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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

SERAPIÃO debutou

Enfim meu livro debutou e está à venda no Clube de Autores!

O Clube de Autores é um site que partiu de uma iniciativa incrível de se fazer livros sob demanda, evitando assim todo aquele custo inicial de impressão e gráfica que muitos autores sonhavam em publicar, mas não tinham dinheiro.

Já recebi meu primeiro volume para testar se a impressão está correta e a capa também e ficou maravilhoso. Já mandei imprimir mais e já tenho amigos comprando.

Publicar no Brasil não é fácil, poucas pessoas leem, livros são caros e tomam bastante tempo para serem feitos e publicados, enfim, viver da escrita no Brasil é muito difícil.

Mas não quero viver da escrita - quero divertir meus leitores com a estória que criei e que fiquei fã.

Espero que comprem e que comentem comigo o que acharam da estória e do livro em si.

Colocarei a versão digital somente ano que vem, porque quero ver a obra materializada em um bocado de lares.

O site para adquirir o livro com um frete amigável  é o do Clube de Autores, no endereço:


Entrem lá, adquiram o livro, ajudem a divulgar a cultura e me ajudem também!


ARTEMIS

Talvez hoje saia a missão tripulada ARTEMIS II que dará a volta na Lua.

Ela é pioneira pois levará para mais longe do planeta Terra que a humanidade já esteve uma mulher e um negro, juntamente com outros dois astronautas.

A missão não pousará na Lua, mas passará por detrás do satélite natural da Terra, momento em que ficarão na "sombra" das comunicações de rádio, e servirá para que os astronautas treinem para um futuro pouso lunar da ARTEMIS III.

Vão em direção ao nosso satélite natural pela primeira vez em mais de 50 anos, a fim de treinar aprimorando técnicas e procedimentos no espaço profundo.

Eu aguardo ansiosamente essa missão, já que com as câmeras de hoje, poderemos ter imagens estonteantes da Lua.

O ímpeto de explorar do ser humano o leva para distâncias cada vez maiores: as vezes pessoas perguntam por que ir tão longe, mas se esse ímpeto não fosse realizado, a América não teria sido colonizada pelos habitantes do velho mundo, pois se se mantivessem no "prá quê", essas terras ao oeste estariam para sempre habitadas esparsamente.

Eu torço para que dê certo e acompanho várias missões da Nasa.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Meu livro Serapião


E tá quase - já tem ISBN, já tem capa e tô esperando para colocar a ficha catalográfica e vender na Amazon!

Segue a sinopse:

Serapião e Hermóge são dois vaqueiros da Caatinga brasileira, e depois de uma série de infortúnios, decidem partir em uma epopeia para descobrir o mar no oeste em que o Sol se põe. Nesse caminho enfrentarão seres sobrenaturais, cansaço, fome, seus próprios corpos e pessoas reais. E o que fazer quando se perde tudo de mais valioso na vida? Quando as paisagens familiares perdem a cor, talvez não haja muitas alternativas, além de seguir em frente - e é isso o que fazem nossos viajores favoritos, mesmo quando não têm ideia do que vão encontrar nas próximas paragens. E, chegar ao mar, depois de tanta secura, chão rachado, desorientação e falta de perspectivas passa a ser, também, nosso sonho e nossa sina. Demonstrar nossas vulnerabilidades é um tremendo sinal de força - e esta é mais uma lição deixada pelos companheiros que protagonizam as páginas deste livro. Quando um demonstra o medo, o outro oferece a fé – seja em Deus, nalguma outra entidade, no destino ou no próprio irmão de vida. E momentos mágicos transcorrerão nessa aventura, em que viajaremos juntos aos dois, sensíveis, simples, sábios e parvos ao mesmo tempo, mas simplesmente maravilhosos. E verdadeiramente humanos.

E eu concebi esse livro a partir de uma foto licenciada que eu vi na Wikicommons e toda uma epopeia de fatos e assuntos em volta dela.

Quando o livro for publicado, postarei aqui no blog o link!

Estou louco para pegar o produto físico nas mãos e ver a obra materializada!


Férias

E acabaram-se minhas férias. Durante uma semana, eu e o Tomislav, marido croata da minha prima que vive lá, derrubamos 137 cervejas.

Dava 10 da manhã e ele dizia que estávamos já atrasados, e que já podíamos abrir uma latinha. E descobri que em croata também tem a palavra saideira - e que dura igual a nossa (nunca acaba).

Conversávamos de tudo: da Guerra da Croácia, da Guerra na Síria, da Segunda Guerra, de carro velho, de moto, de Maçonaria na Croácia (que muitos lá acreditam não existir), de cerveja (óbvio) e do Brasil, capivaras, vacas e praias.

E a gente tinha a vista para uma várzea onde andavam umas capivaras que ele adorava ficar vigiando. Eu disse para ele que ia fazer uma carteira de "Capivara Watcher", já que ele dava notícia sempre que ocorria alguma movimentação dos roedores que ele seguia de "dalekozor" (binóculos)..

Foi uma semana legal, mas intensa, já que meu cérebro precisa de mais processamento para ficar falando em inglês, português e croata durante uma semana, e chavear para as línguas certas na hora certa.

Agora preciso de férias pra descansar das férias... hahahaha

Mas valeu a companhia. Valeu Tommy!

(agora preciso de um regime de detox e emagrecimento para jogar fora todo o resíduo dessa farra)

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Então o ano acabou... Dezembrite pura...

Praticamente o último dia do ano, esse período dá uma dezembrite danada. Coisas que não foram, coisas que não tinham que ser e que foram.

Mais um ano acaba, nessa jornada inexorável que é a vida, mais um ano de perdas e ganhos, de poucas vitórias e muitas derrotas.

Fico bem triste essa época do ano, me dá um saudosismo de outras épocas, e sempre me dá uma sensação de desmoronamento.

Tempo que éramos crianças, de inocência, de vida leve e divertida, com família completa, com companhias. Isso tudo vai diminuindo...

Pessoas vêem e vão, e deixam buracos onde alocamos espaço em nossos corações para elas. Deixam um vazio. E nosso coração vai indo assim, pela vida, ganhando cada vez mais furos.

Talvez, quando não reste mais nada para esburacar em nossos corações, seja a hora de partirmos desse mundo...

É inevitável: a gente acaba por fazer um balanço do que passou e que a gente queria que tivesse feito - e vemos que cronogramas são sempre feitos para serem furados...

Projetos que não saem do imaginário...

E dá uma agonia premente de fim de ciclo, de fim de ano - isso que é a dezembrite

E ainda tem a obrigação das festas de fim de ano, como se fosse legal festejar todas as merdas que aconteceram no ano que passou.

Não sei porque a gente acaba por lembrar dos fracassos e tropeços do ano. Acho que eles nos afetam muito mais do que as coisas boas que passaram. Marcam mais.

Machucam mais.

Mas a vida é assim, uma sucessão de atropelos e desavenças e poucos sucessos, entre dois papéis: a certidão de nascimento e de óbito.

E como dizia um colega meu, a gente vai até onde o curréi güentá...



quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Terima kasih kepada Singapura!

Saya ingin mengucapkan terima kasih kepada para pembaca saya di Singapura! Saya tidak tahu mengapa blog ini begitu popular di sana, tetapi saya rasa ia sangat menarik! Semoga panjang umur untuk anda semua, dan teruskan melayari blog ini! Pelukan erat!

Brasil Profundo

O Sol já ia a pino. Chegamos nessa casa da foto (que tirei lá in situ) lá pelas 10 da manhã, e fomos abordados por uma chusma de crianças ranhentas, espalhadas pelo quintal, parecia uma dúzia, pululavam por todos os cantos, vociferando impropérios uns com os outros que nem eu tenho tanta imaginação de ilustrar os adjetivos e substantivos chulos com que se chamavam. E nem tinham idade ainda para compreender o que significavam.

Um rapazinho um pouquinho maior, mais alimentado e corado, chegou puxando um caminhãozinho amarelo de plástico por um barbante cheio de emendas e soltou de chofre: 

- Cês são do Conselho Tutelar?

Era um vizinho mirim, no alto de seus prováveis 10 anos, provavelmente ávido por uma confusão, que saudou nossa equipe, talvez esperando alguma algaravia ou repressão. 

Nada havendo, retirou-se, puxando o seu caminhãozinho amarelo de rodinhas emperradas que ele mesmo me disse que nunca puxaria pequi.

Chamada a matriarca, ela revelou ser mãe solteira, mas não daquela miríade de crianças que trançavam por entre nossas pernas, comendo com as mãos imundas em pratos esmaltados um macarrão esmaecido, pálido e grudento, mas sim mãe de duas maiores, que de má vontade respondiam mal qualquer pergunta feita pela solteira-mãe-de-mães-solteiras-matriarca que tentava dar conta de toda aquela barafunda de gente pequena, indômita e incontrolável.

Os moleques desgrenhados brigavam entre si e contra os cachorros esquálidos, que sem razão lógica, os orbitavam abanando suas caudas em busca de aprovação ou de um pouco do macarrão. 

Um pequeno até deu uma paulada de graça com um cabo de vassoura à guisa de brinquedo na cabeça do cãozinho, que saiu ganindo de dor. Do nada. Sem razão. Por pura torpeza.

A matriarca solteira-mãe-de-mães-solteiras, era a mãe das duas respondonas, essas sim, mães daquele punhado de crianças desgrenhadas, desorganizadas, deseducadas e famélicas.

Não tinham horta, não comiam bem, o solo do terreno, morto por fogueiras itinerantes e maus tratos, se apresentava negro, contaminado com carvão, que sufocava até mesmo o pequizeiro gigante, que segundo a matriarca, insistia em não dar frutos. 
A terra tinha se exaurido.

Me espantei com a quantidade de crianças e a sempre ausência de pais - os homens, irresponsáveis, povoam o mundo com seus filhos e sumindo, delegam a criação para as mulheres. Sexo é bom, responsabilidade não...

Brasil profundo...

Sempre as mulheres - as fortalezas, as rochas que sustentam as famílias, constantemente elas se fazem como as Pelicanas, que nada tendo para alimentar seus filhotes acabam por bicar seus peitos para que o sangue os alimente.

E vendo aquela terra arrasada, aquela miríade de rebentos, me lembrei quando estagiei, em Enfermagem, em uma cidade da região metropolitana de Belo Horizonte, quando fiz 3 prés-natais de uma menina de 12 anos e no dia do quarto pré-natal ela apareceu com a barriga vazia e me explicou:

- Meu namorado não queria e me chutou até o nenê sair. 

Horrorizado, lembrei que ela já devia andar pelo quarto mês de gestação e fiquei imaginando a cena do aborto, eivada de sangue e violência, bem como o provável tamanho do feto. Que horror! Sexo é bom, já a responsabilidade...

Brasil profundo...

Lembrei também, no interior de Pernambuco, durante meu curso de Psicologia, quando visitei uma casa e uma menina de 12 anos também chegou com uma criança pequena sentada em seu quadril do lado esquerdo (como fazia a Lady Di) e do lado direito no chão estava outro rapazinho remelento, agarrado à camiseta cheia de furos da menina maior. Pedi que chamasse a dona da casa, a mãe de todos. Ela me respondeu:

- Eu sou a dona da casa. Tenho 12 anos e esse filho no chão tem 2 e esse no meu colo tem um. O que vocês querem? - horrorizados, a gente nem sabia o que dizer, nem como continuar a abordagem.

Brasil profundo...

Brasil de terras arrasadas por maus cultivos, de regiões inóspitas e ignotas, de barbáries que se fazem como se fossem da idade média, de cenas de terror e alienação, pobreza e sujeira. De infâncias e adolescências perdidas, de violência contra mulheres, contra pais, contra crianças...

E assim, viajando e conhecendo o Brasil vejo que vossas vãs filosofias, encasteladas em apartamentos urbanos com água corrente, energia, internet e Netflix, alimentadas por videozinhos em iPhones de último modelo, nada sabem, nada conhecem. Somos néscios.

E são Quilombolas, Indígenas, Povos Tradicionais, Assentados, toda gama desses vulneráveis que precisam de nossas ajudas, de conhecimento, de mudança de vidas, e que anseiam com as mãos estendidas, por algum alento.

Desconhecemos até onde vai a pobreza e falta de informação do Brasil profundo...

E isso me abala.

Sempre.

Brasil profundo...

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

E o alemão falou na COP30...

Muito repercutiu na mídia a fala do chanceler alemão Friedrich Merz que disse que os alemães ficariam felizes de ir embora da FLOP30.
Os alemães, com sua organização impecável, suas cidades limpas e educadas, deve ter se sentido em um caos em Belém.
O problema não é o fato da cidade estar com a infra estrutura deficiente: o problema é a cara de pau dos governantes a manterem assim.
O caminho do aereporto para a cidade não é dos mais bonitos, as palafitas não são uma visão agradável, e a vergonha dos preços super inflacionados das habitações risíveis foi uma lástima.
E as comidas também mostraram um oportunismo das pessoas que inflaram os preços buscando ludibriar os gringos.
E isso incomodou os estrangeiros: e parece que só os alemães tiveram coragem de dizer.
E não venham falar que são nazistas (fala lastimável de um político brasileiro) porque não são todos os alemães que são nazistas, isso é um passado que já foi, uma mancha que lutam para se esquecer.
São um povo ordeiro e muito correto.
Não podemos falar que todos os brasileiros são malandros, sambistas e jogadores de futebol. Da mesma maneira, a ligação com nazistas é um ataque de baixo calão.
Questionar a fala do chanceler, que em visita à nosso país o ofendeu não é o fato da questão, e sim, o porquê da fala.
Os europeus falam as coisas na lata, não escondem o que vêem, não usam meias palavras. Para eles se a realidade é aquela, falam dela de maneira clara.
O que urge é que os políticos parem de roubar e invistam em infraestrutura e levem o dinhero onde ele é necessário.

E não em subornos e propinas.

ps: e a COP30 flopou sim, porque os países que mais poluem para se manter por cima da carne seca da economia, não aceitaram assinar o acordo ambiental. Porque para eles significaria frear seus progressos...

O Flerte

Esquecemos como flertar?
Aquele olhar de banda, aquela risadinha com o canto da boca, não existe mais?
As mulheres reclamam que os homens não chegam. Os homens reclamam que as mulheres estão cheias de dedos.
E vão assim, sem se entenderem, grudados nas suas telinhas atrás de emoticons.
Mas o corpo anseia pelo contato, aquela esbarrada no braço, aquela risadinha conjunta, a química rolando, o flerte avançando.
E todos acabaram ficando com medo de serem acusados de assédio, de incômodo: existe uma diferença entre o assédio e o flerte, a gentileza de se mostrar gostando de alguém. 
Se tudo virar assédio, o que vai ser da raça humana?
Nossos corpos precisam de contato, de abraço, somos seres gregários que gostam de estar com outros seres que nos agradam.
E a pandemia ainda ajudou a deixar seres sem contato a se relacionarem com telinhas, diminuindo suas exposições à outras pessoas, a outros ambientes.
Já vi grupos de jovens juntos em mesas de bares ou de shoppings, todos com seus celulares em punho, absortos em seus mundos individuais.
Para que então estão ali?
Vamos resgatar o jogo do flerte, dos galanteios e das brincadeiras.

A vida é bela, a gente é que complica ela.

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