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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Intuição

  

Tendo em vista tratar-se de assunto cuja definição é extremamente polêmica, e, muitas vezes, dependendo de quem a define, é subjetiva. Esta Pílula tem em foco, simplesmente, definir e comentar a Intuição de modo simples e objetivo, baseado em diversos autores.

A origem etimológica da palavra intuição provém do verbo latino "intuire" que significa perceber; ver; olhar atentamente, discernir; ato ou capacidade de pressentir. Gerando, daí, a palavra "intuizione". É uma forma de captar informações sem recorrer aos métodos do raciocínio e da lógica. Sem dúvida, desempenha importante papel na criatividade e nas descobertas humanas.

Nosso cérebro está dividido em dois hemisférios: o do lado direito que armazena e elabora as nossas emoções, a imaginação e a criatividade. É a metade intuitiva, sem domínio verbal. O hemisfério esquerdo é o lado organizado, racional, lógico, analítico, usa a Linguagem e domina a Palavra. Assim, a metade esquerda do cérebro, que é racional e armazena dados concretos, números e regras; e o lado direito, responsável pela linguagem não-verbal, símbolos e sensações.

Deste modo, uma definição primeira e simples é: "Relacionar o que vem de um e do outro é intuir". A questão é como interpretar o que está lá dentro. O processo não é lógico. Sensações não seguem regras cartesianas, não são concatenadas, não obedecem ordens temporais: aqui, quem dita as regras é o inconsciente.

Limpar a mente, e deixá-la de portas abertas, e mesmo se distanciando do problema, ajuda a focalizar o que parece escondido. Albert Einstein, físico, costumava fazer palavras cruzadas para se distrair e permitir que a intuição se manifestasse.

A intuição é velha companheira de artistas e cientistas. Gênios da música clássica como Beethoven e Mozart obtiveram grandes realizações com o uso da intuição. Albert Einstein, já citado, considerava a imaginação mais importante do que o conhecimento. Disse certa vez: "As vezes confio estar certo, sem saber a razão".

Em filosofia, intuição é uma forma de conhecimento ou saber independente, porém relacionada, da experiência ou da razão. A capacidade de intuição e o saber intuitivo, são consideradas qualidades inerentes à mente. O filósofo judeu Baruch Spinoza considerava a intuição como forma mais elevada de conhecimento, acima do saber empírico. A intuição e a razão se complementam.

Nenhum ser humano pode tomar decisões acertadas somente com o uso da razão. A intuição é, como dizia Freud, uma rebeldia do intelecto. A lógica formal não pode, por si só, servir de base para decidir com quem vamos nos casar, em quem confiar, que emprego vamos aceitar, que negócios devemos iniciar e que coisas devemos comprar. Todas as decisões exigem o uso da razão, da intuição e uma relação saudável com o nosso repertorio emocional.

Deste modo, podemos concluir que quando estamos com nosso sistema emocional abalado por problemas, de ordem genérica, devemos ser extremamente cautelosos quando analisamos e seguimos orientação intuitiva.

A intuição pode fazer com que adivinhemos quem está para chegar ou prever o resultado de um sorteio. São percepções comuns a qualquer pessoa e, apesar de comprovadamente eficiente, o processo pelo qual a intuição age e a forma como nós a percebemos ainda não foi esclarecido. O certo é que as mulheres, crianças e pessoas menos ligadas às coisas materiais a experimentam mais intensamente.

As mulheres estão galgando novas posições de destaque não só como empresárias, mas como líderes nas mais diversas atividades, graças aos seus dotes privilegiados em relação à intuição. A intuição não é um dom mágico, mas uma capacidade do cérebro que pode ser desenvolvida e aplicada na hora de tomar decisões.

O mundo de negócios está valorizando enormemente o uso da intuição pelos líderes das grandes companhias como a Compaq e Sony. Em recente pesquisa, sabe-se que os executivos americanos, japoneses e ingleses, despontam no grupo como os mais intuitivos. Infelizmente, os empresários e executivos brasileiros ainda dão um peso muito grande às analises estatísticas, para a quantificação de dados, usando demais o lado esquerdo do cérebro, em detrimento do lado direito. Enxergam as arvores e deixam de enxergar a floresta.

As pressões para tomada de decisão estão sendo feitas em prazos cada vez menores, aumentando, progressivamente, nas pessoas bem sucedidas, os apelos para os dotes intuitivos.

Conhecida como sexto sentido, Carl Gustav Jung a comparou com uma bússola, uma psique que desvenda possibilidades. Por que você acorda no meio da noite com aquela idéia brilhante na cabeça? É um assunto espinhoso e alguns confundem com misticismo. Sua existência é aceita e comprovada por diversos testes, mas ainda não se conhece todo o seu mecanismo.

É preciso diferenciar intuição do desejo "que algo aconteça" e também com a paranóia. Paranóia é um medo que se repete, e intuição é uma sensação que acontece e parece ser uma recombinação inconsciente de fatos, observações e sensações.

Pelo exposto, conclui-se que intuição pode ser compreendida de diferentes maneiras: pode ser o discernimento rápido, a percepção clara e imediata. Para outros é a capacidade de pressentimentos, acontecimentos ou caminhos que levam a soluções de difíceis problemas.

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Paramentos do Grão Mestre Geral e Adjunto

 

As "alfaias" ou "paramentos litúrgicos", são as vestes litúrgicas, com ornatos ou não, usadas pelos membros da Igreja e, no nosso caso, pelos membros da Maçonaria nos eventos maçônicos.

Para a Obediência "Grande Oriente do Brasil" e outras, diversos Ritos são aceitos e praticados. No caso do GOB, 07 deles são considerados: York (Ritual Emulation), R.E.A.A, Schroerder, Francês ou Moderno, Adonhiramita, Rito Escocês Retificado e Brasileiro.

Referente aos Paramentos usados pelo Grão Mestre Geral do GOB e seu Adjunto, em solenidades Maçônicas e em visitas às Lojas pertencentes aos 07 Ritos mencionados acima, os mesmos são comuns à todos os Ritos.

Deixando claro: o Paramento usado pelo Grão Mestre Geral e o Paramento usado pelo seu Adjunto, são únicos, geralmente comuns à todas as Obediências e, como foi dito, independente dos Ritos.

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Egrégora

 

A palavra "Egrégora" não existe em nosso idioma, a língua portuguesa. Até onde se sabe, na Maçonaria até meados dos anos 80, nenhum obreiro havia ouvido sequer falar de seu significado.

Primeiramente, de acordo com Mestre Castellani, essa palavra tem origem no "ocultismo" e foi se introduzindo aos poucos em nosso ambiente maçônico.

Com exceção do livro "Dicionário da Franco-Maçonaria e dos Franco-Maçons" do escritor francês Alec Mellor, respeitadíssimo na comunidade maçônica mundial, nenhum outro cita essa palavra e seu significado.

Na página 107 desse livro, da Coleção Arcanum, editora Martins Fontes, temos:

"Egrégora, do grego antigo "Egrégore", é um termo inspirado no Ocultismo, onde significa a consciência coletiva de um grupo, mas dotada de personalidade. É uma entidade viva, não uma abstração.

Essa concepção, totalmente extra maçônica e ausente em todos os Rituais, foi admitida, sem grande espírito crítico, por vários maçons ocultistas que falaram da "egrégora da Loja" ou "egrégora da Ordem", etc.

Em 1893 foi lançado um texto inédito de Eliphas Levy, que no meu conceito, foi um perfeito imbecil, onde se lê: "As Egrégoras são deuses....nascem da respiração de Deus....Dormindo, ele inspira e expira. Sua respiração cria as Egrégoras....". Além dessas elucubrações mitológicas, escreveu outros absurdos sobre a etimologia dessa palavra, que me nego a escrever.

É difícil escrever tanta besteira junta mas ele conseguiu!

Mellor ainda nos diz: "divagações desse tipo são suficientes para mostrar até que ponto o ocultismo se disseminou como um flagelo na Maçonaria".

Voltando ao Mestre Castellani, finalizo com seu depoimento: "Fantasia total do texto de Eliphas levy. Fantasia não tem compromisso com a verdade, não precisa de documentação, de provas. Pode-se dizer qualquer bobagem, porque a fantasia não tem limites e os basbaques encantam-se com ela. Mas não tem o mesmo encanto pela História séria e documentada. É por isso que, em nosso meio, ainda campeia a grande ignorância do que é, realmente, a Maçonaria".

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

BULA

 Ao contrário do que muitos pensam, a palavra "Bula" não refere-se somente a um documento Papal.

Ao contrário, na verdade, segundo Dicionário Aurélio, "Bula" é um antigo selo de ouro, prata ou chumbo, pendente de documentos emitidos por papas e outros soberanos, e que resultava da compressão do metal entre dois cunhos.

Refere-se, também, ao impresso que acompanha um medicamento e contém informações sobre composição e posologia do mesmo.

No caso da Igreja Católica, as "Bulas" são designadas muitas vezes com as palavras pelas quais começam, distinguindo-se de acordo com sua destinação. Desse modo, temos bulas de excomunhão, bulas doutrinais, etc (Aslan).

Existem muitas Bulas Papais contra a Maçonaria, sendo  as mais importantes a "In Eminenti" – 1738 (foi a primeira para a Maçonaria Especulativa).  "Apostolicae Provida" – 1751.  "Quo Graviora" – 1825.  "Qui Pluribus" – 1846.  "Humanum Genus" – 1884, etc, etc.

Segundo o Mestre Nicola Aslan, todas elas atribuíram à Maçonaria intenções que ela nunca teve, e tornaram-na responsável, graças às calúnias de Pe. Barruel, de todos os empreendimentos das sociedades secretas políticas. Acusaram-na de conspiração contra à Igreja, poder temporal, maliciosamente confundida com a Igreja, poder espiritual, e contra os legítimos poderes civis, representados pelos reis absolutistas.

Continuando com o Mestre Aslan que nos relata em sua Enciclopédia:  "não cabe aqui discutir a justiça de todos esses documentos. Fica, porém, a impressão de que a Santa Igreja, por seus dirigentes, quase todos pertencentes à nobreza, sempre esteve mal informada, e seus membros, imbuídos da prepotência da aristocracia de então, julgavam-se acima de qualquer crítica e utilizavam os mesmos métodos dos reis absolutistas". Estes, ao darem uma ordem, costumavam acrescentar: "Porque tal é o meu bel prazer".


Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

A Palavra Semestral

 

A "Palavra Semestral" teve origem, segundo pesquisas feitas, na França, no Grande Oriente da França, em 1773, e tem a finalidade, entre outras, de provar a regularidade maçônica de um Maçom, e é transmitida através da "Cadeia de União" formada exclusivamente para isso a cada seis meses na qual só podem participar os Irmãos do Quadro daquela Loja.

Ou seja, se um Obreiro não freqüenta sua Loja por um período maior do o mencionado, ele não saberá qual é a "Palavra Semestral" atual, nem a anterior e, por conclusão, estará irregular na freqüência.

Essa palavra é mandada pelas Potências soberanas em certos países, às Lojas jurisdicionadas que estiverem em dia com as suas obrigações, de seis em seis meses, e que as Lojas comunicam aos Obreiros do Quadro como prova de sua regularidade. É um meio de tornar mais efetivo o controle das Lojas, para que seja possível reconhecer os membros que não são constantes aos Trabalhos em sua Loja, os Maçons que pertencem a um Rito não reconhecido e aqueles que não estão filiados numa Loja ( Nicola Aslan).

Assim, um Maçom que visita outras Lojas e for questionado sobre isso num "telhamento", poderá ser impedido de entrar e assistir aos Trabalhos, pois supostamente, está irregular. Infelizmente, esse simples "telhamento" está cada vez mais raro.

Obviamente, o Obreiro que está presente na maioria das Lojas e faltar exatamente quando foi feita a "Cadeia de União", terá como obtê-la junto ao Venerável Mestre de sua Loja. A maneira correta para isso, é formar uma nova "Cadeia de União" para esse Maçom e transmiti-la.

Essa palavra para as Lojas pertencentes ao GOB, era antigamente enviada pelo Grão Mestre Estadual em Alfabeto Maçônico. Hoje, esse alfabeto não é mais praticado para isso, mas continua sendo enviada em código, de tal modo, que só o Mestre Instalado saberá decifrar.

Conforme Ritualística do REAA, o papel enviado, onde está escrito a "Palavra Semestral", após a "Cadeia de União", deverá ser queimado "entre Colunas" ou seja, na presença do Venerável Mestre e dos dois Vigilantes.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Côvado

 Frequentemente, nós encontramos a palavra "côvado" na leitura de livros Maçônicos. Normalmente sabemos, mais ou menos, do que se trata pois na Bíblia existem dezenas de referências, entre elas, os textos sobre a construções do Templo do Rei Salomão e, inclusive, do Tabernáculo, no tempo de Moisés.

No "Dicionário Caldas Aulete" encontramos que é uma antiga medida de comprimento e sua origem, vem latim "cubitus" e, pelo português medieval "côbedo".

No Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia do Mestre Nicola Aslan, encontramos o que segue abaixo:

"chama-se também cúbito. É a medida usada por babilônios, egípcios, hebreus, gregos e romanos. Correspondia à distância do cotovelo à extremidade do dedo superior da mão".

Entretanto, mais uma vez, é nos relatos do Mestre José Castellani, que encontramos a melhor definição e esclarecimento:

É uma medida antiga, linear, que tomava aproximadamente, a média da distância que ia do cotovelo á ponta do dedo médio, em um homem adulto.

Sabe-se que entre os egípcios e entre os hebreus, existiam dois tipos de "côvados": o Comum e o Régio. Entre os egípcios, o Comum era menor que o outro e media aproximadamente 45cm, enquanto o outro, o Régio, media aproximadamente 53 cm.

Entre os hebreus, as medidas eram de 44 cm para o Comum e de 52 cm para o Régio, aproximadamente.

Portanto, para se ter uma idéia do tamanho de uma determinada construção antiga, ou mesmo de um objeto, cujas medidas são dadas em "côvados" pode-se usar o valor de 50 cm, ou meio metro.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Unanimidade ou Maioria?

 

O Ir. Luciano Urpia da Loja Cruz de Malta n° 1460, Oriente de Salvador-BA, questionou-me como o Mestre de Cerimônias deve se comportar, durante a Aprovação do Balaustre, quando, por exemplo, algum irmão se abstém da leitura do Balaústre, O Mestre de Cerimônias deve anunciar que houve UNANIMIDADE com uma abstenção ou que houve MAIORIA da aprovação com uma abstenção?

Apesar de parecer simples, é um caso que merece ser analisado, pois na Aprovação do Balaustre pode ocorrer uma situação diferente da normal.

Para maior clareza para os Aprendizes e Companheiros, vamos definir alguns termos usados acima:

BALAUSTRE: no vocabulário peculiar da Maçonaria, esse termo é a antiga denominação da ATA da Sessão Maçônica (Nicola Aslan). Reparem que a definição de "balaustre" nos dicionários tem um significado totalmente diferente.

MAIORIA: Numa votação, a maioria é constituída de pelo menos metade dos votos mais um (é chamada de Maioria Absoluta).

UNANIMIDADE: em uma votação em que há concordância geral; que provém de um comum acordo (votação unânime).

Obviamente, dada as definições acima, fica claro que "Unanimidade com uma abstenção" não existe, não está correto.

Vamos analisar, agora, mais uma peculiaridade Maçônica, durante a votação da Ata: sabemos que no início de uma Sessão é feita a Leitura da Ata (Balaustre) da Sessão anterior, para verificar se o Secretário redigiu corretamente o ocorrido, se os nomes e datas estão corretos, etc, pois essa Ata vai fazer parte da História da Loja.

A Ritualística Maçônica pede que somente os Obreiros que estiveram presentes na Sessão compartilhem da votação para aprovação da referida Ata.

Determina, também, que os que não estiveram presentes devem ficar de "pé e a ordem!" e não podem votar.

ISSO NÃO É ABSTENÇÃO, pois esses Obreiros não fazem parte do grupo que está votando, apesar de estarem no local e hora da votação.

Porém, se alguém desse grupo não votar, por qualquer motivo, aí sim, ele se abstém de votar.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Maçonaria é religião?

 

Como as Pílulas Maçônicas são voltadas principalmente para os Aprendizes e Companheiros, vamos voltar nesse assunto.

Muitos críticos e detratores da Maçonaria afirmam, a muito tempo, que a Ordem Maçônica é uma religião. Entretanto, ainda que a Maçonaria é por tradição uma sociedade de homens religiosos, categoricamente não é uma religião e nem pretende ser.

Não tem teologia, não oferece sacramentos, não garante e nem promete salvação da alma após a morte. Apesar de que seus ensinamentos são interpretados dentro de um clima espiritual, é esperado que os Obreiros pratiquem esses ensinamentos dentro do contexto de suas próprias religiões.

É sabido que algumas atividades maçônicas parecem ser religiosas. Como exemplo, temos a "Cerimônia de Casamento Maçônico". Muitas vezes e em muitos lugares é feito esse tipo de cerimônia. Na verdade, é só uma confirmação, dentro do ambiente Maçônico, de duas pessoas já legalmente casadas. O Venerável Mestre de uma Loja não é uma pessoa autorizada para celebrar um matrimônio e, consequentemente, o par

em questão, já é casado.

Portanto, é um ato feito unicamente com a finalidade de comemorar, ou celebrar, entre Obreiros de uma ou mais Lojas, a união legal anteriormente realizada.

Existe, também, a "Cerimônia Fúnebre" onde a Loja se reúne para recordar os bons momentos que teve com o Obreiro falecido, suas boas obras, e para uma última, simbólica, despedida. Não é um sacramento nem substitui a um funeral religioso.

O Templo, onde as Lojas se reúnem, não é um lugar sagrado, apesar de muitos Maçons pensarem dessa forma. A "Sagração" de um Templo Maçônico, levando em consideração que a Maçonaria não é uma religião, é simplesmente um reconhecimento Maçônico, por todos os maçons presentes no ato de que, aquele local, tem a dignidade de um Templo Maçônico e será sempre usado para as atividades Maçônicas (ver Pílula

Maçônica nº103 – Sagração). O objetivo principal é a realização de cerimoniais maçônicos e atividades administrativas. Não tem um motivo especial para ser religioso.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Decálogo da Maçonaria

 

Para este ano de 2013 que começa hoje, após a não ocorrência do "fim do mundo"  em 21/12/2012, nada melhor do que algumas lições (mandamentos) de moral, ética e boa conduta, servindo para Maçons ou profanos.

Este Decálogo foi extraído de livros de origem inglesa, que, por sua vez, aparentemente, devem ter se baseado nos "Dez Mandamentos" da Bíblia, quanto ao número e forma, porém, na verdade, são bem mais do que "10 lições".

Coincidentemente, no dia 29/12/2012 o Ir.V.A Anibal da ARLS Cavaleiros Templários, lançou um texto na Internet com este assunto, bem mais longo que esta Pílula, extraído do livro "Moral e Dogma" de Albert Pike, americano. Não sei dizer se os autores ingleses se basearam em Albert Pike, ou vice versa. Obviamente, devido traduções por pessoas diferentes, em épocas diferentes, as palavras são diferentes mas o sentido é o mesmo.


I – Deus é a sabedoria eterna, onipotente e imutável, suprema inteligência e inextinguível amor. Deves adorá-Lo, reverenciá-Lo e amá-Lo. Praticando as virtudes, muito O honrarás.

II – Tua religião consistirá em fazer o bem, por ser um prazer para ti e não unicamente um dever. Constitui-te em amigo do homem sábio e obedece aos seus preceitos. Tua alma é imortal, nada farás que a desagrade.

III – Combaterás, incessantemente, todos os vícios. Não farás a outrem o que não queres que te façam. Deverás ser prudente com a Fortuna e conservar sempre vivo o fogo da Prudência e da Sabedoria.

IV – Honrarás a teus pais, respeitarás e tributarás homenagens aos anciãos de vida passada ilibada. Instruirás e orientarás os jovens.

V – Honrarás tua mulher e filhos. Amarás tua pátria e obedecerás suas leis.

VI – Teu amigo será, para ti, tua própria imagem. O infortúnio não te afastará de seu lado. E farás, por sua memória, o que farias por ele em vida.

VII – Evitarás e fugirás de amigos falsos, assim como, quanto possível, dos excessos da vida. Temerás ser a causa de uma mancha em tua memória.

VIII – Não permitirás que as paixões te dominem. Obterás, das paixões dos demais, lições de proveito para ti mesmo. Serás indulgente com o erro, mas não permissivo em excesso..

IX – Ouvirás muito, falarás pouco e trabalharás bastante. Olvidarás as injúrias, darás o bem em troca do mal, não abusarás de tua força ou superioridade.

X – Estudarás o conhecimento dos homens. Buscarás sempre as virtudes. Serás justo. Evitarás a ociosidade.

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Escada de Jacó e Escada em Caracol

 

Apesar das duas serem Símbolos Maçônicos, e se tratar de escadas, na verdade, são bem distintos um do outro.

A Escada de Jacó é um Símbolo Iniciático, com forte caráter religioso, é usado em outras Ordens inclusive religiosas. A Maçonaria, apesar de não ser uma religião, a utiliza na Simbologia, para transmitir seus ensinamentos.

Ela se se origina na Bíblia, referindo-se ao sonho que Jacó, filho de Isaac e de Rebeca e irmão de Esaú, teve um dia, no campo. Lá diz que, Jacó temendo a cólera de seu pai, pois havia comprado os direitos de primogênito de Esaú, seu irmão, fugiu para a Mesopotâmia. No caminho, em Betel, enquanto dormia com a cabeça apoiada numa pedra, sonhou com uma escada fixa na terra e a outra extremidade tocando o céu. Por ela os anjos subiam e desciam e ele ouvia Deus dizendo que sua descendência seria extremamente numerosa. Obviamente, pode-se dar inúmeras interpretações a esse sonho. Vai depender somente da nossa imaginação.

A interpretação que a Maçonaria dá para essa lenda é de que o conhecimento de todas as coisas é adquirido de forma gradual, como se estivéssemos subindo uma escada, degrau por degrau. Aparentemente isso parece ser fácil, mas não é. Exige sacrifícios, constância e persistência. Aliás, pensar que tudo é muito fácil, é uma característica do ser humano.

Conforme Nicola Aslan (Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria), esse símbolo está contido no painel do Grau de Aprendiz, com sete degraus, representando as sete virtudes cardeais: Temperança, Fortaleza da alma, Prudência, Justiça, Fé, Esperança e Caridade. Ë comum, pois, depois da Iniciação, dizer-se que o Aprendiz subiu o primeiro degrau da Escada de Jacó, ou seja, deu o primeiro passo no caminho de seu aperfeiçoamento moral.

A Escada em Caracol, como o próprio nome diz, é uma escada em espiral, e é o Símbolo do Companheiro. No Grau de Companheiro é onde o Obreiro adquire o máximo de conhecimentos, e isso é típico desse grau, preparando-se para entrar no Grau de Mestre.

Simbolicamente, nesse grau, ele deve girar em torno de si, absorvendo tudo a sua volta e atingindo, além disso, níveis superiores, cada vez mais aperfeiçoados. Assim, ao atingir o Grau de Mestre que é o esplendor da sua carreira maçônica, o Obreiro poderá começar a transmitir seus conhecimentos adquiridos, ou iluminar, clarear, a mente dos novos Aprendizes e de todos com os quais convive. Ser Mestre Maçom não é ser o dono da Verdade! Mas é ser dono da própria vontade e buscá-la, sem esmorecer e mostra-la ao mundo.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

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