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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Côvado

 Frequentemente, nós encontramos a palavra "côvado" na leitura de livros Maçônicos. Normalmente sabemos, mais ou menos, do que se trata pois na Bíblia existem dezenas de referências, entre elas, os textos sobre a construções do Templo do Rei Salomão e, inclusive, do Tabernáculo, no tempo de Moisés.

No "Dicionário Caldas Aulete" encontramos que é uma antiga medida de comprimento e sua origem, vem latim "cubitus" e, pelo português medieval "côbedo".

No Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia do Mestre Nicola Aslan, encontramos o que segue abaixo:

"chama-se também cúbito. É a medida usada por babilônios, egípcios, hebreus, gregos e romanos. Correspondia à distância do cotovelo à extremidade do dedo superior da mão".

Entretanto, mais uma vez, é nos relatos do Mestre José Castellani, que encontramos a melhor definição e esclarecimento:

É uma medida antiga, linear, que tomava aproximadamente, a média da distância que ia do cotovelo á ponta do dedo médio, em um homem adulto.

Sabe-se que entre os egípcios e entre os hebreus, existiam dois tipos de "côvados": o Comum e o Régio. Entre os egípcios, o Comum era menor que o outro e media aproximadamente 45cm, enquanto o outro, o Régio, media aproximadamente 53 cm.

Entre os hebreus, as medidas eram de 44 cm para o Comum e de 52 cm para o Régio, aproximadamente.

Portanto, para se ter uma idéia do tamanho de uma determinada construção antiga, ou mesmo de um objeto, cujas medidas são dadas em "côvados" pode-se usar o valor de 50 cm, ou meio metro.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Unanimidade ou Maioria?

 

O Ir. Luciano Urpia da Loja Cruz de Malta n° 1460, Oriente de Salvador-BA, questionou-me como o Mestre de Cerimônias deve se comportar, durante a Aprovação do Balaustre, quando, por exemplo, algum irmão se abstém da leitura do Balaústre, O Mestre de Cerimônias deve anunciar que houve UNANIMIDADE com uma abstenção ou que houve MAIORIA da aprovação com uma abstenção?

Apesar de parecer simples, é um caso que merece ser analisado, pois na Aprovação do Balaustre pode ocorrer uma situação diferente da normal.

Para maior clareza para os Aprendizes e Companheiros, vamos definir alguns termos usados acima:

BALAUSTRE: no vocabulário peculiar da Maçonaria, esse termo é a antiga denominação da ATA da Sessão Maçônica (Nicola Aslan). Reparem que a definição de "balaustre" nos dicionários tem um significado totalmente diferente.

MAIORIA: Numa votação, a maioria é constituída de pelo menos metade dos votos mais um (é chamada de Maioria Absoluta).

UNANIMIDADE: em uma votação em que há concordância geral; que provém de um comum acordo (votação unânime).

Obviamente, dada as definições acima, fica claro que "Unanimidade com uma abstenção" não existe, não está correto.

Vamos analisar, agora, mais uma peculiaridade Maçônica, durante a votação da Ata: sabemos que no início de uma Sessão é feita a Leitura da Ata (Balaustre) da Sessão anterior, para verificar se o Secretário redigiu corretamente o ocorrido, se os nomes e datas estão corretos, etc, pois essa Ata vai fazer parte da História da Loja.

A Ritualística Maçônica pede que somente os Obreiros que estiveram presentes na Sessão compartilhem da votação para aprovação da referida Ata.

Determina, também, que os que não estiveram presentes devem ficar de "pé e a ordem!" e não podem votar.

ISSO NÃO É ABSTENÇÃO, pois esses Obreiros não fazem parte do grupo que está votando, apesar de estarem no local e hora da votação.

Porém, se alguém desse grupo não votar, por qualquer motivo, aí sim, ele se abstém de votar.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Maçonaria é religião?

 

Como as Pílulas Maçônicas são voltadas principalmente para os Aprendizes e Companheiros, vamos voltar nesse assunto.

Muitos críticos e detratores da Maçonaria afirmam, a muito tempo, que a Ordem Maçônica é uma religião. Entretanto, ainda que a Maçonaria é por tradição uma sociedade de homens religiosos, categoricamente não é uma religião e nem pretende ser.

Não tem teologia, não oferece sacramentos, não garante e nem promete salvação da alma após a morte. Apesar de que seus ensinamentos são interpretados dentro de um clima espiritual, é esperado que os Obreiros pratiquem esses ensinamentos dentro do contexto de suas próprias religiões.

É sabido que algumas atividades maçônicas parecem ser religiosas. Como exemplo, temos a "Cerimônia de Casamento Maçônico". Muitas vezes e em muitos lugares é feito esse tipo de cerimônia. Na verdade, é só uma confirmação, dentro do ambiente Maçônico, de duas pessoas já legalmente casadas. O Venerável Mestre de uma Loja não é uma pessoa autorizada para celebrar um matrimônio e, consequentemente, o par

em questão, já é casado.

Portanto, é um ato feito unicamente com a finalidade de comemorar, ou celebrar, entre Obreiros de uma ou mais Lojas, a união legal anteriormente realizada.

Existe, também, a "Cerimônia Fúnebre" onde a Loja se reúne para recordar os bons momentos que teve com o Obreiro falecido, suas boas obras, e para uma última, simbólica, despedida. Não é um sacramento nem substitui a um funeral religioso.

O Templo, onde as Lojas se reúnem, não é um lugar sagrado, apesar de muitos Maçons pensarem dessa forma. A "Sagração" de um Templo Maçônico, levando em consideração que a Maçonaria não é uma religião, é simplesmente um reconhecimento Maçônico, por todos os maçons presentes no ato de que, aquele local, tem a dignidade de um Templo Maçônico e será sempre usado para as atividades Maçônicas (ver Pílula

Maçônica nº103 – Sagração). O objetivo principal é a realização de cerimoniais maçônicos e atividades administrativas. Não tem um motivo especial para ser religioso.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Decálogo da Maçonaria

 

Para este ano de 2013 que começa hoje, após a não ocorrência do "fim do mundo"  em 21/12/2012, nada melhor do que algumas lições (mandamentos) de moral, ética e boa conduta, servindo para Maçons ou profanos.

Este Decálogo foi extraído de livros de origem inglesa, que, por sua vez, aparentemente, devem ter se baseado nos "Dez Mandamentos" da Bíblia, quanto ao número e forma, porém, na verdade, são bem mais do que "10 lições".

Coincidentemente, no dia 29/12/2012 o Ir.V.A Anibal da ARLS Cavaleiros Templários, lançou um texto na Internet com este assunto, bem mais longo que esta Pílula, extraído do livro "Moral e Dogma" de Albert Pike, americano. Não sei dizer se os autores ingleses se basearam em Albert Pike, ou vice versa. Obviamente, devido traduções por pessoas diferentes, em épocas diferentes, as palavras são diferentes mas o sentido é o mesmo.


I – Deus é a sabedoria eterna, onipotente e imutável, suprema inteligência e inextinguível amor. Deves adorá-Lo, reverenciá-Lo e amá-Lo. Praticando as virtudes, muito O honrarás.

II – Tua religião consistirá em fazer o bem, por ser um prazer para ti e não unicamente um dever. Constitui-te em amigo do homem sábio e obedece aos seus preceitos. Tua alma é imortal, nada farás que a desagrade.

III – Combaterás, incessantemente, todos os vícios. Não farás a outrem o que não queres que te façam. Deverás ser prudente com a Fortuna e conservar sempre vivo o fogo da Prudência e da Sabedoria.

IV – Honrarás a teus pais, respeitarás e tributarás homenagens aos anciãos de vida passada ilibada. Instruirás e orientarás os jovens.

V – Honrarás tua mulher e filhos. Amarás tua pátria e obedecerás suas leis.

VI – Teu amigo será, para ti, tua própria imagem. O infortúnio não te afastará de seu lado. E farás, por sua memória, o que farias por ele em vida.

VII – Evitarás e fugirás de amigos falsos, assim como, quanto possível, dos excessos da vida. Temerás ser a causa de uma mancha em tua memória.

VIII – Não permitirás que as paixões te dominem. Obterás, das paixões dos demais, lições de proveito para ti mesmo. Serás indulgente com o erro, mas não permissivo em excesso..

IX – Ouvirás muito, falarás pouco e trabalharás bastante. Olvidarás as injúrias, darás o bem em troca do mal, não abusarás de tua força ou superioridade.

X – Estudarás o conhecimento dos homens. Buscarás sempre as virtudes. Serás justo. Evitarás a ociosidade.

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Escada de Jacó e Escada em Caracol

 

Apesar das duas serem Símbolos Maçônicos, e se tratar de escadas, na verdade, são bem distintos um do outro.

A Escada de Jacó é um Símbolo Iniciático, com forte caráter religioso, é usado em outras Ordens inclusive religiosas. A Maçonaria, apesar de não ser uma religião, a utiliza na Simbologia, para transmitir seus ensinamentos.

Ela se se origina na Bíblia, referindo-se ao sonho que Jacó, filho de Isaac e de Rebeca e irmão de Esaú, teve um dia, no campo. Lá diz que, Jacó temendo a cólera de seu pai, pois havia comprado os direitos de primogênito de Esaú, seu irmão, fugiu para a Mesopotâmia. No caminho, em Betel, enquanto dormia com a cabeça apoiada numa pedra, sonhou com uma escada fixa na terra e a outra extremidade tocando o céu. Por ela os anjos subiam e desciam e ele ouvia Deus dizendo que sua descendência seria extremamente numerosa. Obviamente, pode-se dar inúmeras interpretações a esse sonho. Vai depender somente da nossa imaginação.

A interpretação que a Maçonaria dá para essa lenda é de que o conhecimento de todas as coisas é adquirido de forma gradual, como se estivéssemos subindo uma escada, degrau por degrau. Aparentemente isso parece ser fácil, mas não é. Exige sacrifícios, constância e persistência. Aliás, pensar que tudo é muito fácil, é uma característica do ser humano.

Conforme Nicola Aslan (Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria), esse símbolo está contido no painel do Grau de Aprendiz, com sete degraus, representando as sete virtudes cardeais: Temperança, Fortaleza da alma, Prudência, Justiça, Fé, Esperança e Caridade. Ë comum, pois, depois da Iniciação, dizer-se que o Aprendiz subiu o primeiro degrau da Escada de Jacó, ou seja, deu o primeiro passo no caminho de seu aperfeiçoamento moral.

A Escada em Caracol, como o próprio nome diz, é uma escada em espiral, e é o Símbolo do Companheiro. No Grau de Companheiro é onde o Obreiro adquire o máximo de conhecimentos, e isso é típico desse grau, preparando-se para entrar no Grau de Mestre.

Simbolicamente, nesse grau, ele deve girar em torno de si, absorvendo tudo a sua volta e atingindo, além disso, níveis superiores, cada vez mais aperfeiçoados. Assim, ao atingir o Grau de Mestre que é o esplendor da sua carreira maçônica, o Obreiro poderá começar a transmitir seus conhecimentos adquiridos, ou iluminar, clarear, a mente dos novos Aprendizes e de todos com os quais convive. Ser Mestre Maçom não é ser o dono da Verdade! Mas é ser dono da própria vontade e buscá-la, sem esmorecer e mostra-la ao mundo.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Sociedades Secretas

 

Todos nós, Maçons, somos questionados, vez ou outra, se a Maçonaria é uma sociedade secreta. Para podermos responder, com base, vamos ver o que temos sobre isso na "Holy Bible" – Kansas.

É de senso comum e corrente que uma sociedade secreta é uma associação de homens, ou de homens e mulheres, na qual certos métodos de Iniciação, ideologias, doutrinas, práticas, meios de reconhecimento entre uns e outros e propósitos que são disponíveis somente para os que se submeteram a isso e fizeram solenes compromissos de não revelar absolutamente nada para outros que não pertençam a essa sociedade.

Nesse tipo de sociedade os objetivos da associação, os nomes de seus associados, os locais e datas das reuniões são mantidos em segredo. Tais sociedades são usualmente traiçoeiras, maldosas e com caráter e objetivos criminosos.

A Maçonaria não é uma sociedade secreta nesse sentido. Ela não procura esconder sua existência e seus objetivos. Os nomes de seus membros são conhecidos por todos os que se interessam nisso. Na verdade, principalmente no Brasil, os Maçons colocam joias de identificação maçônica nas suas vestimentas e automóveis, e se orgulham de serem reconhecidos como Maçons.

Maçonaria pode ser somente considerada como sociedade secreta referente aos seus Rituais, algumas de suas lendas e símbolos, seus métodos de transferir sua filosofia, sua alta moral, sua ética, suas verdades espirituais, e seus sinais de reconhecimento.

Seus projetos, objetivos, doutrinas, sua busca pela verdade que são ensinados, estão abertos, bem como os locais e datas de suas reuniões.

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O Avental

 

 

Muitos Obreiros nos perguntam qual é a origem e o simbolismo da pratica maçônica de presentear o Iniciado com um avental. Parece certo que o uso de avental ou vestimenta semelhante, como Símbolo Místico, era comum entre os antigos.

Antigamente em Israel, uma cinta formava parte da vestimenta do sacerdócio, e para o sacerdote comum ela era lisa e branca. As vestimentas das Ordens Superiores do Sacerdócio eram embelezadas com cintas altamente coloridas e ornamentadas.

Nos antigos Mistérios de Mithra, na Pérsia, o candidato era investido com um avental branco. Os Essênios vestiam os noviços com um manto branco.

Tudo nos leva a crer que na Ritualística Maçônica, no fechamento da Iniciação, a oferenda ao Neófito de um avental branco de pele de cordeiro se assemelha aos antigos costumes, em geral. Na religião Hebraica e na Cristã, e mesmo em muitas outras seitas, a cor branca sempre foi tida como emblema da Pureza. O cordeiro sempre foi considerado como emblema da Inocência.

Conseqüentemente, no Ritual para o Primeiro Grau o Neófito é presenteado com um avental branco de pele de cordeiro para que se lembre que "a pureza da vida e a retidão na conduta, os quais são essencialmente necessários para ganhar a admissão na Loja Celestial do Oriente Eterno, onde o Supremo Arquiteto do Universo preside para sempre".

Este Avental se torna propriedade permanente do Aprendiz como a "insígnia, o distintivo de um Maçom". No seu crescimento na Maçonaria, esse Aprendiz receberá outros aventais, de variados tipos, mas nenhum outro será igual a este primeiro, no significado emblemático e valor maçônico (extraído da Holy Bible – Kansas – EUA).

Portanto, segundo Mestre Assis Carvalho – Xico Trolha - nos graus simbólicos, a Indumentária Maçônica entende-se: o Avental, o Colar (faixa, fitão), os Punhos, as Luvas, o Balandrau (aqui no Brasil), Chapéu.e o Terno preto ou azul escuro (camisa branca, gravata preta). O Avental é o principal Símbolo que compõe essa Indumentária. Ele já teve diversas formas e cores, mas no caso do Aprendiz, sempre foi branco.

Como exemplo, vamos citar a Grande Loja Unida da Inglaterra – GLUI – que uniformizou o uso de paramentos nas Lojas de sua Jurisdição, através de rígida regulamentação. Em outras Potências (outros Ritos) tem diferenças.

APRENDIZ – retangular, em pele de cordeiro, branca, 14 a 16 polegadas de comprimento, 12 a 14 polegadas de largura, com uma "abeta" e sem ornamentos.

COMPANHEIRO – igual ao do Aprendiz, com duas "rosetas' na cor azul celeste (no Brasil, REAA, simplesmente abaixa- se a "abeta", sem rosetas).

MESTRE – igual ao Companheiro, só que forrado e orlado de azul celeste, com três rosetas da mesma cor.

VENERÁVEIS E EX-VENERÁVEIS – igual ao Mestre, mas tendo as rosetas substituídas por uma tala de prata, sobre um "tau" invertido.

Como foi dito, aqui no Brasil e em outras Potências, existem pequenas diferenças.

Está claro que o Aprendiz não pode usar o Avental do Companheiro, nem este usar o avental do Mestre. Este, por sua vez, não pode usar indumentária do Mestre Instalado.

Aparentemente, isto nunca ocorreu, nem ocorrerá, pois a sensatez, que é a grande característica do Obreiro, não permite que isso ocorra. É só uma nota de esclarecimento de minha parte.

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Loja “Comércio e Artes”

 

Esta pílula é uma homenagem aos 190 anos de fundação do GOB.

A ARLS "Comércio e Artes" foi a primeira Loja a constituir o atual Grande Oriente do Brasil. Foi mencionada na palestra proferida aos Aprendizes e Companheiros na ARLS "Jacques de Molay" em 02/06/2012, pelo Sapientíssimo Claudio Roque Buono.

Vamos, portanto, tecer alguns comentários históricos, baseados nos alfarrábios dos historiadores maçônicos do Brasil.

A ARLS "Comércio e Artes"foi fundada em 1815, na casa de João José Vahia, a rua Pedreira da Glória, no Rio de Janeiro no Rito Adonhiramita.

Em 1817, após o fracasso da Revolução Pernambucana foi expedido alvará, em março de 1818, que proibia o funcionamento de sociedades secretas, e a Maçonaria era considerada como tal. As lojas retornaram suas atividades em 1821, e a Loja em questão, retornou com o titulo de "Comercio e Artes na Idade d'Ouro" sob os auspícios do Grande Oriente de Portugal (Lusitano).

Em 1822 essa Loja foi tripartida com a finalidade de fundar o Grande Oriente Brasílico, ou Brasiliano, atual Grande Oriente do Brasil. Desse modo, essa Obediência teve como Lojas fundadoras: a nº1 a "Comercio e Artes", como nº2 a "União e Tranquilidade" e como nº3 a "Esperança de Niteroi". O Sapientíssimo Claudio Roque Buono Ferreira, obreiro da Jacques de Molay 2778 é Membro Honorário dessas três Lojas.

Na verdade, a "Comercio e Artes" foi recriada diversas vezes, porque em razão de dissidências, que faziam que a Loja saísse do Grande Oriente do Brasil, este colocava uma nova "Comercio e Artes", pois a Obediência formada, obviamente, não podia ficar sem a sua Loja nº1

Em 25 de outubro de 1822, o segundo Grão Mestre, D. Pedro (o primeiro foi José Bonifácio) fechou o Grande Oriente, ficando este, de modo obrigatório, adormecido até o ano de 1830. Nesse ano uma nova Obediência foi formada e o Grande Oriente Brasiliano voltou em 1831

Como foi dito, essa Loja mudou de Obediência com o passar dos anos, sendo sempre criada uma nova "Comércio e Artes" e quando voltava, era feito a fusão das duas em uma só. Inclusive, mudou de Rito Adonhiramita para Rito Moderno, em 1834, e posteriormente para o Rito Escocês Antigo e Aceito, em 1974.

E, obviamente, essas três Lojas existem até hoje, e se reportam diretamente ao Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil.

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Espada Flamejante

A "Espada Flamejante" é um dos objetos mais simbólicos e sagrados na
Maçonaria. É usada tanto nas Lojas Simbólicas como nos Altos Graus
para sagração nas Iniciações, Elevações, etc.

Entretanto, há uma pequena controvérsia sobre seu nome: "Espada
Flamejante" ou "Espada Flamígera"?

Segundo o Dicionário Caldas Aulete, praticamente não existe diferença
nas definições, entretanto a palavra "Flamejante" tem um sentido
figurado, e é nesse sentido que é usado na Maçonaria.

FLAMÍGERA ou FLAMÍFERA: adj. || que traz ou causa chamas. F. lat. Flammifer.

FLAMEJANTE ou CHAMEJANTE: Que lança flamas (fogueiras flamejantes); Chamejante.

Sentido figurado: 1) Fig.Que é vistoso, que chama a atenção (olhares

flamejantes); 2) Brilhar, cintilar; FULGURAR. [int.: No alto, as
estrelas flamejavam.]; 3) Fig. Aparecer como algo que faísca ou parece
faiscar; CHAMEJAR. [td.: Seus olhos flamejaram o ódio pela sala toda,
em busca da rival.]

Portanto, nos parece lógico, usar o termo Flamejante nos textos maçônicos.

A Espada Flamejante é diferente de tudo que é mencionado sobre espadas.

Aparentemente, ela não está descrita em nenhum livro que não seja
aquele que relate as coisas pertencentes à Ordem Maçônica. Sua lâmina
não é retilínea, mas ondulada, assemelhando-se à labaredas de fogo.

Conforme pode ser lido no Livro Sagrado, a Bíblia, ela foi empunhado
pelos Anjos do Senhor, Guardiões da Porta do Paraíso Terrestre, como
verdadeira Espada de Fogo: "E expulsou-os; e colocou, no oriente do
Jardim do Éden, querubins armados de espadas flamejantes, para guardar
o caminho da Árvore da Vida " (Gen.3:24).

Até onde se sabe, os historiadores não têm, além dessa informação
obtida na Bíblia descrita acima, outras informações que esclareçam a
origem dessa arma de formato tão peculiar. A Maçonaria Simbólica
adotou-a, pois representa, sem dúvida, a emancipação da força, de
proteção, de defesa e de ação.

Tem significados tremendamente profundos na Simbologia Maçônica, sendo
talvez, o principal deles, a arma a ser usada na luta eterna na
dualidade entre o "Bem" e o "Mal".

Simboliza também o poder possuído pelo Venerável Mestre de Iniciar
novos Aprendizes, Elevar novos Companheiros e Exaltar novos Mestres,
na loja Simbólica.

O Venerável Mestre é a autoridade máxima da Loja, e deve ser o mais
correto de todos os Irmãos. Esta retidão exemplar é simbolizada pelo
"Esquadro" e a autoridade máxima é simbolizada pela Espada Flamejante.

Ela só pode ser tocada, em Loja, pelo Venerável Mestre ou por um outro
Mestre Instalado. Deveria estar sempre guardada num estojo próprio e
ser oferecida ao Venerável Mestre nas Iniciações, Elevações, etc, mas
hoje é comum, ser mantida, exposta, no Altar durante todas as Sessões,
mesmo nas Sessões Ordinárias. Portanto, me parece lógico, também, que
ela NÃO deve ser encostada no candidato, durante a Sagração. Somente
deverá ficar próximo do mesmo.

Ampliando os limites de nossa mente, podemos afirmar que, a Espada
Flamejante, quando empunhada pelo Venerável Mestre, sem dúvida alguma,
é a representação da força, do poder, da magia e do encanto da
Maçonaria Universal, espalhada por todo canto da Terra. Essa mesma
Maçonaria que tem aperfeiçoado os homens pelo Amor, pelo Caráter e
pela Tolerância.



Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Brasilia Capital Moto Week

Sensacional encontro de moto em Brasilia DF!

Esse ano de 2016 foram 650.000 pessoas de público e 250.000 motos. Uma
coisera doida!

Vale a pena ir!

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