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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Sociedades Secretas

 

Todos nós, Maçons, somos questionados, vez ou outra, se a Maçonaria é uma sociedade secreta. Para podermos responder, com base, vamos ver o que temos sobre isso na "Holy Bible" – Kansas.

É de senso comum e corrente que uma sociedade secreta é uma associação de homens, ou de homens e mulheres, na qual certos métodos de Iniciação, ideologias, doutrinas, práticas, meios de reconhecimento entre uns e outros e propósitos que são disponíveis somente para os que se submeteram a isso e fizeram solenes compromissos de não revelar absolutamente nada para outros que não pertençam a essa sociedade.

Nesse tipo de sociedade os objetivos da associação, os nomes de seus associados, os locais e datas das reuniões são mantidos em segredo. Tais sociedades são usualmente traiçoeiras, maldosas e com caráter e objetivos criminosos.

A Maçonaria não é uma sociedade secreta nesse sentido. Ela não procura esconder sua existência e seus objetivos. Os nomes de seus membros são conhecidos por todos os que se interessam nisso. Na verdade, principalmente no Brasil, os Maçons colocam joias de identificação maçônica nas suas vestimentas e automóveis, e se orgulham de serem reconhecidos como Maçons.

Maçonaria pode ser somente considerada como sociedade secreta referente aos seus Rituais, algumas de suas lendas e símbolos, seus métodos de transferir sua filosofia, sua alta moral, sua ética, suas verdades espirituais, e seus sinais de reconhecimento.

Seus projetos, objetivos, doutrinas, sua busca pela verdade que são ensinados, estão abertos, bem como os locais e datas de suas reuniões.

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O Avental

 

 

Muitos Obreiros nos perguntam qual é a origem e o simbolismo da pratica maçônica de presentear o Iniciado com um avental. Parece certo que o uso de avental ou vestimenta semelhante, como Símbolo Místico, era comum entre os antigos.

Antigamente em Israel, uma cinta formava parte da vestimenta do sacerdócio, e para o sacerdote comum ela era lisa e branca. As vestimentas das Ordens Superiores do Sacerdócio eram embelezadas com cintas altamente coloridas e ornamentadas.

Nos antigos Mistérios de Mithra, na Pérsia, o candidato era investido com um avental branco. Os Essênios vestiam os noviços com um manto branco.

Tudo nos leva a crer que na Ritualística Maçônica, no fechamento da Iniciação, a oferenda ao Neófito de um avental branco de pele de cordeiro se assemelha aos antigos costumes, em geral. Na religião Hebraica e na Cristã, e mesmo em muitas outras seitas, a cor branca sempre foi tida como emblema da Pureza. O cordeiro sempre foi considerado como emblema da Inocência.

Conseqüentemente, no Ritual para o Primeiro Grau o Neófito é presenteado com um avental branco de pele de cordeiro para que se lembre que "a pureza da vida e a retidão na conduta, os quais são essencialmente necessários para ganhar a admissão na Loja Celestial do Oriente Eterno, onde o Supremo Arquiteto do Universo preside para sempre".

Este Avental se torna propriedade permanente do Aprendiz como a "insígnia, o distintivo de um Maçom". No seu crescimento na Maçonaria, esse Aprendiz receberá outros aventais, de variados tipos, mas nenhum outro será igual a este primeiro, no significado emblemático e valor maçônico (extraído da Holy Bible – Kansas – EUA).

Portanto, segundo Mestre Assis Carvalho – Xico Trolha - nos graus simbólicos, a Indumentária Maçônica entende-se: o Avental, o Colar (faixa, fitão), os Punhos, as Luvas, o Balandrau (aqui no Brasil), Chapéu.e o Terno preto ou azul escuro (camisa branca, gravata preta). O Avental é o principal Símbolo que compõe essa Indumentária. Ele já teve diversas formas e cores, mas no caso do Aprendiz, sempre foi branco.

Como exemplo, vamos citar a Grande Loja Unida da Inglaterra – GLUI – que uniformizou o uso de paramentos nas Lojas de sua Jurisdição, através de rígida regulamentação. Em outras Potências (outros Ritos) tem diferenças.

APRENDIZ – retangular, em pele de cordeiro, branca, 14 a 16 polegadas de comprimento, 12 a 14 polegadas de largura, com uma "abeta" e sem ornamentos.

COMPANHEIRO – igual ao do Aprendiz, com duas "rosetas' na cor azul celeste (no Brasil, REAA, simplesmente abaixa- se a "abeta", sem rosetas).

MESTRE – igual ao Companheiro, só que forrado e orlado de azul celeste, com três rosetas da mesma cor.

VENERÁVEIS E EX-VENERÁVEIS – igual ao Mestre, mas tendo as rosetas substituídas por uma tala de prata, sobre um "tau" invertido.

Como foi dito, aqui no Brasil e em outras Potências, existem pequenas diferenças.

Está claro que o Aprendiz não pode usar o Avental do Companheiro, nem este usar o avental do Mestre. Este, por sua vez, não pode usar indumentária do Mestre Instalado.

Aparentemente, isto nunca ocorreu, nem ocorrerá, pois a sensatez, que é a grande característica do Obreiro, não permite que isso ocorra. É só uma nota de esclarecimento de minha parte.

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Loja “Comércio e Artes”

 

Esta pílula é uma homenagem aos 190 anos de fundação do GOB.

A ARLS "Comércio e Artes" foi a primeira Loja a constituir o atual Grande Oriente do Brasil. Foi mencionada na palestra proferida aos Aprendizes e Companheiros na ARLS "Jacques de Molay" em 02/06/2012, pelo Sapientíssimo Claudio Roque Buono.

Vamos, portanto, tecer alguns comentários históricos, baseados nos alfarrábios dos historiadores maçônicos do Brasil.

A ARLS "Comércio e Artes"foi fundada em 1815, na casa de João José Vahia, a rua Pedreira da Glória, no Rio de Janeiro no Rito Adonhiramita.

Em 1817, após o fracasso da Revolução Pernambucana foi expedido alvará, em março de 1818, que proibia o funcionamento de sociedades secretas, e a Maçonaria era considerada como tal. As lojas retornaram suas atividades em 1821, e a Loja em questão, retornou com o titulo de "Comercio e Artes na Idade d'Ouro" sob os auspícios do Grande Oriente de Portugal (Lusitano).

Em 1822 essa Loja foi tripartida com a finalidade de fundar o Grande Oriente Brasílico, ou Brasiliano, atual Grande Oriente do Brasil. Desse modo, essa Obediência teve como Lojas fundadoras: a nº1 a "Comercio e Artes", como nº2 a "União e Tranquilidade" e como nº3 a "Esperança de Niteroi". O Sapientíssimo Claudio Roque Buono Ferreira, obreiro da Jacques de Molay 2778 é Membro Honorário dessas três Lojas.

Na verdade, a "Comercio e Artes" foi recriada diversas vezes, porque em razão de dissidências, que faziam que a Loja saísse do Grande Oriente do Brasil, este colocava uma nova "Comercio e Artes", pois a Obediência formada, obviamente, não podia ficar sem a sua Loja nº1

Em 25 de outubro de 1822, o segundo Grão Mestre, D. Pedro (o primeiro foi José Bonifácio) fechou o Grande Oriente, ficando este, de modo obrigatório, adormecido até o ano de 1830. Nesse ano uma nova Obediência foi formada e o Grande Oriente Brasiliano voltou em 1831

Como foi dito, essa Loja mudou de Obediência com o passar dos anos, sendo sempre criada uma nova "Comércio e Artes" e quando voltava, era feito a fusão das duas em uma só. Inclusive, mudou de Rito Adonhiramita para Rito Moderno, em 1834, e posteriormente para o Rito Escocês Antigo e Aceito, em 1974.

E, obviamente, essas três Lojas existem até hoje, e se reportam diretamente ao Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil.

 

 

Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Espada Flamejante

A "Espada Flamejante" é um dos objetos mais simbólicos e sagrados na
Maçonaria. É usada tanto nas Lojas Simbólicas como nos Altos Graus
para sagração nas Iniciações, Elevações, etc.

Entretanto, há uma pequena controvérsia sobre seu nome: "Espada
Flamejante" ou "Espada Flamígera"?

Segundo o Dicionário Caldas Aulete, praticamente não existe diferença
nas definições, entretanto a palavra "Flamejante" tem um sentido
figurado, e é nesse sentido que é usado na Maçonaria.

FLAMÍGERA ou FLAMÍFERA: adj. || que traz ou causa chamas. F. lat. Flammifer.

FLAMEJANTE ou CHAMEJANTE: Que lança flamas (fogueiras flamejantes); Chamejante.

Sentido figurado: 1) Fig.Que é vistoso, que chama a atenção (olhares

flamejantes); 2) Brilhar, cintilar; FULGURAR. [int.: No alto, as
estrelas flamejavam.]; 3) Fig. Aparecer como algo que faísca ou parece
faiscar; CHAMEJAR. [td.: Seus olhos flamejaram o ódio pela sala toda,
em busca da rival.]

Portanto, nos parece lógico, usar o termo Flamejante nos textos maçônicos.

A Espada Flamejante é diferente de tudo que é mencionado sobre espadas.

Aparentemente, ela não está descrita em nenhum livro que não seja
aquele que relate as coisas pertencentes à Ordem Maçônica. Sua lâmina
não é retilínea, mas ondulada, assemelhando-se à labaredas de fogo.

Conforme pode ser lido no Livro Sagrado, a Bíblia, ela foi empunhado
pelos Anjos do Senhor, Guardiões da Porta do Paraíso Terrestre, como
verdadeira Espada de Fogo: "E expulsou-os; e colocou, no oriente do
Jardim do Éden, querubins armados de espadas flamejantes, para guardar
o caminho da Árvore da Vida " (Gen.3:24).

Até onde se sabe, os historiadores não têm, além dessa informação
obtida na Bíblia descrita acima, outras informações que esclareçam a
origem dessa arma de formato tão peculiar. A Maçonaria Simbólica
adotou-a, pois representa, sem dúvida, a emancipação da força, de
proteção, de defesa e de ação.

Tem significados tremendamente profundos na Simbologia Maçônica, sendo
talvez, o principal deles, a arma a ser usada na luta eterna na
dualidade entre o "Bem" e o "Mal".

Simboliza também o poder possuído pelo Venerável Mestre de Iniciar
novos Aprendizes, Elevar novos Companheiros e Exaltar novos Mestres,
na loja Simbólica.

O Venerável Mestre é a autoridade máxima da Loja, e deve ser o mais
correto de todos os Irmãos. Esta retidão exemplar é simbolizada pelo
"Esquadro" e a autoridade máxima é simbolizada pela Espada Flamejante.

Ela só pode ser tocada, em Loja, pelo Venerável Mestre ou por um outro
Mestre Instalado. Deveria estar sempre guardada num estojo próprio e
ser oferecida ao Venerável Mestre nas Iniciações, Elevações, etc, mas
hoje é comum, ser mantida, exposta, no Altar durante todas as Sessões,
mesmo nas Sessões Ordinárias. Portanto, me parece lógico, também, que
ela NÃO deve ser encostada no candidato, durante a Sagração. Somente
deverá ficar próximo do mesmo.

Ampliando os limites de nossa mente, podemos afirmar que, a Espada
Flamejante, quando empunhada pelo Venerável Mestre, sem dúvida alguma,
é a representação da força, do poder, da magia e do encanto da
Maçonaria Universal, espalhada por todo canto da Terra. Essa mesma
Maçonaria que tem aperfeiçoado os homens pelo Amor, pelo Caráter e
pela Tolerância.



Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Brasilia Capital Moto Week

Sensacional encontro de moto em Brasilia DF!

Esse ano de 2016 foram 650.000 pessoas de público e 250.000 motos. Uma
coisera doida!

Vale a pena ir!

Mais uma divisa estadual desbravada!

A Transalp gorda tá andando - isso é o que ela gosta de fazer!!

Deismo e Teismo

Este assunto já foi comentado em outra Pílula (ver Pílula Maçônica
nº26), mas por ser importante para a Maçonaria, fui buscar uma outra
fonte de informações –Holy Bible, versão Maçõnica, editada em Wichita,
Kansas, EUA.

As definições foram tiradas de lá. Os comentários são meus.

DEÍSMO é a crença em Deus considerando somente o que é natural e racional.

Rejeita a revelação sobrenatural e os elementos sobrenaturais na
religião. Muitos "livrespensadores" da França, nos séculos XVI e XVII
foram classificados como "deistas". É um erro grosseiro dizer que eles
tiveram grande influencia na Francomaçonaria naquele período. Os
Princípios e as Doutrinas da Francomaçonaria repudiam o Deísmo. Maçons
são Teístas; eles acreditam num Deus verdadeiro e ativo; eles
reconhecem suas revelações sobrenaturais de Si mesmo e de seus desejos
e os elementos sobrenaturais na verdadeira religião.

TEÍSMO é a doutrina de um Deus, eterno, auto suficiente, onisciente,
onipotente, impregnando toda a Criação, criador, preservador, protetor
e benfeitor de todas as coisas e do Homem. É nesse Deus que os maçons
confessam a sua Fé e Crença, e reconhecem as revelações desse Deus. É
o oposto do Ateísmo – doutrina na qual não há um Deus, ou do
Politeísmo – a doutrina na qual há muitos deuses, e do Deísmo –
descrito acima e do Panteísmo – doutrina na qual toda natureza é Deus
e Deus é toda natureza.

Comentários: na verdade, em 1717, na união das quatro Lojas em
Londres, dando início à Maçonaria Especulativa que praticamos hoje, a
tendência era mais para o Deísmo do que para o Teísmo. Isso, talvez,
mais por receio ou prevenção, pois a Inglaterra estava passando por
mudanças radicais em sua Monarquia e a religião dominante variava
conforme o Monarca eleito. Quando do lançamento da Constituições de
Anderson, um reverendo presbiteriano, em 1723, a Maçonaria estava em
"cima do muro". Somente em 1738, quando ocorreu a primeira revisão
dessa Constituição, muita coisa já tinha sido definido e houve,
realmente, uma tendência para o Teísmo.



Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Águia Bicéfala na Maçonaria

Antes que algum maçom venha supor que a "Águia Bicéfala" tenha sido
definida e projetada como símbolo pela Maçonaria, vamos esclarecer
algo sobre esse assunto, conforme relatado abaixo:

A águia, uma ave de rapina, pelas suas características físicas e
temperamento, tornou-se um símbolo adotado pela humanidade, desde a
mais alta antiguidade.

Os druidas a consideravam como emblema da Divindade Suprema. Era
símbolo no Egito, na Pérsia, Babilônia, Grécia, etc. É mencionada no
Antigo Testamento e serviu de insígnia de guerra aos antigos romanos.

É símbolo no Ocultismo e na Cabalá.

Na Maçonaria, por estar aliada à força, a decisão, a superioridade e a
inteligência, é tida como símbolo da grandeza, da sabedoria, da
liberdade e do poder (N. Aslan).

A cabeça da Águia representava, nos primórdios, o poder de um
Imperador sobre seu Império. Quando um Imperador tinha dois Impérios,
seu poder era representado por uma águia de duas cabeças. Foi o caso
do Imperador Romano que dividiu suas áreas dominadas em dois impérios:
o Império do Ocidente e o Império do Oriente.

O Império do Ocidente, baseado em Carlos Magno e seus descendentes,
foi chamado de "Santo Império Romano-Germânico" e o do Oriente, com a
fundação de Constantinopla, foi chamado de Bizantino.

Outros impérios que igualmente se duplicaram, também usavam a "Águia
Bicéfala" como símbolo ou emblema em seus brasões.

Na Maçonaria, essa "Águia Bicéfala" foi adotada no inicio da definição
do Rito Escocês Antigo e Aceito, na França, possivelmente em 1758. O
Corpo Maçônico que começou a desenvolver a base desse Rito, era
chamado de "Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente" e
adotou a "Águia Bicéfala" como Símbolo e, assim, ela continua sendo
usada no Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito.

Esse sistema "escocês", conhecido como "Conselho dos Imperadores do
Oriente e do Ocidente", ou, também conhecido como "Soberana Loja
Escocesa de São João de Jerusalém" criou um Sistema de Altos Graus,
num total de 25 graus.

Em 1762, esse sistema foi oficializado e esses graus superiores foram
chamados de "Graus de Perfeição" e essa escala de 25 graus foi chamada
de "Rito de Perfeição" ou "Rito de Héredom" foi levado para a América
do Norte, onde se desenvolveu de modo totalmente desorganizado.

Conforme Mestre Castellani, temos: "Diante desse caos existente, um
grupo de Maçons, reunidos a 31 de maio de 1801, na cidade de
Charleston, no estado de Carolina do Sul, por onde passa o Paralelo 33
da Terra, resolveu acrescentar alguns graus e criar o "Supremo
Conselho do Grau 33" que, por ser o primeiro do mundo, denominou-se
"Mother Council of the World". "Marcando o inicio de uma fase de
organização e método de concessão dos Altos Graus. Esse primeiro
Conselho adotou a divisa "Ordo ab Chao", o caos em que havia se
transformado o emaranhado de Altos Graus, concedidos sem critério
lógico, e sem que houvesse um poder organizador e disciplinador".



Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Estrelas (círios)

Estrelas, na Maçonaria, são velas acessas e colocadas em tocheiras,
que é um tipo de castiçal com proteção contra o vento. Muitas vezes
chamadas de "círios", apesar de que círio, na verdade, é uma vela
grande.

Em alguns Cerimoniais, quando se pretende fazer honras no recebimento
de altos dignitários, usa-se uma série de espadas, normalmente
acompanhadas das estrelas.

Espadas na mão direita e estrelas na mão esquerda daqueles Obreiros
que farão a "Abobada de Aço" para os visitantes.

Hoje em dia esse comportamento está fora de uso, com raras exceções.
Há vinte anos atrás, era comum esse tipo de honraria e era comum,
também, existir um "porta espadas" e um "porta estrelas" no Átrio da
Loja, normalmente de madeira, para acondicioná-las.

Segundo Mestre Nicola Aslan esse costume é antiqüíssimo, já existente
entre os romanos e que a Igreja Cristã veio a adotar. É dito que o
Papa quando se dirige para o Altar, saindo da Sacristia, é precedido
por Diáconos portando estrelas (ou círios).

Para finalizar, uma frase sobre interessante costume francês do Mestre
Jules Boucher, simbolista:

"quando um visitante eminente, um dignitário, é introduzido no Templo,
é precedido pelo Mestre de Cerimônias portando uma "estrela". Trata-se
de uma tradição que pode ser encontrada numa era longínqua. Não é para
"iluminar" o visitante que o fazem preceder por uma tocha, é para
simbolizar a "luz" que ele representa."



Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

O Livro da Lei

De acordo com Alec Mellor, famoso escritor Maçônico francês, em
"Dicionário da |Franco Maçonaria", a conduta adotada por certa
Obediência constitui um critério que permite apreciar a regularidade
ou a irregularidade de seus princípios.

A Grande Loja Unida da Inglaterra, em 04 de setembro de 1929, lançou,
e foi aprovado pela Franco Maçonaria universal, os "Princípios de
Base" para o reconhecimento de regularidade de uma Grande Loja ou um
Grande Oriente:

Art. 06: - As três grandes Luzes da Franco Maçonaria, o Livro da Lei
Santa, o Esquadro e o Compasso, ficarão sempre expostos quando dos
trabalhos da Loja.

A mais importante das três é o Livro da Lei Santa (The Volume of Sacred Law).

Nos países da Europa, da América, da Oceania, o L.L.S. usado é a Santa
Bíblia, pois ela é o Livro Sagrado da grande maioria.

Segundo Mestre Castellani, a Bíblia só foi introduzida oficialmente
nos trabalhos maçônicos, por George Payne, em 1740, como bajulação à
Igreja Anglicana, e não a Católica, pois nessa época era a primeira
que predominava na Inglaterra.

É sabido que o Livro da Lei, não é obrigatoriamente a Bíblia. Deve
haver um Livro da Lei Sagrada que seja adotado por determinado povo
com sua respectiva crença religiosa. Desse modo, poderá ser a Torá –
Gênese, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio – para os judeus. O
Corãopara os muçulmanos, ou o Rig Veda para os hinduístas, e assim por
diante.

E, além disso tudo, ainda nos esclarece o Mestre Castellani, existem
os Ritos chamados racionalistas, como o Rito Moderno ou Francês, por
exemplo, que não usam nenhum Livro sagrado, mas, sim, o Livro da Lei
Maçônica – a Constituição de Anderson, de 1723, em respeito à absoluta
liberdade de consciência dos maçons, a qual não admite a imposição de
padrões religiosos, pois as concepções metafísicas de cada um são de
foro íntimo. Entretanto, tal atitude não permite o reconhecimento pela
Grande Loja Unida da Inglaterra, da Grande Loja ou Grande Oriente que
a pratica.

Na Maçonaria Operativa não há duvidas que a Bíblia era usada nos
juramentos da Ordem, devido a grande religiosidade reinante na época.
Isso é citado em diversos Manuscritos, alguns deles transcritos no
"Freemason´s Guide and Compendium" do Mestre Bernard Jones, do qual eu
tenho a honra de possuir um exemplar na minha biblioteca.

O Livro Sagrado da Lei deve ser solenemente aberto e solenemente
fechado no começo e no fim dos trabalhos. Sem a sua presença sobre o
altar, estes não podem ser realizados, e a Loja não pode nem mesmo ser
aberta.



Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

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