Em torno do ano de 1910, Maçons de origem inglesa não estavam
satisfeitos com a Maçonaria praticada aqui no Brasil, pois pretendiam,
se possível, ter Lojas do Rito inglês, que trabalhassem segundo a
orientação litúrgica da Grande Loja Unida da Inglaterra (GLUI).
Alguns Obreiros desta última, foram enviados ao Brasil para negociarem
com o Grande Oriente do Brasil, com o intuito de obter do GOB, a
autorização para estabelecer uma Grande Loja Distrital, sob a
Constituição Inglesa, em nosso território.
Isso não foi concretizado nessa época, porém, foi assinado um Tratado,
em 21/12/1912, pelo Grão Mestre Lauro Sodré, do GOB, e pelos
representantes da GLUI, que relatava, resumidamente e com outras
palavras, o que segue abaixo:
- o GOB em consideração à inabalável e fraternal amizade que sempre
uniu a GLUI e o GOB, e pretendendo atender aos anseios dos maçons
ingleses residentes no Brasil, resolveu permitir que fosse criado um
Grande Capítulo do Rito de York, com patente e sob a obediência do
Grande Oriente do Brasil (NOTA: sobre o termo "Rito de York" faremos
uma explicação na próxima Pílula).
- desde logo ficarão subordinadas a esse Capítulo as seguintes sete
Lojas do GOB:
"Eduardo VII", ao Oriente do Pará;
"Saint George", ao Oriente de Recife;
"Duke of Clarence". Ao Oriente da Bahia;
"Eureka Nº 3", ao Oriente do Poder Central;
"Wanderers", ao Oriente de São Paulo;
"Unity", ao Oriente de São Paulo;
"Morro Velho", ao Oriente de Minas Gerais
- esse Grande Capítulo será autoridade suprema, em matéria litúrgica e
autorização de funcionamento, para todas as Lojas do Rito de York,
atualmente e para aquelas que no futuro forem criadas no Brasil.
Como fruto desse Acordo, foi feito o Decreto Nº 478, de 01/12/1913,
resumidamente mencionado abaixo (caso alguém se interessar tenho o
Decreto na íntegra):
- Fica criado, no Oriente do Poder Central, o Grande Capítulo do Rito
de York, ao qual se subordinarão, liturgicamente, todas as lojas desse
rito atualmente existente no Brasil.
- O Grande Capítulo mencionado terá as mesmas atribuições da
Constituição das Grandes Oficinas chefes de Rito, além das do acordo
entre GOB e a GLUI.
- esse Grande Capítulo será composto por 33 membros efetivos, etc.
Esse Decreto durou até 1935, quando em 06 de maio desse ano, é
assinado um outro Tratado, denominado "Tratado Convênio de Aliança
Fraternal" entre o Grande Oriente do Brasil e a Grande Loja Unida da
Inglaterra, reconhecendo, naquela época, o GOB como única Potência
Maçônica regularmente estabelecida no Brasil e o GOB, por sua vez,
autorizava o estabelecimento, no Brasil, de uma Grande Loja Distrital,
sob Carta Patente da Grande Loja Unida da Inglaterra.
Por esse Tratado, convencionou-se, também, que "em virtude de não mais
ser necessária a existência do Grande Capítulo do Rito de York no
Brasil, este, uma vez formada e estabelecida a Grande Loja Distrital,
cessará suas atividades" (Castellani).
Com isso, todas as Lojas do Rito de York, então existentes, passaram,
sob a direção da Grande Loja Distrital, para a Jurisdição da Grande
Loja Unida da Inglaterra.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
-> Patuscadas, nonsenses, lugares comuns (e incomuns) e outras bazófias... Antes de morrer, lembre-se de levar uma moeda para pagar Caronte e cruzar para o outro lado do Estige...
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Templarios e o Descobrimento do Brasil
O rei da França, Filipe IV, o Belo, na época do século XIV, estava
falido e, entre outros, devia muito dinheiro a Ordem dos Templários,
que era uma das Organizações mais ricas e mais poderosas da Europa.
Seus membros eram guerreiros, banqueiros e construtores e tinham sede
em Paris. Pelo fato de serem guerreiros, e bem organizados, se
apoderaram de imensas quantidades de terras e bens materiais dos
perdedores aos quais punham o seu jugo. Controlavam feudos e
construções em Paris e no interior da França.
Participaram de modo intenso nas Cruzadas. As mesmas eram
"patrocinadas" pela Igreja Católica a qual permitia, devido sua
portentosa influência juntos aos reis e governantes, que os Templários
tivessem muitas regalias e direitos. Entretanto, exigiam que as
Cruzadas saíssem vitoriosas em suas contendas. As derrotas das
Cruzadas no Médio Oriente, alimentaram uma onda de calúnias, produzida
provavelmente por pessoas ou entidades invejosas e sedentas do
fracasso dos Cavaleiros da Ordem dos Templários, dizendo que os mesmos
teriam se "vendido" aos muçulmanos. Aproveitando o clima favorável,
talvez produzido por ele mesmo, em 13 de outubro de 1307, Filipe
invadiu, de surpresa, as sedes dos Templários em toda a França,
prendendo todos os membros.
Dois processos foram abertos contra a Ordem dos Templários: um
dirigido pelo rei contra os presos, o outro conduzido pelo papa
Clemente V, que como sabemos, foi forçado pelo rei Felipe, a colocar a
sede do Papado em Avignon, França.
Muitos Cavaleiros foram mortos. A maioria degolada. A Ordem era
Iniciática e bastante discreta. A própria discrição da Ordem foi usada
contra ela, fazendo-se afirmações absurdas. Devido a ramificada rede
de informações da Ordem, os sobreviventes trataram de salvar a maior
quantidade possível de bens e tesouros.
Todos os seus bens "disponíveis" foram confiscados. Esperava-se uma
fortuna, mas, como pouco foi efetivamente recolhido, criou-se a
suposição de que os tesouros foram transferidos em segurança para
outros países. Para muitos investigadores, um desses países teria sido
Portugal. O rei Dom Dinis (1261-1325) decidiu garantir a permanência
da Ordem dos Templários em terras portuguesas. Sugeriu uma doação
formal dos bens da Ordem à Coroa, mas, talvez, por imposição dos
Templários, foi nomeado um administrador, de confiança da Ordem, para
cuidar deles.
Dom Dinis, numa atitude corajosa para a época, local e condições,
abriu as portas para todos os refugiados da Europa. Nessa ocasião, por
volta de 1317, o último Grão Mestre da Ordem dos Cavaleiros
Templários, Jacques (ou Thiago) de Molay, já havia sido executado na
fogueira (1314). Nem o Papa, com toda sua autoridade e com a "Santa
Inquisição" a sua disposição, o intimidou: fundou a Ordem de Cristo
com, segundo afirmam os historiadores, parte do patrimônio dos
Templários.
Todos os perseguidos da Europa, se concentravam, trazendo seus
segredos, seus conhecimentos, para o Convento de Tomar, sede da Ordem
de Cristo. Uma nova etapa, uma nova era, estava acontecendo para os
Cavaleiros Templários. Dois anos depois, em 1319, um novo papa, João
XXII, reconheceu a Ordem de Cristo.
No início do século XV, Portugal era um reino pobre. A riqueza estava
na Itália, na Alemanha e na Flandres (hoje parte da Bélgica e
Holanda). Nesse caso, porque é que foram os portugueses a encabeçar a
expansão européia? Sem dúvida, a rica Ordem de Cristo foi o seu trunfo
decisivo, com seus tesouros, mas, principalmente, com os seus
conhecimentos e experiência adquiridos ao longo dos anos. .
Quando o Infante Dom Henrique, terceiro filho de Dom João I, se tornou
Grão-Mestre da Ordem, em 1416, a Organização encontrou apoio para
colocar em prática um antigo e ousado projeto: contornar a África e
chegar à Índia, ligando o Ocidente ao Oriente sem a intermediação dos
muçulmanos, que então controlavam os caminhos por terra. Dom Henrique
assumiu o cargo de governador do Algarve. Dividia seu tempo entre a
Ordem de Cristo e o Porto (ou Vila) de Lagos.
Ao retornar à Portugal, na primavera de 1419, após combater os mouros
na cidade de Ceuta, dom Henrique teria decidido abandonar as
"futilidades da corte" e se instalar na ponta de Sagres. Dom Henrique
era uma figura imponente, obcecado, teimoso, celibatário e asceta,
permanentemente envolto em um manto negro.
O próprio local que o infante supostamente escolheu para viver já era
pleno de simbolismo e magia. O antigo "promontório sacro" de gregos e
romanos – chamado de Sagres pelos lusos - fora batizado pelo geógrafo
grego Ptolomeu. Era a parte final da Europa: um lugar desértico, de
beleza trágica, onde a terra se despede num cabo nu e pedregoso, para
mergulhar no oceano temível e repleto de mistérios. Não por acaso,
Sagres tinha sido ocupado por um templo de druidas, os sacerdotes
celtas.
Ainda assim, não foi na ponta de Sagres, mas na Vila de Lagos, acerca
de 30 km a leste dali, que Dom Henrique de fato se instalou, quando
seu pai, o rei Dom João I, o fez governador daquela região, conhecida
como Algarve, ou El-Ghard, a Terra do Poente, outrora o Ocidente
árabe.
Foi aí, que em 1420, Dom João I, fez do Infante o administrador da
Ordem dos Cavaleiros de Cristo, originária da antiga Ordem dos
Templários ..
Algarve era a base naval e uma corte aberta: vinham viajantes de todo
o Mundo, com todo tipo de informações, tão importantes naquela época.
Foram atraídos para lá, sábios, cartógrafos, astrônomos e astrólogos –
especialmente Judeus que, desde meados do século XIV, fugiam das
perseguições que se desencadeavam na Espanha. Afirma-se hoje que, o
Porto (ou Vila) de Lagos, localizada em uma ampla baía, possível de se
zarpar, liderada pelo infante, foi que comandou a expansão marítima do
século XV. Ali foi fundada a Escola de Sagres – que, na verdade,
existiu apenas no sentido filosófico da palavra, já que nunca houve um
espaço físico, um centro de estudos, e muito menos um observatório, na
Ponta de Sagres.
Tinham passado cem anos sobre a condenação dos Templários nos
processos de Paris, e o Vaticano estava preocupado com a pressão
muçulmana sobre a Europa, que aumentara muito no século XIV. Com isso,
em 1418, o Infante consegue o aval do papa ao projeto expansionista.
Num século, os papas emitiram onze bulas privilegiando a Ordem com
monopólios da navegação para a África, posses de terras, isenção de
impostos eclesiásticos e autonomia para organizar a ação da Igreja nos
locais a descobrir.
por M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
falido e, entre outros, devia muito dinheiro a Ordem dos Templários,
que era uma das Organizações mais ricas e mais poderosas da Europa.
Seus membros eram guerreiros, banqueiros e construtores e tinham sede
em Paris. Pelo fato de serem guerreiros, e bem organizados, se
apoderaram de imensas quantidades de terras e bens materiais dos
perdedores aos quais punham o seu jugo. Controlavam feudos e
construções em Paris e no interior da França.
Participaram de modo intenso nas Cruzadas. As mesmas eram
"patrocinadas" pela Igreja Católica a qual permitia, devido sua
portentosa influência juntos aos reis e governantes, que os Templários
tivessem muitas regalias e direitos. Entretanto, exigiam que as
Cruzadas saíssem vitoriosas em suas contendas. As derrotas das
Cruzadas no Médio Oriente, alimentaram uma onda de calúnias, produzida
provavelmente por pessoas ou entidades invejosas e sedentas do
fracasso dos Cavaleiros da Ordem dos Templários, dizendo que os mesmos
teriam se "vendido" aos muçulmanos. Aproveitando o clima favorável,
talvez produzido por ele mesmo, em 13 de outubro de 1307, Filipe
invadiu, de surpresa, as sedes dos Templários em toda a França,
prendendo todos os membros.
Dois processos foram abertos contra a Ordem dos Templários: um
dirigido pelo rei contra os presos, o outro conduzido pelo papa
Clemente V, que como sabemos, foi forçado pelo rei Felipe, a colocar a
sede do Papado em Avignon, França.
Muitos Cavaleiros foram mortos. A maioria degolada. A Ordem era
Iniciática e bastante discreta. A própria discrição da Ordem foi usada
contra ela, fazendo-se afirmações absurdas. Devido a ramificada rede
de informações da Ordem, os sobreviventes trataram de salvar a maior
quantidade possível de bens e tesouros.
Todos os seus bens "disponíveis" foram confiscados. Esperava-se uma
fortuna, mas, como pouco foi efetivamente recolhido, criou-se a
suposição de que os tesouros foram transferidos em segurança para
outros países. Para muitos investigadores, um desses países teria sido
Portugal. O rei Dom Dinis (1261-1325) decidiu garantir a permanência
da Ordem dos Templários em terras portuguesas. Sugeriu uma doação
formal dos bens da Ordem à Coroa, mas, talvez, por imposição dos
Templários, foi nomeado um administrador, de confiança da Ordem, para
cuidar deles.
Dom Dinis, numa atitude corajosa para a época, local e condições,
abriu as portas para todos os refugiados da Europa. Nessa ocasião, por
volta de 1317, o último Grão Mestre da Ordem dos Cavaleiros
Templários, Jacques (ou Thiago) de Molay, já havia sido executado na
fogueira (1314). Nem o Papa, com toda sua autoridade e com a "Santa
Inquisição" a sua disposição, o intimidou: fundou a Ordem de Cristo
com, segundo afirmam os historiadores, parte do patrimônio dos
Templários.
Todos os perseguidos da Europa, se concentravam, trazendo seus
segredos, seus conhecimentos, para o Convento de Tomar, sede da Ordem
de Cristo. Uma nova etapa, uma nova era, estava acontecendo para os
Cavaleiros Templários. Dois anos depois, em 1319, um novo papa, João
XXII, reconheceu a Ordem de Cristo.
No início do século XV, Portugal era um reino pobre. A riqueza estava
na Itália, na Alemanha e na Flandres (hoje parte da Bélgica e
Holanda). Nesse caso, porque é que foram os portugueses a encabeçar a
expansão européia? Sem dúvida, a rica Ordem de Cristo foi o seu trunfo
decisivo, com seus tesouros, mas, principalmente, com os seus
conhecimentos e experiência adquiridos ao longo dos anos. .
Quando o Infante Dom Henrique, terceiro filho de Dom João I, se tornou
Grão-Mestre da Ordem, em 1416, a Organização encontrou apoio para
colocar em prática um antigo e ousado projeto: contornar a África e
chegar à Índia, ligando o Ocidente ao Oriente sem a intermediação dos
muçulmanos, que então controlavam os caminhos por terra. Dom Henrique
assumiu o cargo de governador do Algarve. Dividia seu tempo entre a
Ordem de Cristo e o Porto (ou Vila) de Lagos.
Ao retornar à Portugal, na primavera de 1419, após combater os mouros
na cidade de Ceuta, dom Henrique teria decidido abandonar as
"futilidades da corte" e se instalar na ponta de Sagres. Dom Henrique
era uma figura imponente, obcecado, teimoso, celibatário e asceta,
permanentemente envolto em um manto negro.
O próprio local que o infante supostamente escolheu para viver já era
pleno de simbolismo e magia. O antigo "promontório sacro" de gregos e
romanos – chamado de Sagres pelos lusos - fora batizado pelo geógrafo
grego Ptolomeu. Era a parte final da Europa: um lugar desértico, de
beleza trágica, onde a terra se despede num cabo nu e pedregoso, para
mergulhar no oceano temível e repleto de mistérios. Não por acaso,
Sagres tinha sido ocupado por um templo de druidas, os sacerdotes
celtas.
Ainda assim, não foi na ponta de Sagres, mas na Vila de Lagos, acerca
de 30 km a leste dali, que Dom Henrique de fato se instalou, quando
seu pai, o rei Dom João I, o fez governador daquela região, conhecida
como Algarve, ou El-Ghard, a Terra do Poente, outrora o Ocidente
árabe.
Foi aí, que em 1420, Dom João I, fez do Infante o administrador da
Ordem dos Cavaleiros de Cristo, originária da antiga Ordem dos
Templários ..
Algarve era a base naval e uma corte aberta: vinham viajantes de todo
o Mundo, com todo tipo de informações, tão importantes naquela época.
Foram atraídos para lá, sábios, cartógrafos, astrônomos e astrólogos –
especialmente Judeus que, desde meados do século XIV, fugiam das
perseguições que se desencadeavam na Espanha. Afirma-se hoje que, o
Porto (ou Vila) de Lagos, localizada em uma ampla baía, possível de se
zarpar, liderada pelo infante, foi que comandou a expansão marítima do
século XV. Ali foi fundada a Escola de Sagres – que, na verdade,
existiu apenas no sentido filosófico da palavra, já que nunca houve um
espaço físico, um centro de estudos, e muito menos um observatório, na
Ponta de Sagres.
Tinham passado cem anos sobre a condenação dos Templários nos
processos de Paris, e o Vaticano estava preocupado com a pressão
muçulmana sobre a Europa, que aumentara muito no século XIV. Com isso,
em 1418, o Infante consegue o aval do papa ao projeto expansionista.
Num século, os papas emitiram onze bulas privilegiando a Ordem com
monopólios da navegação para a África, posses de terras, isenção de
impostos eclesiásticos e autonomia para organizar a ação da Igreja nos
locais a descobrir.
por M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
CAPACETES PERIGOSOS OU ÚTEIS ?
CAPACETES PERIGOSOS OU ÚTEIS ?
Para que não haja nenhum engano, aqui estão alguns fatos que acredito
serem verdadeiros quanto à capacetes de motocicleta:
* Mais vidas foram salvas pelos capacetes do que perdidas pelo seu uso.
* Mais ferimentos foram minimizados do que aumentados, pelo uso do capacete.
* Mais ferimentos foram evitados totalmente do que causados, pelo uso
do capacete.
* O uso do capacete, (ao contrário da lei que obriga seu uso) é uma
questão de segurança, não de direitos civis.
* 'Motoqueiros' que se unem à "causa" de contrariar a lei que obriga
ao uso do capacete, só prejudicam a imagem dos 'motociclistas' em
geral.
Eles pregam uma visão extremista, irreal e nunca tiveram um membro da
família salvo da morte pelo uso do capacete.
Sendo uma lei ou não, você é quem decide se vai usar o capacete ou não.
As consequências de não se usar um capacete, vão desde nada de ruim
acontecer; passando por uma multa; um galo na cabeça; perder a
mandíbula; o nariz; as orelhas; os olhos; até a morte.
Se você usar um capacete, as consequências podem ser as mesmas, com a
diferença de que a probabilidade delas acontecerem é muito menor.
Você é quem escolhe, sendo lei ou não.
Existem preocupações válidas quanto ao uso do capacete, como:
* Eles evitam danos ao crânio, mas causam mais danos cervicais em
troca. (o que significa que o capacete fez seu trabalho, que é
proteger a cabeça, não o pescoço)
* Eles não protegem tanto quanto poderiam proteger. (mas quem
gostaria de sair por aí com um 'caldeirão' de 15 Kg?
* Algumas pessoas acreditam estar tão seguras usando o capacete,
que cometem mais imprudências do que se não estivessem usando-o. (isto
é verdade para muita gente)
Outros fatos sobre o capacete:
* O material esponjoso dentro do capacete se comprime, dissipando
a energia e evitando que a pressão de uma batida se localize num só
ponto - também evitando que seu cérebro se danifique.
* O material sólido da parte externa impede que você seja ferido
por pedras, insetos, etc.
* Se uma pedra atingir seu capacete, não quer dizer que você vai
ter danos na coluna por causa disto. Mas e se a pedra acertasse direto
na sua testa, o que aconteceria?
* Capacetes integrais protegem seu queixo e seu rosto melhor que
os capacetes abertos.
* Você deixaria seu filho de 8 anos de idade ir na sua garupa, sem
capacete? É porque é lei ou porque você sabe o que é bom para ele?
Então porque a sua segurança deveria ser diferente?
* É uma questão de ESCOLHA? Mas não para o seu filho, não é mesmo?
A segurança de um motociclista é ativa, o que quer dizer que ela
só existirá com sua prevenção e ação imediata, não vacile, com
segurança não se brinca.
Devo abordar fatos interessantes, um deles(que considero o Pior),
não é o desconhecimento das normas e técnicas de segurança, quem não
conhece vai em busca do conhecimento, e ai vem a grande preocupação, a
"sabedoria da internet".
Pessoas acham que hoje, com a ajuda da internet, basta ler,
pesquisar ou "Googlar" assuntos sobre este tema, que já os tornam
capacitados em repassar todo seu conhecimento, e ai é que mora o
perigo.
Não basta ler sobre o tema "motosegurança" e todos os assuntos
inerentes ao motociclismo, o motociclista tem que ter a maturidade em
discernir o certo, o correto, e o mais seguro, achar que sabe, e dai
tentar repassar para quem não sabe, é perigoso.
Várias palestras e cursos que frequentei, vejo e aprendo
cada vez mais, e em alguns casos, vejo absurdos que fogem totalmente
da ética profissional.
A questão, não é ensinar quem sabe, pois quem acha que
sabe nunca poderá aprender se não se libertar do orgulho próprio, quem
não sabe, terá um aprendizado melhor e mais sério, portanto, seja um
que não sabe nada, e aprenda sempre.
Com segurança não se brinca, não se inventa, não se diz
que sabe ou é, segurança se leva a sério e com maturidade de saber
que:
" Em uma motocicleta, tem uma vida."
Fonte: Não recebi a fonte
Para que não haja nenhum engano, aqui estão alguns fatos que acredito
serem verdadeiros quanto à capacetes de motocicleta:
* Mais vidas foram salvas pelos capacetes do que perdidas pelo seu uso.
* Mais ferimentos foram minimizados do que aumentados, pelo uso do capacete.
* Mais ferimentos foram evitados totalmente do que causados, pelo uso
do capacete.
* O uso do capacete, (ao contrário da lei que obriga seu uso) é uma
questão de segurança, não de direitos civis.
* 'Motoqueiros' que se unem à "causa" de contrariar a lei que obriga
ao uso do capacete, só prejudicam a imagem dos 'motociclistas' em
geral.
Eles pregam uma visão extremista, irreal e nunca tiveram um membro da
família salvo da morte pelo uso do capacete.
Sendo uma lei ou não, você é quem decide se vai usar o capacete ou não.
As consequências de não se usar um capacete, vão desde nada de ruim
acontecer; passando por uma multa; um galo na cabeça; perder a
mandíbula; o nariz; as orelhas; os olhos; até a morte.
Se você usar um capacete, as consequências podem ser as mesmas, com a
diferença de que a probabilidade delas acontecerem é muito menor.
Você é quem escolhe, sendo lei ou não.
Existem preocupações válidas quanto ao uso do capacete, como:
* Eles evitam danos ao crânio, mas causam mais danos cervicais em
troca. (o que significa que o capacete fez seu trabalho, que é
proteger a cabeça, não o pescoço)
* Eles não protegem tanto quanto poderiam proteger. (mas quem
gostaria de sair por aí com um 'caldeirão' de 15 Kg?
* Algumas pessoas acreditam estar tão seguras usando o capacete,
que cometem mais imprudências do que se não estivessem usando-o. (isto
é verdade para muita gente)
Outros fatos sobre o capacete:
* O material esponjoso dentro do capacete se comprime, dissipando
a energia e evitando que a pressão de uma batida se localize num só
ponto - também evitando que seu cérebro se danifique.
* O material sólido da parte externa impede que você seja ferido
por pedras, insetos, etc.
* Se uma pedra atingir seu capacete, não quer dizer que você vai
ter danos na coluna por causa disto. Mas e se a pedra acertasse direto
na sua testa, o que aconteceria?
* Capacetes integrais protegem seu queixo e seu rosto melhor que
os capacetes abertos.
* Você deixaria seu filho de 8 anos de idade ir na sua garupa, sem
capacete? É porque é lei ou porque você sabe o que é bom para ele?
Então porque a sua segurança deveria ser diferente?
* É uma questão de ESCOLHA? Mas não para o seu filho, não é mesmo?
A segurança de um motociclista é ativa, o que quer dizer que ela
só existirá com sua prevenção e ação imediata, não vacile, com
segurança não se brinca.
Devo abordar fatos interessantes, um deles(que considero o Pior),
não é o desconhecimento das normas e técnicas de segurança, quem não
conhece vai em busca do conhecimento, e ai vem a grande preocupação, a
"sabedoria da internet".
Pessoas acham que hoje, com a ajuda da internet, basta ler,
pesquisar ou "Googlar" assuntos sobre este tema, que já os tornam
capacitados em repassar todo seu conhecimento, e ai é que mora o
perigo.
Não basta ler sobre o tema "motosegurança" e todos os assuntos
inerentes ao motociclismo, o motociclista tem que ter a maturidade em
discernir o certo, o correto, e o mais seguro, achar que sabe, e dai
tentar repassar para quem não sabe, é perigoso.
Várias palestras e cursos que frequentei, vejo e aprendo
cada vez mais, e em alguns casos, vejo absurdos que fogem totalmente
da ética profissional.
A questão, não é ensinar quem sabe, pois quem acha que
sabe nunca poderá aprender se não se libertar do orgulho próprio, quem
não sabe, terá um aprendizado melhor e mais sério, portanto, seja um
que não sabe nada, e aprenda sempre.
Com segurança não se brinca, não se inventa, não se diz
que sabe ou é, segurança se leva a sério e com maturidade de saber
que:
" Em uma motocicleta, tem uma vida."
Fonte: Não recebi a fonte
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Harley-Davidson é encontrada em lago em Paulo Afonso
(Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Homem mergulha em lago em Paulo Afonso e encontra Harley-Davidson
Veículo foi roubado em Salvador em 2013; polícia diz que vai localizar dono.
Moto foi localizada em cidade localizada a cerca de 430 km de Salvador.
Do G1 BA
A polícia de Paulo Afonso, município localizado a cerca de 430 km de
Salvador, retirou uma motocicleta da marca Harley-Davidson de dentro
de um lago na sexta-feira (17). O caso só foi revelado nesta
segunda-feira (20).
Segundo informações da polícia, o órgão foi informado por um
mergulhador da região que a motocicleta estava submersa em um lago.
Ainda segundo a polícia, o veículo foi roubado em fevereiro de 2013 na
cidade de Salvador. O veículo foi retirado do lago por equipes do
Corpo de Bombeiros e da polícia.
O veículo foi encaminhado para perícia no Departamento de Polícia
Técnica (DPT). O proprietário do veículo será informado sobre a
localização da motocicleta.
Homem mergulha em lago em Paulo Afonso e encontra Harley-Davidson
Veículo foi roubado em Salvador em 2013; polícia diz que vai localizar dono.
Moto foi localizada em cidade localizada a cerca de 430 km de Salvador.
Do G1 BA
A polícia de Paulo Afonso, município localizado a cerca de 430 km de
Salvador, retirou uma motocicleta da marca Harley-Davidson de dentro
de um lago na sexta-feira (17). O caso só foi revelado nesta
segunda-feira (20).
Segundo informações da polícia, o órgão foi informado por um
mergulhador da região que a motocicleta estava submersa em um lago.
Ainda segundo a polícia, o veículo foi roubado em fevereiro de 2013 na
cidade de Salvador. O veículo foi retirado do lago por equipes do
Corpo de Bombeiros e da polícia.
O veículo foi encaminhado para perícia no Departamento de Polícia
Técnica (DPT). O proprietário do veículo será informado sobre a
localização da motocicleta.
Côvado
Côvado
Frequentemente, nós encontramos a palavra "côvado" na leitura de
livros Maçônicos. Normalmente sabemos, mais ou menos, do que se trata
pois na Bíblia existem dezenas de referências, entre elas, os textos
sobre a construções do Templo do Rei Salomão e, inclusive, do
Tabernáculo, no tempo de Moisés.
No "Dicionário Caldas Aulete" encontramos que é uma antiga medida de
comprimento e sua origem, vem latim "cubitus" e, pelo português
medieval "côbedo".
No Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia do Mestre
Nicola Aslan, encontramos o que segue abaixo:
"chama-se também cúbito. É a medida usada por babilônios, egípcios,
hebreus, gregos e romanos. Correspondia à distância do cotovelo à
extremidade do dedo superior da mão".
Entretanto, mais uma vez, é nos relatos do Mestre José Castellani, que
encontramos a melhor definição e esclarecimento:
É uma medida antiga, linear, que tomava aproximadamente, a média da
distância que ia do cotovelo á ponta do dedo médio, em um homem
adulto.
Sabe-se que entre os egípcios e entre os hebreus, existiam dois tipos
de "côvados": o Comum e o Régio. Entre os egípcios, o Comum era menor
que o outro e media aproximadamente 45cm, enquanto o outro, o Régio,
media aproximadamente 53 cm.
Entre os hebreus, as medidas eram de 44 cm para o Comum e de 52 cm
para o Régio, aproximadamente.
Portanto, para se ter uma idéia do tamanho de uma determinada
construção antiga, ou mesmo de um objeto, cujas medidas são dadas em
"côvados" pode-se usar o valor de 50 cm, ou meio metro.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
Frequentemente, nós encontramos a palavra "côvado" na leitura de
livros Maçônicos. Normalmente sabemos, mais ou menos, do que se trata
pois na Bíblia existem dezenas de referências, entre elas, os textos
sobre a construções do Templo do Rei Salomão e, inclusive, do
Tabernáculo, no tempo de Moisés.
No "Dicionário Caldas Aulete" encontramos que é uma antiga medida de
comprimento e sua origem, vem latim "cubitus" e, pelo português
medieval "côbedo".
No Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia do Mestre
Nicola Aslan, encontramos o que segue abaixo:
"chama-se também cúbito. É a medida usada por babilônios, egípcios,
hebreus, gregos e romanos. Correspondia à distância do cotovelo à
extremidade do dedo superior da mão".
Entretanto, mais uma vez, é nos relatos do Mestre José Castellani, que
encontramos a melhor definição e esclarecimento:
É uma medida antiga, linear, que tomava aproximadamente, a média da
distância que ia do cotovelo á ponta do dedo médio, em um homem
adulto.
Sabe-se que entre os egípcios e entre os hebreus, existiam dois tipos
de "côvados": o Comum e o Régio. Entre os egípcios, o Comum era menor
que o outro e media aproximadamente 45cm, enquanto o outro, o Régio,
media aproximadamente 53 cm.
Entre os hebreus, as medidas eram de 44 cm para o Comum e de 52 cm
para o Régio, aproximadamente.
Portanto, para se ter uma idéia do tamanho de uma determinada
construção antiga, ou mesmo de um objeto, cujas medidas são dadas em
"côvados" pode-se usar o valor de 50 cm, ou meio metro.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
Churrasqueira Solar
Churrasqueira solar que funciona dia e noite!
David Wilson, um professor do Massachusetts Instituto of Technology
bolou essa belezura de churrasqueira que dispensa o uso de lenha,
carvão, gás ou energia elétrica para funcionar e que já foi até
batizada como a "Wilson Solar Grills".
A engenhoca de aparência futurística, serve tanto para grelhar,
cozinhar ou aquecer alimentos, como serve também como aquecedor de
ambientes, utilizando-se para isso apenas a energia solar.
A tecnologia usada no aparelho, que pode atingir 450º Celsius, é primorosa.
Ele vem equipado com uma bateria à base de nitrato de lítio, o que lhe
rende uma autonomia de cerca de 25 horas entre cada recarga.
Isso significa que a energia armazenada num único dia de sol pode ser
utilizada durante toda a noite e no dia seguinte também, favorecendo à
agradável atividade de se cozinhar ao ar livre nas grandes cidades e
atendendo especialmente as necessidades das comunidades situadas nas
regiões rurais e longínquas.
A capacidade e refinamento tecnológico do aparato não cessa aí.
Nele se utiliza uma lente Fresnel, invenção do físico francês
Augustin-Jean Fresnel, criada inicialmente para ser usada em faróis
marítimos, cujo desenho possibilita a confecção de lentes de grande
abertura e de curta distância focal, sem ter o peso e volume do
material de uma lente convencional.
Isso significa que quando comparadas a estas, as lentes Fresnel são
muito mais finas, leves e permitem a passagem de muito mais luz.
Mais do que versátil, o aparelho que serve como fogão, grill e até
aquecedor apresenta zero emissão de CO2, bem como zero consumo e zero
desperdício de qualquer outro tipo de energia, fazendo uso somente
dessa inesgotável fonte luz proveniente do nosso amantíssimo Astro
Rei!
David Wilson, um professor do Massachusetts Instituto of Technology
bolou essa belezura de churrasqueira que dispensa o uso de lenha,
carvão, gás ou energia elétrica para funcionar e que já foi até
batizada como a "Wilson Solar Grills".
A engenhoca de aparência futurística, serve tanto para grelhar,
cozinhar ou aquecer alimentos, como serve também como aquecedor de
ambientes, utilizando-se para isso apenas a energia solar.
A tecnologia usada no aparelho, que pode atingir 450º Celsius, é primorosa.
Ele vem equipado com uma bateria à base de nitrato de lítio, o que lhe
rende uma autonomia de cerca de 25 horas entre cada recarga.
Isso significa que a energia armazenada num único dia de sol pode ser
utilizada durante toda a noite e no dia seguinte também, favorecendo à
agradável atividade de se cozinhar ao ar livre nas grandes cidades e
atendendo especialmente as necessidades das comunidades situadas nas
regiões rurais e longínquas.
A capacidade e refinamento tecnológico do aparato não cessa aí.
Nele se utiliza uma lente Fresnel, invenção do físico francês
Augustin-Jean Fresnel, criada inicialmente para ser usada em faróis
marítimos, cujo desenho possibilita a confecção de lentes de grande
abertura e de curta distância focal, sem ter o peso e volume do
material de uma lente convencional.
Isso significa que quando comparadas a estas, as lentes Fresnel são
muito mais finas, leves e permitem a passagem de muito mais luz.
Mais do que versátil, o aparelho que serve como fogão, grill e até
aquecedor apresenta zero emissão de CO2, bem como zero consumo e zero
desperdício de qualquer outro tipo de energia, fazendo uso somente
dessa inesgotável fonte luz proveniente do nosso amantíssimo Astro
Rei!
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Origens do Rito Escocês Antigo e Aceito
Enquanto o absolutismo de direito divino triunfava na França, no
século XVII, a Inglaterra foi convulsionada por revoluções que
liquidaram o regime absolutista e os resquícios do feudalismo no país,
lideradas pelos burgueses.
Durante o período de 1558 a 1603 ocorreu o reinado de Elizabeth I,
dando grande desenvolvimento ao país devido transações com as chamadas
Índias Ocidentais e Orientais, que incluíam trafico de escravos e
pirataria.
O longo reinado da rainha chegou ao fim em 1603 e, como ela não deixou
sucessores diretos, a Coroa da Inglaterra passou para a família
Stuart, parentes escoceses dos Tudors. Desse modo, Jaime VI, rei da
Escócia, tornou-se Jaime I, rei da Inglaterra e da Escócia Unidas.
O novo rei tornou-se impopular, pois além de ser considerado
estrangeiro, era ferrenho defensor do absolutismo do direito divino e
anglicano, perseguindo os católicos e, principalmente, os calvinistas,
que, em exílio voluntário, migraram para as Colônias Americanas.
Seu filho Carlos I reinou de 1625 até 1649 e era, também, absolutista.
No fim desse período, começaram as guerras civis, e Carlos I foi
executado. Tivemos um período de Republica, dirigida por um Conselho
de Estado, presidido por Cromwell.
O que nos interessa saber, é que a esposa de Carlos I e seu filho,
Carlos II, refugiaram-se na França, juntamente com todos os
partidários e parasitas da Corte.
Posteriormente, em 1660, Carlos II e seu filho Jaime II (Jacob II),
voltaram a reinar na Inglaterra, até que no reinado de Jaime II, em
1688, houve a famosa Revolução Gloriosa e, novamente a Corte inglesa
se refugiou na França.
Foi nessa época que nasceu o atual e famoso "Rito Escocês Antigo e Aceito".
Este Rito, portanto, apesar do nome "Escocês", nasceu na França, pelos
exilados ingleses, partidários da família dos Stuart, reis da
Inglaterra e Escócia.
Sabemos que a transformação da Maçonaria "Operativa" em "Especulativa"
ocorreu na Inglaterra. Entretanto, é sabido que, já no século XVI, na
França e na Itália, existiam associações que reuniam os Maçons
Aceitos, que eram, normalmente, personagens importantes da vida social
daquela época.
Como já mencionado acima, com a decapitação de Carlos I pelos
partidários de Cromwell, a família dos Stuart, juntamente com sua
Corte, refugiaram-se na França, no Castelo de Saint Germain e os seus
seguidores, chamados de "jacobitas" (Jacob=James=Jaime) implantaram as
chamadas Lojas Escocesas, que trabalhavam segundo os Antigos Costumes
e não pelos padrões da Grande Loja de Londres, fundada em 1717, cujos
membros eram denominados de Modernos (que não tem nada a ver com o
Rito Moderno, surgido também na França).
Essas Lojas Escocesas, desenvolveram um Rito, denominado "Rito Escocês
Antigo e Aceito", que no Brasil é o mais difundido, sendo que, no
mundo, o Rito de York (ou Ritual Emulation) predomina.
escrito por: M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
século XVII, a Inglaterra foi convulsionada por revoluções que
liquidaram o regime absolutista e os resquícios do feudalismo no país,
lideradas pelos burgueses.
Durante o período de 1558 a 1603 ocorreu o reinado de Elizabeth I,
dando grande desenvolvimento ao país devido transações com as chamadas
Índias Ocidentais e Orientais, que incluíam trafico de escravos e
pirataria.
O longo reinado da rainha chegou ao fim em 1603 e, como ela não deixou
sucessores diretos, a Coroa da Inglaterra passou para a família
Stuart, parentes escoceses dos Tudors. Desse modo, Jaime VI, rei da
Escócia, tornou-se Jaime I, rei da Inglaterra e da Escócia Unidas.
O novo rei tornou-se impopular, pois além de ser considerado
estrangeiro, era ferrenho defensor do absolutismo do direito divino e
anglicano, perseguindo os católicos e, principalmente, os calvinistas,
que, em exílio voluntário, migraram para as Colônias Americanas.
Seu filho Carlos I reinou de 1625 até 1649 e era, também, absolutista.
No fim desse período, começaram as guerras civis, e Carlos I foi
executado. Tivemos um período de Republica, dirigida por um Conselho
de Estado, presidido por Cromwell.
O que nos interessa saber, é que a esposa de Carlos I e seu filho,
Carlos II, refugiaram-se na França, juntamente com todos os
partidários e parasitas da Corte.
Posteriormente, em 1660, Carlos II e seu filho Jaime II (Jacob II),
voltaram a reinar na Inglaterra, até que no reinado de Jaime II, em
1688, houve a famosa Revolução Gloriosa e, novamente a Corte inglesa
se refugiou na França.
Foi nessa época que nasceu o atual e famoso "Rito Escocês Antigo e Aceito".
Este Rito, portanto, apesar do nome "Escocês", nasceu na França, pelos
exilados ingleses, partidários da família dos Stuart, reis da
Inglaterra e Escócia.
Sabemos que a transformação da Maçonaria "Operativa" em "Especulativa"
ocorreu na Inglaterra. Entretanto, é sabido que, já no século XVI, na
França e na Itália, existiam associações que reuniam os Maçons
Aceitos, que eram, normalmente, personagens importantes da vida social
daquela época.
Como já mencionado acima, com a decapitação de Carlos I pelos
partidários de Cromwell, a família dos Stuart, juntamente com sua
Corte, refugiaram-se na França, no Castelo de Saint Germain e os seus
seguidores, chamados de "jacobitas" (Jacob=James=Jaime) implantaram as
chamadas Lojas Escocesas, que trabalhavam segundo os Antigos Costumes
e não pelos padrões da Grande Loja de Londres, fundada em 1717, cujos
membros eram denominados de Modernos (que não tem nada a ver com o
Rito Moderno, surgido também na França).
Essas Lojas Escocesas, desenvolveram um Rito, denominado "Rito Escocês
Antigo e Aceito", que no Brasil é o mais difundido, sendo que, no
mundo, o Rito de York (ou Ritual Emulation) predomina.
escrito por: M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Sob malhete
Prancha sob Malhete
O "Malhete" na Maçonaria, segundo o Mestre Nicola Aslan, é um pequeno
malho de forma especial, normalmente feito de madeira, usado pelo
Venerável Mestre e pelos Vigilantes de uma Loja, o qual indica
direção, poder e autoridade, dentro de uma determinada Loja. É também
o Símbolo da vontade, da força, do trabalho e da lógica.
Portanto, conforme Mestre Castellani, no seu "Dicionário de Termos
Maçônicos – Ed. Trolha", o assunto contido na "prancha sob Malhete"
ficará para ser resolvido posteriormente, ou cuja discussão é adiada.
Isso pode ser feito pelo Venerável Mestre ou proposto pelo Orador,
quando entender que a matéria em discussão não está suficientemente
esclarecida.
Essa atribuição deve, evidentemente, ser exercida com o máximo
critério, sob pena de responsabilidade perante a justiça maçônica.
Obviamente, existe um prazo de tempo, determinado nos Regulamentos
Gerais de cada Obediência, para que esse conteúdo seja revelado,
analisado e discutido.
Além do Venerável Mestre, o Orador da Loja, como representante do
Ministério Público, deve controlar esse prazo.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
O "Malhete" na Maçonaria, segundo o Mestre Nicola Aslan, é um pequeno
malho de forma especial, normalmente feito de madeira, usado pelo
Venerável Mestre e pelos Vigilantes de uma Loja, o qual indica
direção, poder e autoridade, dentro de uma determinada Loja. É também
o Símbolo da vontade, da força, do trabalho e da lógica.
Portanto, conforme Mestre Castellani, no seu "Dicionário de Termos
Maçônicos – Ed. Trolha", o assunto contido na "prancha sob Malhete"
ficará para ser resolvido posteriormente, ou cuja discussão é adiada.
Isso pode ser feito pelo Venerável Mestre ou proposto pelo Orador,
quando entender que a matéria em discussão não está suficientemente
esclarecida.
Essa atribuição deve, evidentemente, ser exercida com o máximo
critério, sob pena de responsabilidade perante a justiça maçônica.
Obviamente, existe um prazo de tempo, determinado nos Regulamentos
Gerais de cada Obediência, para que esse conteúdo seja revelado,
analisado e discutido.
Além do Venerável Mestre, o Orador da Loja, como representante do
Ministério Público, deve controlar esse prazo.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
Linguiça 2.0 - Ćevap do Jurza
Tá bonita essa linguiça que fizemos! Agora, na segunda versão, já foi
mais aprimorada e tá ficando profissa!
Achei um barato (#cool!) fazer linguiça: tinha tempos que eu queria
experimentar fazer, mas nunca animava. Um belo dia, comprei as tripas,
a carne, o moedor de carne, e na coragem, fizemos.
Essa segunda rodada, de pernil de porco, levou uma colherinha de estabilizante ET IV,
que ajudou a manter a cor e o suco da carne - e eu fiquei surpreso
como que a segunda linguiça está melhor do que a primeira, só seguindo algumas regrinhas básicas!
Esse tanto de linguiça que tem aí tem um quilo e meio de carne de
pernil de porco, passada no moedor com o disco "RIM", que é o maior
que tem, só para embutir mesmo, sem muita moeção - a primeira linguiça
que eu fiz, passei no disco que vem com a máquina, que deve ser uns 18
mm por aí, e a linguiça ficou muito maçarocada.
Passei água também pelo meio da tripa e lavei as tripas salgadas com
muita água e depois deixei de molho na água com vinagre - isso fez com
que a tripa ficasse sem cheiro algum - outra dica é que se ficar muito
tempo no meio ácido (água com vinagre ou limão), a tripa dá uma
endurecida nas fibras.
E é legal colocar uma colher de açúcar na carne - isso quebra um
pouquinho o sal e ainda faz com que seja mais fácil a soltura da carne
cozida da linguiça da casca (tripa).
Na hora da carne descansar com o tempero para ser curada, aperte a carne no recipiente que ela está o máximo possível e cubra com um plástico encostando na carne - restringindo o oxigênio, a carne irá oxidar e escurecer muito menos. O descanso legal é de 12 horas na geladeira, ou de 3 horas à temperatura ambiente.
Lembre-se: quanto menos contato com o ar, e quanto menor a temperatura da carne (de até uns 10 graus centígrados - menos que isso a cura não acontece), menos oxidação ocorrerá.
Outra dica é que na hora de ensacar, colocar um tanto de água gelada
na carne - isso ajuda a lubrificar o moedor, facilitando o serviço, e
de quebra mantém a carne fria para não escurecer, já que o moedor
aquece um pouquinho a carne e ela toma uma cor escura...
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Triumph x BMW
fonte: carros.uol.com.br/motos/noticias
De volta ao Brasil desde novembro, a Triumph acertou em cheio ao
escolher montar a Tiger 800 XC em sua fábrica em Manaus (AM). Com
isso, a bigtrail chegou ao mercado com preço competitivo (R$ 39.900)
para brigar no segmento que têm atraído muitos motociclistas que
buscam versatilidade.
Até então, havia uma predileta entre as bigtrails com até 1.000 cc no
país: a BMW F 800 GS (R$ 42.900), líder do segmento, que vendeu 2.429
unidades em 2012.
Para descobrir o que cada uma oferece ao consumidor, colocamos as duas
frente a frente, em trechos urbanos, rodovias e na terra. Um jogo
entre Alemanha e Inglaterra.
AS MELHORES
Não é errado afirmar que essas duas são as principais alternativas de
motos de média cilindrada disponíveis para o consumidor que gosta de
aventura. O preço talvez possa ser mais salgado que o das
concorrentes, mas suas qualidades também são mais temperadas. Ambas
são nacionalizadas, ou seja, montadas por sistema CKD em Manaus (AM).
Apesar de propostas semelhantes, o coração dessas motos são distintos.
A Tiger 800 XC usa motor de três cilindros -- característica típica da
marca. O propulsor, derivado da esportiva Daytona 675 R, teve seu
interior alterado em 80% para chegar à capacidade cúbica de 799 cm³ e
gerar 94 cv e 8,06 kgfm. A ideia de tenta mesclar o torque dos
bicilíndricos e a potência dos quatro cilindros está evidente na 800
XC
Já os alemães optaram por um motor de dois cilindros paralelos que
alcança 85 cavalos de potência e 8,5 kgfm de torque.
Na prática, esses números significam que o motor da Triumph é mais
elástico, com uma linha de torque linear e progressiva, entregando
força em todas as faixas de aceleração -- característica que exige
menos trocas de marchas, tornando a moto mais confortável para longas
viagens e trechos urbanos.
A BMW tem mais fôlego que sua rival em baixas e médias rotações,
entregando toda sua potência antes das 6.000 rpm. O piloto sente mais
a força da aceleração na BMW. Outra diferença é que o motor de
bicilíndrico vibra mais que o de três cilindros, principalmente em
altas rotações.
CONSUMO
A economia de combustível também evidencia a diferença dos motores:
por girar mais, o tricilíndrico da Triumph faz 16,1 km/l, enquanto o
propulsor da BMW obteve média de 17,9 km/l. Entretanto, como a Tiger
800 XC tem tanque de 19 litros, sua autonomia é superior que a da F
800 GS, que tem tanque de 16 litros.
Na terra, a configuração de cada motor faz a diferença na hora da
pilotagem. Por oferecer força mais cedo, a F 800 GS se sai melhor em
terrenos acidentados, principalmente naqueles mais travados. A Triumph
Tiger 800 XC ficará para trás se a procura do piloto for por
desempenho off-road. Mas para incursões de "passeio" ou até mesmo
deslocamentos, as duas andam juntas.
CICLÍSTICA
A configuração das suspensões e o chassi de cada moto refletem
exatamente a diferença no DNA de cada uma. Dotada de um quadro tubular
de aço em treliça, feito para ser resistente, a Tiger usa aros de
alumínio com raios (21 polegadas na frente e 17 atrás) e suspensões de
longo curso -- garfo telescópico invertido com 220 mm de curso na
dianteira, e monoamortecedor com 215 mm de curso fixado por links na
balança traseira, também de alumínio, ambos da marca Showa. São
especificações dignas de uma moto feita para enfrentar qualquer
caminho.
Ambas são equipadas com pneus Pirelli Scorpion Trail, de uso misto. E,
mesmo assim, o desempenho da moto inglesa nas curvas de asfalto é
digno de esportiva, tamanho ângulo de inclinação que ela permite.
A BMW F 800 GS também roda muito bem em estradas asfaltadas, apesar de
se destacar na terra. Seu quadro em treliça de tubos de aço oferece
mais rigidez ao seu conjunto de suspensões, e à roda dianteira, de 21
polegadas. O garfo invertido de 230 mm de curso e o monoamortecedor
traseiro, de 215 mm com regulagens em retorno e pré-carga de mola,
deixam o piloto mais alto, permitindo boa visualização do tráfego.
Todas essas informações, na prática, deixam claro o "viés" trail da
BMW e o perfil mais "sport-touring" da Triumph. Em resumo, a Tiger 800
XC se sobressai no asfalto, mas sem deixar sua rival comendo poeira.
Na terra, o cenário é oposto: a F 800 GS é melhor, mas somente quando
exigida de uma maneira mais radical.
Nossa conclusão foi empate técnico entre as duas -- o perfil do
cliente é o que faz a diferença
TECNOLOGIA EMBARCADA
As duas marcas não economizaram nos freios e dotaram seus modelos com
sistema ABS -- a BMW optou por equipar sua bigtrail com pinças Brembo
e a Triumph escolheu a japonesa Nissin. O conjunto da F 800 GS conta
com disco duplo dianteiro de 300 mm com pinça de dois pistões na
dianteira e disco simples de 265 mm com pinça de um pistão na
traseira. A Triumph instalou dois discos duplos flutuantes de 308 mm
na dianteira, mordidos por pinças também flutuantes de dois pistões; e
um disco simples de 255 mm com pinça flutuante de pistão único, na
traseira.
Para os mais experientes no fora-de-estrada, as duas motos oferecem a
possibilidade de o condutor desligar o sistema antitravamento.
No quesito tecnologia, a motocicleta alemã se sobressai, já que a
versão 2013 ganhou controle de tração de série. Sua concorrente não
traz o controle de tração nem mesmo como opcional (em nenhum lugar do
mundo). O sistema é bem-vindo, principalmente em pisos irregulares e
escorregadios. Assim que ele detecta que a motocicleta perde
aderência, corta a rotação do motor e corrige praticamente sozinho a
situação. Se for pilotar de forma mais forte no off-road, recomenda-se
que ele seja desligado -- justamente para que a moto não "engasgue".
Banco da Triumph mostra essência estradeira; BMW, mais "trail", vai
bem no off-road
BIÓTIPOS DIFERENTES
A posição de pilotagem sublinha ainda mais as características trail da
BMW e touring da Triumph. Isso pode ser facilmente notado pela altura
do tanque de combustível em relação à cintura do condutor. Na Triumph,
o piloto fica confortavelmente encaixado numa posição mais estradeira.
Na BMW, a posição é mais ereta, mais agressiva. Essa percepção fica
ainda mais clara quando se pilota em pé.
Para conquistar maior fatia do mercado, uma motocicleta deve agradar
uma grande variedade de consumidores. A BMW oferece três opções de
bancos, com alturas diferentes (850 mm, 895 mm e 920 mm), além do
banco standard de 880 mm.
A Triumph não fica atrás. Apesar de ter um assento com pouca espuma,
oferece altura do banco em relação ao solo bastante democrática: 865
mm, que pode ser abaixada para 845 mm. A regulagem de altura do guidão
também ajuda.
CONCLUSÃO
Ao fim desse jogo entre ingleses e alemães o resultado acaba sendo
empate. As duas são excelentes máquinas e oferecem um produto
"premium" para o consumidor, mas com propostas para perfis diferentes.
O estilo de pilotagem e o uso que se fará da moto desempata o
confronto.
De volta ao Brasil desde novembro, a Triumph acertou em cheio ao
escolher montar a Tiger 800 XC em sua fábrica em Manaus (AM). Com
isso, a bigtrail chegou ao mercado com preço competitivo (R$ 39.900)
para brigar no segmento que têm atraído muitos motociclistas que
buscam versatilidade.
Até então, havia uma predileta entre as bigtrails com até 1.000 cc no
país: a BMW F 800 GS (R$ 42.900), líder do segmento, que vendeu 2.429
unidades em 2012.
Para descobrir o que cada uma oferece ao consumidor, colocamos as duas
frente a frente, em trechos urbanos, rodovias e na terra. Um jogo
entre Alemanha e Inglaterra.
AS MELHORES
Não é errado afirmar que essas duas são as principais alternativas de
motos de média cilindrada disponíveis para o consumidor que gosta de
aventura. O preço talvez possa ser mais salgado que o das
concorrentes, mas suas qualidades também são mais temperadas. Ambas
são nacionalizadas, ou seja, montadas por sistema CKD em Manaus (AM).
Apesar de propostas semelhantes, o coração dessas motos são distintos.
A Tiger 800 XC usa motor de três cilindros -- característica típica da
marca. O propulsor, derivado da esportiva Daytona 675 R, teve seu
interior alterado em 80% para chegar à capacidade cúbica de 799 cm³ e
gerar 94 cv e 8,06 kgfm. A ideia de tenta mesclar o torque dos
bicilíndricos e a potência dos quatro cilindros está evidente na 800
XC
Já os alemães optaram por um motor de dois cilindros paralelos que
alcança 85 cavalos de potência e 8,5 kgfm de torque.
Na prática, esses números significam que o motor da Triumph é mais
elástico, com uma linha de torque linear e progressiva, entregando
força em todas as faixas de aceleração -- característica que exige
menos trocas de marchas, tornando a moto mais confortável para longas
viagens e trechos urbanos.
A BMW tem mais fôlego que sua rival em baixas e médias rotações,
entregando toda sua potência antes das 6.000 rpm. O piloto sente mais
a força da aceleração na BMW. Outra diferença é que o motor de
bicilíndrico vibra mais que o de três cilindros, principalmente em
altas rotações.
CONSUMO
A economia de combustível também evidencia a diferença dos motores:
por girar mais, o tricilíndrico da Triumph faz 16,1 km/l, enquanto o
propulsor da BMW obteve média de 17,9 km/l. Entretanto, como a Tiger
800 XC tem tanque de 19 litros, sua autonomia é superior que a da F
800 GS, que tem tanque de 16 litros.
Na terra, a configuração de cada motor faz a diferença na hora da
pilotagem. Por oferecer força mais cedo, a F 800 GS se sai melhor em
terrenos acidentados, principalmente naqueles mais travados. A Triumph
Tiger 800 XC ficará para trás se a procura do piloto for por
desempenho off-road. Mas para incursões de "passeio" ou até mesmo
deslocamentos, as duas andam juntas.
CICLÍSTICA
A configuração das suspensões e o chassi de cada moto refletem
exatamente a diferença no DNA de cada uma. Dotada de um quadro tubular
de aço em treliça, feito para ser resistente, a Tiger usa aros de
alumínio com raios (21 polegadas na frente e 17 atrás) e suspensões de
longo curso -- garfo telescópico invertido com 220 mm de curso na
dianteira, e monoamortecedor com 215 mm de curso fixado por links na
balança traseira, também de alumínio, ambos da marca Showa. São
especificações dignas de uma moto feita para enfrentar qualquer
caminho.
Ambas são equipadas com pneus Pirelli Scorpion Trail, de uso misto. E,
mesmo assim, o desempenho da moto inglesa nas curvas de asfalto é
digno de esportiva, tamanho ângulo de inclinação que ela permite.
A BMW F 800 GS também roda muito bem em estradas asfaltadas, apesar de
se destacar na terra. Seu quadro em treliça de tubos de aço oferece
mais rigidez ao seu conjunto de suspensões, e à roda dianteira, de 21
polegadas. O garfo invertido de 230 mm de curso e o monoamortecedor
traseiro, de 215 mm com regulagens em retorno e pré-carga de mola,
deixam o piloto mais alto, permitindo boa visualização do tráfego.
Todas essas informações, na prática, deixam claro o "viés" trail da
BMW e o perfil mais "sport-touring" da Triumph. Em resumo, a Tiger 800
XC se sobressai no asfalto, mas sem deixar sua rival comendo poeira.
Na terra, o cenário é oposto: a F 800 GS é melhor, mas somente quando
exigida de uma maneira mais radical.
Nossa conclusão foi empate técnico entre as duas -- o perfil do
cliente é o que faz a diferença
TECNOLOGIA EMBARCADA
As duas marcas não economizaram nos freios e dotaram seus modelos com
sistema ABS -- a BMW optou por equipar sua bigtrail com pinças Brembo
e a Triumph escolheu a japonesa Nissin. O conjunto da F 800 GS conta
com disco duplo dianteiro de 300 mm com pinça de dois pistões na
dianteira e disco simples de 265 mm com pinça de um pistão na
traseira. A Triumph instalou dois discos duplos flutuantes de 308 mm
na dianteira, mordidos por pinças também flutuantes de dois pistões; e
um disco simples de 255 mm com pinça flutuante de pistão único, na
traseira.
Para os mais experientes no fora-de-estrada, as duas motos oferecem a
possibilidade de o condutor desligar o sistema antitravamento.
No quesito tecnologia, a motocicleta alemã se sobressai, já que a
versão 2013 ganhou controle de tração de série. Sua concorrente não
traz o controle de tração nem mesmo como opcional (em nenhum lugar do
mundo). O sistema é bem-vindo, principalmente em pisos irregulares e
escorregadios. Assim que ele detecta que a motocicleta perde
aderência, corta a rotação do motor e corrige praticamente sozinho a
situação. Se for pilotar de forma mais forte no off-road, recomenda-se
que ele seja desligado -- justamente para que a moto não "engasgue".
Banco da Triumph mostra essência estradeira; BMW, mais "trail", vai
bem no off-road
BIÓTIPOS DIFERENTES
A posição de pilotagem sublinha ainda mais as características trail da
BMW e touring da Triumph. Isso pode ser facilmente notado pela altura
do tanque de combustível em relação à cintura do condutor. Na Triumph,
o piloto fica confortavelmente encaixado numa posição mais estradeira.
Na BMW, a posição é mais ereta, mais agressiva. Essa percepção fica
ainda mais clara quando se pilota em pé.
Para conquistar maior fatia do mercado, uma motocicleta deve agradar
uma grande variedade de consumidores. A BMW oferece três opções de
bancos, com alturas diferentes (850 mm, 895 mm e 920 mm), além do
banco standard de 880 mm.
A Triumph não fica atrás. Apesar de ter um assento com pouca espuma,
oferece altura do banco em relação ao solo bastante democrática: 865
mm, que pode ser abaixada para 845 mm. A regulagem de altura do guidão
também ajuda.
CONCLUSÃO
Ao fim desse jogo entre ingleses e alemães o resultado acaba sendo
empate. As duas são excelentes máquinas e oferecem um produto
"premium" para o consumidor, mas com propostas para perfis diferentes.
O estilo de pilotagem e o uso que se fará da moto desempata o
confronto.
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