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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Landmarks

Isto é um assunto sobre o qual se pode escrever páginas e mais
páginas. Isso só para definir o que é um "Landmark".

Mais uma vez vou recorrer ao "Compendium" do ilustríssimo Ir.:Bernard Jones.

Landmarks podem ser definidos como "aquelas coisas que, sem a
aceitação pela Maçonaria, a mesma deixa de ser a Maçonaria".

Nos antigos tempos, citados na Bíblia, terras planas sem marcações
evidentes, marcas (landmarks) de contornos e limites eram de grande
importância, e grandes esforços eram feitos devido a necessidade de
respeitá-los. O Deuteronômio XXVII, 17 menciona: "maldito aquele que
remover as marcas (landmarks) de seu vizinho". Provérbios XXII, 28
temos: "Não remover as antigas marcas (landmarks) que foram fixadas
por seus pais".

Portanto, é dessa idéia bíblica de algo que não deve ser removido, que
o antigo conceito Maçônico foi erigido. Melhor do que a idéia de uma
elevada quantidade de "marcas", fixadas, das quais condutas devam ser
tomadas e seguidas.

O termo "landmarks" é encontrado em todos os Graus Simbólicos, nos
quais sempre é mencionado a necessidade imperativa de obedecê-los.

Mesmo a Grande Loja Unida da Inglaterra, enquanto possuir o poder de
ditar certas leis e regulamentos, deve estar sempre atenta para que os
Antigos Landmarks sejam preservados.

Definições específicas podem ser dadas;

1- Princípios que tem existido desde tempos imemoriais, em
leis escritas ou não, os quais são identificados como a essência e
forma da Ordem; os quais a grande maioria dos membros concorda, que
não podem ser mudados, e os quais cada Maçom é compelido manter
intactos, sob as mais solenes e invioláveis penalidades.

2- Um limite fixado para checar qualquer inovação.

3- Uma parte fundamental da Maçonaria que não pode ser
mudada sem destruir a identidade da Maçonaria.


Usos e costumes já aceitos por longo tempo, NÃO são necessariamente
Landmarks. Observando isso, muitas listas feitas por diversos autores
Maçônicos, como exemplo Albert Gallatin Mackey, seriam reduzidas nos
seus itens.

Sobre isso deve ser lido a Obra do nosso querido Ir.:Jose Castellani
"Consultório Maçônico" onde é feito um "pente fino" sobre os 25 itens
do Mackey, e de outros, e fica claro que, pelas definições obtidas,
nem tudo que está lá, é Landmarck.

É uma pena que pessoas capazes como nosso Ir.;Castellani, tenha que
primeiro morrer para depois ser reconhecido. A inveja e o egoísmo não
tem limites (nem landmarks).



Finalizando, um escritor americano disse que "Landmarck é algo que,
sem o qual, a Maçonaria não pode existir, e determina os limites até
onde a Grande Loja Unida da Inglaterra pode ir. Alguma coisa na
Maçonaria que a GLUI tem o direito de mudar, NÂO é um Landmark.

O teste é: poderia a Maçonaria permanecer essencialmente a mesma se
algum particular princípio for removido?





M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto

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