-> Patuscadas, nonsenses, lugares comuns (e incomuns) e outras bazófias... Antes de morrer, lembre-se de levar uma moeda para pagar Caronte e cruzar para o outro lado do Estige...
sexta-feira, 27 de março de 2015
TERIA SIDO JESUS, UM ESSÊNIO?
Aparentemente, de acordo com as opiniões, dadas abaixo, de alguns
escritores famosos sobre o fato, escritores historiadores, que são os
que se aplicam neste caso, tudo nos leva a crer que, não. Em caso
afirmativo, a conclusão mais razoável é que se Jesus conviveu com os
Essênios, tendo assimilado algumas de suas figuras e idéias, deles se
afastou, divergindo em pontos fundamentais.
Vamos abrir parênteses para dar uma excelente definição de
"historiador", de Cervantes: "Os historiadores devem ser precisos,
verídicos e totalmente imparciais; nem o interesse, nem o medo, o ódio
ou a afeição poderiam afastá-los da senda da verdade, da qual a
história é a mãe, a conservadora das grandes ações, o testemunho do
passado, o exemplo e o ensinamento para o presente e a advertência
para o futuro".
Deste modo, vejam a opinião de Eleutério Nicolau da Conceição, no
livro "Maçonaria – Raízes Históricas e Filosóficas", pg 177 : "Certos
livros afirmam que Jesus e Batista tinham sido Essênios, mas que Jesus
era um grau superior ao de João. Por ocasião de seu batismo, Jesus se
teria dado a conhecer por sinal, toque e palavra....etc. Parece
incrível que histórias desse tipo sejam repetidas sem que aqueles que
o fazem, tenham levantado perguntas óbvias: como aquela informação
teria chegado ao escritor? Os autores desses artigos não exercitaram
seu pensamento critico para perguntar como o autor original teria
acesso a essas informações desconhecidas de todos os estudiosos do
tema, que buscam avidamente referencias palpáveis, verificáveis na
arqueologia e documentos antigos, da passagem pela Terra do Jesus
histórico"
Continuemos obtendo mais depoimentos de escritores, como, por exemplo,
James H. Charleswort – no livro "Jesus dentro do Judaísmo", pg 74 :
"....Assim como não existem dados sustentando a idéia de Jesus ter
sido Essênio, já que não há qualquer referencia a ele nos documentos
conhecidos, não se pode tampouco afirmar que nunca houve contato entre
ambos os grupos, cristãos e Essênios. Existem, contudo, oposições
evidentes nos ensinamentos e praticas de Jesus comparados com os da
seita zadokita: os Essênios eram rigorosos cumpridores da lei,
guardando o sábado com maior rigor até do que os fariseus. Jesus
ensinava: "o sábado foi feito por causa do homem, não o homem por
causa do sábado". Em certas ocasiões mandou seus discípulos que
colhessem espigas (trabalhassem) para se alimentar no sábado.Os
Essênios superiores praticavam todo um ritual, mantendo rigor ainda
maior em relação a estranhos, e o compartilhar de refeições era para
eles um ato sagrado, apenas com os membros de seu grupo; Jesus era
acusado pelos fariseus de comer com publicanos e pecadores, a ralé da
época, o que, se feito por um Essênio, provocaria sua expulsão da
Ordem.Por último, os Essênios tinham uma cerimônia na qual
amaldiçoavam seus inimigos; enquanto Jesus ensinava: "Amai vossos
inimigos e orai por aqueles que vos perseguem".
Igualmente, o historiador John P. Meir – no livro "Um Judeu Marginal",
Imago, 1993, pg 100, nos relata, com muita sabedoria: "Seja como for
(e não há como verificar tal afirmação), não existem indicações de que
Jesus tenha tido contato direto com a comunidade de Qumrãn, em
qualquer tempo. Ele não é mencionado nos documentos encontrados em
Qumrãn, ou próximo a ele, e sua atitude independente com relação à
interpretação estrita da Lei Mosaica é a própria antítese dos
rigorosos membros da seita Qumrãn, que consideravam até os fariseus
muito indulgentes. Tudo isso não evitou que alguns escritores
imaginosos vissem Jesus e Batista em alguns textos de Qumrãn, o que
apenas mostra que a fantasia intelectual não conhece limites!"
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
quinta-feira, 26 de março de 2015
sexta-feira, 20 de março de 2015
Solsticios e Equinócios
A Astronomia e a Astrologia são ciências extremamente importantes, mas
não é de nosso interesse, e nem tenho capacidade de fazer um tratado
sobre os Solstícios e os Equinócios.
Vou simplesmente dar algumas definições e conclusões, da maneira mais
pratica possível e, no final, fazer uma observação, que ao meu ver é
de extrema importância pois definiu eventos religiosos importantes.
É sabido que a Terra tem movimento de rotação em torno de seu próprio
eixo e gira em torno do Sol num trajeto com formato de uma elipse.
Entretanto, se tomarmos um ponto da Terra como "referência",
aparentemente, o Sol nasce no Leste e se põe no Oeste. Só que não
nasce sempre no mesmo local. Ele caminha num sentido (para a direita,
por exemplo), permanece parado por um período, e volta no sentido
contrário até atingir o outro extremo. Permanece parado por um período
e recomeça tudo outra vez. Leva seis meses para ir de um extremo a
outro e, portanto, um ano para voltar ao mesmo extremo.
Essas aparentes "paradas", que são as posições da Terra nos extremos
mais longos da elipse, são chamados de "Solstícios" de Verão e de
Inverno. Abaixo da Linha do Equador ocorrem em 24 de dezembro e em 24
de junho, aproximadamente. Acima da Linha do Equador, as datas são as
mesmas, e onde é Verão é Inverno e vice-versa.
O "Equinócio" é quando o Sol encontra-se no meio dos dois extremos. E,
obviamente, temos também dois: o de Outono e da Primavera.
O mais interessante de tudo que foi escrito é que, nos Solstícios, a
quantidade de horas de sol (claridade) e de escuridão varia durante o
período de 24h do dia , e se alterna.
Desse modo, no Solstício de Verão a quantidade de horas de claridade é
muito maior que a escuridão, durante as 24h de um dia. E ao contrário
no Solstício de Inverno.
Como o Sol, nas religiões das civilizações antigas era considerado
como um dos "deuses", essa variação crescente da sua presença durante
seis meses nos dias, foi base de uma religião muito antiga chamada
"Solis Invictus" (e também do Mitraismo).
Recapitulando, o Solstício de Inverno, acima da Linha do Equador, que
foi onde as civilizações mais se desenvolveram, no dia 24 de dezembro
tinha uma quantidade maior de horas de escuridão do que as de
claridade. E, a partir desse dia, essa religião comemorava sua festa
máxima que era o "Natalis Solis Invictus" que era quando o Sol
começava a aumentar sua presença ao longo dos dias, até o próximo
Equinócio quando as horas de escuridão e claridade seriam iguais. Esse
dia era de extrema importância para os adeptos dessa religião: era
quando o "Sol nascia e crescia em força e vigor".
O cristianismo, na época de Constantino, o Grande, foi alçada à
condição de religião de Estado, apesar de que ele próprio, até próximo
a sua morte, pertenceu a religião "Solis Invistus". A festa máxima era
o nascimento de Jesus Cristo, que era comemorada em 06 de janeiro.
Entretanto, como foi uma religião "imposta" pelos governantes, as
convicções antigas permaneceram e eram também comemoradas. Para
resolver esse problema, as festas católicas tiveram as datas trocadas,
coincidindo com as antigas festas do "Solis Invictus".
Inclusive, a data de nascimento de Jesus que era comemorada em 06 de
janeiro, foi trocada para a data de 24 de dezembro, por Constantino em
521 d.C.
Desse modo, a atitude de um déspota daquela época, que por interesses
político e temporal, influenciou, e continua a influenciar, no
comportamento de milhares de pessoas, no tocante as suas convicções
religiosas.
P.S.: de um lugar fixo do meu quintal, desde 12/05/2009, venho obtendo
fotos, duas vezes ao mês, do "pôr" do Sol para registrar essa
caminhada aparente do mesmo. É muito interessante, pois é algo que
ocorre continuadamente e não nos damos conta.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
quinta-feira, 19 de março de 2015
Ordem DeMolay
fraternais, iniciáticos e filantrópicos, para jovens do sexo masculino
com idade compreendida entre os 12 e os 21 anos. É uma organização
neo-templária fundada nos Estados Unidos, em 17 de Março de 1919, pelo
maçom Frank Sherman Land patrocinada e mantida pela Maçonaria[carece
de fontes], oficialmente desde 1921, que na maioria dos casos cede
espaço para as reuniões dos Capítulos DeMolays e Priorados da Ordem da
Cavalaria - denominações das células da organização.
A Ordem é inspirada na vida e morte do nobre francês Jacques de Molay,
23º e último Grão-Mestre da Ordem dos Templários, morto em 18 de março
de 1314 junto ao Preceptor da Normandia, Geoffroi de Charney por
contestar as falsas acusações de prática de diversas heresias como
infidelidade à Igreja, sodomia, adoração de ídolos etc. Pode-se
acreditar que o motivo de tais acusações fosse a ambição do Rei Filipe
IV, o Belo e o Papa Clemente V, pelas posses da Ordem dos Templários,
pois em caso de prisão, os bens do acusado passariam a pertencer ao
Estado francês.
A Ordem Demolay possui cerca de 8 milhões de membros em todo o mundo e
mais de 200 mil no Brasil. O DeMolay que completa 21 anos de idade, é
denominado Sênior DeMolay, perde seu direito a voto e o de ocupar
cargos efetivo e passa a poder acompanhar os trabalhos do Capítulo
através da "Associação DeMolay Alumni". No Brasil, a Ordem é
distribuída em mais de setecentos e noventa capítulos, sendo que os
milhares de DeMolays regulares de todos os Estados da federação se
reúnem frequentemente.
No mundo, a Ordem DeMolay pode ser encontrada em vários países como
Argentina, Aruba (Países Baixos), Alemanha, Austrália, Bolívia,
Brasil, Canadá, Colômbia, Estados Unidos, Filipinas, França, Guam
(Estados Unidos), Itália, Japão, México, Panamá, Paraguai, Peru e
Uruguai.
No dia 8 de abril de 2008, o Estado de São Paulo estabeleceu o Dia do
DeMolay, através da Lei Estadual nº 12.905, a ser comemorado
anualmente no dia 18 de março. Em 19 de janeiro de 2010, foi
promulgada a Lei Federal nº 12.208 que instituiu o dia 18 de março
como o Dia Nacional do DeMolay, seguindo o exemplo paulista, sendo que
a escolha da data marca o falecimento de Jacques de Molay, herói e
mártir que inspirou o nome da Ordem.
Os princípios da Ordem são baseados em 7 virtudes, consideradas
cardeais (1. Amor Filial, 2. Reverência pelas Coisas Sagradas, 3.
Cortesia, 4. Companheirismo, 5. Fidelidade, 6. Pureza e 7.
Patriotismo), incentivando cada membro a trilhar seu caminho seguindo
esses preceitos, que são considerados pela Ordem como diferenciais na
vida de um líder e de um Homem de Bem, também como determinantes para
seu destino. DeMolay SCODB
Os baluartes da Ordem são a defesa das Liberdades:
"Religiosa" representada pelo Livro Sagrado. (No Brasil, país de
maioria cristã, uma Bíblia Sagrada).
"Civil", representada pela Bandeira Nacional.
"Intelectual", representada pelos Livros Escolares.
Assim prescreve a ética de um DeMolay:
Um DeMolay respeita Deus acima de tudo;
Um DeMolay honra todas as mulheres;
Um DeMolay ama e honra seus pais;
Um DeMolay é honesto;
Um DeMolay é leal a ideais e amigos;
Um DeMolay executa trabalhos honestos;
Um DeMolay sempre permanece inabalável a favor das escolas públicas;
Um DeMolay é o orgulho de sua Pátria, seus pais, sua família e seus amigos;
A palavra de um DeMolay é tão válida quanto sua confiança.
Sete Virtudes Cardeais de um DeMolay[editar | editar código-fonte]
A Ordem DeMolay invoca sete luzes, simbolizando as sete virtudes
cardeais de um DeMolay, que iluminam seus caminhos conforme passam
pela estrada da vida, simbolizando tudo que é bom e correto, a base de
suas vidas.
Amor Filial: é o amor e carinho que devemos ter por nossos pais, que
nos semearam, geraram, nos ensinaram as primeiras lições de nossas
vidas e se sacrificaram por nós. Através deles nós tivemos as
primeiras lições de educação, respeito e na crença em Deus.
Reverência pelas Coisas Sagradas: significa a crença em Deus, não
importando a sua religião. Para ser um DeMolay o jovem tem que ter fé
Nele.
Cortesia: educação, respeito e solidariedade são princípios que um
DeMolay procura por em prática usando a filantropia, mas somente
válida quando é feita com sentimento, colocando o coração naquilo que
faz. Os DeMolays possuem o seguinte pensamento:
"Para ser útil à sociedade não é necessário ser um DeMolay, mas para
ser um DeMolay é necessário ser útil à sociedade".
Companheirismo: é ser um amigo leal, tanto nas horas boas quanto nas
ruins. O verdadeiro companheiro e amigo é aquele que estende a mão
para um Irmão em momentos de dificuldade. Companheirismo é levar uma
chama de amizade no coração, para que, quando um amigo estiver no meio
do túnel, ela possa iluminar e mostrar onde está a saída.
Fidelidade: é sempre acreditar em seus ideais e virtudes, mantendo em
segredo tudo aquilo que lhe for confiado. É ser fiel a Deus, à sua
Pátria e a seus amigos, seguindo o exemplo de fidelidade de Jacques
DeMolay, que preferiu morrer a trair seus Irmãos ou faltar com seu
juramento.
Pureza: é ser um cidadão idôneo, puro de alma e de coração; é sempre
estar de bem com a própria consciência. É manter a mente longe de tudo
que vá contra os princípios de um bom cidadão.
Patriotismo: é respeitar e defender a nossa Pátria, nosso Estado e
nossa Cidade e, além disso, conservar tudo que diz respeito ao
patrimônio público, como escolas, asilos, orfanatos e hospitais, que
prestam ajuda às pessoas mais carentes de nossa sociedade.
fonte: Rede Colméia
quinta-feira, 12 de março de 2015
Quem inventou a Maçonaria?
Ordem, foram idealizadas, projetadas e, finalmente, estabelecidas. Por
exemplo, podemos citar a o "Escotismo" que foi fruto de uma pequena
experiência com um grupo de jovens, planejada, por seu fundador Lord
Robert Baden Powell, na Inglaterra em 1907. Com o êxito dessa
experiência, foi planejado e desenvolvido um movimento sem fins
lucrativos, agora totalmente estruturado, com suas leis, símbolos,
deveres, etc, que é um sucesso até hoje.
E quem inventou ou planejou a Maçonaria?
Baseado em pesquisas feitas em livros ingleses e neo-zelandeses, pode
ser dito que ninguém ou qualquer grupo de indivíduos descobriu,
planejou ou inventou a Maçonaria. Ela é uma Instituição que se
desenvolveu gradualmente ao longo de um período de anos, e muitas
pessoas tomaram parte e colaboraram com seu crescimento.
A nossa Ordem criou raízes dentro das Lojas dos Maçons Operativos e
nós podemos seguir seu curso desde o começo através do "Cerimonial"
(Iniciação, Colação de Grau, Instalação, etc).
Muito simbolismo tem sido enxertado no "Ritual" (Inglaterra) em tempos
mais ou menos recentes e mesmo a eminência do Templo do Rei Salomão e
a Lenda de Hiram Abif, aparecem, com já dito, em tempos
comparativamente recentes.
A Grande Loja de Londres e Westminster (posteriormente transformada na
Grande Loja Unida da Inglaterra em 1813) foi fundada em 1717, mas a
Lenda de Hiram Abif somente aparece imprimida em 1730 no "livro" de
Samuel Prichard denominado "A Maçonaria Dissecada". Uma Lenda
alternativa referente aos "Filhos de Noé" foi achada nos Manuscritos
de Graham em 1726.
A maneira de se expressar, a "linguagem" do "Ritual", foi extraída da
Literatura Inglesa da época compreendida entre 1790 e 1820 e, a partir
desse período, o "Ritual" assume a presente forma. Ele foi, também,
enxertado com passagens da Bíblia e pensamentos de escritores ingleses
famosos na época. Em torno de 1825, o "Ritual" foi praticamente
estabelecido e somente pequenas alterações foram feitas. Relíquias da
antiga forma do "Ritual" são ainda encontradas em livros catequéticos,
na forma de perguntas e respostas.
Uma das maiores mudanças foi o abandono desse tipo de ensinamento
(perguntas e respostas) e estabelecendo o tipo encontrado no atual
"Ritual".
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
O Supremo Conselho do Grau 33.
A Inglaterra, no fim da Idade Média, se antecipou do restante do
"mundo" ocidental, tanto industrial como socialmente. Assim, enquanto
a França, no século XVII, ainda tinha um regime absolutista de Direito
Divino aos reis, ela já havia feito suas revoluções para liquidar esse
regime.
Durante o período de 1558 a 1603 ocorreu o reinado de Elizabeth I, da
Dinastia Tudor, filha de Henrique VIII e Ana Bolena, e como não teve
descendentes, teve como sucessor Jayme I, da Dinastia Escocesa Stuart.
Este tornou-se rei da Inglaterra Escócia e Irlanda, que havia sido
submetida ao domínio inglês.O novo rei tornou-se impopular, forçando o
exílio voluntário dos Ingleses, que migraram para as Colônias
Americanas. Seu filho Carlos I reinou de 1625 até 1649 e era, também,
absolutista. No fim desse período, começaram as guerras civis, e
Carlos I foi executado. Tivemos um período de Republica, dirigida por
um Conselho de Estado, presidido por Cromwell.
O que é importante saber, é que a esposa de Carlos I, Rainha
Henriette, juntamente com seu filho, Carlos II, refugiaram-se na
França, e com todos os partidários e parasitas da Corte, porque ela
era prima irmã do Rei Luiz XIV, na época Rei da França.
Posteriormente, em 1660, Carlos II e seu filho Jaime II, voltaram a
reinar na Inglaterra, pois os ingleses ficaram descontentes com
Cromwell, até que no reinado de Jaime II, em 1688, houve a famosa
Revolução Gloriosa e, novamente a Corte inglesa se refugiou na França.
E, como nos relata Irmão Joaquim R.P.Cortez: "Entende-se
perfeitamente, a formação de diversos batalhões de tropas fiéis a eles
e a formação de Lojas Maçônicas ligadas aos Regimentos Militares.
Essas Lojas teriam sido o núcleo fundador da Maçonaria Escocesa. É
evidente que essa Maçonaria, de Escoceses e Irlandeses, era totalmente
desvinculada da Maçonaria Inglesas, mesmo porque, segundo consta, em
seus encontros, sob sigilo maçônico, tramava-se a restauração dos
Stuarts no trono inglês. Essa Maçonaria passou por uma série de
transformações posteriores, ganhando um caráter elitista, aderindo a
um grande misticismo e simbolismo, derivados do Hermetismo e
Ocultismo, divulgando-se por toda a França. Com o aparecimento dos
chamados "Altos Graus" e do primeiro Supremo Conselho, nos EUA em
1801, ela tomou um caráter internacional e difundiu-se para todo o
mundo, transformando-se naquilo que conhecemos hoje por Rito Escocês
Antigo e Aceito."
O Maçom André Michel de Ramsay, nascido na Escócia, sonhava alto e
dizia ser aristocrata (apesar de não ser) e foi escorraçado da
Maçonaria da Escócia, porinsistir em criar graus cavalheirescos. Na
França, realizou seu sonho e foi aristocratizado como Cavaleiro da
Ordem de São Lázaro.
Preparou um discurso em 1737, onde pretendia, de acordo com suas
antigas idéias, aristocratizar a Maçonaria, reformulando-a com a
adoção de um sistema de Altos Graus, ligando-a aos Templários e aos
nobres das famosas Cruzadas.
Não se sabe se ele leu ou não esse discurso, mas, aparentemente, a
semente vaidosa dos Altos Graus estava plantada e, em 1754, em Paris,
surgiu o Capítulo de Clermont, de curta duração, que propunha-se a
desenvolver os Altos Graus na Maçonaria
Conforme nos relata Mestre Castellani: "em 1758, a semente germinaria,
e esse sistema "escocês", em Paris, França, fundou o "Conselho dos
Imperadores do Oriente e do Ocidente", ou, conhecido como "Soberana
Loja Escocesa de São João de Jerusalém".
Nesse mesmo ano, o "Conselho" criou um Sistema de Altos Graus, num
total de 25 graus. Em 1762, esse sistema foi oficializado e esses
graus superiores foram chamados de "Graus de Perfeição" e essa escala
de 25 graus foi chamada de "Rito de Perfeição" ou "Rito de Héredom".
Em 1761, o Maçom Etienne Morin, membro do Conselho, conseguiu
autorização para fundar lojas de Altos Graus na América do Norte e
isso foi feito.
Entretanto, a Historia Maçônica nos conta que ele havia sido
precedido, o que não impediu que esses Altos Graus, no Novo Mundo,
progredissem e prosperassem.
Entretanto, sem um poder moderador, para disciplinar e organizar o
sistema, o mesmo se transformou num verdadeiro caos. Diante desse caos
existente, um grupo de Maçons, reunidos a 31 de maio de 1801, na
cidade de Charleston, no estado de Carolina do Sul, por onde passa o
Paralelo 33 da Terra, resolveu acrescentar alguns graus e criar o
"Supremo Conselho do Grau 33" que, por ser o primeiro do mundo,
denominou-se "Mother Council of the World". Marcando o inicio de uma
fase de organização e método de concessão dos Altos Graus.
Esse primeiro Conselho adotou a divisa "Ordo ab Chao", o ordem no caos
que se havia transformado o emaranhado de Altos Graus, concedidos sem
critério lógico, e sem que houvesse um poder organizador e
disciplinador".
Conclusão.
O Rito Escocês Antigo e Aceito é um Rito especial, o primeiro a ter
seus Altos Graus e, principalmente, no que diz respeito às suas
origens, pois é dito "Escocês" e nasceu, como vimos na França. Os seus
Altos Graus teve o motivo de criação, muito provavelmente, devido à
vaidades pessoais dos membros da aristocracia em busca de títulos,
apesar que, outros historiadores achem outros motivos para tal.
O que é importante considerar é que no seu nascimento, esse Rito era
católico e o mesmo foi aristocratizado, motivos pelo qual a cor do
Rito é vermelha (púrpura) que distingue os Cardeais, príncipes da
Igreja, e os nobres e a realeza, com o uso do manto vermelho, que os
dignificam.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Evangelico pode ser Maçom?
Quando eu ainda era jovem, estudei em um colégio religioso; e por
sinal um excelente educandário. Lá, dentre as muitas orientações que
repassavam para os alunos, uma delas era que o evangélico
(protestante) não pertencia a Deus, e sim, ao Diabo.
Passados alguns anos, conhecendo melhor o evangelismo, conclui que o
evangélico fiel e obediente também pertence a Deus tanto quanto
aqueles religiosos. Haja vista, que tive o privilégio de me tornar um
evangélico. Hoje, ouve-se dizer que certas religiões não aprovam os
princípios maçônicos e alegam, inclusive, que a Maçonaria é de origem
satânica, e que os maçons pertencem ao Demônio.
Infelizmente muitos evangélicos fazem coro com aquelas outras
religiões, pregando a mesma coisa, isto é, que a maçonaria é diabólica
e que os maçons são de Satã. Certo escritor protestante até já chegou
a dizer que o evangélico maçom é um falso crente.
Outros evangélicos vão mais longe. Dizem eles que a Maçonaria promove
a idolatria, afirmando que "ela admite um tal de "São João da Escócia"
ou "São João de Jerusalém" como padroeiro, e abre os seus trabalhos em
seu nome."
Realmente a Maçonaria abre seus trabalhos em nome de São João, como
padroeiro. Mas os críticos se esquecem de que padroeiro, segundo
Aurélio, é o mesmo que patrono.
E patrono é aquele que serve de exemplo, que é espelho, modelo ou
paradigma. 0 Exército Brasileiro tem o seu patrono, o Duque de Caxias,
e nunca se viu nenhum evangélico deixar de seguir a carreira militar
por ter o Caxias como patrono. Tem mais, em toda solenidade de
formatura, sobretudo, de curso superior, existe alguém como patrono; e
jamais soube-se que um evangélico se omitisse em participar daquele
ato porque lá estivesse a figura de patrono.
Há evangélico anunciando por aí que a Maçonaria é religiosamente
sincretista. Não é verdade. Para se ingressar na Maçonaria o candidato
necessita, sim, professar uma religião. Com isso o maçom pode e dever
pertencer a um segmento religioso. E isso não demonstra sincretismo
religioso. Pelo contrário, vem provar que a Maçonaria não é religião
mas aceita nos seus quadros a convivência de todos os credos
religiosos.
Porém não é somente na Maçonaria que os integrantes de vários credos
religiosos se inter-relacionam. Não. Nas repartições públicas ou
privadas, nos bancos ou em quaisquer outros órgãos, vamos encontrar
funcionários dessas instituições professando as mais diversas crenças.
E no entanto, ninguém é discriminado ou escandalizado pelo seu
princípio de fé ou crença. Geralmente todos trabalham na mais perfeita
harmonia e ordem, relacionando-se muito bem entre si.
A Maçonaria é também censurada por determinados evangélicos quanto
aos, segredos maçônicos. Esses crentes dizem que na Igreja Evangélica
nada há em oculto, tudo é feito à vista de todos, e as suas reuniões
privativas nada têm de secretismo."
Todavia a Bíblia não diz assim e a prática não confirma tal afirmação.
As Sagradas Escrituras, em Mateus – 8:4, registram: "Disse então Jesus
ao leproso que havia curado: Olha, não digas a ninguém, mas vai e
mostra-te ao sacerdote …". Ainda em Apocalipse -10:4 está escrito..
"Guarda em segredo as cousas que os sete trovões falaram, e não as
escreve". Há também assuntos tratados no seio das igrejas que não são
levados ao conhecimento público da congregação; sobretudo nas chamadas
reuniões privativas, as quais, entende-se, são a mesma coisa que
secretas.
Portanto as referências ora mencionadas são exemplos de segredo ou
sigilo. As primeiras os evangélicos devem conhecer, pois são bíblicas.
E as outras, especialmente os líderes, com certeza as praticam em suas
reuniões administrativas particulares e privativas.
A maçonaria também é criticada por alguns protestantes pela adoção dos símbolos.
Na realidade existem muitos símbolos maçônicos. Todavia, todos eles
têm os seus significados específicos, como a Estrela Radiante, que é o
emblema da Divindade; e tantos outros, os quais vão sendo conhecidos
de acordo com os graus atingidos pelo maçom.
Por outro lado, no mundo profano também encontram-se vários símbolos,
dentre eles, a Bandeira Nacional que é o símbolo da Pátria; a balança
no direito, simbolizando a Justiça; e muitos outros.
A Bíblia, por sua vez, mostra também, muitos e muitos símbolos, tais
como o arco-íris, símbolo que representa uma aliança entre Deus e os
homens, e ainda a beleza, respectivamente (Gênesis – 9:13 e Apocalipse
– 4:3), o cavalo, símbolo da força (Apocalipse – 6); o dragão,
simbolizando Satanás (Apocalipse – 13). Há inúmeros outros símbolos
contidos no Livro Sagrado.
Existem evangélicos afirmando que a Maçonaria é uma Instituição Pagã.
Aí há mais um erro por eles cometido. Pois os trabalhos em uma loja
maçônica são abertos invocando o auxílio do Supremo Arquiteto do
Universo, que é o próprio Deus. E esse Supremo Arquiteto é relatado em
Hebreus – 11:3 e 10, e Jeremias – 10:12. Pois em toda abertura dos
trabalhos lê-se um texto no Livro da Lei (Bíblia), de conformidade com
o grau em que estão sendo realizados os trabalhos.
E tem mais, pode-se afirmar que existe dentro da Maçonaria um respeito
muito grande entre os irmãos quanto aos seus princípios ideológicos,
culturais e acima de tudo religiosos.
Finalizando, quero testemunhar que há mais de quarenta anos sou
evangélico, e tenho plena convicção que, graças a Deus, não sou do
Diabo, como antes ouvia afirmar. Outrossim, há aproximadamente quinze
anos sou maçom, e me sinto também confiante de que não pertenço a
Satanás como muitos afirmam por aí, mas a Deus, o Supremo Arquiteto do
Universo.
Portanto, irmãos, o evangélico pode e deve ser um maçom, acima de tudo
justo, verdadeiro e eficiente.
Nilson Ribeiro Leite • Loja Maçônica Luz no Horizonte
Grande Oriente do Estado de Goiás
Apresentado em Loja no dia 02/12/99
Estágios da Evolução da Maçonaria
Nosso Ir.: Douglas Knoop, famoso historiador Maçônico, num de seus trabalhos para a Loja Quatuor Coronati da Inglaterra, expressa a opinião dele, descrevendo qual parece ter sido a evolução que uma Loja Maçônica sofreu através dos tempos. Ele dividiu essa evolução em três estágios descritos abaixo.
"1) Lojas Operativas: organizações permanentes desempenhando certas funções profissionais. Entre os membros, poderia ter havido alguns "Não-Operativos" mas que não podiam se manifestar e desse modo, os "Não-Operativos" não exerciam nenhuma influência nos trabalhos e na política da Loja.
2) Lojas de Maçons Aceitos: nos séculos XVII e XVIII, em Lojas ocasionais ou semi- permanentes, eles seguiam as práticas em voga principalmente nas Lojas Operativas Escocesas, ou seja, a leitura de uma versão das "Old Charges", junto com as formalidades, associada com a comunicação da "Palavra do Maçom" (Mason Word). Tais Ritos de "Aceitação", juntamente com as devidas Cerimônias, sofreram um gradual processo de modificação, e é impossível dizer exatamente em que estágio eles deixaram de ser "Aceitos" e se tornaram "Especulativos". O principal interesse dos Maçons Aceitos era, provavelmente, a antiqüidade da Loja.
3) Lojas de Maçons Especulativos: nas quais, a leitura dos Antigos Deveres (Old Charges) e a prática de alguns usos incipientes e frases associadas com o fornecimento da Palavra do Maçom (Mason Word) tem sido quase que inteiramente substituídas pelo ensinamento de um peculiar"Sistema de Moralidade, velado em Alegorias e ilustrado por Símbolos". A característica fundamental dessas Lojas é "Moralização" usando a expressão do Bro Rylands."
Como foi dito acima, essa é a opinião desse estudioso maçônico, que após diversas pesquisas, chegou a essa conclusão exposta. Insistimos na palavra "opinião", pois certeza mesmo, ninguém tem sobre este assunto.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto









