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terça-feira, 2 de agosto de 2016

Espada Flamejante

A "Espada Flamejante" é um dos objetos mais simbólicos e sagrados na
Maçonaria. É usada tanto nas Lojas Simbólicas como nos Altos Graus
para sagração nas Iniciações, Elevações, etc.

Entretanto, há uma pequena controvérsia sobre seu nome: "Espada
Flamejante" ou "Espada Flamígera"?

Segundo o Dicionário Caldas Aulete, praticamente não existe diferença
nas definições, entretanto a palavra "Flamejante" tem um sentido
figurado, e é nesse sentido que é usado na Maçonaria.

FLAMÍGERA ou FLAMÍFERA: adj. || que traz ou causa chamas. F. lat. Flammifer.

FLAMEJANTE ou CHAMEJANTE: Que lança flamas (fogueiras flamejantes); Chamejante.

Sentido figurado: 1) Fig.Que é vistoso, que chama a atenção (olhares

flamejantes); 2) Brilhar, cintilar; FULGURAR. [int.: No alto, as
estrelas flamejavam.]; 3) Fig. Aparecer como algo que faísca ou parece
faiscar; CHAMEJAR. [td.: Seus olhos flamejaram o ódio pela sala toda,
em busca da rival.]

Portanto, nos parece lógico, usar o termo Flamejante nos textos maçônicos.

A Espada Flamejante é diferente de tudo que é mencionado sobre espadas.

Aparentemente, ela não está descrita em nenhum livro que não seja
aquele que relate as coisas pertencentes à Ordem Maçônica. Sua lâmina
não é retilínea, mas ondulada, assemelhando-se à labaredas de fogo.

Conforme pode ser lido no Livro Sagrado, a Bíblia, ela foi empunhado
pelos Anjos do Senhor, Guardiões da Porta do Paraíso Terrestre, como
verdadeira Espada de Fogo: "E expulsou-os; e colocou, no oriente do
Jardim do Éden, querubins armados de espadas flamejantes, para guardar
o caminho da Árvore da Vida " (Gen.3:24).

Até onde se sabe, os historiadores não têm, além dessa informação
obtida na Bíblia descrita acima, outras informações que esclareçam a
origem dessa arma de formato tão peculiar. A Maçonaria Simbólica
adotou-a, pois representa, sem dúvida, a emancipação da força, de
proteção, de defesa e de ação.

Tem significados tremendamente profundos na Simbologia Maçônica, sendo
talvez, o principal deles, a arma a ser usada na luta eterna na
dualidade entre o "Bem" e o "Mal".

Simboliza também o poder possuído pelo Venerável Mestre de Iniciar
novos Aprendizes, Elevar novos Companheiros e Exaltar novos Mestres,
na loja Simbólica.

O Venerável Mestre é a autoridade máxima da Loja, e deve ser o mais
correto de todos os Irmãos. Esta retidão exemplar é simbolizada pelo
"Esquadro" e a autoridade máxima é simbolizada pela Espada Flamejante.

Ela só pode ser tocada, em Loja, pelo Venerável Mestre ou por um outro
Mestre Instalado. Deveria estar sempre guardada num estojo próprio e
ser oferecida ao Venerável Mestre nas Iniciações, Elevações, etc, mas
hoje é comum, ser mantida, exposta, no Altar durante todas as Sessões,
mesmo nas Sessões Ordinárias. Portanto, me parece lógico, também, que
ela NÃO deve ser encostada no candidato, durante a Sagração. Somente
deverá ficar próximo do mesmo.

Ampliando os limites de nossa mente, podemos afirmar que, a Espada
Flamejante, quando empunhada pelo Venerável Mestre, sem dúvida alguma,
é a representação da força, do poder, da magia e do encanto da
Maçonaria Universal, espalhada por todo canto da Terra. Essa mesma
Maçonaria que tem aperfeiçoado os homens pelo Amor, pelo Caráter e
pela Tolerância.



Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Brasilia Capital Moto Week

Sensacional encontro de moto em Brasilia DF!

Esse ano de 2016 foram 650.000 pessoas de público e 250.000 motos. Uma
coisera doida!

Vale a pena ir!

Mais uma divisa estadual desbravada!

A Transalp gorda tá andando - isso é o que ela gosta de fazer!!

Deismo e Teismo

Este assunto já foi comentado em outra Pílula (ver Pílula Maçônica
nº26), mas por ser importante para a Maçonaria, fui buscar uma outra
fonte de informações –Holy Bible, versão Maçõnica, editada em Wichita,
Kansas, EUA.

As definições foram tiradas de lá. Os comentários são meus.

DEÍSMO é a crença em Deus considerando somente o que é natural e racional.

Rejeita a revelação sobrenatural e os elementos sobrenaturais na
religião. Muitos "livrespensadores" da França, nos séculos XVI e XVII
foram classificados como "deistas". É um erro grosseiro dizer que eles
tiveram grande influencia na Francomaçonaria naquele período. Os
Princípios e as Doutrinas da Francomaçonaria repudiam o Deísmo. Maçons
são Teístas; eles acreditam num Deus verdadeiro e ativo; eles
reconhecem suas revelações sobrenaturais de Si mesmo e de seus desejos
e os elementos sobrenaturais na verdadeira religião.

TEÍSMO é a doutrina de um Deus, eterno, auto suficiente, onisciente,
onipotente, impregnando toda a Criação, criador, preservador, protetor
e benfeitor de todas as coisas e do Homem. É nesse Deus que os maçons
confessam a sua Fé e Crença, e reconhecem as revelações desse Deus. É
o oposto do Ateísmo – doutrina na qual não há um Deus, ou do
Politeísmo – a doutrina na qual há muitos deuses, e do Deísmo –
descrito acima e do Panteísmo – doutrina na qual toda natureza é Deus
e Deus é toda natureza.

Comentários: na verdade, em 1717, na união das quatro Lojas em
Londres, dando início à Maçonaria Especulativa que praticamos hoje, a
tendência era mais para o Deísmo do que para o Teísmo. Isso, talvez,
mais por receio ou prevenção, pois a Inglaterra estava passando por
mudanças radicais em sua Monarquia e a religião dominante variava
conforme o Monarca eleito. Quando do lançamento da Constituições de
Anderson, um reverendo presbiteriano, em 1723, a Maçonaria estava em
"cima do muro". Somente em 1738, quando ocorreu a primeira revisão
dessa Constituição, muita coisa já tinha sido definido e houve,
realmente, uma tendência para o Teísmo.



Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Águia Bicéfala na Maçonaria

Antes que algum maçom venha supor que a "Águia Bicéfala" tenha sido
definida e projetada como símbolo pela Maçonaria, vamos esclarecer
algo sobre esse assunto, conforme relatado abaixo:

A águia, uma ave de rapina, pelas suas características físicas e
temperamento, tornou-se um símbolo adotado pela humanidade, desde a
mais alta antiguidade.

Os druidas a consideravam como emblema da Divindade Suprema. Era
símbolo no Egito, na Pérsia, Babilônia, Grécia, etc. É mencionada no
Antigo Testamento e serviu de insígnia de guerra aos antigos romanos.

É símbolo no Ocultismo e na Cabalá.

Na Maçonaria, por estar aliada à força, a decisão, a superioridade e a
inteligência, é tida como símbolo da grandeza, da sabedoria, da
liberdade e do poder (N. Aslan).

A cabeça da Águia representava, nos primórdios, o poder de um
Imperador sobre seu Império. Quando um Imperador tinha dois Impérios,
seu poder era representado por uma águia de duas cabeças. Foi o caso
do Imperador Romano que dividiu suas áreas dominadas em dois impérios:
o Império do Ocidente e o Império do Oriente.

O Império do Ocidente, baseado em Carlos Magno e seus descendentes,
foi chamado de "Santo Império Romano-Germânico" e o do Oriente, com a
fundação de Constantinopla, foi chamado de Bizantino.

Outros impérios que igualmente se duplicaram, também usavam a "Águia
Bicéfala" como símbolo ou emblema em seus brasões.

Na Maçonaria, essa "Águia Bicéfala" foi adotada no inicio da definição
do Rito Escocês Antigo e Aceito, na França, possivelmente em 1758. O
Corpo Maçônico que começou a desenvolver a base desse Rito, era
chamado de "Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente" e
adotou a "Águia Bicéfala" como Símbolo e, assim, ela continua sendo
usada no Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito.

Esse sistema "escocês", conhecido como "Conselho dos Imperadores do
Oriente e do Ocidente", ou, também conhecido como "Soberana Loja
Escocesa de São João de Jerusalém" criou um Sistema de Altos Graus,
num total de 25 graus.

Em 1762, esse sistema foi oficializado e esses graus superiores foram
chamados de "Graus de Perfeição" e essa escala de 25 graus foi chamada
de "Rito de Perfeição" ou "Rito de Héredom" foi levado para a América
do Norte, onde se desenvolveu de modo totalmente desorganizado.

Conforme Mestre Castellani, temos: "Diante desse caos existente, um
grupo de Maçons, reunidos a 31 de maio de 1801, na cidade de
Charleston, no estado de Carolina do Sul, por onde passa o Paralelo 33
da Terra, resolveu acrescentar alguns graus e criar o "Supremo
Conselho do Grau 33" que, por ser o primeiro do mundo, denominou-se
"Mother Council of the World". "Marcando o inicio de uma fase de
organização e método de concessão dos Altos Graus. Esse primeiro
Conselho adotou a divisa "Ordo ab Chao", o caos em que havia se
transformado o emaranhado de Altos Graus, concedidos sem critério
lógico, e sem que houvesse um poder organizador e disciplinador".



Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Estrelas (círios)

Estrelas, na Maçonaria, são velas acessas e colocadas em tocheiras,
que é um tipo de castiçal com proteção contra o vento. Muitas vezes
chamadas de "círios", apesar de que círio, na verdade, é uma vela
grande.

Em alguns Cerimoniais, quando se pretende fazer honras no recebimento
de altos dignitários, usa-se uma série de espadas, normalmente
acompanhadas das estrelas.

Espadas na mão direita e estrelas na mão esquerda daqueles Obreiros
que farão a "Abobada de Aço" para os visitantes.

Hoje em dia esse comportamento está fora de uso, com raras exceções.
Há vinte anos atrás, era comum esse tipo de honraria e era comum,
também, existir um "porta espadas" e um "porta estrelas" no Átrio da
Loja, normalmente de madeira, para acondicioná-las.

Segundo Mestre Nicola Aslan esse costume é antiqüíssimo, já existente
entre os romanos e que a Igreja Cristã veio a adotar. É dito que o
Papa quando se dirige para o Altar, saindo da Sacristia, é precedido
por Diáconos portando estrelas (ou círios).

Para finalizar, uma frase sobre interessante costume francês do Mestre
Jules Boucher, simbolista:

"quando um visitante eminente, um dignitário, é introduzido no Templo,
é precedido pelo Mestre de Cerimônias portando uma "estrela". Trata-se
de uma tradição que pode ser encontrada numa era longínqua. Não é para
"iluminar" o visitante que o fazem preceder por uma tocha, é para
simbolizar a "luz" que ele representa."



Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

O Livro da Lei

De acordo com Alec Mellor, famoso escritor Maçônico francês, em
"Dicionário da |Franco Maçonaria", a conduta adotada por certa
Obediência constitui um critério que permite apreciar a regularidade
ou a irregularidade de seus princípios.

A Grande Loja Unida da Inglaterra, em 04 de setembro de 1929, lançou,
e foi aprovado pela Franco Maçonaria universal, os "Princípios de
Base" para o reconhecimento de regularidade de uma Grande Loja ou um
Grande Oriente:

Art. 06: - As três grandes Luzes da Franco Maçonaria, o Livro da Lei
Santa, o Esquadro e o Compasso, ficarão sempre expostos quando dos
trabalhos da Loja.

A mais importante das três é o Livro da Lei Santa (The Volume of Sacred Law).

Nos países da Europa, da América, da Oceania, o L.L.S. usado é a Santa
Bíblia, pois ela é o Livro Sagrado da grande maioria.

Segundo Mestre Castellani, a Bíblia só foi introduzida oficialmente
nos trabalhos maçônicos, por George Payne, em 1740, como bajulação à
Igreja Anglicana, e não a Católica, pois nessa época era a primeira
que predominava na Inglaterra.

É sabido que o Livro da Lei, não é obrigatoriamente a Bíblia. Deve
haver um Livro da Lei Sagrada que seja adotado por determinado povo
com sua respectiva crença religiosa. Desse modo, poderá ser a Torá –
Gênese, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio – para os judeus. O
Corãopara os muçulmanos, ou o Rig Veda para os hinduístas, e assim por
diante.

E, além disso tudo, ainda nos esclarece o Mestre Castellani, existem
os Ritos chamados racionalistas, como o Rito Moderno ou Francês, por
exemplo, que não usam nenhum Livro sagrado, mas, sim, o Livro da Lei
Maçônica – a Constituição de Anderson, de 1723, em respeito à absoluta
liberdade de consciência dos maçons, a qual não admite a imposição de
padrões religiosos, pois as concepções metafísicas de cada um são de
foro íntimo. Entretanto, tal atitude não permite o reconhecimento pela
Grande Loja Unida da Inglaterra, da Grande Loja ou Grande Oriente que
a pratica.

Na Maçonaria Operativa não há duvidas que a Bíblia era usada nos
juramentos da Ordem, devido a grande religiosidade reinante na época.
Isso é citado em diversos Manuscritos, alguns deles transcritos no
"Freemason´s Guide and Compendium" do Mestre Bernard Jones, do qual eu
tenho a honra de possuir um exemplar na minha biblioteca.

O Livro Sagrado da Lei deve ser solenemente aberto e solenemente
fechado no começo e no fim dos trabalhos. Sem a sua presença sobre o
altar, estes não podem ser realizados, e a Loja não pode nem mesmo ser
aberta.



Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Tabua de Esmeralda - Hermes Trimegistus

Isto é complexo, mas é verdadeiro sem mentiras:

Tudo o que está aqui embaixo também está no alto;

também no alto está o que está embaixo,

pois tudo é obra de uma só coisa.

Todas as coisas vieram e vem de uma,

da qual tudo nasceu e à qual tudo se ajustou,

pois tudo se adaptou a ela, a Causa Ùnica.

O Pai de tudo, que é a realidade, que é o querer do universo,

Aqui está, com sua força total convertida em Terra.

Se quiserdes saber o segredo dessa força suprema,

deveis separar a terra do fogo,

o fino e sutil do espesso e grande,

Suavemente e com todo cuidado.

Sobe da terra ao céu e, dali, volte à terra,

para receber a força do que está em cima e

do que está embaixo.

Assim, receberás a luz de todo o mundo

e as trevas se afastarão de ti.

Esta é a força de todas as forças, que vencerá tudo o que é sutil,

como vencerá tudo quanto é grande,

e que penetrará em tudo o que é sólido e palpável.

Portanto, o mundo pequeno está feito,

à semelhança do mundo grande.

Assim e desse modo, ocorrerão mudanças prodigiosas.

Por isso me chamam Hermes Trimegisto,

Pois possuo as três partes da Sabedoria de todo o mundo.

Terminado está o que disse sobre a Obra do Sol.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Tipos de Metal

Achei sensacional. Não sei a fonte!

Palavra final do Ir. Orador

No R.:E.:A.:A.: após a "palavra a Bem da Ordem em Geral e do Quadro em
Particular" ter percorrido as Colunas e o Oriente, a mesma é passada
ao Irmão Orador para apresentar suas conclusões no encerramento das
discussões e do decorrido da Loja, de modo geral, sob o ponto de vista
legal, qualquer que tenha sido a matéria. Confirmando que a Loja
transcorreu de modo justo e perfeito e, desse modo, estando tudo de
acordo com os princípios e leis da Maçonaria, obediente aos Rituais, a
Loja poderá ser fechada.

Infelizmente, é comum na ocasião descrita acima, no empenho de mostrar
sua competência, o Orador divagar sobre o tema apresentado no Tempo de
Estudos, ou tomar partido sobre o mesmo, ou, que é pior ainda,
apresentar um outro Trabalho sobre o mesmo tema.

Na minha opinião, isso ele pode fazer, quando a palavra estiver no
Oriente, e ele se comportar como um obreiro comum. Pedirá a palavra ao
Venerável Mestre, do mesmo modo que fazem os demais, e exporá sua
opinião, como obreiro da Loja.

Repetindo para ficar claro, ao Irmão Orador cabe, ao final da Loja,
dar as suas conclusões legais, ou seja, do ponto de vista legal, mesmo
porque ele é o digno representante do Ministério Público Maçônico.



Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

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