Other stuff ->

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Os Estatutos Schaw - 1598

Em Edimburgo, no vigésimo oitavo dia de dezembro do ano do Senhor de
1598. Estatutos e instruções que devem observar todos os Mestres
Maçons deste reino, empossados por William Schaw, Mestre de Obras de
Sua Majestade, o rei Jaime VI, e Venerável Geral do mencionado Ofício,
com o consentimento dos Mestres abaixo firmados.

1. Primeiramente, observar e guardar o que seus predecessores
guardaram de memória, ou seja, todas as instruções anteriormente
estabelecidas referentes aos privilégios de seu Ofício, e em
particular ser sincero uns com ou outros e viverem juntos na caridade,
havendo se convertido, por juramento em Irmãos e Companheiros de
Ofício.

2. Obedecer a seus Veneráveis, Diáconos e Mestres em tudo o que seja
referente a seu Ofício.

3. Serem honestos, fiéis e diligentes em seu trabalho e se comportar
com retidão diante de seus Mestres ou proprietários das obras
empreendidas, sendo estas pagas por empreitada, ou por alojamento e
alimento ou por semana.

4. Ninguém empreenderá uma obra, grande ou pequena, que não seja capaz
de executar com competência, sob pena de multa de quarenta libras ou
do quarto valor da referida obra, sem prejuízo das indenizações e
compensações a pagar aos proprietários da obra, segundo estimativa e
juízo do Venerável Geral, ou em sua ausência, segundo a estimativa dos
Veneráveis, Diáconos e Mestres do condado onde a referida obra está
sendo construída.

5. Nenhum Mestre tomará para si obra de outro Mestre depois que este
ter contratado com o proprietário da obra, seja por contrato, acordo
de fidelidade ou acordo verbal, sob pena de multa de quarenta libras.

6. Nenhum Mestre retomará uma obra na qual outros Mestres já tenham
trabalhado anteriormente até que seus predecessores tenham recebido o
pagamento pelo trabalho cumprido, sob pena da mesma multa.

7. Em cada uma das Lojas em que se distribuem os maçons será escolhido
e eleito a cada ano um Venerável que estará a cardo da mesma, por
sufrágio dos Mestres das referidas Lojas e com o consentimento do
Venerável Geral se este estiver presente. Se não for possível para
este último comparecer, será informado que um Venerável foi eleito
pelo período de um ano, a fim de poder serem enviadas suas diretrizes
ao Venerável eleito.

8. Nenhum Mestre tomará mais de três aprendizes ao longo de sua vida,
a não ser se este obter um consentimento de todos os Veneráveis,
Diáconos e Mestres do condado onde vive o Aprendiz que pretende tomar.

9. Nenhum Mestre tomará nem se valerá de um Aprendiz por menos de sete
anos, e tampouco será permitido fazer deste Aprendiz um irmão e
Companheiro de Ofício até que tenha exercido outros sete anos, até o
término de seu aprendizado, salvo dispensa especial concedida pelos
Veneráveis, Diáconos e Mestres reunidos para avaliá-lo, e que tenha
sido comprovado suficientemente seu valor, qualificação e habilidade
daquele a que se pretende ser feito Companheiro de Ofício; isso tudo,
sob pena de uma multa de quarenta libras a ser recebida daquele que
tenha sido feito Companheiro de Ofício sem a devida instrução
necessária, sem prejuízo das penas que possam ser aplicadas à Loja a
qual este pertença.

10. Não será permitido a nenhum Mestre vender seu Aprendiz a outro
Mestre, nem liberar, através de pagamento, o Aprendiz dos anos de
ensinamento que a ele é devido, sob pena de uma multa de quarenta
libras.

11. Nenhum Mestre receberá aprendizes sem informar ao Venerável da
Loja a qual pertença, a fim de que o nome do referido Aprendiz e o dia
de sua iniciação possam ser devidamente registrados.

12. Nenhum Aprendiz será iniciado sem que seja respeitada a mesma
regra, a saber, que seu ingresso seja devidamente registrado.

13. Nenhum Mestre ou Companheiro de Ofício será recebido ou admitido
sem a presença de pelo menos seis Mestres e de dois aprendizes
iniciados, sendo Venerável de Loja um desses seis; no dia da recepção,
o referido Companheiro de Ofício ou o Mestre será devidamente
registrado e seu nome e marca serão inscritos em livro próprio em
conjunto com os nomes dos seis que o receberam, além dos Aprendizes
aceitos, igualmente que registraram o nome dos instrutores que devem
eleger cada recipiendário. Tudo isso com a condição de que nenhum
homem será admitido sem que seja examinado e se prove suficientemente
sua habilidade e valor no Ofício a que se consagra.

14. Nenhum Mestre trabalhará em uma obra de Maçonaria sob a autoridade
ou direção de outro homem de Ofício que já tenha tomado a seu encargo
uma obra de Maçonaria.

15. Nenhum Mestre ou Companheiro de Ofício acolherá um cowan* para
trabalhar com ele, nem enviará nenhum dos seus ajudantes para
trabalhar com os cowans, sob pena de uma multa de vinte libras cada
vez que alguém contrariar esta regra.

16. Não se permitirá a um Aprendiz iniciado empreender uma tarefa ou
obra para um proprietário por um valor superior a dez libras, sob pena
da mesma multa precedente, a saber, vinte libras; e depois de ter
executado esta tarefa, não iniciará outra sem permissão dos Mestres ou
do Venerável do lugar.

17. Se existir alguma disputa, querela ou desentendimento entre os
Mestres, os ajudantes ou os aprendizes iniciados, que as partes em
questão comuniquem a causa de sua querela aos veneráveis e a os
diáconos de sua Loja em um prazo de vinte e quatro horas, sob pena de
multa de dez libras, a fim de que possam reconciliar-se e chegar a um
consenso e que suas diferenças possam ser aplainados pelos referidos
veneráveis, diáconos e Mestres; e se ocorrer de uma das partes se
empenhar e ser obstinado em sua questão, esta será excluída dos
privilégios de sua Loja e não lhe será permitido voltar a trabalhar
nela até que reconheça seu erro diante dos veneráveis, diáconos ou
Mestres.

18.Todos os Mestres empreendedores de obra velarão para que os
andaimes e as passarelas estejam solidamente instalados e dispostos, a
fim de que nenhuma pessoa empregada na referida obra se machuque como
conseqüência de sua negligência ou sua imperícia, sob pena de serem
privados do direito de trabalhar como Mestres responsáveis de obas e
de serem condenados pelo resto de seus dias a trabalhar sob as ordens
de outro Mestre principal que tenha obras sob seu encargo.

19.Nenhum Mestre acolherá nem empregará Aprendiz ou ajudante que tenha
se livrado do serviço de outro Mestre e no caso de ter agido por
ignorância, não o manterá quando for informado da situação, sob pena
de uma multa de quarenta libras.

20.Todas as pessoas pertencentes ao Ofício de maçom se reunirão em
tempo e lugar devidamente anunciado sob pena de uma multa de dez
libras, em caso de ausência.

21.Todos os Mestres que forem convocados para uma assembléia ou
reunião prestarão o juramento solene de não ocultar nem dissimular as
faltas ou infrações que tenham cometido um dos outros, assim como as
faltas ou infrações que tais homens de Ofício tenham conhecimento de
ter cometido contra os proprietários das obras sob seu encargo; tudo
isso, sob pena de uma multa de dez libras a ser paga por aqueles que
tenham dissimulado tais faltas.

22. Ordena-se que todas as multas previstas anteriormente sejam
aplicadas sobre os delinqüentes e contraventores das instruções pelos
Veneráveis, Diáconos e Mestres das Lojas as quais pertençam os
culpados e que o produto seja distribuído ad pios usus segundo a
consciência e parecer destas pessoas.
E com o fim de que estas instruções sejam executados e observadas tal
como estão determinadas, todos os Mestres reunidos no dia indicado
desde já se comprometem e se obrigam a obedecer fielmente. É por isso
que o Venerável Geral requereu que seja firmado o presente manuscrito
de seu próprio punho, a fim e que uma cópia autêntica seja encaminhada
a cada Loja particular deste reino.

fonte: Rede Colméia

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Maçonaria no Brasil: Generalidades

O grande feito da Maçonaria, já nos séculos XVII e XVIII, foi
exportar o ideal revolucionário e republicano para toda a América (do
Norte e Latina). Foi a grande mudança de paradigma. Centros
geográficos como Olinda e Recife, Salvador, Tijuco (depois
Diamantina) e Vila Rica (depois Ouro Preto), até mesmo em função
da tremenda mudança de paradigma que foi a colonização das Américas,
já reuniam grande riqueza e grande número de imigrantes. Luxava-se
mais em Olinda e Vila Rica do que mesmo em Lisboa.


Como o ideal de Fraternidade é de natureza expansionista, as ideias de
Liberdade, Igualdade e Fraternidade, logo varriam todas as Américas.
Em 1760, por exemplo, já não havia colônia americana que não fosse
permeada pela Maçonaria.

A primeira loja regular em Portugal data de 1727, embora se tenha
notícias de atividades maçônicas antes disso. Em 1744 o Sr.
Sebastião José de Carvalho e Melo, português, foi iniciado em Londres,
durante uma festa de São João. Esse cidadão português mais tarde
foi sagrado Conde de Oeiras e, depois, Marquês de Pombal.


Um outro centro irradiador de ideias e ideais, já desde 1620, era a
Faculdade de Medicina, Ciências e Letras, da Universidade de
Montpellier, na França; manteve ligações permanentes com figuras
como Thomas Jefferson, Benjamin Franklin, John Adam, Domingos
Vidal Barbosa, José Mariano Leal, Domingos José Martins, José
Joaquim da Maia e José Álvares Maciel entre outros; no século
18, em Montpellier, havia mais do que 10 lojas maçônicas
livremente fermentando ideias republicanas nos diferentes estudantes
de todos os cantos do mundo.


Primórdios brasileiros

Kurt Prober, que sempre escrevia apoiado em sólida documentação, cita
em sua bibliografia ("Cadastro Geral das Lojas Maçônicas") que a
primeira atividade maçônica brasileira que merece registro foi em
1724, na "Academia Brasílica do Esquecidos", onde foi iniciado o Padre
Gonçalves Soares de França, o Coronel (e historiador notável)
Sebastião da Rocha Pitta, o Desembargador Caetano de Britto e outros.
Mais tarde todas as atas dessa sociedade secreta foram queimadas.

O argentino Alcebíades Lappa, em 1981, em tese internacional, usando
um Livro de Atas do Duque de Norfolk, em Londres, provou que o Ir.:
Randolph Took foi designado, já em 1735, como Grão-Mestre Provincial
para a América do Sul ( o que equivalia a dizer Brasil).

E mais ainda, há uma carta do médico inglês Robert Young, em nome da
Loja de São João, de Buenos Aires, em 1741, dirigida à Loja de São
João do Brasil, recomendando-lhe o Ir.: Richard Lindsey que se
encontrava no Brasil.
Há vestígios da existência, em 1750, de um grande Oriente Maçônico,
em Salvador, vinculado ao grande Oriente da França, com fortes
tendências liberais e republicanas. No Rio em 1752 foi criada a
Associação Literária dos Seletos.



GOB

Criado em 17 de junho de 1822, o Grande Oriente do Brasil - GOB, única
potência brasileira a deter o reconhecimento primordial, secular e
definitivo da Loja-Mãe da Inglaterra, inscrito entre as quatro ou
cinco maiores potências maçônicas do mundo, tem cadeira cativa e
fortemente destacada na história do país, tanto no período monárquico
quanto no republicano. O século 18 foi marcado pelo Iluminismo, o 19
pelas ideologias e o 20 pela emergência e domínio das tecnociências.



Estado da Arte

No século XX três (3) vertentes científicas mudaram a face da
humanidade com efeitos revolucionários radicais:

· a manipulação do átomo ( e a energia atômica) => desde a
dizimação de cidades inteiras com centenas de milhares de mortos, até
a pesquisa na agricultura, na medicina e na química, com radioisótopos
para medir taxações diversas, radioterapia, estados de nutrientes
etc.; a energia atômica e a física nuclear tocam um papel
importante no concerto das nações indicando o parâmetro principal na
questão da hegemonia entre eles (quem tem mais manda mais);

· a manipulação do gene (a biologia molecular e a
biotecnologia) => o conhecimento da estrutura genética tem produzido
inúmeros benefícios, mormente na agricultura, onde aumentou
substancialmente a produção e a produtividade na plantação e colheita
dos gêneros hortifrutigranjeiros; pesquisa de germoplasma têm sido
muito importante na construção de cadeias nutrientes mais viáveis e
assimiláveis; o estudo de clonagem tem introduzido grandes
barateamentos na produção; estima-se que dentro de 30 anos (ou
menos) a técnica de criogenia estará totalmente dominada e
disseminada;

· e a tecnologia de redes de computadores => minimizando a
tirania que tempo e distância sempre impuseram sobre o gênero
humano; com o computador vence-se, em parte, a tirania do
tempo, dando-se agilidade às tarefas de memorização; e, pelas
redes de computadores, minora-se o efeito maléfico das
distâncias a serem vencidas, dado que o homem pode
manifestar-se, simultaneamente, em dois ou mais lugares do
planeta pelo uso e exploração da tecnologia de redes.

O gênero humano está entre 2 (dois) mundos, quais sejam: o mundo
natural (da Natureza) e o mundo cultural (da construção cultural
originária da própria mente humana). A cultura é obra do homem
que, com o seu fazer e o seu saber, age sobre a NATUREZA. O homem,
portanto, muda a Natureza e a Natureza mudada muda o homem; por
exemplo: o rio São Francisco, da unidade nacional, é natureza, já
sua transposição das águas, é canal, é cultura.

As mudanças, que implicam ruptura com a ordem estabelecida, são todas
temáticas; não obstante isso até o início do século XX as mudanças
eram administráveis. e agora?!

O quadro atual da humanidade, portanto, tem sido marcado pela
entropia e pela difusão caótica dos costumes e dos conhecimentos como
se apontasse para o momento da virada total em que surgirá a ORDEM
(nascida do caos)! A cultura, que na Idade primitiva era
transmitida pela tradição oral - passando pelos monges copistas,
da Idade Média, e pela imprensa de João Gutemberg, no Renascimento
-, hoje já está sendo veiculada pela multimídia, que é um
substrato computadorizado que canaliza Dados, Voz, Vídeo e
Videoconferência, sob a forma abstrata de bits, pela rede!


Fonte: Rede Colméia

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

RETIRADA DOS METAIS NA INICIAÇÃO

Qual seria a origem do costume de retirar o dinheiro e as substâncias
metálicas do Candidato quando está sendo preparado para a sua
Iniciação? A resposta é muito subjetiva, deste modo vou dar a mais
lógica encontrada nos livros pesquisados.

Muitos homens se deliciam, se encantam com metais como ouro e prata,
para seu interesse próprio, não tendo nenhum outro padrão que os
substituam e, para esses homens tudo gira em torno de tais metais.
Como a decisão de entrar na Maçonaria é somente dele, o Candidato deve
ter o desejo de renunciar a tudo isso como sendo sua prioridade, pois
na Ordem o que menos importa é sua riqueza e posição.

O Ir\Lional Vibert, em seus escritos "Vestígios dos Antigos Dias"
sugere (como pura especulação) que isso pode ser uma lembrança dos
Tempos Operativos quando o mais obvio caminho de ensinamentos para um
Maçom Operativo eram as lições de pobreza, caridade e humildade e que
sua maior riqueza eram as ferramentas de trabalho com as quais podia
obter seu sustento e da sua família.



Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Como posso tornar-me Maçom?

Antes de mais nada, o postulante ao ingresso nos quadros da Ordem
Maçônica, deve autoavaliar-se em busca de valores, costumes, atitudes
(interiores), e comportamentos sociais exteriorizados cotejando-os
com algumas premissas a seguir apresentadas.

O Candidato deve, portanto, identificar-se com os aspectos a seguir:

· Legal:

- ser emancipado e ter completado 18 anos antes da cerimônia de Iniciação;
- ser dependente pecuniariamente, obter anuência dos tutores ou genitores;
- ser engajado em união estável, contar com a concordância da esposa;
- ser um homem íntegro, ligado e atualizado em relação ao seu tempo;
- ser empreendedor e capaz de assumir responsabilidades;
- ter emprego, residência e domicílio fixos, no Oriente (estado,
município) pleiteado; suas atividades profissionais devem ser lícitas,
não importando o metier;
- esperar encontrar na Loja pleiteada, homens livres, de bons
costumes, capazes de realizar obras poderosas em benefício da
Humanidade, da Pátria e da Família;

· doutrinário:

- ter religiosidade, melhor do que religião;
- crer em Deus, acima de tudo;
- ter uma idéia clara da virtude e do vício, adotando aquela e rejeitando este;
- estar apto a apreender conhecimentos litúrgicos e filosóficos;
- distinguir entre religião e maçonaria;
- ser respeitado na Iniciação, não só pelas características
esotéricas, exotéricas e metafísicas do evento, como pelo significado
simbólico trazido pelas nossas tradições e regularidade;

· prático:

- apresentar bons costumes;
- ter boa família;
- seguir as leis;

· metafísico:

- ser receptivo às idéias;
- estar ideologicamente alinhado com a idéia de Deus;

· da tradição:

- estar apto; ou pronto, disposto e capacitado, "sponte SUA";

· iniciático:

- creditar respeito ao processo;
- manter o espírito receptivo ("nada lhe será cobrado; tudo lhe será dado");

A admissão à Maçonaria é restrita a pessoas adultas sem limitações
quanto à raça, credo e nacionalidade, desde que gozem de reputação
ilibada e que sejam homens íntegros.

Nenhum homem, por melhor que seja, poderá ser recebido na Maçonaria,
sem o consentimento de todos os maçons. Se alguém fosse imposto à
Maçonaria, poderia ali causar desarmonia, ou perturbar a liberdade dos
demais, o que sempre deve ser evitado.
A aceitação do pedido de ingresso na Ordem depende bastante da
declaração de motivos do candidato. A Ordem espera que o candidato
seja sincero perante sua própria consciência, quando do preenchimento
da proposta de admissão.

Quando alguém se candidata a ingressar na Maçonaria, é verificado em
sindicância se dispõe de ganhos pecuniários que permitam cumprir os
compromissos maçônicos, sem sacrificar a família. Vale dizer que
nenhum homem casado poderá entrar para a Maçonaria sem que a esposa
esteja de acordo.

É óbvio que, ao se iniciar na Maçonaria, o indivíduo deverá assumir
compromissos derivados de participação engajada e responsável nas
lides maçônicas. Entre os compromissos e responsabilidades,
encontram-se aqueles de estudar, com mente aberta, as instruções
maçônicas, bem como, o de considerar denso sigilo sobre os
ensinamentos recebidos e contribuir pecuniariamente para a manutenção
de sua Loja e sua Obediência. Os compromissos e responsabilidades, a
propósito, são do mesmo gênero daquelas encontradas em qualquer
associação humana.

É fato inconteste que uma das finalidades da Ordem é a de implantar
sistematicamente na sociedade humana uma efetiva fraternidade entre os
homens.

Ao contrário do "folclore" que alimenta a crença de muita gente, a
Maçonaria não é uma sociedade secreta e exerce suas atividades
extensivamente, sob o pálio da legitimidade de sua natureza e da
legalidade de seus atos e fatos administrativos, fiscais e
tributários. Suas Propriedades, Constituições, Emendas, Regimentos e
Estatutos são registrados em cartório de imóveis, títulos e
documentos, e publicados em Diário Oficial.

Uma vez Iniciado, o postulante torna-se Maçom, e, como tal, estará,
para todo o sempre, sob constante vigilância de sua própria
consciência e dos demais Maçons.

Isso posto, havendo seu interesse em "entrar" na Maçonaria, entre em
contato com um Maçom de seu conhecimento ou com uma Loja Maçônica de
sua cidade.

Sponte SUA ( Latin : ". por vontade própria")

Em lei , sponte SUA ( Latin : ". por vontade própria") descreve um ato
de autoridade tomadas sem avisar formais de outro partido; O termo é
geralmente aplicado às ações por um juiz tomada sem uma prévia
movimento ou pedido das partes.; A forma plural nostra sponte às vezes
é usado quando a ação é tomada por um tribunal multi-membro, como um
tribunal de apelação, ao invés de um único juiz.
Enquanto normalmente aplicada às ações do tribunal, o prazo razoável
pode ser aplicado às ações de órgãos governamentais e indivíduos
agindo em capacidade oficial; Uma situação em que uma parte pode
encorajar um juiz para mover sponte SUA ocorre quando esse partido é
preservar uma aparição especial (geralmente a desafiar a competência
), e, portanto, não pode fazer movimentos em seu próprio nome sem
fazer uma aparência geral; Motivos mais comuns para uma ação tomada
sponte SUA são quando o juiz determina que o tribunal não tem
jurisdição objecto ou que o caso deverá ser transferido para outro
juiz por causa de um conflito de interesses , mesmo se todas as partes
discordam.

Extraido http://en.wikipedia.org/wiki/Sua_sponte e Rede Colméia

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

RITO MODERNO

Denomina-se de Rito Maçônico um conjunto sistemático de cerimônias e
ensinamentos maçônicos, que variam de acordo com o período histórico,
conotação, objetivo e temática dada pelos seus criadores.



Enquanto a instituição maçônica tem suas raízes solidamente fincadas
num remotíssimo passado, deixando o seu marcos em cada etapa da marcha
da humanidade, firmando assim a sua tradição, os Ritos, como formas de
trabalho têm vida relativamente efêmera, transitória e são modificados
ou substituídos em cada fase, sofrendo as modificações do tempo e das
influências das transformações sociais de cada época.



Dentro desse quadro situa-se o Rito Moderno. Rito difícil de ser
praticado dentro das diretrizes que lhe são traçadas, uma vez que há
de dirigir seus passos em direção ao campo cientifico da formação do
Homem do futuro.



Criado em Paris em 1761, constituído em 24 de dezembro de 1772 e
proclamado em 09 de março de 1773 pelo Grande Oriente da França, com
três câmaras, pelo Grão-Mestre da maçonaria Francesa Filipe de
Orleans, Duque de Chartres, o Rito Moderno logo passou a ser praticado
na França, na Holanda, na Bélgica, nas colônias Francesas, em
Portugal, na Espanha e em diversos países.



Acusado injustamente de ateísmo, o Rito Moderno se estabeleceu no
Brasil a partir de 1801, na mesma época em que surgiram as primeiras
lojas maçônicas regulares do país.



No Rito Moderno, negamos toda afirmação dogmática e o fazemos para não
limitar a liberdade de pensamento e de consciência dos integrantes do
Rito. O Rito Moderno entende que o maçom deve ter a faculdade de
pensar livremente. O Rito Moderno não admite a limitação do alcance da
razão, pelo que desaprova o dogmatismo e imposições ideológicas em
seus trabalhos. Por ser racionalista, se mantem equidistante de todos
os dogmas, inclusive do Agnosticismo, que também é um dogma.



Temos a preocupação de garantir essa liberdade e permitir, a cada um
dos membros, acreditar no principio criador que lhe convier, sempre
respeitando a crença de qualquer outro.



Bibliografia: O Rito Francês ou Moderno: A Maçonaria do Terceiro
Milênio, Edição do Supremo Conselho do Rito Moderno



Reportagem de Helio Cezar Barros Barroso Grande Secretário de
Divulgação e Propaganda do Supremo Conselho do Rito Moderno.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Fanáticos e Fanatismo

Em termos religiosos, temos que, segundo os dicionários, fanático "é
quem, ou que se julga inspirado por Deus". De modo geral fanático "é
quem, ou que se apaixona demasiadamente por uma causa ou pessoa".

Podemos aprofundar esta nossa pesquisa consultando trabalhos do
pranteado Ir.:Nicola Aslan, dizendo que os fanáticos eram os
sacerdotes antigos dos cultos de Isis, Cibele, Belona, etc., que eram
tomados de delírio sagrado, e que se laceravam até fazer correr
sangue. A palavra tomou, assim, o sentido de misticismo vulgar, que
admite poderes ocultos, que podem intervir graças ao uso de certos
Rituais. Emprega-se, também, para indicar a intolerância obstinada
daquele que luta por uma posição, que considera evidente e verdadeira,
e que está dis­posto a empregar até a violência para fazer valer suas
opiniões e para con­verter a outros que não aceitam as suas idéias.
Dai tomar-se o termo, por extensão, para apontar toda e qualquer
crença, quer religiosa, ou não, desde que haja manifestação obstinada
por parte de quem a segue.

Esta palavra vem do latim fanum, Templo, lugar sagrado. Fanaticus era,
em latim, o inspirado, o entusiasmado, o agitado por um furor divino.
Pos­teriormente, tomou o sentido de exaltado, de delirante, de
frenético. E, . finalmente, o de supersticioso.

Desse modo, podemos agora definir o Fanatismo como sendo a dedicação
cega, excessiva, ao zelo religioso; paixão; adesão cega a uma doutrina
ou sistema qualquer, inclusive político. Podemos afirmar que o abuso
das praticas religiosas podem levar até a exaltação que impedem o
fanático a praticar atos criminosos em nome da religião ou de um poder
político.

Conforme a Enciclopédia Portuguesa Ilustrada temos que: o fanatismo é
uma fé cega, irrefletida, inconsciente, e a maior parte das vezes
independente da própria vontade, que algumas pessoas sentem por uma
doutrina ou um partido. O fanatismo é uma auto-sugestão, que se sente
independente da própria vontade e que faz sentir uma paixão
desordenada a que nos abandonamos. Enquanto o fanatismo não intervém
nas relações sociais dos indivíduos, não deve ser considerado
perigoso; mas não sucede o mesmo quando os seus efeitos se manifestam
numa sociedade compacta, onde reina a diversidade de crenças e
opiniões. O fanatismo cau­sou males em todas as sociedades antigas, e
na Idade Media viram-se tam­bém excessos produzidos por ele.

A Maçonaria condena o fanatismo com todas as suas forças. Em vários
Graus, as instruções giram em torno desta execrável paixão,
considerada como um dos inimigos da Ordem Maçônica.


Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

O conflito entre Dom Pedro II e a Igreja enfraqueceu os sustentáculos do regime imperial.

 

Ao longo do tempo, a Igreja e o Império Português consolidaram relações próximas nas esferas políticas e religiosas. No espaço colonial, membros da Igreja ocupavam posição de destaque auxiliando na administração e no regulamento dos costumes. Em contrapartida, o próprio Vaticano emitira, no século XVI, uma autorização para que os reis ibéricos pudessem tratar do ordenamento da Igreja nas regiões ultramares pelo chamado padroado régio.

 

Por meio desse sistema, o imperador acumulava as funções de nomear e sustentar os membros do clero nos espaços coloniais. Além disso, todas as bulas e encíclicas papais só teriam validade mediante a aprovação prévia do rei. No Brasil, mesmo com o estabelecimento da independência, esse modelo das relações entre Estado e Igreja acabou sendo preservado pelos apontamentos da Constituição de 1824.

 

Durante o Segundo Reinado, o sistema de padroado instaurou uma grave crise entre Dom Pedro II e os clérigos católicos brasileiros. Tudo começou em 1864, quando o papa Pio IX enviou uma bula que determinava, entre outras coisas, que todos os católicos envolvidos com a prática da maçonaria fossem imediatamente excomungados da Igreja. O anúncio acabou atingindo diretamente Dom Pedro II, que integrava os quadros da instituição censurada.

 

Valendo-se dos poderes garantidos pelo sistema de padroado, o imperador brasileiro formulou um decreto em que não reconhecia o valor da ordem dada pela Santa Sé. Inicialmente, a ação de D. Pedro II não teve maiores repercussões, tendo em vista que a maioria dos clérigos brasileiros apoiava incondicionalmente o regime monárquico. Entretanto, os bispos de Olinda e Belém preferiram acatar a orientação de Pio IX, promovendo a expulsão dos párocos envolvidos com a maçonaria.

 

Inconformado com a insubordinação destes bispos, o imperador reagiu com a condenação dos mesmos à reclusão e prestação de trabalhos forçados. Imediatamente, os membros da Igreja passaram a atacar o regime imperial dizendo que D. Pedro II cometera um ato de extremo rigor e autoritarismo. Mesmo anulando a decisão posteriormente, o governo imperial perdeu uma fundamental e influente base de apoio político ao regime.

 

Por Rainer Sousa

Mestre em História

Meu nome é Maçonaria

Nasci não sei quando…

Em meu nome, ergueram templos de pedra e os encheram com os quenão me compreendiam.

Em meu nome, se fantasiaram e se engalanaram.

Em meu nome, fizeram-se falsos homens de bem.

Em meu nome, buscaram o poder pelo poder.

Em meu nome, delegaram-se sapientes e iniciados.

Em meu nome, fizeram-se donos da verdade.

Em meu nome, perseguiram mais do que ajudaram.

Em meu nome, ludibriaram e enganaram.

Em meu nome, me dividiram, como se eu não fosse uma só.

Em meu nome, retirou dos meus rituais a essência dos ensinamentosdo meu criador.

Em meu nome, criou graus e degraus, como forma de serem importantes por estas conquistas e não pelo trabalho interior e exterior de cada um.

Em meu nome, criaram e criam vários ritos, tudo no grito.

Em meu nome, fazem leis e normas para favorecê-los, ou para tentar calar o meu grito através dos que tentam me defender.

Em meu nome, ganham a vida criando histórias e arregimentando seguidores para estas, para mais tarde se desmentirem.

Em meu nome, usam a sociedade para benefício próprio e de seus apadrinhados ou cúmplices.

Em meu nome, criam até rituais onde o iniciado não necessita crer em DEUS, coitados, não sabem nem ao menos o que é uma iniciação.
Em meu nome, iniciam sem jamais iniciar.

Em meu nome, se coloca como maçom sem jamais se preocuparem em um deles verdadeiramente um dia se tornar.

Em meu nome, relegam a um segundo plano o verdadeiro sentido da iniciação.

Em meu nome, fazem sessões rápidas, maquinalmente, sem propósito algum, para sobrar mais tempo para a sessão gastronômica.

Em meu nome, sim, em meu nome, fazem tanta coisa errada que até fico constrangida em aqui apresentar.

Eu sou justa, sou perfeita, nasci para ajudar o homem a se aproximar do G.A.D.U.

Eu sou justa, sou perfeita, dei os símbolos como meio didático para o homem melhor me compreender e praticar.

Eu sou justa, sou perfeita, criei o ritual para poderem melhor os símbolos compreender.

Eu sou justa, sou perfeita, pensei que o homem poderia através dos símbolos e dos rituais interagir melhor com as forças energéticas positivas do universo.

Eu sou justa, sou perfeita, chamei o homem de pedra bruta para que ele sentisse e compreendesse a necessidade de se lapidar.

Eu sou justa, sou perfeita, mostrei ao homem que o templo físico deveria ser uma representação do universo, só que alguns não entenderam que tudo ali é sagrado, é uma das muitas moradas do meu Pai. Ali não há lugar para a inveja, o ciúme, o ego, a disputa, a vaidade, a intemperança, a raiva, a injúria e o juízo de valor.

Eu sou justa, sou perfeita, até deixo o homem dizer que eu tenho segredo, estes, se existem, são administrativos, como qualquer sociedade que um dia foi ou é perseguida tem, como forma de proteger os seus membros.

Eu sou justa, sou perfeita, nasci para ajudar todos os homens, independentemente do sexo, raça, cor, religiosidade ou posição social a se transformar em um iniciado, ou seja, num homem e conseqüentemente um espírito de LUZ. Que será aonde toda a humanidade terá forçosamente que chegar. Assim está escrito e assim se cumprirá.

Eu sou justa, sou perfeita, a todos e a tudo levo o meu perdão, mas, por favor, Não me maltratem e Me Socorram.

Meu nome, sim, meu nome é MAÇONARIA.'.


Fonte: Pelotas Occulta

Translate it!