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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Éramos mais reais


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Minha mãe cortava o frango, picava os ovos e passava manteiga no pão com a mesma faca. 
Na mesma tábua. 
Sem água sanitária para cada tarefa. 

E sabe o que aconteceu?
Nada.

Eu não lembro de ter tido intoxicação alimentar uma vez sequer.

Todo domingo era "frango com batata frita".
Não precisava de McDonald's pra ter refeição em família.
Eram nossas tradições. Simples. 
Mas preciosas.

Nosso lanche da escola ia embrulhado em saquinho de pão.
Não tinha lancheira térmica. Não tinha compartimento refrigerado.
E o lanche? 
Pão com manteiga e uns pedaços de chocolate.

Surpreendentemente, nenhuma bactéria nos derrubou.

No verão, a gente mergulhava em rio, lago, praia.
Ninguém sonhava em pagar pra se espremer numa piscina cheia de cloro.
As praias nunca fechavam.
E a gente nadava sem medo.

Na escola, fazíamos educação física com tênis simples.
Sem amortecedor. 
Sem tecnologia de mil reais.
A gente caía? 
Sim. 
E levantava.
E aquelas quedas viravam histórias.

Fez algo errado? 
Levava castigo.
Isso se chamava disciplina.

E a gente cresceu respeitando regras e honrando os mais velhos.

Éramos às vezes cinquenta por sala.
E mesmo assim, todo mundo aprendeu a ler, escrever e fazer conta.

Tabuada? 
A gente sabia de cor.
Dever de casa? 
Fazia à noite, na mesa da cozinha.
E conseguíamos escrever uma carta sem erro de português.

No meio do ano, tinha festa junina.
Bolo feito pelas mães. 
Rifa. 
Quadro de honra com os nomes dos melhores alunos.
Que orgulho!

Não importava de onde a gente vinha.
Cantávamos o hino nacional juntos. 
Respeitávamos a bandeira.
E ninguém achava isso opressão.

A gente brincava na rua até os pais chamarem.
E eles sempre sabiam onde a gente tava.
Porque todo mundo se conhecia. 
Todo mundo cuidava.

E sim, dava pra andar na rua de noite sem medo.

Picada de abelha? 
Não ia pro hospital. 
Não tomava antibiótico.
Era iodo, alho ou vinagre. 
E passava.

Briga na escola? 
Resolvia no soco.
Nunca com faca. 
Nunca com arma.
E no dia seguinte, a gente já tava jogando bola junto de novo.

E sabe o mais importante?
A gente não conhecia o termo "família disfuncional".

Resolvia as coisas naturalmente.
Sem terapia em grupo. 
Sem remédio controlado.
Só a vida. 
Simples. 
Verdadeira.

Como a gente sobreviveu?
Talvez justamente por causa dessa simplicidade.

Amor a todos que viveram essa época.
E aos que não viveram...
Sinto muito pelo que vocês perderam.

Porque hoje:
A faca tem que ser uma pra cada coisa.
O lanche tem que ir em marmita térmica com gelinho.
A criança não pode cair porque "vai traumatizar".
A disciplina virou abuso.
Cantar o hino brasileiro virou "doutrinação".
Brincar na rua virou perigo.
Resolver no soco virou crime.

E no meio de tanta proteção...
As crianças ficaram mais frágeis.
Mais ansiosas.
Mais perdidas.

Porque a gente trocou simplicidade por paranoia.
Trocou liberdade por controle.
Trocou resiliência por fragilidade.

E agora a gente tem:
Crianças que não sabem lidar com frustração.
Adolescentes que não sabem escrever uma frase.
Adultos que não sabem resolver conflito sem processar alguém.

Não estou dizendo que tudo era perfeito.
Não estou romantizando pobreza.
Não estou defendendo violência.

Mas tem algo que a gente perdeu no meio do caminho:
A capacidade de ser simples. 
De ser forte. 
De ser gente.

Porque hoje:
A gente tem mil informações. 
Mas nenhuma sabedoria.
Mil redes sociais. 
Mas nenhuma conexão real.
Mil terapias. 
Mas nenhuma paz.

E às vezes eu olho pra trás e penso:
A gente não tinha nada. 
Mas tinha tudo.

Tinha vizinho que cuidava.
Tinha rua pra brincar.
Tinha simplicidade pra ser feliz.

E hoje?
Hoje a gente tem tudo.
Mas parece que não tem nada.

Essa é uma homenagem a quem cresceu com o simples. 
E sobreviveu. 
E virou gente de verdade.
Não porque era melhor. 
Mas porque era real.

Éramos mais livres quando o telefone era preso na parede...

sexta-feira, 10 de abril de 2026

E Artemis II chegou!!!!!



Acompanhei a reentrada. 6 minutos de perda de sinal por causa do plasma em volta da cápsula. 2700 graus centígrados. Deve ser um pavor. Mas chegaram bem. O escudo térmico aguentou. Parabéns à todos que fizeram essa maravilha.

terça-feira, 7 de abril de 2026

Entrevista após o sobrevôo - Artemis II

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Enfim, os astronautas após passarem atrás da Lua, retornaram a comunicação após uma hora com a mensagem de Cristina "COMM check" - "Bom falar com vocês novamente".

Lhes foi perguntado o que sentiram atrás da Lua sem comunicação durante 40 minutos e eles todos disseram que estavam muito ocupados, mas que foi um momento muito especial... Comemorado por 30s com "maple cookies", biscoitos doces...

Mas disseram que foi um momento de reflexão - apesar de Cristina dizer que não queria já estar voltando por estar incrível a viagem mesmo em um lugar apertado daqueles, eles escolheriam a Terra, escolheriam voltar.

E acho engraçado que o Jeremy, canadense, primeira vez no espaço, sempre escolhe um lugarzinho para ficar "fixo" nas entrevistas - acho que ele ainda não se sente muito confortável em ficar flutuando...

Viagem incrível, adoraria estar lá e ver a Lua de perto, adoraria ver toda aquela tecnologia funcionando! Parabéns pelo triunfo da tecnologia, da engenharia e técnica! Incrível façanha! Matemática e Física aplicadas in extremis!

Que Deus os traga sãos e salvos até o retorno aos seus lares!

EarthSet - Pôr da Terra - Artemis II

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Foto mais maravilhosa de nossa casa: se pondo atrás da Lua, antes da pausa de 40 minutos sem sinal que os astronautas enfrentaram.

Provavelmente usada uma objetiva de distância focal longa, fazendo o que se chama de "background compression", trazendo o fundo mais próximo ao primeiro plano.

Essa foto é a ampliação da foto anterior, bem no momento do desaparecimento da nave atrás da Lua.

Absolutamente linda!

Obrigado aos astronautas da NASA por nos brindar com essa foto incrível!

Os créditos da foto são todos dela e do astronauta que a tirou!

segunda-feira, 6 de abril de 2026

5 minutos para perda de sinal Artemis II

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Coisa mais linda ver a Artemis II entrando atrás da Lua e ver o planeta Terra, nossa casa, em crescente no lado direito!

Essa imagem foi tomada logo antes da astronave Órion da missão Artemis II entrar atrás do disco lunar e perder contato por 40 minutos com a Terra. Um momento emocionante de solidão e silêncio das comunicações.

Maravilhoso!

Perto da Lua - Artemis II



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To aqui babando com a vista que ja estão tendo da Lua. São 18:48.

Deve ser maravilhoso ver ela assim de perto!

 Daqui a pouco vão entrar na sombra dos 40 min de silêncio, as 19:24.

Maravilhoso!

Artemis II - Órion




E lá vai a espaçonave Órion dar a volta na Lua hoje à noite!

Um desafio enorme para a tecnologia humana que faz com que muitos acabem por questionar como os seres humanos conseguiram ir em 1969 e não voltaram tão cedo.

Não tinha mais interesse, na época correr riscos: era questão de "guerra fria", os EUA queriam ser os primeiros a chegar e arriscaram muito mais que hoje.

Hoje as coisas são mais seguras, mais controladas e mais conscientes: a volta da exploração da Lua não é por bel-prazer - a Lua tem abundância do elemento Tório, usado em reatores nucleares e de Hélio 3, que é um combustível que hoje há tecnologia de transformá-lo em energia através de fusão nuclear. 

Vejam bem, usinas de tório/plutônio/urânio trabalham por fissão nuclear, os átomos se desintegram gerando energia - a fusão é "juntar" átomos produzindo energia: essa tecnologia não foi bem dominada até a atualidade. Agora já se sabe fazer fusão.

E usar a Lua, no pólo sul, como entreposto para exploração desses metais para trazê-los de volta à Terra e usar a água encontrada em crateras do pólo sul da Lua para produzir combustível para uma eventual ida à Marte, é bem mais barato do que partir da gravidade terrestre e decolar um foguete. A gravidade da Lua exigem muito menos combustível para decolar - isso baratearia não só missões à outros planetas, mas também a colocação de satélites em órbita da Terra, já que gastaria bem menos combustível.

E um telescópio do lado oculto da Lua seria muito melhor para observar o Cosmo na sombra do Sol.

E o que é mais legal dessa missão é que tudo está sendo gravado em 4K, imagens maravilhosas e que darão muito o que analisar. E vão fotografar o lado oculto da Lua para analisar. O lado que não vemos.

E a Artemis III testará mais sistemas, culminando em 2028 a ARTEMIS IV pousando na Lua com humanos.

E os chineses estão programando pousar humanos na Lua em 2030, já de olho no Tório e no Hélio 3...  (agora a corrida espacial é contra eles)

De quem serão as novas terras colonizadas por diversos países? Dos países ou da Humanidade (pouco provavel, né?)?

Li num jornal por aí um comentário de um leitor que escreveu que "ninguém está ligando para esse vôo em torno da Lua! - não sei dele - eu estou interessado prá caramba.

Eu e um monte de gente que anseia por progressos técnicos e descobertas...

Ah, e que decepção para os terraplanistas verem nosso planeta ser fotografado mais uma vez do espaço e ele ser uma esfera... Quanta ignorância dos pizzaplanistas... Vão estudar!

Enfim, torço pra Artemis e estou acompanhando tudo...

(Um detalhe, o programa que foi para a Lua chamava-se Apolo, o deus do Sol para os gregos, agora Artemis, sua irmã gêmea batiza essa missão)

segunda-feira, 30 de março de 2026

A era dos SEM NOÇÃO

Estamos na era dos sem noção!

Dos que falam alto no celular (não sou obrigado a participar das conversas deles), dos que vêem vídeos de diversos assuntos em toda altura (de novo o celular - não sou obrigado), 
dos pais que brigam com professores pelas notas ruins ds filhos (minha mãe falava ai de mim se precisasse ir na escola por minha causa - eu apanharia primeiro, antes de ela ir).

Das malditas caixinhas de som na praia, dos vizinhos que ficam com música alta e conversa alta em condomínios achando que a bagunça que fazem na casa deles, porque é na casa deles, é permitida. O som está saindo, estão incomodando!

As pessoas estão tão sem noção que param em lugares movimentados bloqueando a passagem das pessoas (aí incluídos os que fazem com os carros), das pessoas que não estão nem aí e bloqueiam passagens no supermercado, que estacionam em duas vagas (meu umbigo primeiro - se você não acahr vaga, azar o seu), que largam sujeira em locais públicos e mesmo "públicos privados" como em espaços comuns nos clubes, que guardam mesas e cadeiras em clubes e não aparecem, que se sentam em dois assentos nos ônibus, que fingem dormir para não dar lugar para idosos...

Ontem vi um menino querer comprar um daqueles saquinhos de gelinho com sabor, pôs na boca e começou a morder e a mãe disse que não ia comprar e devolveu o negócio babado e semimordido para a geladeira do bar! 

Aliás, os adultos também fazem isso ao beber refrigerantes em lata nos supermercados e descartar as latinhas sem pagar... Que horror! Que exemplos de educação!

Ah, e lembrando dos motoristas, uma atitude sem noção que me irrita por demais e o sujeito ou sujeita pararem em qualquer lugar, em fila dupla, tripla, debaixo de placas de "proibido parar e estacionar" (aquela com um "E" cortado por duas linhas formando um xis), e simplesmente achar que criam uma vaga virtual ao ligar o pisca alerta! 

NÃO EXISTE ESSA DE CRIAR VAGA NUM LUGAR QUE NÃO SE PODE ESTACIONAR SIMPLESMENTE USANDO O PISCA ALERTA!!!

E os táxis, ubers e outros aplicativos que param em fila dupla, sendo que mais adiante tem um espaço para estacionar? E povo que ESTACIONA onde não pode nem parar e estacionar?

Ah, tem também os engraçadinhos que cortam uma fila pela direita e dão seta para a esquerda para entrar na fila lá na frente: vocês acham que eu fico na fila porque gosto? Cortar a fila te faz mais esperto, mas não educado.

Tá faltando educação, tá faltando base - esse país nosso está definitivamente indo para o ralo! Falta cortesia e sentimento de comunidade!

quinta-feira, 26 de março de 2026

Exploração de Recurso Natural em área urbana - ABSURDO!!!!

Um morador de Maricá que transformou sua van em um motorhome tecnológico viveu uma situação bizarra hoje. 

Ele estacionou na orla para trabalhar usando seus painéis solares, quando foi abordado por uma fiscalização exigindo o pagamento de uma taxa de "uso de recurso natural em área urbana".  

A justificativa? 

Como ele está captando o sol que incide na via pública para carregar suas baterias (e não pagar luz em casa), o governo entende que há uma "exploração de recurso estatal". 

O "Pedreiro Raiz" tecnológico agora vai ter que pagar para o sol brilhar no teto do carro dele.  

Onde termina a inovação e começa o absurdo? 

Daqui a pouco vamos ter que pagar IPTU por estar parado na sombra de uma árvore pública, né? 

(reprodução de texto recebido - não sei a fonte)




 

terça-feira, 24 de março de 2026

Gerações dos 60's e 70's

Fomos criados de uma maneira meio abandonada, "meio se vira aí" e isso acabou nos tornando mais fortes.

Claro que às vezes sucumbimos, mas as gerações desses anos acabam se virando e fazendo acontecer.

O contrário que acontece hoje com os mais jovens é que muitas das vezes eles esperam dessa geração de pais o socorro necessário e acabam por ficar menos diligentes e menos despachados.

Nossos pais não foram negligentes, foi o método que eles encontraram para nos criar em um mundo pós guerras e revoluções - estavam ocupados tentando sobreviver e acabaram deixando as gerações dos 60's e 70's se virarem sozinhos.

E saímos bem - meio arranhados, mas bem. E nessa época tínhamos que encontrar soluções para problemas que enfrentávamos sozinhso: o bullying do coleguinha, a nota baixa, o professor carrasco, o tombo de bicicleta. 

E a gente dava conta.

Tempos difíceis criam pessoas fortes, tempos fáceis criam pessoas fracas...

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