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terça-feira, 24 de março de 2026

Gerações dos 60's e 70's

Fomos criados de uma maneira meio abandonada, "meio se vira aí" e isso acabou nos tornando mais fortes.

Claro que às vezes sucumbimos, mas as gerações desses anos acabam se virando e fazendo acontecer.

O contrário que acontece hoje com os mais jovens é que muitas das vezes eles esperam dessa geração de pais o socorro necessário e acabam por ficar menos diligentes e menos despachados.

Nossos pais não foram negligentes, foi o método que eles encontraram para nos criar em um mundo pós guerras e revoluções - estavam ocupados tentando sobreviver e acabaram deixando as gerações dos 60's e 70's se virarem sozinhos.

E saímos bem - meio arranhados, mas bem. E nessa época tínhamos que encontrar soluções para problemas que enfrentávamos sozinhso: o bullying do coleguinha, a nota baixa, o professor carrasco, o tombo de bicicleta. 

E a gente dava conta.

Tempos difíceis criam pessoas fortes, tempos fáceis criam pessoas fracas...

Mal humor rabugento de homens mais velhos

Li um artigo muito interessante que disse que os homens com décadas de supressão de seus sentimentos e de insatisfações acabam por se tornar homens rabugenttos em idades mais velhas.

É como se todo aquele material reprimido fosse se acumulando e deixando os homens cada vez mais próximos de um colapso mental de amargura e que se descarregarem desmontam a imagem do homem durão e provedor.

Ser homem nunca foi fácil porque muitos comportamentos masculinos são esperados dos mesmos e não se dá chance para o desvio do roteiro pré-determinado que a sociedade impõe ao modelo masculino.

O homem não tem escolha: tem que ser o durão e o que provê - qualquer desvio disso e ele é considerado fraco e incapaz...

Né fácil não!

Patinetes

Fiquei tão chateado com a notícia que os patinetes da Jet em Belo Horizonte estão sendo vandalizados e as suas baterias roubadas que me deu até vergonha de BH.

E se estão roubando suas baterias, tem algum sacana comprando, né?

Um serviço tão legal - tem em Guarapari e a gente se diverte a valer andando por lá.

É a crise da sociedade, a crise de valores e de respeito - nada que é público se respeita. 

Um serviço tão legal que funciona (e bem) em outras cidades do País e que chega aqui e é tão maltratado.

O povo que não sabe usar equipamentos públicos tem que ficar sem nada mesmo - fiquei sabendo também que uma dessas "Academias da Cidade", esses equipamentos de ginástica legais que tem nas ruas de BH foi extinta porque todos os seus equipamentos foram roubados. Ah, para, né?

Que tristeza. Que vergonha do ser humano. Que vergonha de BH.

A sociedade humana está indo pro buraco mesmo...

Literaturas canônicas maçônicas

Os ritos maçônicos são as maneiras de se vivenciar a maçonaria, e diferem em práticas e filosofia, mantendo o cerne do aperfeiçoamento humano como meta principal da Maçonaria.

Cara Rito possui uma vertente de literatura e um "escolástico" que mais a pesquisou e acabou compilando vasto material para estudos.

Dos ritos mais praticados, podemos delimitar os autores "canônicos" que definem o escopo e a vertente de estudos mais comum para cada rito.

Para o Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA), temos Albert Pike e sua fantástica obra "Morals and Dogma" que é a base do simbolismo e filosofia dos graus superiores, mormente da jurisdição SUL dos Estados Unidos;

O Rito Escocês Retificado (RER) se tem o filósofo Jean-Baptiste Willermoz que foi o arquiteto do rito; as Atas do Convento de Wilhelmsbad e as instruções secretas dos "Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa" são seus textos canônicos;

O rito Adohniramita, outrora francês e hoje somente praticado no Brasil, tem no "Receuil Précieux de la Maçonnerie Adonhiramite" (Coletânea Preciosa da Maçonaria Adonhiramita) a sistematização do Rito enfatizando a pessoa de Adohniram;

O rito Francês ou Moderno tem Roëttiers de Montaleau. que foi o principal compilador do Régulateur du Maçon (O Regulador do Maçom), oficializndo o rito em 1786 na França, sumprimindo a obrigação do GADU em lojas;

O Rito de York Americano, tem Thomas Smith Webb como compilador, e mesmo que o rito tenha raízes inglesas, Webb foi quem o estruturou nos Estados Unidos da América com sua obra "The Freemason's Monitor", definindo a hierarquia dos graus;

O Craft (Rito de Emulação), erroneamente chamado de York, é inglês e foi sedimentado após a união das Grandes Lojas inglesas em 1813 por Samuel Hemming que liderou a "Lodge of Reconciliation" para padronizar os rituais, resultando no que hoje é o sistema de "Emulation Lodge of Improvement";

O rito alemão de Schröder ou Schroeder tem suas bases compiladas por Friedrich Ludwig Schröder que preconizou o retorno aos rituais simples e fraternidade e humanitarismo alemão;

Em suma, esses "livros canônicos" dos principais Ritos Maçônicos são o que há de mais precioso para o estudo dos seus graus, sistemas e progressão. É a filosofia de cada Rito.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Avaliação do livro Serapião por um amigo

Recebi essa crítica do livro Serapião de um leitor amigo. Gostei tanto que pedi para publicar aqui. Ele deixou... Segue..

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Fala, Jurza! Cé tá joia? O prefácio da Nayla, conquanto simples, impactou-me profundamente. Até onde li, coadunou-se perfeitamente com os personagens.

Nesse diapasão, até aqui, o que primeiro me chama a atenção não são apenas os acontecimentos, mas a mansidão das palavras. Serapião e Hermóge parecem consubstanciar a esperança em forma de simplicidade. O vocabulário de ambos é chão batido — sem arabescos, sem volutas, sem os enfeites que costumam emprestar falsa nobreza às ideias pobres. Entre coloquialidade e neologismos, dizem palavras que consubstanciam toda uma vida sob a égide de valores incomensuráveis (embora hoje, fatidicamente prese-se mais pelo preço do que pelo valor).

Há, no modo como transitam pela paisagem — que é simples como eles, feita de poeira, silêncio e horizontes francos (até onde eu li, ainda não terminei e o livro é profícuo aos nos permitir imaginar certos lugares)— uma correspondência moral. O lugar que atravessam não ostenta grandezas arquitetônicas nem promessas de glória; é feito de estradas modestas e lugares que parecem pedir licença ao vento. Contudo, dessa singeleza brota um contraste admirável: a força mental inabalável dos dois. 

Até onde li, Serapião e Hermóge são desses espíritos que, privados do léxico abundante, dispensam-no. Sua linguagem é econômica como a de quem aprendeu que as palavras não devem ultrapassar os fatos. E, ainda assim — ou por isso mesmo — revelam uma beleza de alma que os vocábulos mais raros não lograriam traduzir. São personagens que provam, sem alarde, que a elevação do espírito não depende da elevação da dicção.

E então surge o narrador.

Ah, o narrador! Este, sim, passeia pelo idioma com a desenvoltura de quem conhece seus salões e suas cozinhas. Move-se transitando por neologismos e linguagem erudita, imagens sugestivas e observações sutis, como quem conduz o leitor pela mão, ora apontando a ironia escondida no gesto mais trivial, ora iluminando com palavras ricas o que os personagens vivem em silêncio. O contraste é deliberado e fecundo: de um lado, o simplório; de outro, o elaborado. De um lado, a frase curta e direta; de outro, a reflexão que se dobra sobre si mesma.

Essa alternância não empobrece — enriquece. Ao leitor, oferece um exercício raro: transitar entre dois mundos linguísticos que se completam. O vocabulário mais vasto do narrador não humilha o dos personagens; antes o ampara, como moldura que realça o quadro. E o falar modesto de Serapião e Hermóge funciona como pedra de toque, lembrando-nos que a verdade pode ser dita sem aparato.

Há, pois, um ganho cognitivo evidente nesse trânsito. O espírito do leitor expande-se ao acompanhar o narrador em suas sutilezas e, logo depois, recolhe-se à limpidez das falas simples. Aprende-se que a riqueza da língua não está apenas na abundância de termos, mas na justeza de seu emprego. Aprende-se, sobretudo, que a grandeza moral pode residir na economia verbal.

Se a literatura é, como já se insinuou por aí, um espelho — ainda que às vezes de moldura dourada —, Serapião prefere o vidro límpido ao cristal lapidado. E, ao fazê-lo, demonstra que a verdadeira sofisticação não exclui a simplicidade; antes a reconhece como sua origem.

Serapião e Hermóge caminham por estradas modestas; o narrador, por veredas verbais mais floridas. O leitor, entre ambos. Daí, sai da leitura mais atento às palavras — e, quem sabe, mais atento a si mesmo.

Data vênia pelo vernáculo: que puta livro!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

A ACÁCIA na Maçonaria

Como um Engenheiro Agrónomo, vou começar falando da Acácia pelo ponto de vista da minha área de formação, sendo sucinto, pois sabemos que o seu significado é muito maior e muito mais amplo do que a sua descrição botânica, mas se entendermos um pouco das suas características morfológicas entenderemos o motivo dela ser um dos maiores símbolos da nossa ordem.

Trata-se de uma planta da família das leguminosas mimosas, uma árvore ou arbusto de folhagem muito leve, elegante, resistente e muito comum nas regiões tropicais e subtropicais e cujo caule e ramos muitas vezes são armados de fortes espinhos ou aguilhões. Fornece madeira de longa duração, e pelo facto de não apodrecer com a humidade, nem mesmo quando mergulhada na água, e não ser sujeita a pragas, adquiriu (no passado oriental) fama de eterna, incorruptível.

O género, com aproximadamente 2.000.000 ha plantados em todo o mundo, apresenta uma relevante importância do ponto de vista social e industrial no reflorestamento. As espécies de maior utilização são Acacia mangium e Acacia auriculiformis, sendo as suas produções direccionadas para polpa de celulose, madeira para movelaria e construção, matéria-prima para compensados, combustível, controle de erosão, quebra-vento e sombreamento.

Também há interesse por ela apresentar significativa capacidade de adaptação às condições edafoclimáticas, sobretudo em solos pobres, ácidos e degradados produzindo elevada quantidade de madeira com baixo acúmulo de nutrientes,.

É uma planta abundante em Jerusalém, apesar de crescer em qualquer parte do mundo, as suas características diferem de região a região. A Acacia oriental ou Acacia diabalta produz a denominada "goma arábica", que entre nós não vinga e esteve presente nos processos de mumificação. No sul do Brasil temos múltiplas espécies de Acácia, entre elas, a denominada "Acácia Negra", de cuja casca é extraído o "tanino".

A palavra Acácia deriva do grego: "Akè" com o significado de "ponta" de um instrumento de metal. Existem variações no nome: AKAKIA, KASIA, KASSIA, AKANTHA (planta que tem espinhos). AKAKIA significa: inocência e ingenuidade. Os Significados de KAKIA significam vícios, desonra, disposição para o mal. Como o prefixo "a" significa negação, o significado de AKAKIA seria há oposição a todas as características ruins existentes.

Para entendermos um pouco do seu simbolismo, vamos recorrer a uma das principais lendas egípcias: a lenda de Osíris.

Seth odiava Osíris, que era tido como sábio e poderoso, então resolveu matá-lo. Ele fez um belo caixão com as exactas medidas de Osíris e convidou as pessoas para um jogo: aquele que se encaixasse perfeitamente no caixão, ganharia o mesmo de presente. Logicamente, quando a vez de Osíris chegou, o caixão era perfeito, e Seth e os seus cúmplices trancaram Osíris dentro do caixão e jogaram-no no rio. A sua mulher, Ísis, procurou-o por muitos dias. O caixão tinha encalhado e sobre ele havia brotado uma acácia. A acácia serviu de indicação para que Ísis encontrasse o corpo de Osíris. Por esta lenda, Osíris é considerado o deus da morte e da imortalidade da alma.

Os antigos egípcios tinham a Acácia como planta sagrada, era adorada pelos árabes. Maomé destruiu o mito da Acácia, que os árabes denominavam de: "Al- uzzá". A aclamação "Huzzé"," pode ter origem no vocábulo "Al-uzzá". "Al-uzzá" que Maomé baniu, por considerá-la idolatria, era venerada pelas tribos de Ghaftanm, de Koreiseh, de Kenânah e de Saken, a quem denominavam de "Pinheiro do Egipto". Se Moisés recomendava que o Tabernáculo, a Arca da Aliança, a Mesa dos Pães da Propiciação e demais Adornos Sagrados, fossem construídos com madeira de Acácia, isto não significa que o seu uso fosse originário daquela época, pois nos mistérios egípcios o seu uso era conhecido. Moisés que estivera no cativeiro, certamente, colheu dos egípcios, o uso da Acácia sagrada nas escrituras.

Na antiguidade, em hebraico, o antigo termo Shittah era usado para Acácia, sendo o plural Shittim (espinho em hebreu). Bete-Sita, no hebraico significa lugar da acácia – e no Atlas Moderno aparece localizada no paralelo 32-30, ao lado do Rio Jordão. Os povos antigos tinham um respeito extremo por ela, chegando a ser considerada como um símbolo solar porque as suas folhas se abrem com a luz do sol ao amanhecer e fecham-se no ocaso. A sua flor imita o disco solar.

No Antigo Testamento, no livro do Êxodo, encontramos diversos trechos que mencionam o seu uso:

* Arca da Aliança – farão uma arca de madeira de acácia. (Êxodo 25.10);
* Mesa dos Pães Propiciais – farás uma mesa de madeira de acácia (Êxodo 25.23);
* Altar dos Holocaustos – Farás o altar de madeira de acácia – o seu comprimento será de cinco côvados, a sua largura de cinco côvados e a sua altura será de três côvados. (Êxodo 27.1);
* Altar de Incenso – Farás um altar para nele queimar incenso, de madeira de acácia o farás. (Êxodo 30);

Hiram Abiff na ornamentação do grande templo esculpiu os Querubins e todos os demais ornamentos, em Acácia que, posteriormente cobriu com lâminas de ouro. Considerando o tamanho dessas esculturas, e o revestimento das paredes internas, tipo "lambris", a Acácia não se apresentava como um simples arbusto, mas como árvore de grande porte. Todas as religiões místicas antigas, possuíam uma árvore simbólica para venerar.

Na Maçonaria conhecemos-la na lenda de Hiram Abiff, durante a exaltação.. Rapidamente no contesto do trabalho, uma lenda diz que após enterrado no Monte Mória o túmulo estava marcado por um galho da acácia deixado pelos seus assassinos, que foi desenterrado por um dos exploradores enviados pelo rei Salomão que extenuado da viagem tentou agarrar-se a ele, soltou-o e criou vida própria. Outra lenda diz que quando os M∴ foram procurar Hiram Abiff, encontraram num local terra removida que parecia ocultar um cadáver então plantaram um galho de acácia. E por fim uma terceira lenda, diz que uma acácia teria brotado do corpo do Maçom morto, anunciando a sua ressurreição.

Estima-se que em 1937 a Acácia nasce no nosso simbolismo junto com a Maçonaria especulativa, sendo a consciência da vida eterna.

"Este galho verde no mistério da morte é o emblema do zelo ardente que o M∴ M∴ deve ter pela verdade e a justiça, no meio dos homens corruptos que atraiçoam uns aos outros".

O significado místico da Acácia é a imortalidade, porque significa a indestrutibilidade, e que o Ser é Imperecível, esse é o ponto culminante d filosofia maçónica.

Quando o Venerável Mestre pergunta ao 1º Vig. "Sois M∴ M∴? e o interpelado responde "A A∴ M∴ é C∴" ele estabelece de imediato a sua qualidade de Maç∴, o que, equivale a dizer "tendo estado na tumba, e triunfado levantando-me dentre os mortos e, estando regenerado, tenho direito à vida eterna". A interpretação simbólica e filosófica da planta sagrada é riquíssima e lembra a parte espiritual que existe dentro de nós que, como uma emanação ao GADU, jamais pode morrer. A Acácia é, simplesmente, a representação da alma e nos leva a estudar seriamente o nosso espírito, o nosso eu interior e a parte imaterial da nossa personalidade. Do Maçom, que já conhece a Acácia é esperado uma conduta pura e sem máculas. Para os Maçons, simboliza Inocência, Iniciação, Imortalidade da Alma e Incorruptibilidade.

Inocência, não dos profanos e dos impuros, mais sim a dos mais justos e nobres. Esta diretamente ligada as maiores virtudes dos Maç∴, igualdade, liberdade, fraternidade, verdade, honra, justiça e as demais características de um homem livre e de bons costumes.

Iniciação, renascimento do homem físico para o homem espiritual, mais evoluído e focado em aprofundar os seus conhecimentos e maneiras de agir e pensar.
Imortalidade, Ressurreição de Osíris, Hiram e Jesus; esta presente na crença do 3 grau, a imortalidade da alma, ou a sua herança moral para a sociedade.
Incorruptibilidade, por a sua madeira não apodrecer, por isso, foram enterrados os membros de Osíris, num caixão de Acácia; Esta característica define bem o Maçom a que não apodrece ou se deixa corromper por influencias externas.

Quando o Maçom diz que a A∴ é M∴ C∴, significa que conhece a imortalidade da alma. 

É o um dos mais importantes e significativos símbolos da Maçonaria, onde temos uma bela percepção dos mistérios da vida e da morte, do tempo e da eternidade, do presente e do futuro. 

Tem por objetivo também ensinar-nos que a vida do homem, norteada de boas e puras ações, será recompensada, na hora final da nossa vida terrena e por toda a eternidade.

Autor desconhecido

Fonte:

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

BAD BUNNY - SuperBowl LX - Lelolai - DeBÍ TiRAR MáS FOToS

O show de Benito Antonio Martinez Ocasio, o Bad Bunny, no intervalo do SUPERBOWL LX foi realmente um "slap in the face"! Um tapa na cara!

Foi um espetáculo de orgulho de ser latino, de ser borícua, de ser Porto Riquenho!

Começou enfatizando o canavial, que levou escravos para a ilha de Porto Rico, bem a cara do Brasil colonial, por conta da plantação de cana-de-açúcar. Ao mesmo tempo sofrimento e orgulho de se constituir como nação.

Os agricultores com seus "pavas", aquele chapéu de palha bem da nossa festa junina, bem típico de nossas infâncias, estão cortando cana, enquanto Bad Bunny começa sua performance, com TITI ME PREGUNTÓ - a música fala de sua tia lhe perguntando porque tantas namoradas e porque não se casa...

E ele vai andando e vai topando com realidades de Porto Rico que também estão em nossas realidades: os tios na rua jogando dominó (aqui em BH tem uma praça bem no centro que é cheio de aposentados que jogam dominós e damas, as manicures (um local onde as mulheres vão se enfeitar e fofocar, um must de todas as cidades), carrinhos de rua, de "Piráguas" (geladinhos), de hambúrguer, de bebidas e de "compro ouro", bem típico também daqui... 

E as mulheres assentando blocos de concreto, que segundo a diretora de cena simbolizavam o alicerce das famílias de PR também foram uma mensagem sutil.

Aliás, todos os 13 minutos de show contiveram mensagens sutis da colonização e exploração de Porto Rico e do passado escravocrata e agrícola da cana-de-açúcar, bem como do orgulho do povo borícua de suas origens e seus hábitos.


E se vai andando e mudando de músicas, até que chega na casita, uma casinha bem típica de PR, que figura no lindíssimo curta metragem " DeBÍ TiRAR MáS FOToS" (nome de seu último disco - está em https://www.youtube.com/watch?v=gLSzEYVDads) - e a folia é completa - dança e vai em direção à uma "vilazinha", com um mercadinho "LA MARQUETA", de Nova York (NUEVAYOL - outra música), do lado a bodega da Toñita, bar típico de NY onde os Portoriquenhos se encontram para tomar um trago e se confraternizar (e a própria Toñita estava lá - figuraça), uma barbearia, e mais... 

E o Ricky Martin, outro borícua, cantando "Que le pasó a Hawai" foi muito bonito, porque a letra é linda - e alerta para que não aconteça com PR o que passou no Hawai - praias sendo privatizadas, rios sujos e gentrificação com a expulsão das "abuelitas" e dos antigos moradores. Foi o que quiseram fazer nas praias do Brasil, que ainda são protegidas pela Constituição - fechar praias para o público é absurdo!

A letra diz 

Quieren quitarme el río y también la playa
Quieren al barrio mío y que abuelita se vaya
No, no suelte' la bandera ni olvide' el lelolai
Que no quiero que hagan contigo lo que le pasó a Hawái


Querem me levar o rio e também a praia
Querem minha vizinhaça e que minha avozinha se vá
Não, não solte a bandeira e nem esqueça do lelolai*
Que não quero que façam contigo o que passou ao Hawai


* lelolai é uma interjeição das músicas típicas de PR, um legado e típico


Eu escuto Reggaeton desde que fui em Asunción em 2007 e gosto da batida - e Bad Bunny é atualmente o rei do Reggaeton e Dembow - batida latina contagiante. 

E o disco " DeBÍ TiRAR MáS FOToS" ganhou o Grammy de melhor álbum latino de 2026! 

E eu acho um álbum muito bom. Suas letras são românticas e exaltam o amor e Porto Rico. (Conservadores esperavam letras agressivas e de ataque, mas Bad Bunny foi mais esperto)

E o SuperBowl não paga a apresentação, que é financiada pela NFL (Liga de Futebol Americana) - mas a exposição é incrível. Bad Bunny passou para o 1o no Billboard com a música do título do disco e o segundo lugar também é seu, após o SuperBowl. A visibilidade é imensa! Só no SuperBowl nos EUA ele teve mais de 150 milhões de pessoas assistindo - fora o mundo.

E teve até um casamento de verdade - o noivo convidou Bad Bunny para seu casamento, mas Bad Bunny o levou para o show, inclusive assinando como testemunha. 

E teve Lady Gaga, simbolizando os imigrantes italianos, vestida no azul clarinho que é símbolo da ilha - aliás, azul este que Bad Bunny usa na bandeira de PR com azul claro, já que oficialmente leva a cor do colonizador, o azul escuro - e ele porta a azul claro com orgulho e protesto. Essa bandeira já foi proibida e empunhá-la dava cadeia.

E teve postes queimando ( de mentirinha - o estádio até apagou) simbolizando os problemas de energia elétrica que PR enfrenta, e que não têm tratamento igual dos EUA - eles são um limbo jurídico - não são estado, não são independentes, são tratados desigualmente, não votam para presidente dos EUA, enfim, são uma colônia... Oprimida.

E no fim Bad Bunny diz que AMERICA é um continente, citando quase todos os países, acompanhado das suas bandeiras, e enfatiza que somos uma unidade. E deu orgulho de ver vários símbolos de unidade latino americana (incluindo o Brasil), que nos unem como verdadeiros irmãos.

A capa do disco "DeBÍ TiRAR MáS FOToS" é a nossa cara - que casa não tem cadeiras de plástico e que roças não têm bananas?

SOMOS AMERICA SIM - UM CONTINENTE! PARABÉNS BAD BUNNY, PARABÉNS PELA CORAGEM!

(e por falar em coragem, dizem que ele estava vestido com colete à prova de balas - parecia sim - ele estava bem estufado e quando ele cai dentro da casita, dá prá notar nos ombros que ele está vestindo algo por baixo - como ele fez o primeiro show do intervalo da NFL todo em espanhol, muitos americanos conservadores ficaram incomodados com isso e acharam desrespeito)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

SERAPIÃO debutou

Enfim meu livro debutou e está à venda no Clube de Autores!

O Clube de Autores é um site que partiu de uma iniciativa incrível de se fazer livros sob demanda, evitando assim todo aquele custo inicial de impressão e gráfica que muitos autores sonhavam em publicar, mas não tinham dinheiro.

Já recebi meu primeiro volume para testar se a impressão está correta e a capa também e ficou maravilhoso. Já mandei imprimir mais e já tenho amigos comprando.

Publicar no Brasil não é fácil, poucas pessoas leem, livros são caros e tomam bastante tempo para serem feitos e publicados, enfim, viver da escrita no Brasil é muito difícil.

Mas não quero viver da escrita - quero divertir meus leitores com a estória que criei e que fiquei fã.

Espero que comprem e que comentem comigo o que acharam da estória e do livro em si.

Colocarei a versão digital somente ano que vem, porque quero ver a obra materializada em um bocado de lares.

O site para adquirir o livro com um frete amigável  é o do Clube de Autores, no endereço:


Entrem lá, adquiram o livro, ajudem a divulgar a cultura e me ajudem também!


ARTEMIS

Talvez hoje saia a missão tripulada ARTEMIS II que dará a volta na Lua.

Ela é pioneira pois levará para mais longe do planeta Terra que a humanidade já esteve uma mulher e um negro, juntamente com outros dois astronautas.

A missão não pousará na Lua, mas passará por detrás do satélite natural da Terra, momento em que ficarão na "sombra" das comunicações de rádio, e servirá para que os astronautas treinem para um futuro pouso lunar da ARTEMIS III.

Vão em direção ao nosso satélite natural pela primeira vez em mais de 50 anos, a fim de treinar aprimorando técnicas e procedimentos no espaço profundo.

Eu aguardo ansiosamente essa missão, já que com as câmeras de hoje, poderemos ter imagens estonteantes da Lua.

O ímpeto de explorar do ser humano o leva para distâncias cada vez maiores: as vezes pessoas perguntam por que ir tão longe, mas se esse ímpeto não fosse realizado, a América não teria sido colonizada pelos habitantes do velho mundo, pois se se mantivessem no "prá quê", essas terras ao oeste estariam para sempre habitadas esparsamente.

Eu torço para que dê certo e acompanho várias missões da Nasa.

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