outras 21 em Regimentos
Militares, não havia 10 que  tivessem recebido sua patente da Grande
Loja Inglesa.
Não se falava ainda em Rito Escocês, apenas se reafirmava a origem
Stuartista desta
corrente antigamente escocesa ou Jacobita. Isso só iria acontecer na
segunda metade
do século XVIII, com a criação dos Altos Graus, suma característica do
Escocesismo,
nascida do desejo de aristocratizar a ordem, não no sentido político
do termo, mas,
principalmente, como uma idéia de seleção. Essa transformação
iniciou-se em 1758,
com a criação dos 25 Graus (do chamado Rito de Héredom) e só seria plenamente
estabelecida em 1801, com a fundação, em Charleston, nos EUA, do Primeiro
Supremo Conselho do mundo, do chamado Rito Escocês Antigo e Aceito,
estabelecendo os definitivos 33 graus.

A maçonaria original, dos Stuarts, "escocesa", sempre usou várias
cores, nos diversos
graus, mas sempre predominou a vermelha, tanto devido a sua origem católica,
quanto à sua aristocratização, a partir de 1758. Na Antigüidade as cores purpura
(vermelho escuro) e carmesim (vermelho vivíssimo) eram sinais de
realeza e usadas
só pelos aristocratas e ricos, obtidas de pigmentos raros e caros, a
partir de cascas e
conchas de crustáceos, inicialmente, lembrando a importância econômica da
descoberta do Pau-Brasil, posteriormente, como fonte de pigmentos vermelhos.

Como exemplo, durante o martírio de Jesus, os soldados o recobriram com um manto
purpura, como zombaria, perante a afirmação de realeza por Ele proferida. Os
Césares romanos e seus senadores, usavam mantos cor de purpura, cunhando a
expressão "purpura imperial", para designar o cargo de Imperador. No Catolicismo
são várias as cores litúrgicas, e variam conforme as datas simbólicas;
todavia os
paramentos vermelhos são usado nos dias dos Santos Mártires, assim como os
dignitários da Igreja, nos mais altos cargos da hierarquia, diferenciam-se pelo
vermelho de suas vestes e chapéus, como ocorre com os cardeais, que no mundo
profano equiparam-se  aos príncipes da realeza. Graças a isso é que os Rituais e
Instruções do Rito Escocês, desde os seus primórdios, estabelecem a cor vermelha
como básica para ele, estando presente nas paredes do Templo, nas
tapeçarias, nas
almofadas, no estandarte, e nos paramentos dos Mestres Maçons. Além disso,
estabelecem que os ornamentos, galões, franjas e jóias e demais
detalhes devem ser
dourados; estes são prateados ou brancos nos ritos Moderno e Adoniramita, assim
como no Rito de York. (7) O relato da Bíblia sobre a construção do templo de
Jerusalém fala nitidamente que não se fazia conta com a prata como
algo de valor,
sendo todos os instrumentos confeccionados de ouro e as demais estruturas
metálicas de grandes proporções, de bronze.

Para diferenciar-se, o Rito de York, e as Grandes Lojas, sob a influencia
político/religiosa anglicana, adotaram desde o início, a cor azul
celeste. No Brasil, no
período colonial, embora ainda não existissem Lojas, existiam maçons, em sua
maioria nobres portugueses iniciados no Grande Oriente da França, que
criaram, em
17 de junho de 1822 o Grande Oriente Brasílico, reinstalado em 1831
com o título de
Grande Oriente do Brasil, portanto "escocês" e "vermelho", como atestam o "Guia
dos Maçons escossezes ou Reguladores dos três graos Symbolicos do Rito Antigo e
Aceito – Rio de Janeiro – 1834" e o " Regulador Geral do Rito Escossez Antigo e
Aceito para o Império do Brasil – Rio de Janeiro – 1857"

Bibliografia:
1. O Rito Escocês Antigo e Aceito – José Castellani – Editora Maçônica
"A Trolha"
–  2.ª edição – 1996 – pág. 146.
2. Curso Básico de Liturgia e Ritualística - José Castellani – Editora
Maçônica " A
Trolha" – 2.ªdição – 1994 – pág. 79.
3. Consultório Maçônico VI – José Castellani – Editora Maçônica " A
Trolha" – 1.ª
edição– 1998 – pág. 98.
4. A Simbólica Maçônica – Jules Boucher –Editora Pensamento – 1948 – 1997 –
pág. 223.
5. Pérolas Maçônicas – Simbolismo das Cores na Franco-Maçonaria – Gilson da
Silveira Pinto – Traduções -  Editora Maçônica "A Trolha" – 1998 – pág. 151.
6. Análise da Constituição de Anderson – José Castellani e Raimundo Rodrigues –
Editora Maçônica "A Trolha" – 1995 –
7. As cores Vermelhas do Rito Escocês – Coletânea de diversos autores – Editora
Maçônica "A Trolha" – 1994.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Estranho personagem, esse tal de motociclista.






Difícil crer que seja possível preferir o desconforto de uma
motocicleta, onde se fica instavelmente instalado sobre um banquinho
minúsculo, tendo que fazer peripécias para manter o equilíbrio e
torcendo para que não haja areia na estrada.


Como podem achar bom transportar o passageiro, dito garupa, sem nenhum
conforto ou segurança, forçando o coitado a agarrar-se à pança do
motociclista, sujeitando ambos a toda sorte de desconfortos, como
chuva, ou mesmo aquela "ducha" de água suja jogada pelo carro que
passa sobre a poça ao lado, ou de ficarem inalando aquele malcheiroso
escapamento dos caminhões em uma avenida movimentada como a marginal
Tietê, por exemplo, sem falar da necessidade de se utilizar capas,
casacos e capacetes, mesmo naqueles dias de calor intenso.


Isso tudo enquanto convivemos numa época em que os automóveis nos
oferecem toda sorte de confortos e itens de segurança.
Ar-condicionado, que permite que você chegue ao trabalho sem estar
fedendo e suado; "air bags", barras laterais, cintos de três pontos,
etc., que conferem ao passageiro uma segurança mais do que necessária;
som ambiente; possibilidade de conversar com os passageiros (OS
passageiros...) sem ter que gritar e assim por diante.


Intrigante personagem, esse tal de motociclista.


Apesar de tudo o que disse acima, vejo sempre em seus rostos um
estranho e particular sorriso, que não me lembro de haver esboçado
quando em meu carro, mesmo gozando de todas as facilidades de que ele
dispõe.


Passei, então, a prestar um pouco mais de atenção e percebi que,
durante minhas viagens, motociclistas, independente de que máquinas
possuíssem, cumprimentavam-se uns aos outros, apesar de aparentemente
jamais terem se visto antes daquele fugaz momento, quando se cruzaram
em uma dessas estradas da vida.


Esquisito...Prestei mais atenção e descobri que eles freqüentemente se
uniam e reuniam, como se fossem amigos de longa data, daqueles que
temos tão poucos e de quem gostamos tanto. Senti a solidariedade que
os une. Vi também que, por baixo de muitas daquelas roupas de couro
pesadas, faixas na cabeça, luvas, botas, correntes e caveiras, havia
pessoas de todos os tipos, incluindo médicos, juízes, advogados,
militares, etc. que, naquele momento, em nada faziam lembrar os
sisudos, formais e irrepreensíveis profissionais que eram no seu dia a
dia. Descobri até alguns colegas, a quem jamais imaginei ver
paramentados tão estranhamente.


Muito esquisito... Ao conversar com alguns deles, ouvi dos indizíveis
prazeres de se "ganhar a estrada" sobre duas rodas; sobre a sensação
deliciosa de se fazer novos amigos por onde se passa; da alegria da
redescoberta do prazer da aventura, independente da idade; e da
possibilidade de se ser livre e alegre, rompendo barreiras que existem
apenas e tão somente em nossas mentes tão acostumadas à mediocridade.


Vi ouvi e meditei sobre o assunto... Mudei minha vida...


Maravilhoso personagem, esse tal de motociclista. Muitas motos eu
tive, mas jamais fui um verdadeiro motociclista, erro que, em tempo,
trato agora de desfazer. Mais que uma nova moto, a moto dos meus
sonhos.


Mais que apenas uma moto, o rompimento dos grilhões que a mim impunham
o medo e o preconceito e que por tanto tempo me impediram de desfrutar
de tantas aventuras e amizades. Deus sabe o tempo que perdi e as
experiências que deixei de vivenciar. Se antes olhava-os com
estranheza, mesmo sendo proprietário de uma moto (mas não um
motociclista), vejo-os agora com profunda admiração e, quando não
estou junto, com uma deliciosa pontinha de inveja.


O interessante, é que conheço pessoas que jamais possuíram moto, mas
que estão em perfeita sintonia com o ideal motociclista. Algumas
chegam até mesmo a participar de encontros e listas de discussão, não
que isto seja imprescindível ou importante. O que importa é a
filosofia envolvida.


Hoje, minha esposa e eu, montados em nossos sonhos, planejamos, ainda
timidamente, lances cada vez maiores, sempre dispostos a encontrar
novos velhos amigos, que certamente nos acolherão de braços abertos.
Talvez, com um pouco de sorte, encontremos algum motorista que, em seu
automóvel, note e ache estranho aquele personagem que, passando em uma
motocicleta, com o vento no rosto, ainda que sob chuva ou frio,
mostre-se alheio a tudo e feliz, exibindo um largo e incompreensível
sorriso estampado no rosto.


Quem sabe ganhemos, então, mais um irmão motociclista para o nosso grupo.


Fernando Drummond

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