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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Maçonaria: Como é sua loja?

Recebi e transcrevo na íntegra. Muito válidos os comentários!

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Um irmão me escreveu um e-mail recentemente preocupado com a falta de interesse dos maçons em estudar.

Essencialmente os maçons, dizem, são a 'nata' da sociedade. Ler livros, estudar, pesquisar, questionar, defender princípios éticos e morais e agir seriam alguns dos preceitos estritamente elementares e básicos de uma comunidade formada pela 'nata' da sociedade.

Salvo melhor juízo, o que vemos, contudo, é um conjunto de pessoas, bem intencionadas, boas de coração, mas completamente alienadas. Seguem o que mandam. Alguns, entretanto, abandonam o barco por se sentirem enganados pela ideia que a Instituição lhe vendeu. Outros, que insistem, são taxados de encrenqueiros ou que "não deixaram a maçonaria entrar em seu coração".

Avaliando tudo isso, podemos vislumbrar algumas questões.

São verdadeiras estas afirmativas?

Analisemos.

Onde começa a Maçonaria? Na Loja. Na Loja existe o ingrediente mais importante e basilar da Instituição: o maçom, o ser humano, o pensante, o agente.

Nas Lojas realmente estamos encontrando pessoas que questionam, que pensam, que estudam, que agem?  Ou são apenas mecanicistas e "agapistas"?

A inteligência está em repetir, repetir e repetir o que outros dizem ser cláusulas pétreas, ou está na capacidade de investigar, duvidar, questionar, propor, agir?

Qual a diferença entre uma pedra e um ser pensante? A pedra está ali, não se mexe, não pensa, não toma iniciativa alguma, segue o que propuserem a ela. O ser pensante incomoda o status quo, interage proativamente, propõe o novo, age, duvida, argumenta, reinventa e se reinventa.

A Loja, embrião da estrutura maçônica é de onde vem as definições, as ordens. Não espera vir de cima, mas está acima. Como é a sua Loja?

Onde, em que patamar se encontra? Está à altura do que se espera no ideário Maçônico? Ela tem opinião, faz ouvir e valer sua opinião, ou a sua opinião religiosamente coincide com o que vem "de cima"?

Se a Loja não têm posição "em cima", é porque se acocora e espera. Espera a iniciativa de quem julga estar acima, espera ordens, espera decisões, espera a definição do que é certo e do que é errado. Quanto muito espera apenas para ratificar. Se apequena. Não tem iniciativa, criatividade, força própria, argumentação. Não quer se incomodar. A rotina lhe é o sustentáculo da existência e finalidade.

E assim anda a Maçonaria, ou não?

Se quisermos saber sobre a Maçonaria, olhemos às nossas Lojas. Quais suas preocupações, quais seus planejamentos de curto, médio e longo prazo (ou sequer tem planejamento?). Tem feito diferença em sua área de ação e atuação junto a comunidade?

Qual a qualidade dos trabalhos que são apresentados? Estes trabalhos trazem novidades ou são repetições das repetições? O mesmo do mesmo? E assim está bom ...

Os obreiros sabem da legislação da Loja e de sua Potência? Se sentem capacitados a avaliá-las e a propor mudanças, ou não estão nem um pouco interessados?

Na Loja o que é mais importante? O rito? A ritualística? Os graus? Entrar com o pé esquerdo? Chamar a atenção de um irmão que não fez a ritualística 'perfeita'? Ou são as ações efetivas nas comunidades? Constitui a diferença ou não são nada, ou são os vaidosos e amigos dos amigos, que se favorecem? São os corruptos que só querem levar vantagens? Quem somos? Qual valor temos para a sociedade? Qual nossa utilidade para o progresso da humanidade? Vivemos da e na teoria ou agimos de fato? Qual é o histórico da Loja? Qual o currículo da Loja?

A porta do Templo é apenas mais uma porta?

O que é mais importante para o irmão da Loja? Ser grau 33 ou ser maçom? Se vestir de fantasias ou se despir de vaidades?

O Maçom morre para a Maçonaria quando acredita que o rito ou ritual é o fim e não o meio.

A Maçonaria morre para o irmão que torna a Maçonaria fim e não meio.

A Loja abate colunas quando abdica de ser a Potência.

Não raras vezes irmãos não dispõem de recursos para manter um plano básico de saúde para sua família, mas tem de sobra para participar e frequentar toda a espécie de atividade extra simbolismo. O fanatismo - não reconhecido pelo obreiro, entranha-se em sua existência como se oxigênio fosse. A cegueira é de tal ordem, que perde o bom senso, o equilíbrio, o contato com a realidade.

Quem é mais espiritualizado? O mendigo que reparte um pedaço de seu pão a um vira-lata a seu lado ou o Grande, "grau não sei quanto", vestido de Grande que é tão Grande, que não consegue enxergar o pequeno, pois seu peito estufado e cheio de troca-troca de condecorações impede de visualizar os mais humildes e necessitados? A Maçonaria é o espelho dos maçons. Se estes são acomodados, vaidosos, medíocres, meras engrenagens mortas, isto será a Maçonaria, vivendo de um passado que um bom número de maçons, inclusive, desconhece e, em grande parte, fantasia para sonhar com a ideia de que são importantes e insubstituíveis...

Se as Lojas são um 'monte' de gente bem intencionada, amigões, trocadores de figurinhas, mas não vibra, não perturba, não incomoda, não se posiciona de forma enfática, então não passa de um clubinho particular, cubículo de míopes, sonhando com hierarquia de reizinhos e súditos. Um teatro repetitivo, medonho, que vive da farta distribuição de bengalas e medalhas sem brilho.

Neste ambiente amorfo, ser Venerável Mestre é algo sem sentido maior. A história da Loja é um livro sem letras, ou um conjunto de auto-elogios sem significado e significância, característica de pompa entre espíritos pobres e sonhadores. A capacidade de vivenciar uma existência profícua se adstringe a uma fantasia mental e pequenez espiritual.

Como é sua Maçonaria? Como é sua Loja?

"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim." - Chico Xavier

Autor: Nelson A. H. de Carvalho
BARLS Cidade de Viamão, 99 – GLMRS

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Baden Poweel: escotismo e Maçonaria

"Os escoteiros surgiram da maçonaria, porque Baden Powell eram maçon. Sonhou, segundo ele, fazer com harmonia a convivência entre os filhos de duques e filhos de empregados". Por certo, "a Igreja antes de apoderar-se do escotismo se opôs a ele duramente"." No século XX, os maçons apoiaram importantes organizações esportivas, pacifistas ou direcionadas a internacionalizar os países e o mundo inteiro sob a bandeira da paz. Não era uma globalização desagregadora e destrutiva da pessoa humana destinada aos indivíduos e as sociedades por trás de valores éticos e humanistas. O maçom suíço Henry Dunant, criou a Cruz Vermelha Internacional (…), Robert Baden Powell fundou o Movimento Escoteiro, visionário e pioneiro, tal como outro maçom, Pierre de Coubertin refundo os Jogos Olímpicos.Se tantos investigadores citam a Baden Powell, como franco-maçom, por que no Movimento Escoteiro ocultam esse importante dado?
Dezenas de lojas maçônicas no mundo levam o nome "Baden-Powell'. 
Robert Stephenson Smyth Baden-Powell nasceu em Londres, Inglaterra, a 22 de fevereiro de 1857. Seu pai era o reverendo H. G. Baden-Powell, professor em Oxford. Sua mãe era filha do almirante inglês W. T. Smyth. Seu bisavô, Joseph Brewer Smyth, tinha ido como colonizador para Nova Jersey (EUA) mas voltou para a Inglaterra e naufragou na viagem de regresso.
Seu pai morreu quando Robert tinha aproximadamente 3 anos, deixando a sua mãe com sete filhos, dos quais o mais velho não tinha ainda 14 anos. Havia com frequência momentos difíceis para uma família tão grande, mas o amor mútuo entre mãe e filhos ajudava-os a continuar em frente.
Robert viveu uma bela vida ao ar livre com seus quatro irmãos, excursionando e acampando com eles em muitos lugares da Inglaterra.
Em 1870 B-P ingressou na Escola Charterhouse em Londres com uma bolsa de estudos. Não era um estudante que se destacasse especialmente dos outros, mas era um dos mais vivos. Estava sempre metido em tudo que acontecia no pátio do colégio, e cedo se tornou popular pela sua perícia como goleiro da equipe de futebol de Charterhouse.
Seus camaradas da escola muito apreciavam suas habilidades como ator. Sempre que pediam ele improvisava uma representação que fazia a escola toda morrer de rir. Tinha também vocação para a música, e seu dom para o desenho permitiu-lhe mais tarde ilustrar todas as suas obras.
Aos 19 anos B-P colou grau na Escola Charterhouse e aceitou imediatamente uma oportunidade de ir à Índia como subtenente do regimento que formara a ala direita da cavalaria na célebre "Carga da Cavalaria Ligeira" da Guerra da Criméia.
Além de uma carreira excelente no serviço militar (chegou a capitão aos vinte e seis anos), ganhou o troféu esportivo mais desejado de toda a Índia, o troféu de "sangrar o porco", caça ao javali selvagem, a cavalo, tendo como única arma uma lança curta. Vocês compreenderão como este esporte é perigoso ao saber que o javali selvagem é habitualmente citado como "o único animal que se atreve a beber água no mesmo bebedouro com um tigre.
Em 1887 B-P participou da campanha contra os Zulus na África, e mais tarde contra as ferozes tribos dos Ashantís e os selvagens guerreiros Matabeles. Os nativos o temiam tanto que lhe davam o nome de "Impisa", o "lôbo-que-nunca-dorme", devido a sua coragem, sua perícia como explorador e sua impressionante habilidade em seguir pistas.
As promoções de B-P na carreira militar eram quase automáticas tal a regularidade com que ocorriam até que, subitamente se tornou famoso.
Corria o ano de 1899 e Baden-Powell tinha sido promovido a Coronel. Na África do Sul estava se fermentando uma agitação e as relações entre a Inglaterra e o governo da República de Transval tinha chegado ao ponto do rompimento. B-P recebeu ordens de organizar dois batalhões de carabineiros montados e marchar para Mafeking, uma cidade no coração da África do Sul. "Quem tem Mafeking tem as rédeas da África do Sul", era um dito corrente entre os nativos, que se verificou ser verdadeiro.
Veio a guerra, e durante 217 dias (a partir de 13 de outubro de 1899) B-P defendeu Mafeking cercada por forças esmagadoramente superiores do inimigo, até que tropas de socorro conseguiram finalmente abrir caminho lutando para auxiliá-lo, no dia 18 de maio de 1900.
Procure "Mafeking" em seu dicionário de inglês e junto a esta palavra você encontrará duas outras criadas neste dia tumultuoso derivadas do nome da cidade africana: "maffick" e "maffication" significando "celebração tumultuosa".
B-P promovido agora ao posto de major-general tornou-se um herói aos olhos de seus compatriotas. Foi como um herói dos adultos e das crianças que em 1901 ele regressou da África do Sul para a Inglaterra e descobrir, surpreso, que a sua popularidade pessoal dera popularidade ao livro que escrevera para militares: Aids to Scouting (Ajudas à Exploração Militar). O livro estava sendo usado como um compêndio nas escolas masculinas. B-P viu nisto um desafio. Compreendeu que estava aí a oportunidade de ajudar a juventude. Se um livro para adultos sobre as atividades dos exploradores podia exercer tal atração sobre os rapazes e servir-lhes de fonte de inspiração, outro livro, escrito especialmente para rapazes poderia despertar muito maior interesse.
Pôs-se então a trabalhar, aproveitando e adaptando sua experiência na Índia e na África entre os Zulus e outras tribos selvagens. Reuniu uma biblioteca especial e estudou nestes livros os métodos usados em todas as épocas para a educação e o adestramento dos rapazes, desde jovens espartanos, os antigos bretões, os peles-vermelhas, até os nossos dias. Lenta e cuidadosamente, B-P foi desenvolvendo a ideia do escotismo. Queria estar certo de que a ideia podia ser posta em prática, e por isso, no verão de 1907 foi com um grupo de 20 rapazes para a ilha de Brownsea, no Canal da Mancha, para realizar o primeiro acampamento escoteiro que o mundo presenciou. O acampamento teve um completo êxito.
Nos primeiros meses de 1908, lançou em seis fascículos quinzenais o seu manual de adestramento, o "Escotismo para Rapazes" sem sequer sonhar que este livro iria por em ação um movimento que afetaria a juventude do mundo inteiro.
Mal tinha começado a aparecer nas livrarias e nas bancas de jornais e já surgiram patrulhas e tropas escoteiras não apenas na Inglaterra, mas em muitos outros países. O movimento cresceu tanto que em 1910, B-P compreendeu que o Escotismo seria a obra a que dedicaria a sua vida. Teve a visão e a fé de reconhecer que podia fazer mais pelo seu país adestrando a nova geração para a boa cidadania do que preparando um punhado de homens para uma possível futura guerra.
Pediu então demissão do Exército onde havia chegado a tenente-general e ingressou na sua "segunda vida", como costumava chamá-la, sua vida de serviço ao mundo por meio do Escotismo.
Em 1912 fez uma viagem ao redor do mundo para contatar os escoteiros de muitos outros países. Foi este o primeiro passo para fazer do Escotismo uma fraternidade mundial.
A Primeira Guerra Mundial momentaneamente interrompeu este trabalho, mas com o fim das hostilidades foi recomeçado, e em 1920 os escoteiros de todas as partes do mundo se reuniram em Londres para a primeira concentração internacional de escoteiros: o Primeiro Jamboree Mundial. Na última noite deste Jamboree, a 6 de agosto, B-P foi proclamado "Escoteiro-Chefe-Mundial" sob os aplausos da multidão de rapazes.
O Movimento Escoteiro continuou a crescer. No dia em que atingiu a "maioridade" completando 21 anos contava com mais de 2 milhões de membros em praticamente todos os países do mundo. Nesta ocasião, B-P recebeu do rei Jorge V a honra de ser elevado a barão, sob o nome de Lord Baden-Powell of Gilwell. Mas apesar deste título, para todos os escoteiros ele continuou e continuará sempre sendo B-P, o Escoteiro-Chefe-Mundial.
Quando suas forças afinal começaram a declinar, depois de completar 80 anos de idade, regressou à sua amada África com a sua esposa, Lady Baden-Powell, que fôra uma entusiástica colaboradora em todos os seus esforços, e que era a Chefe-Mundial das "Girl Guides" (bandeirantes), movimento também iniciado por Baden-Powell.
Fixaram residência no Quênia em um lugar tranquilo e com um panorama maravilhoso: florestas de quilômetros de extensão tendo ao fundo montanhas de picos cobertos de neve. Foi lá que morreu Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, em 8 de janeiro de 1941 faltando um pouco mais de um mês para completar 84 anos de idade.

Pedra no Canto Nordeste do Templo


 



"Por que?" da "Pedra de Fundação" (Foundation Stone) de uma construção ter a posição no Nordeste e qual a ligação com a Iniciação Maçônica. Vejam:

Está registrado nos Rituais ingleses o que segue: "é costume na ereção de todos os edifícios majestosos e excepcionais, colocarmos a primeira pedra ou "Pedra de Fundação" no canto nordeste da construção. VOCE, que foi recentemente admitido na Ordem Maçônica, estará sentado na parte nordeste do Templo , para simbolicamente, representar aquele pedra"

A primeira frase mencionada acima, provavelmente faz parte de nossas tradições,  pois não se tem evidencias históricas que a suportem. Mas, é interessante para nossos propósitos maçônicos, se a usarmos como ensinamento moral.

O motivo do canto nordeste ser, tradicionalmente, declarado o local de colocação da primeira pedra da construção, é dada pelo M.W. Bro C.C,Hunt, por muitos anos Grande Secretário da Loja de Yowa. Em seu livro "Simbolismo Maçônico" ele relata: "A declaração freqüentemente ouvida por um Maçom é que na Maçonaria Operativa a primeira pedra de uma construção era colocada no canto Nordeste, e desse fato uma lição pode ser ensinada. Mas, a razão para colocar a primeira pedra da construção naquele local, não é dada."

Talvez, nem sempre essa pedra tenha sido colocada naquele canto, mas, por que, simbolicamente, foi adotado ser o Canto Nordeste o local para a colocação da referida pedra?

Operações de uma construção requerem muita claridade para o adequado posicionamento das pedras, pilares, etc. Com a claridade oferecida pela luz elétrica, as mesmas podem ser em feitas mesmo à noite, pois a claridade obtida é a mesma. Mas, os Maçons Operativos não tinham essa vantagem. Eles deviam fazer o melhor com a luz do Sol enquanto essa estivesse presente. As pedras naquele canto tinham que ser colocadas com grande exatidão, e então, como a claridade dada pelo Sol crescia no nordeste, nada mais natural do que ser aquele canto o escolhido para começar a construção. Aparentemente, era o melhor lugar para a acurada colocação das pedras..

Obviamente, estamos falando do Hemisfério Norte da Terra.

Ele continua: "Deverá ser notado que em todas as tradições e lendas sobre esse canto, ele representa a fonte do amanhecer, o local de inicio onde os raios do Sol batem, e por isso simboliza o "Aprendiz" começando sua vida Maçônica.....

"considerando que, simbolicamente, na Maçonaria, o Norte é considerado o lugar das Trevas e o Leste a fonte de Luz, o Canto Nordeste, apropriadamente, simboliza o Candidato emergindo das Trevas para a Luz. Ele está surgindo do canto Norte das Trevas,  para o amanhecer  do Canto  Leste........ele recebeu alguma Luz e está na direção para receber mais e mais Luz.

O Norte como o lugar das Trevas, Maçonicamente, representa o mundo profano, enquanto o Leste como fonte de Luz representa a Loja, e em ultima instância, a Ordem Maçônica.

A Pedra de Fundação colocada no canto Nordeste, tem um lado virado para o Norte e o outro virado para o Leste. O Candidato no Nordeste da Loja, representa alguém que emergiu das Trevas do Norte, mas não está totalmente fora da mesma, e caminha na direção da Luz."

 

Obervações: seria muito interessante que os VVMM atentassem para a importância desse Simbolismo. As Lojas que freqüento, do R.E.A.A, na maioria das vezes os Aprendizes, ao final da Iniciação, são colocados no meio da "Coluna B", no topo.  O correto é que sejam colocados no Nordeste do Templo.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

A Espada Flamejante



 

A espada, é um aparato de ataque e defesa, podemos chamá-la assim, formado por uma haste longa e empunhadura, com ou sem guardas para proteção da mão. É feita normalmente de aço. É mais longa do que a "adaga", que por sua vez é mais longa do que o punhal e pode ser classificada, de um modo simples, em dois tipos: com lâmina comprida, pontiaguda e com dois gumes cortantes; ou somente uma haste redonda comprida e pontiaguda.

Normalmente, para ser guardada e protegida, é colocada dentro de uma bainha simples, que é um estojo versátil e leve, preso à cintura. É uma arma branca, usada desde os primórdios das civilizações guerreiras, como os Vikings, por exemplo; ou nas invasões turcas do século XVI, ou na forma de "cimitarra"; ou pelos Romanos nas suas conquistas e, até bem pouco tempo, nas últimas guerras na luta "corpo a corpo". Atualmente, constituem distintivos dos oficiais das Forças Armadas e Policiais Militares. São usadas em solenidades e formatura como símbolo de honra e dignidade.

A Espada Flamejante ou Flamígera ( ver pílula nº 141) é diferente de tudo que está acima mencionado. Ela não está descrita em nenhum livro, exceto a Bíblia, que não seja aquele que relate as coisas pertencentes à Ordem Maçônica . Sua lâmina não é retilínea, mas ondulada, assemelhando-se à labaredas de fogo.

Conforme pode ser lido no Livro Sagrado, a Bíblia, ela foi empunhado pelos Anjos do Senhor, Guardiões da Porta do Paraíso Terrestre, como verdadeira Espada de Fogo: "E expulsou-os; e colocou, no oriente do Jardim do Éden, querubins armados de espadas flamejantes, para guardar o caminho da Árvore da Vida  " (Gen.3:24).

Até onde se sabe, os historiadores não têm, além dessa informação obtida na Bíblia, descrita acima, outras informações que esclareçam a origem dessa arma, de formato tão peculiar. A Maçonaria Simbólica adotou-a, pois representa, sem dúvida, a emancipação da força, de proteção, de defesa e de ação. Tem significados tremendamente profundos na Simbologia Maçônica, sendo talvez, o principal deles, a arma a ser usada na luta eterna  da dualidade entre o "Bem" e o "Mal".

Semelhante aos "Anjos do Senhor" na Porta do Paraíso, é usada simbolicamente pelos Irmãos Cobridores, Externo e Interno, na Porta do Templo para "telhar" os IIr.: retardatários ao início da Sessão Maçônica e, "cobrir" o Templo aos profanos, simbolizando a autoridade da Ordem Maçônica em seus domínios.

Simboliza também o poder possuído pelo Venerável Mestre de Iniciar novos Aprendizes, Elevar novos Companheiros e Exaltar novos Mestres. O Venerável Mestre é a autoridade máxima da Loja, e deve ser o mais correto de todos os Irmãos. Esta retidão exemplar é simbolizada pelo "Esquadro" e a autoridade máxima é simbolizada pela Espada Flamejante.

Ampliando os limites de nossa mente, podemos afirmar que a Espada Flamejante, quando empunhada pelo Venerável Mestre, sem dúvida alguma, é a representação da força, do poder, da magia e do encanto da Maçonaria Universal, espalhada por todo canto da Terra. Essa mesma Maçonaria que tem aperfeiçoado os homens pelo Amor, pelo Caráter e pela Tolerância.

Ampliando nossos pensamentos mais ainda, podemos concluir que, devido à semelhança com os raios esplendorosos de uma tempestade, controlados pelo Grande Arquiteto, a Espada Flamejante, é o emblema da Justiça do Supremo, lembrando a Humanidade, em toda a sua gama de conhecimentos, que acima de qualquer um deles, por mais poderoso que se considere, está a Justiça Divina, separando o joio do trigo, os bons dos maus...

(este artigo foi escrito em 1998, um dos primeiros quando era ainda Aprendiz)

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

O tamanho das nossas bagagens de moto refletem nossos medos



Recebi, achei tão pertinente que reproduzo abaixo, citando o autor.

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O perigo de uma viagem de moto está nas malas, nos baús e bolsas que levamos. Elas podem nos impedir de apreciar a beleza que nos espera.
Já experimentei na carne a verdade dessas palavras, mas aprendi. Minhas malas eram sempre superiores às minhas necessidades, e por isso minhas partidas e chegadas eram mais penosas do que deveriam. 

Andei pensando sobre as malas que levamos em nossas viagens de motocicleta. Elas são expressões de nossos medos, elas representam nossas inseguranças.

Olho para um motociclista que passa com suas imensas bagagens atreladas e fico curioso em saber o que há dentro delas. Tudo o que se leva, está diretamente ligado ao medo de necessitar. O fato é que essa bagagem toda representa nossa insegurança, digo por mim.

No início de minhas viagens de motocicleta, levava comigo a pretensão de deslocar o meu mundo, tinha medo do que iria enfrentar, isso, quando ainda não existiam malas laterais, top case, bolsa de tanque, etc., a bagagem viajava em bolsas improvisadas amarradas ao bagageiro, envoltas em lona de caminhão. 

Eu queria fazer caber no exíguo espaço a totalidade dos meus significados. A justificativa é racional, pois corresponde às regras do bom senso, preocupações naturais de quem não gosta de passar privações.

Nós nos justificamos: posso precisar disso, posso precisar daquilo... Olhava ao meu redor e via que as coisas que pretendia levar não poderiam ser levadas. Às vezes durante uma longa viagem de moto me recordo de alguma coisa esquecida, ou então, inevitavelmente concluo que um terço do que levei não me serviu para nada. 

Partir é experiência inevitável de sofrer ausência, nisso mora o encanto da viagem de moto. Viajar de moto é descobrir um mundo que não temos, é o tempo de sofrer a ausência que nos ajuda a mensurar o valor do mundo que nos pertence, visto sobre duas rodas. A partida nos abre os olhos para o que deixamos - bom é partir, melhor é voltar. 

A distância nos permite mensurar os espaços deixados, por isso, partidas para longas viagens e chegadas são instrumentos que nos indicam quem somos, o que amamos e o que nos é essencial. Ao ver o mundo que não é meu, eu me reencontro com o desejo de amar ainda mais o meu espaço.

A vida e as viagens seguem as mesmas regras, os excessos nos pesam e nos tiram a vontade de viver, por isso é necessário partir, sair na direção da realidade. Não carregue seus pesos, eles não lhe permitirão adentrar o território alheio, nem enxergar de um jeito novo o território que é seu.

Boas partidas e chegadas a todos!!!

Autor: Otavio Araujo, motociclista há mais de 50 anos. Administrador e empresário da construção civil

Joaquim Gonçalves Lêdo



 

Brethren, tenho pesquisado sobre diversos Maçons brasileiros e, o maior deles ao meu ver, foi Joaquim Gonçalves Ledo. Por coincidência, nestes dias, achei um artigo do Mestre Castellani com a biografia maçônica dele, que transcrevo, condensada, abaixo.

Nascido no Rio de Janeiro (1781-1846) foi, talvez, peça principal no movimento de  emancipação brasileira, juntamente com José Bonifácio de Andrada e Silva.

Tendo iniciado curso de Medicina em Coimbra, Lêdo não chegou a concluí-lo e, ao retornar ao Brasil, empregou-se como escriturário na contadoria dos Arsenais Reais do Exército. Colocar-se-ia depois, destemidamente, à frente do movimento emancipador brasileiro, lutando desabridamente pela Independência do Brasil e fazendo, da Maçonaria, o centro incrementador das idéias de liberdade. A 15 de setembro de 1821 fundava, com o Cônego Januário da Cunha Barbosa, também Maçom, o "Revérbero Constitucional Fluminense", jornal que teve extraordinária influência no movimento libertador, pois contribuiu para a formação de uma consciência brasileira, despertando a alma da nacionalidade.

Trabalhou pela reinstalação da Loja "Comércio e Artes", em 1821. A 13 de maio de 1822, por ordem do grupo de Lêdo, através da proposta de Domingos Alves Branco Muniz Barretto, o Príncipe D. Pedro recebia o título de Defensor Perpétuo do Brasil.

Já o "Fico", de 09 de janeiro de 1822, foi obra exclusiva da Maçonaria, através de Clemente Pereira, José Joaquim da Rocha, Lêdo e José Bonifácio.

Ledo foi um dos fundadores do Grande Oriente Brasílico, a 17 de junho de 1822, ocupando o cargo de Primeiro Vigilante e tendo, como Grão Mestre, José Bonifácio. Foi sob sua influência que o Grão Mestrado do Grande Oriente foi entregue a D.Pedro, ao final de setembro (empossado a 04 de outubro), num golpe de Estado maçônico, já que José Bonifácio não fora destituído.

Havia grande rivalidade, na época, entre os grupos de Lêdo, que queria a independência com rompimento total com Portugal, e o grupo de Bonifácio, que queria a independência dentro de uma comunidade brasílico-lusa. Devido a essa rivalidade dos dois grupos que aspiravam graças do Príncipe, um grupo procurava desestabilizar o outro. José Bonifácio, que era o todo poderoso ministro da regência, instalado no poder, conseguiu abrir um processo contra o grupo rival, a 30 de outubro de 1822, cinco dias depois do fechamento do Grande Oriente Brasílico, por ordem de D. Pedro, que assumira o Grão Mestrado a 04 de outubro. Nessa ocasião, Lêdo teve que fugir, para não ser preso e deportado, como Januário, Clemente e Domingos Alves Branco.

Com a queda dos Andradas, em julho de 1823, ele voltou ao Brasil, assumindo a cadeira de deputado, para o qual havia sido eleito em 1822. Viria ainda, a participar da reinstalação do Grande Oriente, em 1831 e permaneceu na Câmara até 1834, afastando-se, depois, de tudo e vindo a falecer a 19 de maio de 1847.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Maçom Papagaio



Achei muito interessante este assunto encontrado no "Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria" de Nicola Aslan. Na verdade, foi pesquisa feita por ele na Enciclopédia de Mackey. Vou reproduzir da melhor maneira.

Um "Maçom Papagaio", segundo Mackey, é um maçom com comportamento exotérico, não sendo nunca um maçom com comportamento esotérico (ver PM nº44) o primeiro é um tagarela enquanto o outro é reservado.

Continuando com o descritivo de N.Aslan: o primeiro está sempre pronto para nos dizer tudo o que se refere à Maçonaria. Talvez, igual a ave, sua homônima, fica orgulhoso de sua ciência, estando sempre disposto a exibi-la. Mas, como um papagaio, não faz outra coisa senão repetir o que ouviu "sem a mínima concepção do seu verdadeiro significado". Possui ciência exotérica e não a ciência esotérica

Continua, na afirmação de que é dever de todo Maçom que se preza estudar o Simbolismo, a História, os mistérios, o Esoterismo, as doutrinas e a Filosofia da Maçonaria. Aqueles que se limitam a decorar o Ritual, as Cerimônias, os sinais de reconhecimento sem penetrar-lhes no conteúdo esotérico, não passam, de acordo com Mackey de Maçons Papagaios.

Complementando, então, com que disse Mestre Mackey, temos: "Outrora, esses Maçons superficiais eram tido em grande consideração pela facilidade com que realizavam as Cerimônias de Recepção, sendo geralmente, designados sob a denominação de "Maçons Brilhantes". Porém, o progresso da Maçonaria, na qualidade de ciência, requerem hoje alguma coisa a mais do que um simples conhecimento das instruções que servem para a formação do Maçom estudioso"

São por demais numerosos , afirma Mackey, "aqueles que se limitam aos Sinais e às Cerimônias de Iniciação. Limitam-se aí as suas pesquisas. Não aprofundam nem a Filosofia nem os Documentos da Ordem. Parecem não saber que os meios de reconhecimento são tão somente empregados como uma prevenção contra o embuste, e que os Ritos do Cerimonial não possuem qualquer valor sem o Simbolismo, do qual não são outra coisa senão as formas exteriores. Para eles a Maçonaria não tem nervos, nem sentido, nem vida; é uma voz cavernosa que nada diz de compreensível, uma árvore com folhagem esplendida, mas que não carrega um único fruto sequer".

Fica claro, portanto, a necessidade de estudarmos a Maçonaria, na sua Simbologia, sua História, seus Rituais, etc. Aliás, esse foi o motivo das Pílulas Maçônicas terem surgido. Surgiram e se propagaram graças a bondade de IIr. como Egisto Rigoli, Julio Takano e Osvaldo Zago. E a disseminação das mesmas, graças a colaboração dos IIr. Fernando Colacioppo (Rede Colmeia), Marcos Noronha, Grossi e outros.

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Buraco em Divinópolis


Esse pessoal se superou! Pintaram a faixa de sinalização dentro de um buraco em Divinópolis/MG.

Achei que isso a gente só via em piada de Internet!

Os moradores de Divinópolis ficaram indignados com o serviço e resolveram postar essa foto.

A prefeitura se pronunciou, dizendo que vai investigar os procedimentos da empresa responsável, que não quis se pronunciar.

O que é a Maçonaria



 

A Maçonaria é definida de diversas maneiras. Dentro de uma série de definições, normalmente semelhantes, vamos escolher a seguinte para o nosso estudo:

"É uma Instituição, composta de homens adultos, livres e de bons costumes, que tem por objetivo tornar feliz a humanidade pelo amor, pelo aperfeiçoamento dos costumes, pela tolerância, pela igualdade, pela liberdade e pelo respeito à autoridade e crença de cada um".

Vamos separar as palavras, ou conjunto de palavras e analisar o seu significado Maçônico, que é o objetivo deste trabalho, dirigido aos Aprendizes Maçons.

É uma Instituição, .. instituição é "uma associação ou organização de caráter social, educacional, religioso, filantrópico, etc" . No nosso caso, devemos deixar bem claro que não é uma instituição religiosa. Não se propõe a ligar o Maçom com qualquer que seja a divindade do Cosmos ou algo semelhante. Não promete qualquer revelação de mistérios religiosos ou revelações  superiores ou divinas, muito menos se propõe à salvação da alma ou qualquer programa de salvação espiritual. Em suma, não tem configuração de uma religião ou um simulacro religioso.

composta de homens adultos, ...  Supõe-se que pelo fato de serem adultos, os iniciados já possuem uma personalidade individual formada e suas linhas básicas definidas, tanto pessoal como profissional. Se o iniciado assim o desejar e estiver disposto, ele pode reformular seus conceitos e referenciais com base em novos princípios. No caso, ensinamentos maçônicos. A Maçonaria não promete nada aos iniciados. Somente lhe fornece as ferramentas, e os ensina como desbastar a "Pedra Bruta". Por incrível que pareça, este é um dos segredos Maçônicos que os profanos, intensamente, procuram desvendar.

livres e de bons costumes, ...  Hoje em dia todos os homens são fisicamente livres, não há mais escravidão, no sentido nato da palavra. Entretanto, sem que se aperceba, a maioria das pessoas é escrava de vícios ao materialismo, tornando essas pessoas, psicologicamente dependentes, que é um tipo de escravidão, de fontes favoritas de prazer, como dinheiro, sexo, comida, futebol, televisão, costumes sociais, etc,. Podem, inclusive, serem escravas do medo, muito comum nos dias atuais. Medo de acontecimentos futuros, medo de serem assaltadas ou serem mortas, por exemplo. Portanto, o Maçom deve aprender a quebrar esses grilhões invisíveis, libertando-se desses vícios coercitivos. O Maçom livre, deve submeter suas paixões e sua vontade à princípios mais elevados, como os da fraternidade, do amor ao próximo, da caridade, de extrema necessidade hoje em dia, da tolerância religiosa, motivo de tantas discórdias e guerras, como exemplos. Trilhando esse caminho, ele estará se tornando, cada vez mais, de "bons costumes". Vemos, pois, que "bons costumes" não é um mero comportamento, uma moral de conduta, mas sim um universo de práticas, que devem ser seguidas e que conduzem o ser humano a uma vida mais perfeita e aproveitável.

que tem por objetivo tornar feliz a humanidade, ... Humanidade feliz é a humanidade fraterna, comunicativa, sincera em seus atos, onde todos se tratam e se comportam, como se todos os seus vizinhos fossem seus irmãos. E como fazer uma humanidade fraterna?

A Maçonaria tem um método próprio, já mencionado acima, que se inicia no nível individual mas tem como finalidade influir no coletivo: toma um indivíduo, como se fora uma pedra bruta, e oferece a ele, como instrumentos de trabalho, seus princípios e filosofia. E o Maçom deverá eliminar suas asperezas e irregularidades, tornando-se pedra cúbica,  que irá ajustar-se justa e perfeitamente no edifício social, perfeitamente coesa, com outras pedras cúbicas, pela argamassa Maçônica, que é contínua no espaço e que a todos une e está em contato.

A fraternidade universal não é uma idéia nova, ou de origem maçônica, mas, na certeza, se existir um dia, resolverá a maior parte dos grandes conflitos humanos. Assim, a fraternidade é uma das bases em que se apoia a Instituição Maçônica.

pelo amor, ... A Maçonaria quando trata desse assunto, está se referindo, com toda certeza, do amor de aspecto philia, que é o amor fraterno, caridoso e não no aspecto eros, amor erótico. É o amor praticado pelos grandes personagens que passaram e passam por este mundo, dando-nos exemplos de caridade, de coragem, de auxílio ao próximo sem nada pedir em troca. É o amor de pessoas que largam tudo, riqueza e fama, para se dedicarem ao aperfeiçoamento da sociedade.

É o amor de membros, ou membro, de uma família que tudo faz para que a mesma esteja sempre unida e coesa, pois sabe que a família é, e sempre será, a pedra do alicerce da sociedade.

pelo aperfeiçoamento dos costumes, ... Todo Maçom, conforme orienta a Instituição Maçônica, deve atuar com firmeza, em qualquer situação ou posição em que se encontrar, impondo sua ética e princípios morais, adquiridos em Loja. Deve lutar e dar exemplos, contra a corrupção e desagregação da moral na sociedade em que vive. Deve dar exemplos de civismo e amor à Patria. Enfim, deve se aperfeiçoar, para melhorar os costumes de todos que o rodeiam.

Ser justo e perfeito, somente em Loja, entre IIr \, é bom mas não resolve. É necessário levar esse aperfeiçoamento para a comunidade.

pela tolerância, ... É o princípio da tolerância que permite que homens de partidos políticos, religiões, crenças, raças e pensamentos diferentes, vivam em harmonia e fraternidade. Porém, como cita o Ir\Theobaldo Varoli Filho: "não se entendam por tolerância maçônica os afrouxos licenciosos dos deveres ou a passividade exagerada na prática do perdão. Por tolerância deve entender-se, antes de tudo, que o comportamento do Maçom deve ser de respeito a todas as manifestações de consciência e que, em Loja, o Obreiro da Paz deve conservar-se equidistante de qualquer credo".

E, das Constituições de Anderson temos: "é deste modo que a maçonaria se converterá num centro de união e num meio de estabelecer conciliadora amizade entre os que, de outro modo, permaneceriam separados". Sem dúvida, o conceito de tolerância  exige apurado senso de discernimento e alto grau de sabedoria.

pela igualdade, ... Os Maçons tem em comum a Instituição a que pertencem, indiferentemente de formação intectual, social, religiosa ou origem racial. O fato de terem algo em comum, deve gerar uma igualdade em direitos. Em livros consagrados pela Maçonaria encontramos  que, por maior que seja o  contra senso, a igualdade é sempre valorizada na diversidade. Cada um conquista os seus direitos. A Maçonaria não exige, nem prega, a homogeneização, muito menos a massificação. Representando, simbolicamente, o que está sendo dito, temos o nosso "Pavimento Mosaico" no chão dos nossos templos.

pela liberdade, ... Palavra de difícil compreensão. Normalmente é definida como a faculdade de cada um de se decidir, ou agir, segundo sua própria determinação, livre de qualquer pressão física ou moral. Palavra perigosa no significado, pois em nome da liberdade, cometem-se os mais hediondos crimes. A liberdade exige um conjunto de ações complementares; uma falsa liberdade oprime e desajusta, desequilibra e desilude.

Jamais deve ser confundida com libertinagem, lembrando sempre que a liberdade do Maçom termina onde começa a de seu outro Irmão.

pelo respeito à autoridade e a crença de cada um. ... A liberdade de pensamento é uma das características da Maçonaria. Porém, existe a necessidade do respeito à opção pessoal de cada um de seus membros no que se refere a partidos políticos e crenças religiosas. O desrespeito, ou intolerância, a essas opções, promoveram, como nos mostra a História, mortes e atrocidades em nome de Deus.

Esta é a origem de se proibir a discussão sobre religião e política em Loja.

Tal comportamento também está definido nas Constituições de Anderson, em 1723. Isto não impede que se comente aspectos religiosos, ou comportamento político, históricos. Entretanto, a Loja jamais deverá ser transformada em tribuna de ataque ou defesa, nesses aspectos.

Concluindo, uma frase filosófica que um dia ouviremos nos graus superiores: "Sem nunca se identificar ou opor a governos e religiões, ou mesmo a uma escola filosófica, a Maçonaria tem mantido sempre como base de seus ensinamentos a liberdade de pensamento, a indagação da verdade e a busca constante e pacífica de uma vida melhor. Nada de partidos políticos ou de seitas religiosas, mas, sempre dentro da moral, da justiça, da tolerância, com absoluto respeito aos credos e às crenças de todos os homens".

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

DEUS MEUMQUE JUS



É muito comum, principalmente em Revistas Maçônicas, encontrar um emblema, bonito, com uma Águia Bicéfala (ver Pílula Maçônica nº115), segurando em suas patas uma espada e, abaixo, numa faixa presa na dita espada,  uma frase, em latim: "Deus Meumque Jus",  significando Deus e o meu Direito, usado pelo 33º Grau do Rito Escocês Antigo e Aceito, em seus documentos, e também adotado pelo Supremo Conselho do Rito fundado em 1801, em Charleston, Carolina do Sul, na latitude 33, EUA.

O significado, como dito, é "Deus e o meu Direito" (God and my right). Na verdade, foi anteriormente traduzido para o inglês, do francês "Dieu et mon droit".

Vou tentar explicar o que ocorreu, baseado na Enciclopédia de Mackey (Alec Mellor e Nicola Aslan, também tomaram Mackey como referencia).

 

Em 1198, Ricardo, Coração de Leão, estava cercando e atacando a cidade de Gisors, na Normandia, pois o Rei da França, Felipe Augusto, havia se apoderado dessa cidade, sem ter direito a isso.

Essa cidade, entretanto, naquela época pertencia à Inglaterra, e Ricardo achava-se no direito de reavê-la. Logicamente, achava-se apoiado por Deus, e usou nessa missão guerreira a divisa, moralmente justificada,  "Dieu et mon Droit".

Motivando seus soldados com essa frase, ganhou a batalha, reconquistou a cidade de Gisors, e ficou tão satisfeito com essa divisa que a colocou, agora traduzido para o latim, Deus Meuquem Jus, no Brasão (heráldico) da Inglaterra.

 

Por qual motivo essa divisa foi colocada no Emblema do Supremo Conselho do R.:E.:A.:A.: eu não sei dizer, na certeza. Provavelmente, os fundadores do Supremo, achavam-se no "direito" de fundar o Primeiro Supremo Conselho do Rito, para organizar e colocar ordem (Ordo ab Chao) em algo extremamente bagunçado.

Pois, como escreveu  Mestre Castellani: "diante do caos existente, um grupo de maçons, reunidos  a 31 de maio de 1801, na cidade de Charleston, Carolina do Sul, resolveu acrescentar alguns graus aos 25 existentes e criar o "Supremo Conselho do grau 33" que, por ser o primeiro do mundo, denominou-se "Mother Council of de World", marcando o inicio de uma fase de organização e método de concessão dos Altos Graus" (ver Pílula Maçônica nº 115).

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

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