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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Cronógrafo para Chumbinho

Para quem não tem cronógrafo, o APP ChronoConnect ddisponível para Android chega bem perto das medidas.

Usei uma pistola GAMO P800 cuja velocidade nominal é de 100 m/s - 328,08 fps.

Dei vários tiros para verificar, e voilá - as medidas são bem próximas.

A versão gratuita apenas registra 3 tiros, e aí tem de apertar o botão para cronografar novamente, a versão Pro, não. Nada muito sério.

Uma coisa importante é atentar para as medidas, a distância do alvo à boca do cano, a distância que o celular ficará à frente da boca do cano e altura do caminho do chumbinho em relação à boda do cano.

Se as medidas forem bem feitas, fica bem próximo, se as medidas forem mal feitas, fica um lixo.

Ele usa o barulho do tiro saindo da arma e batendo no alvo - conhecendo-se a distância e o tempo que levou para bater lá, sabe-se a velocidade, pela simples fórmula Distância=Velocidade*Tempo.

Se você colocar corretamente o peso do chumbinho na seção Projectile, ainda vai ter os Joules que a arma dispõe na boca do cano, com aquele chumbinho.

A fórmula é Energia=(Massa*Velocidade^2)/2000

A explicação do 2000 é porquê na fórmula a massa é em kg, e a gente usa gramas (um chumbinho 4,5mm ou .177 tem aproximadamente meio grama).

Assim, no caso da foto, o chumbinho tinha 0,54 g e a velocidade em m/s foi próxima a 100 m/s, isso dá aproximadamente 3 Joules.

Fantástico, não?

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Trabalho de Campo

Sábado levei o filhão prá pesquisar no campo folhas de árvore - taí na
foto o bichinho anotando o nome da planta e o nome científico. Bacana
demais!

Pegamos no Parque Municipal 40 tipos de folhas, todas com nome, nome
científico e origem.

O trabalho dele vai ficar demais!!!!

Tiro Esportivo em BH - Impacto Air Gun

Bão, resolvemos ir nesse fim de semana na IMPACTO AIRGUNS prá dar uns
tirinhos de chumbinho a 10 metros...

Tadinha da minha pistola GAMO P800 - sofreu bastante!

Mas no fim foi muito legal!

O resultado foi o braço doendo e a desmontagem da GAMO prá lubrificar
e limpar a pistola, que eu nunca tinha feito.

E no fim das contas, acabei encamisando a mola dela com um pedaço de
garrafa PET e lixando com lixa 400 os componentes metálicos do gatilho
- eu acho que deu uma melhorada substancial na bichinha, e ainda por
cima acabou com aquele barulhão na hora do disparo, já que a mola
encamisada bate menos...

Pena que não tirei foto do encamisamento. Se eu animar, depois coloco uma foto.

terça-feira, 26 de maio de 2015

ATERSATA

Atersata, palavra muitas vezes escrita de forma errada como
"artezata", ou "aterzata", é de dificil localização nos dicionários
maçônicos em geral (tanto nos nacionais como nos escritos na lingua
inglesa). Na língua inglesa é escrito como "athersada".

É uma palavra de origem Persa, com o significado de "mão forte, mão
poderosa". Obviamente, a tradução com significado mais objetivo é: "o
Governador que dirige com total poder, com mão forte!".

Na verdade, esse nome encontrado na Biblia (Septuaginta) é o nome dada
ao Governador Persa de Jerusalém que acompanhou Zorobabel e Nehemias
(vide "Esdras" II. 63; "Nehemias" VII. 65-70, descritos abaixo).

E o Atersata proibiu-os de comer coisas sagradas, até que conseguissem
encontrar um sacerdote.....

Por isto tudo, fizemos uma aliança sagrada....pelos nossos sacerdotes.
Estes foram os que assinaram: Neemias, o Atersata, filho de
Helquias....

Na Ordem de Heredom de Kilwinning, este era o nome do chefe supremo
dessa Ordem. E, na Maçonaria Francesa e na Brasileira, entre outras, é
o nome do presidente do "Sublime Capítulo Rosacruz" do Rito Escocês
Antigo e Aceito, na divisão que vai do 15º ao 18º Grau.

Em 586 a.C, Judá, a remanescente e importante cidade do grupo das 12
tribos dos Hebreus (cisma de 921 a.C.), foi conquistada e destruída
por Nabudonossor II, chefe dos Babilônios. Nessa época, o primeiro
Templo, o de Salomão, construído em 980 a.C, foi totalmente destruido
e todos os hebreus foram levados, cativos, para o exílio na Babilônia.

Posteriormente, em 538 a.C. a Babilônia foi conquistada por Ciro, o
Grande, que, diferente dos demais conquistadores, dava liberdade
religiosa e de costumes, aos povos conquistados. Dessa forma, os
hebreus tiveram permissão de retornarem a sua terra.

Depois disso é que todos os hebreus começaram a serem chamados de
'judeus", o que anteriormente, era usado somente para os pertencentes
aos nascidos em Judá.

O titulo de Atersata foi recebido por Neemias dado pelo Rei da Persia,
provavelmente Dario III, a quem servia, para ser o Governador da nova
Judéia.

Após o retorno dos judeus o segundo Templo foi construído, denominado
de templo de Zorobabel.



M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Quem foi Leo Taxil ?

Qual era a ligação de Leo taxil com a Maçonaria, na Europa?

Gabriel Jogang Pagés, francês nascido em 1854, com o pseudônimo de Leo
Taxil, foi educado por Jesuítas e mais tarde se juntou a Maçonaria.
Posteriormente, ele pediu demissão e retornou para a fé católica.
Começou a escrever contra a Maçonaria dizendo que a mesma praticava
cultos satânicos, acentuando a discordância entre esta última e o
Clero.

De 1885 a 1897 ele publicou muitos livros anti-maçônicos e durante
esse período perpetrou uma fraude enorme sobre a Igreja Católica
Romana, que na época não se apercebeu de suas intenções. Essas suas
atividades anti-maçônicas, eram altamente rentáveis para ele,
financeiramente.

Além de seus livros anti-maçônicos, conseguiu ser recebido em
audiência solene pelo Papa Leão XIII. Qualquer sugestão de ser um
trote de Leo Taxil, era rebatida e compensada pelos depoimentos de
altas autoridades da Igreja.

Seu esforço e embuste supremo foi a invenção de uma mulher "Diana
Vaughan" acusada de ter nascido em 1874 como a filha do "Satã". Diana
Vaughan, não existia, mas, através dele, foi uma escritora prolífica
sobre assuntos anti-maçônico e recebeu grande publicidade e elogios
entusiasmados dos chefes da Igreja Católica.

Esse assunto foi questionado no Congresso anti-maçônico realizada em
Trient em 1896, e um comitê foi criado para determinar a veracidade do
mesmo de uma vez por todas. Taxil produziu, falsamente, uma
"fotografia" da Miss Vaughan na Conferência.

Eventualmente, em 1897, numa reunião convocada por ele em Paris, Taxi!
informou diante de um imenso, que ele havia conseguido perpetrar o
maior embuste dos tempos modernos; que Diana Vaughan nunca havia
existido e que, por 12 anos ele tinha enganado a Igreja Católica
Romana, da maneira mais flagrante. Quase foi linchado e fugiu com
proteção da polícia local.

De tempos em tempos, aparecem livros antimaçônicos, inspirados nas
idiotices de Leo Taxil, ou de outro autor inspirado por ele.

Na Maçonaria norte americana, igrejas fundamentalistas encontram,
nesses livros, material para suas campanhas..

Toda a história é completamente fantástica, existe em diversos livros,
e vale a pena ser lida em detalhes.



M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Michelângelo Buonarotti

Caso único entre os artistas, Michelângelo é comumente tido como uma
espécie de super homem. Quando a morte o alcançou, com a idade de 89
anos, ainda estava criando obras de arte. Suas pinturas e esculturas
de figuras de homens e mulheres são quase sobre humanos em beleza,
força e energia. Foi uma criação da Renascença, sendo arquiteto,
poeta, pintor e escultor de suprema relevância. Não foi o único;
diversos artistas de renome apareceram nesse período, mas sem dúvida
foi o maior artista entre todos eles.

O "mundo" de Michelângelo foi bem pequeno, restringindo-se as cidades
de Florença e de Roma, distantes 233 Km entre si. Percebe-se, pois,
que os efeitos enriquecedores de viagens ao redor do mundo não foram o
motivo de sua incrível genialidade.

Michelângelo Buonarotti nasceu em 06 de março de 1475, na cidade de
Caprese, próximo à Florença e era filho de Lodovico di Leonardo di
Buonarotti Simoni, que nessa cidade estava trabalhando quando do seu
nascimento. Foi criado por uma governanta, cujo marido era mineiro e
deve ter lhe passado as técnicas de, com um malho e cinzel, esculpir
em pedra.

Em 1488, com treze anos de idade, foi aluno de um dos principais
pintores da época – Guirlandaio, com técnica especializada em pintar e
decorar paredes e tetos, em afresco. Depois de um ano e meio com
Guirlandaio, foi notado por Lorenzo de Médici "O Magnífico", o qual
foi imediatamente surpreendido pela habilidade de Michelângelo em
esculpir e levou-o ao seu palácio, que era o centro cultural de
Florença. Lá, encontrou Bertoldo di Giovanni, sexagenário que havia
sido aluno de Donatello, considerado o maior escultor do século XV.

Quando Lorenzo "O Magnífico", morreu em 1492, Michelângelo voltou para
a casa de seu pai, iniciando nessa época seus estudos sobre anatomia,
através de dissecação de cadáveres. Deste modo, artistas como Leonardo
da Vinci e Michelângelo, da Alta Renascença, podiam revelar, em suas
obras, a musculatura por baixo das roupas porque haviam estudado os
músculos debaixo da pele.

Em 1496, em contato com o Cardeal Riário, e devido seu talento, foi
convidado a ir a Roma. O primeiro trabalho conhecido de Michelângelo
foi o "Baco", para um vizinho do Cardeal. Essa obra, de grande beleza
e naturalidade, mostra de forma adequada a embriaguez do deus do
vinho, Baco, que com as pernas semi dobradas, parece que está prestes
a cair.

Em seguida fez um trabalho mais ambicioso, a "Pietá", uma
representação da tristeza da Virgem Maria, segurando Jesus
crucificado, em seus braços. Peça esculpida com riquezas de detalhes e
perfeições jamais vistas em outras obras de igual envergadura.

Michelângelo voltou para Florença em 1501 e encontra um bloco de
mármore de 5,4m de altura, num quintal próximo da Catedral de Florença
e seus serviços são encomendados para trabalhar o bloco, e a estátua,
conforme combinado, deveria ser de Davi, o herói bíblico, em confronto
com o gigante filisteu – Golias. A maravilha produzida mostra a imagem
do jovem Davi, carregando no ombro a funda com a qual derrotará o
filisteu Golias.

Em 1505 foi convocado pelo Papa Júlio II, para pintar a Capela Sistina
e, em 1520, prepara a Capela dos Médici.

No final da Renascença, as cidades italianas tiveram as maiores
realizações culturais e Florença era uma das mais poderosas cidades
italianas, próspera no comércio de tecidos e sedas, tornando-se um
centro financeiro internacional. Produziu a maioria das grandes
figuras do início do Renascimento, começando com Cimabue e Giotto,
terminando com Leonardo da Vinci, Michelângelo e Rafael, entre outros.

Florença era normalmente uma república, mas durante quase todo o
século XV foi controlada por uma única família – os Médici. Suas
principais propriedades eram um banco com filiais ou agências por
quase toda Europa, e a habilidade política, tradição familiar. O banco
trouxe enorme poder e prestígio, a habilidade política os induzia a
evitar danos à vaidade florentina, controlando a cidade por detrás dos
bastidores. O real fundador da dinastia, Cósimo de Médici, usou o
poder por mais de trinta anos. Ele foi grande apreciador das artes,
embora suplantado por seu neto Lorenzo "O Magnífico".

Lorenzo foi, quando Michelângelo era adolescente, seu protetor e
estimulador na arte de esculpir, levando-o a frequentar a escola por
ele patrocinada, no palácio. Apesar de Lorenzo ter morrido em 1492, e
Florença pensar estar livre da influência dos Médici, em 1494, após
conflitos com a França, trouxeram o poder dos Médici de volta, mais
acentuadamente em 1512, como veremos adiante.

Depois de 1505, já famoso por algumas de suas obras, Michelângelo foi
trabalhar para o Papa Júlio II, em Roma. Esse personagem era, além de
Papa, um notável guerreiro, tornando-se um governante poderoso, tanto
leiga como espiritualmente. Apesar de ambos estarem sempre em atrito,
Michelângelo pintou a Capela Sistina, tornando-se mais conhecido e
mais famoso ainda.

Em 1513, o Papa Júlio II morre, no auge de seu poder. Como dissemos,
os Médici se reinstalaram no poder e o Cardeal Giovanni de Médici, o
segundo filho de Lorenzo "O Magnífico", em 1514, foi inesperadamente
levado ao trono papal como Papa Leão X, e os Médici viram-se no poder
tanto em Florença, como agora em Roma, os "dois mundos" de
Michelângelo.

Em 1520, o Papa Leão X, para celebrar a volta da família Médici ao
poder, estava ansioso para erguer uma maravilhosa fachada na Igreja
Médici de São Lorenzo, Florença. Entretanto, não houve entendimentos
entre o Papa Leão X e Michelângelo, e nada foi feito.

Ainda assim, ele de maneira nenhuma havia caido em desgraça com os
Médici. Depois de certo tempo, envolveu-se em um novo projeto para a
igreja de São Lorenzo. Na verdade eram diversos trabalhos e consistiam
em projetar a Capela dos Médici. Além disso, deveria esculpir quatro
túmulos para os Médici, e criar uma enorme biblioteca para a Igreja.
Um dos túmulos seria destinado ao mais importante homem da geração
anterior: Lorenzo de Médici "O Magnífico", primeiro protetor de
Michelângelo. O outro túmulo seria do Irmão de Lorenzo, Giuliano de
Médici, que havia sido assassinado já a muito tempo, quando
Michelângelo tinha três anos.

Na velhice de Michelângelo, a Arquitetura tomou lugar da Escultura,
permitindo-lhe continuar a moldar rochas sem o duro esforço de
esculpir, projetando diversas Praças.

E assim, na idade de 89 anos, morre um artista cuja magnitude jamais
será suplantada.



M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto

sexta-feira, 15 de maio de 2015

O Centésimo Macaco

Fonte: desconhecida


Nota: Para pesquisar o assunto, consulte a

obra do biólogo inglês Rupert Sheldrake sobre campos morfogenéticos

O macaco japonês Macaca Fuscata vinha sendo observado há mais de
trinta anos em estado natural.

Em 1952, os cientistas jogaram batatas-doces cruas nas praias da ilha
de Kochima para os macacos.

Eles apreciaram o sabor das batatas-doces, mas acharam desagradável o da areia.

Uma fêmea de um ano e meio, chamada Imo, descobriu que lavar as
batatas num rio próximo resolvia o problema. E ensinou o truque à sua
mãe.

Seus companheiros também aprenderam a novidade e a ensinaram às
respectivas mães.

Aos olhos dos cientistas, essa inovação cultural foi gradualmente
assimilada por vários macacos.

Entre 1952 e 1958 todos os macacos jovens aprenderam a lavar a areia
das batatas-doces para torná-las mais gostosas.

Só os adultos que imitaram os filhos aprenderam este avanço social.

Outros adultos continuaram comendo batata-doce com areia. Foi então
que aconteceu uma coisa surpreendente.

No outono de 1958, na ilha de Kochima, alguns macacos – não se sabe ao
certo quantos – lavavam suas batatas-doces.

Vamos supor que, um dia, ao nascer do sol, noventa e nove macacos da
ilha de Kochima já tivessem aprendido a lavar as batatas-doces. Vamos
continuar supondo que, ainda nessa manhã,

Um centésimo macaco tivesse feito uso dessa prática.

Então aconteceu!

Nessa tarde, quase todo o bando já lavava as batatas-doces antes de comer.

O acréscimo de energia desse centésimo macaco rompeu, de alguma forma,
uma barreira ideológica!

Mas veja só:
Os cientistas observaram uma coisa deveras surpreendente:

O hábito de lavar as batatas-doces havia atravessado o mar. Bandos de
macacos de outras ilhas, além dos grupos do continente, em
Takasakiyama, também começaram a lavar suas batatas-doces. Assim,
quando um certo número crítico atinge a consciência,

Essa nova consciência pode ser comunicada de uma mente a outra.

O número exato pode variar, mas o Fenômeno do Centésimo Macaco
significa que, quando só um número limitado de pessoas conhece um
caminho novo, ele permanece como patrimônio da consciência dessas
pessoas. Mas há um ponto em que, se mais uma pessoa se sintoniza com a
nova percepção, o campo se alarga de modo que essa percepção é captada
por quase todos!

Você pode ser o centésimo macaco!

Essa experiência nos proporciona uma reflexão sobre a direção de
nossos pensamentos.

De certo modo, já sabemos que para onde vai o nosso pensamento segue a
nossa energia.

Grupos pensando e agindo numa mesma frequência em várias partes do
Planeta têm as mesmas sensações e acabam fazendo as mesmas coisas sem
nunca terem se comunicado.

Isso vale tanto para aqueles que praticam o bem como para aqueles que
usam de suas faculdades para o mal.

O acréscimo de energia, neste caso, pode ser aquela que você está
enviando com o seu pensamento sintonizado na frequência do crime
noticiado que gera comoção geral.

Parece coincidência, mas sempre que um crime choca e comove multidões,
de imediato outros fatos semelhantes pipocam em diversos lugares.

Será isso o efeito do centésimo macaco às avessas?

Ao invés de indignar-se diante do crime noticiado, direcionando
inconscientemente seu pensamento e sua energia para essas pessoas ou
grupos que se aproveitam dessa energia toda para materializar mais
crimes, neutralize com pensamentos conscientes de amor e perdão.

Mude de canal na TV, vire a página do jornal, saia da frequência e não
alimente ainda mais a insanidade daqueles que tendem para o crime, e,
também, daqueles que lucram com as desgraças alheias.

São todos igualmente insanos, tanto aquele que pratica o crime quanto
aquele esbraveja palavrões de indignação por horas diante das câmeras,
criando comoção e levantando a energia que se materializará nas mãos
daquele que está com a arma já engatilhada.

Gerar material para construir um mundo melhor não requer tanto de
grandes ações, quanto essencialmente grandes blocos de consciência.

É preciso que mais gente se sintonize na frequência e coloque aquele
acréscimo de energia que pode gerar uma nova consciência em outros
grupos, em outras partes do Planeta.

Se cada um de nós dedicarmos alguns minutos todos os dias para
meditar, entrando em sintonia com a frequência do amor, basta para
mudar muitas coisas desagradáveis acontecendo em nosso Planeta e criar
uma nova consciência.

Seja você também um centésimo macaco para o bem!

Paz!

segunda-feira, 4 de maio de 2015

A Grande Loja dos “Antigos” na Inglaterra

Já foi esclarecido anteriormente que, além da Primeira Grande Loja de
Londres, houve outras e a mais importante, a grande rival, foi a dos
"Antigos" fundada por um irlandês, pintor de paredes, de sobrenome
Dermott. Sabemos também que em 1813 elas se uniram, dando origem a
Grande Loja Unida Inglaterra.

Na minha opinião, o nome deveria ser "Tradicionalistas" em vez de
"Antigos" pois pretendiam, como veremos abaixo, manter, de maneira
extremamente rígida, as antigas tradições maçônicas e apelidaram, de
modo pejorativo, os membros da Primeira Grande Loja, de 1717, de
avançados, modernos.

Os membros das Lojas dos Antigos, até recentemente eram chamados de
"separatistas", mas investigações tem mostrado que nenhum dos
fundadores pertenceu a qualquer uma das Lojas aderentes a Primeira
Grande Loja. Portanto, esse termo "separatistas" parece não ser
aplicado, no caso.

Eles eram, na maioria, Irlandeses residentes em Londres. Isso nos
permite pensar e concluir que tenha ocorrido um racismo, muito comum
na época, por parte dos ingleses formadores da Primeira Grande Loja.

As causas da separação foram enraizadas principalmente na negligência
e na débil administração da Primeira Grande Loja naquele tempo e,
principalmente, em certas mudanças nos costumes e na Ritualística, as
quais foram feitas deliberadamente com o propósito de excluir
impostores e oportunistas na Ordem, devido publicação do livro "A
Maçonaria Dissecada" de Samuel Prichard.

Vamos citar abaixo, algumas prováveis mudanças que provavelmente
colaboraram na referida separação:

· A descristianização da Francomaçonaria desde os primórdios,
em 1723, quando foi feito o livro das "Constituições" pelo reverendo
Anderson.

· Desleixo referente aos dias de São João Batista e São João
Evangelista, como festivais especiais Maçônicos.

· A mudança dos modos de reconhecimento no Grau de Aprendiz e
no Grau de Companheiro. Esta era, aparentemente, a principal causa
ofensiva.

· Abandono de partes esotéricas na Instalação de Mestres.

· Negligências referente ao Catecismo, ligadas a cada Grau.





Felizmente, em 1813, após anos de preparação e acertos, as duas
grandes Lojas se uniram e deram ao mundo maçônico a Grande Loja Unida
da Inglaterra, Potência Mor das Obediências Maçônicas.



M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Rito Adonhiramita

O mais antigo documento conhecido referindo-se ao mestre arquiteto do
Templo sob a denominação de Adonhiram é o Cathécisme des Francs Maçons
ou Le Secret des Francs Maçons (Catecismo dos Franco-Maçons ou O
Segredo dos Franco-Maçons), editado em 1744, de autoria,
possivelmente, um abade, cujo nome seria Leonardo Gabanon. Em 1730,
nasceu o Théodore de Tschoudy, considerado o organizador da segunda
parte da obra Recueil Précieus de la Franc-maçonnerie Adonhiramite
(Compilação Preciosa da Maçonaria Adorinamita), cuja primeira edição
ocorreu em 1787. O Barão Tschoudy foi membro do parlamento de sua
cidade natal, Metz, França, onde residiu de 1756 a 1765.

Maçom entusiasta e estudioso, Tschoudy utilizou seu aguçado espírito
crítico para bater-se contra a proliferação desordenada dos altos
graus do Rito de Heredom, do qual derivariam alguns dos ritos atuais,
como o escocês, o moderno e o Adonhiramita. Inicialmente, Tschoudy se
propôs a reformar os graus então existentes, reduzindo-os a quinze e
depurando-os de tudo o que não fosse fiel à tradição maçônica. Em
1766, Tschoudy publicou L'Étoile Flamboyante ou La Société des
Francs-Maçons (a Estrela Flamígera ou A Sociedade dos Franco-Maçons),
obra em que propôs a criação de uma nova Ordem de altos graus, a Ordem
da Estrela Flamígera, com três graus: Cavaleiro de Santo André,
Cavaleiro da Palestina e Filósofo Desconhecido. Desentendendo-se com
os membros do novo Conselho, dedicou-se ao já citado Recueil Précieus
de la Franc-maçonnerie Adonhiramite.

Alguns autores, porém, atribuem a autoria da Compilação a Louis
Guillemain Saint-Vitor. Esta interpretação foi feita por Ragon, que
citou este último autor em seu ritual de mestre, na bibliografia nele
mencionada. A confusão se deve à divisão da obra em duas partes, de
estilos totalmente diferentes, sendo, a primeira, pródiga em notas e
explicações, enquanto a segunda é lacônica e breve. Deduzem, os
estudiosos, que a primeira parte foi escrita por Saint-Vitor e a
segunda, por Tschoudy, em data anterior àquela.

A Compilação, aceita-se hoje, foi publicada em dois volumes, em 1787,
incluindo os graus simbólicos, graças a Saint-Vitor, que os escreveu
pouco antes da publicação, ou seja, quase vinte anos depois da morte
de Tschoudy. A primeira parte da Compilação era relativa aos graus de
Aprendiz, Companheiro e Mestre. A segunda, compreendia os graus de
perfeição: Primeiro Eleito ou Eleito dos Nove, Segundo Eleito Nomeado
de Pérignan, Terceiro Eleito Nomeado eleito dos Quinze, Pequeno
Arquiteto, Grande Arquiteto ou Companheiro Escocês, Mestre Escocês,
Cavaleiro da Espada Nomeado Cavaleiro do Oriente ou da Águia,
Cavaleiro Rosa Cruz e O Noaquita ou Cavaleiro Prussiano.

Na Europa, o Rito Adonhiramita foi praticado na França e em Portugal,
difundindo-se das colônias e sendo o preferido da armada napoleônica.
Com a difusão do Rito Francês ou Moderno, o Rito Adonhiramita começou
a ser abandonado, restringindo a sua prática ao Brasil, onde se
encontra a sua Oficina Chefe. Graças a isso, o Rito manteve a sua
pureza original e não sofrendo as influências do teosofismo, ocorrida
com os outros ritos no final do século XIX.

Em Portugal, a primeira Loja Maçônica se instalou em 1727, sendo
regularizada pela Grande Loja de Inglaterra, em Londres em 1735,
denominada Loja dos Hereges Mercantes. Na Loja de Coimbra, fundada em
1773, encontravam-se os brasileiros Antônio de Morais Silva, Antônio
Pereira de Souza Caldas, Francisco de Melo Franco e Joaquim José
Cavalcanti. Igualmente, em outras lojas, em Lisboa e no Funchal,
existiam irmãos brasileiros.

Em 18 de fevereiro de 1722, foi inaugurada a Academia Científica,
fundada no ano anterior, com o apoio do então Vice-Rei D. Luís de
Almeida Portugal Soares de Alarcão d'Eça e Melo Silva Mascarenhas,
Marquês de Lavradio. Em 6 de junho, adota o nome de Sociedade
Literária Rio de Janeiro, funcionando até 1790, quando a devassa da
Inconfidência Mineira suspendeu os seus trabalhos. Essa Academia é
tida, hoje, como uma loja maçônica disfarçada, como sugerem alguns
textos posteriores como o que se segue, de autoria do Barão do Rio
Branco, em Efemérides Brasileiras:

"Uma divisão naval francesa, comandada pelo Capitão Landolphe, tendo
cruzado alguns dias perto da barra do Rio de Janeiro, fez algumas
presas e segui, nesta data, para o Norte. Na altura de Porto Seguro,
encontrou-se com a esquadra do comodoro inglês Rowley Bulteel, e no
combate renderam-se duas fragatas francesas. Os prisioneiros foram
entregues no Rio de Janeiro, ao Vice-Rei, Conde de Resende. Refere o
Comandante Landolphe, que foi bem tratado, porque era pedreiro-livre.
Um dos filhos do vice-rei levou-o a uma festa maçônica -
introduzindo-o no recinto do templo - diz ele em suas memórias, ouvi,
com muito prazer, o discurso do venerável...".

Outro fato importante, que poucas obediências de outros países
possuem, é o manifesto, como prova de regularidade de origem da
Maçonaria Brasileira, através de uma Loja Adonhiramita - A Loja
Reunião - que se subordinava ao Grande Oriente de França. Em 1815, foi
fundada a Loja Comércio e Artes que, com a divisão do seu quadro,
formou outras duas: a Loja União e Tranqüilidade e a Loja Esperança de
Niterói. Essas lojas adonhiramitas fundaram, em 17 de junho de 1822, o
Grande Oriente do Brasil.

Em 1839, a Constituição do Grande Oriente do Brasil criou o Colégio
dos Ritos, incluindo o Rito Adonhiramita. Em 1851, foi criado o
Colégio dos Ritos Azuis e em 1873, o Grande Capítulo dos Cavaleiros
Noaquitas, também pelo Grande Oriente do Brasil. Após a separação da
Maçonaria Brasileira, os graus simbólicos ficaram com o Grande Oriente
do Brasil e as Grandes Lojas e os Altos Graus jurisdicionados às
respectivas Oficinas Chefes dos Ritos. Em 2 de junho de 1973, o Mui
Poderoso e Sublime Grande Capítulo dos Cavaleiros Noaquitas para o
Brasil instituiu os graus de Kadosh e aumentou o número de graus para
trinta e três. A partir dessa data, o governo das Oficinas Litúrgicas
do Rito Adonhiramita ficou a cargo do Excelso Conselho da Maçonaria
Adonhiramita.

O Rito Adonhiramita é o segundo mais praticado no Brasil, com especial
concentração nos Estados de São Paulo, Santa Catarina e Pará.
Atualmente, ele é reconhecido pelas potências maçônicas regulares,
participantes da Confederação Maçônica Interamericana e Grande Oriente
do Brasil.

Fonte: Rede Colméia

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