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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O Avental

 

 

Muitos Obreiros nos perguntam qual é a origem e o simbolismo da pratica maçônica de presentear o Iniciado com um avental. Parece certo que o uso de avental ou vestimenta semelhante, como Símbolo Místico, era comum entre os antigos.

Antigamente em Israel, uma cinta formava parte da vestimenta do sacerdócio, e para o sacerdote comum ela era lisa e branca. As vestimentas das Ordens Superiores do Sacerdócio eram embelezadas com cintas altamente coloridas e ornamentadas.

Nos antigos Mistérios de Mithra, na Pérsia, o candidato era investido com um avental branco. Os Essênios vestiam os noviços com um manto branco.

Tudo nos leva a crer que na Ritualística Maçônica, no fechamento da Iniciação, a oferenda ao Neófito de um avental branco de pele de cordeiro se assemelha aos antigos costumes, em geral. Na religião Hebraica e na Cristã, e mesmo em muitas outras seitas, a cor branca sempre foi tida como emblema da Pureza. O cordeiro sempre foi considerado como emblema da Inocência.

Conseqüentemente, no Ritual para o Primeiro Grau o Neófito é presenteado com um avental branco de pele de cordeiro para que se lembre que "a pureza da vida e a retidão na conduta, os quais são essencialmente necessários para ganhar a admissão na Loja Celestial do Oriente Eterno, onde o Supremo Arquiteto do Universo preside para sempre".

Este Avental se torna propriedade permanente do Aprendiz como a "insígnia, o distintivo de um Maçom". No seu crescimento na Maçonaria, esse Aprendiz receberá outros aventais, de variados tipos, mas nenhum outro será igual a este primeiro, no significado emblemático e valor maçônico (extraído da Holy Bible – Kansas – EUA).

Portanto, segundo Mestre Assis Carvalho – Xico Trolha - nos graus simbólicos, a Indumentária Maçônica entende-se: o Avental, o Colar (faixa, fitão), os Punhos, as Luvas, o Balandrau (aqui no Brasil), Chapéu.e o Terno preto ou azul escuro (camisa branca, gravata preta). O Avental é o principal Símbolo que compõe essa Indumentária. Ele já teve diversas formas e cores, mas no caso do Aprendiz, sempre foi branco.

Como exemplo, vamos citar a Grande Loja Unida da Inglaterra – GLUI – que uniformizou o uso de paramentos nas Lojas de sua Jurisdição, através de rígida regulamentação. Em outras Potências (outros Ritos) tem diferenças.

APRENDIZ – retangular, em pele de cordeiro, branca, 14 a 16 polegadas de comprimento, 12 a 14 polegadas de largura, com uma "abeta" e sem ornamentos.

COMPANHEIRO – igual ao do Aprendiz, com duas "rosetas' na cor azul celeste (no Brasil, REAA, simplesmente abaixa- se a "abeta", sem rosetas).

MESTRE – igual ao Companheiro, só que forrado e orlado de azul celeste, com três rosetas da mesma cor.

VENERÁVEIS E EX-VENERÁVEIS – igual ao Mestre, mas tendo as rosetas substituídas por uma tala de prata, sobre um "tau" invertido.

Como foi dito, aqui no Brasil e em outras Potências, existem pequenas diferenças.

Está claro que o Aprendiz não pode usar o Avental do Companheiro, nem este usar o avental do Mestre. Este, por sua vez, não pode usar indumentária do Mestre Instalado.

Aparentemente, isto nunca ocorreu, nem ocorrerá, pois a sensatez, que é a grande característica do Obreiro, não permite que isso ocorra. É só uma nota de esclarecimento de minha parte.

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Loja “Comércio e Artes”

 

Esta pílula é uma homenagem aos 190 anos de fundação do GOB.

A ARLS "Comércio e Artes" foi a primeira Loja a constituir o atual Grande Oriente do Brasil. Foi mencionada na palestra proferida aos Aprendizes e Companheiros na ARLS "Jacques de Molay" em 02/06/2012, pelo Sapientíssimo Claudio Roque Buono.

Vamos, portanto, tecer alguns comentários históricos, baseados nos alfarrábios dos historiadores maçônicos do Brasil.

A ARLS "Comércio e Artes"foi fundada em 1815, na casa de João José Vahia, a rua Pedreira da Glória, no Rio de Janeiro no Rito Adonhiramita.

Em 1817, após o fracasso da Revolução Pernambucana foi expedido alvará, em março de 1818, que proibia o funcionamento de sociedades secretas, e a Maçonaria era considerada como tal. As lojas retornaram suas atividades em 1821, e a Loja em questão, retornou com o titulo de "Comercio e Artes na Idade d'Ouro" sob os auspícios do Grande Oriente de Portugal (Lusitano).

Em 1822 essa Loja foi tripartida com a finalidade de fundar o Grande Oriente Brasílico, ou Brasiliano, atual Grande Oriente do Brasil. Desse modo, essa Obediência teve como Lojas fundadoras: a nº1 a "Comercio e Artes", como nº2 a "União e Tranquilidade" e como nº3 a "Esperança de Niteroi". O Sapientíssimo Claudio Roque Buono Ferreira, obreiro da Jacques de Molay 2778 é Membro Honorário dessas três Lojas.

Na verdade, a "Comercio e Artes" foi recriada diversas vezes, porque em razão de dissidências, que faziam que a Loja saísse do Grande Oriente do Brasil, este colocava uma nova "Comercio e Artes", pois a Obediência formada, obviamente, não podia ficar sem a sua Loja nº1

Em 25 de outubro de 1822, o segundo Grão Mestre, D. Pedro (o primeiro foi José Bonifácio) fechou o Grande Oriente, ficando este, de modo obrigatório, adormecido até o ano de 1830. Nesse ano uma nova Obediência foi formada e o Grande Oriente Brasiliano voltou em 1831

Como foi dito, essa Loja mudou de Obediência com o passar dos anos, sendo sempre criada uma nova "Comércio e Artes" e quando voltava, era feito a fusão das duas em uma só. Inclusive, mudou de Rito Adonhiramita para Rito Moderno, em 1834, e posteriormente para o Rito Escocês Antigo e Aceito, em 1974.

E, obviamente, essas três Lojas existem até hoje, e se reportam diretamente ao Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil.

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Espada Flamejante

A "Espada Flamejante" é um dos objetos mais simbólicos e sagrados na
Maçonaria. É usada tanto nas Lojas Simbólicas como nos Altos Graus
para sagração nas Iniciações, Elevações, etc.

Entretanto, há uma pequena controvérsia sobre seu nome: "Espada
Flamejante" ou "Espada Flamígera"?

Segundo o Dicionário Caldas Aulete, praticamente não existe diferença
nas definições, entretanto a palavra "Flamejante" tem um sentido
figurado, e é nesse sentido que é usado na Maçonaria.

FLAMÍGERA ou FLAMÍFERA: adj. || que traz ou causa chamas. F. lat. Flammifer.

FLAMEJANTE ou CHAMEJANTE: Que lança flamas (fogueiras flamejantes); Chamejante.

Sentido figurado: 1) Fig.Que é vistoso, que chama a atenção (olhares

flamejantes); 2) Brilhar, cintilar; FULGURAR. [int.: No alto, as
estrelas flamejavam.]; 3) Fig. Aparecer como algo que faísca ou parece
faiscar; CHAMEJAR. [td.: Seus olhos flamejaram o ódio pela sala toda,
em busca da rival.]

Portanto, nos parece lógico, usar o termo Flamejante nos textos maçônicos.

A Espada Flamejante é diferente de tudo que é mencionado sobre espadas.

Aparentemente, ela não está descrita em nenhum livro que não seja
aquele que relate as coisas pertencentes à Ordem Maçônica. Sua lâmina
não é retilínea, mas ondulada, assemelhando-se à labaredas de fogo.

Conforme pode ser lido no Livro Sagrado, a Bíblia, ela foi empunhado
pelos Anjos do Senhor, Guardiões da Porta do Paraíso Terrestre, como
verdadeira Espada de Fogo: "E expulsou-os; e colocou, no oriente do
Jardim do Éden, querubins armados de espadas flamejantes, para guardar
o caminho da Árvore da Vida " (Gen.3:24).

Até onde se sabe, os historiadores não têm, além dessa informação
obtida na Bíblia descrita acima, outras informações que esclareçam a
origem dessa arma de formato tão peculiar. A Maçonaria Simbólica
adotou-a, pois representa, sem dúvida, a emancipação da força, de
proteção, de defesa e de ação.

Tem significados tremendamente profundos na Simbologia Maçônica, sendo
talvez, o principal deles, a arma a ser usada na luta eterna na
dualidade entre o "Bem" e o "Mal".

Simboliza também o poder possuído pelo Venerável Mestre de Iniciar
novos Aprendizes, Elevar novos Companheiros e Exaltar novos Mestres,
na loja Simbólica.

O Venerável Mestre é a autoridade máxima da Loja, e deve ser o mais
correto de todos os Irmãos. Esta retidão exemplar é simbolizada pelo
"Esquadro" e a autoridade máxima é simbolizada pela Espada Flamejante.

Ela só pode ser tocada, em Loja, pelo Venerável Mestre ou por um outro
Mestre Instalado. Deveria estar sempre guardada num estojo próprio e
ser oferecida ao Venerável Mestre nas Iniciações, Elevações, etc, mas
hoje é comum, ser mantida, exposta, no Altar durante todas as Sessões,
mesmo nas Sessões Ordinárias. Portanto, me parece lógico, também, que
ela NÃO deve ser encostada no candidato, durante a Sagração. Somente
deverá ficar próximo do mesmo.

Ampliando os limites de nossa mente, podemos afirmar que, a Espada
Flamejante, quando empunhada pelo Venerável Mestre, sem dúvida alguma,
é a representação da força, do poder, da magia e do encanto da
Maçonaria Universal, espalhada por todo canto da Terra. Essa mesma
Maçonaria que tem aperfeiçoado os homens pelo Amor, pelo Caráter e
pela Tolerância.



Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Brasilia Capital Moto Week

Sensacional encontro de moto em Brasilia DF!

Esse ano de 2016 foram 650.000 pessoas de público e 250.000 motos. Uma
coisera doida!

Vale a pena ir!

Mais uma divisa estadual desbravada!

A Transalp gorda tá andando - isso é o que ela gosta de fazer!!

Deismo e Teismo

Este assunto já foi comentado em outra Pílula (ver Pílula Maçônica
nº26), mas por ser importante para a Maçonaria, fui buscar uma outra
fonte de informações –Holy Bible, versão Maçõnica, editada em Wichita,
Kansas, EUA.

As definições foram tiradas de lá. Os comentários são meus.

DEÍSMO é a crença em Deus considerando somente o que é natural e racional.

Rejeita a revelação sobrenatural e os elementos sobrenaturais na
religião. Muitos "livrespensadores" da França, nos séculos XVI e XVII
foram classificados como "deistas". É um erro grosseiro dizer que eles
tiveram grande influencia na Francomaçonaria naquele período. Os
Princípios e as Doutrinas da Francomaçonaria repudiam o Deísmo. Maçons
são Teístas; eles acreditam num Deus verdadeiro e ativo; eles
reconhecem suas revelações sobrenaturais de Si mesmo e de seus desejos
e os elementos sobrenaturais na verdadeira religião.

TEÍSMO é a doutrina de um Deus, eterno, auto suficiente, onisciente,
onipotente, impregnando toda a Criação, criador, preservador, protetor
e benfeitor de todas as coisas e do Homem. É nesse Deus que os maçons
confessam a sua Fé e Crença, e reconhecem as revelações desse Deus. É
o oposto do Ateísmo – doutrina na qual não há um Deus, ou do
Politeísmo – a doutrina na qual há muitos deuses, e do Deísmo –
descrito acima e do Panteísmo – doutrina na qual toda natureza é Deus
e Deus é toda natureza.

Comentários: na verdade, em 1717, na união das quatro Lojas em
Londres, dando início à Maçonaria Especulativa que praticamos hoje, a
tendência era mais para o Deísmo do que para o Teísmo. Isso, talvez,
mais por receio ou prevenção, pois a Inglaterra estava passando por
mudanças radicais em sua Monarquia e a religião dominante variava
conforme o Monarca eleito. Quando do lançamento da Constituições de
Anderson, um reverendo presbiteriano, em 1723, a Maçonaria estava em
"cima do muro". Somente em 1738, quando ocorreu a primeira revisão
dessa Constituição, muita coisa já tinha sido definido e houve,
realmente, uma tendência para o Teísmo.



Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Águia Bicéfala na Maçonaria

Antes que algum maçom venha supor que a "Águia Bicéfala" tenha sido
definida e projetada como símbolo pela Maçonaria, vamos esclarecer
algo sobre esse assunto, conforme relatado abaixo:

A águia, uma ave de rapina, pelas suas características físicas e
temperamento, tornou-se um símbolo adotado pela humanidade, desde a
mais alta antiguidade.

Os druidas a consideravam como emblema da Divindade Suprema. Era
símbolo no Egito, na Pérsia, Babilônia, Grécia, etc. É mencionada no
Antigo Testamento e serviu de insígnia de guerra aos antigos romanos.

É símbolo no Ocultismo e na Cabalá.

Na Maçonaria, por estar aliada à força, a decisão, a superioridade e a
inteligência, é tida como símbolo da grandeza, da sabedoria, da
liberdade e do poder (N. Aslan).

A cabeça da Águia representava, nos primórdios, o poder de um
Imperador sobre seu Império. Quando um Imperador tinha dois Impérios,
seu poder era representado por uma águia de duas cabeças. Foi o caso
do Imperador Romano que dividiu suas áreas dominadas em dois impérios:
o Império do Ocidente e o Império do Oriente.

O Império do Ocidente, baseado em Carlos Magno e seus descendentes,
foi chamado de "Santo Império Romano-Germânico" e o do Oriente, com a
fundação de Constantinopla, foi chamado de Bizantino.

Outros impérios que igualmente se duplicaram, também usavam a "Águia
Bicéfala" como símbolo ou emblema em seus brasões.

Na Maçonaria, essa "Águia Bicéfala" foi adotada no inicio da definição
do Rito Escocês Antigo e Aceito, na França, possivelmente em 1758. O
Corpo Maçônico que começou a desenvolver a base desse Rito, era
chamado de "Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente" e
adotou a "Águia Bicéfala" como Símbolo e, assim, ela continua sendo
usada no Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito.

Esse sistema "escocês", conhecido como "Conselho dos Imperadores do
Oriente e do Ocidente", ou, também conhecido como "Soberana Loja
Escocesa de São João de Jerusalém" criou um Sistema de Altos Graus,
num total de 25 graus.

Em 1762, esse sistema foi oficializado e esses graus superiores foram
chamados de "Graus de Perfeição" e essa escala de 25 graus foi chamada
de "Rito de Perfeição" ou "Rito de Héredom" foi levado para a América
do Norte, onde se desenvolveu de modo totalmente desorganizado.

Conforme Mestre Castellani, temos: "Diante desse caos existente, um
grupo de Maçons, reunidos a 31 de maio de 1801, na cidade de
Charleston, no estado de Carolina do Sul, por onde passa o Paralelo 33
da Terra, resolveu acrescentar alguns graus e criar o "Supremo
Conselho do Grau 33" que, por ser o primeiro do mundo, denominou-se
"Mother Council of the World". "Marcando o inicio de uma fase de
organização e método de concessão dos Altos Graus. Esse primeiro
Conselho adotou a divisa "Ordo ab Chao", o caos em que havia se
transformado o emaranhado de Altos Graus, concedidos sem critério
lógico, e sem que houvesse um poder organizador e disciplinador".



Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Estrelas (círios)

Estrelas, na Maçonaria, são velas acessas e colocadas em tocheiras,
que é um tipo de castiçal com proteção contra o vento. Muitas vezes
chamadas de "círios", apesar de que círio, na verdade, é uma vela
grande.

Em alguns Cerimoniais, quando se pretende fazer honras no recebimento
de altos dignitários, usa-se uma série de espadas, normalmente
acompanhadas das estrelas.

Espadas na mão direita e estrelas na mão esquerda daqueles Obreiros
que farão a "Abobada de Aço" para os visitantes.

Hoje em dia esse comportamento está fora de uso, com raras exceções.
Há vinte anos atrás, era comum esse tipo de honraria e era comum,
também, existir um "porta espadas" e um "porta estrelas" no Átrio da
Loja, normalmente de madeira, para acondicioná-las.

Segundo Mestre Nicola Aslan esse costume é antiqüíssimo, já existente
entre os romanos e que a Igreja Cristã veio a adotar. É dito que o
Papa quando se dirige para o Altar, saindo da Sacristia, é precedido
por Diáconos portando estrelas (ou círios).

Para finalizar, uma frase sobre interessante costume francês do Mestre
Jules Boucher, simbolista:

"quando um visitante eminente, um dignitário, é introduzido no Templo,
é precedido pelo Mestre de Cerimônias portando uma "estrela". Trata-se
de uma tradição que pode ser encontrada numa era longínqua. Não é para
"iluminar" o visitante que o fazem preceder por uma tocha, é para
simbolizar a "luz" que ele representa."



Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

O Livro da Lei

De acordo com Alec Mellor, famoso escritor Maçônico francês, em
"Dicionário da |Franco Maçonaria", a conduta adotada por certa
Obediência constitui um critério que permite apreciar a regularidade
ou a irregularidade de seus princípios.

A Grande Loja Unida da Inglaterra, em 04 de setembro de 1929, lançou,
e foi aprovado pela Franco Maçonaria universal, os "Princípios de
Base" para o reconhecimento de regularidade de uma Grande Loja ou um
Grande Oriente:

Art. 06: - As três grandes Luzes da Franco Maçonaria, o Livro da Lei
Santa, o Esquadro e o Compasso, ficarão sempre expostos quando dos
trabalhos da Loja.

A mais importante das três é o Livro da Lei Santa (The Volume of Sacred Law).

Nos países da Europa, da América, da Oceania, o L.L.S. usado é a Santa
Bíblia, pois ela é o Livro Sagrado da grande maioria.

Segundo Mestre Castellani, a Bíblia só foi introduzida oficialmente
nos trabalhos maçônicos, por George Payne, em 1740, como bajulação à
Igreja Anglicana, e não a Católica, pois nessa época era a primeira
que predominava na Inglaterra.

É sabido que o Livro da Lei, não é obrigatoriamente a Bíblia. Deve
haver um Livro da Lei Sagrada que seja adotado por determinado povo
com sua respectiva crença religiosa. Desse modo, poderá ser a Torá –
Gênese, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio – para os judeus. O
Corãopara os muçulmanos, ou o Rig Veda para os hinduístas, e assim por
diante.

E, além disso tudo, ainda nos esclarece o Mestre Castellani, existem
os Ritos chamados racionalistas, como o Rito Moderno ou Francês, por
exemplo, que não usam nenhum Livro sagrado, mas, sim, o Livro da Lei
Maçônica – a Constituição de Anderson, de 1723, em respeito à absoluta
liberdade de consciência dos maçons, a qual não admite a imposição de
padrões religiosos, pois as concepções metafísicas de cada um são de
foro íntimo. Entretanto, tal atitude não permite o reconhecimento pela
Grande Loja Unida da Inglaterra, da Grande Loja ou Grande Oriente que
a pratica.

Na Maçonaria Operativa não há duvidas que a Bíblia era usada nos
juramentos da Ordem, devido a grande religiosidade reinante na época.
Isso é citado em diversos Manuscritos, alguns deles transcritos no
"Freemason´s Guide and Compendium" do Mestre Bernard Jones, do qual eu
tenho a honra de possuir um exemplar na minha biblioteca.

O Livro Sagrado da Lei deve ser solenemente aberto e solenemente
fechado no começo e no fim dos trabalhos. Sem a sua presença sobre o
altar, estes não podem ser realizados, e a Loja não pode nem mesmo ser
aberta.



Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Tabua de Esmeralda - Hermes Trimegistus

Isto é complexo, mas é verdadeiro sem mentiras:

Tudo o que está aqui embaixo também está no alto;

também no alto está o que está embaixo,

pois tudo é obra de uma só coisa.

Todas as coisas vieram e vem de uma,

da qual tudo nasceu e à qual tudo se ajustou,

pois tudo se adaptou a ela, a Causa Ùnica.

O Pai de tudo, que é a realidade, que é o querer do universo,

Aqui está, com sua força total convertida em Terra.

Se quiserdes saber o segredo dessa força suprema,

deveis separar a terra do fogo,

o fino e sutil do espesso e grande,

Suavemente e com todo cuidado.

Sobe da terra ao céu e, dali, volte à terra,

para receber a força do que está em cima e

do que está embaixo.

Assim, receberás a luz de todo o mundo

e as trevas se afastarão de ti.

Esta é a força de todas as forças, que vencerá tudo o que é sutil,

como vencerá tudo quanto é grande,

e que penetrará em tudo o que é sólido e palpável.

Portanto, o mundo pequeno está feito,

à semelhança do mundo grande.

Assim e desse modo, ocorrerão mudanças prodigiosas.

Por isso me chamam Hermes Trimegisto,

Pois possuo as três partes da Sabedoria de todo o mundo.

Terminado está o que disse sobre a Obra do Sol.

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