Imagine encontrar uma clássica moto Honda 305 Scrambler de 1967 num site de
classificados da Internet, por si só já é uma raridade. Ai pesquisando, você
descobre que tal moto foi customizada por um famoso designer e continuando a
pesquisa é informado que a moto era de propriedade do famoso roqueiro Jim
Morrison do The Doors, falecido em 1971.
A moto é histórica! Seu antigo dono foi o criador das clássicas músicas
"Light my fire", "Riders on The Storm", "Break on Throught", dentre outras.
Agora com a descoberta, será vendida entre U$ 50 mil e U$ 100 mil. O site de
classificados que a moto foi encontrada é o Craiglist -
http://www.craigslist.org/
Fonte: RockRiders.com.br
-> Patuscadas, nonsenses, lugares comuns (e incomuns) e outras bazófias... Antes de morrer, lembre-se de levar uma moeda para pagar Caronte e cruzar para o outro lado do Estige...
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Concessionárias brasileiras da BMW Motorrad entre as líderes de venda no mundo
A BMW Motorrad divulgou os dados de vendas de motocicletas nas
concessionárias de todo o mundo. Cinco brasileiras estão entre as 10 que
mais vendem e uma delas na liderança (vide imagem abaixo).
A curiosidade é que a mensagem foi veiculada na página do Facebook da BMW
Motorrad Brasil e teve várias críticas postadas pelos usuários, todas eles
se referindo a falha de serviços de algumas concessionárias e valores altos
das motos e peças de reposição da marca comercializadas no país.
Críticas e comentários feitos por motociclistas com a postagem da notícia na
página do Facebook da BMW Motorrad Brasil
O Brasil é realmente um país atípico, lidera a venda de motos da BMW, o
consumidor paga muito caro, tem serviço falho nas concessionárias, motos que
dão problemas constantes, reclama e continua comprando muito.
O motivo? A marca tem um conceito de marketing muito forte há décadas, é
mundialmente reconhecida como marca premium e o brasileiro dá muito valor as
aparências. Sem dúvida, irá continuar a aumentar as vendas das motos da BMW.
E os preços? Se cair vão ser só uns trocados... afinal em time que está
ganhando não se mexe.
Nas concessionárias os serviços e produtos são caros e o atendimento é a
desejar, segundo muitos proprietários da marca alemã, a sorte é que estão
surgindo muitas oficinas e mecânicas não autorizadas e importadores
independentes que estão atendendo a grande demanda dos proprietários de
motos da BMW.
Fonte: RockRiders.com.br
concessionárias de todo o mundo. Cinco brasileiras estão entre as 10 que
mais vendem e uma delas na liderança (vide imagem abaixo).
A curiosidade é que a mensagem foi veiculada na página do Facebook da BMW
Motorrad Brasil e teve várias críticas postadas pelos usuários, todas eles
se referindo a falha de serviços de algumas concessionárias e valores altos
das motos e peças de reposição da marca comercializadas no país.
Críticas e comentários feitos por motociclistas com a postagem da notícia na
página do Facebook da BMW Motorrad Brasil
O Brasil é realmente um país atípico, lidera a venda de motos da BMW, o
consumidor paga muito caro, tem serviço falho nas concessionárias, motos que
dão problemas constantes, reclama e continua comprando muito.
O motivo? A marca tem um conceito de marketing muito forte há décadas, é
mundialmente reconhecida como marca premium e o brasileiro dá muito valor as
aparências. Sem dúvida, irá continuar a aumentar as vendas das motos da BMW.
E os preços? Se cair vão ser só uns trocados... afinal em time que está
ganhando não se mexe.
Nas concessionárias os serviços e produtos são caros e o atendimento é a
desejar, segundo muitos proprietários da marca alemã, a sorte é que estão
surgindo muitas oficinas e mecânicas não autorizadas e importadores
independentes que estão atendendo a grande demanda dos proprietários de
motos da BMW.
Fonte: RockRiders.com.br
sexta-feira, 27 de julho de 2012
O Brasil possui a concessionária que mais vendeu motocicletas da BMW no mundo todo.
BMW divulga ranking das 10 maiores concessionárias
O Brasil possui a concessionária que mais vendeu motocicletas da BMW no
mundo todo. A noticia foi divulgada pela própria BMW Motorrad que fez um
ranking mundial com as 10 maiores concessionárias do mundo, tomando como
base para análise os seus resultados de vendas do primeiro semestre de 2012.
A BMW Motorrad teve um excelente resultado no Brasil e fechou o semestre com
3.335 unidades comercializadas, o que representou um crescimento de 76,5%
com relação ao mesmo período de 2011. Hoje, o mercado brasileiro já é o
quinto para a marca em nível mundial e está representado no ranking por
cinco revendas.
Em primeiro lugar no do ranking pela segunda vez consecutiva, a revendedora
Caltabiano comercializou 598 motocicletas no primeiro semestre de 2012,
enquanto a segunda, a BMW ROMA, somou 453 unidades vendidas no período.
Confira o ranking mundial das 10 maiores concessionárias BMW Motorrad em
2012:
País Revenda Cidade Vendas 1º semestre 2012
1 Brasil Caltabiano São Paulo, SP 598
2 Itália BMW Roma Roma 453
3 Brasil Autokraft Rio de Janeiro, RJ 400
4 Brasil EurobikeSão Paulo, SP 341
5 Itália BMW Motorrad Milano Milão 337
6 França BMW Motorrad Etoile Paris 319
7 Brasil Power Motorrad São Paulo, SP 316
8 Russia Avtodom Moscow 259
9 Chile Williamson Balfour MotorsSantiago 249
10 Brasil Euroville Belo Horizonte, MG 235
Fonte:
Equipe MOTO.com.br
O Brasil possui a concessionária que mais vendeu motocicletas da BMW no
mundo todo. A noticia foi divulgada pela própria BMW Motorrad que fez um
ranking mundial com as 10 maiores concessionárias do mundo, tomando como
base para análise os seus resultados de vendas do primeiro semestre de 2012.
A BMW Motorrad teve um excelente resultado no Brasil e fechou o semestre com
3.335 unidades comercializadas, o que representou um crescimento de 76,5%
com relação ao mesmo período de 2011. Hoje, o mercado brasileiro já é o
quinto para a marca em nível mundial e está representado no ranking por
cinco revendas.
Em primeiro lugar no do ranking pela segunda vez consecutiva, a revendedora
Caltabiano comercializou 598 motocicletas no primeiro semestre de 2012,
enquanto a segunda, a BMW ROMA, somou 453 unidades vendidas no período.
Confira o ranking mundial das 10 maiores concessionárias BMW Motorrad em
2012:
País Revenda Cidade Vendas 1º semestre 2012
1 Brasil Caltabiano São Paulo, SP 598
2 Itália BMW Roma Roma 453
3 Brasil Autokraft Rio de Janeiro, RJ 400
4 Brasil EurobikeSão Paulo, SP 341
5 Itália BMW Motorrad Milano Milão 337
6 França BMW Motorrad Etoile Paris 319
7 Brasil Power Motorrad São Paulo, SP 316
8 Russia Avtodom Moscow 259
9 Chile Williamson Balfour MotorsSantiago 249
10 Brasil Euroville Belo Horizonte, MG 235
Fonte:
Equipe MOTO.com.br
Triumph nega cópia de BMW
Gerente de produto da Triumph nega cópia de BMW: "Não copiamos ninguém; o
que fazemos é competir"
As primeiras imagens da touring Triumph Trophy, divulgadas no mês passado,
foram desconcertantes. A Trophy remete claramente à BMW R 1200RT. Depois de
lançar a big trail Tiger Explorer 1200 em abril (referência clara à BMW R
1200GS), com a Trophy a Triumph vai mais fundo na estratégia da marca
inglesa de mirar a concorrência direta com produtos BMW – sempre a preços
ligeiramente inferiores aos alemães. Após a repercussão das imagens
divulgadas, o gerente de produto da Triumph Simon Warburton esclareceu que
começaram a trabalhar no design da Trophy cinco anos e meio atrás, e que
apenas fizeram a Trophy do jeito como acreditam que uma moto dessa categoria
deve ser:
"Nós não copiamos ninguém. O que estamos fazendo é competir. Desenhamos a
moto do jeito como acreditamos que uma grande tourer deve parecer, mas não
copiamos ninguém. O que evitamos foi fazer uma moto que parecesse estranha
ou muito diferente do convencional, para o bem do produto. Nós apenas
fizemos a melhor moto que pudemos. A BMW RT é uma ótima moto, mas a questão
não é derrotá-la", diz Warburton.
A Triumph, que retornará ao Brasil nos próximos meses, lançará a Trophy em
outubro na Europa. O motor de 3 cilindros em linha e 1.215cc vem da Tiger
Explorer e terá revisões programadas a cada 16.000 km. Contará com malas
laterais, cruise control, ABS, controle de tração e ajuste eletrônico de
faróis de série. A versão topo de linha SE terá também Bluetooth, sistema de
som com USB e suporte para iPod, além de dois recursos que por muitos anos
foram exclusividade de modelos BMW: suspensões eletronicamente ajustáveis e
monitoramento de pressão dos pneus.
BMW R 1200RT
Fonte: duasrodasonline.com.br
que fazemos é competir"
As primeiras imagens da touring Triumph Trophy, divulgadas no mês passado,
foram desconcertantes. A Trophy remete claramente à BMW R 1200RT. Depois de
lançar a big trail Tiger Explorer 1200 em abril (referência clara à BMW R
1200GS), com a Trophy a Triumph vai mais fundo na estratégia da marca
inglesa de mirar a concorrência direta com produtos BMW – sempre a preços
ligeiramente inferiores aos alemães. Após a repercussão das imagens
divulgadas, o gerente de produto da Triumph Simon Warburton esclareceu que
começaram a trabalhar no design da Trophy cinco anos e meio atrás, e que
apenas fizeram a Trophy do jeito como acreditam que uma moto dessa categoria
deve ser:
"Nós não copiamos ninguém. O que estamos fazendo é competir. Desenhamos a
moto do jeito como acreditamos que uma grande tourer deve parecer, mas não
copiamos ninguém. O que evitamos foi fazer uma moto que parecesse estranha
ou muito diferente do convencional, para o bem do produto. Nós apenas
fizemos a melhor moto que pudemos. A BMW RT é uma ótima moto, mas a questão
não é derrotá-la", diz Warburton.
A Triumph, que retornará ao Brasil nos próximos meses, lançará a Trophy em
outubro na Europa. O motor de 3 cilindros em linha e 1.215cc vem da Tiger
Explorer e terá revisões programadas a cada 16.000 km. Contará com malas
laterais, cruise control, ABS, controle de tração e ajuste eletrônico de
faróis de série. A versão topo de linha SE terá também Bluetooth, sistema de
som com USB e suporte para iPod, além de dois recursos que por muitos anos
foram exclusividade de modelos BMW: suspensões eletronicamente ajustáveis e
monitoramento de pressão dos pneus.
BMW R 1200RT
Fonte: duasrodasonline.com.br
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Estrutura da Maçonaria
Essa figura mostra os dois caminhos que um maçom pode seguir para se
aperfeiçoar na Ordem. Um, pelo lado esquerdo da figura, são os degraus
do Rito Escocês Antigo e Aceito, o outro, pelo lado direito, é o Rito
de York.
Ambos caminhos se iniciam pela Maçonaria Simbólica, onde os três
primeiros degraus simbolizam os três primeiros passos na Maçonaria: o
primeiro degrau, o do Aprendiz, o segundo, do Companheiro, e o
terceiro, onde muitos estacionam, o do Mestre Maçom.
Debaixo do arco estão as Ordens Paramaçônicas, onde o exemplo mais
clássico e visível no Brasil são os jovens De Molay, e as filhas de
Jó. Alguns estados possuem a Estrela do Oriente, mas são poucos que
têm todas as Ordens Paramaçônicas.
aperfeiçoar na Ordem. Um, pelo lado esquerdo da figura, são os degraus
do Rito Escocês Antigo e Aceito, o outro, pelo lado direito, é o Rito
de York.
Ambos caminhos se iniciam pela Maçonaria Simbólica, onde os três
primeiros degraus simbolizam os três primeiros passos na Maçonaria: o
primeiro degrau, o do Aprendiz, o segundo, do Companheiro, e o
terceiro, onde muitos estacionam, o do Mestre Maçom.
Debaixo do arco estão as Ordens Paramaçônicas, onde o exemplo mais
clássico e visível no Brasil são os jovens De Molay, e as filhas de
Jó. Alguns estados possuem a Estrela do Oriente, mas são poucos que
têm todas as Ordens Paramaçônicas.
O MAÇOM E O ALFAIATE
Um homem recebeu a notícia de que seria iniciado Maçom.
Ficou tão eufórico que quase não se conteve. Serei um grande homem
agora - disse a um amigo - e preciso de roupas novas, imediatamente.
Serão roupas que façam jus à minha nova posição na sociedade e em
minha vida.
- Conheço um alfaiate perfeito para você - replicou o amigo - é um
velho sábio que sabe dar a cada cliente o corte perfeito. Vou lhe dar
o endereço.
E o novo futuro Maçom foi ao alfaiate, que cuidadosamente tirou suas medidas.
Depois de guardar a fita métrica, o sábio alfaiate disse: há mais uma
informação que preciso saber. Há quanto tempo o senhor é Maçom ?
- Ora, o que isso tem a ver com a medida da minha roupa? - perguntou o
cliente surpreso.
- Não posso fazê-lo sem obter esta informação, senhor. É que um Maçom
recém iniciado fica tão deslumbrado que mantém a cabeça altiva, ergue
o nariz e estufa o peito. Assim sendo, tenho que fazer a parte da
frente maior que a de trás. Anos mais tarde, quando está ocupado com o
seu trabalho e os transtornos advindos da experiência o tornam
sensato, olha adiante para ver o que vem em sua direção e o que
precisa ser feito a seguir, aí então eu costuro a roupa de modo que a
parte da frente e a de trás tenham o mesmo comprimento. E mais tarde,
depois que está curvado pelos anos de trabalho cansativo e pela
humildade adquirida através de uma vida de esforços, então faço a
roupa de modo que as costas fiquem mais longas que a frente. Portanto,
tenho que saber há quanto tempo o senhor foi iniciado para que a roupa
lhe assente apropriadamente.
O novo futuro Maçom saiu da alfaiataria pensando menos em suas ropupas
novas e mais no motivo que levou seu amigo a mandá-lo procurar aquele
sábio alfaiate.
Ficou tão eufórico que quase não se conteve. Serei um grande homem
agora - disse a um amigo - e preciso de roupas novas, imediatamente.
Serão roupas que façam jus à minha nova posição na sociedade e em
minha vida.
- Conheço um alfaiate perfeito para você - replicou o amigo - é um
velho sábio que sabe dar a cada cliente o corte perfeito. Vou lhe dar
o endereço.
E o novo futuro Maçom foi ao alfaiate, que cuidadosamente tirou suas medidas.
Depois de guardar a fita métrica, o sábio alfaiate disse: há mais uma
informação que preciso saber. Há quanto tempo o senhor é Maçom ?
- Ora, o que isso tem a ver com a medida da minha roupa? - perguntou o
cliente surpreso.
- Não posso fazê-lo sem obter esta informação, senhor. É que um Maçom
recém iniciado fica tão deslumbrado que mantém a cabeça altiva, ergue
o nariz e estufa o peito. Assim sendo, tenho que fazer a parte da
frente maior que a de trás. Anos mais tarde, quando está ocupado com o
seu trabalho e os transtornos advindos da experiência o tornam
sensato, olha adiante para ver o que vem em sua direção e o que
precisa ser feito a seguir, aí então eu costuro a roupa de modo que a
parte da frente e a de trás tenham o mesmo comprimento. E mais tarde,
depois que está curvado pelos anos de trabalho cansativo e pela
humildade adquirida através de uma vida de esforços, então faço a
roupa de modo que as costas fiquem mais longas que a frente. Portanto,
tenho que saber há quanto tempo o senhor foi iniciado para que a roupa
lhe assente apropriadamente.
O novo futuro Maçom saiu da alfaiataria pensando menos em suas ropupas
novas e mais no motivo que levou seu amigo a mandá-lo procurar aquele
sábio alfaiate.
A pior audiência da minha vida
por Paulo Rangel Des. TJRJ
A minha carreira de Promotor de Justiça foi pautada sempre pelo princípio da
importância (inventei agora esse princípio), isto é, priorizava aquilo que
realmente era significante diante da quantidade de fatos graves que ocorriam
na Comarca em que trabalhava. Até porque eu era o único promotor da cidade e
só havia um único juiz. Se nós fôssemos nos preocupar com furto de galinha
do vizinho; briga no botequim de bêbado sem lesão grave e noivo que largou a
noiva na porta da igreja nós não iríamos dar conta de tudo de mais
importante que havia para fazer e como havia (crimes violentos, graves, como
estupros, homicídios, roubos, etc).
Era simples. Não há outro meio de você conseguir fazer justiça se você não
priorizar aquilo que, efetivamente, interessa à sociedade. Talvez esteja aí
um dos males do Judiciário quando se trata de "emperramento da máquina
judiciária". Pois bem. O Procurador Geral de Justiça (Chefe do Ministério
Público) da época me ligou e pediu para eu colaborar com uma colega da
comarca vizinha que estava enrolada com os processos e audiências dela.
Lá fui eu prestar solidariedade à colega. Cheguei, me identifiquei a ela
(não a conhecia) e combinamos que eu ficaria com os processos criminais e
ela faria as audiências e os processos cíveis. Foi quando ela pediu para,
naquele dia, eu fazer as audiências, aproveitando que já estava ali. Tudo
bem. Fui à sala de audiências e me sentei no lugar reservado aos membros do
Ministério Público: ao lado direito do juiz.
E eis que veio a primeira audiência do dia: um crime de ato obsceno cuja lei
diz:
Ato obsceno
Art. 233 – Praticar ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao
público:
Pena – detenção, de três meses a um ano, ou multa.
O detalhe era: qual foi o ato obsceno que o cidadão praticou para estar ali,
sentado no banco dos réus? Para que o Estado movimentasse toda a sua
estrutura burocrática para fazer valer a lei? Para que todo aquele dinheiro
gasto com ar condicionado, luz, papel, salário do juiz, do promotor, do
defensor, dos policiais que estão de plantão, dos oficiais de justiça e
demais funcionários justificasse aquela audiência? Ele, literalmente,
cometeu uma ventosidade intestinal em local público, ou em palavras mais
populares, soltou um pum, dentro de uma agência bancária e o guarda de
segurança que estava lá para tomar conta do patrimônio da empresa,
incomodado, deu voz de prisão em flagrante ao cliente peidão porque entendeu
que ele fez aquilo como forma de deboche da figura do segurança, de sua
autoridade, ou seja, lá estava eu, assoberbado de trabalho na minha comarca,
trabalhando com o princípio inventado agora da importância, tendo que fazer
audiência por causa de um peidão e de um guarda que não tinha o que fazer. E
mais grave ainda: de uma promotora e um juiz que acharam que isso fosse algo
relevante que pudesse autorizar o Poder Judiciário a gastar rios de dinheiro
com um processo para que aquele peidão, quando muito mal educado, pudesse
ser punido nas "penas da lei".
Ponderei com o juiz que aquilo não seria um problema do Direito Penal, mas
sim, quando muito, de saúde, de educação, de urbanidade, enfim… Ponderei,
ponderei, mas bom senso não se compra na esquina, nem na padaria, não é
mesmo? Não se aprende na faculdade. Ou você tem, ou não tem. E nem o juiz,
nem a promotora tinham ao permitir que um pum se transformasse num litígio a
ser resolvido pelo Poder Judiciário.
Imagina se todo pum do mundo se transformasse num processo? O cheiro dos
fóruns seria insuportável.
O problema é que a audiência foi feita e eu tive que ficar ali ouvindo tudo
aquilo que, óbvio, passou a ser engraçado. Já que ali estava, eu iria me
divertir. Aprendi a me divertir com as coisas que não tem mais jeito. Aquela
era uma delas. Afinal o que não tem remédio, remediado está.
O réu era um homem simples, humilde, mas do tipo forte, do campo, mas com
idade avançada, aproximadamente, uns 70 anos.
Eis a audiência:
Juiz – Consta aqui da denúncia oferecida pelo Ministério Público que o
senhor no dia x, do mês e ano tal, a tantas horas, no bairro h, dentro da
agência bancária Y, o senhor, com vontade livre e consciente de ultrajar o
pudor público, praticou ventosidade intestinal, depois de olhar para o
guarda de forma debochada, causando odor insuportável a todas as pessoas
daquela agência bancária, fato, que, por si só, impediu que pessoas pudessem
ficar na fila, passando o senhor a ser o primeiro da fila.
Esses fatos são verdadeiros?
Réu – Não entendi essa parte da ventosidade…. o que mesmo?
Juiz – Ventosidade intestinal.
Réu – Ah sim, ventosidade intestinal. Então, essa parte é que eu queria que
o senhor me explicasse direitinho.
Juiz – Quem tem que me explicar aqui é o senhor que é réu. Não eu. Eu cobro
explicações. E então.. São verdadeiros ou não os fatos?
O juiz se sentiu ameaçado em sua autoridade. Como se o réu estivesse
desafiando o juiz e mandando ele se explicar. Não percebeu que, em verdade,
o réu não estava entendendo nada do que ele estava dizendo.
Réu – O guarda estava lá, eu estava na agência, me lembro que ninguém mais
ficou na fila, mas eu não roubei ventosidade de ninguém não senhor. Eu sou
um homem honesto e trabalhador, doutor juiz "meretrício".
Na altura da audiência eu já estava rindo por dentro porque era claro e
óbvio que o homem por ser um homem simples ele não sabia o que era
ventosidade intestinal e o juiz por pertencer a outra camada da sociedade
não entendia algo óbvio: para o povo o que ele chamava de ventosidade
intestinal aquele homem simples do povo chama de PEIDO. E mais: o juiz se
ofendeu de ser chamado de meretrício. E continuou a audiência.
Juiz – Em primeiro lugar, eu não sou meretrício, mas sim meritíssimo. Em
segundo, ninguém está dizendo que o senhor roubou no banco, mas que soltou
uma ventosidade intestinal. O senhor está me entendendo?
Réu ¬– Ahh, agora sim. Entendi sim. Pensei que o senhor estivesse me
chamando de ladrão. Nunca roubei nada de ninguém. Sou trabalhador.
E puxou do bolso uma carteira de trabalho velha e amassada para fazer prova
de trabalho.
Juiz – E então, são verdadeiros ou não esses fatos.
Réu – Quais fatos?
O juiz nervoso como que perdendo a paciência e alterando a voz repetiu.
Juiz – Esses que eu acabei de narrar para o senhor. O senhor não está me
ouvindo?
Réu – To ouvindo sim, mas o senhor pode repetir, por favor. Eu não prestei
bem atenção.
O juiz, visivelmente irritado, repetiu a leitura da denúncia e insistiu na
tal da ventosidade intestinal, mas o réu não alcançava o que ele queria
dizer. Resolvi ajudar, embora não devesse, pois não fui eu quem ofereci
aquela denúncia estapafúrdia e descabida. Típica de quem não tinha o que
fazer.
EU – Excelência, pela ordem. Permite uma observação?
O juiz educado, do tipo que soltou pipa no ventilador de casa e jogou bola
de gude no tapete persa do seu apartamento, permitiu, prontamente, minha
manifestação.
Juiz – Pois não, doutor promotor. Pode falar. À vontade.
Eu – É só para dizer para o réu que ventosidade intestinal é um peido. Ele
não esta entendendo o significado da palavra técnica daquilo que todos nós
fazemos: soltar um pum. É disso que a promotora que fez essa denúncia está
acusando o senhor.
O juiz ficou constrangido com minhas palavras diretas e objetivas, mas deu
aquele riso de canto de boca e reiterou o que eu disse e perguntou, de novo,
ao réu se tudo aquilo era verdade e eis que veio a confissão.
Réu – Ahhh, agora sim que eu entendi o que o senhor "meretrício" quer dizer.
O juiz o interrompeu e corrigiu na hora.
Juiz – Meretrício não, meritíssimo.
Pensei comigo: o cara não sabe o que é um peido vai saber o que é um
adjetivo (meritíssimo)? Não dá. É muita falta de sensibilidade, mas vamos
fazer a audiência. Vamos ver onde isso vai parar. E continuou o juiz.
Juiz – Muito bem. Agora que o doutor Promotor já explicou para o senhor de
que o senhor é acusado o que o senhor tem para me dizer sobre esses fatos?
São verdadeiros ou não?
Juiz adora esse negócio de verdade real. Ele quer porque quer saber da
verdade, sei lá do que.
Réu – Ué, só porque eu soltei um pum o senhor quer me condenar? Vai dizer
que o meretrício nunca peidou? Que o Promotor nunca soltou um pum? Que a
dona moça aí do seu lado nunca peidou? (ele se referia a secretária do juiz
que naquela altura já estava peidando de tanto rir como todos os presentes à
audiência).
O juiz, constrangido, pediu a ele que o respeitasse e as pessoas que ali
estavam, mas ele insistiu em confessar seu crime.
Réu – Quando eu tentei entrar no banco o segurança pediu para eu abrir minha
bolsa quando a porta giratória travou, eu abri. A porta continuou travada e
ele pediu para eu levantar a minha blusa, eu levantei. A porta continuou
travada. Ele pediu para eu tirar os sapatos eu tirei, mas a porta continuou
travada. Aí ele pediu para eu tirar o cinto da calça, eu tirei, mas a porta
não abriu. Por último, ele pediu para eu tirar todos os metais que tinha no
bolso e a porta continuou não abrindo. O gerente veio e disse que ele podia
abrir a porta, mas que ele me revistasse. Eu não sou bandido. Protestei e
eles disseram que eu só entraria na agência se fosse revistado e aí eu fingi
que deixaria só para poder entrar. Quando ele veio botar a mão em cima de
mim me revistando, passando a mão pelo meu corpo, eu fiquei nervoso e, sem
querer, soltei um pum na cara dele e ele ficou possesso de raiva e me
prendeu. Por isso que estou aqui, mas não fiz de propósito e sim de nervoso.
Passei mal com todo aquele constrangimento das pessoas ficarem me olhando
como seu eu fosse um bandido e eu não sou. Sou um trabalhador. Peidão sim,
mas trabalhador e honesto.
O réu prestou o depoimento constrangido e emocionado e o juiz encerrou o
interrogatório. Olhei para o defensor público e percebi que o réu foi muito
bem orientado. Tipo: "assume o que fez e joga o peido no ventilador. Conta
toda a verdade". O juiz quis passar a oitiva das testemunhas de acusação e
eu alertei que estava satisfeito com a prova produzida até então. Em outras
palavras: eu não iria ficar ali sentado ouvindo testemunhas falando sobre um
cara peidão e um segurança maluco que não tinha o que fazer junto com um
gerente despreparado que gosta de constranger os clientes e um juiz que
gosta de ouvir sobre o peido alheio. Eu tinha mais o que fazer. Aliás, eu
estava até com vontade de soltar um pum, mas precisava ir ao banheiro porque
meu pum as vezes pesa e aí já viu, né?
No fundo eu já estava me solidarizando com o pum do réu, tamanho foi o abuso
do segurança e do gerente e pior: por colocarem no banco dos réus um homem
simples porque praticou uma ventosidade intestinal.
É o cúmulo da falta do que fazer e da burocracia forense, além da distorção
do Direito Penal sendo usado como instrumento de coação moral. Nunca
imaginei fazer uma audiência por causa de uma, como disse a denúncia,
ventosidade intestinal. Até pum neste País está sendo tratado como crime com
tanto bandido, corrupto, ladrão andando pelas ruas o judiciário parou para
julgar um pum.
Resultado: pedi a absolvição do réu alegando que o fato não era crime, sob
pena de termos que ser todos, processados, criminalmente, neste País,
inclusive, o juiz que recebeu a denúncia e a promotora que a fez. O juiz,
constrangido, absolveu o réu, mas ainda quis fazer discurso chamando a
atenção dele, dizendo que não fazia aquilo em público, ou seja, ele é o
único ser humano que está nas ruas e quando quer peidar vai em casa rápido,
peida e volta para audiência, por exemplo.
É um cara politicamente correto. É o tipo do peidão covarde, ou seja, o que
tem medo de peidar. Só peida no banheiro e se não tem banheiro ele se
contorce, engole o peido, cruza as perninhas e continua a fazer o que estava
fazendo como se nada tivesse acontecido. Afinal, juiz é juiz.
Moral da história: perdemos 3 horas do dia com um processo por causa de um
peido. Se contar isso na Inglaterra, com certeza, a Rainha jamais irá
acreditar porque ela também, mesmo sendo Rainha… Você sabe.
Rio de Janeiro, 10 de maio de 2012.
Paulo Rangel (Desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro)
A minha carreira de Promotor de Justiça foi pautada sempre pelo princípio da
importância (inventei agora esse princípio), isto é, priorizava aquilo que
realmente era significante diante da quantidade de fatos graves que ocorriam
na Comarca em que trabalhava. Até porque eu era o único promotor da cidade e
só havia um único juiz. Se nós fôssemos nos preocupar com furto de galinha
do vizinho; briga no botequim de bêbado sem lesão grave e noivo que largou a
noiva na porta da igreja nós não iríamos dar conta de tudo de mais
importante que havia para fazer e como havia (crimes violentos, graves, como
estupros, homicídios, roubos, etc).
Era simples. Não há outro meio de você conseguir fazer justiça se você não
priorizar aquilo que, efetivamente, interessa à sociedade. Talvez esteja aí
um dos males do Judiciário quando se trata de "emperramento da máquina
judiciária". Pois bem. O Procurador Geral de Justiça (Chefe do Ministério
Público) da época me ligou e pediu para eu colaborar com uma colega da
comarca vizinha que estava enrolada com os processos e audiências dela.
Lá fui eu prestar solidariedade à colega. Cheguei, me identifiquei a ela
(não a conhecia) e combinamos que eu ficaria com os processos criminais e
ela faria as audiências e os processos cíveis. Foi quando ela pediu para,
naquele dia, eu fazer as audiências, aproveitando que já estava ali. Tudo
bem. Fui à sala de audiências e me sentei no lugar reservado aos membros do
Ministério Público: ao lado direito do juiz.
E eis que veio a primeira audiência do dia: um crime de ato obsceno cuja lei
diz:
Ato obsceno
Art. 233 – Praticar ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao
público:
Pena – detenção, de três meses a um ano, ou multa.
O detalhe era: qual foi o ato obsceno que o cidadão praticou para estar ali,
sentado no banco dos réus? Para que o Estado movimentasse toda a sua
estrutura burocrática para fazer valer a lei? Para que todo aquele dinheiro
gasto com ar condicionado, luz, papel, salário do juiz, do promotor, do
defensor, dos policiais que estão de plantão, dos oficiais de justiça e
demais funcionários justificasse aquela audiência? Ele, literalmente,
cometeu uma ventosidade intestinal em local público, ou em palavras mais
populares, soltou um pum, dentro de uma agência bancária e o guarda de
segurança que estava lá para tomar conta do patrimônio da empresa,
incomodado, deu voz de prisão em flagrante ao cliente peidão porque entendeu
que ele fez aquilo como forma de deboche da figura do segurança, de sua
autoridade, ou seja, lá estava eu, assoberbado de trabalho na minha comarca,
trabalhando com o princípio inventado agora da importância, tendo que fazer
audiência por causa de um peidão e de um guarda que não tinha o que fazer. E
mais grave ainda: de uma promotora e um juiz que acharam que isso fosse algo
relevante que pudesse autorizar o Poder Judiciário a gastar rios de dinheiro
com um processo para que aquele peidão, quando muito mal educado, pudesse
ser punido nas "penas da lei".
Ponderei com o juiz que aquilo não seria um problema do Direito Penal, mas
sim, quando muito, de saúde, de educação, de urbanidade, enfim… Ponderei,
ponderei, mas bom senso não se compra na esquina, nem na padaria, não é
mesmo? Não se aprende na faculdade. Ou você tem, ou não tem. E nem o juiz,
nem a promotora tinham ao permitir que um pum se transformasse num litígio a
ser resolvido pelo Poder Judiciário.
Imagina se todo pum do mundo se transformasse num processo? O cheiro dos
fóruns seria insuportável.
O problema é que a audiência foi feita e eu tive que ficar ali ouvindo tudo
aquilo que, óbvio, passou a ser engraçado. Já que ali estava, eu iria me
divertir. Aprendi a me divertir com as coisas que não tem mais jeito. Aquela
era uma delas. Afinal o que não tem remédio, remediado está.
O réu era um homem simples, humilde, mas do tipo forte, do campo, mas com
idade avançada, aproximadamente, uns 70 anos.
Eis a audiência:
Juiz – Consta aqui da denúncia oferecida pelo Ministério Público que o
senhor no dia x, do mês e ano tal, a tantas horas, no bairro h, dentro da
agência bancária Y, o senhor, com vontade livre e consciente de ultrajar o
pudor público, praticou ventosidade intestinal, depois de olhar para o
guarda de forma debochada, causando odor insuportável a todas as pessoas
daquela agência bancária, fato, que, por si só, impediu que pessoas pudessem
ficar na fila, passando o senhor a ser o primeiro da fila.
Esses fatos são verdadeiros?
Réu – Não entendi essa parte da ventosidade…. o que mesmo?
Juiz – Ventosidade intestinal.
Réu – Ah sim, ventosidade intestinal. Então, essa parte é que eu queria que
o senhor me explicasse direitinho.
Juiz – Quem tem que me explicar aqui é o senhor que é réu. Não eu. Eu cobro
explicações. E então.. São verdadeiros ou não os fatos?
O juiz se sentiu ameaçado em sua autoridade. Como se o réu estivesse
desafiando o juiz e mandando ele se explicar. Não percebeu que, em verdade,
o réu não estava entendendo nada do que ele estava dizendo.
Réu – O guarda estava lá, eu estava na agência, me lembro que ninguém mais
ficou na fila, mas eu não roubei ventosidade de ninguém não senhor. Eu sou
um homem honesto e trabalhador, doutor juiz "meretrício".
Na altura da audiência eu já estava rindo por dentro porque era claro e
óbvio que o homem por ser um homem simples ele não sabia o que era
ventosidade intestinal e o juiz por pertencer a outra camada da sociedade
não entendia algo óbvio: para o povo o que ele chamava de ventosidade
intestinal aquele homem simples do povo chama de PEIDO. E mais: o juiz se
ofendeu de ser chamado de meretrício. E continuou a audiência.
Juiz – Em primeiro lugar, eu não sou meretrício, mas sim meritíssimo. Em
segundo, ninguém está dizendo que o senhor roubou no banco, mas que soltou
uma ventosidade intestinal. O senhor está me entendendo?
Réu ¬– Ahh, agora sim. Entendi sim. Pensei que o senhor estivesse me
chamando de ladrão. Nunca roubei nada de ninguém. Sou trabalhador.
E puxou do bolso uma carteira de trabalho velha e amassada para fazer prova
de trabalho.
Juiz – E então, são verdadeiros ou não esses fatos.
Réu – Quais fatos?
O juiz nervoso como que perdendo a paciência e alterando a voz repetiu.
Juiz – Esses que eu acabei de narrar para o senhor. O senhor não está me
ouvindo?
Réu – To ouvindo sim, mas o senhor pode repetir, por favor. Eu não prestei
bem atenção.
O juiz, visivelmente irritado, repetiu a leitura da denúncia e insistiu na
tal da ventosidade intestinal, mas o réu não alcançava o que ele queria
dizer. Resolvi ajudar, embora não devesse, pois não fui eu quem ofereci
aquela denúncia estapafúrdia e descabida. Típica de quem não tinha o que
fazer.
EU – Excelência, pela ordem. Permite uma observação?
O juiz educado, do tipo que soltou pipa no ventilador de casa e jogou bola
de gude no tapete persa do seu apartamento, permitiu, prontamente, minha
manifestação.
Juiz – Pois não, doutor promotor. Pode falar. À vontade.
Eu – É só para dizer para o réu que ventosidade intestinal é um peido. Ele
não esta entendendo o significado da palavra técnica daquilo que todos nós
fazemos: soltar um pum. É disso que a promotora que fez essa denúncia está
acusando o senhor.
O juiz ficou constrangido com minhas palavras diretas e objetivas, mas deu
aquele riso de canto de boca e reiterou o que eu disse e perguntou, de novo,
ao réu se tudo aquilo era verdade e eis que veio a confissão.
Réu – Ahhh, agora sim que eu entendi o que o senhor "meretrício" quer dizer.
O juiz o interrompeu e corrigiu na hora.
Juiz – Meretrício não, meritíssimo.
Pensei comigo: o cara não sabe o que é um peido vai saber o que é um
adjetivo (meritíssimo)? Não dá. É muita falta de sensibilidade, mas vamos
fazer a audiência. Vamos ver onde isso vai parar. E continuou o juiz.
Juiz – Muito bem. Agora que o doutor Promotor já explicou para o senhor de
que o senhor é acusado o que o senhor tem para me dizer sobre esses fatos?
São verdadeiros ou não?
Juiz adora esse negócio de verdade real. Ele quer porque quer saber da
verdade, sei lá do que.
Réu – Ué, só porque eu soltei um pum o senhor quer me condenar? Vai dizer
que o meretrício nunca peidou? Que o Promotor nunca soltou um pum? Que a
dona moça aí do seu lado nunca peidou? (ele se referia a secretária do juiz
que naquela altura já estava peidando de tanto rir como todos os presentes à
audiência).
O juiz, constrangido, pediu a ele que o respeitasse e as pessoas que ali
estavam, mas ele insistiu em confessar seu crime.
Réu – Quando eu tentei entrar no banco o segurança pediu para eu abrir minha
bolsa quando a porta giratória travou, eu abri. A porta continuou travada e
ele pediu para eu levantar a minha blusa, eu levantei. A porta continuou
travada. Ele pediu para eu tirar os sapatos eu tirei, mas a porta continuou
travada. Aí ele pediu para eu tirar o cinto da calça, eu tirei, mas a porta
não abriu. Por último, ele pediu para eu tirar todos os metais que tinha no
bolso e a porta continuou não abrindo. O gerente veio e disse que ele podia
abrir a porta, mas que ele me revistasse. Eu não sou bandido. Protestei e
eles disseram que eu só entraria na agência se fosse revistado e aí eu fingi
que deixaria só para poder entrar. Quando ele veio botar a mão em cima de
mim me revistando, passando a mão pelo meu corpo, eu fiquei nervoso e, sem
querer, soltei um pum na cara dele e ele ficou possesso de raiva e me
prendeu. Por isso que estou aqui, mas não fiz de propósito e sim de nervoso.
Passei mal com todo aquele constrangimento das pessoas ficarem me olhando
como seu eu fosse um bandido e eu não sou. Sou um trabalhador. Peidão sim,
mas trabalhador e honesto.
O réu prestou o depoimento constrangido e emocionado e o juiz encerrou o
interrogatório. Olhei para o defensor público e percebi que o réu foi muito
bem orientado. Tipo: "assume o que fez e joga o peido no ventilador. Conta
toda a verdade". O juiz quis passar a oitiva das testemunhas de acusação e
eu alertei que estava satisfeito com a prova produzida até então. Em outras
palavras: eu não iria ficar ali sentado ouvindo testemunhas falando sobre um
cara peidão e um segurança maluco que não tinha o que fazer junto com um
gerente despreparado que gosta de constranger os clientes e um juiz que
gosta de ouvir sobre o peido alheio. Eu tinha mais o que fazer. Aliás, eu
estava até com vontade de soltar um pum, mas precisava ir ao banheiro porque
meu pum as vezes pesa e aí já viu, né?
No fundo eu já estava me solidarizando com o pum do réu, tamanho foi o abuso
do segurança e do gerente e pior: por colocarem no banco dos réus um homem
simples porque praticou uma ventosidade intestinal.
É o cúmulo da falta do que fazer e da burocracia forense, além da distorção
do Direito Penal sendo usado como instrumento de coação moral. Nunca
imaginei fazer uma audiência por causa de uma, como disse a denúncia,
ventosidade intestinal. Até pum neste País está sendo tratado como crime com
tanto bandido, corrupto, ladrão andando pelas ruas o judiciário parou para
julgar um pum.
Resultado: pedi a absolvição do réu alegando que o fato não era crime, sob
pena de termos que ser todos, processados, criminalmente, neste País,
inclusive, o juiz que recebeu a denúncia e a promotora que a fez. O juiz,
constrangido, absolveu o réu, mas ainda quis fazer discurso chamando a
atenção dele, dizendo que não fazia aquilo em público, ou seja, ele é o
único ser humano que está nas ruas e quando quer peidar vai em casa rápido,
peida e volta para audiência, por exemplo.
É um cara politicamente correto. É o tipo do peidão covarde, ou seja, o que
tem medo de peidar. Só peida no banheiro e se não tem banheiro ele se
contorce, engole o peido, cruza as perninhas e continua a fazer o que estava
fazendo como se nada tivesse acontecido. Afinal, juiz é juiz.
Moral da história: perdemos 3 horas do dia com um processo por causa de um
peido. Se contar isso na Inglaterra, com certeza, a Rainha jamais irá
acreditar porque ela também, mesmo sendo Rainha… Você sabe.
Rio de Janeiro, 10 de maio de 2012.
Paulo Rangel (Desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro)
Palavras de monja sobre as motocicletas
por motonline | 28.06.2012
Monja Coen: a sabedoria budista e as motos
Para quem ainda não teve a oportunidade de ler a entrevista que a Monja
Coen, líder da Comunidade Zen Budista do Brasil, concedeu à Claudia
Baptista de Souza, aqui vão os melhores momentos:
"Quilometro por quilometro, instante por instante. A moto tem muito isso,
você tem de estar inteiro, com atenção permanente. Você e a moto tem de se
tornar um corpo só, e não uma dualidade. Se você pensar que é você e a moto,
você cai. Tem de pensar que é uma coisa só. E prestar muita atenção porque
você está em contato com o vento, sem proteção. Justamente por isso, seu
estado de alerta tem de ser maior.
As pessoas estariam mais saudáveis se andassem de moto porque é necessário
um controle – e isso faz muito bem para o corpo e para a mente. A moto exige
muita consciência.
O que a moto tem de similar com a meditação é que você não pode ficar
guiando a moto divagando, pensando em problemas e dificuldades. Tem de
esvaziar a mente, e isso não significa ficar sem nada na mente, e sim estar
com ela aberta para as inúmeras possibilidades.
Eu costumo dizer que a plena atenção, na meditação, é como uma lente
grande-angular, que não tem foco único, mas está aberta a todas
possibilidades. Ela não vai focar somente você, e sim todo o ambiente ao seu
redor. E mesmo assim você estará em foco perfeito. Este é o foco que a moto
exige: o foco do meu caminho, da direção e de tudo que há à volta.
A moto é como a vida. É ela que diz a você quando mudar a marcha, você não
escolhe. Tem de ficar em sintonia com ela. E essa é a sintonia que a gente
tem de ter com a vida. Quando é que eu não posso acelerar? Quando é que devo
ir mais devagar? A moto é uma filosofia de vida. Se você não ouvir e sentir,
cai. Existe uma frase no budismo que diz assim: "Vá reto por uma estrada
cheia de curvas". As pessoas pensam que você vai entrar na curva e se matar,
mas não é nada disso. Seja macio na curva, seja a curva quando ela aparece.
E isso a moto ensina, a ser flexível."
Monja Coen foi uma das primeiras mulheres a guiar uma moto no Brasil e a
única a comandar um templo budista. Independentemente de nossa religião, as
palavras acima são de grande valia para todos nós.
Fonte: Texto publicado originalmente por Giovanni Guida Júnior em seu blog.
Monja Coen: a sabedoria budista e as motos
Para quem ainda não teve a oportunidade de ler a entrevista que a Monja
Coen, líder da Comunidade Zen Budista do Brasil, concedeu à Claudia
Baptista de Souza, aqui vão os melhores momentos:
"Quilometro por quilometro, instante por instante. A moto tem muito isso,
você tem de estar inteiro, com atenção permanente. Você e a moto tem de se
tornar um corpo só, e não uma dualidade. Se você pensar que é você e a moto,
você cai. Tem de pensar que é uma coisa só. E prestar muita atenção porque
você está em contato com o vento, sem proteção. Justamente por isso, seu
estado de alerta tem de ser maior.
As pessoas estariam mais saudáveis se andassem de moto porque é necessário
um controle – e isso faz muito bem para o corpo e para a mente. A moto exige
muita consciência.
O que a moto tem de similar com a meditação é que você não pode ficar
guiando a moto divagando, pensando em problemas e dificuldades. Tem de
esvaziar a mente, e isso não significa ficar sem nada na mente, e sim estar
com ela aberta para as inúmeras possibilidades.
Eu costumo dizer que a plena atenção, na meditação, é como uma lente
grande-angular, que não tem foco único, mas está aberta a todas
possibilidades. Ela não vai focar somente você, e sim todo o ambiente ao seu
redor. E mesmo assim você estará em foco perfeito. Este é o foco que a moto
exige: o foco do meu caminho, da direção e de tudo que há à volta.
A moto é como a vida. É ela que diz a você quando mudar a marcha, você não
escolhe. Tem de ficar em sintonia com ela. E essa é a sintonia que a gente
tem de ter com a vida. Quando é que eu não posso acelerar? Quando é que devo
ir mais devagar? A moto é uma filosofia de vida. Se você não ouvir e sentir,
cai. Existe uma frase no budismo que diz assim: "Vá reto por uma estrada
cheia de curvas". As pessoas pensam que você vai entrar na curva e se matar,
mas não é nada disso. Seja macio na curva, seja a curva quando ela aparece.
E isso a moto ensina, a ser flexível."
Monja Coen foi uma das primeiras mulheres a guiar uma moto no Brasil e a
única a comandar um templo budista. Independentemente de nossa religião, as
palavras acima são de grande valia para todos nós.
Fonte: Texto publicado originalmente por Giovanni Guida Júnior em seu blog.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Baal’s Bridge Square - O Esquadro da Ponte Baal
The Warrant no.13 was issued to 'Antient Union Lodge' in Limerick, on the
22nd November 1732. However, this date only coincides with a time when
records began for Antient Union Lodge 13.
have in their archives a old brass square that was found under the
foundations of Baals Bridge. This Square dated 1507 is reputed to be one of
the earliest Masonic items in the world.
The old brass square, known as the Baal's Bridge Square, was recovered from
the foundations of Baal's Bridge in Limerick when the bridge was being
rebuilt in 1830. It is inscribed "I WILL STRIVE TO LIVE WITH LOVE AND CARE
UPON THE LEVEL BY THE SQUARE" and bears the date, 1507. You can also see a
heart in the center.
I think this is really exciting. Of course one can say this is not proof by
any measure of the official existence of Freemasonry prior to the U.G.L.E.
constituting itself in 1717, it may just be an early example of how some
measure of ethical symbolism was associated on occasion with the implements
of stone masonry.
However with enough other empirical evidence around supporting the existence
of Freemasonry deep into history, I think that this artifact is tied to
Freemasonry. The concepts presented in the inscription upon it are not
foreign to any Mason. The inscription is evidence that people, some
obviously who were stone masons, were discussing philosophical concepts and
that those concepts were being allegorically applied to the working tools of
stone masons.
Is this evidence that Freemasonry is founded in the structures of laboring
masons in medieval Europe? Or is this evidence of the beginnings of a new
society during a period of meshing between the fallouts of the Order of
Knights Templar in hiding bringing their teachings and concepts of life to a
layman's trade?
Really the speculation can go anywhere. I don't know if you can feel hot or
cold about this artifact pointing to evidence of ancient practicing
Freemasons, but I would say it's definitely warm.
This ancient Square, carefully treasured by Lodge 13 is recorded as being
presented to Brother Michael Furnell,
Provincial Grand Master, by Brother James Pain, (referred to as the
Provincial Grand Architect).
In the Freemasons' Quarterly Review, 1842, p. 288, Bro. Furnell, under the
date of 27th. August, 1842, printed a short note on this relic of antiquity,
accompanying which is a facsimile sketch. He says that Bro. Pain, in 1830,
had been contractor for re-building Baals Bridge in Limerick, and on taking
down the old structure, he discovered under the foundation stone at the
English town side, this old brass square, much eaten away. In the facsimile
sketch, Bro, Furnell puts the date as 1517, which is a mistake, as the
square bears the date 1507. A heart appears in each angle.
22nd November 1732. However, this date only coincides with a time when
records began for Antient Union Lodge 13.
have in their archives a old brass square that was found under the
foundations of Baals Bridge. This Square dated 1507 is reputed to be one of
the earliest Masonic items in the world.
The old brass square, known as the Baal's Bridge Square, was recovered from
the foundations of Baal's Bridge in Limerick when the bridge was being
rebuilt in 1830. It is inscribed "I WILL STRIVE TO LIVE WITH LOVE AND CARE
UPON THE LEVEL BY THE SQUARE" and bears the date, 1507. You can also see a
heart in the center.
I think this is really exciting. Of course one can say this is not proof by
any measure of the official existence of Freemasonry prior to the U.G.L.E.
constituting itself in 1717, it may just be an early example of how some
measure of ethical symbolism was associated on occasion with the implements
of stone masonry.
However with enough other empirical evidence around supporting the existence
of Freemasonry deep into history, I think that this artifact is tied to
Freemasonry. The concepts presented in the inscription upon it are not
foreign to any Mason. The inscription is evidence that people, some
obviously who were stone masons, were discussing philosophical concepts and
that those concepts were being allegorically applied to the working tools of
stone masons.
Is this evidence that Freemasonry is founded in the structures of laboring
masons in medieval Europe? Or is this evidence of the beginnings of a new
society during a period of meshing between the fallouts of the Order of
Knights Templar in hiding bringing their teachings and concepts of life to a
layman's trade?
Really the speculation can go anywhere. I don't know if you can feel hot or
cold about this artifact pointing to evidence of ancient practicing
Freemasons, but I would say it's definitely warm.
This ancient Square, carefully treasured by Lodge 13 is recorded as being
presented to Brother Michael Furnell,
Provincial Grand Master, by Brother James Pain, (referred to as the
Provincial Grand Architect).
In the Freemasons' Quarterly Review, 1842, p. 288, Bro. Furnell, under the
date of 27th. August, 1842, printed a short note on this relic of antiquity,
accompanying which is a facsimile sketch. He says that Bro. Pain, in 1830,
had been contractor for re-building Baals Bridge in Limerick, and on taking
down the old structure, he discovered under the foundation stone at the
English town side, this old brass square, much eaten away. In the facsimile
sketch, Bro, Furnell puts the date as 1517, which is a mistake, as the
square bears the date 1507. A heart appears in each angle.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Absurdo! Projeto de lei 5651/09 e 821/11
PARABÉNS A ESSE CIDADÃO!!!!
------------------------------------------
Senhores,
Soube atônito do projeto de lei 5651/09 e 821/11 do Deputado federal Eduardo
Sciarra/PSD e do Malta, com relação à obrigação do motociclista colocar o
número da placa no capacete para evitar furtos e outras mazelas cometidas
pelos MOTOQUEIROS.
Senhores, por algum acaso há algum dos senhores que realmente racionalizem
suas ações e seus projetos de lei, passando pelo crivo do razoável?
Senhores, não passa pela mente de vocês que isto é ridículo, abusivo e só
tem como resultado apenar os honestos, como sempre?
Senhores, por quanto tempo os usuários honestos e de boa conduta (maioria)
pagarão pelo maus (minoria), sendo criminalizados a todo tempo, simplesmente
por ter optado por outro meio de transporte?
Senhores, porque não há apenas um representante do povo que se preocupe
REALMENTE com nossa segurança e faça o que é REALMENTE necessário para nos
proteger, sem demagogia ou querer "aparecer na mídia"?
Se tenho mais que uma motocicleta, o que devo eu fazer, acumular capacetes?
Cada um para uma motocicleta? No caso de eu ter um garupa frequente, idem?
(4 capacetes para 2 usuários?)
Ao acaso, algum bandido segue regras ou se penalizaria em fraudar alguma
regra?
Desde quando bandidos usam suas próprias motocicletas compradas legalmente,
licenciadas e em ordem mecânica para cometer crimes? Eles nos roubam e
utilizam nossas motocicletas para isto e o que este projeto de lei fará é
que além do eterno risco que temos de termos subtraída nossa motocicleta,
teremos também nossos capacetes roubados ou furtados para estas práticas.
Querem diminuir ou evitar o roubo de motocicletas, sigam abaixo o que eu,
MOTOCICLISTA, sugiro a vocês:
-Obriguem e regulamentem que as seguradoras façam seguros para as motos com
preços condizentes com a NOSSA realidade, não a delas que só visam o lucro
com valores abusivos, como ocorre em qualquer país sério como EUA e países
da Europa. Utilizando-se, sistemas via satélite, marcação de peças etc.
Principalmente os bancos públicos que deveriam fomentar a ajuda ao povo, não
concorrer em ganho com os privados.
-Fechem desmanches e lojas de peças usadas em todo o Brasil, muitos mantidos
pela conveniência das "autoridades". Isto "ajudará" as seguradoras, pois
haverá menos roubos ou furtos.
-Reduzam os impostos das peças de reposição. São tão altas nas
concessionárias que muitos buscam o "mercado alternativo" para recuperar a
motocicleta.
-Reduzam os impostos das peças de reposição importadas, a maioria das
motocicletas de maior cilindrada possuem componentes importados.
-Instrua a polícia a realizar mais bloqueios dia/noite e principalmente, nas
periferias e comunidades, onde ficam as motocicletas roubadas, sendo usadas
por bandidos ou pessoas sem idade e sem habilitação.
Querem diminuir o uso de motocicletas na prática de crimes:
-Instrua a polícia a realizar mais bloqueios dia/noite e principalmente, nas
periferias e comunidades, onde ficam as motocicletas roubadas, sendo usadas
por bandidos ou pessoas sem idade e sem habilitação.
-Realize maior fiscalização nos licenciamentos das motocicletas.
-Fiscalizem mais e melhor as condições técnicas das motocicletas em uso.
-Investiguem com mais afinco onde está a motocicleta roubada ou furtada e a
devolva ao seu dono, prendendo o bandido que cometeu o crime.
-Aparelhem melhor a polícia militar e civil, pois há motocicletas roubadas e
usadas para assaltos infinitamente mais potentes que as usadas pela polícia,
inclusive o bandido tendo mais destreza na condução que o policial na
captura, portanto, treinem mais e melhor nossa pobre polícia.
Querem diminuir os acidentes:
-Dê treinamento melhor e por mais tempo para a aquisição de novas
habilitações. A motocicleta tem sua dinâmica própria e isto nunca é passado
nas instruções de auto escola, deixando o neófito condutor a aprender por si
em suas, por vezes, penosas experiências.
-Regulem que a faixa "virtual" (corredor) ao lado esquerdo seja utilizada,
como assim já é, pelos motociclistas. Isto fará com que os veículos cuidem
mais de suas atitudes nas trocas de faixas, muitas vezes efetuadas sem
sinalização, "fechando" o motociclista, etc.
-Impeçam o uso de "guardrails" nas avenidas e estradas, que tem por objetivo
apenas proteger os ocupantes de automóveis, tornando-se guilhotinas
horizontais para motociclistas. Na Europa, sistemas que protegem
motociclistas já existem há mais de uma década.
-Regulamentem que caminhões e ônibus não devam "lotar" o tanque de
combustível que são derrubados nas curvas e fazem com que o motociclista
inadvertidamente seja derrubado por escorregar, isto ocorre também com
caminhões que levam terra, concreto, areia etc acima do limite de carga por
peso ou espaço.
-Isentem de impostos os equipamentos de segurança ao motociclista
(Capacetes, luvas, jaquetas, botas etc), principalmente os importados. Os
capacetes nacionais são péssimos e só "burlam" a lei que exige o dispositivo
de segurança, pois eles não protegem de forma alguma. Selinho do INMETRO
obrigatório no capacete é a medida mais estúpida e protecionista ao mercado
interno que pode existir.
-Determine que os moto-fretistas conduzam suas motocicletas com o
equipamento completo (Calças com proteção, botas, jaquetas com proteção,
luvas com proteção etc).
-Determine o cadastro sério e treinamento específico para o moto-fretista,
para que eles saiam da informalidade e que as empresas que os contratem
também se formalizem.
-Determine que os moto-fretistas tenham seguro de vida através de bancos
públicos, que deveriam ter a função básica de servir ao povo, não acumularem
como os bancos privados.
-Regulamentem uma faixa, antes da faixa de pedestres para as motocicletas
aguardarem o sinal, sem competir com carros, caminhões e ônibus na saída,
uma vez que a motocicleta sempre será mais ágil, independente de sua
cilindrada, a exemplo do que é feito na Baixada Santista em SP.
-Determinem a criação de um SEM PARAR para motocicletas nas rodovias onde
somos obrigados a pagar pedágios.
-Determinem que as praças de pedágios tenham regulamentado com padrão o
tamanho das passagens de motocicletas nas praças gratuitas, onde possam
transitar com segurança motocicletas de todos os tamanhos e cilindradas.
-Determinem cabines apenas para motocicletas nas que devem ser pagas, pois
dividindo as cabines com outros veículos corremos os seguintes riscos:
1.Escorregar no óleo, areia, terra ou demais resíduos
depositado no chão e que não são limpos com a periodicidade necessária pela
maioria das concessionárias.
2.Levamos muito tempo parando a motocicleta, retirando as
luvas, achando a carteira, contando as moedas (o pedágio sempre tem valor
"quebrado") e realizar o processo inverso, piorado em dias de chuva, gerando
muito desconforto e riscos.
3.Por esta lentidão, muitos motoristas se irritam com a
demora e buzinam, jogam os veículos contra o motociclista ou nos agridem
verbalmente.
4.O risco de um veículo maior perder o freio ou simplesmente
por distração do condutor, o motorista errar o tempo de frear e atropelar o
motociclista parado.
-Nas rodovias, principalmente as com concessões e ruas, determinem a séria
fiscalização da via, impedindo armadilhas como pontos de aquaplanagem,
curvas fora de geometria ou pontos cegos, faixas de sinalização no solo que
não permitam deslizes, tampas metálicas de esgoto soltas, buracos,
recapeamento em operação sem sinalizar ao motociclista o degrau na pista,
melhor sinalização por placas de advertência ou indicação etc.
-Etc.
Vejam senhores, quantas coisas úteis podem ser feitas através de projetos de
lei que realmente visam a melhoria do trânsito, segurança viária, educação
na condução de veículos e regulamentação de profissão. Logo, é este tipo de
ideia que esperamos de nossos escolhidos ao poder, não regrinhas preguiçosas
e polêmicas que só visam o interesse de pouquíssimos e dar visibilidade ao
político que precisa mostrar estar fazendo algo para justificar seu tempo no
poder.
Estou à disposição para dialogar e explicar cada um destes itens.
Atenciosamente,
Alexandre Adriano Teixeira
Cidadão brasileiro com orgulho, pagador de impostos, motociclista e temente
à Deus.
------------------------------------------
Senhores,
Soube atônito do projeto de lei 5651/09 e 821/11 do Deputado federal Eduardo
Sciarra/PSD e do Malta, com relação à obrigação do motociclista colocar o
número da placa no capacete para evitar furtos e outras mazelas cometidas
pelos MOTOQUEIROS.
Senhores, por algum acaso há algum dos senhores que realmente racionalizem
suas ações e seus projetos de lei, passando pelo crivo do razoável?
Senhores, não passa pela mente de vocês que isto é ridículo, abusivo e só
tem como resultado apenar os honestos, como sempre?
Senhores, por quanto tempo os usuários honestos e de boa conduta (maioria)
pagarão pelo maus (minoria), sendo criminalizados a todo tempo, simplesmente
por ter optado por outro meio de transporte?
Senhores, porque não há apenas um representante do povo que se preocupe
REALMENTE com nossa segurança e faça o que é REALMENTE necessário para nos
proteger, sem demagogia ou querer "aparecer na mídia"?
Se tenho mais que uma motocicleta, o que devo eu fazer, acumular capacetes?
Cada um para uma motocicleta? No caso de eu ter um garupa frequente, idem?
(4 capacetes para 2 usuários?)
Ao acaso, algum bandido segue regras ou se penalizaria em fraudar alguma
regra?
Desde quando bandidos usam suas próprias motocicletas compradas legalmente,
licenciadas e em ordem mecânica para cometer crimes? Eles nos roubam e
utilizam nossas motocicletas para isto e o que este projeto de lei fará é
que além do eterno risco que temos de termos subtraída nossa motocicleta,
teremos também nossos capacetes roubados ou furtados para estas práticas.
Querem diminuir ou evitar o roubo de motocicletas, sigam abaixo o que eu,
MOTOCICLISTA, sugiro a vocês:
-Obriguem e regulamentem que as seguradoras façam seguros para as motos com
preços condizentes com a NOSSA realidade, não a delas que só visam o lucro
com valores abusivos, como ocorre em qualquer país sério como EUA e países
da Europa. Utilizando-se, sistemas via satélite, marcação de peças etc.
Principalmente os bancos públicos que deveriam fomentar a ajuda ao povo, não
concorrer em ganho com os privados.
-Fechem desmanches e lojas de peças usadas em todo o Brasil, muitos mantidos
pela conveniência das "autoridades". Isto "ajudará" as seguradoras, pois
haverá menos roubos ou furtos.
-Reduzam os impostos das peças de reposição. São tão altas nas
concessionárias que muitos buscam o "mercado alternativo" para recuperar a
motocicleta.
-Reduzam os impostos das peças de reposição importadas, a maioria das
motocicletas de maior cilindrada possuem componentes importados.
-Instrua a polícia a realizar mais bloqueios dia/noite e principalmente, nas
periferias e comunidades, onde ficam as motocicletas roubadas, sendo usadas
por bandidos ou pessoas sem idade e sem habilitação.
Querem diminuir o uso de motocicletas na prática de crimes:
-Instrua a polícia a realizar mais bloqueios dia/noite e principalmente, nas
periferias e comunidades, onde ficam as motocicletas roubadas, sendo usadas
por bandidos ou pessoas sem idade e sem habilitação.
-Realize maior fiscalização nos licenciamentos das motocicletas.
-Fiscalizem mais e melhor as condições técnicas das motocicletas em uso.
-Investiguem com mais afinco onde está a motocicleta roubada ou furtada e a
devolva ao seu dono, prendendo o bandido que cometeu o crime.
-Aparelhem melhor a polícia militar e civil, pois há motocicletas roubadas e
usadas para assaltos infinitamente mais potentes que as usadas pela polícia,
inclusive o bandido tendo mais destreza na condução que o policial na
captura, portanto, treinem mais e melhor nossa pobre polícia.
Querem diminuir os acidentes:
-Dê treinamento melhor e por mais tempo para a aquisição de novas
habilitações. A motocicleta tem sua dinâmica própria e isto nunca é passado
nas instruções de auto escola, deixando o neófito condutor a aprender por si
em suas, por vezes, penosas experiências.
-Regulem que a faixa "virtual" (corredor) ao lado esquerdo seja utilizada,
como assim já é, pelos motociclistas. Isto fará com que os veículos cuidem
mais de suas atitudes nas trocas de faixas, muitas vezes efetuadas sem
sinalização, "fechando" o motociclista, etc.
-Impeçam o uso de "guardrails" nas avenidas e estradas, que tem por objetivo
apenas proteger os ocupantes de automóveis, tornando-se guilhotinas
horizontais para motociclistas. Na Europa, sistemas que protegem
motociclistas já existem há mais de uma década.
-Regulamentem que caminhões e ônibus não devam "lotar" o tanque de
combustível que são derrubados nas curvas e fazem com que o motociclista
inadvertidamente seja derrubado por escorregar, isto ocorre também com
caminhões que levam terra, concreto, areia etc acima do limite de carga por
peso ou espaço.
-Isentem de impostos os equipamentos de segurança ao motociclista
(Capacetes, luvas, jaquetas, botas etc), principalmente os importados. Os
capacetes nacionais são péssimos e só "burlam" a lei que exige o dispositivo
de segurança, pois eles não protegem de forma alguma. Selinho do INMETRO
obrigatório no capacete é a medida mais estúpida e protecionista ao mercado
interno que pode existir.
-Determine que os moto-fretistas conduzam suas motocicletas com o
equipamento completo (Calças com proteção, botas, jaquetas com proteção,
luvas com proteção etc).
-Determine o cadastro sério e treinamento específico para o moto-fretista,
para que eles saiam da informalidade e que as empresas que os contratem
também se formalizem.
-Determine que os moto-fretistas tenham seguro de vida através de bancos
públicos, que deveriam ter a função básica de servir ao povo, não acumularem
como os bancos privados.
-Regulamentem uma faixa, antes da faixa de pedestres para as motocicletas
aguardarem o sinal, sem competir com carros, caminhões e ônibus na saída,
uma vez que a motocicleta sempre será mais ágil, independente de sua
cilindrada, a exemplo do que é feito na Baixada Santista em SP.
-Determinem a criação de um SEM PARAR para motocicletas nas rodovias onde
somos obrigados a pagar pedágios.
-Determinem que as praças de pedágios tenham regulamentado com padrão o
tamanho das passagens de motocicletas nas praças gratuitas, onde possam
transitar com segurança motocicletas de todos os tamanhos e cilindradas.
-Determinem cabines apenas para motocicletas nas que devem ser pagas, pois
dividindo as cabines com outros veículos corremos os seguintes riscos:
1.Escorregar no óleo, areia, terra ou demais resíduos
depositado no chão e que não são limpos com a periodicidade necessária pela
maioria das concessionárias.
2.Levamos muito tempo parando a motocicleta, retirando as
luvas, achando a carteira, contando as moedas (o pedágio sempre tem valor
"quebrado") e realizar o processo inverso, piorado em dias de chuva, gerando
muito desconforto e riscos.
3.Por esta lentidão, muitos motoristas se irritam com a
demora e buzinam, jogam os veículos contra o motociclista ou nos agridem
verbalmente.
4.O risco de um veículo maior perder o freio ou simplesmente
por distração do condutor, o motorista errar o tempo de frear e atropelar o
motociclista parado.
-Nas rodovias, principalmente as com concessões e ruas, determinem a séria
fiscalização da via, impedindo armadilhas como pontos de aquaplanagem,
curvas fora de geometria ou pontos cegos, faixas de sinalização no solo que
não permitam deslizes, tampas metálicas de esgoto soltas, buracos,
recapeamento em operação sem sinalizar ao motociclista o degrau na pista,
melhor sinalização por placas de advertência ou indicação etc.
-Etc.
Vejam senhores, quantas coisas úteis podem ser feitas através de projetos de
lei que realmente visam a melhoria do trânsito, segurança viária, educação
na condução de veículos e regulamentação de profissão. Logo, é este tipo de
ideia que esperamos de nossos escolhidos ao poder, não regrinhas preguiçosas
e polêmicas que só visam o interesse de pouquíssimos e dar visibilidade ao
político que precisa mostrar estar fazendo algo para justificar seu tempo no
poder.
Estou à disposição para dialogar e explicar cada um destes itens.
Atenciosamente,
Alexandre Adriano Teixeira
Cidadão brasileiro com orgulho, pagador de impostos, motociclista e temente
à Deus.
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