-> Patuscadas, nonsenses, lugares comuns (e incomuns) e outras bazófias... Antes de morrer, lembre-se de levar uma moeda para pagar Caronte e cruzar para o outro lado do Estige...
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
Barragem rompe em Mariana / Bento Rodrigues
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Passaporte Croata - Putovnica
Agora livre trânsito na Europa!
Sada slobodnom prometu u Europi!
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Sob Malhete
No R.E.A.A , quando o Saco de Propostas e Informações faz o seu giro, compete ao Venerável Mestre ler todas as peças recolhidas pelo mesmo, dando-lhes o destino devido. Entretanto, ler, não significa que, naquele momento, passe todas as informações para a Loja. Não há a necessidade de dar a devida publicidade de todo o conteúdo recolhido do Saco de Propostas.
O Venerável Mestre, obedecendo ao seu exclusivo critério pessoal, poderá deixar ler aos demais Obreiros, apesar de tê-lo feito para si, alguma Prancha, ou Proposta, caso ela exija um exame mais demorado, para depois ser apresentada à Loja.
Neste caso, a proposta, ou Prancha, é deixada SOB MALHETE.
Há, todavia, um prazo regulamentar, para que o Venerável Mestre dê conhecimento da Prancha que não foi lida - geralmente, DUAS SESSÕES. (Castellani).
[Nota do Blog: E alguns veneráveis acabam por resolver o problema às escuras, como se "sob malhete" fosse um recurso para ocultar algo que não deveria vir à tona.]
Sob Malhete – e não "sobre" Malhete – é exatamente isso: adiar a leitura de uma Proposta, ou Prancha.
É dito que ela ficou "sob Malhete", porque é como se ficasse presa, provisoriamente, sob o Malhete do Venerável Mestre.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Agnosticismo
Segundo dicionário "Aurélio" o agnosticismo é a "posição metodológica pela qual só se aceita como objetivamente verdadeira uma proposição que tenha evidência lógica satisfatória".
O "agnóstico" é, portanto, a pessoa que aceita ou representa qualquer forma de Agnosticismo, descrito acima.
Especificando, na Teologia, o agnosticismo designa a dúvida sobre a possibilidade de obter conhecimento, através de dogmas, a respeito de Deus. Não contesta a Sua existência, pois a evidência é lógica, mas não considera, principalmente, as Revelações, Dogmas, etc.
E de onde surgiu esse nome "agnóstico"?
Vamos citar um trecho do Trabalho do Mestre Frederico Guilherme Costa – do livro Questões Controvertidas da Arte Real" – Trolha.
Em uma das reuniões da Sociedade da Metafísica, em 1869, Thomas Henry Huxley, jovem biólogo e grande defensor da teoria da evolução das espécies de Darwin, instado a esclarecer sua sede filosófica, declarou:
"quando cheguei à maturidade intelectual, e comecei a perguntar-me se era ateu, teísta ou panteísta, materialista ou idealista, cristão ou livre-pensador, percebi que quanto mais aprendia e refletia menos fácil era a resposta, até que por fim cheguei à conclusão de que nada tinha a ver com nenhuma dessas definições, com exceção da última. A única coisa em que todas essas excelentes pessoas estavam de acordo era a única coisa em que eu discordava delas. Estavam bastante seguras de que tinham atingido uma certa"gnose" – haviam, com maior ou menor sucesso, resolvido o problema da existência, enquanto eu estava bastante seguro do contrário, e possuía uma convicção razoavelmente forte de que o problema era insolúvel. E, com Hume e Kant ao meu lado, não podia considerar-me presunçoso por aferrar-me a essa opinião.
Portanto, meditei e inventei o que parece ser um rótulo adequado: "AGNÓSTICO". Pensei nele como uma antítese sugestiva dos "GNÓSTICOS" da história da Igreja, que professavam conhecer coisas em que eu era ignorante, e utilizei a primeira oportunidade de apresentá-la à nossa sociedade (...). para minha grande satisfação, o termo pegou".
Seis anos mais tarde será a vez de Darwin, em sua Biografia, declarar-se agnóstico. "O mistério de todas as coisas é insolúvel para mim, contento-me em permanecer agnóstico". (F.G.Costa)
Essa expressão é contemporânea da reforma de 1877, promovida pelo Grande Oriente da França, onde não pretendeu afirmar de que não há um Deus, mas que não sabe se Ele existe ou não. (F.G.Costa)
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Gnosticismo
Segundo dicionário "Aurélio" a palavra "gnose" vem do grego "gnosis" e é traduzida como "conhecimento, sabedoria".
Em tradução livre do "Dicionário da Francomaçonaria" de Robert Macoy, temos: O nome "Gnosticismo", derivada dessa palavra acima, foi assumido por uma seita filosófica a qual procurou unir as noções místicas do Leste europeu com as idéias dos filósofos gregos, juntamente com ensinamentos do Cristianismo. O sistema tem características que mostram conclusivamente que era um desenvolvimento da antiga doutrina dos Persas e dos Caldeus.
De acordo com os gnósticos, Deus, a mais alta inteligência, habita a plenitude da Luz, e é a fonte de todo o bem. A matéria crua, massa caótica da qual todas as coisas foram feitas, é igual a Deus, eterna, e é a fonte de todo o mal. Percebe-se, nessa definição um "Dualismo", declarado.
Nicola Aslan, no seu "Grande Dicionário Enciclopédico" nos relata:
É um sistema de filosofia, cujos partidários pretendiam ter um conhecimento sublime da natureza e atributos de Deus. Os "gnósticos" eram platônicos degenerados, mas eruditos, que a Igreja combateu tenazmente, o que contribuiu para torná-los conhecidos, e de certa maneira, pára incentivá-los.
Os "gnósticos" fizeram sua aparição desde o século II d.C. A "Gnose" ou "Gnosticismo" era o conjunto de conhecimentos por tradição, e que escapa aos processos ordinários de instrução, por isso os "gnósticos" formavam uma sociedade secreta e não ensinavam senão aos seus membros o esoterismo, inteiramente desconhecido dos profanos (N. Aslan). Desse modo, os gnósticos, segundo eles, detinham uma "ciência" secreta. O clero da Igreja Católica, devido o charlatanismo da maioria de seus membros, esclarecia seus fiéis e destruía, sempre que possível, suas obras.
Como muitos dos Símbolos, muito antigos, usados pela Maçonaria, eram os mesmos usados na simbologia gnóstica, tais como o triangulo, o triangulo com um círculo, o Selo de Salomão, etc, a antimaçonaria, sempre presente, acusava ser a Maçonaria um prolongamento do Gnosticismo, o que não é verdade. Não há nenhuma ligação entre o Gnosticismo e a Maçonaria.
Pesquisando ainda Mestre Aslan, podemos dizer que, na Maçonaria, sempre existiu maçons sonhadores e inovadores, principalmente os franceses, que estudaram o gnosticismo, formando Lojas espúrias, que nada tem a ver com a verdadeira Maçonaria.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
O Dossel
A pesquisa sobre o "Dossel" é um assunto difícil de encontrar nos livros nacionais e, também, nos livros importados. Esta pesquisa feita por mim é um presente ao meu grande amigo e Irmão Finardi, da ARLS L'Áquila Romana nº 3365.
No Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia, do Mestre Nicola Aslan, a gente encontra a seguinte definição: "armação saliente, forrada de seda e franjada, que se coloca, como ornamento, sobre os tronos presidenciais das oficinas e que, conforme a cor simboliza o caráter do sentimento que determina o Rito, cobrindo o representante máximo da Oficina, e fazendo pairar no ambiente a unidade de intenções."
Quero ressaltar aqui que nem todos os Templos preparados para determinados Ritos possuem o "Dossel". No caso do REAA que é o mais praticado no Brasil, seus Templos possuem o referido, na cor vermelha.
Nota-se, também, que Mestre Aslan definiu o "Dossel" de modo geométrico, sem definir a origem e significado maçônico.
Mais uma vez, vamos recorrer ao Mestre Castellani, cujas obras, pouco a pouco, vão demonstrando ter sido ele um dos maiores escritores brasileiros.
O resumo, abaixo, é fruto de pesquisas de diversas obras do referido autor:
"O Tabernáculo, ou Tenda (em hebraico; Suda) era o santuário portátil armado pelos hebreus, para o serviço religioso, durante o Êxodo, que os levou do Egito à Palestina. Era uma área delimitada e cercada por cortina sustentada por 60 postes e só interrompida no lado oriental, por onde se entrava.
A Tenda estava no lado oposto ao da entrada, armada sobre um estrado de madeira e formada por duas partes: a maior era o SANTO (em hebraico: Kodesh) e continha, entre outras coisas, uma mesa para queima de resinas aromáticas e o candelabro de sete braços (Menorá). A tenda menor era o SANTO DOS SANTOS (em hebraico: Kodesh ha Kodashim) e era considerado o lugar mais sagrado, pois representava a habitação terrena de Deus.
Nele se encontrava, entre outras coisas, a Arca da Aliança, o Decálogo e a Vara de Aarão, e a esse lugar só tinha acesso o Sumo Sacerdote."
O Templo de Jerusalém seguia a mesma disposição do Tabernáculo.
Como as Igrejas seguiam orientações baseadas no Templo de Jerusalém, e os Templos Maçônicos são baseados nos dois anteriores, juntamente com o parlamento inglês (o primeiro templo maçônico construído: 1776 na Inglaterra), temos que: o espaço sob o "Dossel" corresponde ao SANTO DOS SANTOS, e é onde fica o Trono do Venerável Mestre e o Altar. Na parte descoberta, corresponde ao SANTO.
Continuando: "sob o Dossel de um Templo Maçônico, que corresponde ao SANTO DOS SANTOS do Templo de Jerusalém (o local mais íntimo e transcendental, portanto) está o Trono e o Altar, e é onde devem ser tomados os compromissos."
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Entrar com o pé direito ou esquerdo?
No "cortejo de entrada" ao iniciar a entrada dos Obreiros no Templo, não há nenhuma obrigatoriedade de penetrar no Templo com o pé esquerdo ou com o direito.
Isso, porque a Sessão nem foi aberta, ainda.
A obrigatoriedade de iniciar a caminhada com um determinado pé existe, e é diferente de acordo com o Rito, apenas para a "marcha do Grau", para entrada no Templo, após o início dos trabalhos.
Lembro também que o Rito Escocês Antigo e Aceito (R.:E.:A.:A.:) , apesar do nome, não tem a origem na Escócia, e sim, na França. O que ocorreu foi o seguinte:
No início do século XVIII, a Dinastia dos 'Stuarts", que reinava na Inglaterra até essa época, estava refugiada em Paris, França. Os adeptos dessa Dinastia também lá estavam, pois foram juntos. Eram alcunhados de "escoceses" devido sua origem escocesa.
Nesse período de refugio na França, esses adeptos, aproveitando os 25 Graus do Rito de Héredom, instalado em Paris, a partir de 1738, pelo Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente, no Colégio de Clermon, sob orientação da Ordem dos Jesuítas desenvolveram o R.:E.:A.:A.:.
Esse Rito (R.:E.:A.:A.:) ficou completamente estabelecido, com a criação do primeiro Supremo Conselho do mundo, a 31 de maio de 1801, em Charleston, na Carolina do Sul (EUA), por onde passa o Paralelo 33 da Terra (ver Pílula Maçônica nº 115 – Águia Bicéfala).
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
BMW faz recall de 3.470 motos G 650 GS e G 650 GS Sertão
O tempo para realização do serviço é de aproximadamente 1 (uma) hora.
Segundo a marca, as motocicletas podem apresentar falha de funcionamento no software da unidade de comando do motor (BMS-E) e, em alguns casos, uma possível entrada falsa de ar no sistema de admissão.
G 650 GS Sertão: Z386198 a Z386228
Para mais informações, a empresa disponibiliza o Serviço de Atendimento ao Cliente BMW (0800 707 3578), de 2ª a 6ª feira, das 8 às 19 horas, ou o website http://www.bmw-motorrad.com.br/br/pt/recallg650gs.
Fonte: AutoEsporte/G1
Tempo de Estudos
Uma das metas da Maçonaria é o aperfeiçoamento do ser humano, buscando sempre a Verdade. É obvio que para isso é necessário dedicação, estudos, debates, etc, para que a mente do Obreiro fique cada vez mais aberta, mais receptiva e mais preparada.
Pensando nisso, com o intuito de dedicar um espaço de tempo aos estudos e debates, as Lojas, dependendo do Rito praticado e da Obediência, estabeleceram o "Tempo de Estudos" ou "Quarto de Hora de Estudos".
Não era prática ritualística até, aproximadamente, 40 anos atrás. Foi enxertado com a finalidade de atender o que foi descrito acima. Na verdade, tempos atrás, isso era feito na "Palavra a Bem da Ordem e do Quadro em Geral". Na minha opinião, foi um aperfeiçoamento.
Como foi inserido na Ritualística, após a apresentação feita por um Obreiro (palestrante), a palavra corre nas Colunas conforme estabelecido pela mesma, e não são dispensados os sinais e cumprimentos aos demais Obreiros que queiram fazer perguntas.. Ou seja, numa Sessão Ritualística, esse "Tempo de Estudos" não pode fugir à tramitação ritualística da palavra e a obrigatoriedade de falar em pé e a Ordem, com exceção do VM e dos Vigilantes (Castellani).
Porém, dependendo da necessidade de aproveitar o tempo disponível, ou apresentação com projeção de slides (muito comum hoje em dia), ou permitir um debate mais frutífero, a sessão Ritualística é suspensa. Abre-se a "Loja em Família" pelo Venerável Mestre, com golpe do Malhete.
Todo controle da apresentação, tempo de debate, uso da palavra, etc, são sempre controlados pelo Venerável Mestre.
Finalizados a tal apresentação e o debate, a Loja entrará na Ritualística, com golpe de Malhete proferido pelo Venerável, seguido das palavras "Em Loja meus Irmãos".
Resumindo:
• o "Tempo de Estudos" visa aperfeiçoar os conhecimentos dos Obreiros e não deve ser confundido com "Instruções do Grau"
• pode, ou não, ocorrer numa Sessão Ordinária.
• Não deve ser longo demais para não atrapalhar a Sessão.
• Quando ocorre o debate, o assunto não deve mais ser discutido na "Palavra a Bem da Ordem...".
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
terça-feira, 15 de setembro de 2015
Lojas de Promulgação e Reconciliação
Os nomes de três importantes Lojas e seus significados históricos devem sempre estar na mente dos estudiosos maçônicos.
São elas:
Loja de Promulgação (tornar público, conhecido)
Loja de Reconciliação
Loja de Emulação
Sabemos que quatro Lojas formaram a Grande Loja de Londres e Westminster em 1717. Estamos cientes, também, que uma outra Grande Loja foi formada anos mais tarde (1751) e que era asperamente hostil a primeira citada.
Essa segunda Grande Loja se auto intitulou de "Antigos" e apelidou a primeira Grande Loja de "Modernos", de maneira depreciativa, pois achavam que eles não estavam seguindo fielmente os "Antigos Deveres" (Old Charges).
Essa animosidade persistiu por longo tempo (aproximadamente 50 anos) até que, no início do século XIX (1800), devido a diversos fatores, inclusive um sentimento de maior tolerância de ambas as partes, produziram um desejo de união que, posteriormente, se concretizou.
Em 1809 os "Modernos" criaram uma loja, de comum acordo, chamada "Loja de Promulgação" para acertar e tornar conhecido, entre eles, os Antigos Landmarks da Ordem.
Essa Loja teve muitas reuniões, nas quais ensaiaram, discutiram e definiram o Cerimonial dos Trabalhos em Loja. Principalmente, o Cerimonial de Instalação, o qual era um importante ponto da rivalidade existente entre as duas Grandes Lojas.
Estando tudo definido, essa "Loja de Promulgação", após árduo trabalho, encerrou suas atividades em 1811. E, sem dúvidas, ela ajudou enormemente a união que ocorreu em 1813 A Loja de Reconciliação: baseado nos "Artigos da União" de 1813, uma comissão foi constituída, formando uma Loja que deveria ser consistituida de "nove maçons dignos e experientes", de cada lado, com a finalidade de instruir e obrigar, os Veneráveis Mestres, ex-Veneráveis, Vigilantes e demais oficiais da Loja, a se prepararem para a Grande Assembleia, comemorando União com uniformidade nas formas, regras, disciplina e trabalhos. A Loja reuniu-se em muitas ocasiões e as Cerimônias que foram acordadas, foram ensaiadas e, com algumas alterações, tudo foi aprovado em 1816. Os registros não revelam o Ritual ensaiado pois tudo era decorado.
A Loja Emulação de Aperfeiçoamento: este é o lugar apropriado para o ensaio correto do Sistema de Ritual conhecido como "Emulação". Foi fundada em 1823 e o principal expoente dessa loja foi Peter Gilkes que morreu em 1833. As maiores precauções são tomadas, nessa loja, para preservar a pureza do Trabalhos, que foi formulada pela Loja de Reconciliação e aprovada pela Grande Loja em 1816. Não é uma Loja para instruções, mas para a melhoria do Ritual, estando os membros, de antemão, totalmente familiarizados com o mesmo.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto









