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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Caso William Morgan e Antimaçonaria

Movimentos anti maçônicos sempre existiram desde os primórdios da
Maçonaria, mesmo durante o período da Maçonaria Operativa.
Um dos maiores, ocorreu nos Estados Unidos, entre os anos de 1826 e
1840. O "Caso Morgan", a ser descrito ao longo deste trabalho, foi o
estopim de um sentimento anti maçônico, muito amplo e que estava em
estado latente por muitos anos, provocado em parte por livros anti
maçônicos vindos da Europa, (ver Pílula Maçônica nº99 sobre Leo Taxil)
denunciando a Sociedade Maçônica, e em grande parte pelos "dogmas"
praticados por certas Seitas Protestantes.

Em 1820, nos Estados Unidos, havia aproximadamente 400 Oficinas e em
torno de 12.000 membros e estava crescendo. Como resultado desse
movimento, iniciado pelo "Caso Morgan", a questão sacode a opinião
pública e quase destruiu a Instituição. Em 1830 o número de membros
caiu para aproximadamente 2.000.

William Morgan, indivíduo de mau caráter, aventureiro, endividado,
jornalista de Batávia, New York, decidiu refazer-se economicamente
lançando um pequeno livro anti maçônico, publicado em 1826 com o
título "A Maçonaria Apresentada e Explicada" com a intenção de
desmascarar a Instituição e ganhar muito dinheiro com a venda do
livro.

Torna-se logo um best-seller.

Aparentemente, William Morgan deve ter frequentado Lojas maçônicas,
onde adquiriu conhecimento para a redação de seu livro. Entretanto,
não foi encontrado seu nome em nenhum registro de Loja. É possível que
tenha sido auxiliado por outra pessoa.

O movimento anti maçônico cresceu exponencialmente quando Willian
Morgan desapareceu da cidade. Inquéritos foram realizados sem sucesso.
Jamais se soube o que aconteceu. Porém, começou a correr a notícia que
William Morgan havia sido sequestrado pelos Maçons, levado até as
Cataratas do Niágara e depois de ter sido assassinado na fronteira
canadense, seu corpo teria sido jogado nelas.

Morgan desapareceu em setembro de 1826 e no mês seguinte, o Reverendo
David C. Bernard, pastor da Igreja Batista em N.Y., acompanhado de um
membro que havia renunciado da Loja Maçônica, começou uma carreira de
40 anos devotada largamente para a desmoralização da Ordem.

Diversos encontros e convenções foram liderados por ele e, ao mesmo
tempo, publicou um livro chamado "Luz na Maçonaria" totalmente anti
maçonaria. Todos os maçons foram excomungados e não podiam ser
candidatos em cargos públicos.

Obviamente, assunto naturalmente atrativo para leitores e escritores
românticos e sensacionalistas, produziu uma circulação avantajada de
livros anti maçônicos.

Até um Partido Político anti maçônico foi fundado em New York e a
excitação invadiu, gradualmente, os outros estados. A maçonaria é
condenada pela Igreja Batista.

Os Maçons são, sistematicamente, recusados quando da formação de Juri
Criminal e os pastores lhes negam a comunhão. A dissidência na
Maçonaria foi enorme. Intrometendo-se a inevitável política, viram-se
candidatos se apresentarem às eleições alegando seu anti maçonismo.

A Maçonaria levou anos para se reerguer. Quando da Guerra da Secessão,
a Ordem se manteve, numa certa medida, fora do conflito, e exemplos
não faltaram de atos de generosidade para com os feridos e os
prisioneiros, entre Maçons. Estabelecida a paz, para muitos a
reconciliação foi definitiva.

Em 1838, o Partido Anti maçom apresenta um candidato à presidência dos
Estados Unidos. Os dois outros candidatos, pelos dois grandes partidos
e antigos Grão Mestres, Andrew Jackson e Henry Clay.

Jackson foi eleito pela maioria esmagadora: era a Ordem que se
reerguia, depois da debandada quase geral provocada pelo "escândalo
Morgan". Retoma, então, enfim, sua caminhada progressiva.

Existem hoje, Potências Maçônicas nos EUA, em todos os Estados,
Territórios e Distrito Federal com aproximadamente 1.500.000 membros.



M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Da Maçonaria Operativa para a Maçonaria Especulativa

Aproximadamente entre 1550 e 1700, aos poucos, os Maçons mudaram seu
comportamento. Deixaram de ser uma associação (Guilda) de pedreiros
trabalhadores, com algumas ilegalidades, que aceitavam todas as
doutrinas da Igreja Católica, e se transformaram em uma organização de
Cavaleiros intelectuais, partidários de tolerância religiosa, entre
homens de religiões diferentes, e convencidos de que as polêmicas
doutrinas teológicas deveriam ser substituídas por uma simples crença
em Deus.

Na época, eram chamados de "Maçons Operativos" e, com essa mudança,
começaram a ser chamados de "Maçons Aceitos" ou "Cavaleiros Maçons",
principalmente na Escócia.

Esses novos membros patrocinavam a Ordem, principalmente na Inglaterra
onde a nobreza e a emergente classe mercantil, achavam isso como
complemento ao sucesso pessoal. Na França foi mais ou menos
semelhante, além do que, as Lojas serviam, aos livres pensadores, como
local ideal para o crescente espírito de liberalismo.

Posteriormente, esses Maçons Aceitos começaram a ser chamados de
"Maçons Especulativos", (ver Pílula Maçônica nº6 – Maçonaria
Especulativa), porém, esse termo não foi utilizado antes de 1757.

O motivo da mudança parece estar bem claro: o enfraquecimento da
Igreja Católica, devido a Reforma Religiosa, em torno de 1500 d.C. fez
com que as grandes construções (catedrais) diminuíssem de ritmo, de
modo acentuado. A Arquitetura Religiosa diminuiu acentuadamente,
juntamente com o dinheiro destinado para isso. E na Inglaterra, tudo
isso, atrelado as trocas de Reis e Rainhas, alguns tendendo para o
Anglicalismo outros para o Catolicismo.

Ou muda, ou fecha! Foi o que aconteceu com outras Associações
(Guildas), como os Chapeleiros, Seleiros, etc. Não mudaram o
comportamento e a finalidade das mesmas, e acabaram fechando.

Na verdade não se sabe como se produziu essa mudança. Os grandes
historiadores maçônicos se dividem, neste ponto.
A semente, provavelmente, deve ter sido o fato de que, de longa data,
essas Associações aceitavam os filhos de membros que nem sempre
continuavam na profissão do pai.

Esclarecendo: na idade média era comum uma pessoa seguir a profissão
de seu pai, apesar de que nem sempre isso ocorria. Entretanto, isso
não impedia que fosse membro da Associação.

Na Escócia, por exemplo, era habitual as Associações ligadas ao
comercio, e mesmo na Maçonaria Operativa, convidarem Cavaleiros
influentes a pertencerem a elas. Foi o caso do convite feito, por essa
última, aos Cavaleiros da família St Clair de Rosslyn.

Que aceitaram tal convite e, posteriormente, praticamente ficaram
"donos" da Maçonaria.

por M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Novas placas de Identificação Veicular Mercosul

Se é para melhorar, que seja bem vinda...

Se for para alguem cretino ganhar dinheiro e depois desistir, que exploda!

Mas eu até que gostei do novo modelo. Resta saber se será padrão mesmo
no MercoSul!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Maçonaria não é:

Na maioria dos livros maçônicos nós temos uma série de afirmativas
dizendo o que é a Maçonaria. Vamos fazer um caminho paralelo e fazer
algumas afirmativas para esclarecer o que a Maçonaria não é ( extraído
de livros Neo Zelandeses).

1) A Maçonaria não é uma Instituição de Caridade,
apesar de que ela realmente pratica Caridade. Devemos deixar claro que
"Caridade" não consiste necessariamente somente de doação em dinheiro.

2) A Maçonaria não se ocupa somente de
providenciar benefícios por doença ou morte de seus Obreiros. Isso é
uma função especifica da área "fraternal" da nossa Ordem. Igualmente,
a Maçonaria, como regra geral, não providencia assistência para maçons
idosos ou maçons enfermos. Nada impede que ela o faça, inclusive, que
dê assistência em causas meritórias na comunidade, como um todo.

3) A Maçonaria não é uma religião. Ela tem uma
filosofia própria, a qual está em harmonia com todas as crenças, e que
transcende a fé sectária. Cada Irmão deverá venerar conforme sua
própria opinião e devoção.

4) A Maçonaria não existe, nem deve ser usada,
para promover os Obreiros em si, muito menos para promover interesses
de negócios ou atividades comerciais.

5) A Maçonaria não é um "Clube Social", apesar de
ter uma vida social entre seus membros. Alguns Irmãos tendem,
realmente, a fazer disso a maior parte de suas vidas Maçônicas. É um
erro que deve ser corrigido, quando ocorre.

Enfim, a Maçonaria é um peculiar Sistema de Moralidade velada em
Alegorias e ilustrada por Símbolos.



M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Que moto! Que roupa!

Gostaria de viajar seguindo essa moto...

Renascimento - Buda

Esse texto me tocou, já que várias vezes passei por várias vidas
dentro dessa vida.

O movimento é necessário, a estagnação leva à inação e depressão.

Por isso, cada vez mais penso, que a vida também necessita, vez por
outra, de um CTRL+ALT+DEL...

Leiam o texto e reflitam...


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Por: Chuck Lorre - Vanity Card 472


Acredito em reencarnação. Não no senso comum, tradicional. O que sinto
é que vivi muitas vidas diferentes durante essa vida presente.

Tenho observado que cada novo encarnaçãa vem depois de um período de
dor física ou emocional intensa.

Em outras palavras, como num nascimento, dói nascer. Ou renascer.

Muito choro acontece, morte, doença, pobreza, divórcio, desistência de
sonhos, acordar de sonhos, ser despedido, divorciar-se novamente,
abusar de bebidas ou drogas, ser ridicularizado em público por um
ex-amigo; todas essas coisas levam a um renascimento.

Para novas vidas.

Buda nos ensinou que a mudança e a impermanência são fundamentais
fatos de nossa existência.

Ele ressaltou também que esse fato traz inevitável o sofrer.

Mas ele não mencionou que algumas vezes, depois de que a dor vai
embora, você abre seus olhos para uma vida além dos seus sonhos mais
loucos.

Foi o que aconteceu comigo.

Mas sei que isso também passará.

Há um útero cósmico à frente, mas eu ainda não o vejo...

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

MOOG

Dos instrumentos que o Rick Wakemann usa, o que é típico de seu som é o MOOG.

São aqueles tecladinhos pequenos que ficam mais alto nos seus shows,
com as laterais de madeira.

São osciladores programáveis, monofônicos (só tocam uma nota), mas que
possibilitam váááários ajustes.

A figura que está aqui, é uma reprodução dos minimoogs da época, feita
por uma empresa que comercializa uma aplicação que se parece com os
moogs.

Uma coisa interessante é que a pronúncia correta é mÓg, pois o criador
é alemão, e não mUg, como se fosse lido em inglês.

Existem poucos minimoogs originais no mundo, da década de 70 - mas o
som é inconfundível!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Rick Wakeman Belo Horizonte 11-2014


Absolutamente fantástico! 1o de Novembro de 2014 - um show memorável!

Começou com Viagem ao Centro da Terra, as Esposas de Henrique VIII e
algumas do Rei Arthur.

Guinevere foi maravilhoso!

E descobri uma coisa mais interessante. O Rick Wakeman é o Venerável
da Chelsea Lodge #3098 em Londres!!!!


Já gostava do cara, agora fiquei mais fã ainda!!!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Eleitor cola urna

Até onde chega a inventividade desse povo!!!!

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Eleitor põe cola em tecla e estraga urna eletrônica em Formosa, GO

Ele já foi identificado e está sendo procurado pela Polícia Federal.
No total, 31 urnas foram substituídas durante a manhã no estado.

Uma urna eletrônica teve de ser trocada neste domingo (26) porque um
eleitor colou a tecla "3", impedindo os votos dos demais cidadãos da
seção 11 da zona eleitoral de Formosa, cidade goiana do Entorno do
Distrito Federal.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-GO), a Polícia Federal
procura pelo eleitor que estragou o equipamento, pois ele já foi
identificado.

O TRE-GO explicou que a pessoa que foi votar após o suspeito encontrou
a cola instantânea escorrendo. Ele denunciou a situação ao presidente
da seção. Quando o problema foi constatado, o suspeito já não estava
mais nas dependências do local de votação.

fonte: Paula Resende G1 GO

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

BOOZ ou BOAZ???

O termo correto é BOAZ. Simplesmente não existe a palavra BOOZ
em hebraico ou mesmo aramaico, mas existe BOAZ em ambas as línguas que
serviram de base para as sagradas escrituras.


Conforme excelente trabalho do Irmão William Almeida de Carvalho, o
termo BOOZ surgiu quando da tradução de São Jerônimo da bíblia para o
latim, em 405 d.C., o qual cometeu o equívoco de registrar como BOOZ
em vez de BOAZ (entre vários outros equívocos).

Já a famosa tradução de Lutero para o alemão foi correta: BOAZ. A
famosa versão original da Bíblia de Rei James mantém o BOAZ, e a
própria versão em português de João Ferreira de Almeida consta como
BOAZ.


No Ritual de Emulação, adotado por grande parte das Lojas da Grande
Loja Unida da Inglaterra, o termo adotado é BOAZ. Assim também consta
no Monitor de Webb, que é o ritual dos graus simbólicos do Rito de
York, adotado pela quase totalidade das Lojas dos EUA. No próprio
REAA, o termo correto é BOAZ, como se pode ver no livro "Morals and
Dogma" do célebre Irmão Albert Pike, 33º.

Mackey, outro célebre autor maçônico, também registrou BOAZ em suas
obras, assim como outros grandes historiadores, pesquisadores e
autores maçons na França e Inglaterra.

Enfim, não existe BOOZ. O correto é BOAZ.

Postado por Kennyo Ismail (um dos maiores pesquisadores atuais em maçonaria!)

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