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quarta-feira, 1 de junho de 2011

POLÍTICA EDUCACIONAL DO MEC: FALAR E ESCREVER ERRADO É O CERTO

por Sônia van Dijck

Custa-me crer nos absurdos que acontecem no Brasil. Mas, a verdade dos
fatos é indiscutível: o MEC adota livro como objetivo de ensinar a
falar e a escrever errado.

Não tenho o menor interesse em discutir conceitos de dialetologia ou
de sociolinguística com os autores, pois sei que o projeto não obedece
a interesses científicos, mas políticos. Vi, em um telejornal, a
Profa. Heloísa Ramos, corajosamente, adequando conceitos e princípios
linguísticos para justificar o nefando projeto do MEC, e sua
concordância com tão escandaloso equívoco. Não me interessa refutar os
argumentos equivocados da Professora, pois ela é só instrumento da
política educacional do governo petista e está sendo paga para fazer
seu papel.

Deixo que o Prof. Evanildo Bechara dê a lição que a Professora e
demais autores não aprenderam na Universidade.

O que me interessa é chamar a atenção para o bem organizado projeto de
condenação dos alunos que passam e passarão pelo sistema público de
educação. Falando e escrevendo errado o vernáculo, os estudantes de
hoje e do futuro não terão oportunidade no mercado de trabalho e nem
de crescimento intelectual. Falando e escrevendo "nós pega o peixe",
eles jamais serão engenheiros, médicos, vendedores, advogados,
porteiros, enfermeiros, professores, jornalistas, bancários e mais
muitas outras profissões e empregos lhes serão impossíveis.

Não tenho notícia de que haja ou tenha havido algum governo de algum
país que planejasse e implementasse projeto tão cruel, como se isso
pudesse ser apelidado de projeto educacional. O Brasil consegue ser
surpreendente e nefasto com um discurso pretensamente politicamente
correto.

Com pompa e circunstância, o MEC do governo petista quer assegurar que
os futuros cidadãos fiquem privados de empregos, de crescimento
intelectual, de relações culturais; no futuro, o MEC deseja que os
brasileiros estejam no estado de barbárie linguística e sejam
incapazes de entender um edital de concurso, por exemplo; salvo se o
edital informar que "os candidato deve apresentarem os seguinte
documento".

Nem Hitler, com sua mente diabólica e homicida, realizou um projeto
desse tipo para dominar a juventude nazista, ganhando simpatias e
aplausos dos pouco letrados daquela época.

Com pompa e circunstância, em uma palhaçada do politicamente correto,
o governo petista organiza um exército de futuros adultos privados de
proficiência no vernáculo, cuidadosamente preparado no sistema público
de ensino, que servirá aos interesses do estado brasileiro que está
sendo forjado desde 2003, em conformidade com as lições Gramsci.

Revolução?! Não! O PT não faz revolução; molda a sociedade que deseja
manipular contaminando o sistema público de ensino com sua proposição
populista de "respeito" à linguagem popular e familiar e coloquial das
camadas menos escolarizadas atualmente. O governo petista, calmamente,
pretende criar milhões de brasileiros que, quando chegarem à vida
adulta, serão incapazes de ler e entender um jornal, uma revista e,
principalmente, um livro de História, escritos em vernáculo. Esses
futuros adultos não terão competência para apreciar Machado de Assis,
Graciliano Ramos, Drummond, Vinicius, Érico Veríssimo e outros. E os
ilustres autores do livro perverso, como bons peões do governo
petista, poderão perguntar: "E quem precisa apreciar a Literatura
elitista, golpista, burguesa?" – "Por que os adultos do futuro
precisarão ler um livro de História, se eles não terão direito a
discutir os fatos históricos, pois viverão apenas com as informações
divulgadas na forma de "os cidadão deve comparecerem ao comício da
liderança nacional, para que todos escute as verdade a serem
revelada."

Bem sei que as boas escolas privadas jamais cairão nessa farsa de ser
válido ensinar a falar, a ler e a escrever errado, como princípio
pedagógico. Quem puder colocar seus filhos em boas escolas
particulares, terá salvo parte dos futuros adultos da barbárie
linguística. Então a Literatura elitista, golpista e burguesa de
Machado, Graciliano, Drummond, Érico, Cecília Meireles e outros ainda
terá alguns leitores. Jornais e revistas elitistas, golpistas,
burgueses, que usarem a correção da Língua Portuguesa ainda poderão
ser lidos e as notícias serão compreendidas por alguns futuros
adultos.

Não resisto e mando um recado para a ilustre Profa. Heloísa Ramos e
demais autores: vocês ouviu os galos cantar e não sabe onde está os
galo. Vocês nada sabe de níveis de linguagem. Vocês não entende nada
da função da escola. Mas, vocês compreende perfeitamente esse meu
recado escrito no dialeto do MEC petista, usado no livreco de ocês. Se
vocês quiser me responder, por favor, escreva na Língua Portuguesa que
seus professor dos tempo antigo e ultrapassado tentaram ensinar a
vocês.

Segundo François Lyotard, linguagem é poder. A equipe de autores desse
maldito livro sabe disso; por isso, aceitou servir de instrumento para
o governo petista. Com seu tristemente brilhante trabalho, os ilustres
autores tornaram o tarefa do professor de português uma atividade
inútil: ninguém precisa ir à escola para aprender a falar e a escrever
"a gente fomos, mas o pessoal saíram".

PS: quem discordar desse livro perverso repasse, poste no blog – dê
ampla e irrestrita divulgação a esse conjunto de textos. Do Blog do
Pedro Marinho

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